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Aeroporto de São Francisco inaugura sala de ioga

O aeroporto internacional de São Francisco, na Califórnia, inaugurou no mês passado uma sala de ioga — feito inédito em aeroportos até então. Fica no recém-reformado Terminal 2, depois da área de segurança. Adesivos com um pictograma em posição de lótus indicam o caminho até a sala, que tem uma relaxante luz azul e uma painel na parede, simbolizando a mente iluminada. Ninguém precisa viajar com os tapetinhos, que estão à disposição na sala.

- Quando começamos a remodelar o Terminal 2, um dos nossos objetivos era não só trazer de volta o glamour das viagens de avião, mas também tornar a experiência menos estressante e mais agradável - declarou o diretor do aeroporto, John Martin. - Com a abertura da sala de yoga, o aeroporto de São Francisco permite que os viajantes tenham um espaço para relaxar.

Em breve, a direção do aeroporto vai publicar as regras de utilização do espaço, que fica aberto de 4h30m a 00h30m. Quem quiser descansar sem movimentar o corpo, pode ir também à sala de meditação, que fica antes da área de segurança no terminal internacional também, e funciona diariamente das 7h às 23h.

Outras informações sobre os serviços que o aeroporto oferece aqui (site em inglês).


Globo Online | 07-Fev-2012 00:01

Serviço compartilha perfis de Facebook entre passageiros

RIO - Em vez de ficar imaginando quem será o vizinho de poltrona naquele longo voo, o passageiro da companhia aérea holandesa KLM poderá não só saber o nome como profissão, preferências musicais, status de relacionamento e outros detalhes do colega. O serviço Meet & Seat, lançado na semana passada, permite ligar a reserva nos voos aos perfis nas redes Facebook e LinkedIn. Só quem optar por divulgar seu perfil, poderá ver quem mais está no voo.

- Esse novo serviço conecta passageiros e propõe uma viagem mais inspiradora - afirmou Erik Varwijk, diretor geral da empresa.

Não só ver o perfil alheio, os viajantes podem saber quem está indo para a mesma conferência no destino final; agendar uma reunião e um café antes do voo ou até combinar de rachar um táxi na chegada. Um detalhe importante é que, ao optar por compartilhar o perfil, o passageiro pode escolher quais informações vão ser expostas (dá para deixar de fora o status de relacionamento, por exemplo, se o seu interesse for profissional).

O serviço está disponível nos voos de Amsterdã para São Paulo, Nova York e São Francisco. Em breve, promete a companhia, será estendido para outros destinos internacionais. Para testar, basta entrar no site da companhia e entrar na aba “gerenciar minhas reservas”. É possível escolher as poltronas no prazo entre 90 dias e 48 horas de antecedência.


Globo Online | 06-Fev-2012 23:46

Tel Aviv, a capital gay mediterrânea

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TEL AVIV - Exótica, acolhedora e com uma atitude mediterrânea de "c’est la vie". Assim, o site "GayCities" definiu Tel Aviv, eleita mês passado a "melhor cidade para gays em 2011", em um concurso realizado pelo guia online em parceira com a American Airlines. A cidade israelense recebeu 43% dos votos, vencendo Nova York (14%). A eleição iluminou uma realidade pouco conhecida no Ocidente. Mas há tempos que a vida gay em Tel Aviv é considerada a mais vibrante do Oriente Médio, região mais lembrada pelas tendências conservadoras e religiosas.

O prefeito da cidade, Ron Hulday, comemorou a notícia numa sessão de fotos com drag queens.

—- A vitória reforça o caráter de Tel Aviv como cidade que respeita todos os seres humanos e que possibilita a todos viver de acordo com seus valores e desejos — afirma Hulday.

Em contraste com Jerusalém, a apenas uma hora de distância, Tel Aviv até ganhou o apelido de "bolha", numa referência à capacidade de seus moradores de se isolar de conflitos étnicos e religiosos em prol de uma vida boêmia.

— Tel Aviv é um destino quente hoje porque é única — diz Adir Steiner, coordenador da Parada do Orgulho Gay da cidade, que acontece há 14 anos. — Fica no meio do Oriente Médio, onde não é fácil ser gay, mas é como um paraíso numa área onde não é óbvio encontrar uma cidade tão liberal.

Leitores do GayCities escolhem anualmente as melhores cidades, em categorias que vão de "melhor parada gay" (São Francisco, com 29%; São Paulo ficou em segundo lugar, com 17% dos votos) a "melhor vida noturna" (Nova York, com 32%), além da categoria geral em que Tel Aviv venceu. Para Shay Deutsch, diretor da campanha municipal Tel Aviv Gay Vibe, apoiada pelo Ministério do Turismo de Israel, a intenção é que o título seja traduzido no aumento de visitantes gays na cidade, um público conhecido por seu potencial turístico. Deutsch diz que, diferentemente do que muitos pensam, Tel Aviv é mais segura do que muitas metrópoles europeias. A campanha conta com investimento anual de US$ 100 mil e conseguiu trazer, só para a Parada do Orgulho Gay do ano passado, mais de seis mil turistas — 25% a mais do que em 2010.

Por conta da Parada, e também pelo Festival Internacional de Filmes GLTB, junho é um dos melhores meses para visitar a cidade. Este ano, a parada será realizada no dia 8, em meio ao Fim de Semana do Orgulho, que vai de 7 a 11 de junho, com em média 50 eventos, inclusive uma grande festa na praia.

A praia, aliás, é um ponto de encontro durante o ano todo. O hot spot é em frente ao Hotel Hilton, ao redor das escarpas do Parque da Independência, entre as ruas Jabotinsky e Arlozorov. Outra área que oferece muitas atrações é conhecida como Quarteirão Gay, entre as avenidas Rotschild e a Allenby, passando pela Rua Sheinkin — onde há dezenas de bares, clubes e restaurantes gays, muitos frequentados, também, por heteros. O restaurante e café Orna & Ella, em que a maioria dos garçons é gay, faz sucesso desde que abriu as portas na década de 1990. É um lugar recomendado para o café da manhã. Outro famoso café e restaurante é o aconchegante Beta & Griga, que fica aberto 24 horas de domingo a quinta-feira. Às sextas, fecha às 17h; aos sábado, à meia-noite. As donas são um casal, Alma Fogel e Orit Revivo, e o lugar é mais frequentado por mulheres.

À tarde, muitos turistas se reúnem no Centro Comunitário GLTB, ou simplesmente Gay Center, no Parque Meir, onde há eventos diários e informações sobre a cidade. À noite, não faltam opções de festas em casas noturnas. No Evita, aos sábados, há shows com drag queens dublando sucessos do "Eurovision", o mais do que kitsch concurso de canções anual da Europa.

E em Tel Aviv, o início da semana não é entediante. Duas festas famosas ocorrem às segundas-feiras. O Gilda promove a Seven Eleven,com música e público bem misturados. A festa de hip hop homônima do DJ Notorious G.A.Y., no Lima Lima, é hype por ter sido a primeira a trazer, em 2005, esse tipo de música ao público gay. E sempre lota. A casa tem três ambientes, bar, pista de dança e um terraço.

Pequena, mas cosmopolita

Uma reportagem na revista "Traveller", da empresa aérea britânica EasyJet, de outubro do ano passado, foi quase como um prenúncio da coroação atual. O texto, assinado pelo jornalista britânico Jamie Hakin, não economizou em elogios a Tel Aviv, classificada de "capital gay do mundo". O repórter constata que a cidade mudou muito na última década. Tel Aviv atrai, hoje, milhares de turistas de todo o mundo, o que impressiona quando se analisa seu tamanho em comparação com outros destinos populares. São apenas 51 km² (Londres, por exemplo, tem 1,5 mil km²), com 400 mil habitantes (Nova York tem oito milhões). "Em termos de gays per capita, Tel Aviv ocupa facilmente a primeira colocação", escreveu Hakin.

"É de noite e me encontro na praia. À minha frente, até onde posso ver, há rapazes sem camisa, todos dançando ao som de música house a altos brados. A noite é do Cheech Beach, a mais importante festa gay na praia, e eu estou me divertindo como nunca", conta o repórter no começo da matéria. "Para uma cidade pequena, é incrível o quão variada é a vida noturna. Vai de festas de alto nível a festas baratas, de hip-hop a pop, de festas para o público mais adulto ou mais jovem".

— Tel Aviv é pequena o suficiente para ser íntima, mas grande o suficiente para absorver centenas de milhares de turistas anualmente. Somos cosmopolitas, ocidentais, mas por outro lado temos o viés caloroso do Oriente Médio — diz Leon Avigad, dono do Brown Hotel, que se identifica como gay friendly.

Mas nem tudo é cor-de-rosa na cidade mais pluralista de Israel. Em 2009, um assassinato abalou a cidade. Um atirador mascarado —– que até hoje não foi preso — entrou em um bar e atirou, matando dois jovens. Outras manifestações de preconceito continuam existindo, aqui e ali. E o contexto político também não pode ficar de fora, quando se trata de Israel. Ativistas acusam o governo do país de usar o liberalismo de Tel Aviv em relação aos gays para ofuscar violações de direitos humanos contra os palestinos. Em resposta, ativistas gays dizem que as acusações ignoram a repressão sofrida nos territórios palestinos.

Serviço:

Guias:

Tel Aviv Gay Vibe: O site da Prefeitura de Tel Aviv lista bares, restaurantes, festas e eventos para turistas. Lá, pode-se adquirir o Hot Pass (US$ 39), uma lista de cupons com descontos especiais em locais preferidos da comunidade gay. telavivgayvibe.atraf.com

Gay Center: A mais conhecida ONG de defesa de direitos gays em Israel oferece, além de dicas turísticas, informações sobre o cotidiano de Tel Aviv. gaycenter.org

Gay Tel Aviv Guide: Dicas de lugares, eventos e hotéis, além de notícias sobre direitos dos gays no país. gaytlvguide.com

Eventos

Parada do Orgulho Gay: Desde 1998, sempre em junho. Este ano, será no dia 8, em meio ao Fim de Semana do Orgulho, entre os dias 7 e 11.

Festival Internacional de Filmes GLTB: Sempre em junho; este ano, vai entre os dias 7 e 16. tlvfest.com/en/

Endless Summer: Ocorrem três vezes por ano, na primavera, no verão e no outono. O próximo é entre 8 e 12 de março.

Drag Night: As drag queens Ziona Patriot e Talula Bonet fazem o show "Evita", aos sábados, no Glitter (Rua Yavne 31). Entrada gratuita.

Points

Praia: O trecho de praia mais concorrido fica em frente ao Hotel Hilton (Parque da Independência), entre as ruas Jabotinsky e Arlozorov.

Avenida Rotschild: Repleta de restaurantes e cafés. Em um de seus extremos, fica o Teatro Nacional Habima. No outro, o bairro boêmio de Neve Tzedek.

Sheinkin: A rua mais descolada de Tel Aviv, com butiques e vários cafés.

Bares e clubes

T.L.V: A discoteca mais conhecida da cidade promove com frequência noites gays. Velho Porto de Tel Aviv.

HaOman 17: Um dos maiores clubes da cidade tem uma das melhores noites gays de Tel Aviv. Às sextas-feiras, o DJ Shirazi toca house na festa FFF. Rua Abarbanel 88.

Apollo Tel Aviv: Um dos mais celebrados clubes gays da cidade. Rua Allenby, 46.

Lima Lima: As festas Notorious G.A.Y. de hip hop são às segundas-feiras e tem entrada gratuita. Rua Lilienblum 42.

Shpagat Gay Bar: Lugar mais aconchegante, com bom cardápio, sets de DJs e shows. Avenida Nahalat Binyamin 43.

Orna & Ella: Restaurante com inspiração italiana e bons preços. Rua Sheinkin 33.

Beta & Griga: Tradicional café e bar de mulheres, aberto 24 horas, de domingo a quinta-feira. Sexta-feira fecha às 17h. Sábado funciona de 10h à meia-noite. Rua Levontin 2.


Globo Online | 06-Fev-2012 23:31

Um fim de semana em Visconde de Mauá, agora com acesso asfaltado

VISCONDE DE MAUÁ - Na última década, até um pouco mais, quase tudo o que se falava a respeito de turismo em Visconde de Mauá atrelava o luxo das pousadas que foram abrindo ao longo dos anos ao ambiente zen característico da cidadezinha montanhesa de natureza privilegiada e clima delicioso. Uma coisa meio hippie-chique: incenso e cachoeira com ofurô e lençol de algodão egípcio; trutas frescas e lareiras em brasa com vinhos premiados e chefs estrelados; cheiro de roça com massagens terapêuticas; mistura de "alternativos" com executivos do mercado financeiro... A partir de agora, o assunto será outro: a facilidade de acesso. Já não é mais preciso ter um 4x4 nem botar a saúde do carro em risco para se chegar ao alto da Serra da Mantiqueira. No fim do ano passado, a estrada de acesso ao lugar foi totalmente asfaltada, diminuindo significativamente o tempo de viagem: dá para fazer em até duas horas e meia, e sem risco de deixar pedaços do carro pelo caminho nem impor aos ocupantes uma sessão de tortura em forma de solavancos. Assim, pela primeira vez na história, vale a pena pensar em passar um fim de semana que não seja prolongado em Mauá. Por isso, estamos propondo este roteiro, começando no sábado pela manhã e terminando no domingo à noite, voltando para casa na segunda cedinho.

Na chegada, cachoeira, canoagem e truta

Para pegar a estrada ainda vazia e poder aproveitar o dia, o melhor é sair do Rio bem cedo. Até Penedo, sem trânsito, dá para chegar em aproximadamente duas horas, viajando tranquilamente pela Via Dutra. É um pouco mais para cima, depois da entrada para a Serrinha de Alambari, que o caminho até Visconde de Mauá está irreconhecível. O asfalto, novo em folha, é melhor que 99% das rodovias do Brasil: lisinho, sem ondulações. Quando menos esperamos, chegamos ao mirante do alto da serra, a 1.300 metros de altitude — vale ir parando pela estrada, para fotos nos muitos locais apropriados para isso, com lindos panoramas da Serra da Mantiqueira.

Poucas coisas podem ser mais agradáveis de se fazer ao chegar no alto da montanha, pelo menos no verão, do que dar logo um mergulho de boas-vindas numa cachoeira. Para banho, o Poção da Maromba é um dos melhores. Pouco acima está o Escorrega, o trecho mais famoso e frequentado do Rio Preto. Mas para se chegar até lá é preciso enfrentar as condições precárias da estrada, que só vai piorando a partir da vila de Mauá, passando por Maringá, até chegar à Maromba. Uma pedida diferente é descer o rio, seja sobre uma boia, no melhor estilo lazy river dos parques aquáticos, seja em um caiaque, com uma pitada a mais de aventura. Mas é melhor reservar esse programa antes da viagem, para chegar com tudo já agendado.

Com a alma lavada e a cabeça fresca, a fome vai começar a bater. Um bom lugar para o almoço é o restaurante Babel, que fica em lugar de acesso complicado: ou seja, é melhor ir até lá durante o dia. Na ida (ou na volta) é possível passar no Capril Maluvito’s, que além de ótimos queijos de cabra também produz e vende cogumelos igualmente de alta qualidade, entre eles exemplares mais raros, como o shimeji rosa. Se o objetivo da viagem é explorar as cachoeiras, vale a pena aproveitar e dar uma esticada até o Poço das Antas, no Rio Marimbondo.

Com poço e queijo, ou não, o restaurante Babel é um daqueles que justificam inteiramente algum sacrifício para se chegar. Dirigindo com cautela, qualquer carro vai até lá. Num local agradável, cercado de verde, e com amplos janelões que valorizam a paisagem, o casal Daniela Keiko e André Murray serve uma cozinha refinada, com forte inspiração franco-italiana. Para começar, capuccino de cebola com funghi porcini (R$ 24) e figos ao mel e balsâmico com queijo de cabra (R$ 24). Para o prato principal, uma boa sugestão é o Alcantilado (R$ 58), uma canela de cordeiro cozida à perfeição ao mel e especiarias, servida com polenta trufada e cebola assada. Outra? O inusitado fettuccini caseiro de curry com truta e aspargos frescos (R$ 48).Vale a pena investir no menu degustação (R$ 145).

Para fazer a digestão, uma boa pedida é bater pernas por Maringá, passeando tanto pelo lado carioca, com muitas lojinhas simpáticas, quanto pelo mineiro, onde predominam os bons restaurantes e pousadas, atravessando a ponte sobre o Rio Preto, que divide os dois estados. Difícil é resistir fazer a umas comprinhas de produtos locais na "delicatessen rural" O Fino da Roça, que vende produtos regionais, como mel, queijos e biscoitinhos caseiros, além de vinhos e artigos importados e de outras partes do Brasil.

Antes do jantar, para preparar o corpo para a noite, poucas coisas podem ser tão deliciosas quanto fazer uma sauna, equipamento obrigatório em qualquer pousada boa na região, seguida de um belo banho de rio, no caso da Casa Bonita, ou piscina de água natural, no caso da Terras Altas, duas das melhores opções de hospedagem em Mauá.

Para o jantar do sábado, uma escolha certeira é o Rosmarinus, um lindo casarão vermelho em Maringá, com jardim precioso onde encontramos parte dos temperos usados na cozinha. Um dos campeões de pedidos é a truta Visconde de Mauá (R$ 49,70), um filé desse peixe em versão salmonada, preparado numa crosta delicada com amêndoas, avelãs e farinha de milho, com um fantástico molho de azedinha, guarnecido com um purê de batatas com ervas bem cremoso. Um prato leve, fresco, saboroso e surpreendente. Assim como a Visconde de Mauá que o batiza.

Na despedida, tirolesa, motos, linguiça e vinho

Já que no inverno fica quase impossível, devemos aproveitar as cachoeiras enquanto é quente (relativamente quente, que fique claro, porque as águas são frias mesmo no calor do verão). Depois do café da manhã dominical criteriosamente preguiçoso, hora de mexer o corpo. Os dois melhores conjuntos de cachoeiras estão em território mineiro. O roteiro dos Gigantes não tem esse nome à toa, passando pelas maiores quedas d’água da região. É programa de quase um dia inteiro, que exige a companhia de guias e alguma disposição. Mais fácil, e tão agradável quanto, é visitar o complexo do Vale do Alcantilado, onde há uma série de cachoeiras alcançadas por trilha bem sinalizada, que pode ser percorrida com calma e sem auxílio de guias. Há ótimos poços para banho, e um famoso caldinho de feijão (R$ 6) servido no bar do Sítio Cachoeiras do Alcantilado, que cobra ingresso (R$ 8) para visitar as quedas d'água.

Ali pertinho está outro complexo de entretenimento, o Corredeiras (ingresso a R$ 29), que tem boia-cross, piscina natural e trilhas, além de outras diversões, como arvorismo, escalada e tirolesa, que são cobrados à parte (há pacotes que combinam dois ou mais desses programas). No mesmo lugar funciona o Museu Duas Rodas (R$ 15), imperdível, dono do maior acervo de motos, bicicletas e afins no Brasil.

Quando o estômago roncar, o melhor a se fazer é seguir para o restaurante Gosto com Gosto, para saborear a cozinha da chef Mônica Rangel, que equilibra com sabedoria a tradição da cozinha mineira com criatividade e muito rigor na escolha dos ingredientes e na técnica de preparo dos receitas. As linguiças produzidas ali mesmo são fabulosas, e o trio (de pernil, cordeiro e frango) acompanhado de bolinhos de mandioca com queijo é delicioso — para acompanhar, peça uma pinga entre as centenas disponíveis na carta (a lista de vinhos também é das melhores). Para a escolha do prato principal é que a coisa complica um pouco. Porque o frango assado temperado com canela, servido com um inacreditável arroz de quiabo, é uma coisa de maluco. Mas o tutu à mineira também deixa saudades, e a costelinha de porco assada longamente é a melhor que já comi na vida. Para acompanhar, o vinho da casa (R$ 39), produzido por Paulo Laureano, no Alentejo fica uma maravilha (com os três pratos).

Subir a serra e não dar uma dormidinha depois do almoço não faz muito sentido, não é? Façamos isso, mas não sem antes dar uma passada na fábrica Bolo Húngaro, que produz essa obra de arte, uma massa deliciosa, enriquecida com canela, passas, nozes, castanha-do-pará e açúcar mascavo.

Depois, é só sair para o jantar de encerramento. Para quem está hospedado em Mauá, uma boa pedida para é o restaurante da pousada Terras Altas, que tem a mais linda adega do pedaço, muito bem abastecida. Da cozinha saem receitas como ossobuco com risoto de açafrão, preparado com absoluta competência. Já os que estão em Maringá podem escolher o Champignon, que tem cardápio dedicado aos cogumelos, que aparecem nas mais variados versões.

Não há mais o que se fazer além de ir direto para cama, para acordar cedo ainda a tempo de chegar ao trabalho. E descer a serra com calma, aproveitando a vista da nova estrada.

Viagem está mais rápida e segura

Distraído com a paisagem verdejante das montanhas, tomei um susto quando cheguei ao Alto da Serra, um mirante a 1.300 metros de altitude, ponto culminante do trajeto, quando a estrada a caminho de Mauá começa a descida em direção à cidade. Acostumado a demorar cerca de uma hora para fazer o trajeto de Penedo até lá, foi uma grata surpresa demorar menos da metade do tempo — e isso dirigindo calmamente e sem comprometer o carro. Nossa saúde também está mais protegida, porque no recente pacotes de mudanças estruturais em Mauá foi incluída a construção de diversas estações de tratamento de esgoto, e hoje 90% desses resíduos não mais poluem os rios da região.

Muita gente foi contrária à obra por acreditar que o fluxo de turistas maior é uma ameaça à natureza e à estrtutura social de Mauá. Mas foram voto vencido. Inaugurada no finalzinho do ano passado, em meio a polêmicas, a primeira estrada-parque do Estado do Rio ainda não está completa: faltam mirantes, passagens para animais atravessarem a pista e centro de visitantes. Mas a pavimentação, a contenção de encostas e a sinalização estão prontas.

Lá em cima, porém, pouca coisa mudou. Pegando à direita, passando pela vilinha de Mauá, a estrada que conduz a Campo Alegre está em obras. No sentido oposto, em direção a Maringá e Maromba, tudo continua igual. Até Maringá a estrada ainda é ruim, mas dá para encarar com qualquer carro, dirigindo devagar. Depois, até Maromba, é que a coisa fica feia, uma buraqueira danada. Dá para enfrentar, mas é preciso paciência para driblar as crateras, as pedras e outros relevantes obstáculos difíceis de serem superados pelos que não estão em veículos 4x4.

Faz parte da segunda etapa do projeto a pavimentação até Maromba, o que deve tornar mais fácil mergulhar na Cachoeira do Escorrega. Mais fácil e mais caro, porque outra polêmica que se abateu sobre a cidade recentemente foi a compra da área pelo Instituto Chico Mendes — órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, responsável pela administração das unidades de conservação federais — que pretende cobrar ingresso do visitante.

Serviço

Onde comer

Babel: Vale do Pavão. Tel. (24) 3354-5936. babelrestaurante.com

Champignon: Alameda Gastronômica de Maringá-MG. Tel. (24) 3387-1523. restaurantechampignon.com.br

O Fino da Roça: Estrada Maringá-Maromba, Maringá. Tel. (24) 3387-1719.

Gosto com Gosto: Rua Wenceslau Bráz 148, Mauá. Tel. (24) 3387.2004. gostocomgosto.com.br

Rosmarinus: Estrada Visconde de Mauá-Maromba, Maringá-RJ. Tel. (24) 3387-1550. rosmarinus.com.br

Truta Rosa: Vale de Santa Clara. Tel. (24) 3387-1149.

Warabi: Estrada Maringá-Maromba km 7,5, Maringá-RJ. Tel. (24) 3387-1143.

Passeios

Corredeiras: O complexo de lazer tem bar, restaurante, trilhas, tirolesa, piscinas naturais e o Museu das Duas Rodas (R$ 15). O ingresso custa R$ 29, e inclui várias atividades — outras, como a tirolesa (R$ 17), são cobradas à parte. Vale do Alcantilado. Tel. (24) 9268-0979. museuduasrodas.com.br

Remorini Ecoaventuras: Tem o mais completo cardápio de atividades ecológicas e de aventura na região, incluindo boia-cross, rapel, escaladas e trilhas as mais variadas (inclusive no Parque Nacional do Itatiaia). remoriniecoaventuras.com.br

Rent a Horse: Duas horas de cavalgada custam R$ 60. Tel. (24) 9982-8852. cavalgadasviscondedemaua.com

Sítio Cachoeiras do Alcantilado: O ingresso, que dá acesso às cachoeiras, custa R$ 8. Vale do Alcantilado. Tel. (24) 9264-5146. cachoeirasdoalcantilado.com.br

T&T Adventures: Organiza vários roteiros pela região, incluindo canoagem e rafting. Tel. (24) 3387-1080.


Globo Online | 04-Fev-2012 00:02

Leitores do Trip Advisor escolhem destinos e hotéis preferidos

Dentro das incontáveis listas que a virada dos anos rende, uma delas tem um apelo especial: a do site de resenhas Trip Advisor, por ser resultado dos votos de milhões usuários da rede. Na verdade, são várias listas e prêmios: os 25 melhores hotéis (alguns países têm as suas próprias), melhores praias e melhores destinos para comer. Veja alguns destaques:

Destinos

Uma lista mundial feita por viajantes e não profissionais tem suas diferenças. Em vez de obscuros destinos asiáticos e africanos em destaque, a lista do Trip Advisor tem Paris (4º), Rio de Janeiro (5º), Nova York (6º), Roma (7º), Londres (8º), Barcelona (9º), Jerusalém (13º), Praga (15º), Buenos Aires (17º) e até Las Vegas (no último lugar, 25º). Os três destinos mais votados foram em primeiro, a Cidade do Cabo, na África do Sul; em segundo, Sydney, na Austrália; e em terceiro, Machu Picchu, no Peru.

Hotéis

Na lista brasileira, uma surpresa: o Villa Bahia, em pleno Pelourinho de Salvador, ficou em primeiro lugar Em segundo, a Pousada da Azeda, em Búzios. Terceiro, o Hotel Cataratas, da Orient Express, no homônimo ponto turístico no sul do país. Consagrados hotéis brasileiros ficaram em posições mais abaixo, como o Emiliano (7º) e o Unique (20º) em São Paulo, e o Copacabana Palace (11º), no Rio.

Na lista mundial, entre os cinco primeiros lugares, há dois hotéis de Belize: o Phoenix Resort, em San Pedro, ficou em primeiro. E o Hamanasi Adventure and Dive Resort, em Hopkins, em terceiro. Em segundo, os Anastasis Apartments, em Imerovigli, na Grécia.

Praias

Na lista mundial, nenhuma brasileira entrou. As praias caribenhas dominaram a lista. Em primeiro lugar, ficou a praia de Providenciales, nas paradisíacasTurks & Caicos, no Caribe. O Trip Advisor destaca que é uma ótima praia para família e mergulhadores. Em segundo lugar, a ilha de Boracay, nas Filipinas, pequena mas repleta de praias. Em terceiro, a Palm Beach, também caribenha, em Aruba. Playa de Carmen e Tulum, no México, também estão na lista.

As praias brasileiras estão contempladas na lista da América do Sul e Central. Búzios, em 5º, é definida como a “Wall Street” do litoral, por ter mais de 20 praias, galerias de arte, clubes e butiques. Porto de Galinhas, em 8º, foi considerada uma praia boa para relaxar, por não ficar lotada nem ter vida noturna. A primeira praia dessa lista foi Santa Teresa, na Costa Rica, com boa infraestrutura hoteleira e mar perfeito.

Gastronomia

As listas gastronômicas são votadas por regiões ou países. No Estados Unidos, a capital da boemia Nova Orleans venceu por seu delicioso churrasco e comida de influência africana e francesa. Entre as cidades europeias, Florença, na Itália, bateu Paris, que ficou em segundo lugar. Os ingredientes simples, mas perfeitos e os vinhos toscanos levaram a cidade italiana à vitória. Na lista da América do Sul e Central, a vencedora foi Buenos Aires, na frente de Lima (3º), no Peru, e do Rio (9º). Na Ásia, os temperos tailandeses de Bangoc ganharam a preferência dos leitor. Na região do Pacífico Sul, a australiana Melbourne ganhou por ser cosmopolita e oferecer uma variedade de ótimas opções. Canadá e Índia mereceram lista própria. No país do Hemisfério Norte, Niagara-on-the-lake teve preferência em detrimento das grandes cidades. Na Índia, os vegetais apimentados de Mumbai se destacaram.


Globo Online | 03-Fev-2012 23:47

Campari volta às origens em Milão

Marco na história do aperitivo Campari, o bar da Galleria Emanuele Vittorio II, na Piazza Del Duomo, em Milão, voltou a ter seu nome original: Camparino, como foi inaugurado em 1915 por Davide Campari, filho do criador da bebida, Gaspare.

O Camparino surgiu como um "irmão mais novo" do Caffè Campari, de Gaspare, mas acabou por mudar a história dessa marca. Foi quando Davide instalou no local um sistema hidráulico que garantia o fluxo contínuo de club soda da adega até o bar, facilitando a mistura com o Campari, que se tornou a maneira clássica de se servir a bebida.

Decorado em estilo art nouveau, o bar logo virou referência de elegância na cidade e se mantém badalado até hoje. Para comemorar a “volta às origens”, o Camparino inaugurou uma placa comemorativa, feita pelo artista italiano Ugo Nespolo.

Outras informações no site camparino.it


Globo Online | 03-Fev-2012 12:08

Na trilha (sonora) dos megafestivais

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As horas de engarrafamento até a Cidade do Rock, onde aconteceu o Rock in Rio, ano passado, vão parecer uma volta pelo quarteirão depois que você ler esta reportagem. Tem uma galera que embarca em voos longos (com conexões demoradas), enfrenta fila de imigração, atravessa deserto, acampa debaixo de chuva.... Tudo para ver de perto suas bandas e artistas favoritos. São fãs de música que frequentam os maiores festivais do mundo, como o Coachella, na Califórnia; o Roskilde, na Dinamarca, ou o Glastonbury, na Inglaterra. Além de promover dezenas de shows sensacionais num único fim de semana, esses eventos proporcionam experiências inesquecíveis, reunindo várias formas de arte em um ambiente de confraternização. Os cenários também são incríveis. A maioria dos festivais acontece em lugares que, por si só, já renderiam ótimas viagens.

Um circuito americano de Disneylândias da música pop

Um evento do porte do Coachella Valley Music & Arts Festival, que acontece sempre em abril, na Califórnia, é como um parque de diversões da música pop. Num gramado do tamanho de um bairro, diversos palcos espalhados recebem alguns dos melhores shows do mundo. Pessoas usando roupas leves e coloridas estão por todos os lados, andando, assistindo a uma apresentação ou esparramadas sob alguma sombra. Durante três dias ou mais, ninguém quer saber de nada além de se divertir. É como estar numa outra dimensão.

Festivais anuais nesses moldes vêm se espalhando pelo mapa-múndi nos últimos anos. O Brasil, por exemplo, recebe grandes eventos, como o SWU, em São Paulo. Mas os maiores, mais organizados e com as melhores atrações no line up, estão nos Estados Unidos e na Europa. No país de Barack Obama, o calendário começa em março, quando rola o badalado South By Southwest, em Austin, no Texas, e continua com megafestivais como o Coachella, perto de Los Angeles, no deserto da Califórnia, e o tradicional Lollapalooza, em Chicago, em agosto.

— Não tem um festival no Brasil que reúna tantas bandas boas. E vale muito pela viagem também. Se você vai com amigos, a experiência toda fica mais legal — diz a estudante de Artes Plásticas Rafaela Rocha, que já esteve no Coachella e, ano passado, foi ao festival Big Chill, a poucas horas de Londres, na Inglaterra. — Tem gente que viaja para praticar esportes; outros, para fazer compras. No caso dos festivais, um grupo de amigos viaja junto para dividir experiências musicais.

Evento gigantesco que acontece todo ano na pequena cidade de Indio, o Coachella é o festival de maior repercussão nos EUA. Astros como Madonna, Paul McCartney, Prince, Gorillaz, Daft Punk e toneladas de bandas alternativas já se apresentaram no deserto. Momentos memoráveis, como o retorno do Rage Against the Machine após dez anos de hiato e o dueto da popstar Beyoncé com o rapper (e marido) Jay-Z aconteceram lá. Este ano, entre as principais atrações, estão a cultuada banda Radiohead, que não faz shows desde 2009, e um set com Dr. Dre e Snoop Dogg, ídolos do hip-hop.

Ao todo, serão mais de 130 shows, distribuídos entre cinco palcos, ao longo de dois fins de semana. Tendas de música eletrônica, instalações artísticas, estandes de games e até uma roda-gigante ajudam a criar o ambiente de descontração. O público (cerca de 80 mil por dia) usa pouca roupa, por causa do calor, e o pôr do sol púrpura do deserto dá ares místicos ao evento, cuja organização é muito profissional. As apresentações começam pontualmente e há várias praças de alimentação. O único problema é o acesso. De Los Angeles, são quase três horas de estrada.

Os ingressos para o Coachella este ano já se esgotaram. Portanto, quem se animou pode se organizar para 2013, e aí pensar em combinar o festival com algumas semanas viajando pela costa da Califórnia (que tal?). Ou escolher outro megafestival americano, como o South By Southwest e o Lollapalooza. Tem ainda o Bonnaroo, em Manchester, no estado do Tennessee, em junho, que se pode casar perfeitamente com uma viagem pelo do Sul dos EUA. O line up deste ano ainda não foi divulgado, mas em 2011, a programação incluiu Eminem, Arcade Fire, The Strokes, Mumford & Suns, Beirut e muito mais.

Nos quatro dias de evento, a população na pequena Manchester sobe de 10 mil para 100 mil pessoas. Considerado pela revista "Rolling Stone" o melhor festival de 2008, o Bonnaroo é conhecido pela militância ecológica. Numa das edições, os organizadores bolaram a seguinte promoção: quem enviasse uma carta para um deputado apoiando a causa ambiental poderia baixar gratuitamente 17 músicas de artistas que se apresentariam naquele ano. "O Bonnaroo revolucionou o festival de rock moderno", escreveu o jornal "The New York Times".

— A filosofia contagia o público, e ninguém joga lixo no chão. Também fiquei impressionado com o quanto as pessoas são apaixonadas por música — relata o publicitário Rafael Souza, que emendou o festival ano passado com uma viagem para Nashville, capital da música country, e a jazzística Nova Orleans. — Nem é tão perto, mas sempre quis dirigir pelo Sul dos EUA.

O cineasta Rodrigo van Der Put e o gerente de marketing Miguel Cariello, amigos de infância, também se jogaram na estrada depois do Lollapalooza de 2010. Eles dirigiram de Chicago até Miami, pegando um desvio para Nova Orleans. Na bagagem, carregaram a memória de shows antológicos de Lady Gaga, Green Day, Phoenix e muitos outros. Pela primeira vez, o Lollapalooza vai acontecer no Brasil, em abril deste ano. Mas, com 43 shows em dois dias, é uma versão muito menor do que a original.

Na cidade de Al Capone, o circo da música pop tem por volta de 130 atrações em três dias. São oito palcos diferentes, num parque arborizado às margens do Lago Michigan, no centro de Chicago. É um festival "fácil" em vários aspectos. Você não precisa pegar estrada nem acampar. Basta tomar um voo, hospedar-se numa das centenas de hotéis locais e usufruir da rede de transporte público. Fora que a metrópole em si, com ótimos restaurantes, museus, praças e casas de entretenimento merece, no mínimo, uma esticada de três dias.

— O festival foi muito bom. E tem muita coisa para fazer na cidade também. O lugar onde rola o evento fica perto da Millenium Park, por exemplo, onde tem aquela escultura famosa, "Cloud gate", do Anish Kapour. Isso sem falar dos museus e lojas. Tudo ali no centro de Chicago — descreve Van Der Put.

O South by Southwest, em Austin, também se vale da infraestrutura da metrópole para acolher os forasteiros. O formato do evento difere da maioria porque os shows ocorrem dentro de pubs, boates, parques e até igrejas espalhados pela capital do Texas. São mais de duas mil performances em cerca de 90 endereços. Às vezes, é preciso ficar ligado para garantir lugar num bar que vai abrigar determinado show. O REM, por exemplo, já tocou num pub para 800 pessoas. Foi um set inesquecível, para poucos. Além de um evento de música, o SXSW é também um ciclo de debates e um festival de cinema, cuja importância cresce ano após ano.

Cidade medieval, fazenda e capitais abrigam festivais europeus

O avô dos grandes festivais é o célebre Woodstock, que, mergulhado numa atmosfera de contracultura em 1969, reuniu artistas como The Who e Janis Joplin na cidade de White Lake, perto de Nova York, nos EUA. Mas, desde então, foi na Europa que a filosofia desse tipo de evento se propagou de maneira mais intensa. Enquanto os americanos Coachella e Lollapalooza ocorrem desde os anos 90, festivais como Glastonbury, na Inglaterra; Roskilde, na Dinamarca, e Rock Werchter, na Bélgica, acontecem desde os anos 70 no verão do Velho Mundo. Bandas antológicas como Rolling Stones, Nirvana e The Smiths pisaram nesses palcos.

A Inglaterra sozinha pode ser chamada de um "festival de festivais", por sediar mais de 400 eventos ao longo do ano, em lugares como Leeds, Reading e Isle of Wight. Numa fazenda a quatro horas de Londres, o Glastonbury é o mais famoso deles. Ano passado, quando U2, Beyoncé e Coldplay baixaram no evento, foram vendidos 130 mil ingressos. Mas o festival tem seus perrengues. O público pega pesado nas drogas, a chuva constante deixa o acampamento quase impraticável e há casos de violência registrados ao longo dos anos.

Quem quiser ir a um festival na terra da Rainha Elizabeth sem se enfiar numa selva pode procurar eventos um pouco menores, como o Isle of Wight, em junho, na pitoresca ilha de mesmo nome, ou o Big Chill, nos arredores do Castelo de Eastnor, na cidade histórica de Herefordshire. Excepcionalmente este ano, o Big Chill, que rolaria em agosto, foi cancelado por conta dos Jogos Olímpicos de Londres. Já o Isle of Wight, que abrigou uma performance mágica de Jimi Hendrix, em 1970, acontece com line up de gala: Bruce Sprigsteen & The E Street Band, Pearl Jam, Noel Gallagher’s High Flying Birds e várias outras atrações.

— Festivais são parte da cultura na Europa. É difícil conhecer alguém que nunca foi a um deles — explica o inglês David Peterson, que esteve nos eventos de Glastonbury, Reading e Roskilde. — O meu favorito é o Roskilde. O ambiente é amistoso e as dinamarquesas, receptivas.

O festival homônimo da capital medieval da Dinamarca começou envolto por um clima hippie. Hoje, abriga mais de 180 shows em cinco dias, para 80 mil pessoas. Este ano, estão confirmados Björk, Friendly Fires e Bon Iver, entre outros. Assim como no Glastonbury, quase todo o público do Roskilde fica acampado, e a abertura do camping é uma atração à parte. Milhares chegam horas antes e disputam os melhores lugares para as barracas. A corrida dos pelados também é engraçada. Homens e mulheres totalmente nus dão a volta no camping. Os primeiros colocados ganham ingressos para o ano seguinte.

— O único problema dos festivais da Europa é que chove muito — avisa o produtor cultural Pedro Seiler, que já foi ao Reading e ao Rock Werchter, além de várias vezes ao Coachella. — Nesses eventos, você vê seus artistas preferidos e fica por dentro do que de mais relevante está acontecendo no mundo. Tudo em condições agradáveis, com shows, som e luz perfeitos, sem filas etc.

O Rock Werchter vai de 28 de junho a 1 de julho, no vilarejo de Werchter. Num país com fama de muito pacato, o festival significa um fim de semana de exceção, com shows épicos e público de diferentes países próximos. O evento quase sempre acontece na mesma semana do Roskilde e, por isso, muitas bandas tocam em ambos os festivais no mesmo ano. Em 2012, Pearl Jam, Red Hot Chilli Peppers, Blink 182 e The Cure são algumas das principais atrações.

Quem ficou com saudade do Rock in Rio, e não quer esperar até a próxima edição, em 2013, pode correr para as versões do evento em Portugal e Espanha. Em Lisboa, o RIR promove shows de Metallica, Lenny Kravitz, Mastodon, Ivete Sangalo e outros. Já em Madri, vai ter Springsteen, Red Hot e muito mais.


Globo Online | 03-Fev-2012 11:53

Tudo o que você precisa saber sobre cada festival de música

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Festivais realizados em lugares afastados dos grandes centros, como o americano Coachella e o dinamarquês Roskilde, oferecem áreas de acampamento organizadas, limpas e com boa infraestrutura de banheiros Nas metrópoles, eventos como Lollapalooza e South By Southwest contam com a rede local de hotéis para abrigar seus forasteiros. Tudo o que você precisa saber sobre cada festival está detalhado nos sites dos eventos.

South by Southwest: O festival acontece em Austin, capital do Texas. Este ano será de 9 a 18 de março. Ainda há ingressos disponíveis (os preços variam de US$ 595 a US$ 1.295), mas, a esta altura do campeonato, são poucas as opções de hospedagem. De qualquer maneira, quem quiser ir deve se inscrever no site sxsw.com. É nessa página que você vai se informar sobre as dezenas de hotéis conveniados. Muitos ficam perto dos locais do evento, mas há vans para quem se hospedar um pouco mais longe.

Coachella: O Coachella Valley Music & Arts Festival é realizado na cidade de Indio, no interior da Califórnia. Saindo de Los Angeles, o melhor é alugar carro ou pegar ônibus (procure pelas passagens no site Greyhound.com). São três horas de viagem. A maior parte do público fica no acampamento do festival (informe-se no site Coachella.com). Outros preferem hotéis ou casas para alugar em cidades como Palm Springs e Palm Desert, mas, nesse caso, o carro é obrigatório, porque esses locais ficam a 40 minutos do festival. Este ano, o evento será realizado de 13 a 15 de abril e de 20 a 22 de abril, mas os ingressos já acabaram. Programe-se para 2013!

Bonnaroo: O aeroporto de Nashville, capital do Tennessee, fica a 100km de Manchester, onde acontece o festival, de 7 a 10 de junho. Você pode fazer o trajeto numa van do evento ou pegar um ônibus da Greyhound (o terminal fica a dois quilômetros do Bonnaroo). O acampamento é a principal opção de hospedagem, mas há diversos hotéis nos arredores. Informe-se sobre tudo no site Bonnaroo.com. Os ingressos custam US$ 260 e valem para o acampamento também.

Lollapalooza: Instalado anualmente no Grant Park, às margens do Lago Michigan, no centro de Chicago, o Lollapalooza fica perto de centenas de hotéis e albergues. Mas é bom reservar com antecedência, porque as opções mais próximas acabam rapidamente. No site Lollapalooza.com, há uma lista de hotéis e albergues indicados pelo evento, que, em 2012, acontece de 3 a 5 de agosto. Os ingressos serão vendidos a partir de março. Os da última edição custavam de US$ 185 a US$ 215.

Glastonbury: O maior festival da Inglaterra vai dar uma pausa devido às Olimpíadas de Londres, mas você já pode se registrar para a edição de junho de 2013. O evento acontece numa fazenda em Pilton, a três horas de Londres. Pode-se chegar lá de ônibus, trem ou carro. Quase todo o público fica acampado ou em trailers. O site Glastonburyfestivals.co.uk tem outras informações.

Isle of Wight: Para chegar à maior ilha da Inglaterra, você precisa se dirigir, de trem ou ônibus, a um dos três pontos no Sul do país de onde saem ferryboats para Isle of Wight. São eles: Portsmouth Harbour, Southampton Central e Lymington Pier. Como o evento atrai muito público, é preciso comprar seu bilhete marítimo com bastante antecedência. O site do evento (Isleofwightfestival.com) lista as três operadoras que fazem o trajeto de cada ponto: Wightlink, Red Funnel e Hoovertravel. Entre as opções de hospedagem, estão a área de camping e os hotéis locais. Os ingressos custam 160 libras esterlinas (cerca de R$ 440) ou 190 libras (R$ 520), com acampamento incluído. Este ano, o Isle of Wight acontece de 22 a 24 de junho.

Rock Werchter: A 30km de Bruxelas, na Bélgica, a pequena Werchter recebe mais de 80 mil pessoas durante o festival (Rockwerchter.co.be/en). Para chegar, pode-se ir de ônibus ou trem para Lueven, de onde partem os ônibus especiais do evento. O camping é a principal forma de hospedagem, embora algumas pessoas prefiram alugar casas nos arredores. O ingresso para os quatro dias (28 de junho a 1 de julho) custa 195 (cerca R$ 450), incluindo passagem de ônibus de qualquer cidade belga até Lueven e o trajeto de Lueven até o Rock Werchter. A estadia no camping custa 18 (R$ 42).

Roskilde: A cidade medieval que dá nome a um dos maiores festivais da Europa fica a 35km de Copenhague (alguns aventureiros fazem o percurso de bicicleta). No aeroporto da capital da Dinamarca, você pode pegar um trem direto para Roskilde. No site do evento (Roskilde-festival.co.dk/uk) não há indicações de hotéis, já que quase todo mundo fica acampado. São 75 mil pessoas em barracas. Este ano, o festival acontece, oficialmente, de 5 a 8 de julho, mas algumas atividades começam dia 30 de junho. Os ingressos válidos para todos os dias custam 240 (em torno de R$ 550) e dão direito ao acampamento.


Globo Online | 03-Fev-2012 11:38

Turistas deverão pagar nova taxa para visitar Noronha

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A partir de abril, quem visitar o arquipélago de Fernando de Noronha deverá pagar uma taxa de ingresso de R$ 65, para brasileiros, ou R$ 130, para estrangeiros — o valor vale por dez dias. Os preços foram estabelecido por uma portaria de 30 de dezembro de 2010, do Ministério do Meio Ambiente, para ajudar na manutenção da nova administradora dos serviços turísticos do Parque Nacional Marinho, a EcoNoronha. A empresa é uma filial da Cataratas do Iguaçu S/A, que há 11 anos presta o mesmo serviço no parque na fronteira de Brasil e Argentina. Em contrapartida, a companhia promete investir R$ 8 milhões, em dois anos, em infraestrutura.

Do valor da nova taxa, 14,7% será destinado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que permanece administrando as questões ecológicas do Parque Nacional Marinho. O instituto federal também recolhe a taxa de preservação ambiental (atualmente são R$ 43,20 por dia).

— Esse processo de concessão já vem acontecendo no Brasil com rodovias e parques nacionais. É uma prova de que a iniciativa privada tem melhor capacidade gerencial de administrar a visitação aos parques do que os órgãos governamentais, que estão mais voltados à fiscalização da preservação do meio ambiente — diz o gerente geral da EcoNoronha, Celso Vitrio Florêncio.

São 15 anos de concessão, com possibilidade de renovar o contrato por mais cinco. No último ano, a EcoNoronha aprovou o plano de obras na ilha para começá-las ainda neste mês, além de selecionar materiais que sejas adequados à fragilidade do ecossistema local.

Na primeira fase, que deve durar seis meses, vão ser construídos os chamados Pontos de Informação e Controle (PIC) nas praias do Golfinho, Sueste e do Leão. A trilha até o Golfinho, com 1,5 quilômetro de extensão, vai ser adaptada para acesso a cadeirantes. Nos PICs, estão previstos estacionamento, banheiros, duchas, guarda-volumes, locação de bicicletas, equipamentos de mergulho, mapas, lanchonete e loja de suvenires.

Bicicletas, trilhas e mirantes

Golfinho: A praia vai ganhar estacionamento, banheiros, duchas, guarda-volumes, locação de bicicleta para passeio nas trilhas, mapas, lanchonete e loja de suvenires. A estrutura é chamada de Ponto de Informação e Controle (PIC). A trilha de 1,5 quilômetro será acessível a cadeirantes. Essas obras estão previstas para serem inauguradas em julho.

Sueste: Além do PIC, igual ao do Golfinho, incluindo aluguel de equipamento para snorkel e mergulho livre, a Praia do Sueste terá um deque para observação. Também está previsto para ser entregue em julho.

Leão: Uma das principais áreas de desova de tartarugas, a praia terá um PIC e um mirante, que devem estar prontos em julho.

Atalaia: Obras de melhoria da trilha do Atalaia estão previstas na segunda fase do cronograma. Começam em julho e duram seis meses.

Praça Central: Na terceira fase do projeto, o Centro de Visitantes da ilha vai ser revitalizado e ganhará uma exposição permanente de conscientização ecológica. A praça central também passará por reformas.


Globo Online | 03-Fev-2012 11:23

Castelo, bisão e uísque nas Highlands

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EDIMBURGO - São cerca de 350 quilômetros, cinco horas de viagem e de zero vontade de sair da estrada. Com uma paisagem que inclui campos com pontes arqueadas feitas de pedras, castelos medievais e montanhas cobertas de neve, o passeio até a Trilha do Malte, nas Highlands, norte da Escócia, se encaixa bem naquela categoria de viagem em que o melhor não é o destino, mas a jornada. Seguindo por rotas turísticas a partir de Edimburgo, o caminho que leva à região de Speyside, onde estão algumas das melhores destilarias de uísque do mundo, pode ser feito de carro em dois dias, com bastante calma para não perder nenhum detalhe.

Na mala, é fundamental um bom casaco para aguentar o frio das montanhas nevadas e também óculos escuro para enxergar bem os campos verdes, que mesmo no alto inverno do Reino Unido teimam em se manter presentes por vários quilômetros. Mas a viagem não acaba depois de estacionado o carro. Vem então a gostosa missão de escolher quais das oito destilarias que fazem parte da rota você quer visitar. Entre as opções estão a tradicional Glenfiddich, que mantém até hoje a casa que, reza a lenda, foi construída pelas próprias mãos de seu fundador, ou a Strathisla, onde são produzidos os uísques da Chivas, produtora do cultuado Royal Salute, criado em homenagem à Rainha Elizabeth II.

Depois de visitar Edimburgo, seu castelo e museus, vale a pena botar o pé na estrada. Seguindo pela A9, uma das principais rodovias que leva às Highlands, chega-se à Speyside, a terra dos uísques. Para aproveitar melhor o caminho, siga pela rota turística, sinalizada por placas marrons. Um desvio providencial para os que não estão com pressa. O trajeto é mais longo, mas vale cada segundo, acredite.

Logo depois de sair da estrada principal, seguindo pela A93, começa o percurso chamado Royal Deeside, que acompanha o Rio Dee. É nesse trajeto que estão o Castelo de Braemar, que dependendo da época do ano pode ser visitado, e o Castelo de Balmoral, comprado pela Rainha Vitória em 1848, e que atualmente funciona como residência de verão da família real britânica. Reza a lenda que a rainha teria adquirido o castelo, todo reconstruído no estilo baronial, depois que o antigo dono morreu engasgado com a espinha de um peixe. Verdade ou não, o castelo pode ser visitado, mas apenas durante alguns meses do ano.

O caminho leva até Aberdeen, conhecida como a capital do petróleo da Europa. Caso tenha pouco tempo, deixe a cidade para uma próxima viagem e siga em direção às Cairngorms, as montanhas mais altas de todo o Reino Unido. É nessa região que fica o Parque Kincraig Highland Wildlife, onde correm livres algumas espécies típicas do norte da Escócia, como os bisões, um tipo de búfalo peludo e com chifres. E na medida em que a estrada vai subindo pelas montanhas, aos poucos os campos verdes, com pequenos casebres rodeados de ovelhas (nada mais clichê, mas é verdade), começam a se tornar cada vez mais brancos. Já no alto, com uma paisagem completamente tomada pela neve, chega-se a estações de esqui, como a Coire Cas, bastante movimentada.

Depois de cruzar as Cairngorms, chegamos à região de Speyside, onde começa a Trilha do Malte. São oito destilarias e uma tanoaria (onde são produzidos barris e tonéis de madeira usados na produção de bebida) que podem ser visitadas durante o ano todo. É aqui que se produz um dos tipos de uísque mais apreciados: o single malt. Siga para Dufftown, em Banffshire, onde fica a Glenfiddich. Toda decorada com barris, a fábrica abriu em 1887, e até hoje mantém em funcionamento o prédio original construído por seu fundador, William Grant. O tour mais simples é de graça, e dá uma boa ideia de como funciona uma destilaria.

Depois de assistir a um filme que fala sobre a marca, os visitantes são levados para uma sala com grandes tanques onde o malte, grão que germina da cevada, é misturado em água quente para dissolver e produzir açúcar. O resultado disso passa para grandes tonéis de madeira, com pelo menos seis metros cada um, onde acontece o processo de fermentação. Em seguida os visitantes são levados para um grande sala onde estão alambiques de cobre. É aqui que começa o processo de destilação.

Ao longo de cada etapa, repare na mudança do cheiro da bebida. O mais forte, e também mais agradável, surge já no fim da visita, no armazém, onde o uísque fica guardado em barris de carvalho. O prazo mínimo para o armazenamento é de três anos, mas a maioria fica por mais tempo. Na Glenfiddich, o mínimo são 12 anos. No fim, todos são convidados a degustar três tipos de uísque. Depois do tour, se bater uma fome, aproveite para almoçar no Malt Barn Restaurant, comandando pelo chef Addy Daggart, e provar o tradicional haggis (bucho de carneiro).

Para ver o monstro do Lago Ness

Depois do almoço, é hora de voltar para a estrada. Outra destilaria que vale a pena conhecer é a Glen Grant, em Rothes, na região de Aberlour. Maior que a Glenfiddich, foi fundada pelo irmãos Grant, mas deixou de ser uma empresa familiar e atualmente pertence à marca italiana Campari. Além da visita à fábrica e da degustação de três uísques de 5, 10 e 15 anos, o ingresso dá direito a conhecer também o jardim vitoriano.

Você pode rumar em seguida para Keith, em Banffshire, para conhecer a Strathisla, uma das três destilarias que faz o Chivas Regal e o famoso Royal Salute, produzido na década de 1950 em homenagem à coroação da rainha. A fábrica também faz o tipo blend da bebida, além do single malt. Mas, atenção, na Strathisla as visitas precisam ser agendadas previamente, e são realizadas apenas em determinadas épocas do ano.

A próxima parada pode ser em Inverness, a capital das Highlands. Cortada pelo Lago Ness, a paisagem da cidade é marcada por suas pontes e por seu castelo, onde funciona o Tribunal de Justiça da cidade, além do museu e da galeria de arte. Em Inverness é também onde fica o famoso Fort George, construído em 1769 para conter os ataques dos jacobitas, os highlanders católicos que durante anos mantiveram o sistema de clãs na Escócia, e acabaram derrotados. O forte militar guarda hoje o Regimental Museum, com uma exposição sobre a vida e os hábitos dos soldados escoceses.

Inverness é também um dos pontos de saída para os famosos passeios pelo Lago Ness. O tour é realizado durante todo o ano na região, por várias empresas diferentes, e normalmente é feito de duas formas: a primeira é apenas o passeio pelo lago, mais simples. A segunda opção, para quem tem um pouco mais de tempo, oferece ainda uma visita às ruínas do Castelo de Urquahart, do século XVI.

Mas o grande astro do passeio, claro, é Nessie, como o famoso monstro foi carinhosamente apelidado pelos escoceses. É difícil resistir aos milhares de bonecos de variados tipos e tamanhos que estão à venda em todos os cantos. No porto de saída dos passeios da Jacobite Cruises, uma das empresas que operam durante o ano inteiro, há uma grande réplica de Nessie logo na beira do lago, perfeita para fotos. Se você não conseguir ver o monstro do lago, pelo menos volta para casa com uma prova de que passou por lá.

Serviço:

Trilha do malte Glenfiddich: A destilaria funciona todos os dias, das 9h30m às 16h30m. O tour mais simples é gratuito e dá direito a degustação de três tipos de uísque. Dufftown, Banffshire AB55 4DH. glenfiddich.com

Glen Grant: Abre diariamente, com exceção do período entre 15 de dezembro e 15 de janeiro. O tour, com direito a degustação de uísques e acesso aos jardins, custa 3,50 libras (cerca de R$ 10,50). Rothes, Aberlour AB38 7BS. glengrant.com

Na internet: Outras informações sobre a Trilha do Malte e como agendar uma visita a Strathisla em maltwhiskytrail.com

Loch Ness Jacobite Tours: A empresa é uma das poucas que oferece o tour também no inverno. Um dos pontos de saída é Inverness. Glenurquhart Road. Tel. (44) 1463 233 999. jacobite-co.uk


Globo Online | 03-Fev-2012 11:08

Novas modalidades aquecem o mercado de seguros de viagem

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Nos preparativos de qualquer viagem, contam-se as horas para embarcar, chegar ao hotel promissor ou comer no restaurante recomendado. O que ninguém espera é precisar usar o seguro de viagem, item indispensável em qualquer planejamento e cujo mercado vem crescendo junto com a expansão do turismo brasileiro. O setor, antes dominado pelas empresas especializada em assistência de viagem, ganhou nos últimos anos a presença de gigantes dos ramos de seguros, bancos e cartões de crédito, e chegou à internet. Só não mudou o cuidado na hora da assinatura do contrato, que deve ser claro sobre o tipo de cobertura oferecida.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Cartões de Assistência (ABCA), Celso Guelfi, diz que o número de viajantes que contratam planos de assistência cresceu 42% de 2010 para 2011. E deve aumentar ainda mais com a possibilidade de compra online, de forma direta entre a seguradora e o consumidor. Mas as agências de viagem ainda são a maneira mais popular de contratação do serviço.

— À medida em que viaja mais, o brasileiro vai aprendendo que não pode sair de casa sem assistência e a tendência é que o mercado ofereça uma variedade ainda maior de produtos. A presença da internet nesse processo mostra bem essa evolução — analisa o executivo.

Seguros na internet e no cartão de crédito

Muitas das mais tradicionais empresas do mercado de assistência de viagem, como MIC, GTA e Travel Ace, já oferecem em suas páginas na internet ferramentas para compra online. Há também sites que reúnem várias seguradoras de grande porte, como Porto Seguro e SulAmerica. É o caso, por exemplo, do portal Real Seguro Viagem (seguroviagem.srv.br), onde é possível até comparar planos de empresas diferentes.

A internet atraiu também o Itaú, que recentemente incluiu a contratação de assistência de viagem na lista de serviços oferecidos por seu internet banking. Outros bancos e operadoras de cartão de crédito já enxergam no seguro de viagem uma forma de fidelização.

— O cliente MasterCard que compra uma passagem com o cartão de crédito ou débito está automaticamente segurado durante o traslado. Se alugar um automóvel com o cartão, vai junto o seguro de locação de veículo — explica o vice-presidente de Relacionamento e Serviços para o Consumidor da MasterCard Brasil, Fábio Estrella.

Essa variedade pode ser vista na cartela de planos oferecidos pelas seguradoras. A GTA, por exemplo, tem 33 opções diferentes, incluindo serviços voltados para cruzeiristas. Praticamente todas as companhias oferecem também planos para a prática de esportes, que contam com cobertura médica em caso de acidentes e recursos para busca e salvamento. Há muitos seguros destinados a estudantes, que costumam ter longa duração e limite de atendimento alto. Menos comuns são as assistências a pessoas com necessidades especiais e gestantes, produtos lançados recentemente pela Travel Ace, e que custam cerca de 50% a mais que um plano padrão. Em geral, as seguradoras costumam também cobrar tarifas mais altas para clientes acima de 70 anos.

Tanta oferta, no entanto, pode ser inútil, na avaliação da advogada do Procon-RJ, Camile Félix Linhares. Ela afirma que muitas coberturas oferecidas já são garantidas por lei.

— O consumidor precisa saber se seu plano de saúde, por exemplo, já não prevê atendimento no exterior. Para perda ou atraso de bagagem, essa já é uma obrigação da companhia aérea. Mas se quiser contratar mesmo assim, precisa ler com muita atenção o contrato. Infelizmente recebemos muitas queixas de não cumprimento por parte das seguradoras — diz.

Mas há casos em que a contratação de um plano é mais que uma precaução, e sim obrigatória para a entrada no país de destino. Isso vale para os países da União Europeia signatários do Acordo de Schengen, que exige que o turista estrangeiro viaje com um seguro de pelo menos 30 mil.

Apesar de exigirem a comprovação do seguro, Portugal, Espanha, Itália, Grécia e Luxemburgo fazem parte do grupo de países que possuem um acordo com o Brasil para atendimento a brasileiros segurados pelo INSS. Para que o turista seja atendido na rede pública de saúde desses países, basta apresentar o Certificado de Direito a Assistência Médica (CDAM), documento retirado em postos da Divisão de Convênios e Gestão (Dicon), do Ministério da Saúde. No Rio, fica na Rua México 128, e o telefone é 3985-7426. Outros países participantes do acordo são Argentina, Cabo Verde, Chile e Uruguai. Outras informações sobre documentação necessária no site sna.saude.gov.br/cdam/index2.cfm.


Globo Online | 03-Fev-2012 10:53

Mais voos entre São Paulo e Dallas, e novo voo para Miami

Em meio à reestruturação econômica, a companhia aérea American Airlines anunciou novidades que fortalecem as operações no mercado brasileiro. A partir de 15 de junho, a frequência entre o aeroporto de Guarulhos e o de Dallas/Fort Worth, no Texas, vai passar de sete para doze. Em dezembro deste ano, a rota passa a ser feita com um novo avião, o Boeing 777-300ER, da primeira leva encomendada à fabricadora ainda em 2010. Os novos aviões contam com poltronas que reclinam 180º nas classes executiva e primeira, além de internet sem fio.

No dia 14 de junho deste ano, os voos entre Brasília e Belo Horizonte para Miami passam a ser diários. Atualmente, são cinco voos por semana partindo de Brasília e três da capital mineira.

Ainda em junho, a companhia lança um novo voo conectando Manaus a Miami, com quatro frequências por semana operados pelo Boeing 737-800.


Globo Online | 03-Fev-2012 10:38

O ‘saleiro gigante’ da renovação londrina

LONDRES. O príncipe Charles já o chamou de saleiro gigante. Mas o fato é que o Shard, como é conhecido o futuro maior arranha-céu de Londres e da União Europeia, provoca discussões apimentadas muito mais pelo seu simbolismo do que por seus 310 metros de arquitetura modernista encravados nas barbas da cidade antiga.

O Shard e o enorme guindaste que o acompanha já fazem parte da paisagem londrina. A área externa do prédio estará pronta em junho, mas a inauguração da torre deverá ficar para 2013. A ambiciosa obra que o arquiteto italiano Renzo Piano projetou em 2000 fará então companhia, definitivamente, ao belo domo da catedral de Saint Paul e à Tower Bridge. Seus 95 andares farão ainda mais sombra ao já nebuloso ambiente de recessão em que mergulha uma das principais cidades do mundo.

— Podemos mandar os grandes políticos da Europa para o alto da torre e só deixá-los sair de lá quando resolverem a crise da zona do euro — brincou em dezembro o incorporador do Shard, Irvine Sellar, em entrevista ao diário britânico “Guardian”.

Quatro andares, a partir do 68, estarão disponíveis para o público apreciar do alto das nuvens a cidade de oito milhões de habitantes e de quase dois mil anos de História. Mais três pisos foram projetados para restaurantes finos, outros 27 para escritórios, e 18 para um hotel e spa cinco estrelas. Foi preciso o investimento de 1,5 bilhão de libras do Banco Central do Qatar para que o projeto seguisse adiante em 2009 e começasse a crescer luxo acima.

— Nós queremos que os londrinos sintam que este prédio pertence a eles — disse Sellar esta semana. —Você poderá comer, trabalhar e até dormir aqui. E ainda poderá apreciar a vista do alto da torre.

Alguns vizinhos do empreendimento esperam que aconteça realmente uma mudança efetiva na economia da região que foi, por muito tempo, um dos lados menos prósperos do Rio Tâmisa.

— Eu gosto do design e acho que o prédio promete — aposta Cherille McNeil-Halward, de 71 anos, dona de uma loja de molduras próxima ao Shard. — A torre trará gente com dinheiro para gastar aqui, e isto vai ser bom para a vizinhança.

A região administrativa de Southwark, embora seja uma das mais antigas de Londres e vizinha da City, como é conhecida a área do distrito financeiro, está passando agora por um período de reurbanização depois de quase um século de perda de população. Para Tony Travers, diretor do grupo de estudos para a Grande Londres, da London School of Economics, o Shard, que ele chama de “torre de poder e riqueza num distrito pobre”, é um marco desse novo momento.

— Para trazer transformação, é preciso aceitar a gentrificação — diz Travers, usando o neologismo que define a chegada de pessoas de maior poder aquisitivo a áreas degradadas.

A construção do Shard foi atingida pela crise de crédito: em 2008 o Crédit Suisse garantira o financiamento da obra, mas voltou atrás após a quebra do Lehman Brothers. E foi salva pelo dinheiro do Qatar, que garantiu seu pedaço na torre reservando dois andares convertidos em dois apartamentos para a família real.

O futuro do empreendimento não está seguro. Além dos qataris, investidores chineses e alguns restaurantes garantiram suas fatias da torre. Mas, num momento de crise em que muitas empresas estão apertando os cintos para reduzir os custos, a maioria dos escritórios ainda está por alugar.

Por fora, o Shard já marcou seu espaço no corpo da cidade. Como a torre vai ser por dentro, dependerá do destino da economia britânica.


Globo Online | 03-Fev-2012 10:23

Um domingo no Estreito de Bósforo, em Istambul

“Nenhum domingo era domingo se o meu pai ou o meu tio não saísse conosco para um passeio matinal ao Bósforo (...)”, escreveu Ohran Pamuk, romancista turco e Prêmio Nobel de Literatura de 2006, em seu livro “Istambul”.

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ISTAMBUL - De tempos bizantinos ao Império Otomano, chegando à moderna Turquia secular, o Estreito de Bósforo cumpre seu papel de “rua” principal da hoje Istambul. Navegar em suas águas, que ligam os mares de Mármara e Negro e separam Europa e Ásia, é programa fundamental na lista de qualquer visitante de primeira viagem. O roteiro pode ser um cruzeiro turístico para admirar os imponentes palácios otomanos nas margens ou simplesmente uma travessia de balsa, como muitos moradores da cidade fazem diariamente, para ir da parte europeia à asiática e vice-versa. A margem ocidental também pode ser cenário de um belo e menos óbvio passeio de domingo. Não que os roteiros básicos de Istambul sejam dispensáveis: além de navegar pelo Bósforo, é imprescindível circular pelo centro histórico de Sultanahmet e visitar a recém-restaurada Basílica de Santa Sofia, a Mesquita Azul e o Palácio Topkapi e seu harém — e eu acrescento a Cisterna da Basílica na lista fundamental. Mas vistos os monumentos impressionantes, é hora de explorar outros cantos dessa metrópole de 15 milhões de habitantes. Mas por que domingo? Porque agora o Bazar Egípcio abre diariamente. A novidade começou no final do ano passado, e ainda não está nos guias impressos. Ou seja, é uma oportunidade de fazer compras sem a companhia da multidão que costuma ocupar os mercados da cidade. E domingo também é o melhor dia da semana para passear pelo subúrbio próspero de Ortaköy, espalhado à beira d’água, onde os comerciantes montam barraquinhas na frente das lojas, oferecendo produtosdiferentes daqueles dos bazares.

Mesquita à beira d’água, compras e bons drinques em Ortaköy

Antes de se programar, olhe a previsão do tempo. Dá perfeitamente para fazer o passeio por Ortaköy num domingo de inverno como o próximo, quando está previsto sol e 9 graus Celsius (quando eu fiz, o dia estava exatamente assim). Mas claro que se estiver chovendo ou nevando, andar ao ar livre perde a graça, mesmo tendo o Estreito de Bósforo por testemunha. O tempo permitindo, se pretender fazer compras sérias que vão resultar em sacolas pesadas para carregar, comece o domingo por Ortaköy. O ponto de partida pode ser a praça onde fica a linda mesquita de mesmo nome, quase dentro do Bósforo. Para chegar até lá, o ideal é pegar um táxi. A tarifa não assusta quem conhece os preços das corridas no Rio, mas nem todos os motoristas são confiáveis. Certifique-se que o taxímetro foi ligado. E separe dinheiro trocado para não correr risco de ser enrolado na hora do troco.

Uma vez em Ortaköy, admire a mesquita de dois minaretes, em estilo neobarroco, construída pelo último sultão otomano, Abdülmecid, em meados do século XIX. O arquiteto é Nikogös Balyan, o mesmo do famoso e suntuoso Palácio Dolmabahçe, também na margem ocidental do Bósforo. A mesquita está em obras, mas sua localização privilegiada, na praça central da antiga vila de pescadores, justifica a visita.

Depois, o programa é bater perna pela praça e por ruas calçadas de pedra, com prédios baixos, olhando o vaivém de embarcações no Bósforo e a Ásia, observando a fascinante mistura de ocidentais e orientais, parando nas barraquinhas de artesanato, bijuterias, vinis, gravuras e pôsteres antigos, entrando em uma loja ou outra, como a Yargici e a Nem, com acessórios bem diferentes, que não se encontram nas lojas dos bazares.

Para almoçar, há muitos restaurantes simpáticos. Escolhi o moderninho e concorrido House Café (que tem uma casa também na Istiklal Caddesi, a principal rua comercial de Istambul, e mais oito filiais espalhadas pela cidade). Fui feliz. As almôndegas de carneiro apimentadas e com molho de iogurte, acompanhadas de um vinho tinto turco e da vista para a mesquita e a primeira ponte suspensa intercontinental, de 1973, chamada de Ponte do Bósforo, estavam perfeitas. Curiosidade: a distância entre os pilares de sustentação na Europa e na Ásia é de 1.074 metros.

Poderia passar a tarde inteira ali, apreciando a vista para a Ásia. No House Café, os pratos principais custam entre 20 e 35 liras turcas (mais ou menos o mesmo valor em reais). A taça de um vinho local, como o Ancyra Kalecick, sai por 16 liras turcas. Para quem preferir fazer um lanche rápido, os quiosques de Ortaköy são famosos. Também há várias opções para um café, chá ou drinque de fim da tarde. Caso você tenha ido ao Bazar Egípcio pela manhã e resolva encerrar o dia em Ortaköy, tomara que você tenha a mesma sorte que eu, e veja o sol se pôr entre Europa e Ásia.

Mais adiante, perto da ponte, para quem quiser seguir noite adentro pela Istambul moderna, há bares, boates e restaurantes, como os do glamuroso complexo Reina, frequentados por celebridades locais e estrangeiras. Por enquanto imune à crise que atinge a vizinha Grécia e outros países europeus, a cidade turca se prepara para receber 13 milhões de turistas em 2012.

Brunchs luxuosos entre palácios otomanos

Para quem já conhece Istambul, e quer se hospedar fora dos centros histórico e comercial, Ortaköy pode ser uma opção. As bandeiras Kempinski e Four Seasons, dois hotéis palácios à beira do Estreito de Bósforo, no caminho para Ortaköy, não são para todos os bolsos, mas o House Café, por exemplo, é anexo a um hotel que parece agradável. E a vista é quase a mesma dos dois outros hotéis mais caros. Mas para sua viagem ter um pouco mais de glamour, você pode trocar o almoço charmoso em Ortaköy por um brunch luxuoso em um dos dois hotéis.

No Çiragan Palace, o hotel de luxo da rede Kempinski, antes ou depois de aproveitar o fantástico bufê, não deixe de dar uma volta pelos belos jardins e se encantar com a piscina sobre o Bósforo emoldurada pela ponte intercontinental. Admire também a arquitetura do autêntico palácio otomano que abriga o restaurante principal do hotel, de cozinha turca. O palácio tem ainda 11 suítes de altíssimo luxo, procurada por árabes, indianos e russos. Seu arquiteto, Nikogös Balyan, o mesmo da Mesquita de Otarköy, foi um dos responsáveis pelo impressionante Palácio Dolmabahçe, de meados do século XIX, construído pelo último sultão do Império Otomano, Abdülmecid. Mustafa Kemal, o Atatürk, venerado pai da Turquia secular, morreu no Dolmabahçe, em 1938.

O Four Seasons, que tem também um hotel no bairro histórico de Sultanameth, fica entre um palácio e outro. Do Çiragan dá para ir a pé, por calçadas estreitas, até a Mesquita de Ortaköy.

Pimentas, pistaches e favos de mel

O Bazar Egípcio (Misir Çarsisi) também é conhecido como Bazar das Especiarias. E elas continuam lá. Sabe a Casas Pedro? Imagine uma ao lado da outra por várias ruas. Mas os temperos e doces deliciosos têm a companhia de belas pashiminas e lenços em geral, suvenires variados como ímãs de geladeira, chaveiros e pulseirinhas coloridas, almofadas e pequenas bolsas de tecido lindamente bordadas. Bolsas de couro de boa qualidade sem grife — ou com grife, mas falsas — também estão por lá. O Bazar foi erguido na década de 1660 e está bem preservado. Chegue antes do meio-dia de domingo e terá a oportunidade de andar com mais calma e, principalmente, de negociar. Nem pense em aceitar o primeiro preço. Por mais que você ache o valor justo, isso não é uma atitude educada nos mercados árabes.

Mas às vezes a negociação é difícil, como no caso das shatoosh, as pashiminas mais finas (e quentes). O preço começa em torno de 300 liras turcas (R$ 290, e não fica muito mais baixo do que isso. As de cashmeres saem por cerca de 130 liras turcas. Mas com 15 liras turcas já é possível arrematar belas écharpes de algodão, com estampados coloridos, que vão fazer sucesso no Brasil. Ímãs de geladeira e chaveiros custam apenas 1 lira turca. Os temperos estão entre 40 e 100 liras turcas o quilo, e com 100 ou 200 gramas já se faz uma festa.

Também é difícil resistir aos lindos (e saborosos) doces com pistache e mel — das Arábias. Meio quilo custa em torno de 30 liras turcas. Um dos melhores lugares para comprar doces e temperos é o Dogu Pazari, perto da entrada principal. Tudo é embalado a vácuo, para facilitar o transporte. Mas se você se animar a comprar 100 gramas de caviar dito beluga, por 100 liras turcas, vai ter que encontrar espaço na mala para guardar a caixa de isopor com gelo que protege a latinha preciosa. E, claro, não se esqueça do limite de bagagem. É fácil sair do Bazar Egípcio com dez quilos de pimentas, doces, favos de mel, figos, pistache...

Com os brasileiros viajando cada vez mais a Istambul, principalmente depois que a Turkish Airlines começou a voar direto a partir de São Paulo, não é difícil encontrar lojas com bandeirinhas do Brasil, indicando que algum vendedor fala português. Mais que isso: esse vendedor geralmente tem família no Brasil. Pelo menos foi essa a sensação que eu fiquei depois de ter visto dezenas de fotos dos mais variados vendedores em pontos turísticos brasileiros. Um deles se encantou especialmente com Angra dos Reis, e decorou parte da pequena loja com fotos na praia, junto com primos e amigos.

O passeio pelo Bazar Egípcio pode começar, ou continuar, fora dele, na Ponte de Galata, um dos cartões-postais de Istambul, praticamente em frente ao mercado. A versão atual da ponte foi erguida em torno dos anos 1990, com a preocupação de não bloquear as águas do Chifre de Ouro (um braço de mar) rumo ao Bósforo. A ponte de dois andares, com lojas e cafés na parte inferior, cruza o Chifre de Ouro perto de onde o Bósforo encontra o Mar de Mármara, e liga o centro histórico, Sultanahmet, e a região de Eminönü a uma área mais comercial.

Ao lado da ponte, sempre cheia de pescadores, ficam os píeres, repleto de bares e restaurantes, de onde saem barcos para cruzeiros locais e balsas para travessias do Bósforo. Em frente, do outro lado do Chifre de Ouro, está a Torre de Galata, originalmente do século XIV, e, mais adiante, a Istiklal Caddesi, a principal rua comercial da cidade, onde se chega rapidamente pegando em Tünel um dos funiculares da cidade. À direita, depois do Bósforo, já é a Ásia. E para qualquer lado que se olhe, dezenas de minaretes se espalham pela paisagem. Como os da Nova Mesquita, do século XVII, na movimentada praça de Eminönü, bem ao lado do bazar, que impressiona pelo seu tamanho – mesmo que seu ponto de referência seja a majestosa Mesquita Azul.

Carla Lencastre viajou a convite da Queensberry e da Turkish Airlines


Globo Online | 03-Fev-2012 10:08

Companhia aérea do Panamá lança voos para Recife e Las Vegas

A companhia aérea panamenha Copa Airlines anunciou nesta quinta-feira o lançamento de voos quatro novos destinos: Recife, Las Vegas, Curaçao e Guanacaste, na Costa Rica, a partir de junho. No Brasil, a Copa já tem entre seus destinos as cidades de Belo Horizonte, Brasília, Manaus, São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro. Os voos têm como hub a Cidade do Panamá.

Confira detalhes de cada um.

Recife: Quatro voos semanais ligam a capital de Pernambuco à Cidade do Panamá, a partir de 23 de junho deste ano. É a primeira incursão da Copa no Nordeste brasileiro.

Las Vegas: A nova rota terá quatro frequências semanais e começa a ser operada no dia 27 de junho, com possibilidade de conectar destinos da América Central e Sul a Vegas.

Curaçao: A ilha caribenha recebe quatro voos semanais a partir de 10 de junho.

Guanacaste, Costa Rica: A partir de 24 de junho, a cidade recebe dois voos por semana da companhia aérea panamenha.


Globo Online | 27-Jan-2012 00:13

Jericoacoara: a natureza que atrai o charme

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JERICOACOARA - Diferentemente de Canoa Quebrada, que apareceu para os turistas ainda na década de 1970, Jericoacoara começou a ser desvendada pelos mochileiros a partir dos anos 1980. A fama só veio depois de 1995, 1996. Isso fez toda a diferença. Protegida pelo parque nacional que leva o nome do lugar, conseguiu preservar de maneira bastante satisfatória o ecossistema, ainda que haja um fluxo um tanto desordenado de turistas, que fazem bate e volta a partir de Fortaleza. Foi justamente essa natureza em estado bruto que atraiu à região muitos investimentos em hotelaria.

Não faltam propriedades bem localizadas e espaçosas, exclusivas e charmosas, que atendem aos públicos mais diversos, das famílias aos casais, dos praticantes de kitesurfe aos adeptos do windsurfe. Mesmo isolada, Jericoacoara apresenta um time de pousadas de alta qualidade, com ótima estrutura e que atende aos viajantes mais exigentes. E o melhor, com boas promoções no futuro breve: vale a pena ficar de olhos nos descontos da baixa temporada, que começa em março e vai até julho.

A mais exclusiva e confortável de todas é a Chili Beach, que tem apenas seis apartamentos, bonitos e espaçosos, e é a preferida dos casais mais descolados, atraídos pelo ambiente clean, com predomínio de branco; pela trilha sonora certeira, com jazz e boas escolhas eletrônicas; pelo iPod no quarto e por todos aqueles mimos a que nos acostumamos na civilização, como TV de LCD, internet wi-fi, roupa de cama de algodão egípcio, travesseiros com plumas de ganso e muito bom gosto na decoração. Ao contrário das outras boas pousadas de Jeri, não está na beira da praia, mas a cinco minutos de caminhada. E daí? Melhor que isso, o hotel fica debruçado sobre o mar, e quem se hospeda ali sobe a Duna do Pôr do Sol apenas se quiser, porque o panorama que se tem do entardecer na piscina de borda infinita é tão belo quanto. Quem não estiver hospedado ali pode ir até lá para jantar ou ao menos um drinque na hora do pôr do sol. Vale a pena. Na baixa temporada, de 26 de fevereiro a 8 de julho, as diárias nas suítes com vista para o mar caem para R$ 540 (contra R$ 980 na alta).

A pousada mais famosa do pedaço, porém, é a Vila Kalango (diárias a partir de R$ 280, na baixa, e R$ 380, na alta), que fica no lado esquerdo da praia, e tem decoração rústica, com bangalôs de madeira e teto de palha. Inaugurada em 2000, foi a precursora entre as pousadas de luxo, voltadas a casais, com preocupações de sustentabilidade. A piscina, imensa, consegue o que parece impossível: tem hóspede que nem quer saber da praia, defronte, e passa a tarde entre um mergulho e outro, relaxando com um bom livro em mãos nas espreguiçadeiras de madeira, com colchonete aconchegante. O jardim é lindo, cheio de coqueiros e cajueiros. Para quem está hospedado ali vale a pena contratar o transfer, em carros 4x4, a partir de Fortaleza, viagem que demora o dia inteiro, indo pelas praias: é um belo começo de viagem. Aos que não estão hospedados, resta uma visita ao restaurante, que serve uma vistosa lagosta grelhada com palmito, com vista privilegiada para praia, já que fica no segundo andar da construção principal do hotel, em um ambiente despojado, com mesas de madeira, cadeiras de palha e belas toalhas de crochê.

Localizada na Praia do Preá, a cerca de 20 minutos de carro, a pousada Rancho do Kite (diárias a partir de R$ 190, na alta, e R$ 290, na baixa) deixa claro no nome o seu público-alvo, os praticantes do esporte, que ali encontram ótimos ventos. Para os iniciantes, há aulas e equipamentos para alugar. Apesar da propensão a atrair essa tribo, vale considerar a hospedagem, mesmo se você não estiver nem aí para os ventos, desde que queira paz: os bangalôs são um charme só, unindo rusticidade e conforto, com decoração caprichada. Basta sair da pousada para estar com os pés na areia. Na realidade, o próprio chão da pousada é deliciosamente de areia.

De perfil mais familiar, o hotel Mosquito Blue (diárias a partir de R$ 250, na baixa, e R$ 380, na alta) está bem no miolo da praia de Jericoacoara, e tem um bom restaurante aberto a não hóspedes no qual podemos fazer uma boa refeição com os pés afundados na areia, ao sabor de uma boa taça de vinho (o lugar tem uma bela adega, com uma ótima seleção de rótulos), com direito a medalhões como Sassicaia. O spa My Blue é o melhor do pedaço, com vários tratamentos diferentes feitos em ambiente agradável, cheio de velinhas, aromas, flores e toalhas felpudas, com direito a ofurô e hidromassagem. A piscina é grande, com direito a pequena ilha no centro.

A pousada Araxá não é tão vistosa quanto as citadas anteriormente, mas, além de ter preços um pouco mais em conta (diárias a partir de R$ 207, na baixa, e R$ 292, na alta), apresenta um trunfo e tanto: alguns quartos têm um terracinho privado, com vista para a praia e para as dunas, com direito a hidromassagem ao ar livre (esse custa R$ 350, na baixa, e R$ 490, na alta). Isso, em um lugar onde chove tão pouco, apresentando noites sempre claras e com luas comoventes, é um convite e tanto para se passar horas ali, à toa, como diria Olavo Bilac, ouvindo estrelas...


Globo Online | 26-Jan-2012 00:11

De pernas para o ar em Canoa Quebrada

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CANOA QUEBRADA - O cenário é dos melhores filmes, daqueles dignos de Oscar de fotografia. Dunas que se movem ao sabor do vento constante. A foz de um grande rio margeado por manguezais até desaguar no Oceano Atlântico. Um mar de águas frias salpicadas por pequenas jangadas que se equilibram sobre ondas com suas velas coloridas. Canoa Quebrada, no município de Aracati, no Ceará, é uma centenária comunidade de pescadores, localizada em meio a dunas, que se tornou mundialmente conhecida como rota de um público alternativo, misturando brasileiros e gringos, na década de 1970. Com o passar do tempo, transformou-se no segundo principal destino turístico do estado, atrás apenas da capital, Fortaleza. Mas, mesmo depois de 40 anos e apesar do turismo de massa, ainda atrai diversas "tribos". A magia continua, assim como o anel de lua e estrela, símbolo do local, imagem gravada na terra da falésia, cartão-postal dessa praia.

Passeios em terra, no mar e no ar

Mais do que a natureza, o que continua atraindo os turistas a Canoa Quebrada é o ambiente despojado da vila e seu cotidiano.

— Venho pelo astral do lugar, e sinto-me em casa. Ando descalça, como peixe frito com a mão e à noite danço muito. O melhor de Canoa Quebrada são as pessoas — diz Brigitte Loren, de 25 anos, arquiteta francesa, que visita o lugar pela sétima vez nos últimos cinco anos.

Hoje, para receber turistas brasileiros e estrangeiros, em sua maioria europeus, Canoa Quebrada, que está a 180 quilômetros de Fortaleza, conta com uma infraestrutura consistente: são mais de 80 pousadas, uma gastronomia regional baseada em frutos do mar — saboreados em grandes barracas de dois andares na praia — e uma frota de cem buggies que percorre os 35 quilômetros de costa (sem contar as praias adjacentes), entre o mar, as falésias, as lagoas e as dunas. Além, é claro, das lojinhas de suvenires, as barraquinhas de artesãos... Há programas em terra, mar e ar. À noite, a antiga rua de areia, chamada de Dragão do Mar, transforma-se na "Broadway do Nordeste", com lojas de artesanatos, restaurantes e bares com música ao vivo que só fecham ao amanhecer.

O programa principal, como em quase todo o Ceará, é fazer passeios de buggy. São vários roteiros diferentes, com duração de duas horas até um dia inteiro. Todos os veículos circulam pelas dunas, os mais longos alcançam as praias mais distantes, com paradas gostosas pelo caminho, para beber uma água de coco e dar mergulhos nas lagoas de água doce (mas é preciso subir as dunas na volta). Outro item desses roteiros é o esquibunda, que acontece logo no início no roteiro e está incluído em todos os passeios.

O pôr do sol visto de cima da "duna mãe", que fica bem ao lado da cidade, é um dos pontos altos. Outras opções são os barcos que navegam pelo delta do Rio Jaguaribe — com direito a paradas para mergulhos — e o passeio divertido nas jangadas de aluguel que saem de diversos pontos da praia.

Pelo ar, a prática de voo duplo de parapente com o francês Jerome Saunier, um dos primeiros pilotos a introduzir esse esporte no Brasil, popularmente chamado de voo de lift, é outro ponto alto. Devido ao vento forte e constante, o parapente parece flutuar sobre as falésias em um vaivém mágico, oferecendo uma viagem pela geografia exuberante da região.

A história do lugar remonta ao ano de 1650, quando D. Manuel, Rei de Portugal, mandou Francisco Aires da Cunha, capitão-de-mar-e-guerra, fundar vilas ao norte do Brasil. Sua caravela bateu num arrecife — rochas submersas logo abaixo da superfície da água — e partiu. A tripulação foi resgatada, mas a caravela ficou encalhada. Daí o nome do lugar. Vai ver que, para os nativos, qualquer barco era canoa...

Localizada entre dunas de areia, a colônia de pescadores viveu pacata e tranquila até o início dos anos 1970, quando alguns cineastas franceses ligados ao movimento Nouvelle Vague chegaram a Canoa Quebrada, descobrindo uma espécie de Éden tropical. Um lugar onde os homens enfrentavam o mar em pequenas jangadas e as mulheres teciam os "labirintos", obras de arte em forma de bordado. Não havia luz elétrica. Todos viviam em maio à Natureza, entre as dunas, felizes.

— Essas imagens foram muito difundidas na Europa, e Canoa Quebrada virou uma espécie de esquina do mundo. Passou a fazer parte de um circuito alternativo que incluía Goa, Katmandu, Marrakesh, Machu Picchu, Bali e Bancoc — conta Georgio Guerzoni, um italiano que chegou ao Ceará em 1986, aos 40 anos, acabou criando raízes e hoje é dono de uma das mais tradicionais pousadas da cidade, a Tropicália. — Encontrei um lugar mágico com um povo incrível, generoso, desprovido de ambição consumista — lembra o empresário.

Depois dos cineastas da Nouvelle Vague, outros filmes e documentários foram feitos em Canoa Quebrada entre os anos 1970 e 1980. Em 1998, voltou a ser cenário de um filme, desta vez nacional. "Bela donna", de Fábio Barreto, transformou de vez o lugar em um dos principais destinos turísticos do Nordeste.

Hoje, além da natureza, da boa gastronomia, do artesanato e da música local, é a tela grande que continua dando um ar especial à pequena localidade. Há sete anos Canoa Quebrada é sede de um dos mais tradicionais e alegres eventos de cinema do país, o Festival Internacional de Curta Metragem, conhecido como Curta Canoa. Suas oficinas que duram o ano inteiro não param de formar técnicos, cenógrafos e diretores. Todos nascidos ali na região.

Para o leste e para o oeste, um repertório variado de praias

Canoa Quebrada não é apenas Canoa Quebrada. Uma visita à região, para ser completa, inclui explorar as redondezas, que apresentam uma bela coleção de praias. Infelizmente a ocupação irregular do terreno causou imenso impacto ambiental. O o mar vai tomando a faixa de areia na maré alta, atingindo a parede das falésias, e os banhistas precisam ficar nos quiosques. Mas o panorama é lindíssimo.

São várias praias, com paisagens diferentes, e atividades que agradam aos mais variados perfis de viajantes. Todas acessíveis através dos passeios de buggy, que apresentam os mais diversos itinerários, tempos de duração e valores, com preços entre R$ 140 e R$ 300 (para até quatro pessoas). Também existem roteiros personalizados, que podem ser moldados ao gosto do freguês, durando um dia inteiro. O melhor a se fazer é buscar os que são membros da associação, com preços tabelados e que conhecem bem a área. Os roteiros básicos são três. O das dunas é o mais curto. Com aproximadamente uma hora e meia de duração, tem uma parada na lagoa onde acontece o esquibunda, um primo mais rústico da tirolesa. Entre os roteiros regulares, um segue no sentido oeste, trafegando pelas dunas, indo até o Rio Jaguaribe, e o outro vai até a localidade de Ponta Grossa, viajando pela praia, mais apropriada para os que querem se refrescar pelo caminho.

Os que gostam de"botar a mão na massa" podem escolher alugar quadriciclos ou motos, em empresas como a Canoa Adventure, com direitos a passeios noturnos, durante a lua cheia, que saem a partir de R$ 180 . Esses roteiros são feitos com guias e duram entre uma hora e meia e duas horas e meia. Um dos programas mais concorridos exige disposição: é preciso sair da pousada às 4h30m para ver o dia nascer do alto de uma das dunas mais altas.

Não faltam programas nos arredores, e o repertório de praias tem variedade e qualidade. Em um raio de 60 quilômetros estão situadas as praias de Majorlândia, Quixaba, Porto Canoa, Lagoa do Mato, Fontainha, Peroba, Barreiras, Mutamba, Ponta Grossa, Ibicuitaba, Quitéria, Tremembé, Melancias, Peixe Gordo e Manibu, além das lagoas de Canoa, o Delta do Rio Jaguaribe, Ilha do Pinto, Fortim, Canto da Inveja, Pontal do Maceió, Parajurú, Tapuio, Paripueiras, Prainha do Canto Verde, Coreia, Moita Verde, Piquerí e Uruaú. Para se visitar tudo, são necessários pelo menos quatro dias.

Também há passeios atlânticos. O tour de jangada no mar de Canoa Quebrada tem a duração de 30 minutos e custa R$ 10. A construção desse tipo de embarcação está em extinção, embora ainda haja colônias de pescadores remanescentes das primeiras comunidades que ocuparam o litoral brasileiro, sobretudo no litoral do Ceará e do Rio Grande do Norte.

Dois Chicos de Canoa

Canoa Quebrada também apresenta personagens ilustres, como Francisco José do Nascimento, o Chico da Matilde, chefe jangadeiro que liderou a luta contra a escravidão ajudando o Ceará a se tornar o primeiro estado a aboli-la em 1884, quatro anos antes do restante do país. Chico foi recebido pela corte do Rio como herói, com o título de Dragão do Mar. Hoje é nome de praça e da rua principal.

Outro Chico que virou lenda, mas menos conhecida, foi Francisco Fernandes Pinto, o Chico Eliziário, um artesão. Contam que em 1976, olhando para o céu, viu ao lado da lua crescente uma estrela, na realidade Marte. Num relance, teve a inspiração de esculpir o que via. Acabou transformando esse fenômeno astral em símbolo do lugar. Ele trabalhava com casco de tartaruga e chifre de boi.

— Seu Chico, faz pra mim um brinco? Era o dia todo — lembra sorrindo, Solange, a sua filha. — Ele chegou a fazer centenas de pingentes e anéis a pedido das meninas hippies que começavam a frequentar Canoa Quebrada, vindas de todos os lugares. Como não existiam pousadas, muitas dormiam aqui em casa. O desenho se tornou conhecido nos quatro cantos do mundo — completa, orgulhosa.

Seu Chico teve 7 filhos, quase todos vivendo do turismo hoje em dia. Ele morreu em 1990 e seu nome é lembrado em pequenos totens espalhados pela cidade. (Colaborou Bruno Agostini)

Custodio Coimbra viajou a convite do Festival Internacional de Curta Metragem


Globo Online | 25-Jan-2012 23:56

Avesso da dura poesia concreta na terra da garoa

SÃO PAULO - A cidade de São Paulo, que completa 458 anos nesta quarta-feira, pode ser vista sob uma nova ótica na exposição "O espaço e o estrangeiro na cidade de São Paulo — exílio e modernidade", em cartaz até 12 de fevereiro no Centro da Cultura Judaica. Projetos, fotografias, mapas, documentos, relatos em vídeo, artigos históricos, gravuras e mobiliário selecionados pela curadora da mostra, a pesquisadora Anat Falbel, revelam a influência de arquitetos estrangeiros na construção da capital paulista desde a década de 1930 e no processo de modernização da cidade. Arquitetos como Lina Bo Bardi — ítalo-brasileira criadora de um dos mais famosos cartões-postais paulistanos, o Masp —, o francês Jacques Pilon, o ucraniano Gregori Warchavchik, o polonês Lucjan Korngold, o alemão Adolf Franz Heep e o italiano Giancarlo Palanti, os designers John Graz (Suíça), Jorge Zalszupin (Polônia), Joaquim Tenreiro (Portugal), bem como os fotógrafos alemães Hans Gunter Flieg e Peter Scheier, são alguns dos destaques. Quem puder visitar a exposição no dia 25 de janeiro ganha de presente um roteiro de visita guiada a pé pelo centro antigo, passando por marcos arquitetônicos, como os edifícios Itália, Martinelli, Conde Prates, CIB-Esplanada, Conde Matarazzo (Banespinha, atual Prefeitura), o antigo prédio do jornal "O Estado de São Paulo" (atual Hotel Jaraguá) e a Biblioteca Municipal Mário de Andrade. No passeio, que começa às 9h e dura quatro horas, os professores Sabrina Fontenelle e Diego Mattos explicam a "dura poesia concreta" das esquinas de Sampa, imortalizada por Caetano Veloso como "o avesso, do avesso, do avesso, do avesso". O Centro da Cultura Judaica (culturajudaica.org.br) fica na Rua Oscar Freire 2.500 (tel. 11 3065-4333). Entrada franca.

Cláudia Raia reestreia em São Paulo

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Para os cariocas que não aguentam esperar até março para assistir a um dos espetáculos mais badalados da temporada, a boa notícia é que a versão brasileira de "Cabaret", de Miguel Falabella, estrelada por Claudia Raia e dirigida por José Possi Neto, reestreou em São Paulo após o recesso de final de ano e fica em cartaz no Teatro Procópio Ferreira até o fim de fevereiro. A história, ambientada no Kit Kat Club, uma decadente casa noturna em Berlim em 1931, gira em torno do relacionamento da inglesa Sally Bowles, personagem de Claudia, com o escritor americano Cliff Bradshaw (Guilherme Magon). Diferente da versão para o cinema, estrelada por Liza Minneli e dirigida por Bob Fosse, o texto original é mais pesado. No teatro, a protagonista é uma prostituta em fim de carreira, traiçoeira, porém cativante, alcoólatra e histérica. Ganha mais destaque a iminência da Segunda Guerra Mundial, numa Alemanha transformada pela ascensão do nazismo. "Cabaret" fica em cartaz até 23 de fevereiro, no Procópio Ferreira (Rua Augusta 2.823, tel. 11 3083-4475). Ingressos de R$ 40 a R$ 200, por telefone (11 4003-1212) ou pela internet (ingressorapido.com.br).

Rock e drinques

Misto de bar e balada, o Alberta #3, no centro de São Paulo, conquistou os paulistanos com uma seleção musical esperta, recheada de rock indie e das antigas, e uma carta de drinques caprichada, incluindo chopes importados e coquetéis estilosos, além de uma decoração retrô, inspirada nos saguões de hotéis antigos da região. O nome é uma homenagem a Bob Dylan, que lançou em 1970 as canções "Alberta #1" e "Alberta #2". Eric Clapton também gravou um clássico do blues chamado "Alberta". E Neil Young canta sobre o estado canadense de Alberta em suas músicas. O coquetel Domênica mistura uísque Jack Daniel’s, suco de abacaxi, xarope de romã e gelo e custa R$ 22. Abre de terça-feira a sábado, a partir das 19h. Depois das 22h, paga-se de R$ 15 a R$ 35 para entrar. O Alberta #3 (alberta3.com. br) fica na Av. São Luís 272. Tel. (11) 3151-5299.

Sabor mediterrâneo

Seis restaurantes comemoram o verão com a Temporada da Culinária Mediterrânea. Os chefs do Caroline, do Così Santa Cecília e Così Vila Nova Conceição, do Josephine, do Quattrino, do Rothko e do Spadaccino criaram menus especiais para almoço e jantar, todos com entrada, prato principal e sobremesa, e preços fixos que variam de R$ 75 a R$ 100. Entre os destaques, está o risoto de polvo com azeitonas verdes, servido em ambas unidades do Così. O festival vai até 31 de janeiro.


Globo Online | 25-Jan-2012 23:41

Viagem a Caracas sem dar chance para infortúnios

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O azul sereno do Caribe venezuelano contrasta com algumas notícias de violência que chegam do país. E 2011 foi um ano ruim. Segundo o Observatório Venezuelano da Violência (OVV), o país teve o mais alto número de homicídios da história: 52 por dia. Turistas brasileiros têm alertado sobre a ocorrência de roubos e o risco de se pegar táxis piratas. Munido de informações, porém, qualquer um pode ter uma viagem tranquila por uma das nações latinas com paisagens mais diversificadas.

Brasileira e casada com um venezuelano, Giovanna Castellao é agente de viagens no país e trabalha com tours e pacotes para a Isla Margarita, um dos principais destinos turísticos do país junto com o arquipélago de Los Roques. Giovanna diz que, embora note que Caracas está perigosa, os turistas muitas vezes assumem uma postura distraída:

— Em muitos casos vemos que o turista, porque está de férias, acaba relaxando demais e é imprudente. Nós damos várias dicas e conselhos que são oferecidos em qualquer lugar do mundo. Não andar com muito dinheiro, cheios de joias, essas coisas — explica Giovanna.

Uma das principais dúvidas, conta Giovanna, é sobre o pagamento da taxa aeroportuária. Em nenhuma passagem aérea as taxas vinham embutidas. Era necessário pagar em bolívares e com dinheiro vivo, tornando obrigatório fazer o câmbio no aeroporto (o que nem sempre é fácil por lá). Desde 17 de agosto de 2011, porém, as taxas do aeroporto de Caracas estão embutidas — só quem comprou a passagem antes disso é que terá que ir ao guichê oficial para realizar o pagamento. Todos os outros aeroportos do país mantêm a regra anterior.

O câmbio é outra questão: o governo limita a troca de moedas. Não é possível ir a uma casa de câmbio com bolívares para comprar dólares — o contrário, porém, é permitido — o que criou um mercado paralelo no país. No aeroporto de Caracas é muito comum ser abordado por mercadores oferecendo dólares. O Consulado brasileiro em Caracas recomenda expressamente evitar trocar moeda assim. Procure as casas de câmbio oficiais autorizadas.

Em documento no site do Itamaraty, o consulado alerta que "não é incomum a presença de indivíduos mal intencionados que abordam turistas desavisados para oferecerem serviço de táxi pirata". No último mês, a história da blogueira Miss Check-in circulou pela internet gerando uma onda de preocupação. A blogueira passaria uma única noite em Caracas, na volta da ilha caribenha de Curaçao, e entrou em um táxi oferecido ainda dentro da área de desembarque. Ela e o marido foram assaltados sob a mira de uma arma, mas reagiram, e conseguiram fugir levando passaporte e dinheiro.

O problema é grave no aeroporto. Para se prevenir, o consulado brasileiro dá duas dicas. A primeira é ir ao balcão de informações, que fica no lado esquerdo da área de desembarque internacional, e ligar para uma cooperativa. A Teletaxi (953-4040/951-6509) funciona 24h; a Taxitour (794-1264/0800-829-4800) também é indicada. A outra opção é pegar o táxi oficial do aeroporto, de cor preta, agendado num balcão dentro do terminal. Mas é preciso ficar atento porque também há táxis piratas da mesma cor. As principais redes de hotéis presentes na capital, como o Pestana, oferecem transfers desde e para o aeroporto.

No dia-a-dia, o consulado recomenda usar os táxis oficiais de hotéis, shoppings e outros estabelecimentos comerciais. É bom pesquisar a média de preço das corridas. Isso por que os táxis não têm taxímetro na Venezuela. Negocie um valor antes de entrar. Para quem vai explorar Caracas, a agente de viagens Giovanna recomenda procurar hotel e circular pelos bairros de Altamira, La Castellana e Las Mercedes.

Quem viaja de carro até a Venezuela também precisa ficar atento a um detalhe: o consulado aconselha entrar no país com o tanque do veículo cheio, por conta de exigências das autoridades locais e de haver poucos postos de abastecimento em algumas regiões.

Consulado-geral do Brasil em Caracas: Avenida San Juan Bosco (entre 5a. y 6a. Transversales), 2010, Altamira, Caracas. Tel. (58-212) 956-7800. cgcaracas.itamaraty.gov.br

Aeropuerto Simon Bolívar: O site oficial do aeroporto tem muitas informações úteis em aeropuerto-maiquetia.com.ve

Alerta aos Viajantes: Recomendações no Portal Consular brasileiro no endereço: portalconsular.mre.gov.br/antes/alerta-aos-viajantes/venezuela-1/

Welcome to Margarita: Blog da agência de viagens de Giovanna Castellao, com dicas e notícias relacionadas a turismo no país. welcometomargarita.blogspot.com


Globo Online | 25-Jan-2012 00:05

Cambridge ou Oxford, eis a questão (dos intercambistas)

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CAMBRIDGE E OXFORD - Cambridge ou Oxford, eis a questão. O dilema atinge a todos os que pensam em estudar na Inglaterra e querem fugir da efervescente e frenética Londres. À primeira vista, as duas cidades são parecidas: giram em torno de universidades centenárias e seus imponentes prédios de pedra. As instituições são o orgulho dos seus moradores e também os pivôs da rivalidade que extrapola seus muros e é assumida pelos habitantes. Afinal, a Universidade de Cambridge foi fundada em 1209 por ex-alunos da Universidade de Oxford que discordavam dos rumos da antiga "casa", então com pouco mais de 100 anos. Nem sempre o bom filho à casa torna. As cidades alternam vitórias em vários campos: no ranking das melhores universidades do Reino Unido, nas regatas disputadas anualmente no Rio Tâmisa e até em prêmios Nobel. Berço de cientistas brilhantes ou de bandas de rock, cada uma tem as suas armas para conquistar visitantes.

Parques, bicicletas e noites agitadas em Cambridge

Ao chegar em Cambridge, o visitante logo tem a certeza de que está em uma cidade universitária. Os grupos de jovens andando nas ruas e a mistura de sotaques e idiomas dão um ar cosmopolita ao cenário de ruas estreitas e prédios de pedra que predominam no centro histórico. É lá que se concentra a maioria dos colleges da universidade.

Tanto em Cambridge quanto em Oxford, as instituições se organizam em espécies de cooperativas de escolas, os chamados colleges. Cada um tem um perfil diferente. Há alguns mais liberais, outros mais conservadores, ou com foco em determinada área do conhecimento, como Engenharia ou Artes. Elas são as únicas universidades no mundo organizadas nesse modelo.

Os prédios são centenários e, em sua grande maioria, foram igrejas, abadias e monastérios. Por isso, são fortalezas de pedra com grandes portões de madeira. Visitantes são aceitos apenas por algumas horas na parte da tarde. Apesar do acesso ser restrito aos pátios internos, vale o passeio. Ainda mais porque estão sempre movimentados por estudantes, principalmente no verão.

Os mais bonitos são o do King’s College, o maior e mais importante de todos, e o do Saint John Trinity College. A King’s possui ainda uma imponente capela, sede do seu coral, um dos principais da Europa. Para os amantes da música sacra, o concerto é imperdível, mas é preciso preparar os bolsos, pois os ingressos variam entre 25 e 55 libras (de R$ 68 a R$ 150). As datas das apresentações podem ser consultadas no site kings.cam.ac.uk/choir.

A cerca de 200 metros do King’s College, é possível avistar as instalações do Fitzwilliam Museum, que também faz parte da universidade. Fundado em 1848, o espaço recebe exposições temporárias e possui um acervo comparado ao do British Museum, em Londres, devido a sua abrangência histórica.

A geografia de Cambridge a torna mais simpática do que sua rival, Oxford. No rio que corta o centro, gôndolas pilotadas por estudantes da universidade ficam à disposição dos turistas. No entanto, o serviço só funciona nas épocas mais quentes do ano. Nos dias de sol, o programa típico é dar uma esticada em um dos belos parques.

É possível percorrer toda a cidade a pé ou então de bicicleta, como faz a maioria dos moradores. Há várias lojas que alugam as magrelas por períodos que variam de um dia até três meses. Para estimular e facilitar a circulação, todas as ruas da cidade possuem ciclofaixas. Ótima opção para queimar as calorias dos fish and chips e dos pints servidos nos muitos e animados pubs.

As bicicletas são usadas até para sair à noite. E a agitada vida noturna da cidade atrai estudantes, principalmente brasileiros. Há até quem prefira só ter aulas à tarde para se recuperar das noitadas, que rolam de segunda a segunda. Um dos locais preferidos por estudantes é o misto de bar e boate Revolution, no centro. Nas pistas, predomina a música eletrônica. Agora, é possível que alguém até encontre um Michel Teló.

Para jantar, uma opção é a casa do chef Jamie Oliver, o Jamie’s Italian. Por 40 libras (R$ 110) por pessoa, é possível comer um menu com entrada, prato principal e sobremesa, além de tomar um dos vinhos italianos orgânicos servidos em jarra ou taça.

Antes ou depois de comer, vale a passada no pub The Anchor. Foi lá que James Watson e Francis Crick fizeram a primeira apresentação do trabalho mais importante de suas vidas: a descoberta da molécula do DNA. Além de ponto turístico (há uma placa na parede em memória dos dois), são servidas ótimas cervejas produzidas na região.

Cambridge encanta pelo conjunto e é difícil resistir. Ainda mais porque, se bater aquela saudade da cidade grande, basta pegar um trem e, em 45 minutos, chega-se em Londres.

Oxford, a cidade dos fãs: de futebol, Harry Potter e Radiohead

Se Cambridge é ensolarada (no sentido figurado, claro), Oxford é austera. A culpa pode ser da luminosidade cinzenta do início do inverno britânico, mas a impressão de quem caminha pelas ruas do seu centro histórico é de que ela não sorri para os visitantes. No entanto, o lugar possui três trunfos bem diferentes para atrair jovens estudantes: é a principal locação dos filmes da franquia "Harry Potter", a cidade natal da banda de rock Radiohead e possui uma legião de apaixonados por futebol.

O salão onde foram filmados os banquetes de Hogwarts fica no Christ Church College, uma das escolas da universidade, bem no coração do centro histórico. O prédio é enorme e ocupa um quarteirão inteiro, impossível não notá-lo. Você pode simplesmente estar caminhando na rua e dar de cara com os pátios onde Harry, Rony e Hermione faziam suas refeições com trajes de gala. Assim como em Cambridge, entrar em qualquer um dos colleges parece uma viagem no tempo (ou nos filmes). Os horários de visitação também são restritos, então é preciso ficar atento e contar com um pouco de sorte.

O clima da cidade não é dos animados e o inverno é bem frio. E logo se compreende de onde veio o astral meio deprê dos primeiros discos de da banda comandada por Thom Yorke. Os fãs podem conhecer a Jericho Tavern, o pub onde o conjunto fez sua primeira apresentação ainda com o nome de On a Friday. Os mais fanáticos podem até comer no restaurante Browns, onde o guitarrista Ed O’Brien trabalhou como garçom na época das vacas magras.

Não à toa que o quinteto inglês é apaixonado por futebol. O modesto Oxford United disputa a terceira divisão inglesa, mas seu Kassam Stadium, localizado a dez minutos de carro do centro, deixaria muitos brasileiros com inveja. Do lado do estádio, há um complexo com boliche, restaurantes e fliperamas. A cidade respira mesmo o esporte. Até o motorista do táxi perguntava sobre o que tinha acontecido com a seleção brasileira. Quem gosta de tomar uma cerveja e assistir a um jogo de futebol, vai se sentir em casa.

Duas irmãs, duas cidades

Quando minha irmã mais velha, Natália, anunciou que queria uma viagem de presente de 15 anos, dispensando a festa, eu, do alto dos meus 13, achei aquilo incrível. No ano 2000, a agência de viagens só oferecia as tradicionais Oxford e Cambridge para os intercâmbios de quatro semanas, com hospedagem em casa de família.

— Tudo parecia igualmente distante e diferente, numa época em que a gente ainda não corria para os sites de busca para tudo. Queria ir para a Inglaterra. Oxford, para mim, era mais famosa — lembra Natália.

Oxford também tinha em sua conta duas informações que constavam no catálogo da agência: era mais populosa e mais perto de Londres (o que rendeu uma aventureira escapada para ver um show histórico do Oasis no antigo estádio de Wembley, pouco antes de ele ser fechado para demolição).

Minha irmã gostou tanto, tanto, da experiência que, na faculdade, escolheu a Inglaterra para fazer intercâmbio de um ano. Mas só pôde ir para a cinza e industrial Birmingham, e foi então que o país perdeu um bocado de seu apelo para ela.

Antes disso, porém, chegaram os meus 15 anos e eu não tive dúvidas de que iria para a Inglaterra. Escolhi Cambridge porque queria fazer diferente. Mas também adorei a ideia de ter meu próprio meio de transporte, a bicicleta — era a única maneira de curtir a cidade de fato, já que os ônibus paravam de circular cedo (o que não ocorria em Oxford, segundo Natália). Se eu soubesse, na época, que Oxford era terra de Radiohead e Harry Potter, talvez decidisse diferente.

Mas, aos meus olhos, Cambridge era ensolarada, jovem, alegre. Aliás, além de cidades diferentes, vivemos estações diversas: embora as duas tenham ido em julho, eu peguei um dos verões mais quentes da história; minha irmã, um dos mais frios. Temos fotos em vários cartões-postais ingleses: eu, de cabelo preso e short; minha irmã, de casaco e cachecol. Mas voltei, assim como ela, encantada pelo país e com a experiência. (Fernanda Dutra)

Leonardo Cazes viajou a convite do STB


Globo Online | 24-Jan-2012 00:12

Panamá: contrastes e belezas do ‘melhor destino de 2012’

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CIDADE DO PANAMÁ - Num trajeto de dez quilômetros, as drásticas transformações de cinco séculos de História. A Cidade do Panamá, eleita pelo "The New York Times" como o lugar "número 1" para se viajar em 2012, é uma metrópole multicultural, onde passado e atualidade convivem lado a lado. Impulsionada pela riqueza que circula nas águas do Canal do Panamá, ganha ares cosmopolitas de alguns dos arranha-céus mais altos da América Latina encravados no meio do caminho entre as ruínas da Panamá La Vieja, primeiro centro da cidade, e o Casco Viejo, segundo núcleo urbano local.

Percorrer a Cinta Costera da cidade — inaugurada em 2009 e inspirada no Aterro do Flamengo, com direito a calçadão à beira do Pacífico e ciclovia — dá a impressão de que tudo por ali é novíssimo. Nos arredores estão algumas das torres mais modernas da capital panamenha, como a F&F Tower, em forma de parafuso, ou o Trump Ocean Club, que, dependendo do ângulo, pode parecer uma vela de barco espelhada, perto do mar.

A região abriga escritórios, sedes de bancos e empreiteiras. Mas também cassinos, hotéis de luxo e restaurantes internacionais, como o peruano La Mar. Em breve, terá novas atrações. O The Panamera, o primeiro hotel Waldorf Astoria na América Latina, abre em junho. E o primeiro projeto de Frank Gehry na América Latina, o Bio Museu, deve ser inaugurado em 2013.

A pujança econômica que gera projetos como esses está por todos os lados. E já rendeu à cidade o apelido de Dubai latina, que atrai milhares de imigrantes, muitos empresários. Eles chegam atraídos pelo crescimento após a repatriação aos panamenhos do Canal do Panamá (por onde passam cerca de 5% do comércio mundial), em 1999. Administrado pelo país, o canal que completa 100 anos em 2013, além de ser uma atração turística, foi um grande motor para o Produto Interno Bruto (PIB) mais do que dobrar em dez anos.

Mas é no Casco Viejo que a Cidade do Panamá se revela. Por suas ruas estreitas, é possível se deparar com um prédio em estilo colonial francês ao lado de outro espanhol, com balcões e flores. Ou ainda uma ruína de uma igreja jesuíta. A riqueza que faz surgir os arranha-céus está possibilitando a restauração de muitos casarões antigos que recebem hotéis butique, casas de shows e bares.

Ali, ouve-se jazz ou música caribenha num bar e, depois, janta-se num restaurante italiano, japonês ou de gastronomia típica brasileira. Pode-se ainda experimentar o cardápio inspirado na cozinha francesa numa das casas mais tradicionais da região, o Manolo Caracol, com decoração caribenha.

Também fica ali o Palácio Presidencial (ou Palácio das Garças), com suas colunas cobertas de madrepérola. E onde se pode apreciar o artesanato hipercolorido dos índios guna, com seus tecidos sobrepostos que formam figuras geométricas e animais da fauna centro-americana. Tudo de frente para os arranha-céus da cidade nova, que pode ser vista sobre a muralha que cerca o Casco Viejo, à beira-mar.

A muralha, aliás, conta muito da história dessa cidade. O Casco Viejo foi construído em 1673, fortificado, depois de o primeiro núcleo da Cidade do Panamá, a Panamá La Vieja, ter sido atacada sucessivamente por piratas, até sucumbir, em 1644, no chamado "Grande Incêndio". Dessa primeira cidade, fundada em 1519, restam apenas ruínas, como a da Torre da Catedral, a Companhia de Jesus e os conventos de San Francisco e de San Juan de Díos. Mas que, mesmo após tanto tempo, mantém sua imponência, após ter sido recuperada nos últimos anos e declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Canal e compras: indispensáveis

Indispensável numa viagem ao Panamá é conhecer o canal homônimo, motriz do país e que está sendo ampliado, com obras que devem ficar prontas em 2014. Ou seja, quem quer conhecer o projeto atual precisa se apressar. Uma das formas favoritas dos panamenhos (e também a mais econômica) para explorar o canal é percorrer a Amador Causeway, avenida com cerca de dois quilômetros de extensão, que liga quatro ilhas na entrada do Pacífico do canal.

O caminho artificial fica entre o Oceano Pacífico e a entrada do canal. De carro, de bicicleta, de patins ou a pé, não importa, percorrê-lo é garantia de uma vista privilegiada da Cidade do Panamá. E nos dias ensolarados, é onde os moradores vão assistir ao pôr do sol, enquanto observam o trânsito dos navios (para depois aproveitarem a happy hour num dos bares das ilhas).

Com US$ 8, é possível ainda conhecer o Centro de Visitantes de Miraflores, a 15 minutos da Cidade do Panamá, com vista panorâmica para o canal, além de teatros, salas de exibição de peças históricas, restaurantes e, claro, tratando-se do Panamá, lojas. É, digamos, a forma mais didática de conhecer a atração.

Ou, a um preço médio de US$ 115 para adultos, atravessar de barco 40 quilômetros dos aproximadamente 80 km de extensão do canal (fazer o percurso completo entre o Mar do Caribe e o Pacífico custa cerca de US$ 165 e só acontece no terceiro sábado de cada mês). A experiência, além de belas paisagens, como a do Rio Chagres, que abastece a passagem interoceânica, oferece ao turista a chance de passar pelas eclusas do canal, que sobem e descem de nível, em questão de minutos, para transportar barcos e navios de um nível a outro da passagem.

Em geral, as travessias parciais começam na parte mais alta do canal, e os barcos passam pelas eclusas de Pedro Miguel, onde descem nove metros até o Lago de Miraflores. Depois de atravessá-lo, seguem até as duas eclusas do lado Pacífico da passagem, onde os barcos descem mais 18 metros, em duas etapas.

Apenas um detalhe: os horários e dias dos passeios devem ser conferidos com antecedência nas operadoras que fazem a travessia, como a Panama Marine Adventures e a Canal and Bay Tours. Os passeios incluem almoço, guias, refrigerante e água, além de transporte da Amador Causeway até os pontos de embarque.

Por fim, explorar a Cidade do Panamá ainda reserva uma atividade que sabidamente é uma das preferidas de brasileiros em viagem: as compras. Já no Aeroporto Internacional de Tocumen, a capital panamenha mostra uma de suas principais atrações: o duty free parece mais um shopping, com lojas de marcas como Lacoste e Tommy Hilfiger.

Além disso, preços convidativos e variedade de marcas tornam os shoppings da cidade lugares de passagem obrigatória para quem quiser economizar. Neles, encontram-se roupas de grife a preços de pechincha e, sobretudo, eletrônicos.

O Multiplaza Pacific Mall, no bairro Punta Pacífica, é um dos mais badalados. O shopping abriga grifes internacionais, como Louis Vuitton, Chanel, Cartier, Emporio Armani e Carolina Herrera. E o mais importante, com preços em dólares que podem chegar a menos da metade dos daqui. Já o Metromall fica próximo ao Aeroporto de Tocumen, mix de popular e sofisticado, é uma boa opção para comprar marcas como US Polo, Calvin Klein, Adidas e Nike.

O Albrook Mall, o mais popular, é um megashopping, com mais cem mil metros quadrados, onde se pode caminhar um dia inteiro e não conhecê-lo por completo. Encontra-se de tudo, de artigos para casa, eletrônicos, roupas, perfumes — muitos dos produtos com preços bem parecidos aos encontrados nos duty frees — até uma versão panamenha do brasileiro R$ 1,99.

Quem puder esticar um pouco mais a viagem ainda tem mais uma boa pedida para as compras: ir à Zona de Livre Comércio de Colón, cidade no Mar do Caribe, na entrada atlântica do Canal do Panamá. Livre de impostos, a zona é considerada uma das mais importantes do Ocidente e o segundo maior centro de importação e redistribuição do mundo.

Nas ruas da capital, também há boas opções, principalmente de outlets e lojas de departamento na Vía España. Mas atenção, tanto ali quanto nos shoppings, não se assuste se o preço anunciado não for o mesmo que será pago. Isso porque ao valor das compras será acrescentados 7% referente a impostos sobre vendas.

Rafael Galdo viajou a convite da Flot Operadora Turística e da Copa Airlines


Globo Online | 20-Jan-2012 00:03

Museu do Prado, em Madri, passa a abrir todos os dias da semana

MADRI - Uma das principais atrações de Madri e de toda a Espanha, o Museu do Prado anunciou que a partir dessa semana abrirá todos os dias da semana. Graças à renovação do contrato de patrocínio com uma companhia de telefonia, o museu deixará de fechar às segundas-feiras. Os novos horários de visitação são: segunda a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h às 14h.

Houve mudanças também no calendário de feriados. O museus passará a abrir na Sexta-feira da Paixão, na Semana Santa. No entanto, permanecerá fechado em três dias ao longo do ano: Natal, 1º de maio e 1º de janeiro.

Com os novos horários, o Prado se declara o museu europeu com o maior número de horas de funcionamento, com 3.542 horas por ano. Mais informações no site museodelprado.es.


Globo Online | 19-Jan-2012 23:48

Voos da American Airlines passam a oferecer cerveja e vinho a bordo

RIO – A “lei seca” da American Airlines no serviço de bordo da classe econômica acabará no dia 1º de fevereiro. A partir dessa data, a companhia americana passará a incluir cerveja e vinho nas opções de bebidas oferecidas aos passageiros de voos internacionais, sem cobrar separadamente por elas. As outras bebidas alcoólicas continuarão disponíveis para compra como já ocorre hoje.

A nova oferta sugere uma mudança na política de serviço de bordo da companhia e alinha o serviço da classe econômica com o de outras empresas integrantes da aliança Oneworld, como British Airways, Iberia, Japan Airlines, LAN, Mexicana e Qantas Airways, entre outras.

“Nossos passageiros pediram cerveja e vinho grátis e nós os ouvimos. A partir de 1º de fevereiro, o cliente que viajar para o exterior a bordo da American, será convidado a tomar um drinque por nossa conta”, disse, em nota, o vice-presidente de marketing da AA, Rob Friedman. A lista de marcas oferecidas está no site www.aa.com/beerandwine.


Globo Online | 19-Jan-2012 23:33

Cruzeiros: atenção à segurança a bordo

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Deixar de aproveitar a piscina ou a vista do deque para assistir a palestras sobre segurança dentro de um auditório muitas vezes é encarado como um programa entediante para quem acabou de embarcar num navio de cruzeiro, mas pode fazer a diferença na hora de uma emergência. O naufrágio do Costa Concordia, semana passada, na Itália, jogou luz na importância de os passageiros conhecerem os procedimentos de segurança em casos de acidentes, que, por menos frequentes que sejam, podem acontecer.

Acidentes desse tipo, assegura a Associação Internacional de Cruzeiros (Clia), são extremamente raros e este modo de viajar continua sendo um dos mais seguros. Para manter esse status, as companhias marítimas são obrigadas a dar informações de segurança nas primeiras 24 horas de navegação. Todos os passageiros devem comparecer às palestras em auditórios ou teatros dos navios. Nas principais armadoras é praticamente impossível escapar desse compromisso: além de anúncios nos alto-falantes, parte da tripulação avisa pessoalmente os passageiros, inclusive batendo de cabine em cabine.

Todos são orientados a buscar os coletes salva-vidas nas cabines e assistir às instruções dadas em palestras ou vídeos exibidos em telões. Entre as informações, passadas normalmente em três ou mais idiomas, estão as localizações das saídas de emergência e dos botes salva-vidas — em alguns navios, os passageiros são levados em fila até a área onde estes estão localizados. Os hóspedes são divididos em grupos, determinados pela localização de suas cabines, e cada grupo deve ir para um local específico na hora de abandonar o navio.

De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), Edmar Bull, a conscientização dos passageiros deve começar na hora da compra do pacote.

— As palestras são importantíssimas e sempre orientamos nossos clientes a nunca faltarem e se informarem sempre a respeito das regras de segurança. Conversamos com outras agência sobre a importância desse alerta — conta.

E a orientação mais importante é manter a calma, diz o navegador Amyr Klink:

— É preciso ter calma e discernimento para seguir as orientações. Se você sabe o que precisa fazer, fica mais fácil. O acidente do Concordia vai provocar o amadurecimento dos passageiros. Acho que agora dificilmente alguém vai conseguir se entreter no horário do treinamento.

Com a experiência de quem já atravessou mares tanto em embarcações individuais quanto em modernas naves com centenas de passageiros participando de cruzeiro pela Patagônia, Klink acredita que o naufrágio do Concordia é fruto apenas de erro humano e que a possibilidade de isso voltar a se repetir é pequena. Mesmo em momentos em que os navios passam bem próximos ao litoral, conhecidas como "costa tours".

— Não há risco na navegação cênica perto da costa. É bastante corriqueiro e essas rotas são estabelecidas pelas companhias e muito bem mapeadas, principalmente no Mar Mediterrâneo. Até na Patagônia é possível fazer esse tipo de procedimento com total segurança — frisa.

O professor de engenharia oceânica da Coppe/UFRJ Marcelo Neves diz que a navegação próxima à costa é segura, desde que sejam respeitadas também as orientações das autoridades locais.

— O comandante tem a última palavra. Ele vai decidir se as condições ambientais que afetam as manobras da embarcação estão adequadas, como vento, ondas e correnteza. Desde que exista autorização da capitania dos portos local, ele pode tomar a decisão de se aproximar de uma ilha ou praia — explica o professor, aproveitando para por fim às comparações entre os naufrágios do Titanic, há cem anos, e o do Concordia. — As embarcações são muito mais seguras hoje. Naquela época, havia uma arrogância muito grande em relação às tecnologias. As soluções de segurança, que não seguiam normas internacionais, acabaram não funcionando.

‘Insegurança não é motivo’

O acidente com o Costa Concordia não alterou a política de cancelamento da Costa Cruzeiro e de outras armadoras que atuam no Brasil. Com exceção dos passageiros que compraram pacotes para o navio naufragado, as demais pessoas que desistirem de embarcar precisarão respeitar o contrato, que prevê multas ou pagamentos de parcelas restantes. Prática correta, segundo o Procon.

— O sentimento de insegurança não é motivo para justificar uma quebra de contrato. A não ser que o acidente tivesse afetado os planos de viagem de maneira objetiva — explica a consultora jurídica do Procon-RJ, Maria Rachel Coelho.

Nesse caso, se o passageiro embarcaria no próprio Costa Concordia, a armadora ou a agência que intermediou a venda tem a obrigação de devolver o dinheiro já pago ou oferecer alternativas ao serviço, como um outro navio ou outro tipo de viagem. No caso do passageiro que venha a desistir de embarcar num outro navio por causa do acidente na Itália, será preciso cumprir as cláusulas determinadas no contrato.

— Os contratos variam muito. Dependendo do prazo estipulado para desistência, é possível que haja uma multa de até 20% do valor do pacote, ou o pagamento de parcelas restantes — diz a advogada do Procon.

* Colaboraram Paulo Junior e Thais Lobo


Globo Online | 19-Jan-2012 11:52

‘Baixo número de vítimas foi milagre’, diz Amyr Klink

RIO - Um prédio de 15 andares tombando. É essa a imagem que o navegador Amyr Klink usa para descrever o que poderia acontecer caso um transatlântico do porte do Costa Concordia naufragasse longe do litoral. Desde a década de 1980 se dedicando a expedições náuticas em embarcações dos mais diferentes portes, Klink acredita na segurança dos grandes navios de cruzeiro, mas alerta para os riscos em casos de acidentes como o da última sexta-feira, quando pelo menos seis pessoas morreram e outras dezenas seguem desaparecidas. O número de vítimas, aliás, poderia ter sido maior, na sua opinião.

Trabalho de resgate do Costa Concordia completa 4 dias

O GLOBO: Os grandes transatlânticos, como o Costa Concordia, são seguros?

AMYR KLINK: São navios extremamente modernos e seguros, mas uma vez que acontece um acidente, a estabilidade passa a ser um grande problema. Pela estrutura deles, a reação natural em caso de perda de estabilidade é tombar para o lado. São como prédios de 15 andares, com milhares de pessoas dentro. Esse movimento alagaria, de imediato, boa parte das cabines. Sem contar que, dependendo da velocidade da inclinação, os botes de um lado podem ficar debaixo d'água e os do outro, suspensos demais. No caso do Costa Concordia, pelo tamanho e a quantidade de pessoas, o baixo número de vítimas e desaparecidos foi um verdadeiro milagre.

O GLOBO: Que consequências esse naufrágio deve acarretar?

KLINK: Acredito que a partir de agora as armadoras vão procurar soluções não para evitar os naufrágios, que são muito difíceis de acontecer mesmo, mas para o abandono da nave em caso de acidente. A evacuação de um navio desse porte é algo completamente diferente de tudo o que já se viu. Ninguém tem ideia de como fazer cerca de 4 mil passageiros abandonar um navio dessas proporções em caso de naufrágio em alto-mar.

O GLOBO: E como você avalia a condução do comandante no navio?

KLINK: Dentro de todos os erros cometidos, ele teve a sábia decisão de levar a embarcação o mais próximo possível da costa. Não fosse isso, o navio teria tombado muito longe e o número de vítimas seria muito maior.


Globo Online | 18-Jan-2012 11:43

Sorvete de tempura e mojitos para refrescar o verão em Buenos Aires

Veja também

BUENOS AIRES - Os parques são um dos pontos fortes da lista de passeios turísticos da capital argentina e o Jardim Japonês é, sem dúvida, um dos mais bonitos. Para quem gosta de verde e, também, de comida japonesa, existe um paraíso que não pode deixar de ser visitado: o restaurante Jardim Japonês, que fica dentro do belíssimo parque portenho. O ambiente é superagradável e o atendimento está à altura do lugar. Com um cardápio variado, a casa oferece pratos quentes, como sopas, e uma grande variedade de sushis de atum, salmão e outros tipos de peixes, todos comprados de fornecedores que trazem seus produtos dos litorais argentino e chileno. Os temakis, cones com arroz, abacate e salmão, são algumas das delícias oferecidas pelo lugar. O gerente, Martin Reingruber, diz que tudo o que é feito no restaurante é inspirado na cultura nipônica.

— Todos os pratos foram elaborados por cozinheiros japoneses, que nos últimos anos treinaram os argentinos que hoje trabalham em nossa equipe — diz Reingruber.

Uma das sobremesas mais elogiadas pelos clientes é o tempura ice cream, ideal para aliviar o sufocante calor do verão portenho. Depois de tanta comida, a noite pode terminar com um chá verde para facilitar a digestão e uma caminhada pelos jardins do parque. De dia ou à noite, o Jardim Japonês é um oásis dentro da capital argentina. Fica na Avenida Casares 2.966, em Palermo. Para jantar no restaurante, que fecha às terças-feiras, é preciso reservar pelo telefone 4800-1322.

No mesmo bairro de Palermo, o bar Lateral é uma boa pedida para tomar café da manhã, uma cervejinha ou um drinque no fim do dia — os mojitos são muito bons. Fica na Calle Republica de la India 2.899, ao lado do Zoológico.

Hospedagem: Jogos e negócios. A rede internacional Rochester acaba de inaugurar um novo hotel no centro de Buenos Aires, o Rochester M, que oferece uma série de benefícios para os hóspedes, incluindo telefonia móvel dentro do hotel, um moderno business center para executivos, quartos com Playstation e uma grande variedade de travesseiros, ideal para quem tem problemas de coluna. A tarifa mais econômica é de US$ 79 mais impostos (21%) e inclui café da manhã. Fica na Rua Esmeralda 556. Tel. 5032-5572. rochester-hotel.com.br

Tango moderno: rock progressivo. O grupo Violentango é um dos sucessos da nova geração de tangueiros argentinos. Em Buenos Aires, sua próxima apresentação será no dia 27 de janeiro, no Sitio Plasma, em San Telmo. Seus integrantes dizem que o Violentango representa um tango moderno, que funde elementos do rock progressivo dos anos 1960 e 1970 ao famoso e mundialmente conhecido ritmo argentino. A banda, formada por Adrián Ruggiero (bandoneón e guitarra), Santiago Córdoba (percussão), Andrés Ortega (guitarra) e Ricardo Jusid (contrabaixo), já se apresentou no Brasil. O Sitio Plasma fica na Rua Piedras 1.856 (tel. 4307-9171).

Comprinhas: uns bons vinhos. Uma dica para quem quiser voltar para casa com bons vinhos argentinos: a adega Amparo, localizada em Palermo, é uma das melhores lojas de bebida da cidade. Lá podem ser encontrados rótulos de todos os tipos e preços. Fica na Calle Darwin 1.548.


Globo Online | 18-Jan-2012 00:12

Nos Alpes franceses, com tudo incluído

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VALMOREL, FRANÇA - Chamonix-Mont Blanc e Val d’Isère já são destinos conhecidos para os esquiadores brasileiros nos Alpes franceses. Mas, nesta temporada de inverno europeu, com o resort recém-inaugurado em Valmorel, a rede Club Med renova a oferta de hospedagem na região do Savoie, numa estação ainda pouco explorada pelo nosso mercado.

O resort inaugurado em dezembro é classificado como 4 tridentes pelos padrões da rede Club Med. Construído em estilo tirolês, tem um prédio principal de apartamentos que cerca uma área de escola de esqui e atividades de lazer. Feito para funcionar no inverno e no verão, tem uma piscina ao ar livre e um rinque de "patinação no gelo" feito em policarbonato de alta densidade molecular (em vez de gelo, o piso tem aparência semelhante à do acrílico).

Atividades de lazer e gastronomia farta e variada são marcas fortes na rede. Em Valmorel, além de dois restaurantes principais — Les Cerfs e Le Céleste — onde impera o tradicional estilo self-service, há um restaurante à la carte La Laiterie (é preciso fazer reservas) e dois bares, Le Roc e Bar de la Tour. Nos restaurantes, o cardápio se fixa nas especialidades da cozinha internacional com com algum capricho. Dá para descolar, entre uma fila e outra de grelhados e assados, uma entradinha caprichada com vieiras ou blinis de caviar.

À noite, por tradição nas unidades da rede, há sempre uma festa ou um show programado. O melhor deles é o animado e caloroso espetáculo criado pelos GOs (gentis organizadores) para divertir os hóspedes — quer dizer, GMs (gentis membros, no dialeto do Club Med). E conseguem.

A hospedagem do Club Med inclui acesso aos lifts das pistas da estação de Valmorel, cuja altitude varia de 1.400 metros a 2.550 metros de altitude. Localizada na região do Grand Domaine, Valmorel tem como vizinhas as estações de Doucy-Combelouvière, Celliers e St-François Longchamp. A estação de Valmorel tem 152 quilômetros demarcados por 82 pistas nos quatro níveis de dificuldade (22 verdes, 39 azuis, 17 vermelhas e 8 pretas). É bem maior do que as já conhecidas Chamonix-Mont Blanc (37,6 km de pistas, a 1.015/1.200m); Courchevel (66,5 km, 1.100/2.000m); Méribel (33 km a 1.700/1.800m); Val d’Isère (17,6 km a 1.850/2.200m); ou ainda Val Thorens (150km, a 3.230m).

A Escola de Esqui Francesa comanda as aulas no village e acompanha os hóspedes que se aventuram de esqui e snowboard nas pistas da estação. O centro de esqui tem mais de 1.200 pares de esqui e snowboard, incluindo as marcas Rossignol e Lacroix, cujo estoque será renovado a cada ano, à disposição dos hóspedes para aluguel, além de 800 capacetes. O spa é mantido pela marca de cosméticos Caritas — cuja linha de produtos é voltada para os cuidados com a pele. Vale a pena chegar 15 minutos antes do horário marcado para o seu tratamento só para relaxar na sala de descanso, com vista para as montanhas.

O projeto foi pensado também para atender às famílias. Na área dedicada às crianças, cada sala tem um tema. Como o resort ali é de montanha, os painéis abusam de motivos que evocam a natureza. E as aulas de esqui estão disponíveis para crianças a partir de 3 anos (em geral, a idade inicial é 4 anos). A área da escola de esqui fica estrategicamente posicionada em frente ao Mini Club. Há ainda um salão indoor com diversão para os adolescentes, com telão de cinema, jogos e livros (em francês) para entreter quem está na faixa de 11 a 18 anos.

Para o vilarejo de Valmorel, cuja estação de esqui foi criada em 1977, a chegada do Club Med, com uma oferta de 1.500 leitos, reforça expressivamente a capacidade de acomodações. Até a próxima temporada, em 2013, quando será inaugurado ali também um condomínio de residências de temporada do grupo construtor francês MGM — o La Grance aux Fées, com 86 apartamentos, de estúdios a quatro quartos — Valmorel terá duplicado sua capacidade hoteleira. Antes disso, a estação de esqui saúda a chegada dos novos vizinhos com novos lifts e pistas já a partir desta temporada de inverno.

Com ares de hotel butique

As chamadas instalações 5 tridentes — top de linha pelos padrões da marca Club Med — dão ares de hotel butique ao resort all-inclusive. No prédio principal de Valmorel, o terceiro andar é inteiro reservado para os 26 apartamentos 5 tridentes (de luxe) e é onde funciona também um agradabilíssimo lounge, o Discovery Room, para leitura, com janelões com vista para as montanhas e decoração charmosa.

Há quitutes à disposição (champanhe a partir das 18h), um atendente para quem prefere ser servido e um concierge desk para reserva de serviços do resort — de aulas e equipamentos de esqui a sessões no spa. O hóspede dos espaços 5 tridentes podem pedir seu café da manhã no quarto e, na hora de esquiar, usufruem de área reservada no centro de esqui, com ambiente aquecido. A reserva do equipamento de esqui pode ser feita do quarto.

As instalações e os serviços 5 tridentes também estão disponíveis para os hóspedes dos apartamentos que ficam nos chalés, no entorno do prédio principal. Para grupos e famílias, os chalés reúnem de três a sete apartamentos, de dois a quatro quartos com suíte. Todos com varanda, cozinha, sala de jantar, estar, lareira. Na entrada dos chalés há uma sala de estar para ser compartilhadas pelos hóspedes dos apartamentos. O serviço ali é exclusivo e customizado. Cada família é atendida por um butler (GE, ou gentil employee). Quem fica nos chalés tem à disposição transporte até o prédio principal. Assim evita caminhar no frio e na neve.


Globo Online | 17-Jan-2012 00:06

Sete meses depois, Bariloche volta a receber voos regularmente

A chegada do voo AR 1682 da companhia aérea Aerolíneas Argentinas, procedente de Buenos Aires, a Bariloche nesta sexta-feira à tarde marcou a reabertura do aeroporto local após sete meses fora de atividade regular. Desde 4 de junho de 2011, com a erupção do vulcão chileno Puyehue, o aerporto só recebeu poucos voos fretados e esteve fechado em grande parte do tempo, sem condições climáticas para pousos e decolagens. O ministro do turismo Enrique Meyer pousou em Bariloche no AR 1682 para inaugurar as obras de melhoria na pista e no terminal.

A LAN também volta a Bariloche nesta sexta-feira, com aterrissagem prevista para às 18h. Em comunicado divulgado ontem, a companhia aérea anunciou que voltaria “paulatinamente”. A decisão de retomar as operações no aeroporto “foram fundamentadas em análises exaustivas (...) que indicaram que os níveis atuais de concentração e densidade das cinzas vulcânicas remanescentes na cidade são compatíveis com as políticas internacionais de segurança operacional”. Mesmo assim, a LAN ressaltou que a operação estará sujeita à análise das condições climáticas.


Globo Online | 14-Jan-2012 00:11

Uma praia para chamar de sua nos países hermanos

Que tal curtir o verão nas praias da América espanhola? Não faltam lugares pouco — ou nada — conhecidos, prontos para serem desbravados por turistas com um mínimo de espírito de aventura. Para facilitar a escolha, apresentamos as praias menos famosas e rústicas de nossos "vizinhos" para um roteiro nada óbvio, passando por lugares lindos, areias, ilhas,mangues e florestas quase virgens, com pouca estrutura e muitas belezas. Surfe, passeios de barco e mergulho estão entre os programas mais populares desses locais com natureza privilegiada em ambientes ainda selvagens. Mas não faltam hotéis charmosos, campings e restaurantes ótimos, que servem pescados sempre frescos. A seleção foi feita por jornalistas especializados em turismo dos periódicos que integram o Grupo de Diarios América (GDA), associação formada pelo GLOBO e outros dez jornais do continente — La Nación (Argentina), El Mercurio (Chile), El Tiempo (Colômbia), La Nación (Costa Rica), El Comercio (Equador), El Universal (México), El Comercio (Peru), El Nuevo Día (Puerto Rico), El País (Uruguai) e El Nacional (Venezuela). E aí, vamos a la playa?

Veja também

Veja praias chilenas e argentinas abaixo:

Chile: Puertecillo

O novo reino do surfe Está relativamente próximo a Santiago, e bem perto de Pichilemu — um dos destinos de surfe mais famosos do país a nível internacional —, mas ainda se mantém selvagem, muito pouco conhecida e isolada. Popular entre os surfistas mais profissionais, aos poucos — muito lentamente, entretanto — o seu nome vai ficando famoso entre as pessoas que buscam novos destinos. Não há sinal de celular: é um lugar para não se ter notícias de nada (a começar pelo trabalho).

O que fazer Há um canping para surfistas que é um clássico do lugar, onde acontecem aulas e existem equipamentos para os iniciantes (e-mail: titansurf@hotmail.com). Mas também há agências que ensinam o esporte, como ChilExtremo.

Extra O Ecolodge é a opção mais sofisticada para se hospedar, e também oferece aulas de surfe e passeios às praias próximas, como Matanzas.

Onde Esta praia está ao sul de Matanza, na comuna de Navidad, a 175 quilômetros de Santiago, com acesso por uma ladeira íngreme (só para 4x4) ou então pela Hacienda Topocalma.

 

Chile: Portofino

A beleza selvagem do deserto Está na região de Atacama, junto ao deserto do norte chileno. Quando se chega a essa praia, de um lado se vê o mar e, do outro, pura aridez. Entre um e outro, uma areia muito luminosa que parece importada do Caribe. É especialmente recomendável esperar o entardecer para ver como o sol do norte do país altera as cores do deserto. Além disso, é um lugar onde há muitas bonitas praias desertas (paisagens incomparáveis, nenhuma infraestrutura).

O que fazer Na verdade, aqui não há truques nem entretenimento: a graça está na praia. Há pouco mais do que isso. Não existem alojamentos nem restaurantes, é preciso ir com água e comida. Algumas casas e as ondas que servem para o campeonato de surfe Olas del Desierto Portofino Pro, que é realizado em outubro-novembro.

Extra É considerada uma das praias mais limpas do Chile, segundo os dirigentes e especialistas da ONG ProPlaya.

Onde Está localizada a 26 quilômetros ao sul de Chañaral, a poucos metros de estrada, com fácil acesso.

Chile: Rinconada de Taucu Buchupuereo

Praia campestre Rinconada é parte da tríade de praias que inclui Cobquecura e a fotogênica Buchupureo, na região de Biobío, uma região que combina mar de um lado e cenários típicos do campo chileno do outro, e onde o surfe se converteu em um dos principais esportes locais. O lugar tem ondulações de diferentes tamanhos e é ideal para se iniciar no esporte, ainda que também se possa praticar em Buchupureo, justamente no lugar em que desemboca o rio de mesmo nome.

O que fazer A Escuela de Surf Cobquecura combina teoria e prática com ênfase na ecologia. "A ideia é que os alunos se familiarizem com o meio. Nós estamos sempre em contato com lobos, gaivotas", explica o surfista local Nano Ortiz, encarregado da escola (e-mail: nanocobque@hotmail.com).

Extra Para dormir, a opção mais luxuosa é o hotel La Joya del Mar, en Buchupureo.

Onde Está a 6 quilômetros ao sul de Cobquecura, na região de Biobío. A Cobquecura se pode chegar pela 5 Sur (passar San Carlos, dobrar à direita em Cocharcas e seguir até a costa pela estrada a Quirihue y Cobquecura).

Argentina: Punta Desnudez

Dunas e intimidade Tecnicamente se chama "Balneario Orense", mas já se fez conhecido como Punta Desnudez por um ponto geográfico muito próximo que tem esse nome. Esse "já se fez conhecido" é apenas uma maneira de dizer, porque o lugar é desconhecido para a maioria dos viajantes. E, assim, se manteve a salvo do turismo maciço e do boom da construção. Agreste, com águas mais transparentes e menos frias que as praias situadas mais ao norte, o lugar prima pela intimidade. O povoado tem um traçado singular, e as ruas apresentam nomes que evocam a vegetação da região. E nos arredores há dunas enormes e arroios que desembocam no mar, e várias casas de veraneio (onde chamam a atenção algumas revestidas com pedras brancas locais).

O que fazer Chamada de El Médano 40, uma grande duna coberta de plantas, que se chama assim pelo número de metros que tinha originalmente. Lá de cima ainda se tem uma fantástica vista panorâmica da vila. Um pouco antes de se chegar ao balneário está o acesso à laguna La Forestal, um grande espelho d'água com 140 hectares onde se pode pescar peixe-rei (na margem ou em um barco alugado).

Extra Só há dois hotéis na região (Bahía e Punta Desnudez), várias casas para alugar e dois campings.

Como chegar A 570 quilômetros de Buenos Aires e a 80 da cidade de Tres Arroyos e a 14 — em caminho de terra — do povoado de Orense. Se pode viajar pela Ruta 2 e logo pela Ruta 29 até Necochea. Ali se deve tomar a Ruta 228 até a rotonda de Energía, onde se desvia até Orense.

Argentina: Mar de las Pampas

A nova Cariloé Uma praia larga, com dunas infinitas e um bosque que exala agradável perfume a cada vez que chove. No total são apenas 300 hectares e uma franja costeira de 1.700 metros que já começa a se fazer conhecida como "la nueva Cariló", em alusão ao balneário de bosques, construções de pedra e madeira, e ruas de areia que se tornou demasiadamente popular. Esse é um aspecto que o Mar de las Pampas tenta marcar diferença: a vila se autopromove como um lugar tranquilo, sem celulares, iluminação pública nem música estridente.

O que fazer Andar a cavalo e bicicleta — em uma praia vazia ou pelo bosque — praticar sandboard ou sentar-se sobre uma duna para ver o entardecer. Em poucas palavras, viver sem pressa.

Extra O estilo agreste de Mar de las Pampas combina bem com um ambiente mais sofisticado, com uma muito boa oferta de cabanas e aparts, em sua maioria atendidos diretamente pelos donos.

Onde fica: Desde Buenos Aires se chega pela Ruta 2: está a apenas 3 quilômetros da cidade balneário de Villa Gesell.

Argentina: Las Grutas

O calor insuspeito da Patagônia Ainda que esteja encravado na Patagônia (província de Río Negro), Las Grutas recebe as cálidas águas do Golfo San Matías, com temperaturas que oscilam entre os 22ºC e os 25ºC. Assim, a água aqui é inclusive mais quente que as praias tradicionais do litoral de Buenos Aires. Nesta região a costa está contida entre imponentes falésias, com grutas abertas pelas ondas (que também escavaram piscinas em seu solo rochoso, onde as crianças pode se banhar tranquilamente na maré baixa). A costa, com o seu muro branco curvilíneo, até poderia se confundir com uma vila do mediterrâneo.

O que fazer A transparência do mar e a sua agradável temperatura fazem de Las Grutas um lugar muito recomendável para practicar mergulho. A partir do balneário também se organizam excursões de todo tipo: desde visitas a uma área com pinguins muito próxima até expedições a Las Salinas del Gualicho, em um programa que dura até a noite, para jantar no meio do campo de sal e debaixo das estrelas. Já de regresso, o centro do povoado transborda de bares, sorveterias, jogos infantis e feiras de artesanato.

Extra Do outro lado da baía, as praias de San Antonio Este estão totalmente desertas. Formam uma área natural protegida para cuidar da área de reprodução de numerosas espécies de aves marinhas, e suas praias de conchas parecem nunca ter sido pisadas pelo homem.

Onde fica Está a cerca de 1.150 quilômetros ao sul de Buenos Aires, na província de Río Negro. Se chega pela Ruta 3.


Globo Online | 13-Jan-2012 23:41

Uma praia para chamar de sua nos países vizinhos

Que tal curtir o verão nas praias da América espanhola? Não faltam lugares pouco — ou nada — conhecidos, prontos para serem desbravados por turistas com um mínimo de espírito de aventura. Para facilitar a escolha, apresentamos as praias menos famosas e rústicas de nossos "vizinhos" para um roteiro nada óbvio, passando por lugares lindos, areias, ilhas,mangues e florestas quase virgens, com pouca estrutura e muitas belezas. Surfe, passeios de barco e mergulho estão entre os programas mais populares desses locais com natureza privilegiada em ambientes ainda selvagens. Mas não faltam hotéis charmosos, campings e restaurantes ótimos, que servem pescados sempre frescos. A seleção foi feita por jornalistas especializados em turismo dos periódicos que integram o Grupo de Diarios América (GDA), associação formada pelo GLOBO e outros dez jornais do continente — La Nación (Argentina), El Mercurio (Chile), El Tiempo (Colômbia), La Nación (Costa Rica), El Comercio (Equador), El Universal (México), El Comercio (Peru), El Nuevo Día (Puerto Rico), El País (Uruguai) e El Nacional (Venezuela). E aí, vamos a la playa?

Veja também

Veja praias chilenas e argentinas abaixo:

Chile: Puertecillo

O novo reino do surfe Está relativamente próximo a Santiago, e bem perto de Pichilemu — um dos destinos de surfe mais famosos do país a nível internacional —, mas ainda se mantém selvagem, muito pouco conhecida e isolada. Popular entre os surfistas mais profissionais, aos poucos — muito lentamente, entretanto — o seu nome vai ficando famoso entre as pessoas que buscam novos destinos. Não há sinal de celular: é um lugar para não se ter notícias de nada (a começar pelo trabalho).

O que fazer Há um canping para surfistas que é um clássico do lugar, onde acontecem aulas e existem equipamentos para os iniciantes (e-mail: titansurf@hotmail.com). Mas também há agências que ensinam o esporte, como ChilExtremo.

Extra O Ecolodge é a opção mais sofisticada para se hospedar, e também oferece aulas de surfe e passeios às praias próximas, como Matanzas.

Onde Esta praia está ao sul de Matanza, na comuna de Navidad, a 175 quilômetros de Santiago, com acesso por uma ladeira íngreme (só para 4x4) ou então pela Hacienda Topocalma.

 

Chile: Portofino

A beleza selvagem do deserto Está na região de Atacama, junto ao deserto do norte chileno. Quando se chega a essa praia, de um lado se vê o mar e, do outro, pura aridez. Entre um e outro, uma areia muito luminosa que parece importada do Caribe. É especialmente recomendável esperar o entardecer para ver como o sol do norte do país altera as cores do deserto. Além disso, é um lugar onde há muitas bonitas praias desertas (paisagens incomparáveis, nenhuma infraestrutura).

O que fazer Na verdade, aqui não há truques nem entretenimento: a graça está na praia. Há pouco mais do que isso. Não existem alojamentos nem restaurantes, é preciso ir com água e comida. Algumas casas e as ondas que servem para o campeonato de surfe Olas del Desierto Portofino Pro, que é realizado em outubro-novembro.

Extra É considerada uma das praias mais limpas do Chile, segundo os dirigentes e especialistas da ONG ProPlaya.

Onde Está localizada a 26 quilômetros ao sul de Chañaral, a poucos metros de estrada, com fácil acesso.

Chile: Rinconada de Taucu Buchupuereo

Praia campestre Rinconada é parte da tríade de praias que inclui Cobquecura e a fotogênica Buchupureo, na região de Biobío, uma região que combina mar de um lado e cenários típicos do campo chileno do outro, e onde o surfe se converteu em um dos principais esportes locais. O lugar tem ondulações de diferentes tamanhos e é ideal para se iniciar no esporte, ainda que também se possa praticar em Buchupureo, justamente no lugar em que desemboca o rio de mesmo nome.

O que fazer A Escuela de Surf Cobquecura combina teoria e prática com ênfase na ecologia. "A ideia é que os alunos se familiarizem com o meio. Nós estamos sempre em contato com lobos, gaivotas", explica o surfista local Nano Ortiz, encarregado da escola (e-mail: nanocobque@hotmail.com).

Extra Para dormir, a opção mais luxuosa é o hotel La Joya del Mar, en Buchupureo.

Onde Está a 6 quilômetros ao sul de Cobquecura, na região de Biobío. A Cobquecura se pode chegar pela 5 Sur (passar San Carlos, dobrar à direita em Cocharcas e seguir até a costa pela estrada a Quirihue y Cobquecura).

Argentina: Punta Desnudez

Dunas e intimidade Tecnicamente se chama "Balneario Orense", mas já se fez conhecido como Punta Desnudez por um ponto geográfico muito próximo que tem esse nome. Esse "já se fez conhecido" é apenas uma maneira de dizer, porque o lugar é desconhecido para a maioria dos viajantes. E, assim, se manteve a salvo do turismo maciço e do boom da construção. Agreste, com águas mais transparentes e menos frias que as praias situadas mais ao norte, o lugar prima pela intimidade. O povoado tem um traçado singular, e as ruas apresentam nomes que evocam a vegetação da região. E nos arredores há dunas enormes e arroios que desembocam no mar, e várias casas de veraneio (onde chamam a atenção algumas revestidas com pedras brancas locais).

O que fazer Chamada de El Médano 40, uma grande duna coberta de plantas, que se chama assim pelo número de metros que tinha originalmente. Lá de cima ainda se tem uma fantástica vista panorâmica da vila. Um pouco antes de se chegar ao balneário está o acesso à laguna La Forestal, um grande espelho d'água com 140 hectares onde se pode pescar peixe-rei (na margem ou em um barco alugado).

Extra Só há dois hotéis na região (Bahía e Punta Desnudez), várias casas para alugar e dois campings.

Como chegar A 570 quilômetros de Buenos Aires e a 80 da cidade de Tres Arroyos e a 14 — em caminho de terra — do povoado de Orense. Se pode viajar pela Ruta 2 e logo pela Ruta 29 até Necochea. Ali se deve tomar a Ruta 228 até a rotonda de Energía, onde se desvia até Orense.

Argentina: Mar de las Pampas

A nova Cariloé Uma praia larga, com dunas infinitas e um bosque que exala agradável perfume a cada vez que chove. No total são apenas 300 hectares e uma franja costeira de 1.700 metros que já começa a se fazer conhecida como "la nueva Cariló", em alusão ao balneário de bosques, construções de pedra e madeira, e ruas de areia que se tornou demasiadamente popular. Esse é um aspecto que o Mar de las Pampas tenta marcar diferença: a vila se autopromove como um lugar tranquilo, sem celulares, iluminação pública nem música estridente.

O que fazer Andar a cavalo e bicicleta — em uma praia vazia ou pelo bosque — praticar sandboard ou sentar-se sobre uma duna para ver o entardecer. Em poucas palavras, viver sem pressa.

Extra O estilo agreste de Mar de las Pampas combina bem com um ambiente mais sofisticado, com uma muito boa oferta de cabanas e aparts, em sua maioria atendidos diretamente pelos donos.

Onde fica: Desde Buenos Aires se chega pela Ruta 2: está a apenas 3 quilômetros da cidade balneário de Villa Gesell.

Argentina: Las Grutas

O calor insuspeito da Patagônia Ainda que esteja encravado na Patagônia (província de Río Negro), Las Grutas recebe as cálidas águas do Golfo San Matías, com temperaturas que oscilam entre os 22ºC e os 25ºC. Assim, a água aqui é inclusive mais quente que as praias tradicionais do litoral de Buenos Aires. Nesta região a costa está contida entre imponentes falésias, com grutas abertas pelas ondas (que também escavaram piscinas em seu solo rochoso, onde as crianças pode se banhar tranquilamente na maré baixa). A costa, com o seu muro branco curvilíneo, até poderia se confundir com uma vila do mediterrâneo.

O que fazer A transparência do mar e a sua agradável temperatura fazem de Las Grutas um lugar muito recomendável para practicar mergulho. A partir do balneário também se organizam excursões de todo tipo: desde visitas a uma área com pinguins muito próxima até expedições a Las Salinas del Gualicho, em um programa que dura até a noite, para jantar no meio do campo de sal e debaixo das estrelas. Já de regresso, o centro do povoado transborda de bares, sorveterias, jogos infantis e feiras de artesanato.

Extra Do outro lado da baía, as praias de San Antonio Este estão totalmente desertas. Formam uma área natural protegida para cuidar da área de reprodução de numerosas espécies de aves marinhas, e suas praias de conchas parecem nunca ter sido pisadas pelo homem.

Onde fica Está a cerca de 1.150 quilômetros ao sul de Buenos Aires, na província de Río Negro. Se chega pela Ruta 3.

* Nos próximos dias, confira as praias selecionadas de países como México, Colômbia e outros.


Globo Online | 11-Jan-2012 23:52

Neblina provoca cancelamentos e atrasos no aeroporto de Lima

RIO - Uma forte neblina causa atrasos e cancelamentos desde ontem no aeroporto internacional Jorge Chavez, em Lima. Na madrugada desta quarta-feira, um voo da LAN que seguia para São Paulo, foi cancelado. A companhia foi a mais afetada pelo mau tempo, tendo problemas também em voos que chegariam de Nova York e Madri no Peru, pela manhã, mas que acabaram cancelados. Outras companhias sofrem com atrasos e desvios para aeroportos próximos.

Um novo sistema de rádio, que permite a operação com segurança em momentos de baixa visibilidade, deverá ser instalado nos próximos dias. Por causa dessa indefinição ainda não é possível definir quando as operações aéreas voltarão à normalidade. No entanto, nas últimas horas, o quadro é menos instável. Os voos de hoje para o Brasil estão confirmados, como os voos da LAN para São Paulo (17h, horário local) e da TACA para Rio de Janeiro (21h50min), Brasília (22h05min) e Porto Alegre (22h25min).


Globo Online | 11-Jan-2012 23:37

‘NY Times’ elege o Panamá como destino número 1 do ano

A tradicional lista do jornal americano “The New York Times” de “lugares para ir”, feita no início de cada novo ano, teve um primeiro lugar incomum: o Panamá, na América Central, conhecido mais por ser lugar de passagem em conexões do que como destino turístico. Lugares asiáticos, como Mianmar (3º), Tóquio (6º) e Lhasa (9º), capital do Tibet, tiveram destaque. O espaço sideral ficou em 20º lugar: o jornal argumenta que já existe uma companhia dedicada a essas viagens e um aeroporto foi inaugurado no ano passado nos Estados Unidos.

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A única cidade brasileira na lista foi Paraty, em 22° lugar, exaltada pela beleza natural da Costa Verde, localização estratégica - entre São Paulo e Rio de Janeiro -, casario histórico e movimentado calendário de eventos culturais. A lista, que tem 45 destinos turísticos neste ano, é elaborada com base no calendário de eventos turísticos, investimentos na área (novos hotéis, museus, etc) e também pensando nos destinos ainda pouco explorados pelos americanos. No ano passado, a capital chilena de Santiago ficou no topo, entre 41 lugares.

Confira abaixo os motivos que tornam atraentes os cinco primeiros colocados da lista.

1) Panamá. A expansão do Canal do Panamá, prevista para ser concluída em 2014, intensificou os investimentos no país, atraindo muitos estrangeiros imigrantes e, por conseguinte, alavancando o mercado imobiliário. Grandes projetos incluem o The Panamera, o primeiro luxuoso Waldorf Astoria na América Latina (com inauguração prevista para 2012); e o primeiro projeto do arquiteto Frank Gehry na América Latina, o Bio Museu (deve abrir no início de 2013). O jornal também ressalta o centro histórico, conhecido como Casco Viejo, que se transformou em um bairro estiloso, com músicos de rua, galerias de arte, restaurantes e hotéis butique.

2) Helsinque, Finlândia. Depois de Copenhague, na Dinamarca, chamar atenção por sua gastronomia; e Estocolmo, na Suécia, pela moda e o design, a capital finlandesa Helsinque tem atraído olhares por sua maestria no design. A cidade foi eleita Capital Mundial do Design de 2012 pelo Conselho Internacional de Design Industrial. Além disso, o distrito de design oficial cresceu: são 25 ruas e quase 200 estabelecimentos dedicados ao ramo.

3) Mianmar (antiga Birmânia). No topo de listas de viajantes por suas belezas naturais e tesouros culturais, Mianmar acabava não sendo visitada por conta do regime autoritário. Até que, em novembro de 2010, foram convocadas eleições democráticas e, com isso, aumentou o número de turistas no país. Isolada, a terra budista é considerada um lugar fora do turismo de massa e acolhedora.

4) Londres, Inglaterra. Grandes eventos tornam Londres um dos lugares mais visados em 2012. Além das Olimpíadas, há o jubileu de diamante - comemoração dos 60 anos de reinado da Rainha Elizabeth II -; a comemoração dos 200 anos do nascimento do escritor inglês Charles Dickens; a Warner Bros. abrirá os estúdios onde os filmes da série Harry Potter foram gravados; e o ator Robert Redford trará o festival de cinema de Sundance para Londres. Novos hotéis luxuosos e tradicionais reformados devem receber bem os turistas.

5) Oakland, Estados Unidos. Do outro lado da Baía de São Francisco, Oakland ganhou os jornais nos últimos meses por ser palco de violentos protestos no movimento Occupy. A onda de manifestações se acalmou neste ano, ressalta o jornal americano. A cidade, com vida noturna agitada, tem recebido novos restaurantes sofisticados - com chefs migrando de São Francisco para lá. O histórico Fox Theatre reabriu em 2009 com ótimo cardápio de shows, as bandas Wilco e Bon Iver já tocaram lá.

A lista ainda inclui: 6º, Tóquio; 7º, Tanzânia; 8º, Patagônia chilena; 9º, Lhasa, Tibet; 10º, Havana, Cuba; 11º, Moscou; 12º, Glasgow, Escócia; 13º, Puebla, México; 14º, San Diego, Estados Unidos; 15º, Baía de Halong, Vietnã; 16º, Florença, Itália; 17º, St. Vincent; 18º, Moganshan, China; 19º, Birmingham, Inglaterra; 20º, espaço; 21º, Kerala, Índia; 22º, Paraty, Brasil; 23º, Koh Rong, Camboja; 24º, Viena, Áustria; 25º, Chattanooga, Estados Unidos; 26º, Dakhla, Marrocos; 27º, Ilhas Maldivas; 28º, Malacca, Malásia; 29º, Algarve, Portugal; 30º, Tahoe, Estados Unidos; 31º, País de Gales; 32º, Antártida; 33º, Uganda; 34º, Ucrânia; 35º, Península de Sanamá, República Dominicana; 36º, Dubrovinik, Croácia; 37º, Ilha Chiloé, Chile; 38º, Jordânia; 39º, Crans-Montana, Suíça; 40º, Montpellier, França; 41º, Nosara, Costa Rica; 42º, Coreia do Sul; 43º, Lodz, Polônia; 44º, Dalarna, Suécia; 45º, Portovenere, Itália.

O que achou da lista? Estamos no Twitter (@BoaViagemOGlobo), aguardando o seu comentário.


Globo Online | 11-Jan-2012 23:22

Desayunar no tradicional Palácio de Cibeles, em Madri

MADRI - O enorme e imponente Palácio de Cibeles (que até o ano passado era chamado de Palácio das Telecomunicações) inaugurou uma cafeteria e um restaurante. Fazem parte do espaço cultural CentroCentro, cuja proposta é abordar a cidade de Madri sob diferentes pontos de vista: arquitetônico, urbanístico, artístico e social. Na cafeteria do belo prédio, tomar um café da manhã com uma tostada de presunto ibérico, fruta (ou iogurte) e um café (ou chá) custa 5,50. Uma fatia de bolo com café sai por 2,70. Nesta mesma cafeteria, a Colección Cibeles (no segundo andar), também é possível almoçar por 15 (um menú del día, com primeiro e segundo pratos, além de bebida, pão e sobremesa) ou um menu de tapas por 19, entre outras alternativas à la carte, como a perdiz por 19,50 ou uma tapa de bacalhau que sai por 3,10. Já no restaurante Palácio de Cibeles, no sexto andar, a proposta gastronômica é mais elaborada. O chef Adolfo Muñoz — que está à frente da cafeteria e do restaurante — fez a base de seus cardápios com peixes, frutos do mar e carnes. Oferece até um "cordeiro ecológico", além de produtos manchegos (ele é de Castela-La Mancha) e madrilenhos, aos quais combina toques orientais (durante seis anos teve dois restaurantes em Tóquio), árabes e mediterrâneos. Pode-se escolher entre dois tipos de menu, por 45 ou 65, ou pratos ‘a la carta’, de 21 a 33, com sobremesa a 8. De duas enormes varandas desfruta-se da vista da praça e das ruas Alcalá, Gran Vía e Recoletos. O restaurante e o bar estão abertos todos os dias. A cafeteria, das 10h à meia-noite, e o restaurante, das 13h30m às 16h30m, e das 20h à meia-noite. O CentroCentro está na Plaza de Cibeles 1. Tel. 91 480 0008.

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Beleza: novo visual. Nos últimos 30 anos, Moncho Moreno tem sido, exclusivamente, o cabeleireiro das celebridades. A rainha Noor da Jordânia, Isabel Preysler (ex de Julio Iglesias), Naty Abascal (uma veterana modelo espanhola de alta costura que já trabalhou com Woody Allen e foi pintada por Salvador Dalí), a modelo tcheca Karolina Kurkova e a top Claudia Schiffer foram algumas das mulheres que confiaram suas melenas a Moreno. Estilistas do gabarito de Armani também colocaram suas modelos, antes de pisar na passarela, nas mãos do cabeleireiro espanhol. Moncho, definitivamente, não se aposentou. Ainda se dedica ao mundo da moda, mas abriu uma brecha para os comuns mortais. Recentemente inaugurou um salão onde assessora suas clientes sobre o corte que favorece cada tipo de rosto. O corte, feito a seco e de pé, custa 200. Calle Lagasca, 3 (metrô: Retiro). Telefone: 91 431 2881.

Bar: charme retrofuturista. Pode-se ir para ver móveis vanguardistas e de demolição. Pode-se ir para tomar um uísque, um drinque de vodca com laranja, um refrigerante ou uma cerveja. Pode-se experimentar 20 tipos de tapas diferentes. Ou, por que não?, pode-se ver móveis, tomar drinques e comer tapas num mesmo lugar. Esta é a proposta do Kikekeller, uma loja de decoração muito especial, onde tudo tem design original, e que recentemente inaugurou um bar, bem ao fundo, o que dá um certo ar de clandestinidade ao ambiente. Os donos definem o lugar como "retrofuturista" por juntar o que é ultramoderno com o que tem aspecto de antiguinho. Também, entre suas ofertas decorativas, há diferentes propostas de iluminação à vela. O Kikekeller fica na Corredera Baja de San Pablo 17. Metrô: Tribunal. O bar abre de terça-feira a sábado, das 19h às 2h30m.

Em Barcelona

Um clássico da noite barcelonesa é o Bar Soul Club, uma pequena coqueteleria-discoteca, no Carrer Nou de Sant Francesc 7. Fica perto da Plaça Reial, em pleno Bairro Gótico, na região da Ronda do Litoral e do porto. Lá rola jazz para tomar um coquetel e deep funk ou latin groove para dançar, na pista do fundo. Aberto de segunda-feira a sábado, das 22h às 2h30m.


Globo Online | 11-Jan-2012 00:08

Midtown Manhattan versão econômica: yes, we can

NOVA YORK - A melhor maneira de se economizar dinheiro em Midtown é gastando mais tempo em Downtown — conselho que os nova-iorquinos dão aos seus amigos que chegam de fora. Mas eu passo tempo suficiente nas cidades de outras pessoas para saber que certas áreas são armadilhas para os turistas por uma razão: elas têm atrações que merecem ser vistas. É esse o caso do coração de Manhattan. Midtown é uma região tão cheia tentações consumistas e suvenires com preços altos que muitos nova-iorquinos tentam evitá-la totalmente. Ser frugal em Midtown significa mais do que encontrar refeições a US$ 10, descolar estratégias para comprar bilhetes de teatro baratos, truques para encontrar preços acessíveis nos hotéis e conselhos sobre cartões de descontos (embora isso vá ajudar também) — significa apelar para uma estratégia. Aqui fica a minha sugestão: pague caro por aquilo que você morre de vontade de fazer, procure barganhas e não faça nada que você possa fazer em qualquer outro lugar do mundo, especialmente em sua cidade (tô de olho em você, McDonald’s). Vamos dividir a região por temas de interesse.

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ATRAÇÕES. Primeiro, faça tudo o que for gratuito, ou quase de graça. Vá até o Rockefeller Center e, dali, admire as vitrines das lojas de departamento da Quinta Avenida. Vagueie pela Grand Central Station (com ou sem o novo áudio tour de US$ 6) e patine no Bryant Park (é preciso pagar pelo aluguel de equipamento). Aproveite a sempre popular visita gratuita ao MoMA (nas noites de sexta, com ingresso patrocinado pela loja Target). Não quer encarar a multidão? Aposto que você jamais esteve no Museum of Arts and Design, que foi inaugurado em 2008, ao lado do Columbus Circle. Pague o que quiser para entrar, e não perca um dos artistas residentes trabalhando no sexto andar — atualmente, Don Porcella, que trabalha com magia os limpadores de cachimbo. Mas se você está buscando os grandes nomes calcule que deve comprar o CityPass de US$ 79, que dá direito ao ingresso em seis deles por metade do preço. Na oferta especial de inverno, o bilhete vale até fevereiro, quando o comum são apenas nove dias após a compra (você vai precisar voltar). Eu evito esses passes na maioria das cidades porque me sinto restrito a uma lista, e estressado até fazer valer o dinheiro gasto, mas poderia abrir uma exceção nesse caso.

TEATRO. Primeiro, um bilhete de teatro muito cobiçado. Os assentos premium de orquestra para o "Livro de Mórmon" ou "O Rei Leão" podem custar centenas de dólares — tudo bem, se é por isso que você veio para Nova York. Mas é extorsivo se você pudesse ser quase tão feliz pagando menos do que a metade para assentos com desconto. Para aqueles abertos a uma variedade de shows, os descontos estão em toda parte. Há o estande TKTS na Times Square, com ingressos para o mesmo dia, e o NYC Oficial Information Center (810 Seventh Avenue), onde você pode pegar um panfleto com os códigos de desconto para 20 shows. Um completo conjunto de instruções sobre onde encontrar códigos online está em talkinbroadway.com (o site também tem quadros de mensagens com as últimas ofertas de ingressos). E, se as suas datas são flexíveis você também pode obter dois ingressos pelo preço de um durante o Broadway Week (de 17 de janeiro a 4 de fevereiro) e a Off-Broadway Week (de 30 de janeiro a 12 fevereiro). Os ingressos começaram a ser vendidos ontem. Mais informações em www.nycgo.com/getmorenyc.

  

AS PEQUENAS COISAS. Eu aconselho relaxar em relação aos pequenos gastos. Sim, pretzels em barracas de rua geralmente custam US$ 2, mas alguns vendedores de Midtown tentam fazer você pagar US$ 3. Ei, é apenas um dólar a mais. Quer realmente levar para casa uma cara camiseta do New York Yankees? Compre. E se você precisa ir a uma farmácia ou loja de conveniência, não ande sete quadras só para economizar US$ 0,50 em um chiclete. De fato, suspeitando que a cadeia mais onipresente de Nova York, Duane Reade, também aderiu à exacerbação dos preços em Midtown, verifiquei o valor de alguns itens, como barras de Advil, Snickers e garrafas de água em lojas da rede por ali e também numa próxima da minha casa, no Queens. Resultado? Os mesmos preços exatamente (provavelmente mais do que você paga em casa, mas pelo menos você está acompanhado por cerca de 9 milhões de outros otários). E aqueles sanduíches a preços razoáveis e e iogurtes que eles começaram a vender agora? Não temos esses itens no Queens...

 

HOTÉIS. Existem desculpas semi-válidas para se gastar muito em um hotel. Aqui vão duas: você não vai querer ficar em albergues, e também não sabe como usar o Hotwire e o Priceline. O primeiro é compreensível, mas Nova York é realmente o lugar ideal para usar esses sites, cuja principal fraqueza (se você não está amarrado a uma cadeia de hotéis ou insiste apenas em hotéis boutique) é que você não pode escolher a sua localização exata. Isso é Nova York: caminhe ou pegue o metrô! Estamos falando de hotéis de três estrelas e meia por US$ 135 em Midtown East ou de US$ 168 por um quatro estrelas em Midtown Central, incluindo impostos (foram esses os preços que o Hotwire me deu quando pesquisei recentemente a disponibilidade para um fim de semana em janeiro). A pegadinha: nos dois sites você tem que escolher a região aproximada e também o nível do hotel, indicado pelas estrelas, que quer e fazer a sua reserva antes de saber em qual vai se hospedar (você não vai ser colocado em um pulgueiro, porém, especialmente se você escolheu um hotel com duas ou mais estrelas). A diferença: o Hotwire dá um preço com base no que um hotel em particular concordou em aceitar; já o Priceline permite que você defina o lance para ver se alguém aceita. Você pode aprender muito mais sobre o processo nos próprios sites e outros endereços como betterbidding.com: garanto que vale a pena o tempo que você gasta lendo sobre eles. Aqui está minha estratégia: verifique os preços no Hotwire e lance 20% por cento a menos no Priceline para um hotel com um perfil semelhante, e volte para o Hotwire se não ganhar a aposta.

COMES E BEBES. Nova-iorquinos muitas vezes lutam contra o desejo de bloquear fisicamente a entrada de turistas em ícones de Times Square, como o Hard Rock Cafe e o Bubba Gump Shrimp Company, que não são baratos e são tão típicos da cidade quanto uma batata de Idaho. Isso é óbvio para muitos turistas, mas mesmo os mais experientes podem se confundir nas delis genéricas que se espalham pela vizinhança. E qualquer pessoa pode ficar tão sobrecarregada com as escolhas que Subway e McDonald’s podem parecer um oásis. Mas lembre-se da "estratégia frugal": se você não deve pagar por qualquer coisa que poderia fazer em qualquer outra parte do mundo, você certamente não pode comer em um restaurante comum. "É tão barato!", você diz. Mas um almoço a menos de US $ 10 em um local que só existe em Nova York está a poucas quadras de qualquer lugar em Midtown. O meu preferido tem sido o Margon (136 W 46th St.), um barato e simples restaurante cubano fora de Times Square. Quase tudo — desde sanduíche com pão tostado na hora (que vem com uma fatia de salame) até o prato com arroz, feijão e carne empilhados custa menos de US$ 10. Ainda é muito caro? Que tal, então, o Ming Du (273 W 38th St.), um pequeno restaurante chinês, apenas uma portinha. Uma oferta: por US$ 5 você escolhe um prato preparado no vapor sobre arroz. Esse pode até não ser o local mais bonito, mas uma bandeja de pato assado, ou de carne de porco, com legumes em conserva ou o bok choy, prato servido sobre o arroz, parecem similar ao que a família proprietária pede no seu restaurante preferido no bairro chinês (o que é sempre um bom sinal).

Tem necessidade de algo ainda mais barato? Então pode fazer uma refeição de carne de porco (por US$ 0,80) no pão (mais US$ 0,70). Para algo um pouco mais upscale vale tentar o Bann Next Door (350 W 50th St.), o recanto para almoços baratos do Bann, um elegante restaurante coreano, onde podemos achar tacos bulgogi com arroz de cinco grãos e guacamole por US$ 9. Também caro demais? Que tal o Bagel Vic Bar (544 Third Avenue, entre as ruas 35 e 36), lugar para provar o Tokyo-Tel Aviv Express (com cream cheese, wasabi, salmão defumado, cebolinha e edamame em um bagel, por US$ 7,50). Se isso é demasiado parecido com um café da manhã para a hora do almoço, há frango peruano especial no Pio Pio, por US$ 9,50, restaurante que está ao lado do Talent Thai Kitchen’s, que cobra apenas US$ 7,95 para uma refeição (com entrada, prato principal, como delicioso macarrão com curry em caldo de carne e água engarrafada), ambos na Rua 34, a leste da Terceira Avenida. Essas são indicações, em sua maioria, para a hora do almoço, mas se você está disposto a quebrar a barreira dos US$ 10 para o jantar, experimente a pequena e bonita casa de massas Radicchio Pasta & Risotto Company (253 E 53 St.), com várias entradas por US $ 11. Eu levei amigos barateiros até lá na temporada pré-maratona de Nova York, para se alimentarem de carboidratos quando as casas mais badaladas já estavam todas reservadas — e amei o serviço acolhedor e as massas frescas.

Se você precisar de um drinque depois de navegar por itens que não pode pagar na Bloomingdale ou na Williams-Sonoma, há o bar Metro Inn (143 E 60 St.), recentemente renovado, onde uma garrafa de cerveja custa apenas US$ 4. Para jantar perto do Javits Convention Center e evitar a comida ruim de lá, escolha o Bis.Co.Latte (667 10th Ave.). É um café acolhedor, com risotos a US$ 8,75 e biscoitinhos em sabores como gengibre e chocolate com coco por US$ 1,10. Ele também está a uma curta distância Hard Rock Cafe. Por isso não há desculpas, ok?


Globo Online | 10-Jan-2012 00:06

Novidades em Olinda enquanto o carnaval não vem

OLINDA, PE - Mais conhecida pelas novas gerações devido ao seu carnaval, tido como um dos melhores e mais espontâneos do país, Olinda é muito mais que isso: é História, arquitetura, cultura, religiosidade, gastronomia. Como se isso tudo não bastasse, desfruta de localização privilegiada. Foi edificada sobre colinas, de onde se observa o azul do Oceano Atlântico margeando a própria cidade e a vizinha capital, onde um passeio de catamarã revela ângulos diferentes para os visitantes — é Recife vista "pelo avesso". Quem viaja até Pernambuco vai precisar de pelo menos dois dias para explorar as encantadoras e coloridas ladeiras de Olinda, a cidade histórica que este ano comemora 30 anos desde que foi nomeada Patrimônio Cultural da Humanidade, título concedido pela Unesco. O Alto da Sé, aliás, acaba de ganhar uma novidade: elevador panorâmico, com 30 metros de altura. Lá de cima, a vista é ainda mais bonita e até nos faz acreditar na lenda que os guias contam aos turistas por lá de que o nome da cidade teria surgido após o donatário Duarte Coelho ter exclamado: "Oh, que linda situação para se construir uma vila!".

Fins de semana em ritmo de carnaval nas ladeiras de Olinda

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Não importa a época do ano — exceto por julho, que é o mês mais chuvoso no estado — Olinda é sempre uma festa. Evento é o que não falta. Como se sabe, a cidade se destaca pela sua riqueza cultural. Há cerca de 600 agremiações carnavalescas — maracatus de baque solto, de baque virado, afoxés, clubes de frevo, blocos, ursos, troças, entre outras, além do coco, uma manifestação mantida por 14 grupos, que está quase sumida no resto do estado. Passados Natal e ano novo, as agremiações já tomam conta de ruas e ladeiras. E, com a aproximação do carnaval, a movimentação aumenta, porque aos sábados e domingos, sempre tem bloco, maracatu, batucada, subindo e descendo as ladeiras.

Nesta época, eventos como a Noite dos Tambores Silenciosos e a Corrida de Bonecos Gigantes movimentam as ruas da cidade. Todas as sextas-feiras, depois das 21h, tem concentração da Seresta Luar de Olinda, na Praça de São Pedro. Com seus instrumentos de sopro e corda, eles entoam velhas canções e percorrem a parte alta da cidade. Um programa romântico, com certeza, de inverno a verão. Também às sextas-feiras, o Bloco Flor da Lira faz acerto de marcha no Pátio do Mercado da Ribeira, o que atrai, sempre, uma grande multidão.

Passado o carnaval, as agremiações voltam às ruas para comemorar o aniversário de Olinda, no dia 2 de março. Ainda em março, praças e coretos são tomados por músicos do Olinda Jazz e Blues. Nos demais meses do ano, uma série de outros eventos movimenta a cidade.

Às vésperas de completar três décadas como Patrimônio Cultural da Humanidade — o que ocorre este ano — Olinda não mudou muito. Suas ruas e o antigo casario conservam as características do passado de quatro séculos, mas muitas casas se transformaram em bares, lojas e restaurantes. As ruas e praças também já não são tão silenciosas como antigamente, porque nos finais de semana, a cidade vive um verdadeiro burburinho.

Pouco a pouco, Olinda começa a se recompor de alguns deslizes impostos pelo desenvolvimento. Os postes modernos — famigerados em qualquer cidade histórica — vêm sendo substituídos por lampiões, com fiação subterrânea, o que contribuiu para emprestar mais graça a ruas como a de São Bento e a Quinze de Novembro, além do Alto da Sé — local, aliás, em que fica o elevador panorâmico, inaugurado no fim de outubro, e que funciona no prédio da caixa d’água da Cidade Alta. O elevador deixa os visitantes em um mirante de onde se tem uma vista de 360 graus de Olinda, alcançando inclusive a capital, Recife.

Para quem quiser circular pela cidade evitando o sobe e desce das ladeiras íngremes, o "trenzinho" é a melhor saída. Na verdade, é um jipe com um comboio que leva 30 pessoas. Em um passeio de 40 minutos, a R$ 15 por pessoa, você pode percorrer as principais ruas e ladeiras da cidade sem se cansar muito: Bonfim, Misericórdia, Prudente de Morais, Amparo, Saldanha Marinho, rua de São Francisco. Passa, ainda, pelos Quatro Cantos, um dos locais mais característicos de Olinda, com mercearias, lojinhas e bares populares.

Olinda tem quatro museus: Regional, de Arte Sacra, de Arte Contemporânea e do Mamulengo. Todos merecem visita, mas o que desperta a maior curiosidade é o do Mamulengo, o chamado Espaço Tiridá, que conta a história desse mundo mágico do teatro de bonecos no Nordeste. É o único que cobra entrada (R$ 2) e, por enquanto, abre só de terça-feira a sexta-feira, no horário de 10h às 17h. É só falar em bonecos, e as pessoas lembram logo dos gigantes de Olinda, que formam a marca registrada do carnaval. O ateliê do bonequeiro mais conhecido, Sílvio Botelho, saiu da rua do Amparo e agora funciona no Largo do Guadalupe, de onde o cortejo de mais de cem gigantes desce as ladeiras no último dia do carnaval. O local é muito procurado por turistas que não dispensam a foto ao lado da Mulher do Dia, do Menino da Tarde ou do Homem da Meia-Noite.

Outro bom local para visitar é o Mercado da Ribeira. Muitos acreditam que ali funcionou no passado um mercado de escravos, mas os historiadores desmentem. Nele ficam diversas lojinhas de artesanato. Há muita coisa de gosto duvidoso. Mas, garimpando, dá para encontrar peças interessantes. E o melhor: com preços a partir de R$ 2.

No alto da Sé, a produção artesanal é mais sofisticada em espaços como Artes do Imaginário, Ecological Artesanato, Sítio das Artes, ou Sobrado 7, que fica na Rua Prudente de Morais e tem peças não só de Pernambuco como de todos os locais do país, motivo pelo qual atrai muita atenção, principalmente de visitantes estrangeiros.

O sítio histórico de Olinda reúne ao menos 19 igrejas antigas, além de seis "passos" , que são pequenas capelas em alvenaria, construídas entre 1773 e 1809, que abrem na Quaresma para dar passagem à Procissão dos Passos, uma das tradições religiosas locais mais aguardadas na Semana Santa. Entre os templos que não podem deixar de ser visitados estão a Igreja de São Salvador do Mundo, mais conhecida como Sé de Olinda, que começou a ser erguida em 1548. Também não deixe de visitar o Mosteiro de São Bento, que começou a ser construído no século XVI e só foi concluído no XVIII. Seu altar-mor tem influência barroca, neoclássica e rococó e foi esculpido em madeira revestida com ouro. Uma riqueza. O Seminário de Olinda e a Igreja de Nossa Senhora das Neves, que faz parte do Convento de São Francisco, são outros programas obrigatórios. Os templos abrem aos turistas das 9h às 12h e das 14h às 17h.

Ao explorar as ladeiras de Olinda a pé, não se deve esquecer de que para andar pela cidade — cujas ruas são calçadas em pedras escorregadias — a melhor opção é usar tênis com solado bem aderente.

Entre a cozinha contemporânea e a regional

Em Olinda há restaurantes que se destacam pela identidade com a cidade. Dois deles oferecem cozinha contemporânea e criativa, que emprestam sofisticação aos sabores regionais. Ficam em locais privilegiados, com vista para os velhos telhados e quintais da cidade: a Oficina do Sabor (na Rua do Amparo) e o Beijupirá (na mesma rua, mas tem outra entrada, mais convidativa, pela Rua Saldanha Marinho, de onde o acesso é feito em um elevador de vidro). O Beijupirá — que ganhou fama em Porto de Galinhas — instalou-se em Olinda com ar mais sofisticado. Ambos se destacam pelos frutos do mar, que os mesclam com sabores de frutas regionais como caju e a pitanga. No lado popular, a Casa de Noca é simples e funciona num lugar que lembra um quintal, escondidinho, em uma rua também escondida e pouco conhecida, a Bertioga. É restaurante de um prato só: carne de sol, queijo de coalho e macaxeira (aipim) cozida, bem fofinho, na medida, saboroso. Os proprietários fazem questão de manter o cardápio único, que, aliás, fez a fama da casa. O que muda é só a versão, para duas, três ou cinco pessoas.

Encontre seu bloco e veja Recife do avesso

Se Olinda já está em clima de carnaval, o mesmo acontece em Recife. No Centro Antigo, os blocos líricos retomam a programação do Projeto Alegres Bandos neste sábado, na Praça do Arsenal da Marinha. São 13 blocos — entre eles Bonde da Saudade, Ilusões, Amante das Flores, Banhistas do Pina e São José — que se revezam a cada semana, com repertório próprio e integrantes fantasiados. O maestro Beto do Bandolim participa de todos os encontros. Em fevereiro, o local do evento muda para o Parque Dona Lindu.

Uma boa dica para quem vem passar o verão em Pernambuco é conhecer Recife pelo "avesso" — num roteiro diferente do convencional, que passa sempre por Recife Antigo, Pátio de São Pedro, Praça da República, ruas da Aurora e do Sol, Capela Dourada, Mercado São José e Casa da Cultura. Que tal ver a cidade do outro lado? É só pegar um barco, deslizar pelas águas do Rio Capibaribe e observar a capital por outro ângulo. Ou seja, passar sob as pontes, circundar as três principais ilhas que formam o centro da capital — Santo Antônio, Boa Vista e Recife — e ainda se encantar com os velhos telhados, cúpulas prateadas de igrejas e os recortes da cidade portuária. De quebra, uma visão distante dos morros onde Olinda foi erguida. O passeio pode ser feito via Catamarã Tours, que tem duas excursões diárias, saindo do Cais das Cinco Pontas, e dura uma hora e dez minutos.

O barco ingressa na bacia portuária e navega pelo Rio Pina até a foz do Capibaribe. Volta à bacia, vai até o Marco Zero, um dos locais mais importantes da cidade, e se posiciona entre o logradouro e o Parque das Esculturas (de Francisco Brennand), que foi erguido sobre um arrecife. Em seguida, o barco passa sob a Ponte Giratória (que não gira mais) e sob ao menos outras quatro pontes. No percurso, observam-se as construções históricas da ilha de Santo Antônio, entre elas o Palácio do Campo das Princesas, Palácio da Justiça, Teatro Santa Isabel.

Na Ilha do Recife, a paisagem é do Recife Antigo, com o casario simétrico, muitos herdados do período de domínio holandês. Na ilha de Boa Vista, fica uma das ruas mais características do centro, a da Aurora, com seu casario antigo e estreito, com prédios de até quatro andares, embora os arranha-céus já tenham tomado conta das extremidades. Ali, barcos coloridos de pesca artesanal dão uma aparência mais alegre ao rio.

Para quem prefere fazer um caminho mais longo, a alternativa é trocar uma manhã de praia no domingo, para enfrentar o 14 bairros de Recife, onde o Capibaribe serpenteia as terras. A saída também é do Cais das Cinco Pontas, em São José, no centro, e o passeio visita, entre outros locais, as ilhas do Leite, Joana Bezerra e Boa Vista. Percorre, ainda, áreas tradicionais, como Dérbi, Torre, Jaqueira, Casa Forte e Parnamirim.

SERVIÇO

Elevador panorâmico: A entrada é gratuita, e funciona das 9h às 17h.

Alegres Bandos: Aos sábado das 16h30m às 19h, até 11/2.Tel.: (81) 3421 8456 ou (81) 3423-3186.

Catamarã Tours: Duas excursões diárias, saindo do Cais das Cinco Pontas, no bairro de São José, às 16h e às 20h.O preço é R$ 30 por pessoa (adulto). Para o passeio mais longo, o preço é R$ 40. O barco leva até 120 passageiros. Criança paga meia. catamarantours.com.br


Globo Online | 07-Jan-2012 00:11

Turismo espacial de classe econômica estreia este ano

RIO - Antes restrito ao mundo dos multimilionários, o turismo espacial em breve será uma realidade para centenas de pessoas um pouco menos privilegiadas financeiramente, numa espécie de viagem de classe econômica até o limite da atmosfera terrestre. Entre o segundo semestre deste ano e 2013, três empresas - Virgin Galactic, XCOR e Space Adventures – esperam começar a levar passageiros a cerca de 100 quilômetros de altitude, onde poderão experimentar um pouco da gravidade zero e apreciar a vista que os astronautas profissionais têm do planeta.

Desde 2001, quando o empresário americano Dennis Tito subiu ao espaço, sete turistas pagaram até US$ 40 milhões pelo privilégio de passar uma breve temporada na Estação Espacial Internacional (ISS). Todos eles foram levados a bordo de foguetes Soyuz da Roscosmos, a agência espacial da Rússia, sendo o último o canadense Guy Laliberté, em 2009. Agora, no entanto, reservar uma viagem à fronteira do espaço é tão simples quanto planejar ir para qualquer outro destino em terra, e está muito mais barato.

No caso da Virgin Galactic, do bilionário britânico Richard Branson e que deverá ser a primeira a começar suas operações, ainda este ano, o preço da passagem é de US$ 200 mil. Em troca, os turistas serão levados para um espaçoporto no estado americano do Novo México, onde passarão por três dias de treinamentos e lazer antes de embarcarem em uma nave modelo “Space Ship 2”, agora batizada VSS Enterprise, para um voo com duração total de cerca de duas horas e meia. Carregada pelo veículo lançador “White Knight 2” (agora VMS Eve), a nave, com capacidade para seis passageiros e dois tripulantes, subirá até pouco mais de 15 mil metros de altitude, quando então vai ligar seu foguete para um passeio suborbital a até 110 quilômetros da Terra, com direito a cerca de cinco minutos de gravidade zero.

Até o momento, pelo menos 475 pessoas de 21 países, entre eles o Brasil, já depositaram um mínimo de US$ 20 mil para garantirem suas reservas nos voos da Virgin Galactic. Inicialmente, o Branson esperava que sua empresa começasse a operar comercialmente em 2007, mas problemas no desenvolvimento das naves forçaram o adiamento do projeto. Uma das turistas ansiosas pela estreia da VSS Entreprise é Catherine Culver. Ex-funcionária do controle de missões da Nasa, ela espera satisfazer um antigo sonho depois de ter recusada por quatro vezes sua inscrição no programa de treinamento de astronautas da agência espacial americana.

- Na Califórnia, seria o equivalente ao sonho de conseguir comprar sua casa própria – comenta.

Mas a Virgin Galactic não é a única empresa de turismo espacial a já contar com clientes pagantes, e nem mesmo a mais barata. Sediada na Califórnia, a XCOR informa ter mais de cem passagens reservadas, a US$ 95 mil cada, em seu pequeno avião espacial de apenas dois lugares – para o piloto e o turista – que deverá começar a voar no ano que vem. Já a Space Adventures, do estado da Virgínia, começou a aceitar reservas muito antes e tem mais de 200 interessados em pagar US$ 110 mil para embarcar na sua nave automatizada em desenvolvimento pela parceira Armadillo Aerospace. Sem piloto, ela vai levar dois passageiros por vez até o limite do espaço a partir de data ainda a ser definida.

Um dos primeiros passageiros da Space Adventures deverá ser o pesquisador britânico Madsen Pirie, um dos fundadores do Instituto Adam Smith, dedicado à defesa do livre mercado, e que efetuou sua reserva há mais de uma década. Embora desapontado com a demora para embarcar, ele afirma não estar arrependido:

- Tem sido uma história de esperanças adiadas, mas ficarei encantado quando finalmente chegar a minha vez.

Em mais um sinal de que a indústria do turismo espacial está mesmo levantando voo, a gigante dos seguros Allianz anunciou que planeja começar a oferecer seguros-viagem para os clientes da Virgin Galactic que cobririam desde cancelamentos de última hora a eventuais despesas médicas antes e depois dos passeios suborbitais. Segundo Erick Morazin, diretor de contas globais da Allianz Global Assistance, quando a ideia surgiu, a entre três e quatro anos atrás, todos diziam que “isso só podia ser uma brincadeira”. Hoje, porém, o assunto é tratado a sério e, embora nenhuma das três empresas prováveis pioneiras do turismo espacial esteja cobrando altas taxas por eventuais desistências, ele acredita que essa política não deve durar muito mais.

- Queremos estar preparados para esse acontecimento – diz.


Globo Online | 05-Jan-2012 23:26

Festa para o Rei Elvis, de Memphis ao Brasil

Se Las Vegas foi o palco onde Elvis brilhou nos anos 70, Graceland, em Memphis, é o lugar onde o rei descansa. E para celebrar os 35 anos de saudades do Rei do Rock, a casa onde ele morou e que foi transformada em museu inaugura três exposições ao longo de 2012. As comemorações nos Estados Unidos incluem ainda um cruzeiro temático e culminam em agosto com a Elvis Week em Graceland, que somente nessa semana deve receber cerca de 75 mil visitantes. As homenagens chegam ao Brasil em setembro, com uma megaexposição em São Paulo e o show da turnê "Elvis Presley in concert", em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Em Graceland a primeira exposição, "Elvis on tour", estreia hoje e marca o início da programação intensa de atividades, lembrando também o aniversário do cantor, no dia 8 de janeiro e marcando os 40 anos do documentário de mesmo nome, que relata a turnê feita em abril de 1972. Entre os objetos à mostra estão o troféu Golden Globe, joias, roupas e acessórios de cena usados em concertos, pouco vistas em fotos ou vídeos.

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No dia 1 de fevereiro, aniversário de Lisa Marie Presley, será inaugurada a exposição "Elvis... Through his daughter’s eyes". A mostra vai destacar a relação entre Elvis e sua única filha, com fotos, documentos de família e objetos pessoais — triciclo, roupas, toca-discos, berço, bracelete de ouro dado a ela por Elvis — além de vídeos caseiros mostrando cenas em família e da infância com o pai na casa onde ela cresceu.

Além de detalhar aspectos da vida pessoal do ídolo, a importância de Elvis como um pioneiro da música será lembrada na exposição "Icon: the influence of Elvis Presley", que será inaugurada no dia 1de março, com objetos emprestados do museu Rock and Roll Hall of Fame, de Cleveland, e de coleções particulares de muitos nomes da música. A guitarra Yamaha Red Rocker de Sammy Hagar e o traje usado na turnê do Van Halen de 2004; o terno dourado de "MacPhisto" usado por Bono na turnê "Zooropa"; um dos saxofones favoritos do ex-presidente Bill Clinton, cedido pela Clinton Presidencial Library and Museum; roupas de James Brown, Elton John, Wanda Jackson, Bruce Springsteen, Billy Joel, Ringo Starr e outros. Numa extensão online e interativa, os fãs vão enviar fotos que representem de que forma foram influenciados pelo Rei do Rock.

— Receberemos centenas de milhares de visitantes de todo o mundo em Memphis durante o ano para celebrar a vida e a carreira de Elvis. Estas novas exposições darão aos visitantes uma visão nova e única sobre Elvis — disse Scott Williams, vice-presidente de Marketing da Elvis Presley Enterprises, Inc.

As homenagens a Elvis se estendem em escala global e o Brasil não fica de fora. A turnê "Elvis Presley in concert", que reúne ex-companheiros de palco do rei com uma projeção de vídeo de Elvis, tem início em 5 março de 2012 na Europa, passando por 16 cidades, com shows em Londres, Paris, Dublin, Zurique e Frankfurt. No segundo semestre a turnê chega ao Brasil com apresentações previstas em São Paulo, no Ginásio Ibirapuera (no dia 9 de outubro); no Rio, no Maracanãzinho (11/10) e em Brasília, no Ginásio Nilson Nelson (13/10). Há datas ainda a serem confirmadas para Porto Alegre e negociações para a apresentação acontecer em Belo Horizonte. A venda de ingressos começa em 24 de abril.

O show reúne ex-companheiros de palco do astro com uma projeção de última geração do Rei como pano de fundo, conta o empresário Rafael Reisman, da 2share, que promove os eventos de Elvis no Brasil em 2012:

— É uma experiência emocionante, porque enquanto se vê Elvis no telão apresentando a banda, eles estarão no palco tocando ao vivo.

A exposição "The Elvis Experience" no Brasil vai acontecer de 11 de setembro a 11 de outubro num shopping da capital paulista. O local ainda está sendo negociado, diz Rafael. Com curadoria dos arquivistas de Graceland, a mostra terá mais de 500 objetos raros, documentos e fotos — muitos dos quais nunca deixaram as dependências da mansão no Tennessee. Quem for a São Paulo vai encontrar entre os itens em exibição o carro vermelho usado em cenas do filme "Feitiço havaiano" (1961), um telefone dourado de disco que era usado por Elvis e que ficava em seu quarto no andar de cima de Graceland e o traje branco usado pelo ídolo no número de encerramento do especial feito para a TV em 1968 conhecido como "O especial de 68". Outro traje famoso usado por Elvis e que vem ao Brasil é o American Eagle Jump Suit, que o astro usou num show em 1963, cuja transmissão via satélite foi considerada uma inovação para a época.

— Nossa proposta foi fazer uma mostra com caráter interativo em local acessível e democrático. As peças não serão expostas atrás dos vidros de um museu. Vamos contar a história da vida do Elvis com fotos e objetos de uso pessoal importantes. Usaremos recursos que vão possibilitar a interação do espectador, que no final poderá pesquisar informações sobre sua biografia — detalha Rafael, acrescentando que será montada um loja como a de Memphis, com tudo o que se pode comprar sobre o ídolo, de filmes e discos raros a suvenires.

Além disso, o cruzeiro anual de Elvis chega a sua quinta edição este ano, partindo no próximo dia 12 de Jacksonville (Flórida), rumo a Nassau, nas Bahamas, a bordo do navio Carnival Fascination, com programação especial por conta das datas comemorativas do ano.

Graceland: Cada mostra ficará aberta por um ano. Graceland fica em Memphis, Tennessee, e está aberta o ano todo com várias opções de tours. elvis.com/graceland


Globo Online | 05-Jan-2012 00:04

Luzes modernas brilham na Strip de Las Vegas

LAS VEGAS - Antes ou depois de assistir ao musical "Viva Elvis", vale a pena conhecer melhor o CityCenter, o moderno complexo de hotéis, cassinos, lojas e unidades residenciais, onde está em cartaz esta montagem do Cirque du Soleil. Entre os tradicionais hotéis-cassinos Bellagio e Monte Carlo, o conjunto de construções envidraçadas e de linhas arrojadas destoa da ditadura do néon que domina a Strip. Inaugurado em 2009, na contramão da crise econômica norte-americana, o projeto do MGM Resorts é considerado uma das maiores construções privadas dos Estados Unidos.Dos seus seis empreendimentos, o maior é o Aria Resort & Casino, com 61 andares, 4.004 quartos, 16 restaurantes e três piscinas. Além de "Viva Elvis", sua maior atração é o amplo cassino. Quem quiser passar um tempo entre caça-níqueis e mesas de apostas não morrerá de fome. Diversas opções de restaurantes circundam a área. A pastisserie de Jean-Philippe Maury e o restaurante espanhol de Julian Serrano são os que mais chamam a atenção. Para uma opção mais prática e tipicamente Las Vegas, o hotel tem o The Buffet, com bastante variedade e boa seleção de sobremesas. No Aria fica também a estação de onde parte o monotrilho que conecta os prédios do complexo ao vizinho Bellagio.

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Outro trunfo do CityCenter é ter levado para Las Vegas a rede Mandarin Oriental. Com diferenças marcantes para outros hotelões da região, já que é um dos poucos que não possuem cassino e tem projeto que privilegia a luz natural, o MO tem 392 quartos. Spa, piscina e cinco restaurantes — incluindo o Twist, do chef Pierre Gagnaire, e um salão de chá com vista privilegiada da cidade — completam a lista de atrativos. Outro diferencial é a oferta de unidades residenciais, 225 no total.

O MO não é o único lugar para quem quer morar no CityCenter. Responsáveis pelo efeito arquitetônico mais surpreendente do conjunto, as Veer Towers (duas torres douradas de 37 andares que dão a impressão de estarem perigosamente inclinadas), têm, cada uma, 335 apartamentos.

Entre as torres e o Aria está o Vdara, um hotel-butique sem cassino, sem área para fumantes e ecológico. O clima zen já pode ser sentido assim que se entra, graças à trilha sonora relaxante. Em frente ao prédio há uma instalação feita de caiaques e barcos pequenos.

A arte, aliás, tem lugar cativo nesta "cidade" em plena Strip, mais precisamente na Gallery Row, com quatro galerias. Uma delas é a Center Piece, onde é possível encontrar obras de artistas contemporâneos. Há ainda uma galeria dedicada ao artista plástico especializado em vidro Dale Chihuly e outra ao fotógrafo Rodney Lough Jr. O maior destaque é o espaço com as esculturas de Richard MacDonald. Suas estátuas de seres mitológicos e figuras circenses também estão nos corredores do Crystals, o shopping do complexo, que tem lojas de grifes como Bvlgari, Cartier, Gucci, Prada e Yves Saint Laurent.

A nota negativa fica por conta do sexto empreendimento, o Harmon Hotel, nunca inaugurado oficialmente, mas que corre o risco de ser demolido ainda esse ano. Erros no projeto deixaram a estrutura frágil demais. Segundo técnicos, o prédio poderia desabar em caso de terremoto.

Eduardo Maia viajou a convite da American Airlines Ski Club e com o apoio da Sofisticado Travel


Globo Online | 04-Jan-2012 23:34

Bodas com bênção (e cantoria) de Elvis em Las Vegas

LAS VEGAS - Na suíte do nosso hotel, termino a maquiagem enquanto as fontes do Bellagio explodem no final apoteótico de mais uma dança das águas. O telefone toca, está na hora. A placa da limusine que nos espera na entrada do hotel não deixa dúvidas do nosso destino: "Grace 5".

Durante o trajeto, de mãos dadas, resolvemos falar nossos votos um para o outro. Alguns minutos depois chegamos ao nosso destino: Graceland Wedding Chapel. Na recepção confirmamos nossos nomes, recebemos instruções rápidas, meu buquê e a flor da lapela que escolhemos — vermelhos. A capela está vazia de manhã, sentamos num dos bancos para esperar pelo oficiante e quando escuto a voz, inconfundível, dou uma piscadinha cúmplice para ele, que cinco anos depois está aqui comigo renovando nossos votos de casamento.

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Nos primeiros acordes de "Can’t help falling in love", abro um sorriso. Elvis vem ao meu encontro, cantando. Dou o braço e ele me conduz pela capela até o marido, no altar. Os dois fazem em dueto os últimos versos da música enquanto me seguro para não chorar.

A cerimônia continua com uma mensagem de Elvis falando sobre a confirmação do nosso amor cinco anos depois e procede para a troca de votos tradicionais — "na saúde, na doença... na riqueza, na pobreza...", mas Elvis se encarrega de colocar um toque de humor. Ele canta a segunda música, "Love me tender", e vamos aos votos especiais do Elvis, que começam com "I promise always to love you tender..."

Selamos os votos com um beijo e deixávamos a capela de mãos dadas enquanto Elvis cantava "Burning love", que a gente não resiste e sai dançando. Ele vai ao nosso encontro para uma ida dançante até a frente da capela novamente. Posamos para as fotos finais e recebemos nosso certificado de renovação de votos de casamento e de suvenir, uma cópia do certificado de casamento de Elvis e Priscilla Presley.

Porque todo casamento precisa de uma boa dose de bom humor e as bênçãos do Elvis!

Claudia Saleh escreve no blog aprendizdeviajante.com


Globo Online | 04-Jan-2012 23:19

Yokohama: onde o Japão encontra a China

TÓQUIO - Tão falada nas últimas semanas por causa da expectativa em torno do confronto entre os jogadores Messi e Neymar, Yokohama é uma cidade na qual os turistas não prestam muita atenção quando vão a Tóquio. A capital fica a 20 minutos de trem-bala dali e existe um ponto de Yokohama que justifica o passeio: a Chinatown, maior comunidade de imigrantes chineses de toda a Ásia. O colorido dos templos (o Mazu Temple é o mais famoso), das lojas e das lanternas vermelhas espalhadas pelas ruas dão a impressão de que você realmente atravessou uma fronteira. A comida em Chinatown é famosa, há mais de 200 restaurantes, que oferecem a culinária típica de diferentes partes da China. O lugar começou a ser construído no século XIX, quando o Japão abriu os portos para o mundo e Yokohama, na beira do mar, atraiu os comerciantes chineses. Resistiu a terremotos, à guerra entre Japão e China e à Segunda Guerra Mundial. Comer um dim sum ali, entre vendedores que só falam mandarim, pode até ser um programa barulhento para quem se apaixona pelo silêncio e a organização de Tóquio, mas é bem divertido.

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Saquê: um amigo japonês

Se no Rio os restaurantes japoneses se limitam a oferecer saquê nacional ou importado, em Tóquio a coisa é bem mais complicada. O cardápio de saquês é interminável e indecifrável para um estrangeiro. O gosto da bebida varia de acordo com as diferentes regiões produtoras, mas a boa notícia é que os bares estão sempre dispostos a ajudar quem está totalmente perdido. Um endereço bem autêntico, voltado para quem realmente aprecia a bebida japonesa, é o bar Kamozou, em Shinjuku, que tem uma seleção de 150 tipos de saquê (MS Kagurazaka Bldg. 2F, 1 Iwatocho, Shinjuku-ku, tel. 03 3268-4612). Mas é bom estar acompanhado por alguém que fale japonês porque o Kamozou não foi feito para turistas.

 

Hong Kong: alfaiataria chinesa

A velha crença de que homem não tem paciência para bater perna em shopping não funciona em Hong Kong, um verdadeiro templo de consumo asiático. O Landmark Men (landmarkmen.com) foi aberto recentemente e é dedicado só à clientela masculina. Como tudo em Hong Kong, que atrai muitos milionários vindos da China Continental, são as marcas de luxo, como Louis Vuitton e Gucci, que se destacam. Mas estrangeiros também têm ido ao lugar procurar a mundialmente famosa alfaiataria da região.

 

Cingapura: mergulho no aeroporto

Parar no Aeroporto Internacional de Changi, em Cingapura, ponto de passagem para muita gente que está em trânsito pela Ásia, está longe de ser um tormento. O aeroporto sempre figura na lista dos melhores do mundo e seus luxos não se resumem aos lounges vips. Tem quartos para quem quiser dormir só por algumas horas (por cerca de US$ 20), piscina para um mergulho rápido (US$ 11) e ônibus de graça para um tour pela cidade-Estado. Outro serviço que faz sucesso: um tanque para mergulhar os pés e ser massageado por mordidinhas de peixe. Dizem que é melhor do que qualquer pedicure, caso você consiga vencer a aflição.


Globo Online | 04-Jan-2012 00:13

Consulados americanos farão mutirões para visto até abril

RIO - Os consulados gerais dos Estados Unidos no Brasil (Rio, Brasília, São Paulo e Recife) realizarão uma série de mutirões de entrevistas de vistos para o país até abril. As operações visam atender à crescente demanda de brasileiros pelo documento. A primeira dela, batizada de “Super sábado”, acontece no sábado, dia 7 de janeiro, no consulado do Rio. Mas as 1.250 vagas para a solicitação de vistos para a data já foram preenchidas.

Ao longo do ano passado, foram realizados nove mutirões e os postos da missão receberam cerca de 60 funcionários temporários de outras partes do mundo para tornar o processamento dos vistos mais rápido. Em 2012, o Departamento de Estado dos EUA pretende enviar mais de 50 funcionários americanos para o Brasil, reformar e expandir as áreas consulares para melhorar o sistema de entrevistas. Com isso, a capacidade atual de cada posto consular no Brasil dobraria e o tempo tempo de espera pela entrevista reduziria ainda mais.

Em 2011, a embaixada e os consulados dos EUA devem emitir quase um milhão de vistos, um aumento de 57% sobre o volume de 2010. O crescimento estimado para 2012 é de 30%. O Brasil é hoje o quinto país que mais envia visitantes aos Estados Unidos. A expectativa é que 1,5 milhão de brasileiros visitem os EUA até o final de 2011, superando o recorde de 1,2 milhão em 2010. De acordo com o Departamento de Comércio dos EUA, os brasileiros foram os que mais gastaram no país em 2010, e assim, contribuindo com quase seis bilhões de dólares para a economia americana.


Globo Online | 03-Jan-2012 00:00

Na ponte aérea Rio-Paris com Danuza Leão

RIO - Danuza Leão só voa de executiva. Compra no cartão, parcelado. “Não viajo em classe econômica: é um problema de direitos humanos, depois dos 45. É uma despesa fixa que tenho, como condomínio, luz, gás etc” diz com bom humor em seu novo livro “É tudo tão simples”, lançado mês passado pela editora Agir. Quase 20 anos depois do clássico “Na sala com Danuza”, uma bíblia da etiqueta para muita gente, ela volta a desfilar seus conceitos do que é educado, ético e útil para o dia a dia, e também em longas viagens (ela faz pelo menos duas por ano). De lá para cá, muita coisa mudou. Danuza também.

Logo nas primeiras páginas do livro — um dos mais vendidos no Rio neste fim de ano, segundo as livrarias Travessa e Cultura — Danuza conta como foi se despojando de bens materiais para simplificar a vida. O que também facilitou o momento de arrumar as malas para viajar.

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— Já me acostumei com malas menores. Viajar no inverno é simples: levo duas botas, três calças, três suéteres, meia dúzia de camisetas e pronto — conta, lembrando depois dos antigos casacos de pele e dos novos de nylon recheados de pluma que ela adotou no ano passado. — Esse casaco é um sonho porque não amarrota, é leve e barato. Não sai mais da moda.

Os capítulos são organizados à mesma forma do clássico “Na sala”, em que ela revê suas ideias sobre relacionamentos, vida social, viagens e consumo. Neste último tópico, aliás, o item que abre a lista de “coisas que vale a pena comprar” é a mala da grife Louis Vuitton, que Danuza leva coberta por uma capa de nylon marrom. “Essa marca se banalizou demais, mas com as capas as malas são perfeitas”, descreve.

Quando conversamos, Danuza se preparava para passar as festas de fim de ano e o mês de janeiro em Paris, cidade onde morou em dois momentos distintos da vida e que continua visitando com regularidade.

— Quando chego em Paris, me sinto em casa. Fico há anos no mesmo hotel, o Welcome, bem na esquina da Rue de Seine com o Boulevard Saint-Germain. E adoro voltar a lugares onde fui feliz — conta. — Paris tem uma coisa que é o oposto daqui: você volta aos lugares e a decoração é a mesma, o menu, as roupas dos garçons, tudo está igual. Até tem os novidadeiros, mas esses não me interessam. Gosto desse reencontro. Dá uma certa segurança saber que tudo continua por lá.

Entre os lugares que ela sempre volta, estão o Café de Flore, “o melhor que existe”, e a pequena Praça Furstenberg, “linda no verão, no inverno, no outono e na primavera”. Ela também não dispensa um bom jantar: “Entrar num restaurante na França pode ser um importantíssimo evento cultural. Se for primavera, regale-se com os aspargos verdes; se for verão, cerejas, framboesas, frutas e folhas deliciosas”, aconselha.

Danuza adora revisitar Paris, mas outras cidades foram riscadas da lista. “Como já conheço, não preciso voltar à Grécia, com todas as ruínas e ilhas a que tive direito; Rússia, Mongólia, China, Japão, Tailândia, Índia (...)” e a lista é longa. Também depende da temporada: Veneza no verão, jamais. Em compensação, no inverno, é mágica. Danuza também evita lugares lotados. Por isso, até uma cidade que ela adorava ver, Marrakesh, saiu da sua lista. E conta que, da próxima vez, vai de ônibus para São Paulo:

— É muita gente. Muito estresse. Tornou-se impossível pegar a ponte aérea.

Por isso, um dos conselhos mais destacados no capítulo de viagens é um dos itens obrigatórios na nécessaire:

— Um bom remédio para dormir.

“O avião é um recinto promíscuo, onde 300 pessoas que não se conhecem compartilham do mesmo espaço para dormir, acordar, beber, durante dez, 12 horas; então, faça com que nesse tempo as coisas aconteçam com o máximo de civilidade”, escreve. Civilidade inclui respeitar o espaço das poltronas; não importunar o vizinho; dobrar o jornal depois de ler; não ir descalça ao banheiro e, quando sair, deixá-lo impecável; se dormir, sacar os óculos escuros e pentear o cabelo ao acordar, e, na saída, deixar a poltrona arrumada.

E que assim a vida se torne mais simples.

Entre uma brasileira em Paris e uma fashionista parisiense

Ah, como as francesas são magras, elegantes, descoladas, cultas... O sucesso do livro “A parisiense — O guia de estilo de Inès de la Fressange”, da editora Intrínseca, que tenta desvendar em fotos e textos ágeis e bem-humorados o segredo delas, indica que muito mais gente pensa assim do que admite. Na unidade carioca da Livraria Cultura, em São Conrado, é o livro mais vendido. Na Livraria da Travessa, a charmosa edição perde para o título de Danuza Leão, mas fica bem perto.

Muito mais do que enumerar os “mandamentos” de estilo da parisiense, o livro de Inès, que foi musa e modelo de Karl Lagerfeld na Chanel, se sai um delicioso guia de viagens. Saiba onde comprar “o suéter” de cashmere com decote em V (na Éric Bompard); a bolsa de couro cru mais desejada da cidade (na sueca Kerstin Adolphson); ou os sapatos criados por Catherine Deneuve (na Roger Vivier). No penúltimo capítulo, “A Paris de Inès” sobram endereços mágicos, entre livrarias e museus, que só os experts na Cidade da Luz conhecem.


Globo Online | 02-Jan-2012 23:45

No Brasil e na América Latina, destinos ensolarados para 2012

RIO - Em tempos de mudanças climáticas, tempo bom garantido é exceção. Enquanto no Sudeste do Brasil a previsão é de tempo chuvoso e uma temperatura mais amena — o último mês de novembro foi 2,6°C mais frio do que no ano passado — no Nordeste, o mês de janeiro será seco, segundo o Climatempo. As pancadas de chuva nesse mês não devem nem atingir a média registrada em outros verões. É sol garantido, o que deve levar muitos brasileiros à região nesta temporada.

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Inhotim, em Minas Gerais, boa opção independentemente de sol ou chuva, vai inaugurar outros motivos para atrair turistas interessados em suas galerias de arte contemporânea e jardim botânico em Brumadinho. Em 2012, um pavilhão de dois mil metros quadrados reunirá diversas obras de Tunga; outro, a obra "Tteia", de Lygia Pape; mais um para a série de fotos "Rua Direita, 1970’s", de Claudia Andujar, e mais duas obras de Olafur Eliasson. Atualmente em obras, a Grande Galeria terá seis mil metros quadrados dedicados a artistas como Hélio Oiticica e Lygia Clark. O dono do complexo, Bernardo Paz, ainda pretende criar dez pousadas no terreno. A primeira, com projeto da arquiteta mineira Freuza Zechmeister, também tem inauguração prevista para 2012.

ARGENTINA: A partir do dia 3 de janeiro, os novos voos da Emirates entre o Rio e Dubai vão oferecer também uma extensão até Buenos Aires. É a oportunidade de fazer uma viagem confortável, em classe executiva ou primeira, ao país vizinho. Outro destino argentino que deve voltar à agenda dos brasileiros é Bariloche. Em 2011, o aeroporto local ficou fechado por mais de um mês por conta das cinzas do vulcão chileno Puyehue entre junho e julho, o que levou muita gente a cancelar a viagem ou rumar para estações chilenas. O ano que vem, portanto, é tempo de matar as saudades de uma das cidades preferidas dos brasileiros. Entre as novidades, está o El Casco Arts Hotel, em frente ao Lago Nahuel Huapi. Com mais de 500 obras de arte espalhadas pelos corredores, o moderno hotel se tornou, em setembro, o primeiro a oferecer o sistema tudo incluído em Bariloche.

PERU: Presente na lista tanto da "National Geographic" quanto do guia Frommer’s pela sua reputação gastronômica, a capital do país, Lima, tem roubado a cena dos grandes monumentos peruanos. Se antes os turistas passavam correndo pela cidade, para chegar logo a Machu Picchu e Cusco, hoje muitos vão só para curtir a cena gastronômica local. Entre os chamarizes está o restaurante La Mar, do badalado chef Gastón Acurio, que já tem filiais em Nova York, São Francisco, Cidade do México, Cidade do Panamá, Bogotá e São Paulo. Acurio é um dos responsáveis pelo sucesso do ceviche, prato que tem como base peixes crus marinados em sucos cítricos.

COLÔMBIA: Em novembro, a Avianca lançou o voo direto entre o Rio e a capital colombiana, Bogotá, com três saídas semanais. O voo facilita o acesso às praias do litoral norte do país, no Mar do Caribe. A histórica cidade litorânea de Santa Marta, fundada em 1525, é base para explorar a Cidade Perdida, sítio arqueológico descoberto há 35 anos, com vestígios do império Tayrona em meio à floresta. Outra aposta é a linda e colorida Cartagena, onde foram gravadas cenas da novela "Aquele beijo", exibida pela Rede Globo. A cidade fundada em 1533, com arquitetura colonial declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, vibra no ritmo da salsa: tem vida noturna agitada, além de ótima infraestrutura turística.


Globo Online | 31-Dez-2011 00:05

Ásia e Londres são os destinos mais quentes para 2012

RIO - Poucas coisas são tão boas para o começo do ano quanto fazer novos planos. Se forem sobre novas viagens, melhor ainda. Neste quesito, 2012 promete levar o viajante, ou pelo menos sua imaginação, para o Oriente. Com a inauguração do voo direto diário da Emirates entre Rio e Dubai não só as duas cidades ficarão mais próximas, mas diversificam-se as possibilidades de conexões no momento de planejar as próximas férias. Novos voos lançados neste ano para Londres, Frankfurt e Roma também aproximaram os cariocas do Velho Continente, que está mais em conta por conta da crise econômica. A capital inglesa, sede das Olimpíadas de 2012, figura em todas as listas de "melhores destinos" do ano. Além dos Jogos, melhorias em urbanismo e infraestrutura hoteleira e grandes eventos culturais fazem de Londres uma ótima opção durante o ano inteiro. Na América do Sul, a gastronomia peruana e a natureza colombiana estão em alta.

Operadoras de turismo jogam as fichas na Ásia e no Oriente Médio

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No próximo dia 3 a Emirates inaugura a rota Rio-Dubai, com voos diretos. Especula-se ainda que a Turkish vá iniciar em 2012 o trecho Rio-Istambul. Assim, vai ficar muito mais fácil viajar não só para esses dois lugares, mas para todo o Oriente. Entre o certo e o duvidoso, as operadoras de turismo apostam com segurança na Ásia e no Oriente Médio como os destinos do momento, no Brasil, de maneira geral, e no Rio, especificamente. A cidade turca apresenta ainda outras duas razões para ser a bola da vez: a próxima novela de Glória Perez vai ter cenas passadas na cidade (e na Capadócia) — e, de quebra, a Turquia acaba de ser eleita o "país favorito" pelos leitores do guia Frommer’s.

Dubai é a aposta óbvia do mercado, segundo o diretor comercial da Shangri-lá, Jorge Castro. Mas é apenas a primeira parada de uma viagem mais ampla pelo continente.

— Esse novo voo é certamente a principal novidade do mercado. E representa um leque de possibilidades pela Ásia. Agora está mais fácil — diz Castro, que acredita também na consolidação de lugares que foram novidades nas últimas temporadas. — A Turquia, depois de ser descoberta pelos brasileiros, já se estabeleceu como um destino principal. O Caribe também.

O diretor da Abreu no Brasil, Ronnie Corrêa, compartilha a opinião sobre o mais famoso dos Emirados Árabes Unidos. Para ele, além de Dubai, a grande beneficiada pela nova frequência será a China:

— Já havia uma demanda muito forte pelo país. Com a facilidade do novo voo para Dubai, estamos remodelando nosso roteiro pela China.

Outra novidade da Abreu é o lançamento do programa Europa Premium. Rússia, apesar do momento político conturbado, e Toscana, na Itália, são alguns dos destinos cuja procura tem crescido e que serão abraçados por esse novo serviço, com roteiros mais sofisticados e personalizados.

— Na Rússia, por exemplo, estamos incluindo uma viagem de trem entre Moscou e São Petersburgo, um trecho que normalmente era feito de ônibus. Nessa mesma linha vamos oferecer um city tour em Paris a bordo de um Citroën antigo. A ideia é dar mais charme à viagem — diz Corrêa, que adianta que Califórnia e Canadá serão as apostas da agência de origem portuguesa na América do Norte.

Serviço personalizado e roteiros de luxo são a marca de duas operadoras que também terão novidades em 2012. Queensberry e Teresa Perez Tours acompanharão a maré do mercado, que leva os turistas para o Oriente. Conhecida por seu programa Grupo Brasileiros pelo Mundo (GBM), a Queensberry mantém o foco nos roteiros pela Europa, mas dedica parte de seus esforços para 2012 ao continente mais distante. "O melhor da China e Sudeste Asiático" e "A Rota da Seda — A rota dos encontros" são os dois novos programas que contemplam a Ásia, com ênfase em países como Índia, Vietnã e Camboja. A Europa Oriental também tem seu destaque, no roteiro "As pérolas dos Bálcãs", que passa por Bulgária e Romênia. Em outra categoria de pacotes, a "slow travel", que dá mais tempo em cada cidade, a operadora tem mais duas novidades "orientais": "Transilvânia: lendas e mitos" e "Kiev, São Petersburgo e Moscou: relíquias e tesouros soviéticos".

Na lista de programas indicados para o verão da Teresa Perez Tours, duas pérolas do Oceano Índico chamam a atenção. No roteiro por Bali, na Indonésia, a hospedagem é no luxuoso hotel Bulgari e há passeios a bordo de iates. Já o pacote de Seychelles tem aulas de ioga e voos de helicóptero a partir do Maia Luxury Resort & Spa. Outras opções menos ao Oriente completam a lista de apostas para o verão da agência: Marrocos; ilhas Turks e Caicos, no Caribe; e Punta Mita, na costa noroeste do México.

— As viagens para regiões do Caribe, Indonésia e Seychelles vão demorar a deixar de ser tendência. Além da infraestrutura, com hotéis e restaurantes de luxo, esses lugares carregam todo o fascínio de trechos de praias desertas e arrecifes de corais com cores vibrantes — diz Tomas Perez, presidente da Teresa Perez Tours.

Os caminhos para o leste podem levar também a uma viagem de sete dias pelas águas de Vietnã e Camboja a bordo do AmaLotus, navio para 124 passageiros, com salões panorâmicos e boa gastronomia, que navega pelo Rio Mekong. O pacote, a partir de 20 de fevereiro, é uma boa opção para quem quiser um carnaval diferente, serpenteando por templos, palácios, vilarejos e florestas no Sudeste Asiático.

Sede das Olimpíadas, Londres é a grande aposta na Europa

Os Jogos Olímpicos de 2012 já seriam motivo suficiente para Londres ser considerada um dos destinos turísticos mais quentes do ano que vem. Mas tem mais. Para se preparar para a competição, a cidade expandiu o sistema de aluguel público de bicicletas e as linhas de trem, criando outros meios para se explorar as ruas, e tornando áreas antes segregadas, na região leste, em uma nova atração turística. Para receber os visitantes, hotéis tradicionais se reformularam, como o Four Seasons e o centenário Savoy. Outros cinco estrelas foram inaugurados, entre eles o St. Pancras (dentro da estação de trem homônima) e o 45 Park Lane.

E, simultaneamente aos jogos, ocorrerá a "Olimpíada cultural". O Festival de Londres levará mais de mil eventos e exposições à cidade — do retorno da atriz Cate Blanchett aos palcos da cidade à apresentação de 37 peças de Shakespeare em 37 idiomas — entre 21 de junho e 9 de setembro.

As Olimpíadas de Londres já bateram o recorde de venda de entradas na Tamoyo, agência autorizada a oferecê-los no Brasil.

— Passamos de 17 mil ingressos para Londres 2012, quase empatado com o total vendido para Pequim, que foi de 18 mil. A expectativa é que que sejam vendidos 50 mil ingressos — diz Antonio Carlos Valente, sócio da empresa.

GUIMARÃES, PORTUGAL: Ao norte do país, a cidade medieval portuguesa, ainda pouco explorada por turistas brasileiros, é uma das mais jovens da Europa — quase metade de sua população tem menos de 30 anos. Com uma cena cultural em ebulição, será a Capital Europeia da Cultura de 2012 e terá um extenso calendário de eventos durante o ano.

ITÁLIA: Com o retorno das operações da companhia aérea Alitalia no Galeão, em junho, o país deve ser um dos mais procurados pelos cariocas. Atualmente, há cinco saídas semanais entre Rio e Roma.

— O brasileiro também está tirando proveito da crise econômica no país — diz Ricardo Werwie, diretor da RBW Travel — O setor hoteleiro tem oferecido diárias mais baratas, principalmente em comparação com os preços brasileiros. Muitos clientes que antes ficavam em quatro estrelas hoje ficam em hotéis de cinco.

ÍSTRIA, CROÁCIA: A maior península do Mar Adriático, quase na fronteira com a Itália, tem ganhado fama por suas trufas, seus azeites e seus vinhos brancos de Malvazija. Como se não bastasse o sucesso gastronômico, o litoral emoldurado por colinas, ocupadas por casarões históricos, é de tirar o fôlego. A adesão da Croácia à União Europeia — mesmo em meio à crise financeira — foi aprovada este ano e deve estar concluída até 2013, mas deve incrementar o turismo no país desde já.


Globo Online | 30-Dez-2011 23:50

Dunas, camelos e pôr do sol no deserto nos arredores de Dubai

DUBAI - O passeio pelo deserto em jipes 4x4 é um dos programas mais divertidos de Dubai, por mais turístico que seja. Depois de rodar sobre as dunas “com emoção” e presenciar um belíssimo pôr do sol — com direito a camelos, falcões e antílopes pelo caminho — o roteiro termina de maneira deliciosa, com um jantar tipicamente árabe, dança do ventre ao vivo, passeio de camelo, e até narguilés disponíveis para acompanhar o café. As estrelas no céu do deserto são um show à parte. O passeio dura cerca de seis horas, desde o momento em que a agência busca os turistas no hotel até a hora de retorno.

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Para alguns, a melhor parte são as manobras que os motoristas fazem sobre as dunas. Para outros, é o momento do pôr do sol, quando os jipes se alinham no alto de alguma duna, para ver o céu mudar de cores, tingindo o horizonte de laranja, num lindo espetáculo. Para todos, sem dúvida, o momento mais saboroso é o jantar, com churrasco de carneiro, saladas frescas e até um vinhozinho tinto, para espantar o frio que invade o deserto tão logo a noite cai.

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Globo Online | 29-Dez-2011 00:12

Dubai, diferente e divertida, vista de perto

DUBAI - Um cenário futurista com arranha-céus, muito vidro, pedra, aço e asfalto contrasta com inúmeras fontes, flores e barcos de madeira. Situada no Sul do Golfo Pérsico, na Península Arábica, Dubai, capital do emirado árabe de mesmo nome, cresceu sem timidez e é hoje uma das cidades mais procuradas na região para turismo e comércio, com um rico roteiro para quem aprecia boa gastronomia e conforto. A partir da próxima terça-feira, dia 3, fica ainda mais perto, com o início do voo direto da Emirates para o Rio. É a oportunidade para você se deliciar com a pâtisserie do Armani Peck, especialmente o cheesecake com folhas de ouro; com as divinas receitas do restaurante indiano Nina; com o cardápio contemporâneo do At:mosphere. Mas o programa também pode ser apenas caminhar ao longo do Creek, um braço de mar no bairro de Deira, e encontrar recantos como o mercado Bastakya — um conjunto de casas iranianas transformadas em galerias de arte e cafés, construídas em sequência, formando um labirinto — e parar para comer um hambúrguer de carne de camelo no restaurante The Local House. Talvez seja pelas histórias passadas com poucos registros que Dubai atraia tantos curiosos. Em pouco menos de uma semana registrei algumas cenas particulares de um povo que vive com seus hábitos milenares rodeado de um cenário de luxo, mas também de simplicidade. Onde o contraste flui de maneira natural e, seguindo a mania de grandeza local, eleva Dubai a uma das cidades mais diferentes e divertidas do mundo.

Tâmaras no mercado, folhas de ouro no hotel Armani

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O roteiro básico por Dubai se equilibra entre o novo e o antigo de forma curiosa. É preciso visitar a parte velha da cidade e os seus mercados, pechinchando os produtos, e passear nas embarcações tradicionais. Assim como é fundamental subir ao alto do maior edifício do mundo, não só para ver a vista, mas também para uma refeição de gala, ou quem sabe uma temporada no chiquérrimo hotel Armani, o primeiro com a assinatura do estilista. É preciso saborear as iguarias típicas árabes, mas também vale explorar a gastronomia contemporânea, as cozinhas indianas e italianas, duas das escolas culinárias mais bem representadas em Dubai, e também ver como a vida noturna é bastante animada nos bares.

Apesar de costumes bem diferentes dos nossos, a população de Dubai está bem preparada para receber turistas do mundo inteiro, sem distinção de cor ou religião (mas desde, claro, que certas regras sejam respeitadas, como por exemplo, evitar fotografar mulheres muçulmanas). O turismo faz parte do cotidiano dos moradores. A prática do comércio vem desde os primórdios da urbanização de Dubai, muito antes de se tornar parte dos Emirados Árabes Unidos, quando uma política de isenção de impostos foi criada para atrair todo tipo de negócio.

Uma das maneiras de começar a se visitar uma cidade é procurar o seu centro histórico. Aproveite a facilidade de locomoção em Dubai, pegue um táxi e peça ao motorista, provavelmente um indiano, para seguir até Old Dubai, ou Deira, como é conhecida a área antiga. Você poderá fazer um passeio de "ônibus" aquático, conhecidos por abra. Para cruzar o braço de mar que parece um riacho a passagem custa menos de R$ 1. Se quiser continuar com a paisagem do cais, pare para almoçar em um dos restaurantes por ali. Um bom endereço é o Creek View Restaurant, de Saleh bin Hassan. Nascido na Arábia Saudita, Hassan se estabeleceu em Dubai e, passados dez anos, afirma que não pretende retornar ao seu país.

— Foi em Dubai que consegui me estabelecer e manter minha família. Essa cidade tem tudo de que preciso atualmente — diz.

Circulando de um lado a outro em seu traje árabe, Hassan conquistou um público que lota o restaurante, com mesas ao ar livre.

Os mercados de especiarias e tecidos estão bem próximos um do outro e você deve reservar pelo menos umas duas horas para apreciar e comprar vários tipos de ervas, temperos e roupas coloridas. Também vale a pena visitar o mercado de peixe. Dividido em três setores, o Fish Market não vende apenas pescados. Você pode encontrar carnes e frutas de sabores diferentes e inesquecíveis, como a tâmara fresca que provei na barraca Al Fanoos Dates Shop, do Sr. Jabbar.

Diversão depois do pôr do sol

À noite, prepare a sua melhor roupa e, após o pôr do sol, escolha uma das muitas opções de restaurantes na parte nova de Dubai. Não deixe de fazer sua reserva. As casas chiques são caras e funcionam em ambientes sofisticados. A noite tem tudo para ser inesquecível. Uma sugestão é o Rooftop Lounge, no Hotel The Royal Mirage, da rede One & Only. Rodeado de prédios modernos, o hotel foi construído em estilo iraniano, com claraboia, decoração rebuscada e uma iluminação leve. Ali você terá uma sensação de voltar ao passado.

Após o drinque no lounge, você pode pensar no jantar propriamente dito. Desça dois andares e aproveite as maravilhas do chef Girish Kumar, no restaurante Nina. Com apenas 30 anos de idade, mas dez de experiência, Kumar, nascido em Kerala, na Índia, está há dois anos à frente do Nina. Com sua sabedoria e gentileza indianas, você vai provar receitas deliciosas. Não deixe de pedir o spinach kofta, tempered beans, turmeric youghurt sauce de entrada, um duo de feijão e kafta com tempero de iogurte de tirar o chapéu, e a sobremesa panna cotta de baunilha com xarope de hibiscos e morangos, e um crocante de pétala de rosa.

O hotel Armani não poderia ter outro endereço que não o Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo. Com todos os detalhes pensados e repensados pelo próprio estilista, o hotel oferece várias opções gastronômicas. O Armani Peck, por exemplo, pode ser uma ótima opção à tarde. Tome um chá ou café somente como uma bela desculpa para provar o cheese cake com amora e folhas de ouro. Para a noite, o Armani Lounge é ótimo para observar a dança das águas (nos chafarizes que circundam o Dubai Mall, que fica ali em frente) e escutar uma das trilhas sonoras criadas por um DJ.

No mesmo prédio, o restaurante At:mosphere é outro endereço indispensável no circuito contemporâneo de Dubai. Localizado no andar 122, a mais de 440 metros do solo, você vai degustar a mais alta gastronomia contemporânea, literalmente. Com uma visão privilegiada, é possível observar o lado moderno de Dubai, com áreas ainda livres para se construir, e pensar que muito ainda está por vir numa cidade que continua crescendo.

Nos hotéis, golfinhos e boa gastronomia

Com aproximadamente 570 hotéis e flats, Dubai recebeu mais de seis milhões de turistas apenas de janeiro a setembro desse ano, segundo o Departamento de Turismo da cidade. Apesar da ampla oferta, e mesmo pensando em ficar um período curto, não deixe sua reserva para a última hora.

O Armani Hotel, concebido pelo estilista italiano Giorgio Armani, mistura modernidade e bom gosto com a mais alta tecnologia e é voltado a executivos, casais e pessoas interessadas em gastronomia, já que tem uma ótima oferta de bons restaurantes (sete, no total).

Pertencente à rede One & Only, o The Royal Mirage tem um perfil mais romântico, enquanto o Al Qasr reproduz um palácio e o Mina A. Salam, ambos da rede Madinat Jumeirah, tem quartos com vista para o mar e área com ginástica especializada para alpinistas.

O Atlantis, no complexo The Palm, é ideal para quem viaja com crianças e adolescentes. Trata-se de um resort construído em uma ilha artificial, com praia particular e opções de diversão e relaxamento, como mergulho com golfinhos, aquário, brinquedoteca, spa e incríveis 18 restaurantes.

ONDE FICAR

Hotel Armani: Diárias a partir de R$ 1.010. O hotel fica no Burj Khalifa. Tel. (971) 4888-3888. dubai.armanihotels.com

Hotel Atlantis: Diárias a partir de R$ 636. O hotel fica no complexo The Palm. Tel. (971) 4426-2000. atlantisthepalm.com

Mina A Salam: Diárias a partir de R$ 923. Tel. (971) 4366-8888. jumeirah.com

The Royal Mirage: Diárias a partir de R$ 1.243. Tel. (971) 4399-9999. royalmirage.oneandonlyresorts.com

ONDE COMER

At:mosphere: Comida contemporânea com direito à vista do 122 andar do Burj Khalifa Tel. (971) 4888-3444. atmosphereburjkhalifa.com

Creek View: Comida árabe, à beira d’água, em Deira. Tel. (971) 4223-3223.

The Local House: Em Bastakya, em Old Dubai. Peça o búrguer de camelo. Tel. (971) 4354-0705. localhousedubai.com

Nina: Comida indiana, no Hotel The Royal Mirage. Tel. (971) 4399-9999.

Sezzam Restaurante: No Mall of the Emirates. Restaurante com cozinha integrada às mesas e vista para a pista de esqui do shopping. Tel. (971) 4409-5999.

PASSEIOS

Museu de Dubai: Conta a história da cidade por meio de cenas com bonecos de madeira e tecido. Lojinha na saída do museu.

COMPRAS

Dubai Mall: É um dos maiores shoppings do mundo, e uma das principais atrações de Dubai atualmente. thedubaimall.com

Mall of the Emirates: Tem preços melhores que o Dubai Mall. malloftheemirates.com

Ana Branco viajou a convite da Emirates Airline


Globo Online | 28-Dez-2011 23:57