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Dilma diz que não quer ter 'posição secundária' na Olimpíada

BRASÍLIA - Ainda sem dizer se irá à abertura dos Jogos Olímpicos, daqui a onze dias, a presidente afastada Dilma Rousseff afirmou que não quer ter uma "posição secundária" na Olimpíada. A petista argumenta que ela e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contribuíram para a competição. Dilma impeachment

— Eu não pretendo participar da Olimpíada numa posição secundária. Porque em primeiro lugar esses jogos são fruto de um grande trabalho do ex-presidente Lula, no sentido de trazê-la para o Brasil. Em segundo, houve um grande esforço do governo federal que viabilizou a infraestrutura dos jogos, e por infraestrutura eu quero dizer o Parque Olímpico e a Vila de Deodoro — declarou Dilma à Rádio França Internacional nesta segunda-feira.

Em entrevista à TV CNN no fim de abril, cerca de duas semanas antes de ser afastada da Presidência, Rousseff havia dito que ficaria "muito triste" se não fosse presidente durante os Jogos.

Auxiliares da presidente afastada afirmam que ainda não há definição sobre a ida dela à abertura. Se por um lado aceitar o convite à abertura dos Jogos, no Maracanã em 5 de agosto, é parte do discurso de que o impeachment é um "golpe", por outro a presidente afastada teme ser alvo de vaias e hostilidades, como teve de presenciar na Copa do Mundo.

Dilma não quer dividir as críticas com o presidente interino Michel Temer em uma grande cerimônia esportiva. Em 2007, na abertura do Pan Americano do Rio, o ex-presidente Lula também foi vaiado.

Além da petista e de Temer, foram convidados os ex-presidentes Lula, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor e José Sarney. Michel Temer ficará na tribuna presidencial no estádio, acima do espaço onde ficariam os ex-presidentes e Dilma. Não há comunicação entre os dois aposentos.

A presidente afastada voltou a negar que sabia de caixa dois em sua campanha de reeleição para a Presidência, em 2014. Em depoimento na última quinta-feira, o publicitário da campanha e próximo conselheiro de Dilma, João Santana, e a mulher dele, Mônica Moura, admitiram ao juiz Sérgio Moro que os depósitos de US$ 4,5 milhões feitos pelo empresário Zwi Skornicki na conta do marqueteiro na Suíça eram para pagar dívidas da campanha presidencial de 2010 sem declaração à Justiça Eleitoral, o que configura caixa dois. À repórter da Rádio França Internacional, Dilma disse:

— Querida, nem o João Santana nem a mulher dele acusaram a minha campanha. Eles se referem a episódios que ocorreram depois de encerrada a campanha, e depois que o comitê financeiro da minha campanha foi dissolvido, dois anos depois. Então não há nenhuma afirmação que atinja a mim e a minha campanha. E é público e notório que eu jamais autorizei caixa dois na minha campanha.

A cerca de um mês do julgamento no Senado que definirá se é destituída da Presidência, Dilma diz esperar que senadores votem "corretamente".

— Senadores conscientes, corretos e comprometidos com a democracia e o estado democrático de direito saberão optar corretamente.


Globo Online | 25-Jul-2016 21:39

Carro pega fogo e interdita Rua Siqueira Campos

RIO - O trânsito na Rua Siqueira Campos, em Copacabana, está interditado devido ao incêndio de um carro próximo à Rua Toneleiro.

Os bombeiros conseguiram controlar o fogo. O desvio está sendo feito pela Rua Ministro Alfredo Valadão.

Por causa do incêndio, o congestionamento chega até a Rua Real Grandeza, em Botafogo. Os bombeiros ainda não sabem a causa do incêndio.

A via foi liberada totalmente às 16h45. Neste momento, há lentidão nas ruas Siqueira Campos, Henrique Oswald e Santa Clara.


Globo Online | 25-Jul-2016 21:14

Justiça manda estado pagar Renda Melhor para famílias miseráveis

RIO - A Justiça determinou que o governo estadual repasse, em até 48 horas, os benefícios de maio do programa Renda Melhor, que atende 154 mil famílias abaixo da linha de pobreza. A decisão foi proferida, na última quinta-feira, em favor da Defensoria Pública do Rio. O descumprimento acarretará o arresto dos valores devidos diretamente da conta do governo. O prazo para a execução da medida passa a contar a partir da intimação do estado. LINKS CRISE ESTADO

O Renda Melhor custa aos cofres do estado cerca de R$ 13 milhões e beneficia famílias que já são cadastradas no programa Bolsa Família, do governo federal. Em razão da crise financeira do Rio, o governador em exercício Francisco Dornelles anunciou que pretende extinguir a iniciativa.

Diante do atraso no depósito do benefício referente a maio, a Defensoria ingressou com uma ação civil pública para requerer o pagamento. Ao analisar o caso, a juíza Cristiana Aparecida de Souza Santos ponderou que o risco de dano é evidente para os beneficiários e que o feito diz respeito à dignidade da pessoa humana.

“Cumpre destacar que, de fato, a crise econômica enfrentada pelo estado é de conhecimento público. Deve ser ressaltado, no entanto, que tal fato não deve servir como motivo para que o estado deixe de arcar com seus compromissos financeiros, em especial, quando se trata de verba como a dos autos. Isso porque o caso envolve verba de natureza alimentar, que, por certo, deve ter preferência em relação aos demais valores devidos pelo estado aos seus credores”, diz a decisão da magistrada.

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Globo Online | 25-Jul-2016 19:39

Teatro Bradesco, que completa três anos este mês, traça estratégias com o objetivo de se manter rentável

RIO - No princípio, era uma sala de 4.800 metros quadrados. Aí, vieram as mil poltronas, separadas em plateias baixa e alta, camarotes, balcões nobres e frisas; um palco de 328 metros quadrados; seis camarins com espelhos de sobra; três banheiros; uma foyer com lanchonete; uma coxia maior do que muito apartamento (a direita tem 117 metros quadrados; e a esquerda, 76 metros quadrados) e uma bilheteria com três guichês. Este é o Teatro Bradesco, no VillageMall. A casa, que abriu as cortinas pela primeira vez há três anos, com uma apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), trouxe espetáculos grandiosos e diversificados para a região, com peças infantis e adultas, musicais, shows e espetáculos alternativos. Até aqui, tem dado certo, e, com crise ou sem crise, a casa enche. Mas, por via das dúvidas, senhoras e senhores, o espaço tem buscado estratégias para continuar gozando de boa saúde financeira. Além da aposta em atrações para todos os públicos, vem investindo nos tributos a ícones da música mundial — muitos deles com produção própria — e em espetáculos com longas temporadas — que garantem maior retorno financeiro.

— Tivemos o “Kiss me, Kate” (musical com José Mayer), que estreou em outubro do ano passado, ficou em cartaz por quatro meses e teve um público de 24 mil espectadores. Essa experiência nos deu ânimo para buscar outros projetos da mesma grandeza. Finalmente, em junho, conseguimos trazer o “Cinderella” (da dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho), que também fará uma temporada de quatro meses, e acabamos de fechar com os produtores de “Meu amigo Charlie Brown”, estrelado pelo Tiago Abravanel, que vai ficar um mês e meio na nossa pauta, a partir de novembro — adianta a gerente do teatro, Graziele Saraiva.

O Teatro Bradesco, diferentemente de muitas outras casas de espetáculo, não apenas aluga o seu espaço para apresentações. A Opus Promoções, administradora da casa, produz boa parte das montagens apresentadas, como fez com o musical “Alice no País das Maravilhas”.

— Também fazemos os roteiros e planejamos as turnês — explica a coordenadora de projetos culturais da Opus, Elisa Pierim.

Alguns projetos têm recursos captados pela Lei Rouanet. Para outros, o retorno financeiro é garantido com a circulação do espetáculo pelas oito casas que a produtora mantém no país. Um tributo como o “God save the Queen”, em homenagem à banda britânica, por exemplo, pode passar por São Paulo, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Natal e Novo Hamburgo, além do Rio.

Os números acumulados nestes três anos de trajetória são promissores. No período, a casa ultrapassou a marca de cem espetáculos realizados, teve mais de 500 sessões e recebeu aproximadamente 400 mil espectadores.

Além das montagens abertas ao público, o Teatro Bradesco aluga seu palco para eventos privados, como lançamentos de empreendimentos de engenharia e premiações. Graziele afirma que a casa também é um bom espaço para eventos mais sofisticados.

— Por ser bastante luxuoso, ter uma ótima qualidade de som e luz e estar localizado no coração da Barra, o teatro virou o queridinho dos eventos corporativos. E eles são muito bem-vindos — diz, sem preconceito.

Recentemente, o teatro recebeu atores da novela “Haja coração”, da Rede Globo, para a gravação de algumas cenas.

— Sendo fora do horário dos nossos espetáculos, não há o menor problema. A equipe do seriado “Mister Brau” (com Lázaro Ramos e Taís Araújo) transformou o nosso foyer em aeroporto. Estamos abertos a todos os projetos que tenham interesse nas nossas dependências. A nossa rotina é não ter rotina. Gostamos de trabalho — afirma Graziele, que pretende oferecer atrações de domingo a domingo. — O bom disso é que, além de podermos receber espetáculos grandiosos, como “Cinderella”, que levou 20 dias para ter o cenário montado, podemos ter em cartaz outros projetos paralelos, sem que uns atrapalhem os outros. Um dos nossos sonhos de consumo é ter uma montagem infantil à tarde e oferecer uma peça adulta à noite, garantindo a presença da família no VillageMall o dia inteiro.

TRIBUTOS: A FÓRMULA SEM RISCO

Além de produzir seus próprios espetáculos e receber projetos de terceiros, o Teatro Bradesco incentiva a realização de montagens que se mostraram fonte inequívoca de sucesso, como os tributos a artistas da música, que se tornaram um filão da casa. A última montagem do gênero apresentada por lá foi o “Abba Mamma Mia — The tribute show”, que precisou abrir sessão extra para atender à alta procura.

— Os tributos funcionam muito bem para nós. O próximo que teremos será “Back to Amy” (homenagem a Amy Winehouse), na quarta-feira, e já estamos com quase todos os ingressos vendidos. E foi assim com o da Whitney Houston, o dos Beatles, o do Raul Seixas, o do Queen e todos os que já passaram pelo nosso palco. O sucesso é tão certo que, recorrentemente, entramos em contato com produtores conhecidos, oferecendo o nosso espaço para eles trazerem seus grupos cover de artistas já falecidos. Esse espetáculo do Abba, que esteve em cartaz em junho, é formado por artistas argentinos. Mas, no ano passado, recebemos a montagem “Abba — The history”, com elenco brasileiro — conta Graziele.

Uma característica do Teatro Bradesco que potencializa os espetáculos musicais em geral, segundo Graziele, é a qualidade do som. Com tecnologia de ponta e, desde a estreia de “Cinderella”, dispondo do recurso surround, acoplado a caixas acústicas em toda a extensão da sala, o sistema de áudio é um diferencial:

— Poucos teatros no Brasil investem tanto em recurso acústico como nós. Mas, se nos propomos a receber shows, musicais e tributos em nosso espaço, oferecer essa qualidade torna-se indispensável.

Diz o senso comum que a Barra é o território das comédias, e foi o que a equipe da Opus também ouviu às vésperas da inauguração de seu teatro no bairro. Graziele frisa que nada tem contra o gênero, mas a aposta é mesmo na diversificação:

— Gostamos de comédia, tanto que trouxemos o “Portátil” (show de humor com o grupo Porta dos Fundos). Mas também queremos dar espaço a dramas como (a peça) “Ensina-me a viver”. (Colaborou: Carolina Callegari)


Globo Online | 25-Jul-2016 19:14

Após denunciar sequestro, lutador da Nova Zelândia critica Rio no Facebook

RIO - Após denunciar à revista “Sydney Morning Herald” ter sido sequestrado por homens armados e vestidos de policiais no sábado e obrigado a fazer saques em caixas eletrônicos no valor de R$ 2 mil, aproximadamente, o campeão de jiu-jítsu da Nova Zelândia Jason Lee, de 27 anos, fez críticas severas à cidade em sua página no Fecebook. Ele classificou de deprimente um crime deste tipo acontecer às vésperas dos Jogos. A Polícia Civil informou que está apurando o caso, que teria acontecido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Lutador Sequestro Facebook“Fui raptado no Brasil. Não por pessoas quaisquer com armas, mas sim policiais oficiais em serviço com uniforme completo. Fui ameaçado de prisão se eu não entrasse em seu carro particular e os acompanhasse a dois caixas eletrônicos para retirar uma grande soma de dinheiro para um suborno”, escreveu Jay Lee.

Lutador25-07“Não sei o que é mais deprimente, o fato de que isso está acontecendo com estrangeiros tão perto dos Jogos Olímpicos ou o fato de que os brasileiros têm que viver em uma sociedade que permite esta m... diariamente. Este lugar é bem e verdadeiramente f... em todos os sentidos imagináveis da palavra”.

A namorada do lutador, a jornalista Laura McQuillan, escreveu no Twitter que Jay Lee foi levado por homens da Polícia Militar. Ela compartilhou uma mensagem de Lee pelo microblog, em que o lutador relatou o crime com ironia: “O que vocês fizeram ontem? Eu fui sequestrado! Vai, Olimpíadas!”. Já a jornalista confirmou o ocorrido: “Namorado foi abordado por agentes da Polícia Militar que o levaram a dois caixas eletrônicos e forçado a retirar dinheiro”.

Namorada Lutador TwitterO valor seria referente a uma multa por ele estar dirigindo sem passaporte. Como não tinha dinheiro, Lee foi orientado a seguir com os policiais a caixas eletrônicos da ATM e fazer os saques.

No caminho, os homens teriam feito Lee trocar de carro, sendo levado para um veículo sem identificação e de vidros escuros. Após entregar o dinheiro, Lee, que morou no Rio por um ano, foi orientado a não fazer qualquer relato sobre o ocorrido.

Lee não é um competidor da Rio 2016, uma vez que o jiu-jítsu não é um esporte olímpico. O lutador veio ao Brasil participar de um campeonato no último fim de semana, em Resende, na Região Sul Fluminense do Rio.

Em nota, a Polícia Militar negou a ocorrência. E questionou: “como o lutador identificou que era um PM? Na farda tem um nome. Ele já disse o nome do PM?”

A Delegacia Especial de Apoio Ao Turismo (Deat) instaurou inquérito para apurar o crime. Segundo a Polícia Civil, Lee voltava de carro de uma competição esportiva e relatou ter sido parado em uma blitz supostamente da Polícia Militar, no município de Duque de Caxias. Em nota, a Polícia Civil disse que “durante a abordagem, foi exigido da vítima certa quantia em dinheiro e, como não a dispunha no momento, o turista foi até um caixa eletrônico. Procedimento policial foi instaurado e diligências estão sendo realizadas para apurar o crime”.


Globo Online | 25-Jul-2016 19:05

Condomínio em área de segurança olímpica tem rotina alterada na Barra

RIO - A rotina de 3 mil moradores do condomínio Barra Central Park, na Barra da Tijuca, está totalmente mudada desde domingo. Localizado na Rua Olof Palm, entre o Riocentro e a Vila Olímpica, ele foi o primeiro a ter restrições de acesso com o bloqueio para circulação de veículos não credenciados na região próxima às instalações olímpicas.

Guardas municipais e agentes da CET-Rio estão em dois pontos de controle. Os moradores do condomínio receberam credenciais para passar pelos bloqueios, mas há impedimentos para a passagem de demais veículos, sejam de visitantes ou prestadores de serviço. Mobilidade - 25/07

— No domingo, um morador tinha reservado um dos salões de festa para comemorar o aniversário de casamento. Mas não sabia exatamente a extensão do bloqueio. Às vésperas da festa, ao saber que os convidados não poderiam entrar com seus carros, ele transferiu a festa para um espaço no Recreio que conseguiu em cima da hora — disse o síndico adjunto Jairo Vieira, de 62 anos.

Com as restrições, os moradores têm que descer dos prédios para receber encomendas. Por enquanto, há exceção apenas para entregas de farmácia. Segundo agentes da prefeitura, nem isso será permitido a partir de 5 de agosto, quando começam os Jogos.

Jairo contou que os moradores dos três prédios do condomínio tinham algumas reivindicações que não foram atendidas pela prefeitura. Uma delas era que, para evitar circular de carro pela Estrada dos Bandeirantes, que, com os bloqueios virou a principal opção dos moradores, eles fossem autorizados a usar o BRT Transolímpico, que tem uma estação em frente ao condomínio. Mas eles não foram autorizados porque a estação durante o evento ficará restrita à família olímpica.

Segundo cálculos da subprefeitura da Barra, cerca de 75 mil credenciais serão distribuídas para veículos de moradores de condomínios e comerciantes que trabalham no entorno do Parque Olímpico. Desse total, 30% já foram entregues, e a previsão é concluir a distribuição até o fim de semana.

A partir do dia 5, haverá restrições à circulação de carros de passeio em mais ruas do entorno do parque. Uma delas é a Avenida Embaixador Abelardo Bueno, onde fica o Rio 2 — o maior deles, com cerca de 4 mil apartamentos. Apenas no Rio 2 estão sendo distribuídas 10 mil credenciais, que foram entregues aos síndicos dos prédios no fim da passada para repassá-las aos moradores. O uso da credencial passa a ser obrigatório para passar nos bloqueios. No caso de motocicletas, a credencial deve ser colada em lugar visível.

No caso de pessoas que circulam a pé, não haverá restrições de acesso, já que os prédios ficam do lado oposto do Parque Olímpico. Mas os síndicos dos condomínios têm recomendado que os moradores sempre estejam com contas de consumo em mãos.

O condomínio ainda define algumas rotinas. Devido às férias escolares e as restrições ao trânsito, a escala dos ônibus fretados que atendem aos moradores do condomínio será modificada.

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Globo Online | 25-Jul-2016 19:04

Com bloqueios na Linha Amarela, motorista perde tempo em outras vias do Rio

RIO - O fechamento de quatro acessos para a Linha Amarela entre 6h e 10h, que começou nesta segunda-feira para facilitar o trânsito de veículos da família olímpica pela via, provocou aumento na lentidão nas vias alternativas. Na Avenida Geremário Dantas, em Jacarepaguá, a velocidade média dos carros foi 22% menor no período dos bloqueios, em comparação com as segundas-feiras de semanas anteriores. Já na Avenida Dom Helder Câmara, na Zona Norte, a queda foi de 18%, enquanto na Avenida Marechal Rondon a velocidade média foi 3% menor que o a registrada normalmente. Na Avenida Amaro Cavalcanti, também na Zona Norte,a velocidade foi reduzida em 13,8%. A Autoestrada Grajaú Jacarepaguá foi a única a não apresentar alteração. Mobilidade - 25/07

De acordo com o diretor de operações da CET-Rio, Joaquim Dinis, o saldo das mudanças nas vias foi positivo, principalmente considerando a melhora do trânsito na Linha Amarela. Para aumentar a circulação, a faixa reversível no sentido Centro da via — que funciona diariamente — não foi implantada nesta segunda-feira. Mesmo assim, a velocidade média em direção ao Centro foi 5% superior, em comparação com as semanas anteriores. Já no sentido Barra, o aumento da velocidade média foi de 35%. Ainda de acordo com a pasta, o trânsito foi melhor na cidade como um todo, tendo aumento na velocidade média de 13%.

— Todo o pessoal que trabalhou nos bloqueios não percebeu reações muito negativas dos motoristas e a melhora na Linha Amarela que gostaríamos foi alcançada. Então, o saldo foi positivo — afirmou Dinis.

Até 22 de agosto, entre 6h e 10h, ficarão bloqueados os acessos 1A (Estrada do Pau-Ferro), 2 (Méier), 3 (Engenho de Dentro), 4 e 4A (Av. DomHelder Câmara), no sentido Centro da Linha Amarela. Os motoristas têm como alternativas a Estrada Grajaú- Jacarepaguá, a Rua Dias da Cruz, a Rua Goiás e a Avenida Dom Helder Câmara.

Pela manhã, quem tentava utilizar os acessos bloqueados à Linha Amarela ainda teve dúvidas sobre qual caminho seguir. No acesso 4, Avenida Dom Hélder Câmara, altura de Pilares, por exemplo, motoristas ficaram perdidos e eram orientados a seguir para o acesso seguinte, depois do Norte Shopping.


Globo Online | 25-Jul-2016 18:21

Zika pode afetar 1,65 milhão de grávidas na América Latina

RIO - Um estudo divulgado nesta segunda-feira informou que dezenas de milhares de bebês podem nascer com graves distúrbios associados ao zika durante a atual epidemia na América Latina e no Caribe. Ao todo, 93,4 milhões de pessoas podem ser infectadas com o vírus durante a atual epidemia, incluindo 1,65 milhão de mulheres grávidas, de acordo com o estudo publicado na revista Nature Microbiology. Os autores observaram que 80% das infecções são leves. O estudo foi desenvolvido por Alex Perkins e Amir Siraj, da Universidade de Notre Drame; Corrine W. Ruktanonchai, da Universidade de Southampton; Andrew J. Tatem, da Universidade de Southampton e Fundação Flowminder; Moritz Kraemer, da Universidade de Oxford. Zika - 25/07

A nova pesquisa leva em conta os surtos anteriores semelhantes do vírus, padrões de transmissão do mosquito, condições climáticas, períodos de incubação do vírus e o impacto da imunidade da população.

De acordo com o estudo, o Brasil encabeça a quantidade prevista de infectados: 37,4 milhões de pessoas, seguido pelo México (14,9 milhões), Venezuela (7,4), Colômbia (6,7), Cuba (3,7), Haiti (2,9), Argentina (2,7), República Dominicana (2,6) e 15,6 milhões distribuídos por outros países da região.

— A principal preocupação com o surto de zika na América Latina encontra-se no dano ao feto — aifrmou Jimmy Whitworth, Escola de Medicina Tropical de Londres. — Este estudo utiliza modelos de computador para concluir que 1,65 milhões de mulheres grávidas estão infectadas durante a atual epidemia.

Estima-se que, atualmente, existam 5,42 milhões de gestações a cada ano nas regiões afetadas.

A atual epidemia de zika deve ser extinta em cerca de dois ou três anos na América Latina e no Caribe, de acordo com um estudo britânico publicado pela Science. Entretanto, outra epidemia em larga escala pode ocorrer novamente, embora não antes de dez anos, afetando uma geração que nunca foi exposta ao vírus.

INDICADORES ECONÔMICOS AUMENTAM RISCO

Os pesquisadores também calcularam o potencial impacto de fatores econômicos. De acordo com o co-autor do estudo Alex Perkins, da Universidade de Notre Dame, as mulheres em áreas mais pobres possuem maior risco de pegar o zika, porque são menos propensas a ter telas em suas janelas e aparelhos de ar-condicionado — dois fatores, de acordo com a pesquisa, com grande influência sobre a redução da exposição ao mosquitos transmissores.

Levando em conta esses parâmetros, os pesquisadores estimam que até 1,65 milhões de mulheres em idade fértil na América Latina e no Caribe estão em risco de contrair zika na primeira onda do surto.

— Esse número é o acumulado ao longo dos primeiros dois ou três anos do surto — afirmou Perkins.

Segundo ele, a estimativa coloca dezenas de milhares de bebês em risco de desenvolver a microcefalia. A pesquisa também prevê que o Brasil terá três vezes mais infecções do que qualquer outro país afetado, devido ao seu tamanho e condições naturais da transmissão.

As autoridades de saúde dos Estados Unidos concluíram que as infecções por zika em mulheres grávidas pode causar microcefalia, que pode levar a problemas de desenvolvimento graves em bebês.

A conexão entre o vírus e microcefalia veio à tona no Brasil no ano passado. O país já confirmou mais de 1.600 casos de microcefalia relacionados com infecções da zika nas mães.

Além da microcefalia, o vírus pode provocar perturbações neurológicas, como o síndroma de Guillain-Barré, uma doença que causa paralisia e até a morte. Não há vacina ou antiviral contra o Zika.

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Globo Online | 25-Jul-2016 18:20

Policial militar é baleado durante troca de tiros com bandidos em Bonsucesso

RIO - Um oficial da Polícia Militar foi baleado num dos braços durante confronto com criminosos na Avenida dos Democráticos, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, na manhã desta segunda-feira. De acordo com a corporação, um tenente do 22º BPM (Maré) fazia patrulhamento na via, “quando um veículo suspeito desviou seu percurso indo para a contramão.

Os policiais iniciaram cerco e deram ordem de parada, no entanto, um dos ocupantes do carro atirou contra o carro da polícia. Houve confronto, mas os bandidos conseguiram fugir.

O militar foi levado para o Hospital Federal de Bonsucesso e já foi transferido para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio. De acordo com a corporação, o estado de saúde do policial é estável.


Globo Online | 25-Jul-2016 18:18

Veja como chegar ao Maracanã durante a Olimpíada

RIO - O tradicional Estádio do Maracanã será palco das cerimônias de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos.

Veja como chegar ao Maracanã:

Da Central do Brasil - Metrô Linha 2 até a estação Maracanã

Do Terminal Alvorada - BRT Transcarioca até a estação Vicente de Carvalho, depois fazer integração com a Linha 2 até o Maracanã.

De Copacabana - Metrô Linha 1 até a estação Botafogo. Fazer integração com a Linha 2 até a estação Maracanã.

De Madureira - Trem, ramais Deodoro, Santa Cruz ou Japeri até estação Maracanã.

SAIBA TAMBÉM COMO CHEGAR A:

Praia de Copacabana durante a Olimpíada

Estádio de Remo da Lagoa Rodrigo de Freitas

Complexo Esportivo de Deodoro

Estádio de Remo da Lagoa Rodrigo de Freitas

Parque Olímpico na Barra

Estádio Olímpico Engenhão

Sambódromo

Marina da Glória


Globo Online | 25-Jul-2016 18:12

Livraria do Museu da República fecha as portas

RIO - Mais uma livraria cerra as portas na cidade. Sem conseguir fechar as contas, a Mini Book Store, especializada em livros raros e DVDs, encerrou seus serviços na semana passada. Mas o triste final da lojinha, que funcionava desde 2010 dentro do Museu da República, no Catete, não foi causado apenas pela crise financeira. Segundo a proprietária Lilian Maffei, depois que a direção da instituição fechou um portão da Rua do Catete, devido ao risco de queda da marquise de uma varanda, o movimento de visitantes diminuiu. E as vendas, que já não andavam boas, despencaram de vez.

— Já vínhamos mantendo a livraria com dificuldade, por conta da crise. Mas o que piorou mesmo a situação foi o fechamento do portão. Eu conversei muito e pedi ajuda à direção do museu, que se limitou a tentar paliativos, como a instalação de placas indicando a loja. Mas, depois que o portão fechou, as pessoas não passavam mais pela frente da vitrine. Chegou a um ponto em que precisei fechar para não falir — justificou Lilian.

Ela conta que, diante do novo cenário, pediu uma redução de 50% no valor do aluguel, mas a direção não aprovou.

— Ganhei uma licitação para um contrato de seis anos. Mas, quando me candidatei, havia uma loja com grande fluxo de pessoas. Durante a semana, muita gente que trabalha no Flamengo e no Catete aproveitava o horário de almoço para vir passear no museu. As pessoas entravam por aquele portão da Rua do Catete e passavam em frente à loja. Perdi esses clientes — reclamou ela, que já encaixotou os cerca de 5 mil DVDs e livros que estavam à venda no estabelecimento.

A direção do Museu da República afirma acreditar que a interdição da varanda lateral não foi o maior motivo do fechamento da Mini Book Store, já que os outros estabelecimentos — um cinema e um bistrô — estão funcionando normalmente.

“Inicialmente, (os estabelecimentos) até sentiram o fechamento do portão da Rua do Catete, mas depois tudo se acomodou. Colocou-se aviso com letras maiores no portão. A crise é séria, e talvez a compra de DVDs, que é o forte da permissionária, não seja fundamental neste momento”, disse, por e-mail a diretora do Museu da República, Magaly de Oliveira Cabral, acrescentando que, para atender melhor à livraria, a direção fez alterações nos fluxos de saída do museu e colocou placas com uma indicação do estabelecimento.

A direção do museu informou também que está preparando um edital para contratação da obra de reparo da varanda.

PREVISÃO DE NOVAS LIVRARIAS

No ano passado, a cidade perdeu a Livraria Saraiva do Village Mall, na Barra, e viu a Leonardo da Vinci, no Centro, quase fechar por problemas financeiros. A livraria foi comprada e, depois de alguns meses funcionando num espaço provisório, deve retornar para o antigo endereço, no Edifício Marquês do Herval, ainda este ano.

De acordo com a Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro, entre 2014 e 2015, 18 estabelecimentos encerraram as atividades na cidade. E o mercado amargou em 2015 uma retração nas vendas entre 5% e 10%. Este ano, no entanto, houve uma melhora: há previsão de abertura de pelo menos seis livrarias na cidade. Segundo um levantamento da associação, o município tem 200 livrarias, sendo que 60 estão localizadas no Centro. Entre as que resistiram, uma das mais antigas é a Livraria da Federação Espírita Brasileira, na Avenida Passos, no Centro. Ela é especializada em livros da doutrina e foi fundada em 31 de março de 1897.


Globo Online | 25-Jul-2016 09:30

Uber chega a 10 mil veículos no Rio, mas motoristas desconhecem a cidade

RIO - “Aceita uma água? Tem bala de café, fique à vontade”. “A temperatura do ar-condicionado está boa?”. “Qual a rádio de sua preferência? O volume do som está ideal?”. É tanta gentileza que, às vezes, o passageiro do Uber se sente até constrangido. Mas o que tem desconcertado os usuários do aplicativo é ouvir indagações do tipo “onde fica o Rebouças?”.

Dia desses, o servidor público Eduardo Menezes, de 53 anos, embarcou na Palio Weekend que parou na porta de sua casa, na Rua Ramon Castilla, atrás do shopping RioSul. Antes de se distrair lendo o jornal, pediu ao motorista que fosse pelo Santa Bárbara. Em sua primeira semana no Uber, o condutor acabou pegando o Aterro do Flamengo, caminho indicado pelo aplicativo Waze. Suando de nervosismo, com medo de ser mal avaliado, o rapaz admitiu não conhecer o túnel que liga a Zona Sul ao Centro há meio século.

— Não posso mais me distrair, pois sempre inventam uma rota maluca — disse Menezes, que anda de táxi quando vai a algum endereço desconhecido. — Taxista é que conhece bem a cidade.

Como a maioria de quem se cadastra no aplicativo nunca dirigiu profissionalmente — há técnico em radiologia, policial militar de folga, desempregado do petróleo, pensionista do estado e até pastor evangélico —, não são poucos os que vivem se perdendo pela cidade, testando a paciência do usuário, agarrados ao GPS com a fé de um devoto.

A engenheira Maria Assunção, que vive na Gávea, acionou o aplicativo para ir à Tijuca há pouco tempo. O caminho lógico seria pegar a Lagoa Rodrigo de Freitas, ou a Rua Jardim Botânico, e atravessar o Túnel Rebouças. Mas ela ficou surpresa ao ouvir uma pergunta do motorista.

— Onde fica mesmo o Rebouças? Desculpe, sou de outra cidade — disse o morador de Belford Roxo, que era um dos 690 mil desempregados do estado.

VOO PERDIDO

Para muitos condutores, o mapa da cidade é um mistério. O problema é maior se o passageiro também desconhece o caminho. Com tantas mudanças no trânsito do Centro, especialmente pelas obras do VLT, muitos que preferem Uber ao táxi ficam na mão. Como a designer Paula Pereira, que perdeu um voo para Curitiba. Saiu de casa com o dia amanhecendo rumo ao Santos Dumont, em 11 de junho, exatamente quando mudou a entrada do aeroporto para quem vem pelo Aterro — desde então, entra-se à direita pouco depois do Museu de Arte Moderna.

— Passamos a entrada e fomos parar na Marinha, tivemos que dar uma volta enorme e acabei chegando cinco minutos depois de encerrado o embarque. Tive que comprar outra passagem — contou Paula.

Entre os quase 1 milhão de turistas esperados na cidade durante a Olimpíada, muitos devem preferir o serviço de transporte via aplicativo, presente em mais de 60 países e com pagamento no cartão de crédito, aos táxis comuns. Serão pessoas como um casal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, que há duas semanas pediu um Uber X, versão mais barata do serviço, no Aeroporto Internacional Tom Jobim. O motorista acabou dando uma volta na Ilha do Governador antes de seguir para a Urca, e a corrida, estimada em R$ 50, saiu por R$ 70 — mais cara do que o táxi na bandeira um.

— Ele era gentil, mas estava tão perdido quanto a gente — conta o estudante de engenharia química Pedro Lucas Lima, potiguar de 22 anos, que passou uma semana no Rio com a namorada.

Criado na Califórnia, o aplicativo que revolucionou a forma como pessoas se locomovem nas metrópoles chegou ao Rio devagarinho. Em julho de 2015, meses após o início da operação, havia apenas mil motoristas, todos rodando em carros de luxo. A partir do mês seguinte, com o lançamento do Uber X — e uma campanha de marketing agressiva para atrair novos cadastrados, com regras cada vez menos exigentes —, o crescimento foi a galope. A empresa trata os números regionais como segredo de estado, mas segundo motoristas antigos, conectados por um seleto grupo de WhatsApp, a cidade tem 10 mil “parceiros”, como a empresa chama seus condutores — quase um terço dos 33 mil amarelinhos.

Para se consolidar no mercado, a companhia aboliu qualquer burocracia: o processo é todo on-line, resolvido em um dia. Entra qualquer um e muitos já ignoram a oferta de balas e água aos passageiros, um dos diferenciais no serviço. No caso do Uber Black, exige-se carro executivo do ano (ou 2015), o que atrai motoristas mais qualificados, boa parte há anos no ramo de transporte executivo. No Uber X, modelo econômico do aplicativo com corridas até 40% mais baratas que a do táxi, um veículo com oito anos de fabricação ainda é aceito. Como a empresa não checa os carros, surgem histórias peculiares: no mês passado, ao chamar um motorista do Uber na Lagoa, uma mulher se deparou com um taxista que usava o aplicativo, como contou a coluna Gente Boa, do GLOBO.

— Moro na Rua Visconde de Itamarati. Qualquer pessoa que conhece a Tijuca sobe o viaduto do Maracanã para chegar à minha casa. Os motoristas do Uber sempre vão por baixo, eles não conhecem nada — afirma a administradora Karla Salvador, de 32 anos. — Mas nunca deixaram de me levar, mesmo em dias de chuva, ao contrário dos táxis. Adoro o Uber. Todos os meus amigos só andam de Uber.

Com mais clientes a cada dia, os negócios da empresa não param de evoluir. Mês passado, seu valor de mercado chegou a US$ 62,5 bilhões. Um fundo de investimento árabe injetou US$ 3,5 bilhões na companhia, que sonha crescer no Oriente Médio. Mas a dura concorrência no exterior está chegando ao Rio: o aplicativo Cabify, que já começou a operar em São Paulo, envia convites a motoristas do Uber todos os dias.

— O assédio é diário, mandam e-mail e mensagem pelo celular — conta um motorista do Uber X, que pede anonimato.

ROMARIA DE DESEMPREGADOS

Na categoria Black, muitos criticam a expansão da empresa, que promete passar de 50 mil condutores no Brasil em outubro — em fevereiro, eram 10 mil. Francisco Nonato, que chegou do Ceará sem um centavo no bolso e foi taxista durante uma década, dirige um Toyota Corolla de R$ 85 mil. Diz conhecer a cidade na palma da mão. Defende que a companhia poderia ter um modelo de negócio diferente.

— O Uber X está destruindo os táxis e prejudicando a nossa imagem, com carros mal cuidados e motoristas que não conhecem o caminho. Deveriam ter investido mais no Black e apostado em qualidade. Mas capitalismo é assim — lamenta.

Uma romaria de desempregados vai todos os dias pedir informações no escritório do aplicativo, na Rua Uruguaiana, no Centro. Gente como Isidoro Rodrigues, de 29 anos, dispensado da indústria do petróleo. O geógrafo ganhava R$ 8 mil por mês em Macaé. Nascido na Baixada, pensa em cadastrar seu carro popular.

— Vou precisar do GPS — confessa. — Tudo menos o desemprego.


Globo Online | 25-Jul-2016 09:30

Forças armadas nas ruas: cariocas tiram fotos e número de registros de crimes cai

RIO - Uma Limousine rosa, lotada de adolescentes, vira a esquina da Avenida Princesa Isabel e entra na Nossa Senhora de Copacabana. As jovens acenam pelo teto solar. Fuzileiros navais, fortemente armados e vestidos com pesados uniformes camuflados, acenam de volta. Cenas como essa, com direito a selfies com os militares, aconteciam com naturalidade na manhã de ontem, quando 22 mil homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica começaram a ocupar as ruas e vias expressas da cidade para os Jogos.

Das 10h às 13h e das 14h às 16h, o GLOBO percorreu as principais vias do eixo olímpico. Na Zona Sul, só foram localizados soldados em Copacabana. A equipe de reportagem não encontrou patrulhamento em Ipanema, no Leblon ou na Lagoa. Também não se deparou com militares na Praia da Barra e no entorno Maracanã. Os oficiais alegaram que o patrulhamento não é estático e que as tropas se deslocam constantemente de carro e a pé. De toda forma, a presença dos soldados já surtiu efeito: ontem, o número de registros de ocorrências caiu consideravelmente em algumas delegacias do Rio.

AUMENTO NA SENSAÇÃO DE SEGURANÇA

Para a população, a expectativa é de aumento da sensação de segurança. Dono de uma banca de jornais na Nossa Senhora de Copacabana, Rocco Muro, de 75 anos, avaliava o possível impacto da presença de militares perto de seu ponto:

— Até agora não vieram falar comigo, mas está tudo bem. Não podem criar muita amizade. Polícia é uma coisa, militar é outra.

Garçom do restaurante Meia Pataca, em Copacabana, Izaias Storch, de 64 anos, mostrou otimismo:

— Espero que aumente a segurança aqui perto.

Funcionários do restaurante, localizado nas proximidades do futuro Museu da Imagem e do Som, já tiveram contato com os militares.

— Deve estar calor com aquele equipamento todo. Oferecemos água, mas eles disseram que têm a própria. De qualquer forma, já sabem que se precisarem usar o banheiro, é só pedir — contou Storch.

Segundo os militares ouvidos pelo GLOBO, o equipamento pesa dez quilos. Alguns demonstravam preocupação com a falta de planejamento para a rendição e com o horário do almoço.

— Não sabemos como vai funcionar — afirmou um fuzileiro naval, que preferiu não se identificar. — Está sendo cansativo, acordamos às 4h para estar aqui. Mas militarismo é isso aí.

A questão da segurança também motivou uma discussão política (unilateral) entre o servidor federal Paulo Vieira, de 61 anos, e os fuzileiros.

— O senhor não concorda que a presença de vocês é um sinal da falência da política de segurança? — questionou Paulo, que ficou sem resposta.

No Forte Duque de Caxias, no Leme, a presença de blindados e de caminhões da Marinha chamou a atenção de banhistas. O estacionamento do forte se tornou uma atração à parte para os filhos de Mário Perroni, de 41 anos. Allegra, de 8, e Matheus, de 6, foram recebidos pelos soldados, que os ajudaram a subir nos caminhões.

— Eles foram bem atenciosos — contou Mário. — Foi um programa a mais. Levei as crianças à praia e, depois, tivemos a surpresa de encontrar a Marinha em pleno domingo de sol.

Pelos próximos 61 dias, os homens da Marinha, Exército e Aeronáutica vão ocupar os principais pontos turísticos, vias expressas e corredores viários do Rio. Os militares terão poder de polícia, com base num decreto assinado no último dia 15 pelo presidente interino Michel Temer. Os soldados estão munidos de fuzis e de armamento não letal. Ontem, oficiais do Exército prenderam um homem por desacato na Vila Militar, em Deodoro.

Já que há uma escala dividida em turnos, pelo menos 6 mil militares atuarão no patrulhamento das ruas por vez. Ao percorrer as vias olímpicas, porém, o efetivo não era aparentemente tão numeroso. No Maracanã, a equipe de reportagem não encontrou militares. Na Linha Vermelha, havia apenas um grupo de seis homens do Exército em frente ao Batalhão da Polícia Militar da Maré. No Engenhão, a Força Nacional se fazia presente na entrada da estação do Engenho de Dentro. No Aterro do Flamengo, três fuzileiros navais estavam em frente ao monumento a Estácio de Sá e outros três, na altura do Hotel Glória. Na Praia de Botafogo, foram encontrados três oficiais da Marinha. Na Lagoa, uma cena inusitada: dois botes navegavam no espelho d’água com três militares armados de fuzis em cada um.

O maior contingente de militares foi visto no Aeroporto Internacional Tom Jobim e na Barra. Na Avenida Ayrton Senna, em frente à Cidade das Artes, 60 soldados estavam a postos entre as avenidas Salvador Allende, na altura da Vila dos Atletas, e Abelardo Bueno, nas proximidades do Parque Olímpico. Na Linha Amarela, homens do Exército circulavam nos dois sentidos. Na Praia do Recreio, as instalações olímpicas do Pontal eram patrulhadas pela Força Nacional.

OCORRÊNCIAS CAÍRAM NAS DELEGACIAS

A presença das tropas causou impacto no número de ocorrências policiais registradas nas delegacias que abrangem o eixo olímpico. Em Copacabana, agentes da 12ªDP perceberam a diferença de um dia para o outro: ontem houve apenas um registro, de um acidente de trânsito, enquanto que, no sábado, foram 16 ocorrências, entre roubos, furtos e uma briga. A 14ªDP (Leblon) registra, em média, 20 diariamente. Ontem, até as 16h, a delegacia só havia registrado quatro: dois roubos, um acidente e uma lesão corporal. Na Barra, até o início da tarde, o único registro feito na 16ªDP foi o roubo de um carro na subida para o Alto da Boa Vista. Em média, no entanto, a unidade registra quatro roubos de rua por dia e um de carro a cada 48 horas.

— Não tenho dúvidas de que os índices diminuirão com o reforço no patrulhamento — disse o delegado titular da 16ªDP, Marcus Braga.

Em outras unidades policiais, a expectativa é a mesma. Na 24ªDP (Piedade), que cobre o entorno do Engenhão, onde vão acontecer partidas de futebol e provas de atletismo, os agentes registraram apenas sete ocorrências até as 18h de ontem. Num domingo comum, de acordo com policiais, esse número seria o dobro. Já na 17ªDP (São Cristóvão), que recebe uma média de 18 a 20 ocorrências no domingo, apenas um registro foi feito até as 17h de ontem. Durante a madrugada, um carro foi roubado no bairro. Na 18ªDP (Praça da Bandeira), que abrange o entorno do Maracanã, palco da cerimônia de abertura, policiais não informaram o número de registros.


Globo Online | 25-Jul-2016 09:30

Rio receberá cerca de um milhão de turistas e espera bater recordes no setor

RIO - O chiado carioca ainda domina a cidade, é claro, mas a poucos dias do início dos Jogos, o Rio já ganhou outros sotaques. E não são poucos. Basta dar uma volta pela orla para encontrar não tantos “hermanos” — que dominaram a paisagem durante a Copa e que talvez se aproveitem da proximidade para chegar em cima da hora —, mas uma profusão de chineses, suíços, ingleses, espanhóis, alemães, franceses e holandeses. É uma turma que, além de muita animação, está chegando com disposição para gastar. Segundo a Riotur, a Olimpíada e a Paralimpíada, que, juntas, têm 29 dias de competições propriamente ditas, deverão gerar para a cidade uma receita de U$S 1,8 bilhão (R$ 5,8 bilhões). Se a previsão se concretizar, será um recorde. A Copa do Mundo de 2014, por exemplo, movimentou R$ 4,4 bilhões em seus 31 dias de duração. O réveillon, outra festa que costuma brilhar tanto pelos fogos quanto pela quantidade de visitantes, gerou este ano uma renda para a cidade de U$S 686 milhões (R$ 2,2 bilhões).

— O turista que vem para a Olimpíada tem outro perfil. Normalmente, traz a família e gasta mais. O da Copa, por exemplo, costuma ser homem e só gasta com ingresso e cerveja — diz o economista Fábio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio, que estima que cada visitante deixará na cidade U$S 929, pouco mais de R$ 3 mil.

OTIMISMO CONTAGIA COMÉRCIO

Segundo o economista, os maiores gastos serão com alimentação, setor que deverá responder por mais de um terço (34,5%) da receita gerada, que ele estima em R$ 2,6 bilhões. Não é à toa, portanto, que os empresários do setor estão tendo surtos de otimismo. De olho na movimentação de estrangeiros e de turistas brasileiros — estão previstos um milhão de visitantes durante as duas competições, número superior aos 886 mil que vieram na Copa e aos 857 mil que aportaram na cidade na última virada de ano —, eles estão contratando temporários e fazendo estoque de alimentos. Dono de um quiosque na orla de Copacabana, Agostinho Pereira, por exemplo, reforçou o time de funcionários, que passou de 15 para 25. No restaurante Mondego não é diferente. O gerente Joaquim Pereira Soares, há 30 anos no estabelecimento, prevê um faturamento cerca de quatro vezes maior que o normal.

— Além do cardápio multilíngue e da recepcionista, que fala mais de oito idiomas, já estocamos mais de 800 quilos de filé mignon. Faça chuva ou sol, não vamos ficar sem servir o cliente — contou.

Nem todo mundo tomou o cuidado de contratar quem domine vários idiomas. Mas nem sempre os turistas que se deparam com cardápios somente em português se veem diante de uma armadilha. O casal de holandeses Lars Overnon e Simone Leyius enxergou no problema uma oportunidade para conhecer novos sabores. Na última quarta-feira, os dois experimentaram tapioca. Não chegaram a torcer o nariz, mas confessaram que gostaram mais da parte líquida da refeição — uma caipirinha atrás da outra. A cachaça fez tanto sucesso que a dupla, um pouco ressabiada por ter subido ao Corcovado num dia nublado (“Não vimos nada”), já planejava uma incursão à Lapa.

— Queremos beber lá, a Lapa é muito famosa — dizia Simone, que queria aproveitar o passeio para também conhecer a Escadaria Seláron.

As nuvens que atrapalharam o casal holandês, que ainda foi à Urca, mas desistiu de subir até o Pão de Açúcar, não tirou em nada o brilho da programação de um grupo de 20 chineses que, também na quarta-feira, conheceu a Praia de Copacabana. Apesar do tempo sem sol e da água gélida, os estrangeiros, quase todos uniformizados com casacos na cor laranja, entraram no mar com as calças levantadas para molhar as pernas até os joelhos. Feng Lian, imbuída do espírito olímpico, só sossegou quando conseguiu pular bem alto. Não foi um duplo twist carpado, mas ela ficou bem na foto. Aliás, nas fotos. Animadíssimos, os chineses tiravam, além de inúmeras selfies, retratos de quem passava ao redor. Era uma câmera profissional, um smartphone de última geração e uma filmadora per capita.

A cena chamava tanto a atenção que teve até carioca gente boa tentando alertar a turma para um possível risco de assaltos. Mas nada que os precavidos orientais precisassem se preocupar. Eles contrataram um segurança particular para acompanhá-los por sua passagem pelo Brasil, que inclui, além do Rio, visitas a São Paulo, Foz de Iguaçu e Manaus. O guarda-costas, um lutador de MMA de São Paulo, não teve problema algum até agora. Já o intérprete contratado pela turma deve dar trabalho: é mais fácil entender os turistas do grupo que falam inglês do que o tradutor mostrando seu português.

A segurança, um ponto que costuma deixar em alerta quem desembarca na cidade, não tem sido, aliás, motivo de preocupação. A francesa Stephanie Lelou, moradora de Nantes, chegou ao Rio receosa do que poderia encontrar. Mas bastaram algumas horas em Copacabana na companhia do africano Eric Loko, um morador da cidade que ela conheceu pela internet, para os temores evaporarem.

— Achei que aqui era perigoso, mas já vi muita polícia pelas ruas e percebi que a gente tem muito preconceito — disse Stephanie, que ficará um mês no Rio e pretende, antes de assistir partidas de tênis de mesa e provas de pentatlo, para as quais tem ingresso, conhecer Niterói. — Vi aquele museu redondo nos guias e fiquei interessada.

Estrangeiros que já conhecem a cidade também voltaram para os Jogos e estão ajudando a mudar os ares do Rio. É o caso da família Hoekstra, que mora em Haia, na Holanda, mas já passou um ano por aqui, em 2002, por conta do trabalho de Eelco, o pai, numa multinacional de gás e petróleo. Apesar de entender português, foi em inglês que ele contou que passará três semanas com a mulher, Manon, e os três filhos no Brasil. Uma das crianças, orgulha-se Eelco, “is carioca”. Faber nasceu no Rio durante a temporada de trabalho do pai e, coincidência ou não, é o mais expansivo dos irmãos. Parece ter o famoso jeitinho.

— Vamos até Fortaleza e voltaremos ao Rio para os Jogos Olímpicos — contou o pai.

Eelco diz que não se atrapalha com o idioma, mas os problemas de comunicação com motoristas de ônibus e taxistas que sequer arranham o inglês são muitos. Em geral, têm sido levados com bom humor por estrangeiros, que apelam para a língua universal de quem está em apuros: a mímica.

— Para chegar ao Cristo Redentor, pegamos um ônibus e achamos que o motorista nos entenderia quando perguntássemos onde deveríamos saltar. Só que ele não entendia nada. Minha namorada começou a ficar nervosa, mas teve a ideia de estender os braços para imitar a estátua. Aí ele entendeu — diverte-se o alemão Jürgen Haus, que ficará um mês no Rio e comprou ingressos para quatro competições.

HOTÉIS JÁ ESTÃO COM 60% DE OCUPAÇÃO

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis (ABIH-RJ), Alfredo Lopes, o número de vagas ocupadas em hotéis na cidade já é superior ao mês de julho do ano passado. Nesta semana, 60% dos 56 mil quartos disponíveis já foram ocupados. A expectativa da Riotur é que a taxa de ocupação da cidade chegue a 98% na próxima semana.

— O que mudou, principalmente, foi o tipo de turista. Em julho, a maioria costuma ser de brasileiros aproveitando as férias escolares. Este ano temos uma porcentagem muito maior de estrangeiros. Hoje, cerca de 30% das nossas vagas já estão ocupadas por pessoas ligadas à Olimpíada — explicou Alfredo.


Globo Online | 25-Jul-2016 09:30

Patrocinador, Via Parque cria programação voltada para os Jogos do Rio

RIO — A movimentação olímpica já começou no Via Parque, shopping da Barra que faz parte do grupo Aliansce, um dos patrocinadores dos Jogos do Rio. Já é possível participar de uma exposição multissensorial com os logotipos da competição e entender a inspiração para a criação das marcas, tocando em suas formas e sentindo suas vibrações. A mostra segue até o próximo domingo.

Uma das principais atrações será a Casa Aliansce, espaço de 350m² com capacidade para 200 pessoas que será inaugurado no dia 5 de agosto, data de abertura da Olimpíada.

— Estamos preparando um espaço para o carioca, para aquela pessoa que não teve acesso ao ingresso dos Jogos — afirma a gerente de marketing do shopping, Ana Paula Niemeyer.

Barra jogos eventos culturais

A casa terá comidas e bebidas gratuitas para os visitantes, além de apresentações de DJs, Tvs com apresentação de jogos e videogame, um cinema para 20 pessoas que transmitirá provas da Olimpíada e um minispa.

Também no dia 5 de agosto começará a funcionar a Casa dos Mascotes, atração infantil gratuita com a presença das mascotes Tom e Vinicius, que também estarão no Palco Ouro nos 5, 12 e 19. No dia 18, o espaço receberá o ex-judoca Flávio Canto para uma aula de judô.

Quem pensa em ver os atletas de perto também terá chance de encontrá-los. O Via Parque disporá de um ônibus para transportá-los e sediará a Casa Brasil, onde só poderão entrar pessoas credenciadas. Já os estrangeiros poderão contar, a partir de amanhã, com tradutores para auxíliá-los.


Globo Online | 25-Jul-2016 09:30

Na Barra, eventos para mulheres oferecem dicas de moda e cuidados com a aparência

RIO — Motivos para se cuidar não faltam, nem oportunidades. Nas próximas duas semanas, a Barra sediará diversos eventos que falam sobre maquiagem, moda, beleza e cuidados para as mulheres, quase todos com atrações gratuitas. É a oportunidade para aprender a se preparar para um período em que a região estará cheia de turistas.

A “maratona” começa nesta terça, com o lançamento dos combos promocionais do estúdio Blink by Torquatto (3251-2506). Será uma tarde de bate-papo sobre maquiagem, dicas de beleza e moda com a maquiadora Andria Santana. Ainda haverá arrecadação de bijuterias usadas, para doação a mulheres em estado de vulnerabilidade social. Quem comprar um pacote terá direito a um ensaio fotográfico. Mas o evento é gratuito, e começa às 15h no condomínio Luna Barra Center.

Na quinta, das 14h às 20h, o Ateliê Valentinas (96634-8496) fará o lançamento de sua loja on-line e da coleção de primavera. Também terá um encontro sobre beleza e autoestima, com palestras gratuitas ministradas pela coach Soraya Salomão e pela chocolatière Mirian Rocha. O encontro é no Carpe Private, no Joá.

No dia 4 de agosto, tem festa na loja O Mundo e a Moda (3496-5951), que apresenta linhas de maquiagem internacionais e nacionais no Downtown. Quem comparecer terá direito a um curso gratuito de automaquiagem. A proprietária, Fernanda Côrtes, diz que esta é a aula de maior procura entre as que oferece.

— As mulheres estão mais vaidosas, e precisam aprender técnicas diferentes, que facilitem a maquiagem do dia a dia. Não dá para pagar maquiadora sempre — analisa.

No Boreal Photo Studio (3129-7777), na Avenida Ayrton Senna, o workshop Style Yourself, nos dias 3 e 4 de agosto, é pago: custa R$ 450. Haverá palestras com a consultora de imagem Karina Nunes, a maquiadora Marivi Gonzalez e a modelo Sara Barardinelli, que vai ensinar a posar para sair bem em fotos.


Globo Online | 25-Jul-2016 09:30

Ministro demonstra desconforto com possibilidade de soltura de suspeitos de terrorismo

RIO - O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, demonstrou desconforto ao ser questionado, ontem, sobre a possibilidade de alguns dos 11 suspeitos de terrorismo presos na Operação Hashtag, iniciada na quinta-feira, serem soltos e monitorados por tornozeleiras eletrônicas. A informação foi revelada ao GLOBO pelo juiz da 4ª Vara Criminal da Justiça Federal em Curitiba, Marcos Josegrei da Silva, responsável pela decisão que levou o grupo à cadeia. Mesmo dizendo não entender as razões para uma eventual libertação dos acusados, Etchegoyen evitou polemizar e disse que forças de segurança já monitoram, com o uso de uma tornozeleira eletrônica, um empresário suspeito de terrorismo em Chapecó, em Santa Catarina.

— Eu não tenho como entender, não sei as razões do juiz. Mas, em qualquer circunstância, todas as ameaças aos Jogos serão monitoradas — disse o ministro durante uma solenidade que marcou o início das ações de segurança na Olimpíada, realizada na sede do Comando Militar do Leste (CML), no Palácio Duque de Caxias, no Centro.

Etchegoyen exaltou a eficácia da Operação Hashtag, realizada pela Polícia Federal, e destacou que os acusados ainda estão presos. Nos bastidores, no entanto, a cúpula da segurança dos Jogos admitiu incômodo com a possibilidade de os acusados serem soltos, embora diga confiar no monitoramento dos serviços de inteligência.

Ao GLOBO, o juiz Marcos Josegrei da Silva afirmou que se preocupa com o risco de a Operação Hashtag ser confundida com preconceito religioso.

— Dos 12 presos, é possível que não se encontre nada em relação a alguns além de conversas. É possível que polícia e Ministério Público concluam que basta que aquele sujeito seja monitorado por tornozeleira eletrônica para que não chegue perto da Olimpíada ou de aeroportos, por exemplo. O risco fica bem diminuído — disse o juiz.

O empresário de Santa Catarina monitorado pela Polícia Federal é Ibrahim Chaiboun Darwiche, que está proibido de deixar Chapecó, de se aproximar de escolas, aeroportos ou cursos e atividades que envolvam armas de fogo. Ele teria gravado um vídeo em apoio ao ataque terrorista contra o jornal francês “Charlie Hebdo”, em janeiro do ano passado. Policiais encontraram na casa do suspeito anotações de aulas de um curso que ensina como um sniper atira.

“É PRECISO REDOBRAR ESFORÇOS”

A recente escalada de atentados terroristas, incluindo os de Munique, na Alemanha, e Cabul, no Afeganistão, deixou em alerta as forças de segurança dos Jogos. Também presente na solenidade de ontem, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, classificou os últimos ataques como “uma febre” e disse que o país precisa “redobrar esforços” e se preparar “para o convívio com situações e eventos que vieram para ficar”.

Jungmann citou uma frase do primeiro ministro da França, Manuel Valls. Na última terça-feira, Valls disse que “os franceses terão que aprender a conviver com a ameaça”. Ele se referia ao atentado em Nice, que matou 84 pessoas no último dia 14.

— Ainda ontem, depois do atentado, Angela Merkel (chanceler alemã ) perguntava “qual é o lugar seguro?”. Ela se referia à Alemanha. No que diz respeito à prevenção, às atividades de inteligência e ao preparo das forças, está sendo rigorosamente cumprido tudo que requer o caderno de encargos dos Jogos. É assim que nós podemos nos contrapor a essa febre, a esses eventos que vieram para ficar — disse o ministro da Defesa. — Hoje, os alvos são difusos e não há uma relação orgânica entre quem pratica e quem organiza um ato de terror. Há que se redobrar esforços e compreender que é uma nova realidade. Não apenas para os Jogos, mas para todo mundo. Vamos ter que nos preparar para conviver com esse tipo de situação.

Segundo o ministro, há, para a Olimpíada, uma cooperação internacional de inteligência com cem países.


Globo Online | 25-Jul-2016 09:30

Campanha contra trabalho escravo chega ao Rio

RIO - Com o objetivo de chamar a atenção para o enfrentamento do tráfico de pessoas e para a erradicação do trabalho escravo, a Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, a ONG 27 Million e o Ministério Público do Trabalho lançam hoje, às 11h, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o movimento Gift Box Brasil. A iniciativa repete ações realizadas durante a Jornada Mundial da Juventude e a Copa do Mundo.

Grandes caixas de presentes ficarão no aeroporto até o próximo dia 29; no Museu do Amanhã, de 23 a 28 de agosto; e no Cais do Porto, de 1º a 6 de setembro. Em cada caixa são mostrados relatos de quem foi vítima de tráfico e colocado em situação de exploração sexual, servidão doméstica ou envolvido em adoção ilegal de crianças.

— Ao contrário do que se pensa, o maior número de casos no Rio não é de tráfico para exploração sexual, mas para trabalho escravo — disse Miguel Mesquita, superintendente de Promoção dos Direitos Humanos da secretaria.

Entre 2014 e 2015, o órgão estadual identificou 178 casos de tráfico humano, sendo 176 relacionados a trabalho escravo, dois à exploração sexual e um a casamento servil. (Célia Costa)


Globo Online | 25-Jul-2016 09:30

Design Rio: Ilha das Flores, a saga dos imigrantes na Baía de Guanabara

A jornada entre países da Europa e o Brasil era longa e exaustiva e não acabava com a chegada ao Porto do Rio de Janeiro. Entre 1883 e 1966, cerca de 500 mil imigrantes fizeram o mesmo percurso: depois de desembarcarem no Rio e passarem por inspeção sanitária, seguiam em batelões (embarcações de fundo chato, próprias para operação próxima às margens e em águas mais rasas) para uma ilhota do outro lado da Baía de Guanabara, em São Gonçalo. Após receberem roupas de cama e sabão, eles eram divididos entre os quatro alojamentos coletivos, onde permaneciam em média oito dias antes de partirem para suas novas vidas e empregos, geralmente em fazendas e fábricas de outras partes do país. Ali, nessa pequena ilha, funcionou até o século XX a Hospedaria da Ilha das Flores, um conjunto de prédios com dormitórios, enfermaria, refeitório, necrotério e muito verde, com capacidade para abrigar três mil pessoas.

Propriedade da Marinha desde 1968, a ilha (que foi aterrada e ligada ao continente em 1985) foi transformada num Centro de Memória da Imigração em 2012 e, ontem, ganhou o primeiro Museu da Imigração do estado. No evento, foi lançado um selo comemorativo. O museu usa a tecnologia para contar a saga de imigrantes que passaram por lá.

— O espaço nos ajuda a compreender a riqueza da diversidade da sociedade brasileira. Queremos contar as histórias dos imigrantes que por aqui passaram e também ajudar o visitante a entender o processo de imigração, iniciado na época do Império — explica o almirante José Luiz Corrêa da Silva, responsável pelo Centro de Memória da Imigração.

Fugindo da pobreza, de conflitos políticos ou das guerras, os imigrantes chegavam ao país em busca de uma nova chance. A maioria veio de países da Europa como Itália, Espanha, Portugal, Alemanha e Croácia. O historiador e professor da Uerj Luís Reznik conta que eles ficavam na ilha para se recuperar da longa viagem de navio, em uma espécie de “quarentena”, para que não fossem contaminados pelas doenças que existiam na cidade do Rio, como a febre amarela.

— Parte desses imigrantes que chega entre 1883 e 1890 é direcionada para colônias no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Nos primeiro 20 anos, houve grande ingresso de italianos, espanhóis e portugueses. Depois, temos ainda alemães. Uma curiosidade: quase todos os alemães que chegaram ao país naquele época entraram via hospedaria — conta Reznik, coordenador do museu e do grupo de pesquisa do Centro de Memória da Imigração.

Cinco telas de TV, com equipamentos de áudio, vão transmitir depoimentos e exibir fotos e documentos como passaportes e certidões de nascimento.

— Já na entrada, o visitante carimba um passaporte, que recria a sensação de se estar viajando — explica o designer Daniel Morena, da 32 Bits, que assina o design da mostra. — Dentro, há um muro de caixas de arquivo, que serve como suporte para uma projeção. Cada caixa representa uma pessoa que passou por lá.

Quem for à Ilha das Flores poderá ver de perto os prédios antigos — estão lá parte do primeiro alojamento, de 1883, e os três alojamentos de 1907, além de algumas casas de funcionários e da capela, de 1940 — e admirar a praia onde os estrangeiros desembarcavam. O cais ainda está no mesmo local. O prédio de recepção dos estrangeiros hoje abriga a sede do Complexo Militar da Ilha das Flores.

— Quando a hospedaria foi criada, em 1883, só existia um prédio de alojamento, para cerca de mil pessoas. Mas o fluxo para o Brasil cresceu muito, tanto que em 1883 a hospedaria recebeu sete mil imigrantes. Em 1890, foram 60 mil. Então, houve a necessidade de ampliar as acomodações. Na década de 90 do século XIX, foram erguidas algumas construções de madeira. Em 1907, construiu-se, em alvenaria, três grandes alojamentos e, com isso, a hospedaria aumentou sua capacidade para até três mil imigrantes ao dia — relata Reznik.

A ilha sedia hoje uma unidade dos Fuzileiros Navais. O museu, que ainda apresenta as várias facetas do lugar, é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).


Globo Online | 25-Jul-2016 05:08

Comerciante alvo da Operação Hashtag diz que ação foi ‘exagerada’

SÃO PAULO - O comerciante e xeque Ahmad Al-Khatib foi conduzido coercitivamente pela Polícia Federal na quinta-feira como parte da Operação Hashtag, que investiga um grupo suspeito de planejar um ataque terrorista durante a Olimpíada no Rio. Em entrevista ao “Fantástico”, ele classificou a ação da PF como “exagerada”.

- Achei exagerada porque se eles ligassem e me pedissem para ir eu iria. Se quisessem meus computadores eu levaria. Não tenho nada a esconder - disse ele.

Ao “Fantástico” ele contou que os agentes queriam informações sobre Vitor Magalhães e Antonio Andrade dos Santos, presos preventivamente na quinta-feira. Os dois trabalharam com o comerciante da cidade de Guarulhos, que tem uma pequena fábrica de móveis, na Grande São Paulo, e uma ONG, onde são dadas aulas de idioma e computação.

Segundo ele, Vitor trabalhou por um mês com vendas externas e frequentou sua ONG. Os dois se conheceram na mesquita do Pari, na região central de São Paulo. Já Antonio trabalhou como designer gráfico.

- O Antonio estudava no Egito e quando decidiu voltar queria conhecer as mesquitas aqui de São Paulo e ficou um tempo na minha casa, mais ou menos dois meses - contou ele.

Para o xeque, a prisão dos dois jovens tem relação com uma foto tirada quando viajaram ao Egito. Na imagem, os dois aparecem ao lado de outras pessoas com uma bandeira com dizeres religiosos que foi adotada pelo Estado Islâmico.

- Naquela época tenho certeza de que não sabiam o que estavam fazendo. Eles são são terroristas, pode ser que são simpatizantes. Tenho certeza de que esses dois não tem intenção de fazer terrorismo no Brasil.


Globo Online | 25-Jul-2016 03:06

Domingo de inverno com temperatura quente no Rio

RIO - O domingo de inverno no Rio foi de sol quente e praias cheias. A temperatura na cidade chegou a 31 graus. Uma massa de ar seco estacionada sobre o estado ficará até a próxima terça-feira, dia 26, com predomínio de sol e temperatura elevada.

De acordo com o Climatempo, a maior temperatura registrada nesse domingo no Rio foi 31 graus em Santa Cruz, na Zona Oeste. A menor foi na mesma região, 13 graus, na Vila Militar.

Npróxima quarta-feira, dia 27, a passagem de uma frente fria na costa do estado provoca aumento das nuvens e rajadas de ventos na cidade. A temperatura permanecerá elevada pelos próximos três dias. A tendência é que o mar fique agitado.

A partir da próxima quinta-feira, dia 28, a infiltração marítima e o ar polar devem trazer chuva e fazer a temperatura cair. O próximo fim de semana será frio e chuvoso, com mar agitado e risco de ressaca no Rio, segundo o Climatempo.


Globo Online | 25-Jul-2016 00:05

Jungmann chama atentados de ‘febre’ e diz que será preciso ‘redobrar atenção’

RIO - O ministro da Defesa Raul Jungmann classificou como “febre”, neste domingo, os atentatos terroristas recentes como os de Munique, e o de ontem no Afeganistão. O ministro disse que será preciso “redobrar esforços” e se preparar para o convívio com situações e “eventos que vieram para ficar”. A declaração foi feita num contexto em que Jungmann havia citado uma frase do primeiro ministro da França, Manuel Valls, que disse, na última terça-feira, que os “franceses terão que aprender a conviver com a ameaça”. Valls se referia ao atentado de Nice, que matou 84 pessoas.

— Ainda ontem, depois do atentado, Angela Merkel (chanceler alemã ) perguntava qual é o lugar seguro? Ela se referia à Alemanha. No que diz respeito à prevenção, às atividades de inteligência e ao preparo das forças está sendo rigorasamente cumprido tudo que requer o caderno de encargos dos Jogos. É assim que nós podemos contrapor a essa febre, a esses eventos que vieram para ficar. Hoje, os alvos são difusos e não há uma relação orgânica entre quem pratica e quem organiza um ato de terror. Há que se redobrar esforços e comprender que é uma nova realidade. Não apenas para os jogos, mas para todo mundo. Vamos tem que nos preparar para conviver com esse tipo de situação — disse o ministro, durante solenidade na sede do Comando Militar do Leste, no Palácio Duque de Caxias, no Centro do Rio.

O evento marcou o início das ações de segurança da Olimpíada. Em tom saudosista, o ministro repetiu o mantra de que o esquema de segurança organizado para os Jogos é o maior da história do país. Segundo o ministro, a segurança dos Jogos só perde para Pequim, na China, em 2008.

— É o maior efetivo já empregado em grandes eventos. O número maior alcançado anteriormente foi de cerca de 15 mil, na Eco 92. Hoje, temos 7 mil homens a mais — garantiu Jungmann, ressaltando que o Brasil acumulou experiência em grandes eventos como a Copa, a Jornada Mundial da Juventude e os Jogos Pan-Americanos.

O ministro também disse que haverá cooperação internacional de inteligência com 100 países.

— Compartilhamos informações com diversas agências de inteligência, como de Israel, Estados Unidos, Inglaterra, França, e Rússia, entre outros.

Ao todo, o Rio terá um efetivo de 67 mil homens nas ruas. Por dia, são cerca de seis mil no patrulhamento, já que há uma escala dividida em turnos. A partir das 6h deste domingo, as vias expressas e os principais corredores viários começaram a ser patrulhados.

O maior contingente é das forças armadas: são cerca de 22 mil homens da marinha, aeronaútica e exército. Há ainda outros 21 mil policiais militares, 5600 policiais civis e 440 bombeiros. A prefeitura do Rio disponibilizou 7 mil homens da guarda municipal. Além disso, há mais 5 mil homens da Força Nacional de Segurança e pelo menos 1200 policiais federais. Os demais são da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

De acordo com o planejamento apresentado pelo ministro, os militares do exército estarão na Linha Amarela e na Transolímpica em toda a extensão; na Linha Vermelha, entre a Ilha do Governador e o entroncamento com a linha Amarela; e na Avenida Brasil, entre o final da Transolímpica até viaduto de Guadalupe. O efetivo também deve atuar nas estações ferroviárias da Supervia de Deodoro, Vila Militar e Magalhães Bastos. Já em São Cristóvão, Maracanã, Engenho de Dentro e Ricardo de Albuquerque, somente em dias de competições. O exército também vai patrulhar o Parque Olímpico, na Barra, e a Vila Militar, em Deodoro, e o entorno do estádio do Maracanã.

Haverá ainda militares da marinha na Praça Mauá, na orla da Zona Sul até o início do elevado do Joá, em São Conrado. Algumas vias de Copacabana que integram as rotas olimpícas, como Barata Ribeiro e Nossa Senhora de Copacabana, também terão patrulhamento. A Lagoa de Freitas só será patrulhada em dias de competição no estádio de remo.

PODER DE POLÍCIA

No aeroporto internancional Tom Jobim, há cerca de 500 homens da aeronáutica reforçando a segurança nos terminais I e II, nas áreas de embarque edesembarque de passageiros, ao longo de 24 horas por dia.

Pelos próximos 64 dias, militares terão poder de polícia, com base num decreto assinado no dia 15 pelo presidente em exercício Michel Temer. O ato permite que militares atuem como agentes de segurança, o que normalmente é de competência das polícias Militar e Civil. Os militares estarão munidos de fuzis e também de armamento não letal, grandas de luz, sprays de pimenta e balas de borracha.


Globo Online | 24-Jul-2016 22:56

Galeão passa por primeiro grande teste para a Olimpíada

RIO - Depois de onze eventos-testes oficiais no Aeroporto internacional Tom Jobim, a poucos dias da abertura da Olimpíada, o Galeão passa por seu primeiro teste real para o evento, ao receber neste domingo um número expressivo de delegações, devido à abertura da Vila Olímpica, na Barra da Tijuca. Atletas informaram que não tiveram problemas na chegada ao Rio. Já passageiros, relataram espera na alfândega e imigração, além de taxistas cobrando corrida por uma tabela, sem usar o taxímetro.

No período da manhã pelo menos 500 pessoas da chamada Família Olímpica desembarcaram no aeroporto. São esperadas mais de 50 mil. Chegaram neste domingo delegações do Japão, Polônia, França, África do Sul, Áustria e México. Durante todo o período olímpico, até o final das Paralimpíadas, no dia 18 de setembro, são esperados 1,5 milhão de passageiros circulando pelo RIOgaleão.

Os atletas e as equipes técnicas informaram que passaram rapidamente pela alfândega e imigração. Depois de terem sido recebidas por um comissão de voluntário, as delegações embarcaram em ônibus próprios em direção à Vila Olímpica. Já os turistas, informaram que todos os passageiros que vinham de voos internacionais passavam pelo Raio X e alguns eram obrigados a abrirem suas bagagens.

— A revista demorou cerca de 20 minutos. Como já havia uma fila e para não demorar muito, eles escolhiam algumas pessoas para averiguar a mala, o que aconteceu comigo — disse o administrador Rafael Barros, de 39 anos, que veio de férias de Miami, nos Estados Unidos.

O RIOgaleão ressaltou que o procedimento é realizado pela Receita Federal. Procurado, o órgão ainda não respondeu a solicitação.

O empresário Robson Oliveira, de 49 anos, e a esposa Deny Peres e o filho de 4 anos, também voltavam de férias em Miami. Oliveira conta que após quase nove horas de voo, ele tentou por pelo 30 minutos conseguir um táxi para voltar para sua casa na Barra da Tijuca. Os taxistas se recusavam a fazer a viagem pelo taxímetro, diz o empresário.

— Funcionários das empresas ficam chamando os passageiros para os táxis, mas quando a gente chega no local tem que entrar numa fila completamente desorganizada. Eu procurei por seis taxistas diferentes e todos me cobraram R$ 160. No taxímetro eu gasto R$ 90. É um absurdo o que eles fazem. Mas estamos cansados, infelizmente vou ter que pagar — lamenta.

Os turistas uruguaios Lucia Vidark, de 30 anos, e Giovane Santiago, de 26 anos, também tentavam pegar um táxi para Copacabana e depois de saberem o valor, preferiram ir de ônibus.

— Os táxis normais estão cobrando R$ 50 e os executivos R$ 100. Vamos de ônibus — disse Giovane.

Sobre os taxistas cobrarem no "tiro", o RIOgaleão ainda não se pronunciou.

O pico de desembarque de passageiros deve acontecer entre este domingo e o próximo dia 5, primeiro dia de jogos. Os dias de maior movimento serão a véspera da abertura e o dia após o encerramento. Nestes dias, são esperadas até 85 mil pessoas — em dias normais, o aeroporto recebe cerca de 40 mil pessoas. As chegadas internacionais se concentram no terminal 2 e a maioria no período da manhã. No terminal e no mezanino a circulação de passageiros já é muito maior, de acordo com funcionários do aeroporto. Em algumas lojas as vendas mais que triplicaram na última semana.

— Em dias normais eu costumo vender cerca de R$ 700 por dia. Ontem eu vendi R$ 3 mil e a expectativa é que aumente bastante — disse Cássia Fonseca, vendedora do Galeão Coffee Shop, que fica próximo ao desembarque internacional.

A vendedora do Dufry Shopping, Franciene Barreto, também está animada com o aumento das vendas com a Olimpíada. — Já cresceu bastante. Pelo menos triplicou as vendas de cada funcionário.

Além de balcões de atendimento espalhados pelos terminais, desde maio o aeroporto conta com o Welcome Center, um espaço no desembarque internacional do Terminal 2 em parceria com a Rio Tur e a Setur que agrega informações turísticas e de transporte sobre a cidade e o estado do Rio.

O reforço na segurança do aeroporto está sendo feito por homens da Polícia da Aeronáutica. De acordo com o RIOgaleão, o novo Centro de Operações do aeroporto estará integrado com o Centro de Operações da Prefeitura do Rio. A concessionária informou que instalou mais de mil câmeras de segurança de alta definição em todo o sítio aeroportuário.


Globo Online | 24-Jul-2016 22:15

Servidores estaduais protestam em frente ao Copacabana Palace

RIO - Cerca de 60 servidores estaduais fizeram um protesto na manhã deste domingo em frente ao hotel Copacabana Palace. Os manifestantes estavam com bandeiras do Sindicato dos trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdencia Social (Sindsprev), do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sindjustiça RJ) e do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-RJ). Acompanhados de um carro de som, eles protestam contra o atraso no pagamento dos salários dos servidores e contra a realização dos Jogos Olímpicos.Professores são repreendidos ao picharem anéis olímpicos em Copacabana

No protesto, pacífico, manifestantes usaram um carro de som para tentar chamar atenção dos turistas. Folhetos em inglês e português, distribuídos por manifestantes ligados so Sepe-RJ são dados a turistas e contém os dizeres “welcome to chaos (bem-vindos ao caos)".

“Nas mãos do PMDB, a Olimpíada se tornaram um mero pretexto para um pequeno grupo de empresários e governantes corruptos lucrarem como nunca antes”, diz o documento.

ANÉIS OLÍMPICOS SÃO PICHADOS POR MANIFESTANTES

Durante o protesto, os anéis olímpicos instalados na areia da Praia de Copacabana foram pichados por manifestantes que escreveram duas vezes as frases "Fora Dornelles", referência ao governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles, e "Fora Victer", referindo-se ao secretário estadual de Educação, Wagner Victer, além de "A greve continua", "Educação em luta" e "PM assassina".

Algumas pessoas que estavam na praia não gostaram dos danos aos anéis olímpicos e repreenderam os professores. Houve muita discussão e Polícia Militar e Guarda Municipal foram chamadas para acabar com a confusão.


Globo Online | 24-Jul-2016 20:17

Professora faz cirurgia de mudança de sexo com ajuda de 'vaquinha' feita por alunos

RIO - Com a ajuda de uma campanha de financiamento coletivo feita por alunos do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CAp UFRJ), onde leciona, a professora de literatura Danieli Balbi, de 27 anos, se submeteu a uma cirurgia de mudança de sexo na última quinta-feira. O crowdfunding foi divulgado na semana passada pela coluna de Ancelmo Gois, do GLOBO. Após o procedimento, Danieli postou um vídeo agradecendo o apoio em sua página em uma rede social.

Dani Balbi"Como vocês podem ver, eu estou em uma cama de hospital. Felizmente, acabei de passar por uma cirurgia de redesignação sexual feita pelo doutor Marcio Littleton. Correu tudo bem, a cirurgia foi ótima, estou me recuperando bem, apesar das dores. Queria agradecer a todos vocês que, de certa forma, foram responsáveis por essa força, por essa coragem, pelo projeto, que dividiu a urgência dessa questão que me levou a fazer muitas dívidas (...)", afirmou a professora no vídeo.

Nos comentários, amigos escreveram mensagens de suporte.

"Que boas novas!... Tu é inspiração pra vida, já deu tudo certo...estou aqui torcendo pra ti! Conte comigo!!!!", postou uma amiga.

"Dani!!! que alívio que você está bem! estou torcendo pela sua melhor recuperação possível <3 você é uma mulher muito corajosa e me inspira muito", escreveu outra.

Danieli nasceu Daniel e, aos 4 anos, conta que teve clareza de que queria mudar de sexo, ao ver um vídeo da cantora Daniela Mercury e desejar ser como ela.

"É essa cirurgia que vai me possibilitar a felicidade plena, o econtro definitivo da minha essência com meu corpo. O resultado é a possibilidade de me reconhecer no espelho, sem sustos ou tristezas, vivendo uma vida completa e normal, como toda mulher saudável e realizada", escreveu ela na página da campanha de financiamento coletivo.

Criada no site Kikante, o crowdfunding tem o objetivo de arrecadar R$ 40 mil até o dia 4 de agosto, para arcar com os custos da cirurgia, dos exames preparatórios que foram feitos e do pós-operatório. Por enquanto, as doações somam pouco mais de R$ 2.500.

"Infelizmente, o hopital público que realizava essa cirurgia no Rio de Janeiro - o Hospital Universitário Pedro Ernesto - está falindo. Eu sequer consegui ingressar no programa de acompanhamento. Para completar, sou professora do Estado do Rio de Janeiro, que vem atrasando nossos salários e inviabiliza o recebimento de gratificações. Assim, fica impossível arcar sozinha com essa despesa", escreveu Danieli na página da campanha.

Durante a festa julina do CAp UFRJ, realizada no último sábado nas dependências da escola, na Lagoa, alunos de Danieli, conhecida como Dani, venderam rifas para ajudar a professora a arcar com os custos do procedimento.

- Eles estavam bem empolgados, disseram que era por uma boa causa. A rifa custava R$ 5 e o prêmio era um crédito de R$ 100 em um restaurante - afirmou a estudante de química industrial Amanda Friasça, ex-aluna do CAP UFRJ, que não chegou a comprar a rifa. - Mas uma amiga minha comprou.


Globo Online | 24-Jul-2016 20:00

Alvo da PF que está foragido se converteu ao islã ainda na prisão

SÃO PAULO - Último dos alvos da Operação Hashtag da Polícia Federal, Leonid El Kadre de Melo, de 32 anos, se converteu ao islamismo durante o período em que esteve preso, por homicídio e assalto no Tocantins. Segundo a irmã de dele, Zeina El Kadre de Melo Alves, Leonid passou por três presídios do estado – Palmas, Guripi e Araguaína – e saiu das celas convertido, assim como o amigo dele, Valdir Pereira da Rocha, também investigado pela PF, que se entregou na última sexta-feira à Polícia Federal. Os dois cumpriam o restante da pena em regime semiaberto no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso.

— Na época, ele nos disse que o que o manteve vivo foi se apegar a uma religião. O Leonid e o Valdir têm uma história juntos, são amigos há muito tempo, não se conheceram por causa do islã — conta Zeina, que é protestante.

A mãe de Leonid, que é advogada, mora em Gurupi (TO), é católica e atuou como defensora do filho na ação por homicídio e roubo. A Polícia Federal segue em campana na região de Vila Bela da Santíssima Trindade, onde estaria realizando um cerco para prender Leonid. Até o momento não há informações sobre o paradeiro dele.

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Zeina afirma que nunca viu qualquer manifestação radical do irmão em redes sociais e que, desde maio passado ele, aguardava a liberdade condicional e a guarda do filho, de 4 anos, para voltar a morar com a família do Tocantins.

— Ele trabalhava como mecânico e morava num alojamento em Vila Bela. Com a guarda do menino, não dava para continuar lá. Por isso, saiu do emprego e aguardava a homolgação da guarda do menino. Ele é apaixonado pelo filho, queria ficar com a criança depois que se separou da mãe dele e ela aceitou — diz Zeina.

Neto de libaneses, Leonid foi descrito por fontes ligadas à investigação como um dos mais ativos do grupo de 12 pessoas que tiveram a prisão temporária decretada por 30 dias pela Justiça. A suspeita, com base em mensagens trocadas por aplicativos e em redes sociais, é que o grupo pudesse praticar algum ato terrorista durante os jogos olímpicos no Rio.

Zeina diz que o irmão estava em regime semiaberto desde 2008 e que falava constantemente com ele. A última conversa ocorreu na terça-feira, por celular, e Leonid teria dito que ia até o município de Pomodoro, a 274 quilômetros de Vila Bela, onde iria saber quando poderia pegar a liberdade condicional.

Rocha, que é casado, pai de dois filhos, afirmou não saber do paradeiro de Leonid.

— Antes de se entregar à polícia, o Valdir chegou a dizer que estava apreensivo, achando que houve algum acidente — diz Zeina.

Zeina conta que Leonid ficou alguns anos sem praticar a religião, mas no ano passado voltou a frequentar uma mesquita em Cuiabá, onde se casou com a mãe do filho dele. A mulher não teria se convertido e os dois não se casaram no civil.

A jovem admite que o irmão deve ter muito medo de ser preso novamente, mas reluta em acreditar que ele tenha fugido.

— Ele deve ter muito medo de ser preso novamente, mas não acho que ficaria foragido. Não sabemos o que está acontecendo.

Na rede social, Zeina tem manifestado inconformismo com a Operação Hashtag da Polícia Federal. "Meu mano. Um exemplo de pai amoroso. Homem trabalhador. Se seu pecado foi se tornar muçulmano, que Deus te julgue com infinita misericórdia e amor. Que a verdade prevaleça", postou.


Globo Online | 24-Jul-2016 16:46

Av. Epitácio Pessoa terá faixas interditadas na madrugada esta semana

RIO - A partir de segunda-feira, uma das faixas da Avenida Epitácio Pessoa, na Lagoa, ficará interditada entre 22h e 6h em ambos os sentidos, até sexta-feira. O motivo é a realização de serviços de fresagem e recapeamento da via, que será totalmente liberada a partir do próximo sábado. Com isso, a via voltará a ter três faixas de rolamento nas duas direções: Leblon ou Corte do Cantagalo.

Ao longo da semana, além dos serviços finais, o canteiro de obras será desmontado na Avenida entre as ruas Vinícius de Moraes e Professor Gastão Bahiana, onde é finalizada uma nova entrada para a estação do metrô General Osório: o Acesso Lagoa.

Quem passa pelo local já consegue ver a estrutura, que terá dois elevadores, duas escadas rolantes e duas fixas. As três esteiras rolantes em cada sentido já foram instaladas para facilitar o trajeto até a estação de metrô, mas ainda faltam acabamentos, instalações elétricas e hidráulicas, além da reurbanização do entorno.

O novo acesso ficará no canteiro central da Avenida Epitácio Pessoa, na altura do Parque do Cantagalo e próximo a um sinal de trânsito e uma faixa de pedestres, para facilitar a circulação do público.

Segundo comunicado emitido pelo governo do Estado do Rio, junto à CBPO Engenharia e Linha 1 do metrô, as obras de expansão da estação de Ipanema estão 98% concluídas. As três novas plataformas de embarque e desembarque foram instaladas e o túnel em rocha – ligando Ipanema à Lagoa por dentro do maciço do Cantagalo – está completamente escavado.


Globo Online | 24-Jul-2016 16:40

Polícia Civil prende oito suspeitos de envolvimento com tráfico internacional

RIO - A Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) realizou desde a noite da última sexta-feira cinco operações de inteligência, que resultaram na prisão de oitos suspeitos de envolvimento com o tráfico internacional de drogas. Segundo a polícia civil, os detidos também forneciam armas, drogas, acessórios para armamentos e rádio comunicadores e atuavam na Zona Sul. De acordo com as investigaçõesm eles têm ligação com uma facção criminosa que age no estado do Rio.

Próximo ao Morro do Dendê, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, foi preso Thiago Henrique Gomes de Oliveira, vulgo Tita (29 anos). A polícia firma que ele era responsável pelo fornecimento, manutenção e instrução de rádios comunicadores para favelas com atuação de uma facção criminosa, como Morro do Dendê, Serrinha, Vila do João, Baixa do Sapateiro e Vila do Pinheiro, estas três últimas, no Complexo da Maré. Cada rádio comunicador era vendido por R$ 1.200,00. O suspeito já foi fichado pelos crimes de receptação, estelionato e porte ilegal de arma de uso restrito e irá responder por associação para o tráfico de drogas.

Ainda na Ilha do Governador, Leonardo dos Santos Caridade, vulgo Léo do Dendê (31 anos), foi detido em flagrante. Ele portava três acessórios para pistolas Glock, conhecidos como RONI, que as transformam em uma submetralhadora. Tais acessórios seriam entregues no Morro do Dendê. Segundo a polícia, Leonardo atua como fornecedor de tais equipamentos, além de armas e drogas, para uma facção criminosa. No momento da abordagem, o suspeito estava conduzindo um Honda City, 2016, com placa clonada, que foi roubado. A ocorrência foi registrada na circunscrição da 41ª DP (Tanque), no dia 05/05/2016, conforme o RO 041-01981/2016. Leonardo vai responder pelos crimes de receptação, porte ilegal de acessórios de arma de fogo de uso restrito e associação para o tráfico de drogas.

Já em um posto de gasolina próximo à saída 07 da Linha Amarela, em Bonsucesso, agentes da DCOD prenderam em flagrante o soldado da aeronáutica Ygor dos Santos Líbano, de 21 anos e Vinícius Ribeiro Wanderley, de 25 anos. Com eles foram apreendidos três coldres táticos de perna de polímero para pistolas, uma mira laser para fuzil, conhecida como red dot, e 20 munições calibre 9 milímetros, que seriam entregues a Léo Dendê. Ygor e Vinícius responderão pelos crimes de porte ilegal de acessórios para arma de fogo de uso restrito e associação para o tráfico.

Em uma boate no bairro da Abolição, também na Zona Norte, policiais da DCOD e da 27ª DP (Vicente de Carvalho) detiveram Diego de Souza Marques, vulgo Lost, de 34 anos, contra quem pendia um mandado de prisão preventiva expedido pela 5ª Vara Federal Criminal de Santos, em São Paulo. Ele é suspeito de cometer os crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico de trogas. Diego estava foragido desde 2014 e faz parte de uma organização criminosa investigada pela Polícia Federal responsável pela exportação de cocaína pura para para a países da Europa, África e para Cuba através do porto de Santos, em São Paulo.

Por fim, Marcus Vinícius Lima Haido e Bruno Luiz Ramos dos Santos, amobos de 25 anos, foram presos pela polícia no estacionamento de um fast food, na Estada do Galeão, na Ilha do Governador. Com ele foram encontrados 580 comprimidos de ecstasy, 1 quilo de haxixe Marroquino, com valor estimado em R$ 30 mil, 70 "bolas" de haxixe, já preparadas para a venda no varejo e uma droga conhecida como Wax, uma espécie de maconha destilada. Segundo as investigações, as drogas seriam vendidas a turistas que desembarcassem no aeroporto Tom Jobim. Marcus Vinícius de Bruno responderão pelo crime de tráfico de drogas.


Globo Online | 24-Jul-2016 16:00

Saiba como funcionarão as faixas olímpicas a partir desta segunda

RIO — Com o Rio já em clima olímpico, os motoristas que precisarem circular em alguns dos principais corredores de tráfego da cidade devem se preparar para enfrentar mudanças no trânsito, que vão se intensificar ao longo dos próximos dias. A partir desta segunda-feira, táxis e ônibus dividirão os corredores de BRS da Zona Sul e do Centro, que vão passar a operar 24 horas por dia e já terão faixas reservadas para a passagem de carros credenciados da chamada família olímpica. Também estão previstas alterações na Linha Amarela, com a suspensão da faixa reversível no sentido Fundão pela manhã, bem como bloqueios de acessos à via expressa pelos bairros nos horários do rush.

Desde que os corredores de BRS começaram a ser implantados na cidade, em fevereiro de 2011, motoristas podem trafegar por eles, sem ser multados, das 21h às 6h nos dias úteis e, nos fins de semana, a partir das 14h de sábado. Como esses corredores vão ganhar status olímpico, essa liberalidade está suspensa até o dia 22 de agosto.

A multa pela invasão de uma faixa olímpica é salgada: R$ 1,5 mil, fixada numa lei aprovada pela Câmara dos Vereadores do Rio. É um valor muito maior que o da punição para quem, por exemplo, trafegar irregularmente pela seletiva da Avenida Brasil ou pelos corredores de BRS (R$ 53,20). A infração será fiscalizada principalmente por pardais. Para isso, eles farão uma espécie de varredura pelas faixas. Os veículos da frota olímpica são reconhecidos porque têm instalados um dispositivo eletrônico de identificação (tag).

O valor da multa por invasão da faixa olímpica, que não é prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), virou motivo de polêmica na semana passada. O Ministério Público chegou a entrar com uma ação na Justiça, para que o infrator não pagasse mais do que os R$ 53,20, alegando que a prefeitura não teria competência legal para arbitrar valores de multa. A Justiça, no entanto, negou o pedido.

O impacto no trânsito será ainda maior a partir do dia 31, quando 23 dos principais corredores de tráfego do Rio terão uma faixa segregada do trânsito normal.

As alterações obrigarão motoristas a adotarem novos hábitos e procurarem por rotas alternativas. O diretor de Operações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), Joaquim Dinis, admite que os transtornos serão inevitáveis, mesmo com a decretação de férias escolares em agosto e medidas já tomadas, como as mudanças nos horários das operações de carga e descarga na cidade, em vigor desde o dia 18.

- As mudanças provocarão um impacto significativo no tráfego. A recomendação é que aqueles que não tenham como adiar compromissos saiam mais cedo de casa ou optem pelo transporte público. Queremos que a população compreenda e colabore - disse Joaquim Dinis.

A prefeitura também tem feito outras recomendações. Uma das sugestões é que, na medida do possível, empresas tentem mudar a escala de trabalho de seus funcionários, para evitar que entrem ou saiam nos horários de rush. Outra recomendação é que avaliem se os que prestam serviços não essenciais podem tirar férias nesse período. Uma terceira alternativa é a possibilidade de os empregados trabalharem em casa.

O motivo para implantar essas restrições no tráfego é um só. Em 19 dias de competições, serão disputadas 42 modalidades esportivas, sendo que 306 provas valem medalhas. Os horários são rígidos. Por isso, atletas e árbitros não podem se atrasar.

Em algumas situações, a família olímpica terá prioridade na circulação, mas vai dividir as vias com carros particulares. É o que vai acontecer, por exemplo, a partir do dia 31 na Avenida Niemeyer. O acesso de moradores do Vidigal e de hóspedes de hotéis da área será liberado. Mas, caso o motorista de um veículo particular insista em percorrer a via indevidamente, os radares vão detectá-lo, e haverá multa.

Os desafios na mobilidade, no entanto, não se limitam às faixas olímpicas. Outras restrições estão previstas, como a proibição de estacionamento em diversas vias da cidade em vários dias de agosto. Apesar de a prefeitura ter decretado feriado nos dias 5 (data da cerimônia de abertura), 18 (provas do triatlo) e 22 (quando a maioria das delegações vai embora), outras datas também representarão desafios. Já no dia 6 de agosto, um sábado, por exemplo, 144 ciclistas vão largar do Forte de Copacabana para pedalar por 256,4 quilômetros pela cidade, na luta por uma medalha. Os atletas vão até Guaratiba, retornando a Copacabana por um circuito que inclui passagens pela Vista Chinesa e pelo Jardim Botânico.

A competição vai levar à suspensão de vagas de estacionamento e a bloqueios no trânsito de boa parte de vias durante horas. Situações semelhantes vão se repetir em outros pontos da cidade, em provas de rua como a maratona e eventos no Maracanã e no Estádio Olímpico.

Como as mudanças chegam às centenas, a prefeitura recomenda ao carioca que consulte o site www.cidadeolimpica.rio, onde pode verificar, pela data desejada, quais as principais medidas tomadas para um determinada dia, numa determinada região da cidade.


Globo Online | 24-Jul-2016 15:52

Delegações começam a desembarcar no Rio

RIO - Cerca de 500 pessoas da chamada Família Olímpica já desembarcaram neste domingo no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), que já conta com o policiamento de homens da Polícia da Aeronáutica e do Exército. Antes mesmo de amanhecer o dia, chegaram delegações do Japão, Polônia e França. Pela manhã foi a vez do futebol feminino da África do Sul, e de atletas de tiro da Áustria.

Os passageiros, de voos internacionais que desembarcavam no aeroporto, informaram que estão perdendo cerca de 30 minutos na alfândega e na imigração.

— Todos estão tendo que passar pelo Raio X, por isso formam filas, e a polícia pede para que alguns passageiros abram as malas para uma vistoria mais detalhada — disse a professora Simone Santiago, que veio de São Francisco, nos Estados Unidos.

As Forças Armadas também já estão nas ruas do entorno do aeroporto e de outros pontos da cidade.

Muito sorridente, a holandesa Vera Pauw, técnica da seleção feminina da África do Sul, disse que a viagem foi agradável e que não demorou na passagem pela imigração.

A austriaca Olivia Hoffman, prata na Copa do Mundo de Tiro na Tailândia, este ano, foi uma das atletas que também já seguiram para Vila Olímpica, que foi aberta neste domingo.


Globo Online | 24-Jul-2016 15:22

Emenda que proíbe debate sobre gênero em escolas será vetada

NITERÓI - O prefeito Rodrigo Neves (PV) anunciou que vetará a polêmica emenda de número 98 do Plano Municipal de Educação (PME), aprovada no último dia 14. De autoria do vereador Carlos Macedo (PRP), ela proíbe o uso de qualquer material lúdico, didático ou paradidático que trate dos temas de gênero, diversidade e orientação sexual nas escolas públicas e particulares.

emenda plano de educação

— A emenda é inconstitucional. Representa um enorme retrocesso porque contraria o Plano Nacional de Educação. Ela impediria a realização de qualquer tipo de trabalho em escolas de ensino médio relacionado a prevenção à Aids, impediria qualquer tipo de reflexão e debate sobre a Lei Maria da Penha. É uma lei da mordaça aos educadores. Seria um retrocesso sem precedentes — criticou o prefeito.

Já as emendas 54, considerada conciliatória por substituir termos como diversidade e gênero por cidadania e discriminação; e a 24, que contempla a reivindicação das merendeiras da rede municipal ao transformar o cargo delas no de cozinheira, serão sancionadas, segundo Rodrigo.


Globo Online | 24-Jul-2016 09:30

Artista plástico italiano homenageia o Rio em exposição com referência aos Jogos Olímpicos

RIO — A paixão do artista plástico italiano Adriano Mangiavacchi pelas paisagens naturais do Rio, latente desde a década de 1970, quando chegou ao Brasil, poderá ser apreciada a partir de quarta-feira na exposição “Anéis no Rio”, na Galeria Patricia Costa, em Copacabana. As formas anelares, presentes em obras do artista desde 2005, desta vez aparecem com força em 12 pinturas inéditas, numa referência aos Jogos Olímpicos.

Barra jogos eventos culturais

— Os anéis permitem infinitas possibilidades de expressão. Nesta produção eu os imaginei como forma de união, de ligação entre o que se vê e o que se sente. Eles se fundem com a paisagem carioca, pela qual sou fascinado. Também foi uma maneira de trazer para meus quadros, neste momento único, uma homenagem aos anéis olímpicos — explica o artista, morador do Jardim Oceânico.

Foi em seu ateliê, em Vargem Grande, que o italiano, natural de Roma, deu vida às telas, em sua maioria marcadas por cores vibrantes, pouco usadas por ele nos últimos anos. O eterno deslumbramento de Mangiavacchi pelas curvas dos morros e montanhas cariocas ganhou espaço privilegiado:

— Não há como uma pessoa ficar indiferente diante da paisagem do Rio. Esses paredões de rocha são poderosíssimos. Chegam a ser assustadores, ao mesmo tempo em que são apaixonantes. Essa geografia do Rio é única.


Globo Online | 24-Jul-2016 09:30

Livro reúne 20 anos de imagens surpreendentes da Baía de Guanabara

RIO - No avermelhado fim de tarde de uma sexta-feira de inverno, o fotógrafo Custodio Coimbra para tudo o que está fazendo para contemplar as gaivotas que, naquela clássica formação em “V”, sobrevoam o terraço do seu apartamento, no Flamengo.

— Olha o espetáculo da tarde — exalta ele, sem tirar os olhos do céu. — Sabe de onde as gaivotas estão vindo? Da Baía de Guanabara. Elas dormem nas Ilhas Cagarras e todos os dias de manhã vão buscar alimento na Guanabara.

A observação cotidiana carrega um tom de intimidade. Há duas décadas, Custodio retrata as aves, os botos-cinza, os cavalos-marinhos, os mangues, os pescadores, a poluição, o assoreamento, as ilhotas, os monumentos históricos, enfim, as múltiplas faces da Baía de Guanabara. As imagens estão compiladas no livro “Guanabara — Espelho do Rio” (FGV Editora), que será lançado na próxima terça-feira, dia 26, na Folha Seca, no Centro, chegando às livrarias no início de agosto.

A publicação aborda os aspectos histórico, ambiental e cultural do estuário. Boa parte das imagens foi captada durante reportagens feitas pelo fotógrafo, que trabalha no GLOBO desde 1989. As 170 fotos selecionadas para o livro, editado por Flavia Cavalcanti, são acompanhadas por textos da jornalista Cristina Chacel, casada com Custodio há 30 anos.

— O Custodio é um carioca do subúrbio, então, quando está trabalhando como repórter fotográfico e se mexe pela cidade, enxerga a baía muito melhor do que eu, por exemplo, que nasci e cresci na Zona Sul e sempre convivi com ela ali do lado. Só que, diferente do que muitos pensam, ela não é simplesmente a Enseada de Botafogo com o Pão de Açúcar ao fundo. É um patrimônio que precisa ser valorizado — ressalta Cristina. — Há uma intenção nossa de apresentar a Guanabara tendo a percepção de que o carioca é um estrangeiro nessas águas. Mas não temos a pretensão de esgotar o assunto porque a baía é inesgotável e, apesar dos pesares, continua viva.

Custodio se conectou profundamente com a Guanabara nos idos do ano 2000, quando foi fazer a cobertura jornalística de um gravíssimo acidente ambiental. O vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) para as águas da baía se espalhou por 40 quilômetros quadrados, devastando flora e fauna.

— Seis meses depois, fui ao fundo da baía fazer mais uma matéria. Não tinha mais camarão, não tinha mais caranguejo. Foi a cena determinante. E daí descobri que já tinha um material grande guardado, pois antes desse episódio eu já fotografava a Guanabara todo dia, sem perceber — lembra ele, que naquele ano fez a sua primeira exposição sobre a baía.

Imagens da pesca nos arredores da Ponte Rio-Niterói, da regata abençoada pelo Cristo e da diversão de banhistas no Piscinão de Ramos, entre muitas outras, revelam o dia a dia da Guanabara e, de lambuja, refletem o espírito carioca.

— O Custodio é hoje o mais destacado cronista visual do Rio. Suas fotos evidenciam o diálogo entre a cidade e a sua paisagem. Ele tem um olhar muito perspicaz para o detalhe, sem perder a noção de conjunto. E, além de tudo, é um colorista nato — afirma o fotógrafo Milton Guran, coordenador do FotoRio.

Um dos símbolos de resistência da Baía de Guanabara, o boto-cinza foi escolhido para estampar a capa do livro não por acaso. Ano passado, Custodio passou três longas manhãs a bordo da lancha do Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores (Maqua), da Faculdade de Oceanografia da Uerj, à espera dos golfinhos da espécie Sotalia guianensis. O resultado dos plantões foi a série de imagens que ilustrou uma reportagem aqui da Revista O GLOBO sobre como esses animais sobrevivem nas poluídas águas da baía.

Entre as fotos, um dos destaques foi o premiado flagra de um golfinho com um pedaço de lixo pendurado na cauda — inteligentes, os botos-cinza não ingerem o lixo; eles preferem fazer os resíduos de brinquedo. Em maio do ano passado, 38 golfinhos residiam na baía. De lá para cá, porém, a família de cetáceos sofreu baixas, tendo o número de integrantes reduzido a 34.

— Enquanto houver boto, há esperança — comenta o fotógrafo.

Coordenador do Maqua, o oceanógrafo José Lailson Brito destaca a importância desse trabalho para a preservação da espécie:

— Foi através dessas fotos que muita gente tomou conhecimento de que ainda há golfinhos na baía. E, agora, ter o boto na capa do livro é mais um chamariz para o trabalho de conservação dos animais — observa o oceanógrafo, que acompanhou Custodio a bordo. — Fotógrafos costumam ficar ansiosos, torcendo para o golfinho saltar logo. O Custodio teve paciência e persistência ímpares. Cada saída foi de pelo menos quatro horas no mar. Deu para notar que ele se apaixonou pelos bichos.

A grande maioria das fotos dos botos-cinza foi feita atrás da Ilha de Paquetá, na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, um verdadeiro oásis em meio ao intenso trânsito de navios que tomou conta do estuário nos últimos tempos (calcula-se que há 80 embarcações ancoradas, sendo que 80% são da indústria do petróleo).

— É a APA de Guapimirim que mantém a Baía de Guanabara viva. Devastados por madeireiras, os seus manguezais começaram a ser recuperados em 1984, com a criação da APA. Hoje, 60% da água que abastece o espelho d’água são provenientes dos cinco rios limpos que desaguam exatamente lá — enfatiza Custodio.

Quando o fotógrafo fala, com emoção, sobre a importância da área, ele destaca um nome: Breno Herrera, biólogo que por nove anos chefiou a APA de Guapimirim.

— O Breno Herrera realizou um trabalho de mediação social e de educação ambiental com os pescadores que ajudou a transformar a APA de Guapimirim em uma referência mundial — completa Custodio.

Por sua vez, o biólogo observa a sensibilidade do fotógrafo:

— Quando o Custodio oferece imagens tão bonitas, registradas com tanta sensibilidade, o cidadão fluminense, assolado por notícias que só apontam a Baía de Guanabara como um ambiente doente, se sente envolvido, mesmo que indiretamente, com a preservação. E essa sensibilidade excede o lado profissional, é uma questão pessoal do fotógrafo.

Breno Herrera integra a galeria de oito personagens fotografados por Custodio e perfilados por Cristina especialmente para o livro. Lendário defensor da natureza, o biólogo Mario Moscatelli, que cuida da Lagoa Rodrigo de Freitas por sua conta e risco, também está lá. Há 20 anos, Custodio pega carona nos voos de helicóptero e nas rondas de barco que Moscatelli incansavelmente realiza para conferir a situação de rios e lagoas da cidade.

— Uma foto vale mais do que uma tese de doutorado. Não esqueço das imagens que o Custodio fez de mangues tomados por lixo em Caxias, na década de 1990, quando ele ainda usava câmera de filme. Infelizmente, de lá para cá, o cenário pouco mudou. Só nós dois que envelhecemos — lamenta Moscatelli, sem perder o bom humor. — O Custodio é um grande parceiro, tanto que nem consegui brigar com ele quando o chamei para fotografar o aniversário da minha filha e ele chegou na festa sem a máquina.

À exceção de festas infantis, não tem tempo ruim para o fotógrafo. Faça chuva ou faça sol, ele não recusa um convite para se embrenhar nos lugares mais ermos da baía. Os anos de experiência, aliás, fizeram de Custodio um especialista em meteorologia e no calendário lunar.

— Pauto as fotos aéreas pela fase da Lua. Há duas baías, uma com a maré alta e outra com a maré baixa. Quando a Lua está cheia e a maré, baixa, aparece a poluição, o assoreamento — explica.

A foto de dezenas de barquinhos coloridos, capa desta edição da revista, que revela o escuro fundo da baía, em São Gonçalo, foi feita na Lua cheia. Uma cópia ampliada da imagem está pendurada em destaque na saleta do terraço do apartamento de Custodio e Cristina.

— Viu como a Baía de Guanabara entrou na nossa casa, na nossa vida? — comenta Cristina.

— Esse livro foi pautado pelo nosso amor pela baía — emenda Custodio. — Quanto mais eu a fotografo, mais eu me sinto íntimo. E quanto mais íntimo, mais eu a adoro.

E ele ainda quer mais.

— Queria poder mergulhar na Baía de Guanabara, mas, para início de conversa, os navios que fizeram as águas de estacionamento teriam que ir embora.


Globo Online | 24-Jul-2016 09:30

Receita de Banana Alpina leva chocolate e amêndoas em lascas

Ingredientes

1 banana-d’água madura; 30g de chocolate Alpino; 150g de sorvete de creme; 50ml de calda de redução de vinho tinto seco; 20g de amêndoas em lascas.

Modo de preparo

1. Asse a banana com casca a 180°C, por cerca de dez minutos, até ficar cozida.

2. Abra a banana no sentido longitudinal e disponha os cubos de chocolate dentro. Leve ao forno por entre três e cinco minutos a 180°C para derreter o chocolate.

3. Em seguida, acrescente as bolas de sorvete.

4. Regue com a calda e polvilhe amêndoas em lascas.


Globo Online | 24-Jul-2016 09:30

Risoto de carne-seca com abóbora une a origem italiana com o sabor nordestino

Ingredientes

100g de arroz arbóreo; 50g de abóbora japonesa ralada; 50g de carne-seca desfiada (magra); 20ml de vinho branco seco; 20g de pimentão vermelho picado; 20ml de creme de leite; 20g de parmesão ralado; 50ml de caldo de legumes ao estilo mirepoix (combinação de aipo, cebola e cenoura picados); 10g de manteiga; 5g de alho; 5g de cebola; salsa e cebolinha a gosto; 50g de palha de alho-poró cortada em tira finas, passadas no amido e fritas em seguida.

Modo de preparo

1. Refogue o arroz na manteiga com alho e cebola.

2. Acrescente o vinho branco seco para cozinhar um pouco o arroz. Para obter o ponto desejado, regue com o caldo de legumes.

3. Quando a base do risoto estiver no ponto, adicione a carne-seca, o creme de leite e o parmesão. Por fim, acrescente a abóbora ralada. Assim, ela se mantém crocante.

4. Para finalizar, ponha alho-poró, salsa, cebolinha e um pouco de carne-seca desfiada por cima do risoto.


Globo Online | 24-Jul-2016 09:30

Pernas de grillo é combinação entre camarão, creme de baroa e queijo brie

Ingredientes

200g de camarão refogado com temperos; 200g de creme de baroa; 200g queijo brie em tiras finas; 6 folhas de massa de harumaki; 6 pimentas-biquinho (para montagem); 10g de farina de trigo; 30ml de água; 20g de couve cortada à mineira e frita em seguida. Do molho de cream cheese: 30g de cream cheese; 5g de wasabi. Da geleia de pimenta (quantidade para 300ml): 1/2 pimentão vermelho; 1 pimenta dedo-de-moça sem semente; 800g de açúcar mascavo; 300g de açúcar refinado; 1 canela em pau pequena; 10g de cravo; 30g de anis-estrelado; 1l de água.

Modo de preparo

1. Estique as folhas de harumaki.

2. Disponha o camarão, o creme de baroa e o brie de forma que dê para enrolar como charuto e feche as extremidades.

3. Esquente o óleo em uma frigideira média e funda.

4. Frite as “pernas” até ficarem douradas.

5. Corte uma das pontas e coloque a pimenta-biquinho em cada uma delas.

6. Do molho de cream cheese: misture os ingredientes.

7. Da geleia de pimenta: bata a pimenta, o pimentão vermelho e a água.

8. Acrescente o açúcar mascavo, a canela em pau, o cravo e o anis-estrelado.

9. Deixe ferver até reduzir ao ponto de uma geleia.


Globo Online | 24-Jul-2016 09:30

Chefe do restaurante Grillo fará parte de equipe que abastecerá a Vila dos Atletas

RIO — Combinar receitas oriundas de diferentes regiões do mundo é o que motiva a chef Natasha Guinle a se lançar em experiências gastronômicas na cozinha do Grillo, charmoso restaurante de decoração rústica em Vargem Pequena. Ali, a chef prepara pratos como risoto de carne-seca com abóbora, unindo sua origem italiana ao sabor do jabá com jerimum nordestino. E ali encontrou no uso da pimenta-biquinho uma assinatura culinária.

Filha de mãe americana e pai austríaco, Natasha, de 43 anos, passou a adolescência em meio às panelas, mas conta que nunca imaginou trabalhar como chef até receber, no ano passado, o convite para integrar a equipe do Grillo, na época em fase de elaboração de cardápio.

— Meu pai trabalhou a vida toda com hotelaria e restaurantes — diz ela, sobrinha-neta do playboy Jorginho Guinle. — Vivia na cozinha naquela época, mas acabei seguindo outro caminho. Eu me formei em Marketing e atuei durante anos no mundo da moda. É uma sorte depois de tanto tempo conseguir unir trabalho a algo tão prazeroso.

Paralelamente, ela se prepara para um novo desafio: foi convidada a integrar a equipe da empresa responsável pela alimentação dos atletas na Vila Olímpica.

— Esse trabalho vai me trazer experiência no setor corporativo, que ainda não experimentei. Vamos operar num modo industrial. É uma outra vertente da profissão — conta, empolgada.


Globo Online | 24-Jul-2016 09:30

Bar nas Alturas chega ao Recreio servindo drinques a 40 metros do chão

RIO — Na linguagem popular, a pessoa que bebe além da conta fica “alta”, mesmo que não saia do chão. Mas quem quiser a experiência literal poderá tê-la. É que de sexta-feira (29) até 21 de agosto o Bar nas Alturas estará instalado no Camping Clube do Brasil, no Recreio, dentro do Lounge Park, um evento que reúne food trucks, food bikes e shows.

O bar é o mesmo que esteve em março no Lollapalloza. Também já passou por Caruaru, em Pernambuco, e Goiânia, em Goiás.

— Mas em nenhum lugar ele teve o visual que terá no Recreio — afirma o organizador, Thiago Raimondi, referindo-se à vista das praias, da Pedra da Gávea, da Lagoa da Reserva e da Pedra do Pontal.

A atração é construída em ferro e tem 20m². Será içada por um guindaste e ficará a 40 metros de altura. O bar fica no meio, rodeado por cadeiras com cintos de segurança e cercado por guarda-corpos, para proteger as dez pessoas que sobem por vez, numa experiência de 15 minutos.

— A pessoa compra o ingresso e tem direito a um drinque. O tempo parece pouco, mas é suficiente para tomar a bebida, fazer fotos e curtir o momento — garante Raimondi.

O evento também oferecerá circuitos funcionais, aulas de dança, voos de parapente e encontros sobre surfe.

SERVIÇO

A participação no evento é gratuita. O acesso ao bar custa R$ 30, durante a semana; e R$ 40, sábado e domingo. A capacidade é de dez pessoas por vez. Mais informações em ccbloungepark.com.br.


Globo Online | 24-Jul-2016 09:30

Passaporte Cultural Rio oferece descontos ou gratuidade em programações

RIO — Não precisa arrumar a mala. O Passaporte Cultural Rio oferece um incentivo a mais para que o público frequente bons espaços em sua própria cidade. A iniciativa lista mais de 700 atrações, a maioria em teatros, centros culturais, casas de show, praças, museus, bibliotecas e cinemas — e muitos oferecem descontos ou gratuidade de ingresso até setembro. Há ainda serviços em hotéis, bares, livrarias e restaurantes.

“Back to Amy”, “Ummagumma”, “Loops session friends” e “Cinderella” oferecem descontos para portadores do passaporte no Teatro Bradesco. Outro espaço de referência é a Cidade das Artes, que também oferece ingressos mais baratos em seus espetáculos, inclusive apresentações da Orquestra Sinfônica Brasileira.

Barra jogos eventos culturais

No Recreio, o Museu Casa do Pontal se prepara para levar os visitantes às cinco regiões do Brasil com sua exposição permanente sobre arte popular brasileira: às terças-feiras, a entrada é gratuita para portadores do passaporte. Para a diretora-presidente do espaço, Angela Mascelani, a mostra é uma oportunidade de o visitante passear pela história do país:

— Neste museu pode-se ter uma ideia do Brasil. É como se ele tivesse pequenas exposições que contam histórias e costumes. Já estamos tendo retorno pela adesão ao passaporte. Recebemos grupos de jornalistas estrangeiros que ficaram completamente apaixonados.

No Museu Bispo do Rosário, na Colônia Juliano Moreira, na Taquara, a programação é sempre gratuita. Mas a direção quis participar da iniciativa para que mais pessoas conheçam a instituição, anexa a um hospital psiquiátrico construído na primeira metade do século XX. O acervo reúne mais de 800 obras de Arthur Bispo do Rosário, apontado como um precursor da arte contemporânea brasileira. Internado na década de 1930, ele passou mais de 40 anos no local.

A proximidade com os Jogos não só aflorou o espírito olímpico como a expectativa de receber estrangeiros. As obras de Bispo do Rosário já foram expostas em países como Inglaterra, Portugal, Itália e Estados Unidos, e a diretora do museu, Raquel Fernandes, espera que os turistas que vierem para os Jogos também tenham curiosidade de conhecer o local onde elas onde foram criadas.

— É a possibilidade de sair de um circuito ao qual o turista pode estar mais habituado. Na Colônia, ele ainda poderá conhecer um pouco da Mata Atlântica — destaca Raquel, sem esquecer dos cariocas. — É também uma oportunidade para as pessoas descobrirem o que há na cidade.

O passaporte é gratuito para brasileiros e estrangeiros residentes no país (os demais pagam R$ 15), e deve ser solicitado no site passaporteculturalrio.com. No Terminal Alvorada, na Barra, está um dos quatro postos de retirada da cidade, com funcionamento de terça a sexta, das 10h às 18h; e sábado, das 10h às 14h. É possível optar por receber o passaporte em casa, mas há cobrança pelo serviço.

Destaque da programação

Cidade das Artes

Dará desconto de 20% em alguns concertos.

Circuito de Artes

Gratuidade no projeto Oeste Selvagem, que reúne grupos culturais da Zona Oeste, em parceria com a Roda Cultural de Jacarepaguá Quarta Under CCRP. O evento é realizado nas praças do Ó (Barra), do Barro Vermelho (Pechincha) e Poeta Zé Bolinho (Freguesia) e no Brucks Skate Shop (Jacarepaguá). Até 3/9, aos sábados.

Teatro Bradesco

Desconto de 25% em alguns espetáculos.

Lagoa da Barra

Desconto de 20% no espetáculo “Cult boat”, encenado num barco. Sábado e domingo, de 6 a 21/8, às 15h e às 17h.

Lona Jacob do Bandolim

Dará gratuidade no Festival Jacarepaguá, com shows de rap, DJs, oficinas de grafite, stencil e break. Dias 30 e 31/7, às 14h.

Museu Casa do Pontal

Grátis às terças-feiras.


Globo Online | 24-Jul-2016 09:30

Lona de Jacarepaguá tem evento inspirado na Rio 2016 com destaques do futebol

RIO — Pode começar o aquecimento para a mesa-redonda “A grande jogada”, na quinta-feira, na Lona Cultural de Jacarepaguá. No palco, um time de peso conversa sobre Olimpíada e, principalmente, futebol. Kleber Vieira é o mediador, jornalista esportivo que joga nas onze e também mestre de cerimônias, músico e organizador de eventos. Ele revela como fez a sua escalação:

— Roberto Dinamite e Nielsen Elias jogaram na Olimpíada de Munique, a única em que houve um atentado, e eles vão contar como foi. É um tema superatual. Vamos falar da tensão, da competição e do futebol, um espetáculo à parte. Aloisio Viug vai falar sobre polêmicas e de como era ser árbitro e torcedor do Flamengo. E Paulo César Rabelo vai narrar lances ao vivo.

Sylvinho Blau Blau assume, ainda, a posição de animar o público com um show. O cantor veste a camisa como torcedor e como jogador, no Time das Estrelas.

Barra jogos eventos culturais

— Venho porque gosto de futebol. Vou falar um pouco de música e da minha história. Os anos 1980 foram uma época de ouro do futebol — adianta Sylvinho.

O evento ainda incluirá quiz esportivo, cobrança de pênaltis, charadas, projeção de jogadas e sorteio de brindes.

+ INFO

Lona Cultural de Jacarepaguá — Praça do Barro Vermelho s/nº, Pechincha. Quinta, às 19h. Ingresso: R$ 10.


Globo Online | 24-Jul-2016 09:30

Cratera aberta na Radial Oeste prejudica tráfego na região

RIO - A 13 dias da Olimpíada, motoristas que passam pela Radial Oeste enfrentam dificuldades por conta de uma cratera aberta a 100 metros do estádio do Maracanã. Segundo relatos de motoristas, o asfalto cedeu ontem à noite depois que um carro passou no local. A Cedae, que está no local fazendo o reparo, nega.

De acordo com a assessoria de imprensa, uma operação já estava programada no local após técnicos da Cedae constatarem a depressão do solo. O local é o mesmo que em abril uma tubulação estourou e uma enorme cratera abriu. Na ocasião, a via ficou alagada nos dois sentidos e o tráfego totalmente bloqueado.

De acordo com a Cedae, técnicos tentam localizar um possível vazamento. Neste sábado, a via tem três faixas bloqueadas no sentido Centro, na altura do antigo Museu do Índio. Uma faixa reversível foi aberta no sentido contrário. Há retenções no trecho. A previsão é que a obra termine na madrugada deste domingo. O abastecimento, segundo a assessoria de imprensa da Cedae, não foi suspenso.

Em nota, a nassessoria de imprensa da companhia informou que “o conserto está em andamento e técnicos realizam vistoria preventiva em toda a tubulação. Para isto, foi necessário escavar o solo no local, ocupando três pistas da Radial Oeste”.


Globo Online | 23-Jul-2016 23:49

Policial comete suicídio após matar a mulher na Zona Oeste do Rio

RIO — Um sargento lotado na UPP do Jacaré atirou contra a sua mulher e depois se sucicidou. O crime aconteceu em Cosmos, na Zona Oeste do Rio, neste sábado. Os corpos foram encontrados por policiais do 40º BPM na parte da manhã. A filha mais nova do casal, de três anos, teve ferimentos leves na perna causados por estilhaços, mas foi medicada no Hospital Municipal Rocha Faria.

De acordo com o Jornal Extra, o homicídio aconteceu no imóvel onde o casal morava, na Rua Doutor Renato Vasconcelos, comunidade Vila do Céu. Segundo moradores do local, Ingrid da Silva Martins estava na porta de um salão de cabeleireiro ao lado de sua casa, conversando com a amiga, proprietária do estabelecimento, quando o policial chegou. O sargento Vicente Gouveia Ferreira entrou em casa, mas saiu logo depois e chamou a mulher. Minutos depois de entrarem, ele matou a mulher e cometeu suicídio.

O local foi isolado e a DH acionada para perícia e retirada dos corpos.


Globo Online | 23-Jul-2016 22:49

Serra confirma presença de 45 chefes de Estado e Governo na Olimpíada

RIO — O ministro das Relações Exteriores José Serra confirmou, na tarde deste sábado, a presença de pelo menos 45 chefes de Estado e de Governo na Olimpíada, além de outros 55 ministros de Esporte. O presidente francês, François Hollande, na Rio 2016 é um dos confirmados. O ministro explicou ainda que o Itamaraty preparou quatro eventos para receber as autoridades. O primeiro deles, que deve receber 1.500 pessoas, será no dia 5 de agosto, às 17h, quando será feito um coquetel para a recepção dos chefes de Estado no Palácio Itamaraty, no Centro do Rio.

A partir das 20h, as autoridades serão levadas em comboio, em ônibus, para a cerimônia de abertura dos Jogos, no Maracanã. O ministro disse também que o custo com os coquetéis deve ser de cerca de R$ 2 milhões e a contratação será feita por meio de pregão eletrônico.

Além de Hollande, entre os nomes confirmados estão ainda, o primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi; os presidentes da Argentina, Maurício Macri; da Colômbia, Juan Manuel Santos; e do Paraguai, Horacio Cartes.

Nesta tarde, o ministro percorreu as instalações do Palácio Itamaraty por onde será realizada a cerimônia, numa espécie de vistoria do espaço.

— A recepção será realizada no prédio construído no século XIX. É um lugar muito bonito, com estátuas de todos os heróis das Américas que lutaram pela independência de seus países. Aqui vamos ter quatro recepções, na abertura e no fechamento da Olimpíada, e na abertura e encerramento da Paralimpíada — disse.

Ao ser perguntado sobre o risco de um atentado no Rio, Serra afirmou que "nenhum lugar do mundo está imune".No entanto, elogiou a ação da polícia no episódio da prisão dos suspeitos de atentado no Brasil e ressaltou que, embora o grupo não pareça ser organizado, é preciso combatê-los já que na sua visão a violência não exige profissionalismo e o risco aumenta quando trata-se de um grupo de pessoas que exibe fanatismo.

— Nenhum lugar do mundo está imune. Há lugares que estão mais, outros menos. Nós temos que atuar nesse sentido. A segurança brasileira atuou bem no caso desse grupo que foi detectado. São amadores? É provável, mas eles tem que ser presos porque boa parte desse pessoal é amador. A violência não exige profissionalismo, exige fanatismo, é uma doença mental — disse Serra.

O ministro ainda confirmou que o grau de alerta aumenta diante dos últimos atentados realizados em Munique, na Alemanha, e no Afeganistão.

— Alerta o mundo inteiro fica. Se temos uma Olimpíada, ficamos duplamente alertas. O alerta para mais segurança é uma coisa mundial. Estão sendo atingidos países da Europa que não estão organizando eventos. Esse fenômeno do Estado Islâmico é triste, surpreendente e que precisa ser enfrentado.

O ministro disse ainda que a polícia brasileira atuou com rapidez ao prender esse acusados e acredita que a segurança dos Jogos tem uma perspectiva de tranquilidade, tendo em vista as experiências de organizações de megaeventos que o Rio já sediou, como a Copa do Mundo, a Copa das Confederações, o Pan-Americano e a Rio+20.


Globo Online | 23-Jul-2016 21:19

Brasil tem apoio de estrangeiros especialistas em desarmar bombas

BRASÍLIANa preparação para garantir a segurança dos jogos, Estados Unidos, França, Israel e Alemanha enviaram ao Brasil especialistas em desarmamento de bombas e contenção de armas químicas, resgate de reféns e logística de tropas. Os profissionais ensinaram, por exemplo, como lidar com situações de estresse em lugares como metrô, praças e hospitais.

As nações enviaram ainda agentes do serviço secreto para estabelecer uma rotina de compartilhamento de informações. Essas pessoas estarão nos dois centros de operação policial e de inteligência. A presença dos especialistas estrangeiros tranquilizou as autoridades desses países, que terão delegações disputando a Olimpíada. Apesar da escalada da ameaça terrorista no Brasil, uma alta fonte europeia, ouvida pelo GLOBO, afirmou que não há preocupação com ataques durante os Jogos porque o país recebeu essa cooperação internacional e adotou todos os protocolos recomendados.


— Não temos preocupação nesse sentido. Na Europa e no Oriente Médio, o estado de espírito mudou. Há mais de um ano achávamos que o Brasil não seria capaz de dar garantias de segurança durante os Jogos — disse uma autoridade europeia.

No último ano, países alvos de ações terroristas colaboram fortemente com o Brasil em duas áreas: policial e inteligência. Desde que passou a receber ajuda internacional para o combate de terrorismo na Copa do Mundo, o Brasil passou a fazer pedidos específicos. Quis receber treinamento, por exemplo, para lidar com materiais nucleares e como adestrar cães especializados em explosivos.


Após os recentes ataques na França e nos Estados Unidos, houve um pedido do Brasil para acompanhar as investigações. Foram enviadas missões de observação para acompanhar a ação da polícia e do serviço secreto. Os dois países também mandaram agentes para treinar os brasileiros para um cenário muito mais cruel na luta contra o terror.


— Em pouco tempo, deixamos de ser centenas de pessoas seguindo centenas de pessoas para ser centenas de pessoas seguindo milhares — contou a fonte.

A principal missão era traçar um perfil de potenciais terroristas. Os brasileiros aprenderam que são pessoas isoladas da família e dos amigos e que passam a expressar posições radicais nas redes sociais e excluir de seu convívio aqueles que pensam diferentemente.


A imagem de que o Brasil é um país pacífico e estaria a salvo do terrorismo não era levada em consideração pelas autoridades internacionais. Por isso, o grau de alerta está alto.


— Munique quando sediou as Olimpíadas era uma cidade muito tranquila.


Segundo uma fonte da Polícia Federal ouvida pelo GLOBO sob a condição de anonimato, a cooperação com o serviço de inteligência americano começou focado na tríplice fronteira, já que a avaliação é que muitos recursos entravam pelo Paraguai para o financiamento do terrorismo no país. Por isso, o Brasil estava pressionado para criar uma legislação para combater o financiamento ao terrorismo.

Em junho do ano passado, o governo mandou ao Congresso a Lei antiterrorismo. Um ano antes, o país recebeu uma advertência por não se empenhar no combate ao financiamento de organizações terroristas. O Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi) enviou carta ao então ministro da Fazenda Guido Mantega para comunicar que o país foi enquadrado na categoria mais leve de nação que não trabalha contra o terrorismo.


Globo Online | 23-Jul-2016 21:08

Artigos falsificados com símbolos olímpicos são apreendidos em Copacabana

RIO — Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) apreenderam na noite de sexta-feira 1.300 artigos falsificados com imagens alusivas aos Jogos Olímpicos, na Feirinha Turística Noturna de Copacabana. Comerciantes autorizados para atuar no local vendiam itens como camisas, chaveiros, canetas, blocos de anotações e placas comemorativas. Os policiais conduziram e responsabilizaram 23 vendedores.

Os profissionais foram responsabilizados por uso indevido dos símbolos olímpicos, delito tipificado no art. 18 da Lei n° 13284, promulgada em maio deste ano.
O resultado da ação será comunicado à Coordenadoria com atribuição da Prefeitura para que sejam aplicadas sanções administrativas aos responsáveis.


Globo Online | 23-Jul-2016 20:44

Polícia prende criminosos que participaram de sequestro de médica em Itaguaí

RIO - Três pessoas foram presas durante uma operação da Delegacia Antissequestro (DAS), nesta sexta-feira, acusados de participação no sequestro de uma médica no mês passado. O crime aconteceu em Itaguaí, na Baixada Fluminense.

Hebert Santana de Lima, de 19 anos, e Edson Lacerda Ferreira, de 33 anos, foram presos em flagrante por receptação. A namorada de um dos autores - que usava o cordão de ouro da vítima - também foi detida. Lucas Guimarães Gouvea, de 21 anos, que também tinha um mandado de prisão decretado pela Justiça, morreu após trocar tiros com os investigadores. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

O CRIME

No dia 17 de junho, a vítima, uma médica renomada no município de Itaguaí, deixava seu local de trabalho, na mesma região, quando foi abordada por quatro criminosos. Ela foi mantida refém e obrigada a levá-los até sua casa. No trajeto, a mulher, de 35 anos, foi agredida fisicamente e ficou sob a mira da arma dos bandidos.

Na casa da vítima, o marido dela também foi rendido. Ele brincava com o filho na varanda. Além de documentos, dinheiro e joias, os autores fugiram com o carro do dele, que também é médico, levando-o como refém. Pouco depois, o médico foi abandonado em uma rua deserta. Os bandidos fugiram depois que avistaram uma blitz da polícia. O carro roubado foi abandonado.

Os presos foram indiciados pelos crimes de roubo, tortura e tentativa de sequestro. A polícia ainda busca outros criminosos que permanecem foragidos.


Globo Online | 23-Jul-2016 20:11