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Ordem Pública passará a fiscalizar circulação de vans

RIO - O prefeito Marcelo Crivella transferiu da Secretaria municipal de Transportes para a Secretária de Ordem Pública (Seop) a Coordenação de Transporte Complementar, responsável pela fiscalização das vans regulares e repressão ao transporte clandestino. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta segunda feira.

A subsecretaria está sem comando há 16 dias. No dia 1ª, na edição extra do Diário Oficial do Município, o ex prefeito Eduardo Paes exonerou o delegado Cláudio Ferraz. Até o momento nenhum nome foi oficializado para o posto.


Globo Online | 16-Jan-2017 13:08

Uerj adia início das aulas por falta de repasse de verbas

RIO - O início das aulas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), previsto para esta segunda-feira, foi adiado para o dia 23. Em um comunicado, a Reitoria informa que, após reunião realizada na última sexta-feira com o Fórum de Diretores das Unidades Acadêmicas, com os Diretores de Centros Setoriais e com os Sub-Reitores foi decidido o adiamento. Entre os motivos apontados estão estão a falta de repasse de verbas para manutenção da Uerj, a falta de pagamento de salários de servidores e de bolsas para os estudantes.

A avaliação foi de que as atuais condições de funcionamento da Uerj ainda não permitem a plena retomada de todas as atividades em todos as suas unidades. No documento, a Reitoria explica que o não pagamento de todas as bolsas estudantis inviabiliza o retorno dos estudantes às aulas, por incapacidade de custear sua alimentação e transporte.

O não repasse de outras verbas acima impede as condições plenas de funcionarmos com higiene e segurança, expondo toda a comunidade da Uerj a situações de grande risco. Está marcada para quinta-feira uma nova reunião da Reitoria com o Fórum de Diretores para reavaliar as reais condições de funcionamento da universidade como um todo.


Globo Online | 16-Jan-2017 12:55

Crivella volta atrás em mais uma nomeação na prefeitura

RIO - O prefeito Marcelo Crivella voltou atrás em mais uma nomeação para cargos de confiança na prefeitura. A servidora pública Jocimara Theodoro da Silva Cardoso com atuação na área social da prefeitura em Irajá, foi nomeada superintendente regional do bairro. Ela vai substituir Roberto Rodrigues de Oliveira, que havia sido nomeado na última quinta-feira. A alteração, segundo fontes do governo e do legislativo, teria sido para atender a um pedido da vereadora Rosa Fernandes (PMDB). Crivella nomeações - 16/01

Em Ramos, foi nomeado nesta segunda-feira o novo superintendente regional. Trata-se do candidato derrotado a vereador Hildebrando Gonçalves Rodrigues, o Del (PR). Ele tem base eleitoral no complexo de favelas da Maré.

Lindo Johnson Martins foi indicado para a superintendência regional de Guaratiba enquanto que Ulisses Moura Silva Araújo para o mesmo cargo na região de Santa Cruz. Já para a presidência da companhia de Desenvolvimento Urbano foi nomeado o ex-superintendente da Bolsa de Mercadorias e Futuros, Antônio Carlos Mendes Barbosa.

Vários ocupantes de cargo de confiança nomeados nesta segunda-feira já assumiram funções executivas no governo do ex-prefeito Eduardo Paes. Outros são servidores de carreira que ganharam novas atribuições. Como por exemplo a candidata derrotada a uma vaga de vereador pelo DEM, a merendeira Kelly Serra do Amaral, nomeada para subsecretaria de gestão da Secretaria municipal de Transportes.


Globo Online | 16-Jan-2017 12:25

Semana começa com pancadas de chuva na Região Serrana

RIO - A semana começou com pancadas de chuva isoladas em alguns pontos do estado. Na Região Serrana, choveu forte na madrugada, e há alerta devido às possibilidade de elevação dos rios em Petropólis e Teresópolis.

No Rio, áreas de instabilidade, devido ao calor e a umidade, atuam sobre o município. Segundo o Centro de Operações Rio (COR), a previsão é de céu parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva a parir da tarde, acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento moderadas a forte.

As temperaturas estarão estáveis, sendo a máxima prevista de 36 graus, e a mínima, de 22 graus.

Segundo a meterorologia, o tempo deve permancer nublado, com pancadas de chuva no fim do dia, pelo menos até a próxima sexta-feira.

CALOR NO FIM DE SEMANA

Fez muito calor no Rio neste domingo, e a maior sensação térmica foi de 43,5 graus , por volta das 15h, na estação da Barra/Riocentro, de acordo com o sistema Alerta Rio.


Globo Online | 16-Jan-2017 12:07

Moradores relatam tiroteio no Rio Comprido e na Tijuca

RIO - Moradores relatam um inteso tiroteio no Morro do Turano, no Rio Comprido, e nas imediações da Tijuca, na Zona Norte do Rio. Nas redes sociais, alguns pessoas alertam para outras terem atenção.Também há relatos de disparos na Tijuca, próximo à Rua Barão de Itapagipe.

Um internauta afirma que viu bandidos do Morro São Carlos em sua rua atirando em direção ao Turano.

Ainda não há informações sobre feridos. A Polícia Militar ainda não confirma se há alguma operação na região.

Turano

Turano 1

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Turano 3


Globo Online | 16-Jan-2017 11:47

Espumantes são a cara do verão

Calor beirando os 40° C pede uma cerveja, certo? Talvez não. Quem aprecia uma boa bebida gelada na estação mais quente do ano pode optar pelos espumantes, que nunca saem de moda e ainda podem ser transformados em drinks.

Enólogo e consultor de vinhos do Pão de Açúcar, Carlos Braga, garante que os rosés são ainda mais a cara da estação.

- Uma taça de espumante rosé pode conquistar, é hiper romântica.Tem um brilho, vários tons em sua cor interessante. A primeira coisa para esse tipo de vinho é a liberdade de beber gelado. A qualidade do espumante no Brasil é fantástica - afirmou o especialista.

Braga defende o consumo dos espumantes nacionais que, segundo ele, é o segundo melhor do mundo em qualidade de acidez e complexidade.

- Temos o mesmo defeito que região de Champagne (França). Nossa uva não amadurece perfeita, porque se colhe no verão, quando chove bastante, mas tem que colher senão apodrece. Então não está totalmente maturada e está mais ácida. Esse vinho ácido, na segunda fermentação, que é a que provoca o gás natural, fica fantástico. Tem acidez e não é enjoativo - explica o consultor.

Essas características, diz Braga, fazem com que o espumante seja a única bebida que pode acompanhar uma refeição completa, com exceção da sobremesa.

- Ele combina com tudo por causa da acidez. Não cansa as papilas gustativas e abre o apetite. Essa é a virtude. Os destilados anestesiam as papilas e perdemos o apetite, se come pouco. No vinho você procura algo para comer, a cerveja empanturra por conta do gás e volume. Por isso deve-se tomar um belíssimo espumante bem gelado - disse Braga.

O espumante é ingrediente base para um drink clássico, o Kir Royal, que é uma taça de espumante brut branco, com uma dose de creme de cassis e uma cereja dentro. Mas, há também as novidades. Braga diz que na França a moda agora é tomar os Ices dry, expumantes mais secos, com zero de açucar, em taça de vinho com pedras de gelo.


Globo Online | 16-Jan-2017 08:35

Só para meninas, centro de treinamento recebe surfistas de todo o país

RIO — Uma experiência de imersão, e não só nas ondas do mar. É para mergulhar de cabeça, e bem fundo, no lifestyle do surfe, com noções de boa alimentação, treinos físicos, aulas práticas e apresentação da filosofia que envolve a modalidade por quem conhece e vive do esporte. Essa é a rotina do Centro Itinerante de Treinamento da Brasil Surf Girls (BSG), uma casa que abriga somente mulheres surfistas em busca de aprendizado e aperfeiçoamento.

Barra matérias leves 15/01

O projeto, idealizado por Mariana Vervloet em maio do ano passado, chega à segunda temporada ancorado na Praia da Macumba, no Recreio, e vai até 10 de março. A BSG House recebe participantes, convidadas e inscritas, de todo o país. Sem restrição de idade, já teve atletas de 14 a 40 anos.

Em meio a tanta diversidade, o que mantém o grupo unido é a paixão pelo esporte e a luta para conquistar mais espaço dentro e fora da água. A BSG busca fomentar o surfe feminino, investindo na preparação das atletas, e dar visibilidade à popularização do esporte entre as mulheres, chamando a atenção para a falta de patrocínio e de campeonatos, conta Mariana:

— Queremos formar atletas. Tem muito mais meninas na água agora do que há dois anos, até mesmo nas escolinhas. Acho que estamos mostrando isso, que mulher pode surfar. Recebemos de iniciantes a atletas, com professor individual para as que precisam. É para aprender a surfar e curtir também.

‘O MAR NOS CONECTA’

O ingresso na Brasil Surf Girls House é feito por meio de convite — neste caso, o treinamento é gratuito — ou da compra de pacotes de até uma semana, incluindo pernoite. O planejamento das atividades é feito por uma equipe multidisciplinar. Há aulas de surfe filmadas, treinos funcionais, ioga, skate, trilha, SUP e banho de cachoeira.

Julia Duarte foi uma das convidadas a participar na primeira semana. A surfista de 14 anos se destacou no campeonato Aberto de Surfe do Recreio, em dezembro, ao conquistar segundo lugar na categoria sub-14, terceiro na sub-16 e quarto na sub-18. Moradora do bairro, ela fez treinamentos a convite da equipe em diversos dias. Praticante do esporte desde os 11 anos, diz que seu desempenho melhorou graças às atividades:

— Primeiro me convidaram a passar um dia na casa e fiz treino funcional na areia, o que já me ajudou. Depois, surfei com um professor que me deu umas dicas boas e fiz trilha na Pedra do Telégrafo. Estou adorando. Comecei a mudar minha alimentação aqui também.

Além da sede no Rio, a BSG quer montar outras casas temporárias pelo país — daí o nome de centro itinerante. A ideia é ampliar a experiência das surfistas ao levá-las a novos lugares — e a novas ondas — dentro e fora do Brasil. A Praia da Macumba foi escolhida para sediar a casa por ter os melhores pontos de surfe da cidade, segundo Mariana Vervloet.

Nesta temporada, uma websérie será filmada e mostrada no Instagram oficial (@brasilsurfgirls) do grupo. Uma forma de divulgar os talentos recém-descobertos e, quem sabe, conquistar patrocinadores.

— O esporte precisa atingir a mídia para ganhar visibilidade — observa Mariana.

Vinda de São Paulo, Renata Canizares, de 24 anos, mudou-se para o Rio há três anos e conheceu o projeto no ano passado. Hoje, ela surfa e faz parte da equipe de marketing da BSG:

— Acredito que a nova geração não busca trabalhar num escritório e acumular bens materiais. Vejo meninas que passam pela BSG e largam o emprego para viver de seu sonho.

Para Gabrielli Dayma, de 29 anos, o lema do grupo, “O mar nos conecta”, faz jus às experiências na casa.

— Temos um grupo e sempre nos falamos. Na água, o clima é de muita cooperação, mais do que de troca, em que se dá para receber algo — diz a niteroiense, que há quatro meses se mudou para o Recreio e costuma comprar pacotes para surfar com o grupo.

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Globo Online | 16-Jan-2017 07:30

Barra terá o primeiro açougue vegano do Rio

É um açougue, mas sem carne. Nas prateleiras, hambúrgueres, quibes e até bacon. Todos os produtos seguem os preceitos das culinárias vegana ou vegetariana. É essa a proposta da loja, a primeira deste tipo na cidade, que será aberta em fevereiro pelos chefs Celso Fortes e Michelle Rodriguez no Mercado do Produtor. O empreendimento contará também com uma loja virtual, que deverá aceitar encomendas de todo o Rio de Janeiro e de Niterói.

Barra matérias leves 15/01

— A princípio, ofereceremos três hambúrgueres. Um de soja com shimeji e shiitake, outro de legumes e um terceiro sem glúten, com quinoa, batata-doce e espinafre. Faremos também salsichas, linguiças e cortes de carne (tudo de soja ou glúten), além de bacon de coco e da nossa premiada coxinha de jaca — conta Michelle, a autora das receitas, referindo-se ao título de melhor coxinha oferecido em 2016 pela Sociedade Brasileira de Vegetarianismo a uma de suas criações.

O Açougue Vegano, nome simples dado pelos sócios, contará também com uma linha de produtos congelados.

— Antigamente, vegetarianos e veganos sofriam muito. Porque era muito difícil comer na rua, e os produtos eram muito caros no mercado. Isso mudou um pouco, mas nem tanto. Faremos congelados, que têm uma validade maior, para ajudar essas pessoas. Elas podem levá-los para almoçar, por exemplo — explica Fortes.

De acordo com os sócios, além da variedade de produtos, o preço será um diferencial.

— Vai sair tudo, em média, pela metade do valor dos mercados tradicionais. Um hambúrguer de 150 gramas, por exemplo, custará R$ 6,90. Normalmente, custa entre R$ 16 e R$ 20. O mesmo vale para a coxinha de jaca, que será vendida por R$ 5,90, mesmo preço das de frango em lanchonetes por aí — diz Fortes.

Morador da Barra, ele explica por que decidiu abrir o primeiro açougue vegano do Rio no seu bairro:

— Achamos que existe uma carência maior aqui. Há muito mais opções de restaurantes na Zona Sul. Mas, para atender a todos os bairros, teremos o sistema de entregas.

Apesar de não vender carne, Michelle e Fortes fizeram questão de chamar o local de açougue. Nos Estados Unidos, onde esses estabelecimentos já são comuns, o nome é o mesmo.

— A origem da palavra é mercado. Foi ao longo do tempo que o termo passou a ser utilizado para lugares que vendiam somente carne. Existe muito preconceito hoje. As pessoas não têm uma experiência vegana por puro desconhecimento de texturas e sabores. A ideia, com esse nome, é tentar atrair também quem não é vegetariano — diz ele.

Um pré-lançamento do empreendimento acontecerá no sábado, no restaurante Balanceado, no CasaShopping. Os produtos serão apresentados ao público. Para participar, é preciso se inscrever pelo site acouguevegano.com.br.

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Globo Online | 16-Jan-2017 07:30

Em um ano, 339 ônibus da linha 474 foram depredados

RIO — De janeiro de 2016 até ontem, 339 ônibus da linha 474 (Jacaré-Copacabana) foram depredados, causando prejuízo de cerca de R$ 700 mil à empresa. Apenas na semana passada, como revelou ontem reportagem do “Fantástico”, da TV Globo, 16 veículos da mesma linha saíram de circulação, depois de serem destruídos por ações de vândalos. Segurança praias - 15/01

Na quarta-feira, um morador de Copacabana gravou um vídeo mostrando uma cena de terror. Um grupo de jovens quebrou janelas, roubou o dinheiro do caixa do ônibus e obrigou o motorista a fugir correndo, abandonando o veículo na esquina da Avenida Nossa Senhora de Copacabana com Rua Prado Júnior.

Do Jacaré até o ponto final, o ônibus leva cerca de 55 minutos para percorrer 23 quilômetros. Motoristas e passageiros relatam a rotina de medo no trajeto. Somente na semana passada, 42 adolescentes foram detidos após ataques em veículos da linha 474.

— Medo de quê? De assalto, né? — disse um passageiro.

Nos últimos dias, segundo um gerente da empresa, cerca de 30 motoristas pediram para abandonar a linha. Vídeo mostra ato de vandalismo em ônibus da linha 474


Globo Online | 16-Jan-2017 07:30

Câmeras ajudam Guarda e PM no patrulhamento das praias do Rio

RIO - No segundo dia da nova etapa da Operação Verão, na qual a Polícia Militar e a Guarda Municipal passaram a atuar juntas no combate a arrastões, não houve incidentes graves nas praias. Do caminhão do Centro Integrado de Comando e Controle, estacionado no Arpoador, o comando da operação monitorou as imagens das câmeras instaladas na orla. Segundo o comandante da operação, major Diogo Lima, 540 câmeras da cidade estão conectadas à central, onde trabalham PMs e guardas municipais. Segurança praias - 15/01

— O veículo tem ainda uma câmera de alta potência que nos permite movimentar, dar zoom e focar com precisão. Se acontecer um problema no Leblon, podemos ver detalhadamente o que acontece, chegar no rosto das pessoas — explica Lima.

Ainda segundo o oficial, o trabalho coordenado da central agiliza a reação da polícia:

— Daqui, eu consigo gerir todo o policiamento, do Boulevard Olímpico até o Pontal. Temos coordenadores, representantes de cada região, que monitoram as imagens — explica Lima.

PMs fizeram ontem uma blitz na entrada do Túnel Novo, que dá acesso a Copacabana. Alguns veículos foram parados, e passageiros, revistados.

— O objetivo é ver se há algo suspeito — afirmou o major.

No fim de semana, dez jovens foram detidos suspeitos de roubos e furtos contra banhistas.


Globo Online | 16-Jan-2017 07:30

George Israel e Tony Garrido encerram primeiro fim de semana do Projeto Verão

Em um dia com sensação térmica de 40 graus, o Projeto Verão Rio encerrou a programação do primeiro fim de semana da sexta edição com um novo encontro na MPB. O saxofonista George Israel levou Tony Garrido como seu convidado especial. Hits do pop e do rock nacional não faltaram para embalar o público, que cantou e dançou junto.

O Projeto Verão Rio é uma realização do GLOBO e da Orla Rio, com patrocínio de Itaipava e Vivo; apoio de Dermacyd, Mobility, AirFrance, Univeritas e RioSul Shopping; participação de Água Petrópolis e parceria com Sushi Rão.

Quem abriu a programação musical deste domingo foi a DJ francesa Anja Sugar, do conhecido clube francês Le Baron. Em seguida, na hora do pôr do sol, George Israel subiu ao palco e levou o público ao delírio quando resolveu descer até a areia para tocar e cantar no meio de todos.

— Sem palavras, estou arrepiado — exclamou Israel ao voltar ao palco.

O ex-Kid Abelha falou sobre a parceria com Garrido:

— Ele é um parceiro novo. Já fizemos oito músicas nos últimos meses. Foi um encontro de palco, de composição e de vida. Estamos em um turbilhão criativo — disse.

Para o músico, ser a atração do primeiro domingo do projeto teve um gosto especial.

— É a segunda vez que participo. Toquei em 2014 e foi maravilhoso. Moro pertinho, sempre venho aos shows. Estou com um repertório novo, voltei a compor bastante — disse o saxofonista, que tocou também os sucessos do Kid Abelha e de Cazuza.

Garrido entrou no palco cantando “É proibido fumar”, de Roberto Carlos, além de vários sucessos do Cidade Negra.

Pela manhã, a ioga deu início ao Projeto Verão O Globo no posto 10, em Ipanema.


Globo Online | 16-Jan-2017 01:12

Blocos de carnaval dão início à folia neste domingo

RIO — Em meio a jovens purpurinados, instrumentos musicais e fantasias já bem elaboradas, os blocos rua estão dando, aos poucos, seus gritos de carnaval pelas cidade. Neste domingo, a partir das 17 horas, o Tambores de Olokun realizou o seu primeiro ensaio aberto do ano no Parque do Flamengo, na altura do bar Belmonte. O encontro, que será todos os domingos até o carnaval, reuniu os músicos, percussionistas e as dançarinas de saia rodada do cortejo inspirado nos maracatus de baque virado de Recife. Em clima familiar, a dança e a música atraiu a atenção de quem passava pelo Parque do Flamengo. A professora Camila Mendes foi ao local para observar pela primeira vez, junto da pequena afilhada.

— Realmente curti muito. O bom é que também tenho meu próprio bloco, o “Enxota que eu vou”. Por isso me sinto em casa.

Já a dona de casa Márcia Domingueira conheceu o bloco na Praça São Salvador, onde o grupo ensaia ciranda.

— Estava aqui na praia com as minhas netas e elas reconheceram o som e uma das dançarinas. Daí decidimos ficar para dançar juntos.

Pouco depois dos Tambores começarem a se animar, o Escravos da Mauá marcava presença na Zona Portuária. Mais de mil pessoas compareceram ao Largo de São Francisco da Prainha, na Saúde, para curtir a festa que a agremiação chama de “réveillon” do grupo que ajudou a revigorar o carnaval de rua da cidade. A roda também angariou fundos para a realização do desfile oficial do bloco, que vai comemorar seus 25 anos ao som do samba enredo “A grande beleza”, de Ricardo Costa, presidente e fundador do grupo. O mecânico Eduardo Raimundo, morador de Costa Barros, conhece o Escravos há seis anos e foi um dos que bateram ponto na pré-folia.

— Nesta mudança toda da Zona Portuária, o que mais percebi é que houve também uma mudança cultural. Essa praça, por exemplo, foi revitalizada porque as pessoas passaram a curtir aqui. Melhorou muito.

A modelo Isadora Neves, por sua vez, frequenta o Escravos há cinco anos, mas lembra de, quando pequena, já ter vindo uma vez com a mãe. Para ela, a nostalgia é um ingrediente indispensável.

— O clima familiar é o que mais me atrai. Isso passa pra mim um sentimento de tradição.


Globo Online | 16-Jan-2017 00:40

Ambulantes jogam pedras em veículo da Guarda Municipal, na Zona Portuária

RIO - Agentes da Guarda Municipal que tentavam reprimir o comércio irregular na Zona Portuária foram atacados e agredidos a pedradas na tarde deste domingo, nas proximidades do AquaRio. Segundo testemunhas, ambulantes teriam levado rádios comunicadores. A GM confirmou que somente um aparelho foi furtado, já tendo sido bloqueado.

O GLOBO teve acesso a alguns áudios gravados pelo Whatsapp em que um dos guardas manda que devolvam os rádios. Na ação, quatro agentes que realizavam a patrulha de controle do comércio ficaram levemente feridos. Eles receberam atendimento médico e foram liberados. A ocorrência foi registrada na 4ª DP. Em nota, a GM afirma que o trabalho de fiscalização será mantido no local.

Quem estava passeando se assustou. Entre gritos de arrastão, os pedestres procuravam fugir do conflito. Foi o caso do jornalista Paulo Fernando, de 65 anos, que estava acompanhado do filho Luiz Fernando, de 16 anos. Eles caminhavam para a estação do VLT, após deixarem o AquaRio, quando ouviram o barulho de objetos quebrando.

- Um grupo ameaçou vir em direção ao VLT. Tivemos que correr na direção do Túnel Marcello Alencar. Até mesmo camelôs que estavam afastados correram com medo de levarem uma pedrada. Não tenho como confirmar se foi arrastão, mas deixou vazio o espaço próximo à estação do VLT - conta o jornalista.


Globo Online | 15-Jan-2017 22:53

Acidente na Estrada do Itanhangá deixa dois mortos

RIO - Um acidente de carro matou duas pessoas e feriu outras quatro na Estrada do Itanhangá na tarde deste domingo. De acordo com testemunhas, o veículo, um Honda Fit, trafegava na pista por volta de meio-dia, perdeu o controle na altura do Shopping Itanhangá. O carro capotou depois de uma curva e se chocou com um poste. As vítimas fatais foram Sérgio Santos, de 35 anos, e Ailton Silva, de 28 anos.

Os feridos Naria Araujo, de 36 anos; Raiane Silva, de 18 anos; e um menor de idade foram levados para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Monica Pereira, de 30 anos, foi levada de aeronave para o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo. Todos estão em estado grave.

O secretário municipal de Transportes, Fernando MacDowell, foi para o local logo que soube do acidente. Ele compareceu ao lado da equipe para verificar as condições da pista, disse:

- O que percebi é que a sinalização da pista não está muito clara, mas que o limite de 50km/h para os motoristas está correto.

MacDowell afirma que, em outro momento, o filho mais velho dele sofreu um acidente neste mesmo local.


Globo Online | 15-Jan-2017 18:58

Quatro UPAs apresentam problemas de atendimento

RIO — Pelo menos quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) se encontram em estado precário de funcionamento no Rio de Janeiro. Administradas pela mesma Organização Social (OS), as unidades de Taquara, Copacabana, Botafogo e Tijuca sofrem com a falta de recursos e reduzem sua capacidade de atendimento. Visitada neste domingo pela reportagem do GLOBO, na UPA de Copacabana só funcionava a pediatria. Pacientes adultos eram orientados a procurar a unidade em Botafogo.

Passando mal há duas semanas, a doméstica Simone Adelaide Sylvio chegou a ir em Copacabana, mas foi uma das orientadas a procurar a UPA de Botafogo. Ela, porém, decidiu não cumprir a orientação. No sábado, dia 7, ela tentou atendimento na unidade de Botafogo, mas foi informada que não havia médicos. De lá, ela partiu para o Hospital Miguel Couto, na Lagoa, mas médicos teriam dito que o atendimento só seria feito "se fosse caso urgente." Com dores no corpo e mal estar, Simone teve que aguentar até este domingo.

— Hoje fui até a UPA de Copacabana, mas disseram que também não tinha clínico para atender. Decidi ir para o Rocha Maia (hospital municipal, em Botafogo) e consegui ser atendida. A saúde está muito jogada.

Diretor da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Jorge Darze, visitou na manhã deste domingo a UPA da Tijuca. Segundo ele, no local os médicos fizeram uma paralisação por conta do não-pagamento do 13º salário e das condições precárias do local. Apenas casos graves estão sendo atendidos.

— A situação desta UPA é séria. O raio-x não funciona há vários meses e o piso da unidade apresenta descolamento do forro plástico. Você faz a limpeza e a água acaba entrando entre a folha de borracha e o cimento. Isso deixa o chão úmido, que misturado com as secreções orgânicas dos pacientes, transforma o solo em um meio de cultura de bactérias. Pode gerar infecção nos pacientes. Além disso, dois consultórios apresentam piso com risco de afundar, então estão desativados.

De acordo com Darze, nesta UPA haveria falta de remédios e apenas três médicos para realizar o atendimento, quando o normal seria sete. Segundo ele, falta ainda refrigeração no refeitório e o café da manhã dos pacientes não teria sido servido.

— Isto depois de semanas em que o café era só um ovo cozido. O que está acontecendo é que as UPAs estão se adaptando à falta de recursos. Onde antes havia sete médicos, tem três, o que torna humanamente impossível administrar uma unidade de pronto-atendimento. É um cenário muito grave.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde disse que todas as unidades da rede estão em funcionamento.

"As coordenações das UPAs Taquara e Botafogo informam que as unidades estão em funcionamento neste domingo (15/01). O plantão noturno conta com equipes completas para clínica médica e pediátrica.

A coordenação da UPA Tijuca informa que a unidade está em funcionamento neste domingo (15/01). O plantão diurno contou com equipe de clínica médica completa e houve restrição na pediatria. O plantão noturno está completo para as duas especialidades.

A coordenação da UPA Copacabana informa que a unidade segue em funcionamento neste domingo (15/01), com equipe completa para pediatria e está tentando reposição para clínica médica, especialidade em que houve falta justificada de um profissional. A coordenação já identificou o médico que direcionou pacientes para a UPA de Botafogo sem autorização. O profissional será devidamente advertido.

Vale ressaltar que todos os pacientes que buscam a unidade são submetidos à classificação de risco, com prioridade de atendimento para os casos mais graves. A SES ressalta ainda que realizou novo repasse para a Organização Social que administra as unidades acima e foi informada pela OSS que o pagamento dos salários dos funcionários está sendo regularizado."


Globo Online | 15-Jan-2017 18:11

Domingo segue sem registro de ocorrências na Operação Verão

RIO - A manhã do segundo dia da Operação Verão, da Polícia Militar em conjunto com a Guarda Municipal nas praias do Rio Janeiro foi tranquila. Os termômetros marcavam 34 graus, as águas estavam claras e as areias relativamente vazias para uma manhã de domingo. De acordo com a PM, até as 14h nenhuma ocorrência foi registrada em toda a orla da cidade. Uma blitz foi montada em Botafogo, na entrada do Túnel Novo, que dá acesso a Copacabana. A via é a principal de acesso de ônibus vindos da Zona Norte a este bairro e também a Ipanema e Leblon. Duas viaturas e quatro policiais fazem a triagem dos veículos que passam pelo local. O bloqueio da via causava congestionamento na Avenida Lauro Sodré. Segurança praias - 15/01

— Faz parte da operação. Os policiais estão lá para analisar os veículos, principalmente os ônibus e as vans. O objetivo é olhar, ver se há algo suspeito – explicou o major Diogo Lima, que comanda o Centro de Operações montado num caminhão no calçadão do Arpoador.

Uma equipe do GLOBO esteve no local por aproximadamente 20 minutos. Os agentes observavam os veículos e, eventualmente os faziam parar. Nesse tempo, foram abordados dois carros de passeio, duas motos, um caminhão de entregas e uma van de passageiros. Todos foram liberados. Nenhuma linha de ônibus foi parada.

No total, a PM conta com um efetivo de 850 homens em toda a orla da cidade. Já a GM mobilizou 220 agentes. Além disso, a central montada no Arpoador tem acesso as 540 câmeras instaladas por todo o município. Só nas praias do Arpoador, Ipanema e Leblon são aproximadamente 80. Já em Copacabana, o número é próximo de 40. Além disso, uma câmera especial, instalada num poste no próprio caminhão da Central abrange todo o território da areia de Ipanema e Leblon.

— Tem alta potência, nós podemos a movimentar, dar zoom e focar com precisão. Se acontecer, por exemplo, um problema lá no meio do Leblon podemos ver detalhadamente o que acontece — explica Lima.

Ainda segundo o oficial, o trabalho coordenado da central agiliza também a ação em caso de ocorrência em qualquer uma das praias da cidade.

— Como nós estamos conectados com as equipes de todas as localidades, se houver um problema, por exemplo, em Botafogo, podemos mover rapidamente os agentes daqui e de outro lugar para lá — diz ele.

O casal Júlio e Iara Pacheco são moradores do Arpoador. Eles estavam sentados ao lado de agentes da Guarda Municipal:

— É o segundo dia, né? Mas realmente há uma sensação de segurança bem maior. Nós vimos as notícias dos assaltos e arrastões e ficamos assustados. Mas nunca deixamos de frequentar a praia — diz Iara.

Já o turista Carlos Andrade, argentino de Buenos Aires, disse se sentir seguro, mas achou estranho a movimentação policial na praia:

— É muita polícia. Dá uma sensação desconfortável às vezes. Parece que estão esperando alguma coisa acontecer. Mas sim, está tudo tranquilo, estou só curtindo a praia — diz ele, rindo.


Globo Online | 15-Jan-2017 17:30

Sensação térmica passa dos 40 graus neste domingo

RIO - Faz muito calor no Rio neste domingo, e a sensação térmica chegou a 41 graus em Guaratiba, na Zona Oeste, por volta das 13h30m. Neste mesmo horário, a máxima registrada era de 34 graus em Irajá, na Zona Norte, segundo o Centro de Operações Rio (COR), da prefeitura.

De acordo com a meterorologia, há previsão de pancadas de chuva isoladas no período tarde/ noite, acompanhadas de rajadas de vento e descargas atmosféricas. Os ventos serão fracos a moderados, com maior intensidade no final do dia.

O tempo deve permancer nublado, com pancadas de chuva no fim do dia, pelo menos até a próxima quinta-feira


Globo Online | 15-Jan-2017 16:42

Rio registra 11 mortes de policiais militares em 15 dias

RIO - Mais um policial militar, o 11º do ano, foi assassinado na manhã deste domingo em São João do Meriti, na Baixada Fluminense do Rio. De acordo com o 21º BPM (Vilar dos Teles), o segundo sargento Cristiano Macedo, de 40 anos, foi baleado no bairro Fazenda Futebol Clube. Ele chegou a ser socorrido e levado para o Posto de Atendimento Médico (PAM) de Meriti, mas não resistiu aos ferimentos. Morte de PMs - 15/01

Testemunhas contaram que o sargento tentou separar uma briga que acontecia no local e acabou atingido. Outras duas pessoas, um homem e uma mulher, também foram baleadas na ação: o homem morreu no local; a mulher está internada no PAM. O sargento estava lotado no 15º BPM (Caxias) e há 18 anos na PM. Ele deixa a mulher.

Neste domingo, um ato de manifestantes nas areias da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, alerta para a violência contra policiais. Com cartazes, o grupo pede mais segurança de trabalho e revisão da legislação penal.

OUTROS PMS MORTOS ESTE ANO

Com o caso São João de Meriti chega a 11 número de PMs mortos em 2017 no Rio. Na madrugada de sábado, dia 14, o segundo sargento Fábio Magalhães Teixeira, de 54 anos, morreu no Hospital municipal Albert Schweitzer. Ele foi baleado por criminosos durante patrulhamento na praça da Vila Kennedy, na Zona Oeste. na noite de sexta-feira. Segundo a Polícia Militar, o sargento estava na corporação há 20 anos e era lotado no 14º BPM (Bangu). Ele deixa mulher e um filho.

Na quinta-feira, dia 12, o policial militar Sandro Mendes Lyra, de 36 anos, foi morto na com um tiro na cabeça na Favela do Mandela, no complexo de Manguinhos, na Zona Norte do Rio. A vítima estava na corporação desde março de 2012 e era lotada na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Mandela.

Na terça-feira, dia 10, o policial militar Daniel Cavalcante da Silva, de 26 anos, lotado na UPP Tabajara, em Copacabana, foi encontrado morto dentro de um carro na Rua Engenheiro Pires Rabelo, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. O corpo, que estava esquartejado, parcialmente carbonizado e com marcas de tiros, foi identificado pela Polícia Civil nesta quinta, a partir do exame necropapiloscópico.

A principal linha de investigação da polícia é de que o PM tenha sido vítima de traficantes de drogas da região, mas nenhuma outra hipótese, por enquanto, de acordo com a polícia, será descartada. O caso está sendo apurado pela Divisão de Homicídios (DH) da capital, que não quis revelar detalhes sobre crime para não atrapalhar o trabalho dos agentes.

No dia 7, o corpo do subtenente reformado Cássio Ferreira foi encontrado, dentro do porta-malas de um veículo carbonizado, na Estrada Reta de Santa Cruz, em Itaguaí. De acordo com a Delegacia de Homicídios, diligências estão em andamento para esclarecer o caso.

No dia 5, o policial militar Marcelo Abdalla Neder foi assassinado no fim da madrugada por bandidos que tentaram roubar um caminhão dos Correios na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Comendador Soares, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

No dia anterior, quarta-feira, o soldado Jefferson Cruz Pedra, de 37 anos, lotado no 18º BPM (Jacarepaguá) morreu baleado durante um assalto a uma joalheria no Tijuca Off Shopping, na Zona Norte do Rio. Ele foi atingido por sete disparos no tórax, de acordo com a Polícia Militar. Jefferson é o segundo policial do batalhão de Jacarepaguá que não resistiu aos ferimentos após ser atingido por disparos feitos por bandidos, em um intervalo de cinco dias — na tarde do dia 30 de dezembro, o soldado Jonathan Barros de Carvalho morreu após ser ferido por um tiro ao tentar impedir um assalto na Freguesia, na Zona Oeste do Rio.

Na tarde do dia 2, o cabo Cleiton William Santos de Freitas, lotado no 15º BPM (Caxias) foi fuzilado dentro de seu carro, na Estrada do Tinguá, em Xerém, na Baixada Fluminense.

Em Guapirimim, o sargento reformado Franciso Assis de Aguiar foi morto em uma tentativa de assalto. Segundo a polícia militar, dois homens numa motocicleta abordaram o carro onde o PM estava com outro policial. O sargento prestava serviço como segurança e portava “um malote de valores que seria depositado num banco”. Houve confronto armado e Francisco morreu no Hospital Municipal de Guapimirim.

Na capital, também na tarde do dia 2, morreu o policial Antônio Carlos Paiva Nunes, de 34 anos, que havia sido baleado na cabeça, no domingo, durante um confronto na Avenida Leopoldo Bulhões, próximo a Manguinhos. O soldado trabalhava na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Andaraí e estava de serviço na supervisão da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP). Antônio chegou a ser socorrido para o Hospital Quinta D'or, em São Cristóvão, mas não resistiu aos ferimentos, e teve a morte cerebral confirmada pelos médicos. Ele estava na corporação desde setembro de 2011 e não tinha filhos.

Já o policial militar André William Barbosa de Oliveira, de 32 anos, foi encontrado dentro do porta-malas de seu próprio carro, na Rua Clodoaldo de Freitas, em Guadalupe. A polícia apura se traficantes do Batam, em Realengo, foram autores do crime. O corpo do policial foi encontrado no domingo, dia 1º. O PM, que era lotado no serviço reservado do 3º BPM (Méier), estava passando a virada de ano num pagode em Realengo quando foi abordado por um grupo de homens. André estava armado e portando sua carteira funcional. A polícia apura se ele foi levado para o Morro da Quitanda, onde teria sido morto a tiros.


Globo Online | 15-Jan-2017 14:11

PMs fazem parto dentro de carro da corporação na Barra

RIO - Policiais do 31º BPM (Barra da Tijuca) fizeram um parto dentro de uma carro da corporação no início da manhã deste domingo. Segundo o comandante do batalhão, Sergio Scalione, a equipe fazia um patrulhamento na Estrada do Itanhangá, quando foi abordada por Irene Marta Trindade informando que a enteada, Mauricelia Santos da Silva, estava em trabalho de parto.

A equipe prestou socorro e levou a mulher para a Maternidade Leila Diniz. No entanto, ao chegar em frente ao hospital, a enfermeira informou que o trabalho de parto já estava em um estágio muito avançado e que o parto teria que ser feito dentro do carro da corporação.

Após o parto, a mãe e o bebê, que recebeu o nome de Arthur Gabriel, foram levados para a unidade hospitalar e passam bem, segundo o comandante.


Globo Online | 15-Jan-2017 13:54

Adolescente e dois homens são detidos na Niterói-Manilha

RIO - Dois homens e um adolescente de 14 anos foram detidos pela Polícia Rodoviária Federal na madrugada deste domingo na Rodovia Niterói-Manilha, na altura do município de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Eles são suspeitos de praticarem assaltos na rodovia. Os três estavam portando duas armas e vários objetos que os patrulheiros acreditam que foram roubados.

A ação faz parte da operação "Rota Segura", da Polícia Rodoviária Federal, que reforça o policiamento nas rodovias federais do Rio de Janeiro.

Os policiais abordavam veículos na altura do trevo de Guaxindiba, quando suspeitaram dos ocupantes de duas motocicletas e deram ordem de parada. Ao revistarem os suspeitos, os agentes da PRF encontraram uma pistola e um revólver. Eles estavam com diversos pertences roubados de vítimas, como dinheiro e celulares. Além do adolescente que foi apreendido, os dois rapazes, de 22 anos, também foram presos.


Globo Online | 15-Jan-2017 13:17

Um adolescente de 14 anos e dois homens são presos pela Polícia Rodoviária Federal

RIO - Dois homens e um adolescente de apenas 14 anos foram presos pela Polícia Rodoviária Federal na madrugada deste domingo na Rodovia Niterói-Manilha, na altura do município de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Eles são suspeitos de praticarem assaltos na rodovia. Os três estavam portando duas armas e diversos objetos que os patrulheiros acreditam que foram roubados.

A ação faz parte da operação "Rota Segura", da Polícia Rodoviária Federal, que reforça o policiamento nas rodovias federais do Rio de Janeiro.

Os policiais abordavam veículos na altura do trevo de Guaxindiba, quando suspeitaram dos ocupantes de duas motocicletas e deram ordem de parada. Ao revistarem os suspeitos, os agentes da PRF encontraram uma pistola e um revólver. Eles estavam com diversos pertences roubados de vítimas, como dinheiro e celulares. Além do adolescente que foi apreendido, os dois rapazes, de 22 anos, também foram presos.


Globo Online | 15-Jan-2017 13:17

Ensaios técnicos na Sapucaí começam neste domingo

RIO - Os ensaios técnicos para o carnaval na Marquês de Sapucaí começam neste domingo. As apresentações, com entrada gratuita, terão início a partir das 19h com Império Serrano. Às 20h, será a vez de Paraíso do Tuiuti, seguida por União da Ilha, às 21,30m. Escolas de samba - 15/01

Todas as agremiações do Grupo Especial e as da Série A vão testar seus quesitos para o desfile de 2017.

A temporada será encerrada pela campeã Mangueira no dia 19, quando acontecerá o teste de luz e som da passarela e a tradicional lavagem do Sambódromo.

Veja abaixo o calendário de ensaios:

JANEIRO

Domingo, dia 15:

19h - Império Serrano

20h - Paraíso do Tuiuti

21h30m - União da Ilha

Domingo, dia 22:

19h - Estácio de Sá

20h - São Clemente

21h30m - Mocidade

Sábado, dia 28:

19h - Acadêmicos do Sossego

20h - Acadêmicos da Rocinha

21h30m - Acadêmicos de Santa Cruz

Domingo, dia 29:

19h - Império da Tijuca

20h - Beija-Flor

21h30m - Grande Rio

FEVEREIRO

Sábado, dia 4:

19h30m - União do Parque Curicica

20h30m - Alegria da Zona Sul

22h - Acadêmicos do Cubango

Domingo, dia 5:

19h30m - Unidos do Porto da Pedra

20h30m - Unidos de Vila Isabel

22h - Salgueiro

Sábado, dia 11:

19h30m - Inocentes de Belford Roxo

20h30m - Renascer de Jacarepaguá

22h - Unidos do Viradouro

Domingo, dia 12:

20h30m - Portela

22h - Unidos da Tijuca

Sábado, dia 18:

20h30m - Unidos de Padre Miguel

22h - Imperatriz Leopoldinense

Domingo, dia 19:

19h30m - Teste de luz e som

20h30m - Tradicional cerimônia de lavagem

22h - Estação Primeira de Mangueira


Globo Online | 15-Jan-2017 12:49

Domingo é dia ioga, shiastu e shows no Projeto Verão

RIO - A programação deste domingo do Projeto Verão O Globo, em Ipanema, teve início às 9h com aula de ioga e volta as 16h com shiastu e reflexologia. A DJ Anja Sugar começará a tocar às 17h, e o show com George Israel, às19h30m.

O projeto Verão Rio O GLOBO é uma realização e O GLOBO e Orla Rio, com patrocínio de Itaipava e Vivo; apoio de Dermacyd, Mobility, AirFrance, Univeritas e RioSul Shopping; além da participação de Água Petrópolis e parceria com Sushi Rão.

Neste sábado, uma tarde de sábado ensolarada deu as boas-vindas ao Projeto Verão Rio. O público aproveitou as atrações musicais e os serviços oferecidos pelo evento no Posto 10.

Quem foi curtir com tranquilidade a praia e as atrações do projeto pôde, a partir das 16h, deixar bolsas e outros pertences no guarda-volumes da Itaipava. Os participantes ganharam ainda uma latinha da cerveja.

— Pensamos em dar conforto para as pessoas se sentirem mais à vontade, sem ter aquela preocupação de onde vai deixar a bolsa — disse Juliana Franco, representante da cervejaria, explicando que, para usar o serviço, os interessados têm de estar com a identidade.

Além do mergulho no mar de Ipanema, outra forma de relaxar foi aproveitar as sessões de shiatsu e reflexologia oferecidas de graça pelo evento. A psicóloga Sônia Pinheiro fez o pacote: usou o guarda-volumes e ainda usufruiu da massagem.

— Moro em Copacabana, mas sempre venho aqui. Gosto muito do projeto. Amanhã (hoje), vou voltar para ver o show de George Israel — disse ela, referindo-se à apresentação das 19h30m de hoje.

A universitária Bruna Carnevali foi ao evento para ver a apresentação da DJ Carol Emmerick. Mas, antes de o som começar, fez uma sessão de shiatsu:

— Eu estava precisando de uma massagem que relaxasse, estava tensa. Ajudou bastante. Sempre venho ao projeto. Adoro os DJs, é mais a minha vibe.

Antes de sua apresentação, a DJ Carol explicou que não seleciona as músicas com antecedência:

— Gosto de sentir a energia das pessoas, para depois decidir o que vou tocar — disse a DJ, que começou com Jorge Bem Jor e Caetano Veloso.

Os integrantes da banda OutroEu tocaram a partir das 19h30m.


Globo Online | 15-Jan-2017 12:03

Balão cai dentro de condomínio na Barra da Tijuca

RIO - Um balão caiu, por volta das 7h50m deste domingo, dentro do condomínio Parque das Rosas, que fica na Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, na Barra da Tijuca. Parte dele ficou em cima de um detalhado.

O morador Francisco Rodrigues fez imagens do balão e enviou para O GLOBO. Ele contou que um homem entrou no local correndo e resgatou o material na quadra do local. Apesar susto, ninguém ficou ferido.


Globo Online | 15-Jan-2017 11:49

Ato em Copacabana alerta para violência contra policiais

RIO - Manifestantes e organizações que apoiam as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro ocupam parte da Praia de Copacabana, na altura do Copacabana Palace, na Zona Sul, neste domingo. Com cartazes, o grupo pede mais segurança de trabalho e revisão da legislação penal.

Na areia foram colocadas cruzes que simbolizam os policiais mortos em serviço. Algumas faixas têm estampados rostos de policiais assassinados em confronto com bandidos. No último sábado, o estado registrou a décima morte de PM em 2017.

A ação, que é organizada pelo SOS Polícia e apoiada pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais e Associação de Ativos, Inativos e Pensionistas da PM, é pacífica e silenciosa.


Globo Online | 15-Jan-2017 11:43

Empresário Jorge de Sá diz viver ligado em '390 volts'

RIO - O tempo não para. Jorge de Sá sabe bem disso. Aos 32 anos, já é sócio de um restaurante em Ipanema, empresário da mãe, a cantora Sandra de Sá, e comentarista de basquete do canal SporTV. Deve ter aprendido com o padrinho, Cazuza, mesmo tendo convivido pouco com ele.

— Minha mãe me conta que, quando ele já estava fraco, pediu para me segurar. E que esse foi o último grande esforço físico que ela o viu fazer. Ela diz que ele tinha um amor por mim, algo que, por mais que eu não me lembre, ficou infiltrado. Eu o tenho como um grande mentor, um anjo da guarda — conta Jorge.

Ele diz que Cazuza o protegia desde que estava na barriga de Sandra:

— Minha mãe sempre bebeu, gostava de um uísquezinho. Mas ela conta que, se ousasse pegar num copo, ele fazia um estardalhaço, um teatro. Falava: “Olha sóooo, tô te vendo, hein?!”

Jorge foi criado por Sandra com a ajuda da avó materna, Jurema, de 81 anos, sua “grande parceira”. Não chegou a ser registrado pelo pai, o compositor Tom Saga, com quem teve pouco contato:

— Se hoje eu sou um cara maneiro, eu poderia ser mais, se eu tivesse tido um pai. Como minha mãe viajava muito, eu criei muito o estigma do Batman. Descobri tudo sozinho, brincava sozinho, imaginava. Não tenho mágoa dele, porque minha mãe não deixou muito espaço.

O menino nasceu no fim dos anos 1980, com Sandra de Sá no auge da carreira, viajando por todo o país para fazer shows. Mas Jorge conta que ela fazia de tudo para suprir a ausência:

— Às vezes, ela tinha um show em Salvador e outro em São Paulo, no mesmo dia. E parava no Rio só por uma hora, para me dar a mão, me deixar na creche e conversar comigo. Fazia um esforço enorme para me ver, que eu reconheço. Valorizo muito o tempo dela e tudo o que ela me proporcionou de educação. Nunca fui um cara esnobe. Estudava na Escola Britânica e, na sexta-feira, meu avô, Nonô, me pegava para passar o fim de semana com meus amigos na favela. Esse foi o meu maior ensinamento

Quando os shows eram no Rio, Jorge costumava marcar presença. Aos 2 anos, chegou a invadir o palco para dar um abraço na mãe, arrancando suspiros da plateia. E quando não entrava, participava do camarim:

— Um pouco mais velho, minha mãe passou a me dar o microfone para eu fazer a segunda voz das músicas. Ninguém da banda sabia, eu me amarrava.

INFÂNCIA EM INHAÚMA

Na época, os dois moravam na Lagoa. Mas o menino gostava mesmo era de ir para Inhaúma, na Zona Norte, onde a família mora até hoje, numa mesma vila.

— Nunca fui um cara esnobe. Estudava na Escola Britânica e, na sexta-feira, meu avô, Nonô, me pegava para passar o fim de semana com meus amigos na favela. Esse foi o meu maior ensinamento — destaca ele, que gosta de se lembrar das histórias de família: — Meu bisavô tinha um mega terreno na Rua Lopes Quintas. Mas ele falou que o mar ia invadir tudo e resolveu trocar por um terreno em Inhaúma. Hoje era para eu ser o príncipe do Jardim Botânico (risos).

Na infância, Jorge praticou os mais variados esportes: natação, taekwondo, ginástica olímpica, futebol de salão, tênis, basquete. Todos na sede do Flamengo, na Gávea, claro. Sandra é flamenguista doente.

— Quando eu nasci, minha tia foi me cobrir com uma toalhinha branca e minha mãe, operada, sussurrou: “traz o manto!”, e me enrolou numa bandeira do Flamengo — relata, aos risos.

Apesar da torcida da cantora para ver o filho jogando futebol no Maracanã pelo time rubro-negro, o menino se apegou mesmo à bola de basquete. Viu o campeonato de enterradas da NBA (liga americana do esporte) e quis ser Michael Jordan. Jogou no time mirim do clube dos 9 aos 14 anos, quando decidiu que queria estudar nos Estados Unidos com o melhor amigo:

— Pedi à minha mãe para filmar meus treinos. Mandei a fita VHS pelos Correios para 620 colégios americanos. Acabei ganhando uma bolsa de 120 mil dólares numa escola de São Petersburgo, na Flórida, e ficando lá por 4 anos.

A conquista do menino pegou todo mundo de surpresa.

— Eu falava para ele, meu filho, isso não vai dar certo, não é assim que funciona. E ele conseguiu. Tenho muito orgulho dele — comenta a mãe coruja.

De volta ao Brasil, já um homem de 1,90m de altura, Jorge foi convidado para fazer trabalhos como modelo e para participar da Oficina de Atores da Rede Globo. Acabou indo parar em “Malhação” e fazendo outras três novelas. Mas nunca deixou de lado a admiração pelo basquete e por seus ídolos no esporte (ele é fã de Kobe Bryant, que, por muitos anos, foi do Los Angeles Lakers).

Tanto que, a espelho dos grandes jogadores, que, “ao invés de torrar o salário investem em outras frentes”, Jorge resolveu abrir, em 2012, o Riso Bistrô, um misto de restaurante e galeria de arte em Ipanema, que chegou a expor litografias de Salvador Dalí. A casa, eleita Bib Gourmand (bom custo-benefício) pelo guia Michelin, no ano passado, é uma sociedade com a mineira Daniella Santos, com quem ele namora há sete anos e divide um apartamento em São Conrado, há quatro.

O relacionamento sério com o basquete também está selado. Ao descobrir que o SporTV tinha fechado contrato para transmitir os jogos da NBA há dois anos, fez de tudo para conseguir o contato de alguém do canal e se ofereceu como comentarista.

— Enchi o saco de um monte de gente, dizendo que tinha que estar nesse projeto. Acabou que me chamaram para fazer uma participação, e deu super certo. Um portal de internet fez uma matéria maneira, dizendo que “finalmente o SporTV tinha contratado um globalzinho que entendia” — diverte-se ele.

DESPERTAR ÀS 4H30M

A determinação de Jorge foi a mesma ao tomar as rédeas da carreira da mãe, há cinco anos. Ele conta que, por muito tempo, alertou Sandra para o fato de ela estar sendo enganada por sua antiga empresária:

— Ela achava que estava tudo bem. Mas me pediu para ver umas contas, e as contas nunca chegaram. Aí me deu carta branca para resolver. Fui ao escritório pegar os documentos dela, não queriam deixar eu levar. Eu falei: “cara, você já viu filho bolado, sentindo que a mãe está sendo roubada?”. Desde então, sou o empresário dela — orgulha-se o menino, que abriu com um sócio o escritório Val Produções.

A essa altura, dá para perceber que Jorge, assim como o tempo, não para.

— Sou ligado em 390 volts. E minha mãe é muito inteligente, cheia de disposição, mas ligada em um volt — compara ele, aos risos.

E Sandra atesta:

— Além do caráter e da personalidade, admiro a firmeza dele. Às vezes, ele me liga e fala “mãe, já acordou? Levantei às 4h30m, já malhei, fui ao escritório. Quem quer, tem que ir à luta”. Meu filho me emociona.


Globo Online | 15-Jan-2017 07:30

Ícone da noite, Hippopotamus reabrirá em Ipanema em março

RIO - Uma coluna social contava a fofoca, no fim de outubro de 1977. Na inauguração do Hippopotamus, boate na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, um jovem rapaz por volta de seus 20 anos acabou se fazendo convidar para a festa com a história de que seria filho do rei Pelé. Diante de tal “paternidade”, passou pela porta do seletíssimo nightclub e acabou eleito o penetra do ano pelo colunista Carlos Swann, do GLOBO. Quarenta anos depois, o Hippo vai reabrir — após 15 anos fechado —, logo depois do carnaval, na mesma praça. As obras estão na fase de acabamento. A arquitetura traz novidades, como terraço e elevador. Mas o esquema de funcionamento será o mesmo do passado.

UM LUGAR PARA SE DIVERTIR

Apenas sócios — escolhidos pelo trio Ricardo Amaral, o filho Rick Amaral e Omar Catito Peres — e amigos dos sócios terão entrada liberada nesse clube privé. A não ser que surja um novo filho de Pelé...

— Aparecia muita gente na porta dizendo que era meu filho — diverte-se o empresário Ricardo Amaral, que chamou Catito (dono da Fiorentina e do Bar Lagoa) para a empreitada.

Catito, que era assíduo frequentador, tendo fechado a boate no seu aniversário de 40 anos para 500 convidados (isso no fim dos anos de 1990), embarcou na ideia. Os dois estão investindo R$ 6 milhões na reforma. A boate, que antes tinha dois andares — o lounge com a pista de dança no térreo e o restaurante em cima —, terá agora um terceiro andar aberto, para “quem quiser fumar um charuto”, avisa Catito.

— Decidi entrar porque é um lugar que fala à alma do carioca. Só invisto em ícones — diz ele, para quem, em época de crise, as pessoas querem ainda mais “um momento de alegria”.

O dono da carteirinha 001, que já foi da musa Kiki Garavaglia, será o ex-diretor de TV Boni. Catito conta que há uma lista com cinco mil nomes para entrar no clube, sendo que serão somente três mil sócios. Eles pagarão R$ 6 mil por ano, com direito a levar quem quiser, além de outros luxos.

— Teremos mulheres e homens, casados e solteiros, de 35 anos até a idade do Amaral — ri Catito. — São pessoas bem sucedidas, que gostam de se divertir.

UNIÃO DE RICOS E FAMOSOS

O Hippo, que apagou as luzes da sua concorrida pista de dança em 2002, foi a boate que por mais tempo sobreviveu no Rio. Foi também a que reuniu o maior número de astros. Paul McCartney, Frank Sinatra, Robert de Niro, Ursula Andress, Marcello Mastroianni, Michael Caine e Demi Moore são algumas estrelas internacionais que se acabaram no clube noturno.

Pelé estava sempre lá. Também batiam ponto o bicheiro Castor de Andrade, o político baiano Antônio Carlos Magalhães, a modelo Luiza Brunet, a travesti Bruna Jordan, Cazuza e Nelson Motta. Danuza Leão foi uma das promoters.

— Lembro que estava com uma namorada e entrou Roberto Carlos, ao lado de Myrian Rios. Minha namorada: “acho que vou desmaiar”. No fim, terminamos todos na mesma mesa — conta Catito.

O decorador Edgar Moura Brasil, casado com Gilberto Braga, estava sempre lá:

— Todo mundo era conhecido, e toda noite terminava lá. Ia jantar e depois descia para a boate. Uma vez, vi garrafada de bêbado, um jogando na cabeça do outro.

No livro “Enquanto houver champanhe, há esperança: uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral”, Joaquim Ferreira dos Santos conta que a decoração do Hippo, de Gilles Jacquard, “juntava modernidades e toques naturais inéditos”. No térreo, havia um jardim tropical separado por uma divisória de blindex, na qual escorria água. Para Zózimo, um truque que transmitia “a impressão de que está chovendo”. Resumindo: o cliente considerava perdida a praia do dia seguinte e mandava descer mais uma garrafa.

— O que eu tenho de afilhado por causa do Hippo... Eu me sinto o cupido da cidade — conclui Amaral


Globo Online | 15-Jan-2017 07:30

Prefeitura quer baixar limite de velocidade no BRT e no BRS

RIO - Num teste feito pelo GLOBO, um ônibus com o motorista em treinamento foi flagrado circulando a 77km/h na Avenida Armando Lombardi, na Barra, na pista em direção a São Conrado. Acima dos 50km/h (velocidade máxima permitida para os veículos de transporte público na cidade, exceto em 14 vias de tráfego rápido) e também do limite de 70km/h para carros na avenida. O desrespeito às regras de trânsito na Barra é um retrato do que acontece em outras áreas da capital, como mostram as infrações registradas por radares e guardas municipais. Foram 1.081.383 multas por excesso de velocidade de janeiro a setembro de 2016, o que dá uma média de 3.961 por dia. ônibus - 15/01

Entre os 79 decretos publicados no DO pelo prefeito Marcelo Crivella no dia de sua posse, um fixa o prazo de 30 dias para a Secretaria de Transportes apresentar um plano para, até o fim do ano, reduzir o número de pardais e revisar os limites de velocidade. Embora ressalte que o estudo ainda está em curso, o secretário Fernando Mac Dowell adianta que a velocidade nos corredores prioritários e exclusivos de ônibus deve diminuir. No caso do BRS, deve passar de 50km/h para 40km/h. No BRT, de 70km/h para 60km/h. Atualmente, só em alguns trechos do BRT, com alto índice de acidentes, a velocidade é de 60km/h.

— Não pode haver sistemas de transporte para matar gente, como vem acontecendo. Os ônibus andam como uns malucos pelo BRS em horários sem tráfego. Com a velocidade de 40km/h, se alguém for atropelado, se machuca, mas não morre. Existe um estudo da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de São Paulo que indica 40km/h como a velocidade ideal nos BRS — diz o secretário de Transportes. — Quanto ao BRT, quando eu era do Conselho da Cidade, consegui baixar a velocidade para 60km/h. Mas depois puseram 70. Entre o tempo de percepção (do perigo) e o acionamento de freios, um ônibus do BRT leva 130 metros para parar.

VEÍCULO A 189KM/H NA LINHA VERMELHA

A partir do estudo em curso, não há perspectiva de os limites de velocidade aumentarem no Centro — pelo contrário.

— O Centro tem VLT e muita gente para atravessar as ruas. Não posso aumentar a velocidade e provocar um strike. A velocidade pode até diminuir — diz Mac Dowell.

Números da CET-Rio mostram que, em 2016, um veículo atingiu 189km/h na Linha Vermelha, mais que o dobro do permitido (90km/h). Outro foi flagrado a 149km/h no Túnel Vice-Presidente José de Alencar, na Grota Funda, onde o limite é de 80km/h. Na Rua Maxwell, em Vila Isabel, um motorista estava a 133km/h em vez dos 60 permitidos. E, na Estrada Marechal Alencastro, em Anchieta, um carro foi multado por estar a 110km/h, quando não poderia passar dos 50.

Acompanhada do pesquisador Vinicius Côrtes, do Laboratório de Acústica e Vibrações da Coppe/UFRJ, e com o auxílio de um aparelho (os resultados são em milhas, que têm de ser convertidas em quilômetros), uma equipe do GLOBO foi a campo medir a velocidade de veículos, em dias úteis e fora dos horários de rush. No Aterro, próximo à Rua Dois de Dezembro e longe dos radares, um carro estava a 109km/h.

Em cada um dos seis pontos avaliados, a velocidade foi medida durante um minuto, cinco vezes. Do total de 30 medições feitas, em 17 houve pelo menos um veículo trafegando acima da velocidade permitida. No Aterro, nas cinco avaliações, no mínimo um veículo cometeu a infração. No BRS da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, próximo à Rua República do Peru, só em uma das cinco medições os ônibus estavam dentro do máximo permitido (50km/h).

— Cuidado. Os ônibus passam voados por aqui — advertiu um pedestre ao ver a equipe.

No BRS da Rua Vinte e Quatro de Maio, no Rocha, e na Avenida Horácio Macedo, no Fundão, em todas as cinco medições, pelo menos um veículo foi flagrado cometendo a infração. Com trânsito mais intenso, na Avenida Epitácio Pessoa, próximo ao Corte de Cantagalo, na Lagoa, e na Avenida Vieira Souto, nas imediações da Rua Farme de Amoedo, em Ipanema, também houve problemas: no primeiro ponto, em duas medições foi constatado o excesso de velocidade; no segundo, em uma das avaliações.

O GLOBO fez ainda uma segunda medição. Desta vez, foram escolhidos dez pontos e, em cada um deles, selecionados aleatoriamente dez veículos. Nas cem avaliações, 48 estavam acima do máximo permitido. Na Autoestrada Lagoa-Barra, próximo à Estrada da Gávea 640, um carro trafegava a 97km/h, 17 acima do limite.

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), o trânsito matou na cidade 447 pessoas — mais de uma por dia — de janeiro a novembro do ano passado. Mais do que os 432 mortos em igual período de 2015. Já os feridos no tráfego somaram 15.343 nos 11 primeiros meses de 2016, menos que os 17.264 do ano anterior.

As últimas informações disponíveis na CET-Rio revelam que o excesso de velocidade foi responsável por 44,78% do total de multas aplicadas (2,43 milhões) de janeiro a setembro de 2016, infrações anotadas tanto por equipamentos eletrônicos como por guardas municipais. E muitos desses radares foram desligados no fim do ano passado. Por causa de contratos que se encerraram, 365 equipamentos não estão funcionando. Segundo a CET-Rio, outros 561 estão ligados para flagrar não apenas excesso de velocidade, como avanço de sinais e invasão de faixas de BRS e BRT.

Mac Dowell confirma que o número de pardais será reduzido. E alega que não quer que os equipamentos sejam uma máquina de fazer dinheiro:

— Não adianta ter centenas de pardais multando, se eles não estiverem ensinando nada a ninguém e o número de acidentes não diminuir. O que se tem que fazer é, a partir de um levantamento, colocar pardais onde há uma maior quantidade de acidentes ou atropelamentos.

Para o funcionamento noturno dos equipamentos que medem avanço de sinais — só 49 são desligados entre 22h e 6h —, está sendo estudado um novo modelo.

— Por razões de segurança, as pessoas não podem ficar paradas à noite em sinal. Infelizmente — afirma o secretário.

ENGENHEIRO QUER VIAS MAIS HUMANAS

Para especialistas em transporte e trânsito, retirar pardais no momento atual significaria estimular as infrações. Eles também são contrários a aumentar a velocidade. Concordam, porém, com reduções, além de ajustes no caso de vias em que as velocidades mudam abruptamente.

Para o professor de engenharia de transportes Ronaldo Balassiano, da Coppe/UFRJ, reduzir o número de pardais hoje seria um desserviço para a cidade. Ele cita a Avenida das Américas, na Barra, onde as mortes no trânsito diminuíram após a instalação de radares.

— Vejo nos pardais uma forma de tentar educar a população. Como a educação para o trânsito não é dada nas escolas, ou é abordada de forma embrionária, as pessoas só recebem essas noções quando vão tirar a carteira de habilitação. O processo deveria vir da base — afirma Balassiano, acrescentando que, no futuro, todos os veículos deveriam sair de fábrica com GPS, como acontece com os ônibus, permitindo que fossem monitorados em toda a cidade, sem a necessidade de pardais.

Ele defende ainda velocidades menores — exceto em vias de trânsito rápido — como forma de humanizar a cidade:

— Quando se reduz a velocidade para em torno de 50km/h, tornamos as vias mais humanas, e menos acidentes vão ocorrer. Mesmo que aconteçam, serão acidentes com resultados mais amenos. Há de se pensar que nas vias passam carros, mas que existem pessoas nas calçadas. O prefeito não diz que vai governar para as pessoas? Então, vamos governar para as pessoas.

Já o professor José de Oliveira Guerra, do Departamento de Engenharia da Uerj, sugere uma maior uniformidade para as velocidades em corredores:

— O motorista que está no Rebouças, a uma velocidade de 90km/h, por exemplo, tem de diminuir para 70 quando chega à orla da Lagoa. Isso gera uma certa confusão. Essas mudanças precisam ser minimizadas, para que os motoristas não sejam apanhados de surpresa.

Ex-coordenador do Programa de Redução de Acidentes de Trânsito do Ministério dos Transportes, Fernando Pedrosa é radicalmente contrário ao aumento de velocidade:

— Pelo padrão de comportamento dos motoristas brasileiros e, especialmente, os do Rio, os limites atuais são suficientes. Mais de 90% dos acidentes têm como causa uma ação do motorista: excesso de velocidade, falta de cinto de segurança, ultrapassagem indevida.

Coordenador da ONG Trânsito Amigo, o engenheiro Fernando Diniz, que perdeu o filho de 20 anos em 2003 num acidente na Barra, também destaca a velocidade como um problema:

— O ideal é que não houvesse pardais, mas os motoristas não respeitam o limite de velocidade, nem com pardais. O motorista brasileiro é intolerante. No Rio, é irreverente também. Não quer esperar. A vida não tem preço. Quem perde é que sabe o valor da perda.


Globo Online | 15-Jan-2017 07:30

Desordem e violência estão em alta na Avenida Olegário Maciel

RIO - No meio do caminho, uma multidão. Centenas de mesas e cadeiras impedem a passagem, assim como dezenas de carros estacionados em locais proibidos. Caminhar pelo Jardim Oceânico, principalmente pela Avenida Olegário Maciel, não é fácil, ainda mais nas noites e madrugadas dos fins de semana. Em vários trechos de calçadas, andar tornou-se impossível. O jeito é se arriscar no asfalto, também tomado pelos frequentadores de bares e restaurantes. O chamado Baixo Barra atrai cada vez mais frequentadores — o movimento cresceu ainda mais após a chegada do metrô e a inauguração do BRT Transolímpico. O sucesso de público, no entanto, não foi acompanhado por ações de fiscalização. A desordem urbana abriu caminho para mais flanelinhas, moradores de rua, usuários de crack e aumento da violência.

— Enquanto não houver uma fiscalização efetiva vai continuar assim. À noite, não consigo circular com um carrinho de bebê. O lugar é bom para se divertir, não sou contra isso. Mas é preciso respeitar o próximo — frisa o engenheiro Adriano Mendes, de 38 anos, que mora no Baixo Barra.

O professor universitário Márcio Thomé chama a atenção não só para a falta de fiscalização, mas de policiamento. Seu apartamento já foi assaltado, algo que ele associa ao que considera um descaso do poder público em relação à região.

— Não sou contra as pessoas virem; meios de transportes são democráticos e todos devem usá-los. O problema é que a maior oferta de acessos não veio acompanhada de um olhar mais atento para o bairro — afirma Thomé, que teve sua cobertura invadida por dois bandidos encapuzados no fim da noite de 10 de novembro do ano passado. — Eles me pegaram e também renderam minha mulher e meu filho, nos mandaram deitar de bruços com os rostos enfiados em colchões. Levaram celulares, dois computadores, cerca de R$ 3 mil, joias e 12 relógios, que eu colecionava desde os 18 anos. Não sou contra as pessoas virem; meios de transportes são democráticos e todos devem usá-los. O problema é que a maior oferta de acessos não veio acompanhada de um olhar mais atento para o bairro

Cinco dias depois, assaltantes entraram em outro prédio do Jardim Oceânico e esfaquearam a mulher do porteiro, Edna Reis. Ela foi atacada porque, ao ver um homem dentro de seu apartamento, no térreo, tomou um susto e gritou. Somente na semana passada foi chamada pela Polícia Civil para fazer, sem sucesso, o reconhecimento dos ladrões.

QUEIXAS NAS REDES SOCIAIS

Um morador decidiu criar no Facebook a página Alerta Jardim Oceânico, na qual são publicados relatos de assaltos e apontados, em um mapa, os locais de maior ocorrência de crimes. Em dois meses, mais de 40 casos foram citados. A página já tem 3.500 seguidores.

A maioria dos assaltos relatados na rede social não foi registrada em delegacias, de acordo com os autores das postagens. Mesmo assim, as estatísticas oficiais comprovam a escalada da violência na região. De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), numa comparação com 2015, o número de assaltos a transeuntes no bairro subiu 51%, chegando a 1.146 registros em 2016. Já o número de roubos a residências triplicou no mesmo período, passando de dez para 32.

O Jardim Oceânico tem cerca de 40 mil habitantes. No fim do ano passado, pelo menos 500 participaram de uma reunião na Igreja São Francisco de Paula, onde ouviram do presidente da associação de moradores, Luiz Igrejas, um relato de seu encontro com o coronel da PM Marcos Andrade, um dos gestores do programa Segurança Presente, implantado com sucesso em bairros como Centro e Lagoa. Se fosse levado para a área do Baixo Barra, custaria aproximadamente R$ 11 milhões por ano.

— Estamos, desde então, empenhados em buscar parcerias para pôr essa ideia em prática por aqui. O problema é que outros bairros querem o mesmo, e não há efetivo para todos. Mas não vamos desistir. Ficamos mais vulneráveis com a ampliação dos acessos. Tem gente vindo para cá com más intenções.

DE CARONA NA BAGUNÇA

Um crime que mostra como a violência pega carona na desordem urbana do Jardim Oceânico é o que teve o aposentado Marcelo Bernardino Bueno como vítima. No último dia 2, ele estacionou seu carro na Avenida Olegário Maciel e se negou a dar dinheiro a um flanelinha, que, diante da recusa, passou a ameaçá-lo com duas facas.

— Ele se abaixou para esvaziar os pneus do meu carro, mas apareci de repente e fui atacado. A sorte é que consegui desarmá-lo — conta o aposentado.

O flanelinha foi preso, mas, para indignação de Bueno e outros moradores da região, ele já voltou a achacar motoristas na Olegário Maciel.

Para piorar, a onda de crimes na área do Jardim Oceânico está chegando à praia: na quarta-feira passada, o Quiosque Atlântico, dos argentinos Renato Giovannoni e Fernando Quirno, sofreu o sexto arrombamento em um intervalo de um ano.

Crimes não são impedidos nem casos de desrespeito ao ordenamento urbano. A colocação de mesas e cadeiras nas calçadas é uma cena comum no Baixo Barra. Proprietários e funcionários de estabelecimentos reconhecem que causam transtornos, mas não planejam mudar de atitude. Bernardo Ribeiro, gerente do Resenha Bar & Grill, diz que comerciantes se mobilizam para apresentar à prefeitura um projeto de fechamento da Avenida Olegário Maciel ao tráfego de veículos das 20h até a meia-noite, sempre aos sábados.

— Existe, sim, um incômodo para os pedestres. A agitação começou há três anos, e o número de frequentadores só vem aumentando. Então, precisamos aumentar a quantidade de mesas e cadeiras para acomodar o maior número de pessoas possível. De vez em quando, a prefeitura aparece e somos obrigados a pagar multas. O projeto de fechar a avenida pode ser bom para todos. Os frequentadores teriam mais liberdade e segurança para conversar, porque o espaço seria ampliado — opina Ribeiro.

Dono do Bar do Adão, Fernando Barbosa Dantas também reconhece que causa transtornos, mas vê possibilidade de melhorar a situação:

— Nossa calçada fica limitada por causa dos carros estacionados. Já pedimos à prefeitura que transfira as vagas para o outro lado. Isso vai fazer com que possamos criar mais espaço para a circulação entre as mesas.

Vanderlei Paludo, gerente do restaurante Na Brasa Columbia, outro que serve clientes na calçada, frisa que os funcionários sempre deixam um espaço para circulação entre as mesas. Ele adianta que, como os direitos dos pedestres são respeitados, já pediu autorização à prefeitura para colocar mais 11.

PROMESSA DE AUTORIDADES

O secretário municipal de Ordem Pública, coronel Paulo Cesar Amendola, diz que já estuda um plano para proporcionar uma fiscalização permanente no Jardim Oceânico:

— Numa reunião com o secretário estadual de Segurança, Roberto Sá, traçamos uma série de regras, que começarão a ser aplicadas agora. No caso do Jardim Oceânico, ações efetivas para reduzir a desordem e a violência serão tomadas. Isso demandará um levantamento da nossa inteligência, que amanhã (sexta-feira passada) já estará no local, para verificar a situação. Haverá resposta da Guarda Municipal.

Subcomandante do 31º BPM (Barra), o tenente-coronel Vanildo Sena Lemos afirma que a situação começou a mudar:

— A partir do momento em que constatamos o aumento de alguns delitos, destacamos uma viatura para atuar exclusivamente no Jardim Oceânico e iniciamos operações diárias. Conseguimos reduzir os crimes com prisões importantes, feitas em parceria com a 16ª DP (Barra).


Globo Online | 15-Jan-2017 07:30

Fonoaudiólogas organizam colônia de férias voltada para crianças autistas

RIO — Uma colônia de férias sem um programação prestabelecida, que permite a cada um dos 25 participantes escolher livremente a atividade que quer fazer. A proposta da Brincando com Afeto é promover a interação entre crianças que estão dentro do espectro autista, com idades entre 3 e 14 anos.

Barra matérias leves 15/01

O projeto é das fonoaudiólogas Danielle Damasceno e Adriana Fernandes, especialistas no tratamento dos transtornos autistas. Nos encontros (a partir do dia 30, com pacote de uma ou duas semanas), cada criança será acompanhada por um monitor, o “adulto brincante”, que pode ser um fonoaudiólogo, psicólogo, psicopedagogo ou outro profissional especializado.

— Os profissionais têm um olhar terapêutico e, com isso, vão trabalhar para despertar o interesse de uma criança de se comunicar com outra. Sempre com o olhar inclusivo — diz Danielle.

O modelo segue o método Floortime (Tempo no Chão), criado pelo psiquiatra infantil Stanley Greenspan. O terapeuta exerce a função de estimular a interação, sabendo o momento de intervir e de se afastar.

— É como se ele trouxesse a força inicial e deixasse a criança continuar. Essa é a importância de um adulto para cada uma — salienta Adriana. — Depois, o profissional conversa com a família e conta como foi cada dia e cada semana.

As atividades, no Sítio Gavião, na Barra, serão divididas em estações. Entra elas, a de brinquedos de água, com direito a futebol de sabão; um circuito motor, com bambolê e corrida; e a de artes, com pintura, massinha, música e narração de história. O momento do lanche também é livre, e os alimentos devem ser enviados pela família.

Se desejarem, os pais podem ficar no local.

— Muitas crianças inscritas fazem tratamento conosco, e os pais já nos conhecem. Mas não há problema se algum pai desejar esperar o filho — diz Adriana.

Brincando com Afeto — Sítio Gavião: Rua Francisco de Paula 132, Barra. De 30/1 a 10/2, das 13h30m às 16h30m. Inscrições e informações: brincandocomafeto@gmail.com. R$ 835, por semana.

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Globo Online | 15-Jan-2017 07:30

Crise do estado faz Uerj adiar início das aulas do segundo semestre de 2016

RIO - O início do semestre 2016.2 da Uerj está ameaçado. Após uma reunião com o Fórum de Diretores das Unidades Acadêmicas, a reitoria da universidade divulgou na noite de sexta-feira uma nota oficial, na qual anuncia o adiamento do início das aulas, até então previsto para o dia 17, para o dia 23 de janeiro, em todos os campi. A decisão é mais um desdobramento da crise financeira enfrentada pelo governo do estado.

Na nota, os membros do fórum destacam que o não pagamento das bolsas estudantis inviabiliza o retorno dos estudantes às aulas, por falta de condições para arcar com as despesas de transporte e alimentação. O documento destaca ainda o não pagamento regular dos salários de servidores docentes e técnicos-administrativos, e do 13º salário de 2016, além do não repasse da verba de custeio e manutenção da instituição, o que impediria até mesmo a oferta de condições mínimas de segurança e higiene dos campi.

No entanto, o órgão lembra que não pretende abrir mão do calendário acadêmico vigente, mas uma nova reunião do fórum, no dia 19, reavaliará as condições de funcionamento da universidade. O documento diz ainda "A Reitoria e os demais dirigentes da Uerj entendem que esta decisão está pautada no senso de responsabilidade que se espera de todo órgão público perante a comunidade universitária e a população do Estado do Rio de Janeiro no cumprimento de sua missão".

Neste sábado, a instituição divulgou sua página no Facebook, na qual tem recebido mensagens de apoio de personalidades e instituições da educação e da cultura, do Brasil e do exterior.

Procurado, o governador Luiz Fernando Pezão informou por meio de sua assessoria de imprensa que não se manifestará sobre o assunto.


Globo Online | 14-Jan-2017 20:19

Identificada mulher que roubou bolsas de grife em Ipanema

RIO - A Policia Civil identificou uma mulher suspeita de roubar bolsas de grife em uma loja de Ipanema, na Zona Sul do Rio. De acordo com a 14ª DP (Leblon), os roubos aconteceram no início da semana passada e ela foi identificada na última quarta-feira. A mulher é advogada e estudante da escola de Magistratura do Estado do Rio e furtou duas bolsas de grife, uma no valor de R$ 700, e a outra, no valor de R$ 500, em dois dias consecutivos.


Globo Online | 14-Jan-2017 18:12

Liesa recebe 26 mil reservas de ingressos para carnaval de 2017

RIO - Vinte e seis mil ingressos foram reservados na manhã deste sábado pela Central de Vendas da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), para arquibancadas especiais e cadeiras individuais para os desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí. A Liesa colocou à disposição 36.400 entradas para o domingo e a segunda-feira de carnaval no sambódromo, com preços que variam de R$ 190 a R$ 320 (com direito à meia-entrada). Carnaval - 14/01

Segundo o coordenador de vendas da Liesa, Heron Schneider, ainda há entradas para os setores 2, 4, 5, 6 e 8, que serão colocadas à venda depois do dia 23, data a ser confirmada, diretamente no Sambódromo, atrás do setor 11, com venda presencial. Os ingressos para os outros setores estão esgotados.

Nesta primeira etapa, o sistema de vendas foi disponibilizado somente para a cidade do Rio e os demais municípios do estado com código de área 21. O interessado em adquirir meia-entrada, só tem direito a uma por dia de apresentações no sambódromo.

Depois, nos dias 18 de 19 de janeiro, dependendo do setor da avenida escolhido, os compradores deverão se dirigir a agências bancárias determinadas para quitar a entrada. Veja abaixo a tabela com preços, telefones e locais de pagamento para cada setor.

PARA FORA DO RIO, VENDAS A PARTIR DO DIA 16

Já para quem mora fora do Rio e da Região Metropolitana, a venda de ingressos começa no dia 16 de janeiro, num sistema de call center, com cobrança de taxa de administração, através do telefone (21) 3032-0001. Cerca de 25% dos ingressos de cada setor serão reservados, com pagamento feito por meio de depósito identificado em agências Bradesco.

O atendimento acontecerá de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, horário de Brasília. Assim como para os compradores do Rio, será possível comprar a meia-entrada. Os interessados, no entanto, também devem solicitá-la durante na ligação de reserva do ingresso.

Para facilitar a compra, já está disponível no site da Liesa (liesa.globo.com) um pré-cadastramento, com o objetivo de agilizar o atendimento na hora da compra.


Globo Online | 14-Jan-2017 17:19

Operação em conjunto na orla para coibir assaltos e arrastões tem início

RIO - A Operação Verão, em conjunto entre a Polícia Militar, a Guarda Municipal e a Secretaria de Assistência Social, teve início neste sábado nas praias da cidade. Ao todo, 850 PMs de diferentes Unidades de Policiamento e 220 agentes da GM e vão atuar na orla, do Flamengo até a Barra da Tijuca, aos fins de semana. Durante os dias úteis, o efetivo da GM será de 70 homens. A ação faz parte do Plano de Prevenção Contra Pequenos Delitos e Arrastões nas Praias da Cidade, conforme anunciado nesta sexta-feira.

O secretário municipal de Ordem Pública, coronel Paulo Cezar Amendola, acompanhou o primeiro dia da operação no Arpoador, pela manhã na base móvel da GM-Rio. Esse ano, uma das novidades é a integração dos rádios da PM e da Guarda, operando na mesma frequência. O recurso reforça o efetivo de segurança na orla já que, até o momento, não houve aumento de contingente dos órgãos, afirmou Amendola:

— A crise é grande e os recursos são escassos para aumentar os efetivos. Com essa medida, não gastou-se um tostão.

A operação também tem a presença da Secretaria de Assistência Social, que aborda pessoas em situação de rua e menores de idade para serem deslocados para os abrigos. Hoje, uma van estava no Arpoador para fazer o transporte, caso necessário. No primeiro dia, agentes da secretaria levaram Francisco Wellington da C. Pereira, de 18 anos, para o abrigo na Ilha do Governador. Segundo contou, ele veio de Fortaleza num caminhão para trabalhar numa obra. Ao chegar no Rio, o motorista teria deixado-o sem contato. Pereira ainda perdeu o dinheiro que ganhou num assalto. No abrigo, a documentação do rapaz será levantada.

— Esse é o nosso papel de proteção às nossas crianças e aos nossos jovens depois de décadas de abandono. O nosso olhar nessa gestão será diferente. A assistência social vai sair do gabinete — disse a secretária municipal de Assistência Social, Teresa Bergher, que também esteve no Arpoador.


Globo Online | 14-Jan-2017 16:40

Surfistas encontram dois corpos no mar de São Conrado

RIO - Surfistas que estavam na Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio, encontraram dois corpos boiando no mar no fim da manhã deste sábado. Os homens ainda não foram identificados e aparentam ter entre 20 e 30 anos. A suspeita é de que eles tenham se afogado. De acordo com pescadores que frequentam o local, eles avistaram pessoas nadando no local entre 4h e 5h deste sábado.

Por volta das 10h30m, o administrador Rafael Giannini surfava na praia quando uma senhora o abordou dizendo que viu algo boiando no mar que parecia ser um corpo. Descrente, ele nadou até a área e constatou que realmente era um cadáver. Rafael colocou o corpo na prancha e o levou até a areia.

— Logo depois que retirei o corpo, um surfista avistou outro há uns 50 metros da gente. Eles até tentaram reanimar com massagem cardíaca, mas não tinha jeito. Eles parecia estar ali há um tempo já.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e resgatou os corpos. As equipes sobrevoam o mar com dois helicópteros em busca de outras vítimas. Por volta de meia-dia, a perícia ainda era aguardada no local.


Globo Online | 14-Jan-2017 16:01

PMs ameaçam não ir ao trabalho por falta de recursos

RIO - Policiais militares do Rio de Janeiro estariam ameaçando não ir ao trabalho por falta de recursos para o transporte até os batalhões. PMs do 12º BPM (Niterói), já conversaram na manhã deste sábado com o comandante da unidade, Márcio Rocha, para discutir a questão da falta de pagamento. A reunião foi realizada após uma carta ser publicada em redes sociais em que um PM afirma não ter recursos para pagar pela condução. Na carta, o policial afirma que irá se reportar ao batalhão mais próximo de sua residência — no caso o 9º BPM (Rocha Miranda). Segundo PMs ouvidos pela reportagem, policiais de outros batalhões estariam pensando em fazer o mesmo. Crise estado - 14/01

O comandante do 12º BPM afirma que até o momento não houve faltas registradas por conta da falta de pagamento. Segundo ele, a reunião foi convocada para tranquilizar os oficiais.

— Todos estão trabalhando normalmente, não há qualquer problema. Tivemos uma reunião entre nós para ouvir a tropa, que está ansiosa, como qualquer outro servidor. Estão angustiados por não ter recebido até agora o pagamento de dezembro. Então, como líder, conversei com eles para tranquilizá-los, até por orientação do comando. É uma insegurança de todo servidor, é natural. Mas não há nenhuma falta no serviço.

Ao contrário de outros servidores, os policiais militares têm recebido seus vencimentos até o décimo dia útil do mês. Nesta sexta-feira, 13, que foi o décimo dia útil do mês, porém, o pagamento não teria caído. Segundo Rocha, esta questão deve ser resolvida até quarta-feira da semana que vem, dia 18. Em áudio da reunião, obtido pelo GLOBO, o comandante promete solução para o problema:

— A informação que temos é de que isso deve estar equacionado até o dia 18. Essa é a informação que temos do comando — afirmou ele. — O comandante geral tem se empenhado para que a nossa situação seja garantida. O objetivo do comando da PM tem sido de que até o décimo dia útil do mês a gente receba os nossos pagamentos ao longo de todo o ano de 2017, e de que até 20 de janeiro seja pago o 13º salário.

A situação do 12º BPM não é única. O cabo Anderson Valentim, do 4º BPM (São Cristóvão), afirma que a articulação pelo pagamento dos salários envolve PMs de outras unidades.

— Conversamos muito pelo WhatsApp. Já são mais de 300 PMs que deram parte por hipossuficiência (falta de recursos). Não é que a gente não queira trabalhar, é que não temos condições. Ou a administração manda uma viatura nos buscar em casa ou vamos nos reportar ao batalhão mais próximo de casa. Todos os batalhões tem policial dando parte por hipossuficiência.

A crise no governo do Estado afeta os servidores da área da segurança desde o ano passado. A política de se reportar ao batalhão mais próximo, que PMs ameaçam efetivar, repete uma ação realizada entre abril e julho do ano passado por servidores do Corpo de Bombeiros. Na época, vários passaram a ir a pé para o trabalho por falta de pagamento. Na Polícia Civil, delegados decidiram parar por quatro horas neste sábado e, em seguida, começar uma “operação padrão”, na qual só aceitam registrar flagrantes e casos gravíssimos — como homicídios — até que seja pago o 13º salário.


Globo Online | 14-Jan-2017 15:18

Tempo permanece chuvoso no município do Rio

RIO - O tempo segue chuvoso no Rio, devido à atuação de áreas de instabilidade sobre o município. Por volta das 12h, o registro era de chuva moderada em Santa Teresa (0,1mm) e Laranjeiras (0,2mm).

Segundo o sistema Alerta Rio, da prefeitura, a chuva deve vir acompanhada de rajadas de vento de intensidades fraca a moderadas, nos períodos da tarde e da noite.

As temperaturas estarão em elevação, com máxima prevista de 33 graus, e a mínima, de 21 graus.


Globo Online | 14-Jan-2017 15:13

Polícia Civil do Rio inicia paralisação por falta de pagamento

RIO - Policiais civis do Rio deram início a uma paralisação neste sábado, devido à falta de pagamentos salários de dezembro de 2016 e do 13º salário. O ato foi decidido em assembleia. No entanto, estão mantidos os serviços emergenciais, de acordo com a instituição. Crise estado - 14/01

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro (Sindelpol) havia dito que a paralisação total das atividades nas delegacias seria num período de quatro horas: das 8h ao meio-dia deste sábado. Mas, de acordo com os agentes, eles vão trabalhar somente em casos graves, como remoções de cadáver em via pública, flagrantes e atividades da Divisão de Homicídios e da Delegacia Antissequestro (DAS).

Batizada de “Operação Basta”, a mobilização iniciada neste sábado deve ser mantida até que sejam pagos os salários referentes ao mês de dezembro. A ação consiste em só registrar flagrantes, termos circunstanciados, crimes violentos, crimes da Lei Maria da Penha e crimes que exijam diligências urgentes, como uma perícia por exemplo.

Pela manhã, quem precisou fazer um registro de ocorrência teve que esperar. O balconista Ronaldo Gerônimo de Almeida, 53 anos, morador da Penha, na Zona Norte da capital, foi à 22ª DP, no mesmo bairro, para registrar uma agressão que sofreu de um parente usuário de drogas. Mas teve que esperar por três horas para ser atendido:

— Ele me machucou, bateu muito em mim e no meu pai também. Cheguei aqui às 9h e, mesmo com dores no corpo, estou tendo que esperar. Isso é um absurdo, mas a culpa é do estado e não destes policiais que estão passando dificuldades sem receber.

Na porta da delegacia um agente desabafou com a equipe de reportagem:

— Estou fazendo 27 anos de Polícia Civil e nunca imaginei que fosse passar por uma dificuldade financeira tão grande. Estou vindo trabalhar com ajuda financeira da minha mãe, que é funcionária pública federal aposentada. Isso é uma vergonha — disse o policial, que preferiu não se identificar: — Estamos numa situação tão grave que esses dias atendi uma médica, funcionária do Estado, que teve o carro roubado e para que ela pudesse voltar para casa, tive que pagar do meu bolso um Uber para ela.

Vítima de um assalto na Avenida Brás de Pina, na Penha, a estudante Caroline Oliveira, de 21 anos, também tomou um chá de cadeira para conseguir fazer o registro.

— Estamos vivendo um caos, não temos policiamento aqui na rua e chegamos ao cúmulo de não poder registrar a ocorrência. Por mais que eu esteja muito chateada de terem levado minha bolsa com dinheiro, documento e celular, não posso deixar de apoiar a atitude desses policiais. Eles também precisam ser tratados com dignidade — opinou a estudante.

Na 12ª DP (Copacabana), as vítimas de assalto que tentavam registrar ocorrência também tiveram que voltar na parte da tarde:

— Estamos com nosso salário atrasado e até hoje o estado não depositou nosso 13º salário. Fica difícil trabalhar dessa forma — disse outro agente que preferiu manter o anonimato.

O Sindelpol decidiu que a partir desta segunda-feira, todos os dias, às 13h, todas as delegacias farão uma paralisação geral pelo período de uma hora. Esse foi o jeito encontrado pela categoria de protestar contra o estado pelo não pagamento do 13º. Apenas a Divisão de Homicídios e a unidade anti-sequestro estarão operando. Após as 16h está programado ainda a “Operação Basta”. Serão feitos apenas atendimentos básicos, como registros de ocorrências, perícias e autos de prisão.

A operação continuará até que seja pago o salário de dezembro da categoria. Até esta sexta-feira, 10º dia útil e data limite para o pagamento, nada foi depositado para a Segurança Pública. As demais categorias ligadas à Polícia Civil farão uma assembleia no dia 16 e deverão adotar medidas semelhantes.

— O motivo é a situação absurda que estamos vivendo. Estamos trabalhando no limite há muito tempo. A Polícia Civil tem trabalhado sem nenhuma condição. O Estado deve para a gente o Plano de Meta que está há mais de um ano sem ser pago. Estamos sem 13º e, mesmo assim, temos trabalhado com dignidade. Toda semana tem operação — reclamou Rafael Barcia, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro (Sindelpol)

A Chefia da Polícia Civil informou que não se manifesta sobre decisão de entidade de classe, mas afirma que os serviços emergenciais serão mantidos.


Globo Online | 14-Jan-2017 14:41

Adolescente é morto a tiros na Favela Furquim Mendes

RIO - Um adolescente de 17 anos morreu baleado, no início da madrugada deste sábado, na Favela Furquim Mendes, no Jardim América, na Zona Norte do Rio. Segundo moradores, o crime teria sido cometido por volta de meia noite e meia.

De acordo com o comando do 16º BPM (Olaria), o batalhão foi acionado na noite desta sexta-feira para checar o roubo de um caminhão da Sedex. Um carro da corporação foi à comunidade e localizou o veículo ainda sendo saqueado por criminosos. Os policiais pediram um blindado para dar apoio na ação. Com a chegada do reforço, os criminosos fugiram.

A polícia afirma que não teria ocorrido troca de tiros entre a PM e os assaltantes. “Quando os policiais se aproximaram do caminhão, encontraram o corpo do jovem ao lado do veículo. Os agentes isolaram o local e acionaram a perícia da DH, que assumiu o caso”, informou a PM.

De acordo com testemunhas, porém, moradores estavam do lado de fora de suas casas quando o blindado da PM passou pelo local. Os PMs, segundo os relatos, teriam feito disparos. O adolescente, então, teria corrido e foi atingido por um tiro na região da cabeça.

— O pessoal estava sentado na rua, porque estava calor para ficar dentro de casa. O blindado apareceu atirando. Todo mundo correu e ele (a vítima) fez o mesmo e foi baleado na cabeça, pelas costas — disse uma moradora que pediu para não ser identificada.

Ainda de acordo com a testemunha, que mora próximo ao adolescente, não havia confronto com criminosos no local no momento em que o jovem foi atingido.

— Não foi troca de tiro. Nem tinha bandido aqui perto. O adolescente estuda e trabalha em um lava-jato desde que ele tinha 13 anos. É um rapazinho direitinho. Ele estava com um pote de creme na mão, que havia pegado na casa da tia dele. Aí começaram os tiros e ele foi atingido — relatou a mulher.

Ainda relato da testemunhas, a família estaria muito abalada. A mãe do jovem, estaria trabalhando quando o adolescente foi atingido e foi informada sobre a morte do jovem por moradores da comunidade.

— Todos os familiares estão muito abalados. A mãe dele está desmaiando toda hora.


Globo Online | 14-Jan-2017 14:15

Chega a dez o número de PMs mortos em 2017

RIO - O Rio já registra dez policiais militares assassinados em 2017. O último caso foi na praça da Vila Kennedy, na Zona Oeste. O segundo sargento Fábio Magalhães Teixeira, de 54 anos, morreu na madrugada deste sábado no Hospital municipal Albert Schweitzer. Ele foi baleado por criminosos durante patrulhamento na região na noite desta sexta-feira. Segundo a Polícia Militar, o sargento estava na corporação há 20 anos e era lotado no 14º BPM (Bangu). Ele deixa mulher e um filho.

OUTROS PMS MORTOS ESTE ANO

Com o caso em Bambu chega a dez o número de PMs mortos em 2017 no Rio. Na quinta-feira, dia 12, o policial militar Sandro Mendes Lyra, de 36 anos, foi morto na com um tiro na cabeça na Favela do Mandela, no complexo de Manguinhos, na Zona Norte do Rio. A vítima estava na corporação desde março de 2012 e era lotada na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Mandela.

Na terça-feira, dia 10, o policial militar Daniel Cavalcante da Silva, de 26 anos, lotado na UPP Tabajara, em Copacabana, foi encontrado morto dentro de um carro na Rua Engenheiro Pires Rabelo, em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. O corpo, que estava esquartejado, parcialmente carbonizado e com marcas de tiros, foi identificado pela Polícia Civil nesta quinta, a partir do exame necropapiloscópico.

A principal linha de investigação da polícia é de que o PM tenha sido vítima de traficantes de drogas da região, mas nenhuma outra hipótese, por enquanto, de acordo com a polícia, será descartada. O caso está sendo apurado pela Divisão de Homicídios (DH) da capital, que não quis revelar detalhes sobre crime para não atrapalhar o trabalho dos agentes.

No dia 7, o corpo do subtenente reformado Cássio Ferreira foi encontrado, dentro do porta-malas de um veículo carbonizado, na Estrada Reta de Santa Cruz, em Itaguaí. De acordo com a Delegacia de Homicídios, diligências estão em andamento para esclarecer o caso.

No dia 5, o policial militar Marcelo Abdalla Neder foi assassinado no fim da madrugada por bandidos que tentaram roubar um caminhão dos Correios na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Comendador Soares, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

No dia anterior, quarta-feira, o soldado Jefferson Cruz Pedra, de 37 anos, lotado no 18º BPM (Jacarepaguá) morreu baleado durante um assalto a uma joalheria no Tijuca Off Shopping, na Zona Norte do Rio. Ele foi atingido por sete disparos no tórax, de acordo com a Polícia Militar. Jefferson é o segundo policial do batalhão de Jacarepaguá que não resistiu aos ferimentos após ser atingido por disparos feitos por bandidos, em um intervalo de cinco dias — na tarde do dia 30 de dezembro, o soldado Jonathan Barros de Carvalho morreu após ser ferido por um tiro ao tentar impedir um assalto na Freguesia, na Zona Oeste do Rio.

Na tarde do dia 2, o cabo Cleiton William Santos de Freitas, lotado no 15º BPM (Caxias) foi fuzilado dentro de seu carro, na Estrada do Tinguá, em Xerém, na Baixada Fluminense.

Em Guapirimim, o sargento reformado Franciso Assis de Aguiar foi morto em uma tentativa de assalto. Segundo a polícia militar, dois homens numa motocicleta abordaram o carro onde o PM estava com outro policial. O sargento prestava serviço como segurança e portava “um malote de valores que seria depositado num banco”. Houve confronto armado e Francisco morreu no Hospital Municipal de Guapimirim.

Na capital, também na tarde do dia 2, morreu o policial Antônio Carlos Paiva Nunes, de 34 anos, que havia sido baleado na cabeça, no domingo, durante um confronto na Avenida Leopoldo Bulhões, próximo a Manguinhos. O soldado trabalhava na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Andaraí e estava de serviço na supervisão da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP). Antônio chegou a ser socorrido para o Hospital Quinta D'or, em São Cristóvão, mas não resistiu aos ferimentos, e teve a morte cerebral confirmada pelos médicos. Ele estava na corporação desde setembro de 2011 e não tinha filhos.

Já o policial militar André William Barbosa de Oliveira, de 32 anos, foi encontrado dentro do porta-malas de seu próprio carro, na Rua Clodoaldo de Freitas, em Guadalupe. A polícia apura se traficantes do Batam, em Realengo, foram autores do crime. O corpo do policial foi encontrado no domingo, dia 1º. O PM, que era lotado no serviço reservado do 3º BPM (Méier), estava passando a virada de ano num pagode em Realengo quando foi abordado por um grupo de homens. André estava armado e portando sua carteira funcional. A polícia apura se ele foi levado para o Morro da Quitanda, onde teria sido morto a tiros.


Globo Online | 14-Jan-2017 14:09

Projeto Verão Rio está de volta à Praia de Ipanema

RIO - A Praia de Ipanema vai compartilhar seu charme, a partir de hoje, com a sexta edição do Projeto Verão Rio, que é uma realização do GLOBO e da Orla Rio, com patrocínio de Itaipava e Vivo; apoio de Dermacyd, Mobility, Air France, Univeritas e RioSul Shopping; participação de Água Petrópolis e parceria com Sushi Rão. O evento vai oferecer nos fins de semana, até 5 de fevereiro, o que a estação mais esperada do ano tem de melhor: praia, música, pôr do sol, ioga e festas. Tudo isso, no Posto 10.

Aos sábados e domingos, sempre às 16h, as atividades começam com shiatsu e reflexologia, com sessões até as 22h. Para quem gosta de acordar cedo e quer cuidar do corpo e da mente, aulas de ioga serão realizadas somente aos domingos, das 9h às 10h.

A partir das 17h, em todos os dias de programação, DJs começarão a aquecer ainda mais a “pista” na areia do Posto 10. Quem abre os trabalhos hoje é a DJ Carol Emmerick, que acaba de voltar de uma inspiradora temporada tocando em sunsets na Bahia.

— Eu amo praia. Brinco que sou uma DJ do dia, pois chego do trabalho de manhã e vou para a praia. É a primeira vez que toco no projeto e vai ser maravilhoso — diz a DJ, que promete levantar o público: — Pensei em tocar uma coisa bem verão, que agrade a todos, já que estaremos na praia. Não separo nada antes, gosto de chegar e sentir. Devo passar pelo pop, tocar um pouco de música brasileira, algo bem para cima.

As bandas sobem ao palco a partir das 19h30m. Hoje, quem embala o público é a OutroEu, que participou da edição de 2016 do programa “Superstar”, da Rede Globo. Os integrantes do grupo estão ansiosos pelo show de hoje.

— Já assisti aos shows do projeto, achei super maneiro. A atmosfera tem a ver com nossa música. Estamos ansiosos e ensaiando. Preparamos um repertório extra, em relação ao que a gente já faz. Temos uma pegada indie, meio praiana. Começar o ano tocando em Ipanema vai ser demais — disse Mike Túlio, vocalista da banda.

Amanhã, a música começa com uma atração internacional, às 17h: a DJ Anja Sugar, do clube parisiense Le Baron. No palco, às 19h30m, estará George Israel, que levará uma atração surpresa:

— Só posso adiantar que é um parceiro novo. Já fizemos oito músicas juntos. Vai ser especial, voltei a compor. Vou mostrar coisas novas e as conhecidas, que dão aquela animada.


Globo Online | 14-Jan-2017 09:00

Mobilização solidária é organizada para evitar o fechamento da Uerj

RIO - A difícil situação enfrentada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) tem mobilizado alunos, ex-alunos e professores. Pelas redes sociais, a frase “Não ao fechamento da Uerj” e a hashtag “uerjresiste” vêm sendo compartilhadas nos últimos dias, depois que o reitor Ruy Garcia Marques acusou o governo de forçar a universidade a fechar as portas. links crise estado

Solidários aos funcionários terceirizados que estão com os salários atrasados desde o ano passado, professores de diferentes cursos decidiram organizar um “trotão”. Eles pretendem arrecadar 700 quilos de alimentos e reunir, pelo menos, 300 pessoas que possam doar sangue no Hospital Universitário Pedro Ernesto, que é da Uerj.

Aluno do último ano de economia, Daniel Fortino é um dos organizadores do trote solidário. Segundo ele, a ideia surgiu devido à grave dificuldade financeira por que passam os trabalhadores.

— Tem muito funcionário da Uerj sem receber, sem conseguir sustentar a família. Queremos ajudar os terceirizados e também o banco de sangue do Pedro Ernesto, que nesta época fica ainda mais prejudicado.

AULAS RENDEM CESTAS BÁSICAS

O clima de solidariedade já envolve os estudantes desde o ano passado, quando a universidade ficou sete meses em greve. Com a falta de manutenção e o sucateamento de alguns setores da instituição, o aluno Pedro Miranda, de 22 anos, que cursa engenharia química, organizou duas aulas para vestibulandos com o apoio de professores. Eles conseguiram arrecadar R$ 6 mil, além de cestas básicas. Os alimentos foram distribuídos para funcionários terceirizados. Já a verba será usada na reforma de dois auditórios.

— Nosso objetivo é melhorar a estrutura dos auditórios. Vamos fazer orçamentos para levantar o menor custo — disse Pedro.

O reitor da Uerj teme o fechamento da universidade, devido à crise do estado, e ressalta a importância das manifestações espontâneas nas redes sociais:

— Não podemos continuar como estamos, com funcionários sem salários, alunos sem bolsa e sem manutenção básica. Além de inúmeras manifestações pela internet, estamos recebendo apoios de extrema importância, entre eles o da Fiocruz e o da Sociedade Brasileira de Projetos da Ciência.

Devido à greve do ano passado, o segundo semestre letivo de 2016 está previsto para começar terça-feira. No entanto, o calendário pode ser prejudicado porque servidores administrativos anunciaram uma greve para a próxima segunda. Nesta sexta-feira, o Fórum de Diretores da Uerj propôs o adiamento das aulas em uma semana “para avaliar as condições efetivas de funcionamento da universidade”.


Globo Online | 14-Jan-2017 07:30

Oposição aciona o MP por mau uso de recursos da Cosip

NITERÓI - Após O GLOBO-Niterói ter revelado, dia 6 de janeiro, que a prefeitura aplicou de maneira supostamente ilegal recursos da Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública (Cosip), vereadores da oposição apresentaram, quinta-feira passada, uma representação ao Ministério Público (MP), pedindo que a questão seja investigada. A prefeitura negou ter aplicado os recursos da Cosip — vinculados a custeio, instalação, manutenção, operação e expansão dos serviços de iluminação pública — em despesas que contrariam a lei.

Niterói crise 14/01

A representação, assinada pelos vereadores Bruno Lessa (PSDB) e Carlos Jordy (PSC), pede a instauração de um inquérito “para apuração da irregularidade apresentada em relação à prática de improbidade administrativa”.

Para Bruno Lessa, a prática do município é um desvio de finalidade na aplicação das verbas da Cosip.

— A Cosip é um tributo que deve ser aplicado apenas no serviço de iluminação. A reportagem do GLOBO demonstrou que a prefeitura tem utilizado os recursos em outros setores da administração pública, o que consideramos ilegal. Apresentamos a representação para que o Ministério Público investigue o desvio da sua finalidade para outros gastos da gestão — afirma o parlamentar.

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Globo Online | 14-Jan-2017 07:30

Escolas de samba aguardam parte de verba municipal

RIO — As 12 escolas de samba do Grupo Especial ainda não receberam toda a verba de subvenção da prefeitura, para o carnaval deste ano. Ainda faltam ser repassados 30% dos R$ 2 milhões prometidos, por agremiação (R$ 600 mil). Segundo o presidente da Riotur, Marcelo Alves, a parcela restante será liberada antes dos desfiles. A exemplo do ano passado, devido à crise financeira, o governo do estado não dará dinheiro às escolas. Blocos de carnaval - 13/01

Tradicionalmente, a prefeitura repassa 90% dos recursos antes da virada do ano. O saldo de 10% geralmente é quitado no mês de janeiro. Segundo o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Luiz Castanheira, não há motivo para preocupação.

— A prefeitura só pode liberar a segunda parcela depois que as escolas apresentam uma prestação de contas sobre como os recursos antecipados foram empregados. Várias escolas ainda estão concluindo esses relatórios — disse Castanheira.

Até 2011, a subvenção era liberada para a Liesa, que enviava o dinheiro às agremiações. O repasse indireto foi alvo de questionamentos do Ministério Público e, por isso, os recursos passaram a ser dados diretamente para as escolas. O valor destinado para cada uma delas este ano é o mesmo de 2016, quando a prefeitura reavaliou a subvenção. A ajuda dobrou, passando de R$ 1 milhão para R$ 2 milhões, pois em 2016 as escolas já enfrentavam dificuldades para obter patrocínios, devido à crise.


Globo Online | 14-Jan-2017 07:30

Em Campos, prefeitura diz que dívidas superam o orçamento

RIO — O secretário municipal de Transparência e Controle de Campos dos Goytacazes, Felipe Quintanilha, disse nesta sexta-feira que o montante de dívidas herdadas pelo atual governo do anterior é de mais de R$ 2,4 bilhões. O valor supera o orçamento aprovado pela Câmara de Vereadores para este ano, que é de R$ 1,584 bilhão, segundo informou o site G1.

No dia 2 deste mês, foram encontrados R$ 24,8 milhões nos cofres da prefeitura, segundo Leonardo Wigand, secretário de Fazenda do município do Norte Fluminense. Desse total, R$ 14,8 milhões estavam em contas de aplicação vinculada, onde ficam recursos de convênios e emprego específico, e R$ 10 milhões, no tesouro municipal.

A ex-prefeita Rosinha Garotinho (PR) negou que tenha deixado dívidas para seu sucessor, Rafael Diniz (PPS). “Há duas hipóteses para tal afirmação: incompetência ou desconhecimento”, afirmou sua assessoria em nota. “Há ainda uma terceira: as duas coisas juntas. Ao sair do governo, além de deixar salários em dia, com o mês de dezembro pago antecipadamente, o décimo terceiro quitado, Rosinha pagou os programas sociais dentro do mês de dezembro”.

PLANO PARA REDUZIR GASTOS

Seja qual for a situação financeira da prefeitura de Campos, Rafael Diniz, acompanhado de sua equipe, anunciou ontem um plano de ação para conter gastos. De acordo com ele, as medidas vão representar uma economia de mais de R$ 170 milhões por ano.

A primeira ação é reduzir as despesas com as contas de água e luz. O prefeito informou que uma força-tarefa do município, em parceria com as concessionárias Enel (distribuidora de energia) e Águas do Paraíba, vai percorrer as secretarias e outros órgãos da prefeitura, para identificar desperdícios e vazamentos de água.

Também será feito o recadastramento de imóveis do poder público e haverá a revisão dos contratos de aluguel atuais. O objetivo é transferir órgãos do município para prédios próprios. Com isso, estima-se que haja uma redução de cerca de R$ 700 mil nas despesas da prefeitura. Além disso, cada secretaria terá que cortar em 20% seus gastos com custeio.

O município também aposta em parcerias público-privadas. O prefeito anunciou também que a cidade vai investir mais em atividades como agricultura, pecuária e produção de cerâmica.


Globo Online | 14-Jan-2017 07:30

Começa a atuação da Guarda Municipal contra arrastões nas praias

RIO — Começam neste sábado as ações da Guarda Municipal que têm como objetivo ajudar a Polícia Militar a impedir arrastões, roubos e furtos nas praias da Zona Sul e em ruas próximas à orla. Agora, os agentes do município passam a trabalhar com radiotransmissores sintonizados na mesma frequência usada por PMs, o que deverá agilizar a mobilização de equipes para o combate ao crime. Nesta sexta-feira, durante uma reunião na prefeitura entre os secretários de Ordem Pública, Paulo Cezar Amendola, e de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Bergher, ficou acertado que crianças de até 11 anos que estiverem desacompanhadas dos pais serão levadas para abrigos públicos, onde permanecerão até a chegada de seus responsáveis. Se adolescentes entre 12 e 18 anos forem flagrados cometendo ato infracional, serão conduzidos a uma delegacia para registro da ocorrência. Arrastão praia - 06/01

De acordo com a secretária Teresa Bergher, 13 educadores trabalharão em conjunto com os guardas. Eles ficarão de plantão das 9h às 19h, em cinco pontos da cidade: Central do Brasil, Arpoador, Corte do Cantagalo, Praça Cardeal Arcoverde e Rua Sá Ferreira (ambas em Copacabana). Seguindo orientações do Ministério Público estadual, agentes do município poderão revistar passageiros de ônibus, mas somente em casos de suspeita fundamentada.

— Os educadores darão apoio às operações da Guarda Municipal. Vamos abordar as crianças, saber o que estão passando e levá-las para suas famílias. Estaremos lá para fazer um trabalho de prevenção e impedir violações dos direitos humanos. Em relação aos adolescentes, teremos que analisar bem cada caso. Se algum deles tiver cometido um ato infracional, não será de nossa competência — afirmou Teresa.

Em entrevista ao programa “Bom Dia Rio”, da Rede Globo, a comandante da Guarda Municipal, Tatiana Mendes, ressaltou que as abordagens a crianças e adolescentes serão feitas dentro da lei.

— Estamos lidando com vidas. Embora muitos desses jovens estejam à margem da lei, fazendo coisas que muitas vezes entristecem a sociedade, temos que tratá-los com respeito. Mas todos podem ser punidos por atos que deveriam ser trabalhados pela própria família — afirmou Tatiana, que já foi professora e assumiu o comando da Guarda Municipal na quinta-feira.

Porta-voz da PM, o major Ivan Blaz disse que a facilidade na comunicação entre policiais e guardas proporcionarão bons resultados para as operações de patrulhamento da orla. Ao ser questionado sobre os arrastões realizados terça e quarta-feira por jovens que viajavam em ônibus da linha 474 (Jacaré-Copacabana), o oficial disse que PMs vêm trabalhando duro para evitá-los.

— Foram mais de 60 pessoas presas na orla esta semana — destacou Braz.

O apoio da Guarda Municipal poderá representar um alívio para a PM. Segundo uma fonte, diariamente, o 19º BPM (Copacabana) tem apenas 50 homens para patrulhar a orla do Leme a Copacabana.


Globo Online | 14-Jan-2017 07:30