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Morre turista argentina baleada no Morro dos Prazeres durante o carnaval

RIO - A turista argentina Natália Cappetti, que estava internada desde o carnaval no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, morreu na manhã deste sábado, de acordo com a Secretaria municipal de Saúde. Ela fazia parte de um grupo de quatro turistas que entrou, por engano, no Morro dos Prazeres, a caminho do Cristo Redentor. O caso aconteceu no dia 27 de fevereiro.

Natália Cappetti estava com o marido e um outro casal espanhol. Ela foi atingida nas costas. O veículo do casal foi atingido por pelo menos seis tiros.

Em dezembro do ano passado, o turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, também foi morto no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. Ele e o primo Rino Polato, de 59 anos, estavam em duas motocicletas e entraram na comunidade por engano. Na ocasião, os turistas chegaram ao Brasil de motocicleta, vindos do Paraguai. Entraram no Brasil por Foz do Iguaçu, e faziam um tour por países da América do Sul.


Globo Online | 25-Mar-2017 23:50

Vice-governador do Rio tem alta de hospital após cirurgia urológica

RIO - O vice-governador Francisco Dornelles teve alta neste sábado do Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, segundo o site G1. Dornelles passou uma cirurgia urológica na última segunda-feira, conforme antecipou o colunista Lauro Jardim, em seu blog no site do GLOBO.

O governador Luiz Fernando Pezão fez uma visita na sexta-feira à noite ao vice. Ele estava acompanhado da primeira-dama, Maria Lúcia, e disse que Dornelles estavam bem, apenas aguardando a alta médica.

Em nota divulgada na sexta-feira, a assessoria de imprensa do governo estadual, disse que Dornelles passava bem e teria alta neste sábado. Em nota, explicou que o vice-governador “submeteu-se a uma cirurgia urológica de rotina na última segunda-feira, no hospital Pró-Cardíaco. O procedimento foi bem-sucedido, o vice-governador passa bem”.


Globo Online | 25-Mar-2017 23:38

Febre amarela: Dia D termina com 213 mil pessoas vacinadas na cidade

RIO - Pelo menos 213 mil pessoas foram imunizadas no município do Rio, neste sábado, no primeiro dia de vacinação em massa contra a febre amarela, segundo um balanço da prefeitura divulgado no início da noite. O atendimento em 233 unidades de saúde da cidade foi realizado das 8h às 17h, mas muitas pessoas chegaram aos postos antes da abertura dos portões. No início do dia, a meta era vacinar 80 mil. Em alguns locais, filas davam volta em quarteirões, e o tempo de espera chegava a duas horas. A campanha será retomada amanhã nos mesmos locais. A soma das vacinas aplicadas desde o início do ano já ultrapassa a marca de 400 mil doses.

Mais de Febre amarela

No Catete, sete pessoas aguardavam a vacinação na porta do Centro Municipal de Saúde Manoel José Ferreira desde as 5h20m de ontem. Entre elas, o aposentado José Holanda, que tem 69 anos e está com viagem marcada para o Ceará:

— Fui ao médico e peguei autorização para tomar a vacina. Essa é a segunda vez que venho ao posto. Na primeira, as senhas já tinham acabado.

CONHEÇA OS LOCAIS DE VACINAÇÃO CONTRA A FEBRE AMARELA

Pela manhã, o prefeito Marcelo Crivella e o secretário municipal de Saúde, Carlos Eduardo de Mattos, foram à Clinica da Família Armando Palhares Aguinaga, em Realengo. O secretário aproveitou para reforçar que a imunização no Rio ocorre de forma preventiva:

— A gente precisa lembrar que não há necessidade de as pessoas se desesperarem, correrem para serem imunizadas — disse o secretário, que espera receber mais lotes da vacina. — Para imunizar toda a população do município são necessárias cinco milhões de doses. Foram distribuídas cerca de 300 mil em todos os postos da cidade.


Globo Online | 25-Mar-2017 23:06

Jovens são presas na Lapa por vender doces feitos de maconha

RIO - As jovens Thayná Lahass Souza Santos, de 21 anos, e Ágatha Reis Rodrigues, de 18, foram presas na madrugada deste sábado, vendendo doces feitos com maconha. A prisão foi feita pelos agentes da Operação Lapa Presente. Os policiais em patrulhamento na Praça Cardeal Câmara abordaram a dupla, após se depararem com Thayná fazendo uso de um cigarro de maconha.

Com Ágatha foi encontrado uma bolsa com 47 brownies, uma receita do doce indicando que era de maconha e R$ 118. De acordo com os agentes, quando as duas foram indagadas sobre a venda, Ágatha disse que elas eram namoradas e que mantiveram as vendas, iniciadas no carnaval, para o sustento delas. A dupla foi conduzida à 5ª DP (Mem de Sá), onde o caso foi registrado. O material apreendido foi encaminhado à perícia, que confirmou a presença do entorpecente nos doces. Thayná e Ágatha foram autuadas pelo crime de tráfico de drogas.


Globo Online | 25-Mar-2017 20:29

Tiroteio no Parque União, na Maré, suspende vacinação contra febre amarela

RIO - Três postos de saúde localizados no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, que estavam realizando a vacinação contra a febre amarela suspenderam o atendimento às 14h30 deste sábado por causa de um intenso tiroteio. Polliciais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) estão realizando uma operação no Parque União e houve intensa troca de tiros com traficantes.

As unidades de saúde fechadas são: Centro Municipal Parque União, Centro Municipal Hélio Smidt e Centro Municipal Samora Machel. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, a vacinação estava sendo realizada desde o começo da manhã, mas foi suspensa por orientação da Polícia Militar. Mais de Febre amarela

Em nota, a Polícia Militar informou que uma pessoa ficou ferida na operação realizada pelo Bope no Parque União. O ferido foi socorrido e levado para o Hospital Federal de Bonsucesso, mas não há informação sobre o seu estado de saúde. Na operação, foram apreendidas duas pistolas e drogas.


Globo Online | 25-Mar-2017 20:02

Carro roubado há mais de três anos é recuperado na Baixada Fluminense

RIO - Um carro roubado há mais de três anos foi recuperado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na rodovia Washington Luiz (BR-040), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na madrugada deste sábado. Um homem de 24 anos foi preso por suspeita de receptação, mas disse trabalhar como mecânico e que comprou o veículo do próprio pai por R$ 15 mil.

O automóvel estava com as placas clonadas de um modelo idêntico. Os policiais rodoviários federais da 1ª Delegacia (Duque de Caxias) faziam uma ronda, quando desconfiaram do ocupante de um carro prata e decidiram abordá-lo, na altura do km 110. A equipe verificou diversos indícios de adulteração no veículo. Logo em seguida, constataram que as placas eram clonadas e carro possuía registro de roubo. O crime teria ocorrido em Guapimirim, na Região Metropolitana do Rio, em dezembro de 2013.

O suspeito nunca tinha sido preso, e o caso foi registrado na 59ª DP (Duque de Caxias).


Globo Online | 25-Mar-2017 16:40

Linha 4 começa a operar sem baldeação na Estação General Osorio

RIO - Os passageiros do metrô que usam as linhas 1 e 4, em uma única viagem, já não precisam mais fazer a baldeação na estação General Osório, em Ipanema. A ligação direta entre as estações Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, e Uruguai, na Tijuca, começou às 5h deste sábado.

links metrôDe acordo com a concessionária MetrôRio, o intervalo entre uma composição e outra será reduzido de seis minutos e meio para quatro minutos e meio nos horários de rush.

Até o fim do ano, a expectativa é que os usuários da Linha 2 (Pavuna-Botafogo) poderão seguir viagem até a General Osório, sem que seja preciso trocar de trens. Os estudos para a mudança estão em fase final.

Sem a baldeação, o usuário poderá fazer o trajeto Carioca-Jardim Oceânico em 30 minutos. Quem sair da Tijuca com destino à Barra ou fizer o caminho inverso levará 49 minutos. Hoje esse percurso é feito em 58 minutos.

Com a mudança, a plataforma nova da estação General Osório será desativada. A estrutura, no entanto, poderá voltar a ser usada quando a Linha 2 chegar a Ipanema. Já a inauguração da estação Gávea, a única do projeto da Linha 4 a não ficar pronta, ainda não tem data para sair do papel. Suas obras estão parada há dois anos e não há uma definição sobre a retomada dos trabalhos.

Info - metro mudanca

Segundo a Secretaria estadual de Transportes, por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), “todos os pagamentos referentes à obra estão suspensos enquanto são apurados os pontos apontados pela auditoria realizada". Esse levantamento revelou indícios de sobrepreços e superfaturamento no valor de R$ 2,3 bilhões.

O custo total de todo o projeto da Linha 4, incluindo a Estação Gávea, é de R$ 9,7 bilhões, quase o dobre dos R$ 5 milhões estimados incialmente. O trecho olímpico da nova ligação foi aberto a toda a população em 19 de setembro do ano passado. Com capacidade pra transportar até 300 mil passageiros, carrega hoje, em média, 110 mil pessoas nos dias úteis, segundo a concessionária.


Globo Online | 25-Mar-2017 15:54

Marcelo Crivella comenta estado de saúde: ‘Deus tem me ajudado muito’

RIO - O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, comentou sobre o seu estado de saúde na manhã deste sábado. Diagnosticado com tumor na próstata, o político confirmou que já está em tratamento contra a doença:

— Estou muito bem, graças a Deus. O Senhor Deus tem me ajudado muito. Tenho feito tratamento, mas estou muito bem.

De acordo com a assessoria do prefeito, não há previsão de que ele entre de licença médica. O tumor tem dois milímetros e existem várias alternativas de tratamento, ainda segundo com os assessores de Crivella. Caso seja necessário fazer uma cirurgia, o tempo de recuperação é de apenas uma semana.

A declaração foi dada em um evento de vacinação contra febre amarela nesta manhã, em um posto de saúde em Realengo, na Zona Oeste do Rio. No local, Crivella disse que já se vacinou contra a doença, por fazer várias viagens missionárias para a África. O prefeito também comentou sobre a nova escala da Guarda Municipal, que passa a ser de 12 por 60 horas:

— Não vamos tirar ninguém das ruas. Na verdade, fizemos uma escala, em que parte do efetivo passou a trabalhar no período de 12 por 60 e, outra parte, de 12 por 36 horas. Os guardas com mais tempo de serviço ficaram com o tempo de folga maior. Também estamos criando uma forma para cobrar as folgas deles em algumas ações especiais que estamos planejando. Crivella fala sobre estado de saúde


Globo Online | 25-Mar-2017 15:42

Cariocas enfrentam filas de até duas horas por vacina contra febre amarela

RIO - No primeiro dia de mobilização para vacinar a população do Rio contra a febre febre amarela 25.03 amarela, cariocas enfrentam filas de até duas horas. No Centro Municipal Dom Hélder Câmara, em, Botafogo, o analista de sistemas Leonardo Moraes dos Santos, de 32 anos, chegou às 8h e foi atendido só às 10h10. Ele levou a filha Iris, de dois anos, e achou que ficaria em filas diferentes. Depois, descobriu que iria acompanhar a filha na fila de criancas. Ele reclamou da falta de orientação.

- Achei um pouco confuso porque eles nos dão o número na calçada e, dentro do posto, há duas filas. Uma para crianças e outras para adultos, mas não nos orientam.

A vacinação acontece em 233 postos do Rio, mas algumas unidades criam pólos de vacinação. Em Botafogo, a imunização acontece em uma praça do metrô. Neste polo, eram mil doses disponíveis, com filas mais rápidas, cerca de 40 minutos.

Diferentemente dos dias anteriores, não há distribuição de senhas nas unidades de atenção primária. Isso porque antes havia limite de doses, agora a demanda é livre. Alguns postos têm situação melhor do que outros em relação a filas. No CMS João Barros Barreto, em Copacabana, foi montada uma força tarefa com 24 agentes de saúde, 10 enfermeiros e 6 técnicos. A espera lá é de cerca de 15 minutos. Vacinação contra a febre amarela no Rio

A Secretaria municipal de Saúde espera imunizar, neste sábado, 80 mil pessoas com a vacina contra a febre amarela, segundo o secretário da pasta, Carlos Eduardo Mattos.

- Para que toda a população do município seja imunizada serão necessárias cinco milhões de doses.

A partir deste sábado, os 233 postos de saúde da capital passarão a fornecer as vacinas.

- Já estão distribuídas 200 mil doses em todos os postos da cidade. Já recebemos também mais 100 mil unidades. A gente precisa lembrar a população que esse é um processo de imunização preventiva: não há necessidade de que as pessoas se desesperem e corram para serem vacinadas.

Ainda de acordo com o secretário, o público-alvo deste sábado é formado por pessoas de 9 meses a 59 anos. Já a partir de segunda-feira, idosos com encaminhamento médico também poderão ser imunizados.

Vacinação contra febre amarela provoca longa fila em posto na TijucaCrianças de até três anos de idade precisam tomar a segunda dose até os quatro anos de idade. Crianças de 4 anos a 4 anos e 11 meses precisam tomar a segunda dose trinta dias após a primeira. A partir dos 5 anos, a necessidade da segunda dose é igual dos adultos, após 10 anos.

Um casal de moradores de Realengo, na Zona Oeste do Rio, Moacir da Silva Reis, de 52 anos, e a mulher, Nádia Maria Pasteli Reis, de 51 anos, procurou o posto nesta manhã em busca da vacina.

- Trabalho embarcado e passo muito tempo em Macaé. Há um receio, mas não desespero. Acho que a gente precisa agir com calma, mas se prevenir. O fundamental é que as pessoas procurem informações, como eu e minha esposa fizemos - disse o técnico de refrigeração.

Desde cedo, cariocas começaram a formar filas nas portas de algumas unidades de saúde do município do Rio para receber a dose de imunização contra a febre amarela. Entre o fim da madrugada e início da manhã deste sábado, porém, a movimentação de pessoas na porta de algumas unidades era um pouco tímida, se comparado com o que fora registrado nos últimos dias. No Catete, na Zona Sul do Rio, por volta das 5h20m, cerca de sete pessoas já aguardavam na porta da unidade Manoel José Ferreira para receber a dose de imunização — o início do atendimento está agendado para as 8h. Segundo funcionários, não haverá distribuição de senhas e não há limite de doses.


Globo Online | 25-Mar-2017 15:32

Cariocas já fazem filas em postos para vacina contra febre amarela

RIO — Desde cedo, cariocas começaram formar filas nas portas de algumas unidades febre amarela 25.03 de saúde do município do Rio para receber a dose de imunização contra a febre amarela — no chamado DIA D contra a doença, 233 postos espalhados pela cidade iniciam a campanha de vacinação em massa na cidade. Entre o fim da madrugada e início da manhã deste sábado, porém, a movimentação de pessoas na porta de algumas unidades era um pouco tímida, se comparado com o que fora registrado nos últimos dias.

A equipe de O GLOBO circulou por alguns pontos onde, ao longo de todo dia, serão oferecidas as vacinas. No Catete, na Zona Sul do Rio, por volta das 5h20m, cerca de sete pessoas já aguardavam na porta da unidade Manoel José Ferreira para receber a dose de imunização — o início do atendimento está agendado para as 8h. Segundo funcionários, não haverá distribuição de senhas e não há limite de doses.

Um dos que aguardavam na fila era o aposentado José Holanda, de 69 anos. Morador do bairro, ele disse que iria visitar parentes no Ceará e que queria viajar com a certeza de estar protegido.

— Vou para a casa de parentes no Nordeste. Então, fui ao médico e peguei uma autorização antes de vir tomar a vacina. Essa é a segunda vez que venho ao posto. Naquela ocasião, as senhas já tinham acabado. Eu não me preocupo muito com uma epidemia (de febre amarela). Mas, como a orientação é para todos se vacinarem, vou, por segurança, fazer isso também — disse o aposentado

Já no posto João Barros Barreto, em Copacabana, também na Zona Sul, a fila já era um pouco maior. Por volta das 6h, cerca de 20 pessoas esperavam na porta da unidade. A primeira da fila era a dona de casa Célia Regina Soares Ricaldi, de 48 anos. Acompanhada do marido, ela disse que chegou à unidade por volta das 4h45m.

— Fiquei surpresa, achei que a fila estaria maior. Vamos (ela e o marido) para Belo Horizonte (em Minas Gerais) daqui a 20 dias, então decidimos nos vacinar hoje. Já tinha vindo aqui no sábado passado, mas não não conseguimos receber a dose naquele dia — contou ela.


Globo Online | 25-Mar-2017 11:42

Bandidos explodem caixas eletrônicos de agência no Rio Comprido

RIO — Um bando de criminosos detonaram material explosivo em uma agência bancária no Rio Comprido, na Zona Norte, na madrugada deste sábado. A ação ocorreu por volta das 3h30m, em uma unidade localizada na Rua Estrela. De acordo com policiais militares, quatro assaltantes fugiram do local em motos após a explosão, mas o número de bandidos que participaram do crime pode ser maior.

Durante esta madrugada, quem passava pelo local via o rastro de destruição deixado pelo bando: os vidros da agência estavam estilhaçados, além de os caixas eletrônicos terem ficado destruídos — os destroços de ao menos três terminais ficaram espalhados pelo chão.

Ainda segundo a Polícia Militar, moradores da região ouviram um barulho oriundo da explosão e acionaram a corporação. Os integrantes do bando, no entanto, não teriam conseguido levar nenhuma quantia do local, conforme informou a PM. Após o crime, eles teriam fugido para uma comunidade próximo ao bairro.

Até o início da manhã deste sábado, ninguém havia sido preso.


Globo Online | 25-Mar-2017 10:42

Febre Amarela: confira a lista com os 233 postos de vacinação no Rio

RIO - Após o governo do estado anunciar que vacinará até o fim do ano toda a população fluminense contra a febre amarela, a prefeitura do Rio começa neste sábado a mobilização para imunizar os moradores da capital. O número de postos que oferecem as doses da vacina foi ampliado e, em vez de 34 pontos de atendimento, há 233 unidades de atenção primária (clínicas da família e centros municipais de saúde) abertas para receber a população.

Para consultar a lista completa, basta clicar no ícone à direita para ampliar o mapa. É possível fazer pesquisa por bairros ou pelo nome da unidade de saúde.

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Globo Online | 25-Mar-2017 08:30

Como eliminar riscos de lesão no crossfit

Criado nos Estados Unidos para treinar soldados do exército, policiais e bombeiros, o crossfit tem por lema “superar os próprios limites”. A modalidade permite trabalhar muitos grupos musculares em cada série, mas o risco de lesões é alto. Um estudo divulgado pelo “Journal of Strenght and Conditioning Research” revela que 73% dos praticantes de já sofreram algum tipo de lesão e, destes, 7% precisaram de intervenção cirúrgica. Ombros e coluna são as vítimas mais comuns.

especial saúde Niterói

O fisioterapeuta Helder Montenegro, diretor do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, ressalta que o treinamento do crossfit inclui um conjunto de atividades pesadas, por vezes, exaustivas:

— A modalidade exige o máximo do corpo. O alto índice de lesões se deve, justamente, à carga de treinamento excessiva, que expõe o praticante a riscos. Muitas pessoas procuram a modalidade para melhorar a aparência física, rapidamente, mas não têm condicionamento e nem conhecimento corporal para serem submetidas a uma atividade que é direcionada para atletas.

Montenegro recomenda uma avaliação adequada com um médico antes de começar os treinamentos, buscar academias de referência, com treinadores capacitados que supervisionem o treino, e realizar as séries progressivamente.

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Globo Online | 25-Mar-2017 08:30

Ir ao dentista pode ser sim um momento de diversão

NITERÓI - Para garantir que as crianças cresçam com sorrisos saudáveis, livres de cáries e outras doenças, é importante que elas façam visitas regulares ao dentista e que a primeira consulta aconteça logo nos primeiros meses de vida, recomendam especialistas. De acordo com a mestre em odontopediatria Licínia Damasceno, na ocasião, os pais recebem orientações necessárias como a melhor maneira de fazer a higienização bucal, procedimento que a profissional ressalta como fundamental para a prevenção de lesões.

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— Para a limpeza, sugiro usar um pedaço de fralda ou gaze limpa, embebida em água filtrada e fazer a higienização depois do banho. Também indico, se a mãe optar por utilizar chupeta e mamadeira, os tipos mais recomendáveis. E esclareço dúvidas comuns sobre dentição e lesões. O ideal é que a mãe procure um odontopediatra ainda gestante, mas, se não for possível, que pelo menos leve o bebê ainda aos seis meses — recomenda Licínia.

Segundo a especialista, além de examinar e auxiliar na prevenção de doenças, a visita é fundamental para que a criança se acostume com o consultório.

Os odontopediatras investem em espaços que contam com recursos voltados para cativar as crianças, como paredes coloridas ilustradas com personagens, livros, jogos e desenhos para colorir. Eles estão disponíveis nas salas de espera, onde tem ainda filmes infantis passando nas TVs. Nos consultórios há também bichinhos de pelúcia, e os profissionais usam aventais coloridos. De acordo com Licínia, são usadas técnicas para explicar à criança, antes de qualquer procedimento, o que será feito. Em simulações, o profissional demonstra o que vai ocorrer.

— Esse contato com o odontopediatra desde bebê contribui para que se estabeleça um vínculo de confiança, afastando um problema bastante comum: o medo do dentista —diz Licínia.

A advogada Amanda Souza sabe bem a importância desse estímulo na infância. Ela relata que não passou por essa experiência quando criança, e hoje, adulta, não se sente confortável no dentista. Sua filha, Manuela Rodrigues, de 2 anos, porém, acha que ir ao odontopediatra é uma diversão. Familiarizada com o ambiente, por frequentá-lo desde os três meses, quando foi diagnosticada com nódulos de Bohn — cistos benignos na gengiva —, ela brinca com os bichinhos do espaço e interage na consulta com Licínia, sem se incomodar com qualquer intervenção.

— Quando eu preciso fazer algum tratamento ou exame de rotina não é algo agradável para mim. Já para a Manuela é natural, ela adora o dia de ir ao dentista — conta Amanda.

A odontopediatra Laura Abreu lembra que, tanto as crianças pequenas, quanto as maiores, precisam de alguns cuidados especiais como, a quantidade e o tipo de creme dental usados na escovação.

— A quantidade deve ser equivalente a um grão de arroz. O flúor pode ser usado em crianças pequenas, mas, como elas podem engolir, eu prefiro indicar a aplicação só a partir dos 3 anos. Em crianças maiores, até os 8 anos, é importante que o adulto faça a escovação e que a criança repita o processo para ser estimulada, tornando o momento algo prazeroso. Dessa forma, ela também entra no processo de aprender a fazer sozinha mais tarde.

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Globo Online | 25-Mar-2017 08:30

Natação e raquetes são o elixir da longevidade

NITERÓI - Os avanços da medicina estão ampliando cada vez mais a expectativa de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com mais de 60 anos será duas vezes maior em 2050, nem todas necessariamente saudáveis. O bem-estar dos idosos é hoje um dos maiores desafios globais, e os exercícios físicos estão entre as recomendações médicas.

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Um estudo recente do “British Journal of Sports Medicine”, especializado em medicina esportiva, revela não apenas a quantidade e a frequência, mas também que tipo de exercício pode fazer a diferença. A natação e os esportes com raquetes são os mais eficientes quando o assunto é longevidade. Ortopedista e especializado em medicina do esporte e do exercício, Sérgio Maurício Silva explica que, em geral, esses esportes são praticados de forma mais moderada e provocam menos lesões por impacto do que em modalidades como corrida ou futebol.

— Para se obter a vantajosa redução no risco de morte é importante praticar atividades físicas moderadamente e, preferencialmente, sob supervisão de um educador físico. Além disso, exercícios auxiliares são fundamentais para prevenir lesões. Por exemplo, um praticante de natação deve também realizar exercícios de fortalecimento muscular e alongamento dos músculos da cintura escapular, a fim de evitar lesões decorrentes da natação — pondera.

O ortopedista Márcio Schiefer, da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Trauma do Esporte, explica que a prática regular do tênis, por exemplo, garante boa dose de atividade aeróbica, que pode promover bom condicionamento cardiovascular e respiratório, contribuindo para o controle da pressão arterial e da taxa de glicose no sangue, desde que acompanhada de bons hábitos alimentares:

— Para quem já é idoso e não tem bom condicionamento físico ou para quem tem alguma dificuldade, não é necessário muito esforço para se beneficiar dos exercícios, bastam treinos de três a quatro vezes por semana, durante 30 minutos.

Esse não é o caso do economista Marcos Maia, de 65 anos. Praticante de triatlo, ele treina seis dias por semana, quase sempre duas modalidades, por três horas, em média, e já participou de quatro provas, conseguindo sempre posições de destaque. Atualmente, Maia se prepara para outras três competições, sob supervisão do médico Sérgio Maurício. Mas não foi sempre assim. Há seis anos, o economista não se exercitava, tinha 21 quilos a mais e lutava contra um câncer. O esporte veio com o incentivo do filho, e Maia conta que mudou sua vida:

— Com o aumento dos hormônios positivos, tudo melhora. Disposição, autoestima, sono, alimentação, as relações. Sinto-me forte, não só fisicamente, mas mentalmente, para aceitar e encarar o que vier. Sou um cara de sorte, pois tenho poucas restrições para treinar, o que me dá tanto prazer quanto as provas.

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Globo Online | 25-Mar-2017 08:30

Crianças e jovens autistas promovem ‘Concerto azul’ no Teatro Miguel Falabella

O Teatro Miguel Falabella, no NorteShopping, será palco de uma atração especial na próxima terça (28), às 19h: o “Concerto azul”. O evento, em sua segunda edição, conta com a participação de 29 crianças e jovens autistas, com idades entre 3 e 24 anos. A entrada é franca. A ação, idealizada pela musicoterapeuta Michele Senra, faz parte das comemorações pelo Dia Mundial da Conscientização do Autismo (2 de abril). O objetivo é celebrar a diversidade, promover a sensibilização para a causa e proporcionar a visibilidade dos talentos musicais.

matérias leves ZN

Os participantes são atendidos pelo projeto social Cora (Centro de Otimização para Reabilitação do Autista), localizado na Rua Honório Bicalho 102, Penha. O espetáculo também contará com o trabalho voluntário de musicoterapeutas e estudantes de musicoterapia credenciados na Associação de Musicoterapeutas do Rio de Janeiro (AMTRJ).

— É uma ótima oportunidade de celebrar a neurodiversidade — diz Michele, que além de ser a organizadora do evento, é mãe de Breno, autista de 15 anos e integrante do elenco do “Concerto azul".

Na abertura da apresentação, a atriz Daniela Fontan fará um monólogo. Na sequência, as crianças e os jovens vão cantar, dançar e tocar diversos instrumentos.

+ INFO

Teatro Miguel Falabella. Av. Dom Hélder Câmara 5.474, Cachambi. Terça, às 19h.

Entrada franca (é necessário pegar os convites no Cora, na segunda, das 13h às 14h).

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Globo Online | 25-Mar-2017 08:30

Sambista Jorge Aragão é a atração principal no Cozido da Portela

O sambista Jorge Aragão é a principal atração do Cozido da Portela, que acontece neste sábado (25), na quadra da escola (Rua Clara Nunes 81, Madureira), a partir das 13h. O ingresso custa R$ 25 (segunda lote, até o fechamento desta edição). Para os terceiros, quartos e quintos lotes, os valores são, respectivamente, de R$ 30, R$ 35 e R$ 40. Mesas e camarotes já estão esgotados.

matérias leves ZN

A abertura do evento ficará com Soul Mais Samba, referência na mistura de samba, pagode e pop com outros ritmos. No repertório, canções de diversos compositores e autorais, como “Som do tambor”, “Cabelo duro” e “Oração”.

Na sequência será a vez de Leandro Sapucahy subir ao palco. Ex-integrante do elenco do programa “Esquenta”, da TV Globo, o cantor e compositor completou dez anos de carreira no ano passado. Na Portela, Sapucahy vai cantar seus principais hits, como “Numa cidade muito longe daqui”, “Meu nome é favela” e “Favela Fashion Week”.

Depois será a vez da atração principal, Jorge Aragão, e suas quatro décadas de sucesso. Não vão faltar clássicos como “Malandro”, “Moleque atrevido”, “Lucidez”, “Enredo do meu samba”, “Alvará” e “Coisinha do pai”.

Outras informações sobre o evento podem ser obtidas através dos telefones 99815-1515, 96465-4561 e 99825-0441. Classificação: 18 anos.

A Portela conquistou este ano o título do carnaval após 33 anos de jejum. Para o desfile de 2018, após a saída do carnavalesco Paulo Barros, a Majestade do Samba anunciou a chegada de Rosa Magalhães para o cargo.

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Globo Online | 25-Mar-2017 08:30

Março não acabou: confira a programação cultural na Zona Norte no mês das mulheres

Todos os dias, todos os meses e todos os anos são das mulheres, mas março é especial para elas. Por isso, daqui até o dia 31, as homenagens continuam pipocando na região. Personagens do sexo feminino são o tema ou as protagonistas desses eventos culturais. É o caso do festival Rider #DÁPRAFAZER, que reúne neste sábado (25), das 10h às 23h, atrações de música, gastronomia, cinema, workshops e exposições, em três endereços da Rua Carvalho de Souza, em Madureira. Um deles é sob o Viaduto de Madureira, e os outros nos números 182 (Void) e 237 (+ Du/To, 6º andar). Todos têm entrada fraca. Durante a ação, questões de gênero, sociais, de empoderamento feminino e racismo serão discutidas por artistas e coletivos que estão atuando em diferentes frentes da cena carioca.

matérias leves ZN

O evento terá seis espaços: “Palcão” e “Chinelaço”, nomes dados ao palcos principais; “Papo de fazedor”, onde haverá palestras e bate-papos; “Cinemão”, com exibição de longas e curtas; “Garagem #DÁPRAFAZER”, evento com oficinas; “Bananobike”, atração com festas já famosas na cidade; e o “Circo indie”, de exposições.

Entre as atrações nos palcos principais estão Jesuton, Afrofunk e jam session com Rfa Tudesco, Dughettu, BK, Djonga, Ramonzin e Shock O Qxo, além de Lei Di Dai e Diomedes Chinaski. Já a programação no “Papo de fazedor" começa às 10h e terá Eliane Dias (Boogie Naipe), Jeanne Yépez e Ana Paula Paulino, entre outros nomes.

No espaço “Garagem #DÁPRAFAZER” poderão ser conferidas as oficinas “Matrizes sonoras e novos rumos da música", por Dughettu e Rfa Tudesco. O “Bananobike” contará com batalha do passinho e performances de grafite. No “Cinemão”, haverá bate-papo com Claudia Alves e Conexão África a respeito da força da mulher africana, além da exibição de filmes. Entre eles, “Plano aberto", “Incômodos”, “Feli(Z)cidade”, “Tião” e “Chico”.

O evento faz parte do projeto “Fazedores”, iniciativa da Rider que incentiva ações positivas usando, inclusive, a força da mulher.

— O projeto, assim como o festival, tem como foco dar espaço e reconhecer a força da rua e dessa turma que está à frente dos movimentos mais autênticos da cidade. Nesse processo, reconhecer as diversas mulheres comandando negócios do gênero e do entretenimento é fundamental, pois somos pelo menos metade da população. A mulher sempre foi multi, sempre transitou com facilidade. Essa é uma grande característica dos fazedores que buscamos — afirma Lara Azevedo, sócia-fundadora da empresa Noix, parceira de Rider no projeto e idealizadora do festival.

TALENTOS FEMININOS NO IMPERATOR

Dando continuidade às comemorações, o Imperator (Rua Dias da Cruz 170, Méier) apresenta dois shows tendo mulheres como protagonistas.

Neste sábado, às 17h, com entrada franca (sujeito a lotação), o público poderá assistir ao show do Forró Lánalaje com Marimelo. Estrela feminina do forró pé de serra, a cantora e compositora lançou-se em carreira solo em 2008 e logo conquistou dois prêmios: melhor intérprete no Festival de Forró Ilha Grande- RJ, no mesmo ano, e do Festival de Forró Itaúnas-ES (Fenfit), em 2009, considerado o maior e mais importante festival do gênero pé de serra no mundo.

Posteriormente, Marimelo passou pelos grupos Rio Maracatu e Os Valetes e uma Dama, além de estar desde dezembro de 2014 na Lapa com o show “Música ao redor”, que teve influência no Tributo a Marinês (1935-2007), projeto de resgate e manutenção do legado da famosa forrozeira pernambucana.

Na próxima quinta (30), às 20h, é dia de samba com o Grupo Arruda, que sobe ao palco do Imperator ao lado das convidadas Cassiana Belfort, Flavia Saoli e Aninha Portal. O primeiro lote do ingresso custa R$ 20; e o segundo, R$ 30.

Com pouco mais de dez anos de estrada, o Arruda foi fundado em Vila Isabel e iniciou a carreira com apresentações no Morro da Mangueira. O conjunto tem como vocalistas principais Maria Menezes e Nego Josy.

Na Lona Cultural João Bosco, em Vista Alegre (Avenida São Félix 601), o músico Almir Chiaratti apresenta neste sábado, a partir das 18h, uma mistura de MPB, psicodelia e música regional. E terá como convidada especial a cantora Thársila di Britto e seu repertório que mistura pop, folk e MPB. A entrada é franca.

— Estou animado com este show. A Thársila tem uma voz muito delicada e está sendo ótimo trabalhar com ela — diz Chiaratti.

ESPETÁCULO INFANTIL EM MARECHAL HERMES

Com roteiro e direção de Quenia Machado e com um elenco formado apenas por mulheres, o espetáculo infantil “A viagem de Carol", do grupo teatral Atrás da Máscara, será apresentado neste sábado e domingo, às 16h, no Teatro Armando Gonzaga (Avenida General Osvaldo Cordeiro de Farias 511), em Marechal Hermes. O ingresso custa R$ 20.

Na trama, Carol é uma menina que não gosta de estudar. Mas, durante um sonho, ela vai parar em um lugar chamado O Bosque da Imaginação, onde descobre, através de um livro, que estudar pode ser divertido.

No elenco estão as atrizes Thaiane Estauber (boneca narradora), Laura Keller (Fada Amada), Thaís Aquino (Carol), Jacque Sperandio (mãe), Carla Moura (leoa Lia Leon) e Beatriz Moreno (como atriz substituta).

Fechando o mês de março, o Sebrae apresenta no Shopping Jardim Guadalupe a palestra “A mulher e a autoestima”, na quarta-feira (29), às 19h, no segundo piso, ao lado da loja Hering. O evento é gratuito.

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Globo Online | 25-Mar-2017 08:30

Revelado pelo The Voice Kids, Felipe Adetokunbo segue a carreira de cantor

A segunda temporada do programa “The voice kids”, exibido pela TV Globo, está chegando ao seu momento decisivo, com a disputa da semifinal neste domingo (26). Na estreia da atração, no ano passado, um morador de Pilares foi eliminado justamente na fase que antecede à decisão. Mesmo assim, Felipe Adetokunbo continua sendo lembrado como uma das principais revelações do show de talentos.

matérias leves ZN

O jovem cantor, atualmente com 16 anos, foi integrante do time de Carlinhos Brown.

— Ainda tenho contato, por WhatsApp, com o Brown, a Ivete Sangalo, o Victor e o Leo — revela Felipe, que também é reconhecido pelas ruas do bairro e da região. — Os vizinhos já me ouviam cantando bastante em casa (risos), ensaiando. Mas, após o programa, começaram a me parar na rua. Teve um fã que falou até meu segundo nome.

Filho de um nigeriano e de uma brasileira, o jovem explica que Adetokunbo significa, em iorubá, “coroa trazida dos mares”.

— Tenho feito shows com repertório de MPB. Além disso, estou no teatro e pretendo fazer faculdade de canto. Outras novidades virão — promete a estrela teen.

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Globo Online | 25-Mar-2017 08:30

Em maio, Flamengo passa a jogar pela Libertadores na Arena Ilha

RIO — Aos poucos, o vermelho e o preto começam a surgir nas arquibancadas da futura Arena da Ilha. As obras, iniciadas em janeiro, após acordo de utilização por três anos (prorrogáveis por mais três), firmado entre Portuguesa e Flamengo, já estão em fase de conclusão, com término previsto para o começo de abril. De acordo com o Flamengo, o estádio deve receber jogos da Libertadores, mas é provável que não seja o próximo, no dia 12, contra o Atlético Paranaense, como era esperado. Só em maio, quando o rubro-negro volta a jogar no Rio, seu mando de campo será na Arena.

De acordo com o vice-presidente de futebol da Portuguesa, Marcelo Barros, o estádio nunca esteve tão completo. Ele lembra que, desde 1964, quando o clube chegou à arena, não houve grandes reformas, até mesmo na época em que o Botafogo arrendou o espaço. Para ele, o legado das obras será enorme.

— A Portuguesa nunca teve condições de reformar o estádio como agora, desde a compra, em 1964. Hoje, já temos um campo de nível internacional. Ficou um tapete. Temos um sistema de irrigação e drenagem novo, foram providenciadas pavimentação do terreno, sistema de esgotos, obras no vestiário e nas instalações. Na época do Botafogo, foi feita apenas uma recuperação do nosso gramado — relembra Barros.

O vice-presidente conta que haverá 20.500 lugares na arquibancada e que este número pode aumentar. O setor social será preto, e os demais, preto e vermelho.

Não é só o Flamengo que vai se beneficiar das obras. A Portuguesa também treinará e terá mando de seus jogos do Estadual e da Série D no campo novo.

— Nós também estamos ansiosos aguardando a liberação do Flamengo para voltar a jogar aqui. Faz uma grande diferença jogar em casa, tanto pela torcida como pela questão do descanso. O espaço entre as partidas é apertado e o deslocamento é cansativo — comenta o presidente da Portuguesa, João do Rego, destacando ainda: — Nosso time vai jogar no melhor gramado do Rio.


Globo Online | 25-Mar-2017 00:41

Vice-governador é submetido a cirurgia urológica e passa bem

RIO - O vice-governador do Rio, Francisco Dornelles, está internado desde segunda-feira no Hospital Pró-Cardíaco, na Zona Sul do Rio. Ele passou por uma cirurgia na próstata, conforme antecipou o colunista Lauro Jardim. O governador Luiz Fernando Pezão iria visitá-lo na noite desta sexta-feira.

De acordo com a assessoria de imprensa do governo estadual, Dornelles passa bem e deve ter alta neste sábado. Em nota, explicou que o vice-governador "submeteu-se a uma cirurgia urológica de rotina na última segunda-feira, no hospital Pró-Cardíaco. O procedimento foi bem-sucedido, o vice-governador passa bem e deve ter alta amanhã".


Globo Online | 25-Mar-2017 00:18

Aquisição da antiga sede do Flamengo já despertou quatro interessados

RIO - Há cinco anos desativado, o Edifício Hilton Santos, antiga sede do Clube de Regatas do Flamengo no Morro da Viúva, deve ter o seu destino traçado ainda este ano. Um edital de convocação para apresentação de proposta comercial na modalidade permuta com torna já foi publicado, conforme antecipou nesta sexta-feira o colunista Lauro Jardim. O uso deverá ser residencial e/ou hoteleiro, segundo o Clube.

Já há vários grupos interessados, informou nesta sexta a assessoria do Flamengo. "Somente no primeiro dia já foram retirados 4 editais", afirmou em nota.

Arrendado por Eike Batista em 2012, o projeto do ex-bilionário era transformar o edifício, que tem uma das melhores vistas para o Aterro do Flamengo e Pão de Açúcar, num quatro estrelas com 450 quartos. A inauguração aconteceria no fim de 2015, se a crise nas empresas "X" não impedissem a saída do projeto do papel. O edifício, então, ficou tão abandonado que em abril de 2015 chegou a ser invadido por um grupo de 100 pessoas. A desocupação do imóvel só aconteceu após liminar da Justiça pedindo a reintegração de posse.

Antes do acordo com a Rex, de Eike Batista, o prédio foi utilizado como moradia de atletas do Flamengo, além de ter vários de seus apartamentos alugados para pessoas sem vínculo com o clube. Atualmente, o imóvel - que tem 24 andares e 18 apartamentos - acumula problemas elétricos e hidráulicos. Uma empresa de vigilância contratada pelo Flamengo faz a segurança no local.

PROPOSTAS

As cópias do edital, que tem oito páginas, com todas as especificações necessárias às propostas poderão ser retiradas na Procuradoria Geral do Clube até 7 de abril. O endereço é Avenida Borges de Medeiros, 997, Lagoa. O horário de expediente é das 09h às 18h. "As propostas deverão ser entregues, em caráter irrevogável e irretratável, em envelope lacrado e devidamente identificado, até às 17 horas do dia 28 de abril de 2017, na Procuradoria Geral do Clube", diz trecho do edital.


Globo Online | 24-Mar-2017 23:45

Toca da Gambá recebe Adriana Dutra e grupo "Nega de Crioulo"

NITERÓI - Os amantes do samba tem um encontro marcado neste final de semana, na Toca da Gambá, no Barreto, em Niterói. Neste domingo, quem se apresenta é a cantora Adriana Dutra e o grupo "Nega de Crioulo" que vem conquistando espaço no mundo do samba com repertório variado com grandes nomes do samba dos anos 60, como Ary Barroso, Nelson Cavaquinho, Cartola, Nelson Sargento e grandes nomes da atualidade, como Maria Rita, Mariene de Castro e Diogo Nogueira.

Em comemoração pelo mês das mulheres, elas ganham cortesias até as 19h. A abertura da casa será às 17h. Serviço: Travessa Carlos Gomes, 23, no Barreto, em Niterói.


Globo Online | 24-Mar-2017 23:30

PF investiga invasão de Bio-Manguinhos, que fabrica vacina da febre amarela

RIO - Um dos laboratórios do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi invadido na madrugada desta sexta-feira. A Polícia Federal está investigando o crime. O levantamento total de tudo que foi levado ainda está sendo feito, mas já é possível dizer que desapareceram material de laboratório, como reagentes, e um notebook. Os funcionários também notaram a falta de uma balança de precisão. A Bio-Manguinhos é a maior fabricante de vacinas de febre amarela do país. Links_biomanguinhos

A invasão aconteceu no terceiro andar do Pavilhão John Davison Rockefeller, que fica ao lado do Pavilhão Rocha Lima, ocupado pela diretoria da Fiocruz. O furto foi constatado de manhã, quando funcionários chegaram para trabalhar. Peritos da Polícia Federal estiveram no local e realizaram o trabalho de perícia. Na primeira avaliação, os agentes não encontraram sinais de arrombamento, o que torna a invasão um mistério.

A Fiocruz revelou que, paralelamente às investigações da Polícia Federal, foi aberto um processo administrativo para verificar as circunstâncias da invasão e do furto. O levantamento de tudo que foi levado está sendo feito, e os funcionários deverão ser ouvidos. O trabalho tem prazo para ser concluído em 15 dias.

Um funcionário da Bio-Manguinhos revelou não houve furto de matéria prima usada na fabricação de vacinas, em especial da febre amarela.

— Aparentemente nada de importante foi levado. Não houve invasão dos laboratórios que produzem vacina de febre amarela. Estamos realizando um levantamento para repassar à Polícia Federal, que está investigando o caso — afirmou o funcionário, que pediu para não ser identificado.

LEIA TAMBÉM: Granja de Minas Gerais é a única no país que fornece produto especial para fabricação de vacina

Bio-Manguinhos trabalha com sua capacidade máxima para produzir vacinas

Em nota enviada ao GLOBO no início da noite desta sexta-feira, a Fiocruz confirmou a invasão e o furto de material. Segundo o texto, a perícia da PF foi solicitada porque havia vestígios de impressões digitais. A Fiocruz também garantiu que o “setor que sofreu o furto encaminhará ao departamento de Segurança Patrimonial da Fiocruz toda documentação referente aos bens furtados para que possa ser aberta uma sindicância. Posteriormente, o resultado será encaminhado à Polícia Federal”.

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) é a unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que produz e desenvolve imunobiológicos para atender às demandas da saúde pública. Sua linha de produtos é composta por vacinas, kits de reativos para diagnóstico laboratorial e biofármacos. Fundado em 1976, Bio-Manguinhos é uma referência no setor e ocupa posição de destaque no mercado mundial.

Maior fabricante de vacinas do país, a instituição já opera com sua capacidade máxima e está produzindo cerca de nove milhões de doses de vacina para febre amarela por mês, que são distribuídas a todo o Brasil. Até o ano passado, antes de um surto atingir Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, eram fabricadas cerca de 2 milhões de vacinas mensalmente. A quantidade atual, embora maior, ainda fica aquém da necessária, caso as autoridades de saúde decidam fazer uma vacinação em massa no Rio para atingir seus 16,5 milhões de habitantes. E o plano B, na hipótese de uma epidemia, é fracionar vacinas.


Globo Online | 24-Mar-2017 23:25

Turista tcheco está desaparecido há três dias na Ilha Grande

RIO - Equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e agentes do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) realizam, desde a últi,a terça-feira, buscas pelo turista tcheco Vilem Hanus, de 34 anos. Funcionário do Ministério da Defesa da República Tcheca, ele foi visto pela última vez na manhã da terça-feira, dia 21, após deixar um hostel em Ilha Grande, em Angra dos Reis, na Costa Verde. Segundo informações, o estrangeiro dirigiu-se para uma trilha que leva ao Pico do Papagaio, uma das principais atrações da ilha.

As buscas contam com o apoio de um helicóptero dos bombeiros, que desembarcou as equipes em três pontos próximos ao Pico do Papagaio. Participam da operação soldados do Grupamento de Socorro Florestal e Meio-Ambiente (GSFMA), e do quartel da própria Ilha Grande. Além disso, também estão atuando no local PMs da 4ª Unidade de Policiamento Ambiental (UPAm).

Agentes da 166ª DP (Angra dos Reis) e um representante do Ministério da Defesa da República Tcheca também acompanham o trabalho de buscas, assim como o consulado do país. Nesta sexta, o proprietário do hostel em que Vilem estava hospedado desde a noite de segunda-feira será ouvido pelos policiais civis.

O turista chegou desacompanhado à Ilha Grande. Em seu perfil numa rede social, Vilem compartilha fotos de diversas viagens, inclusive de passagens anteriores pelo Brasil. Um dos álbuns, com imagens de 2010, traz a seguinte descrição em inglês:

“Louca e incrível estadia no Brasil durante o carnaval”.

Na ocasião, ele passou por Diamantina, em Minas Gerais, e pela capital do Rio de Janeiro.


Globo Online | 24-Mar-2017 22:15

Estudante morre atropelado por ônibus em frente à PUC-Rio, na Gávea

RIO - Um aluno da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) morreu após ser atropelado por um ônibus em frente ao campus da instituição, na Rua Marquês de São Vicente, na Gávea, na Zona Sul da cidade, nesta sexta-feira. Ele foi identificado como Bruno Queiroz, de 18 anos, calouro do curso de Direito.

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De acordo com a PUC-Rio, Bruno estava na calçada, em frente a uma padaria, após ter participado de um trote. Ele teria se desequilibrado e caído, sendo atingido pelo ônibus em seguida. Por causa da morte do aluno, o Departamento de Direito da universidade suspendeu as atividades na noite desta sexta-feira. "O Departamento se solidariza com a família de Bruno neste difícil momento de luto".

- Hoje aconteceu o trote dos alunos de Direito. Como de costume, disponibilizamos o vestiário para que eles possam tomar banho e, no fim, ele e um grupo de amigos vieram aqui para a frente da padaria. Ele estava na beira da calçada. O motorista não conseguiu frear e se assustou com o barulho. Correu para ajudar, mas viu que ele já estava sem vida - disse o vice-reitor da PUC-Rio, Augusto Sampaio, que esteve no local do acidente.

Ainda segundo Augusto Sampaio, o pai do jovem chegou ao local do acidente com parentes e estava muito abalado.

- Ele sentou no chão e começou a chorar. Foi uma cena horrível de se ver. Imagina você encontrar seu filho assim. Foi muito triste. O motorista também ficou nervoso, mas nos explicou o que aconteceu. Lamentamos profundamente por um jovem que tinha toda uma vida pela frente - disse.

Bruno se formou no ensino médio na unidade de Jacarepaguá do Colégio Cruzeiro, na Zona Oeste. Ex-professor de História da escola, Marcelo Ferro, falou sobre o ex-aluno.

- Tudo que você puder pensar de um bom rapaz era o Bruno Queiroz. Humilde, gentil, conciliador. Fui professor dele por dois anos. Ele nunca cometeu uma falha, uma grosseria, nada - disse.

O Diretório Central de Estudantes (DCE) da PUC-Rio fez uma publicação em sua página do Facebook pedindo que não sejam divulgadas fotos do acidente.

"O DCE Raul Amaro informa com pesar o falecimento do calouro de Direito, Bruno Queiroz, em frente a PUC-Rio. Pedimos encarecidamente que respeitem a família e amigos não propagando boatos e fotos", escreveu.

O motorista do ônibus, que não teve o nome revelado, foi levado para a 15ª DP (Gávea). A perícia está no local e o corpo já foi removido.

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Globo Online | 24-Mar-2017 22:03

Criança morre após bebedouro cair sobre ela em escola particular do Rio

RIO — Um menino de 5 anos morreu, na manhã desta sexta-feira, após um bebedouro cair sobre ele dentro do Centro Educacional Sousa Passos, em Paciência, na Zona Oeste do Rio. Igor de Freitas de Paula Lima ainda foi levado para o Hospital Municipal Pedro II, mas chegou sem vida à unidade.

Links escola Paciência

— Ele estava na escola, os professores disseram que ele se pendurou no bebedouro e o aparelho caiu sobre ele. A médica ligou para a minha casa, falou com a minha mãe e avisaram que ele morreu. Ela está muito abalada. Estamos tentando acalmá-la — contou Thaisa de Freitas, de 16 anos, irmã de Igor.

De acordo com a Secretaria municipal de Saúde, após constatar a morte da criança, os médicos entraram em contato com a Polícia Militar. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para apurar as circunstâncias da morte.

Pais da criança, Gisele Soares de Freitas Lima e o sargento Eduardo de Paula Lima, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), prestarão depoimento na 36ª DP (Santa Cruz), assim como a diretora e a coordenadora da escola. O registro foi feito na 36ª DP (Santa Cruz). Segundo a Polícia Civil, as investigações já começaram e está sendo aguardado o laudo da Perícia para mais informações.

O GLOBO procurou os responsáveis pelo Centro Educacional Souza Passos, mas eles ainda não se pronunciaram sobre o caso.

Nas redes sociais, amigas da mãe da vítima demonstraram pesar pela tragédia, por meio da hastag "SomosTodasGisele":

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Globo Online | 24-Mar-2017 21:21

Trilha Transcarioca vai ganhar plano de ação para conter violência

RIO — O crescente número de assaltos em trechos da Trilha Transcarioca, principalmente na rota que vai do Parque Lage ao Corcovado, tem gerado um clima de apreensão nos visitantes, entre eles turistas e esportistas. Apesar de ainda não haver uma estatística de crimes, a Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) decidiu aumentar a vigilância nessa área e, nos próximos dois meses, vai elaborar um plano de ação, em parceria com representantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do movimento Trilha Transcarioca.

Trilhas 22-03

Em reunião na terça-feira, com a participação de representantes de grupos de defesa e preservação ambiental e da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME), o secretário de Ordem Pública, Paulo Cesar Amendola, ouviu denúncias sobre a falta de segurança na região. Uma das primeiras ações será o aumento da presença de guardas do Grupamento de Defesa Ambiental (GDA), que vão monitorar e circular pela região. Além dos agentes municipais, também haverá suporte da Polícia Militar, que entrará em ação em casos de assaltos à mão armada, que, de acordo com Amendola, representam a minoria das ocorrências.

— Pelo que foi dito na reunião, a maioria dos assaltos é com armas brancas (facas, canivetes e navalhas). Por isso, acreditamos que o aumento da presença do GDA será suficiente para inibir a maioria das ações. Caso haja a suspeita de alguma ação com arma de fogo, os guardas entrarão em contato com a PM — adiantou Amendola, que está à frente do Gabinete de Gestão Inegrada Municipal (GGIM), criado na quarta-feira, e que coordenará ações unificadas entre as forças de segurança.

Info - mapa Trilha Transcarioca

Inaugurada há pouco mais de um mês, a Transcarioca é formada por 25 trilhas, que somam 180 quilômetros de caminhos ligando Barra de Guaratiba à Urca. Para quem costuma passar pelas rotas, a subnotificação de crimes na região contribui para o aumento da violência. Muitas das vítimas não registram a ocorrência em delegacias.

— As pessoas precisam fazer o boletim de ocorrência, pois um dos fatores que levam ao crescimento no número de assaltos é o pequeno número de denúncias. Além disso, é necessária uma ação integrada entre as polícias, porque acaba havendo, muitas vezes, um jogo de empurra sobre quem deve cuidar do caso — disse a presidente da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada, Kika Bradford, que aponta o trecho entre o Parque Lage e o Corcovado como o mais perigoso da Transcarioca.

Já neste fim de semana, a Seop coordenará ações para vistoriar outras áreas indicadas como mais propícias para a ocorrência de crimes. Na avaliação de Amendola, a maior parte dos assaltos ocorre em locais onde a fuga dos criminosos é facilitada pela proximidade a áreas favelizadas.

Nos próximos 60 dias, a secretaria receberá uma carta mapeada com todas as localidades e horários considerados mais propensos para a ocorrência de crimes. O documento contará com a participação de integrantes do ICMBio, entre eles Pedro Cunha e Menezes, um dos idealizadores da Trilha Transcarioca.

— Obviamente, é impossível colocar policiamento em toda a trilha, mas vamos elencar os pontos que precisam de vigilância, além das áreas que já foram apontadas como críticas, como o trecho Corcovado-Parque Lage e o Parque Municipal de Grumari. A ajuda do Pedro será fundamental nesse sentido, pois ele conhece muito bem a região — afirmou Amendola.


Globo Online | 24-Mar-2017 20:59

Tributo a vozes femininas chega em sua reta final no Teatro da UFF

NITERÓI - Após um mês de programação intensa pelo Dia Internacional da Mulher, o Teatro da UFF encerra terça-feira o festival A Força e a Voz da Mulher, com o show “Batuque da Lan Lanh”. Antes, porém, de hoje a domingo, passam por lá, respectivamente, Bia Bedran, Lucina e Lívia Nestrovski.

Com figurino inspirado em Ogan, como mulher libertadora e empoderada que toca sem camisa como os homens, Elaine Silva Moreira, a Lan Lanh, sobe ao palco acompanhada pelos músicos João Felippe Brasil e Guto Menezes, com arranjos nas cordas de violão, viola caipira e cavaquinho. Os batuques dos cajóns, atabaques e pandeiros de Lan Lanh começam pelo afro-samba “Canto de Xangô” de Vinicius de Moraes e Baden Powell; e pelo afro-jazz “Coisa 4” de Moacir Santos. Depois seguem com os ritmos da sua Bahia natal e do frevo pernambuco; e o samba de roda “Sereiar”, além de outras canções autorais do seu último disco solo “Mi”. A artista ainda divide o palco com três convidados especiais: Amanda Chaves, vocalista da Banda Devir; Andrea Ernest Dias, nas flautas; e Miguel Dias, no baixo elétrico.

— Sempre rompi barreiras naturalmente, sendo, por exemplo, uma das primeiras percussionistas do Brasil. E fico satisfeita que esteja se falando tanto sobre o empoderamento da mulher. Para celebrar este momento, convidei duas mulheres fortes para fazer uma show híbrido, com um cenário orgânico e marcante de folhas secas que se misturam com os instrumentos e revelam essa nossa liberdade — diz Lan Lanh.

Hoje, Bia Bedran apresenta o show “Beatriz”, em que mostra canções inéditas compostas entre os anos de 1966 e 1968, quando era conhecida como Beatriz, a menina dos festivais.

Amanhã, a programação continua com o MPB de Lucina. A artista se apresenta ao lado do versátil músico Daniel Sant’Ana, que se divide entre as guitarras, violão e bandolim.

— Vamos fazer um espetáculo contemporâneo, que mescla a força da raiz com os tambores; a MPB com o violão de aço; e o pop com as guitarras. A maior parte do repertório será de canções inéditas autorais, mas estamos preparando algumas surpresas — adianta Lucina.

No domingo será a vez do duo composto pela cantora americana Lívia Nestrovski e o guitarrista Fred Ferreira, com uma mistura de jazz e MPB.

Diretor do Teatro UFF, Robson Leitão avalia que eventos como este que valorizam e reforçam o papel de igualdade da mulher na sociedade contemporânea.


Globo Online | 24-Mar-2017 20:31

Professor do Pedro II é condenado por assédio sexual a aluno

RIO - O professor do colégio Pedro II Haroldo Nobre Lemos foi condenado por assédio sexual a um de seus alunos, de acordo com decisão do 1° Tribunal Federal Regional. O caso, que veio à tona agora, aconteceu em 2011, quando o adolescente tinha 13 anos. A defesa não informou detalhes sobre o processo, mas o Ministério Público Federal (MPF) adiantou que já foi feito recurso em segunda instância.

Segundo a acusação, o estudante, da Unidade Tijuca II, procurou o professor, hoje aposentado, para ter mais informações sobre uma greve em andamento. A partir desse momento, passou a receber mensagens e imagens sexualmente explícitas, e promessas de intervenção acadêmica que protegeriam o aluno da reprovação.

Em depoimento, a vítima do assédio contou que se sentiu presa à situação, pois ficou sem saber como a revelação do ocorrido seria recebida por outras pessoas.

Além disso, o aluno teria recebido diversos convites para participação de atos sexuais na casa do professor. Um dos episódios descritos na sentença diz que o aluno foi assediado pelo professor dentro da escola. A vítima depõe que o docente a abordava na escola e, certa vez, teria passado a mão no estudante dentro da própria unidade, na coxa, e tentado tocar na virilha do menor.

De acordo com uma sindicância interna do colégio, essa não era a primeira vez que o professor intercedia por alunos para com outros professores. Um caso envolveu o professor pedindo para seus colegas que um de seus alunos não fosse reprovado.

Na sentença, o juíz Marcos André Bizzo Moliari afirma que “o acusado possuía poder de mando sobre a vítima decorrente do seu decisivo poder de influência que se deixou ludibriar pela promessa de benefícios junto a direção da escola”. O magistrado ainda afirma que “não se teve em nenhum momento dúvidas quando à existência e autenticidade do diálogo revelado”. Ele considera que as ações do professor são incompatíveis com seu cargo, já que “se tratando de um profissional da educação com superioridade decisiva em relação ao interlocutor”, essa era uma “situação em que o dever de se portar com respeito em relação aos educandos é uma elementar.”

Em nota, o Colégio Pedro II disse que, apesar de a decisão judicial determinar a exoneração do professor (que chegou a ser afastado de sala de aula para exercer funções administrativas, e se tornou assessor da Diretoria, e hoje está aposentado), a instituição “deve aguardar a decisão final para acatar tal penalidade”.


Globo Online | 24-Mar-2017 13:05

Mostra resgata história da relação entre cariocas e a praia

RIO - A história da relação dos cariocas com a praia será resgatada na exposição “Quando o mar virou Rio”, que entrará em cartaz no próximo dia 24 e vai até 28 de maio, no Museu Histórico Nacional. Ao todo, serão 130 obras, entre gravuras, fotografias, instalações e pinturas de 25 artistas, que vão mostrar desde quando os médicos começaram a receitar banhos de mar para curar doenças de pele ou respiratórias, até os dias atuais, incluindo a moda, os esportes e o ideal de carioquice que ganhou fama no mundo inteiro.

Na mostra, há duas fotografias raras da americana Genevieve Naylor (1915-1989), que foi contratada pelo governo de Franklin Roosevelt nos anos 1940 para criar uma imagem de Brasil bem aceita nos Estados Unidos. Ela se encantou pela cultura brasileira e voltou para casa com mais de 1.300 fotos incríveis, retratando o cotidiano da Praia de Copacabana, por exemplo, que vivia o seu auge. As imagens foram cedidas pelo filho da fotógrafa.

A mostra também conta com obras de Rogério Reis, que foi convidado a participar com os ensaios "Surfista de trem" e "Ninguém é de ninguém". Bruno Veiga terá um painel inédito com os seus recortes aéreos das Pedras Portuguesas dos calçadões. E quatro fotos dos ensaios que Júlio Bittencourt fez do Piscinão de Ramos nos verões de 2008 a 2010 também estarão na parede do Museu Histórico Nacional.

Já os artistas Gisela Motta e Leandro Lima deram vida à fotografia em preto e branco de uma maloca yanomâmi incendiada na Amazônia, feita por Claudia Andujar em 1976. Exposição ‘Quando o mar virou Rio’

A obra Paisagem Impressa, do brasileiro radicado na Suécia Laércio Redondo, com gravuras do francês Jean Baptiste Debret (1768-1848) sobre o Rio de Janeiro do seu tempo, é outro grande destaque.

A narrativa começa a partir do batismo da cidade, que é abraçada pelo mar, mas recebeu nome de Rio de Janeiro. “Quando o mar virou Rio” conta muito bem essa história, com o auxílio de artistas de diferentes épocas e técnicas, associados a conteúdos multimídias, objetos e imagens de acervo que foram encontrados em pesquisas iconográfica e histórica, feitas nos últimos três anos.

— O mar, em sua imensidão, sempre estimulou a imaginação humana e trouxe o medo do desconhecido, gerando uma infinidade de lendas que afastavam o homem do oceano. Foi apenas na Idade Moderna que o mar deixou de ser concebido como um caótico berço de mistérios incompreensíveis. A força de um mito está em seu potencial de parecer que sempre existiu. O banho de mar e a cultura de praia estão tão associados ao Rio de Janeiro que nem parecem ser hábitos recentes, com cerca de 100 anos — disse Isabel Seixas, umas das curadoras da mostra.

Letícia Stallone, outra curadora, afirma que a trajetória da cidade está tão entrelaçada ao mar que a sua própria identidade está vinculada à imensidão da água salgada, ao sol, à areia e tudo que pertence a esse ambiente.

— Tudo isso num mesmo gingado que a gente que se mete nessa geografia acaba adquirindo — acescentou.

Diogo Rezende, outro curador, completou dizendo que:

— A curadoria gosta de pensar que a exposição é uma ode ao movimento da cidade, que começa com a vinda dos primeiros índios que buscavam a terra sem males, passa pelos navegantes portugueses e é porto de partida e chegada de produtos, pessoas e influências de além mar, até quando o Rio se volta literalmente para a praia, desaguando numa paixão do carioca por ocupar a orla de diferentes maneiras.

A exposição “Quando o mar virou Rio” poderá ser vista de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30. O Museu Histórico Nacional fica na Praça Marechal Âncora sem número, no Centro do Rio. A entrada custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia entrada para estudantes e maiores de 65 anos).


Globo Online | 24-Mar-2017 12:36

Os ilustradores ganham espaço no universo dos desenhos e quadrinhos

NITERÓI — Desenhistas não profissionais desde pequenos e hoje animadores, cartunistas e atores de voz, Andrei Duarte e Gabriel Moura fazem sucesso no mundo da animação. O primeiro, morador do Pé Pequeno, não esperava emprestar sua voz a personagens. Quando criança, pensava em ser astronauta ou motorista de caminhão. Já Gabriel, que vive em Icaraí, não tinha dúvidas de que seu futuro, de alguma forma, estaria ligado ao desenho. Suas primeiras publicações, aos 16 anos, foram as tirinhas mensais na revista “O Cais”. Na época, ele sequer pensava em ganhar dinheiro com isso; hoje se prepara para lançar a segunda edição dos quadrinhos “Avenida Cartum”, de criação e execução próprias.

Formado em Desenho Industrial e pós-graduado em Animação, Andrei começou trabalhando como animador freelancer, atuando na produção dos curtas “Os elementos”, “Tromba Trem” e “Histórias assombradas”. Atualmente, divide-se fazendo as ilustrações e a voz do personagem Irmão do Jorel, da série de mesmo nome, que é o primeiro desenho totalmente brasileiro do Cartoon Network, em parceria com a Copa Studios. O artista explica como funciona o processo de criação dos desenhos e ressalta que a função de ator de voz não é a mesma de um dublador.

— Primeiro nós montamos o storyboard, que são os esboços das ilustrações, escrevemos o roteiro e gravamos as vozes. Lá, brincamos e damos vida aos personagens. Na hora de montar os desenhos, os animadores se baseiam nas performances das vozes dos atores. Na dublagem, o processo é o contrário. Primeiro vem o desenho e depois a voz.

Os dois cartunistas explicam que a animação nada mais é do que as histórias em quadrinhos em movimento; por isso estão relacionadas. Gabriel também é publicitário e ilustrador. Ele trabalha em casa e produz sozinho as histórias da revista e dos desenhos da “Avenida Cartum”, que surgiu como diversão em 2003. As animações e as tirinhas são publicadas no site (avenidacartum.com.br) e vão ganhar a segunda edição impressa em 15 de abril; serão distribuídas gratuitamente numa parceria com seus patrocinadores.

— Com o material impresso, em mídia palpável, as crianças que têm outras obras como referência também podem conhecer meu trabalho, disponível na internet — diz Gabriel.

As aventuras da “Avenida Cartum” exploram o valor da amizade, da imaginação e das brincadeiras entre os amigos Clóvis, Helena, Gildom, Tobias, o Frango de Dentadura e sua namorada, a Franga de Peruca. As histórias da turminha foram compiladas num DVD e exibidas nas edições do Salão da Leitura de Niterói em 2006, 2008 e 2014. No ano passado, a animação ganhou espaço no Animanit, evento temático também em Niterói. O criador, que se inspira até hoje em Mauricio de Sousa, revela que, apesar da paixão pelos desenhos, só decidiu publicá-los quando ficou desempregado (ele trabalhava com audiovisual numa agência de publicidade) e viu ali uma oportunidade de se sustentar fazendo o que mais gosta.

Andrei também faz tirinhas, mas suas influências vêm mais de animações, principalmente as do Leste da Europa. Ele, que marcou presença em quase todas as edições do Anima Mundi, teve sua primeira participação no festival como animador em 2011, com a vinheta do seu primeiro curta, o “Biscoito de bosta”, que idealizou e produziu sozinho para o filme “Engole logo uma jaca então”. O artista dá dicas para quem pensa em seguir a carreira:

— É fundamental estudar e praticar animação diariamente, pois só se aprende praticando. Vale ter em mente que um bom resultado dá trabalho e demora muito para ficar pronto. Sendo assim, um cara preguiçoso ou imediatista terá que optar por outra profissão.

E os planos para o futuro? Gabriel diz que espera poder mostrar que é possível produzir boas ideias de forma independente da cabeça para o papel e do papel para as mãos do leitor. Andrei, por sua vez, brinca que não sabe aonde vai chegar, mas tem certeza que aonde quer que seja, será de caminhão.


Globo Online | 24-Mar-2017 08:30

Vizinhos tentam impedir que moradora crie mais de 40 gatos em Niterói

O bloco 1 do Condomínio Solar do Barão, no Fonseca, tem 12 andares, com um problema no meio: um apartamento com mais de 40 gatos, no sexto andar. O que começou com um desconforto virou uma guerra entre vizinhos, inclusive com agressões físicas, e revelou ainda um problema maior: a falta de espaços para acolhimento de animais na cidade.

Da mesma forma que o mau cheiro gerado pelos dejetos dos animais não fica restrito ao imóvel do sexto andar, o problema foi além dos debate nas reuniões de condomínio. Desde 2013 — quando eram apenas 15 animais —, corre um processo na 7ª Vara Cível de Niterói contra a proprietária do apartamento. A decisão para a remoção já foi desobedecida duas vezes. Agora, o condomínio busca um local para encaminhar os bichanos.

— Esbarra no problema de para onde levá-los. Em Niterói não tem (abrigo de animais). O condomínio está fazendo contato com instituições no Rio. Espero que a Justiça indique logo um lugar — diz a moradora Raquel Teixeira, que se mudou do sexto para o 12º andar. — Às vezes, o cheiro vai até lá! E já estou perdendo meu inquilino, que ocupou o sexto andar.

Para o advogado Hamilton Quirino, especializado em direito imobiliário, os vizinhos agiram corretamente ao levar o caso à Justiça. Uma alteração da convenção do condomínio, que hoje permite que se tenha animal, não adiantaria.

— O Código Civil fala do direito de vizinhança e da proteção do sossego, da segurança e da saúde. Então, o problema não é poder ter o animal. É a falta de bom senso, de que dezenas de gatos vão incomodar os vizinhos. É como o excesso de barulho — comparou.

Dona dos gatos, X., de 70 anos, admite que o mau cheiro existe, mas ressalta que os animais precisam ser protegidos:

— Não se pode deixá-los na rua. Eles têm o apartamento inteiro para andar. O cheiro acontece, reconheço, mas eu limpo tudo, uso água sanitária. Não vou discutir se o espaço é adequado. Se tivesse dinheiro, teria um sítio. Os vizinhos é que me perseguem.

INSPEÇÃO FRUSTRADA

Em dezembro, a Vigilância Sanitária de Niterói tentou fazer uma inspeção no apartamento. A porta não foi aberta, o que não impediu a confecção de documento relatando o forte mau cheiro. Em janeiro, a porta se abriu para um oficial de justiça. Segundo o relatório dele, havia mais de 40 animais no local, que não tem mobília.

Apesar da visita, a Vigilância Sanitária não indicou um abrigo por um simples motivo: a prefeitura não tem um. A moradora foi multada pelo órgão, que aguarda, agora, que a Justiça determine a entrada dos seus agentes no imóvel para a retirada dos animais e decida para onde os gatos serão levados. Uma nova visita será feita ao local.

O problema acontece também nas áreas comuns do prédio, já que a moradora coloca alimentos no pátio para os bichos. Os animais destruíram o parquinho e bebem água na piscina.

— Ninguém aguenta mais isso. Moro no quinto andar e vivo com tudo fechado — desabafa Ari Chateaubriand.

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Globo Online | 24-Mar-2017 08:30

MP pede adequação do ‘puxadinho’ usado para embarque e desembarque no Terminal de Niterói

NITERÓI - A comerciária Ana Carolina Silva, moradora da Venda da Cruz, trabalha numa loja na Praça do Rink, no Centro, e embarca todos os dias, por volta das 19h, no ônibus da linha 41 no Terminal Rodoviário João Goulart. O tempo que ela leva, nas suas contas, depois que entra no coletivo até a Avenida Feliciano Sodré (cerca de 900 metros adiante) é quase os mesmos 30 minutos do restante do trajeto de 6,2 quilômetros até a sua casa. Ela explica que a demora ocorre devido ao trânsito nos acessos ao terminal. O mesmo motivo é apontado pelo engenheiro Paulo Amorim para percorrer em 40 minutos o caminho do trabalho, na Ilha da Conceição, até sua casa, no Ingá, de carro. A sobrecarga do terminal — que hoje tem 57% mais acessos diários do que comporta sua capacidade, provocando transtornos na vida de quem usa o equipamento e também de quem não depende dele — é alvo de um inquérito na promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Consumidor e Contribuinte do Núcleo Niterói do Ministério Público (MP).

A investigação do MP trata da falta de infraestrutura do espaço, constatada, na última quarta-feira, pelo GLOBO-Niterói. Uma espécie de “puxadinho”, construído há dois anos nos fundos do terminal para servir de local de espera dos ônibus antes de eles acessarem as baias (muito cheias, sobretudo nas horas de rush), passou a ser usado para embarque e desembarque de passageiros. Carros particulares também estacionam ali, sem qualquer segregação dos coletivos. Montanhas de materiais usados para pavimentar o terreno, como piche e terra, ficam às margens da Baía de Guanabara e, sobre elas, motoristas tentam estacionar seus ônibus, deixando-os inclinados. Grupos consomem drogas no terreno, e abrigos foram construídos por moradores de rua quase dentro d’água. Uma das mais graves consequências do estado de desordem no terreno foi a morte, na sexta-feira passada, de um homem atropelado por um ônibus. Segundo testemunhas, ele era morador de rua e passava atrás do coletivo no momento em que o veículo manobrava.

PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS

Agentes do Ministério Público se reuniram, no dia 16 de fevereiro, com representantes da Superintendência de Terminais e Estacionamentos de Niterói (Suten), da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans) e do consórcio Teroni, que administra o terminal. No encontro, o órgão pediu providências para a adequação e sinalização do “puxadinho”. “A investigação trata da lotação do espaço, em especial do embarque e desembarque de passageiros”, informou o MP, em nota.

Ana Carolina, que depende do terminal para pegar ônibus todos os dias, espera que a movimentação se traduza em melhorias e maior rapidez para os usuários.

— Alguma coisa precisa ser feita, porque de um ano para cá está impossível pegar ônibus no terminal. É muita confusão nas baias e no trânsito em volta — reclama.

Paulo Amorin, que há muitos anos não pega ônibus no terminal, espera que as medidas de adequação também solucionem o problema do trânsito nos horários de rush, melhorando o fluxo para quem passa de carro pelo Centro:

— Isso (a melhoria da infraestrutura do terminal) já deveria ter acontecido, para não termos que passar pela situação de colapso que está hoje. À noite, o trânsito no Centro está impraticável por conta dos ônibus que ficam parados em fileiras, esperando para entrar no terminal.

O consórcio Teroni diz que toda a área do terminal, incluindo o terreno localizado nos fundos, pertence ao município e que o atual contrato de concessão envolve apenas a área construída. A Teroni admite, portanto, que fez a pavimentação do terreno para que ele pudesse receber os ônibus, e que as sobras de materiais serão removidas à medida em que forem feitas novas terraplanagens. Sobre as adequações e a sinalização do local pedidos pelo MP, o consórcio afirma que já investiu R$ 23 milhões em obras de infraestrutura e modernização do terminal desde que assumiu a gestão do equipamento há dez anos, e aguarda um posicionamento da prefeitura para executar o que for necessário.

— Pelo contrato, só temos como realizar melhorias na área construída do terminal. Depois da reunião com o MP, ainda não tivemos um retorno (da prefeitura). Estamos aguardando um posicionamento dos órgãos da prefeitura para saber que providências serão tomadas e como vamos ajudar. Caso haja ampliação da área do terminal, isso precisa ser incluído no contrato para que possamos realizar a gestão do espaço — explica o gerente administrativo do terminal, Aníbal Bonorino.

A Suten informa que está elaborando um estudo junto ao consórcio Teroni e ao Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj) para readequar o espaço do “puxadinho” do terminal “devido o aumento expressivo da demanda nos últimos 20 anos (de 350 mil acessos para 550 mil), inclusive com o reordenamento das baias, visando a melhorar a fluidez do trânsito no espaço”. De acordo com o órgão, todo processo está sendo feito em comum acordo com a Setrerj para melhorar o atendimento aos usuários e trabalhadores do terminal. “A Suten informa ainda que determinou à concessionária Teroni uma série de medidas para melhorar a qualidade dos serviços prestados no terminal, inclusive com aumento de fiscalização (dentro da gare e das plataformas), além de aumentar os corredores de circulação de pessoas e redistribuição dos comércios”. A Suten reitera que o MP deu prazo de 60 dias para a elaboração e apresentação do estudo de readequação do espaço e que a prefeitura está dentro do prazo. A Secretaria de Ordem Pública (Seop) disse que fará fiscalização no local para averiguar a presença de moradores de rua instalados no terreno.

NOVA RUA SERÁ ABERTA

As intervenções previstas pela prefeitura para o entorno do terminal incluem a reabertura de uma via entre a gare e o “puxadinho”, a antiga Rua 4. A nova passagem servirá, principalmente, para os carros que saem do Teatro Popular Oscar Niemeyer, sentido Zona Sul. A rua passará pela lateral do terminal até o Bay Market e contornará o shopping, saindo ao lado da Praça Araribóia. O projeto inclui ainda uma ciclovia com o mesmo traçado. De acordo com a prefeitura, a passagem já estará aberta a partir do mês que vem.


Globo Online | 24-Mar-2017 08:30

Orla Conde: retirada de gradil ainda é só uma promessa

RIO — Legado olímpico, a Orla Conde reúne encantos que conquistam cariocas e turistas. No entanto, uma solução provisória adotada para garantir a segurança de quem caminha à beira-mar destoa da paisagem e recebe críticas. Da Igreja da Candelária aos casarios históricos, do Museu do Amanhã ao visual da Praça Mauá, o olhar dos visitantes esbarra em um grande cercado instalado pelo 1º Distrito Naval da Marinha. Enfileiradas, as grades alcançam aproximadamente 500 metros de extensão — são 250 peças. Em janeiro, a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) e a Marinha começaram a discutir a construção de um guarda-corpo definitivo. Dois meses depois, porém, o projeto ainda não saiu do papel. Pior: não há prazo nem previsão de custo, e ninguém sabe informar de onde sairão os recursos necessários para a obra.

Nesta quinta-feira, turistas que visitaram a Orla Conde foram unânimes: qualquer esforço para evitar quedas no mar é bem-vindo, mas precisa ser melhor planejado. Afinal, as grades quebram a harmonia arquitetônica do boulevard. Orla conde 23-03

Morador de Florianópolis, Nazareno Oliveira esteve pela primeira vez na Orla Conde. Segundo ele, a proteção feita com grades é “grotesca”.

— A proteção deveria ser bem planejada. Proporciona segurança, principalmente para crianças, mas a estrutura improvisada é grotesca. E, verdade seja dita, não é totalmente eficiente, já que, correndo, um menino grande é capaz de derrubar uma grade. Funciona mais como um aviso para os adultos — afirmou Oliveira, que veio pela sétima vez ao Rio somente para conhecer a Orla Conde.

Já o paraibano Luciano Coelho reclamou do contraste entre a estrutura provisória e o Museu do Amanhã, símbolo da revitalização da Praça Mauá:

— As grades destoam de tudo que foi construído nessa região da cidade, como o Museu do Amanhã. Não combinam com nada. Segurança é importante, mas qualquer tipo de proteção precisa ser integrada ao local.

Morador do Rio desde 1975, o argentino Enrique Lima, naturalizado brasileiro, compara as diferentes soluções implementadas na Orla Conde e em Puerto Madero, área turística de Buenos Aires.

— Esteticamente, o melhor seria não haver grade alguma aqui. Se oferecer algum tipo de proteção é importante, é preciso fazer algo bonito. Puerto Madero, na Argentina, projetou um gradil que se integra ao ambiente. Eu nunca me incomodei com a a presença da estrutura lá — disse Lima.

Em nota, a Marinha afirmou que o gradil foi colocado em “caráter provisório” e que “visa à segurança do cidadão que circula naquela região”. De acordo com o Comando do 1° Distrito Naval, foi acordada com a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) a necessidade de colocar um guarda-corpo junto ao espelho d’água: “A Cdurp elaborou um projeto que irá substituir o gradil provisório, em consonância com as benfeitorias realizadas na extensão da Orla Conde, com cerca de 500 metros”.

A Cdurp, porém, lembrou que nenhum projeto foi aprovado até agora. Representantes da Marinha e da companhia formaram, em janeiro, um grupo de trabalho para estudar a instalação de uma proteção na área “sem comprometer o projeto urbanístico do Porto Maravilha”. De acordo com a companhia, a última reunião foi realizada no dia 16 de fevereiro, e a próxima está prevista para o fim deste mês. “Prazo, custo e recursos para esta obra ainda são objetos de discussão entre as duas instituições”, destacou a Cdurp em nota.


Globo Online | 24-Mar-2017 08:30

Início das aulas na Uerj ainda não tem data definida

RIO — A volta às aulas na Uerj ainda está indefinida. Em compasso de espera desde 16 de janeiro, os alunos tinham a esperança que o semestre letivo fosse retomado na próxima segunda-feira, mas a reitoria optou por um novo adiamento devido à falta de manutenção e aos atrasos no pagamento dos salários e das bolsas de cotistas. Nesta quinta-feira, alunos e professores fizeram um protesto pacífico na frente do Palácio Guanabara, em Laranjeiras.

Em meio à crise, a Uerj se envolveu numa polêmica ao realizar um concurso para preencher uma vaga de professor titular da Escola de Direito, como destacou o desembargador federal Marcus Abraham, que também dá aulas na universidade, num artigo publicado nesta quinta-feira no GLOBO. UERJ 23-03

Conforme antecipou Ancelmo Gois em sua coluna, um mandado de segurança que tramita na 6ª Vara de Fazenda Pública do Rio tenta impedir essa contratação, com base num decreto assinado em junho pelo então governador em exercício Francisco Dornelles, que proíbe a realização de concursos públicos por um ano.

De acordo com o reitor da Uerj, Ruy Garcia Marques, o edital foi aberto antes do decreto de Dornelles e os gastos com o concurso já estão no orçamento de custeio da instituição, que é de R$ 90 milhões anuais. Desse valor, disse Marques, apenas R$ 15 milhões foram repassados pelo governo em 2016. Este ano, a Uerj ainda não recebeu um centavo, segundo o reitor.

A reitoria informou que está renegociando os contratos com as empresas terceirizadas de limpeza, segurança e manutenção para que elas voltem ao trabalho e as aulas possam ser retomadas.


Globo Online | 24-Mar-2017 08:30

Granja de Minas Gerais é a única no país que fornece produto especial para fabricação de vacina

RIO — Presença constante na culinária brasileira, famoso na hora em que a fome aperta, o ovo é fundamental também na fabricação da vacina contra a febre amarela produzida pelo laboratório Bio-Manguinhos. Mas o produto que vai à panela não é o mesmo usado pela Fiocruz: a produção da vacina depende de um tipo muito especial de ovo, cuja unidade custa R$ 8. Para efeito de comparação, uma caixa com uma dúzia de ovos comuns custa, em média, a R$ 7 nos supermercados. info-vacina febre

O produto específico para a produção de vacina, cujo preço dobra se for importado, é hoje produzido no Brasil em uma única granja de Uberlândia, Minas Gerais: a Valo BioMedia, controlada por uma multinacional alemã. febre amarela 23/03

Do momento em que a galinha põe o ovo até ele chegar ao Rio, a matéria-prima fundamental para o laboratório da Fiocruz passa por um rigoroso controle de qualidade. São ovos embrionados e livres de germes patogênicos, chamados de SPF (Specific Pathogen Free). O processo de purificação começa na seleção das galinhas, da linhagem alemã Lohman. As aves que chegam à granja são fruto de um processo de depuração que atinge três gerações dos animais. Essa é a forma de garantir a pureza da linhagem que será usada na produção.

Na granja, as aves são tratadas a pão de ló: a qualidade da ração é monitorada para que não haja qualquer impureza ou conservante. As instalações onde ficam confinadas, juntos de galos igualmente especiais que fecundam os ovos, são meticulosamente limpas. Os responsáveis pelo funcionamento da granja explicam que o ambiente é semelhante ao de uma UTI de primeiro mundo: o ar é cem por cento filtrado e apenas poucas pessoas podem ter acesso ao local.

Na Valo BioMedia, segundo contou o funcionário José Eurípedes, apenas seis pessoas podem entrar.

— Eles só entram após um processo de higienização, em que precisam tomar três banhos — afirmou, dizendo que há 20 mil galinhas na granja.

Os ovos são usados para inocular o vírus da febre amarela atenuado. Após um período específico de incubação, os embriões com vírus multiplicados são triturados para produzir a suspensão viral, que é congelada a menos 70 graus Celsius. Os ovos são usados para produzir anticorpos, assim como ocorre no organismo quando ocorre uma infecção. Dessa forma, a substância estimula o organismo a desenvolver anticorpos sem desenvolver a doença.

Por semana, a Bio-Manguinhos utiliza cerca de nove mil ovos especiais. Cada ovo tem capacidade de produzir até 400 doses da vacina contra a febre amarela.


Globo Online | 24-Mar-2017 08:30

Apesar de já produzir 9 milhões de doses por mês, Fiocruz não tem estoque de vacina contra febre amarela

BRASÍLIA E RIO — Com a confirmação de cinco casos de febre amarela no Rio e a decisão do governo do estado de imunizar contra a doença toda a população fluminense até o fim do ano, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), está trabalhando a todo vapor. Maior fabricante de vacinas do país, a instituição já opera com sua capacidade máxima e está produzindo cerca de nove milhões de doses por mês, que são distribuídas a todo o Brasil. Até o ano passado, antes de um surto atingir Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, eram fabricadas cerca de 2 milhões de vacinas mensalmente. A quantidade atual, embora maior, ainda fica aquém da necessária, caso as autoridades de saúde decidam fazer uma vacinação em massa no Rio para atingir seus 16,5 milhões de habitantes. E o plano B, na hipótese de uma epidemia, é fracionar vacinas.

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Bio-Manguinhos trabalha com sua capacidade máxima para produzir vacinas

— Não temos estoque de vacina. Toda nossa produção está voltada para atender a demanda, que está alta. O que estamos produzindo estamos entregando ao Ministério da Saúde — disse ontem ao GLOBO Artur Roberto Couto, diretor da Bio-Manguinhos. febre amarela 23/03

Mesmo descartando a possibilidade de uma epidemia no estado, Artur revela que a estratégia de fracionar a vacina já foi adotada em Angola, em 2015, quando uma dose era dividida em cinco partes para poder imunizar um número maior de doentes no país africano. Lá, cerca de 400 pessoas morreram em consequência da febre amarela:

— Não há indício de que isso pode acontecer. Não temos registro de nenhum caso de febre amarela urbana. Mas, se isso acontecer, a solução, a curto prazo, seria fracionar a vacina, como foi feito em Angola. Aliás, este projeto foi desenvolvido na Bio-Manguinhos.

Encomenda para onu foi suspensa

A médio prazo, a ideia, diz o diretor da Bio-Manguinhos, é expandir a produção de vacinas através de parcerias. Até novembro, a Fiocruz fechará um acordo com um laboratório privado para produzir, em São Paulo, cerca de 13 milhões de doses por ano. Além disso, a Fiocruz pretende concluir, em três anos, as obras do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (CIBS), em Santa Cruz. O local terá capacidade para produzir até 300 milhões de doses anuais.

Com o aumento da procura pela vacina contra a febre amarela, a Bio-Manguinhos suspendeu uma entrega de 14 milhões de doses para a ONU. Para dar conta da demanda, também interrompeu momentaneamente a fabricação da tríplice viral, deslocando os funcionários e as máquinas que trabalhavam na imunização contra sarampo, caxumba e rubéola para o setor voltado para a febre amarela.

— Entregamos um milhão de doses na sexta-feira, quase 700 mil doses na última segunda-feira e outras 670 mil doses na quarta-feira. Até o fim de março, serão distribuídas mais três milhões de doses. Estamos trabalhando com a nossa capacidade máxima — contou o diretor.

Dentro do laboratório da Bio-Manguinhos, o trabalho é frenético. Enquanto as máquinas se movimentam, os técnicos trabalham concentrados. Foram realizados ajustes em todo processo produtivo já que houve aumento da procura por insumos como frascos, rolhas, embalagens e rótulos.

— Não temos estoque de vacinas, mas temos de matéria-prima. Se a nossa capacidade produtiva fosse maior, poderíamos fabricar 78 milhões de doses. Por isso, há a necessidade de expansão, com a construção do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde. Lá teremos capacidade para produzir 60 milhões de frascos de vacinas contra a febre amarela — afirmou Antônio de Pádua Risolia Barbosa, vice-diretor de Produção da Bio-Manguinhos.

Barbosa acompanhou uma equipe do GLOBO durante uma visita às instalações da Bio-Manguinhos na manhã de ontem. Ele explicou que a produção segue um rigoroso processo de controle de qualidade.

— Apesar de estarmos operando com nossa capacidade máxima, não descuidamos do controle de qualidade. Estamos sempre passando por auditagem da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e, a cada dois anos, recebemos a visita de técnicos da OMS. Além disso, nossa equipe está sempre passando por cursos de reciclagem. Há pouca margem de erro — disse.

Para visitar a linha de produção, qualquer um é obrigado a vestir roupas especiais e passar por uma higienização. O uniforme é semelhante aos usados por astronautas. Mesmo assim, em algumas áreas, apenas pessoas treinadas podem ter acesso.

— Não pode haver nenhum tipo de contaminação. O ambiente está sempre muito limpo — afirmou o vice-diretor.

Ontem, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antonio Carlos Figueiredo Nardi, disse que a pasta estuda ampliar a vacinação contra febre amarela para crianças de todo o país. Hoje, essa imunização só está no calendário oficial nas áreas de vacinação permanente, que abrange cerca de 3,5 mil municípios. Mas, com o surto da doença, as regras poderão ser modificadas entre o segundo semestre deste ano e 2018. Nardi destacou que essa e outras mudanças no Programa Nacional de Imunização foram discutidas entre o ministério, estados e sociedades médicas no Comitê Técnico de Avaliação em Imunização, que se reúne a cada semestre.


Globo Online | 24-Mar-2017 08:30

Mais países exigem vacina de brasileiros contra a febre amarela

RIO — Pelo menos três brasileiros foram impedidos de entrar em outros países porque não apresentaram certificados de vacinação contra a febre amarela. A informação foi dada ontem pelo Ministério das Relações Exteriores, que não quis divulgar a identidade do grupo. De acordo com o Itamaraty, os viajantes pretendiam visitar um dos cinco países que, desde o surgimento do surto de febre amarela em Minas Gerais e no Espírito Santo, no ano passado, passaram a exigir comprovantes de imunização.

Os países que passaram a exigir certificados de vacinação de cidadãos brasileiros após o surgimento de casos em território nacional são Cuba, Panamá, Nicarágua, Bolívia e Venezuela. Os países que exigem o certificado de vacinação podem ser consultados na página da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na internet. Febre amarela 22-03

ALERTAS FORAM EMITIDOS

O número de brasileiros que não puderam entrar nos países que começaram a exigir os comprovantes de imunização pode ser maior. O Ministério das Relações Exteriores só toma conhecimento de casos quando cidadãos procuram consulados ou embaixadas para prestarem queixas. Viajantes não são obrigados a comunicar o impedimento.

O Itamaraty já emitiu alertas consulares para viajantes brasileiros sobre a exigência de vacina contra a febre amarela feita por alguns países e também já disponibilizou um site - portalconsular.itamaraty.gov.br, em que se pode tirar dúvidas.

A assessoria de imprensa dos consulados do Panamá, em São Paulo, e da Nicarágua, em Brasília, explicaram que a exigência se justifica pelo avanço da febre amarela no país. Há 19 estados brasileiros sob risco de surto da doença. O Panamá passou a exigir o certificado no mês passado, enquanto a Nicarágua fez a restrição em 2016, quando surgiram casos em Minas Gerais.

No mundo, 254 países são signatários do Regulamento Sanitário Internacional. Desses, 152 exigem o Certificado Internacional de Vacinação do Profilaxia (Civp), documento que comprova a vacinação contra a doença. A lista com os países que exigem o documento está disponível no site da Organização Mundial de Saúde. A maioria dos países que fazem a exigência fica na América do Sul e Central, África, Ásia e Oriente Médio, além de ilhas do Caribe e da Oceania.

Neste sábado, a Secretaria municipal de Saúde pretende fazer o Dia D de vacinação conta a febre amarela. Os 12 postos da cidade vão ficar abertos de 8h às 17h para imunização da população. Ontem, o secretário municipal de Saúde, Carlos Eduardo de Mattos, recebeu 200 mil doses da vacina do Ministério da Saúde.


Globo Online | 24-Mar-2017 08:30

Justiça manda recolher imagens de câmeras de segurança de Bangu 8

RIO - A Vara de Execuções Penais do Rio (VEP) determinou, nesta quinta-feira, o recolhimentos das imagens de câmeras de segurança do presídio de Bangu 8, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste. O ex-governador Sérgio Cabral está preso no local. A decisão foi tomada após a descoberta de que alguns dos equipamentos da unidade não estavam funcionando.

Em uma inspeção realizada no dia 9 de março, um agente penitenciário soube que, das 16 câmeras, quatro estavam sem funcionar, e uma quinta ficou quebrada por um determinado período. Nesta quinta, uma equipe da VEP descobriu que outras três camêras estavam sem funcionar, durante o cumprimento da ordem de busca e apreensão.

O juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, que determinou a medida, irá analisar as imagens recolhidas para saber se elas mostram alguma irregulariedade no presídio.


Globo Online | 24-Mar-2017 01:09

Nove mulheres são vítimas de golpista próximo a escolas no Recreio

RIO - Pelo menos nove mulheres foram vítimas de um tipo de assalto inusitado praticado nas proximidades de escolas do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, no período de um mês.
A estratégia usada pelo administrador Sandro Murityba de Souza, de 40 anos, consistia em se aproximar das vítimas - mães que deixavam e buscavam seus filhos das aulas - com um "bom papo". Minutos depois, ele as ameaçava com uma arma para roubar seus carros.
Um dos assaltos foi praticado na porta de uma das instituições, segundo a delegada titular da 42ª DP (Recreio), Márcia Julião, responsável pelo caso. Ela contou ainda que o homem, "muito bem apessoado", fazia o percurso para aplicar o golpe na região habitualmente e em horários alternados, o que dificultou o serviço da polícia. Souza foi preso preventivamente por agentes da unidade na última segunda-feira. Os carros roubados, no entanto, ainda não foram recuperados.
No Facebook, há pelo menos sete perfis associados ao nome do criminoso, afeito se exibir em selfies, mostrando tatuagens. De acordo com a polícia, ele é morador de Coroa Grande, em Itaguaí, e já havia cumprido pena anteriormente também por roubo de veículos.


Globo Online | 24-Mar-2017 00:42

Ministério da Saúde estuda ampliar vacinação contra a febre amarela para todas as crianças

BRASÍLIA - O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antonio Carlos Figueiredo Nardi, disse que a pasta estuda ampliar a vacinação contra a febre amarela para crianças de todo o país. Hoje, essa imunização só está no calendário oficial nas áreas de vacinação permanente, que abrange cerca de 3,5 mil municípios. Mas, com o surto da doença, as regras poderão ser modificadas entre o segundo semestre deste ano e 2018, segundo ele. febre amarela 23/03

Nardi destacou que essa e outras mudanças no Programa Nacional de Imunização foram discutidas entre o ministério, estados e sociedades médicas no âmbito do Comitê Técnico de Avaliação em Imunização, que se reúne a cada semestre. Ele afirmou, porém, que paralelamente a uma possível ampliação da vacina a todas as crianças está sendo planejado um sistema informatizado de registro de vacinação evitar a imunização acima dos limites. Atualmente, é recomendada uma dose aos 9 meses e outra de reforço aos 4 anos.

- Quando essa criança de quatro anos hoje tiver 30 anos, ela poderá saber que já foi vacinada e não se exporá novamente ao composto, que é de vírus atenuado e pode gerar consequências graves se for usada indiscriminadamente - explica Nardi.

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Por esse motivo, o secretário-executivo descarta uma ampliação da área de vacinação com recomendação de vacinação permanente no país. Nardi explica que eventualmente essa área pode ser aumentada mas apenas se atender aos critérios do protocolo epidemiológico. Dessa forma, ainda segundo o secretário-executivo, uma vacinação em massa está descartada.


Globo Online | 24-Mar-2017 00:34

Faltam vacinas em postos de saúde de Casimiro de Abreu

RIO - Apesar de todos os casos de febre amarela registrados no Estado do Rio terem sido em Casimiro de Abreu, as vacinas estão em falta no município da Baixada Litorânea. De acordo com informações da prefeitura, a cidade recebeu 43 mil doses - são 40 mil moradores - , mas no mutirão de vacinação realizado na última semana, a cidade recebeu muitas pessoas de fora, e acabou desabastecida.

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Um novo lote de vacinas foi solicitado na segunda-feira, mas o município recebeu apenas 2 mil doses, que acabaram no mesmo dia. Em nota, a prefeitura afirma que o Secretário de Saúde de Casimiro de Abreu, Ibson Júnior, já solicitou junto ao governo do Estado mais vacinas para o município, e aguarda resposta. Segundo a prefeitura, cerca de 80% da população foi vacinada. Desde segunda-feira a imunização em Casimiro passou a ser restrita aos moradores. Apenas que apresenta comprovante de residência pode tomar a vacina. febre amarela 23/03

MAIS DOIS CASOS DA DOENÇA FORAM REGISTRADOS NA CIDADE

Nesta quinta-feira, mais dois casos de febre amarela foram confirmados no Estado do Rio, ambos em Casimiro de Abreu. e acordo com a prefeitura de Casimiro de Abreu, as vítimas foram identificadas como Abreu Jairo Bochorny, de 68 anos, e Pedro De Oliveira Santos - tio do pedreiro Watila dos Santos, de 38 anos, que morreu da doença.

Desde que o Ministério da Saúde começou a monitorar mortes por febre amarela no país, em dezembro do ano passado, já foram notificados, até o último dia 17, 1.558 casos de pessoas com suspeita de terem contraído a doença. Deste total, 424 (27,22%) foram confirmados e 201 (12,90%), descartados. Os outros 933 (59,88%) ainda estão sendo investigados.

A Secretaria de Vigilância de Saúde do ministério também monitora ocorrências com macacos. Segundo o órgão, até sexta-feira passada, 389 primatas - de um total de 1.249 notificações - foram diagnosticados com febre amarela no país. Doze suspeitas foram descartadas e outras 394 continuam sendo investigadas.


Globo Online | 23-Mar-2017 23:34

Vereadores aprovam projeto que flexibiliza faixa exclusiva da Av. Brasil

RIO — A Câmara dos Vereadores aprovou, nesta quinta-feira, um projeto de lei que autoriza carros particulares a utilizaram a faixa seletiva da Avenida Brasil em horários específicos. A proposta será agora ecaminhada para o prefeito Marcelo Crivella, que pode sancionar ou vetar.

O PL 1985/2016, de autoria de Jorge Manaia (SD) prevê que a via seja liberada das 21h às 6h, de segunda-feira a sábado, e entre 14h de sábado até às 6h de segunda.


Globo Online | 23-Mar-2017 23:01

Dois novos casos de febre amarela no Estado do Rio são confirmados

RIO - O quarto e o quinto caso de febre amarela foram confirmados no Estado do Rio. De acordo com a prefeitura de Casimiro de Abreu, as vítimas foram identificadas como Abreu Jairo Bochorny, de 68 anos, e Pedro De Oliveira Santos - tio do pedreiro Watila dos Santos, de 38 anos, que morreu da doença.

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Jairo foi encaminhado ao Hospital dos Servidores, no Rio, para tratamento. O Secretário de Saúde de Casimiro de Abreu, Ibson Júnior, acompanha o caso de perto e afirmou, em nota, que o estado de saúde dele é estável. A nota afirma ainda que Pedro Santos também está bem. febre amarela 23/03

FALTA DE VACINAS

Apesar de todos os casos de febre amarela registrados no Estado do Rio terem sido em Casimiro de Abreu, as vacinas estão em falta no município da Baixada Litorânea. De acordo com informações da prefeitura, a cidade recebeu 43 mil doses - são 40 mil moradores - , mas no mutirão de vacinação realizado na última semana, a cidade recebeu muitas pessoas de fora.

Na segunda-feira um novo lote de vacinas foi solicitado, mas o município recebeu apenas 2 mil doses, que acabaram no mesmo dia. Um novo lote é aguardado. Segundo a prefeitura, cerca de 80% da população foi vacinada. Desde segunda-feira apenas moradores podem se vacinar nos postos da cidade.

Desde que o Ministério da Saúde começou a monitorar mortes por febre amarela no país, em dezembro do ano passado, já foram notificados, até o último dia 17, 1.558 casos de pessoas com suspeita de terem contraído a doença. Deste total, 424 (27,22%) foram confirmados e 201 (12,90%), descartados. Os outros 933 (59,88%) ainda estão sendo investigados.

A Secretaria de Vigilância de Saúde do ministério também monitora ocorrências com macacos. Segundo o órgão, até sexta-feira passada, 389 primatas - de um total de 1.249 notificações - foram diagnosticados com febre amarela no país. Doze suspeitas foram descartadas e outras 394 continuam sendo investigadas.


Globo Online | 23-Mar-2017 21:20

Antes mesmo de projeto da prefeitura, transporte aquaviário ganha força na Barra

RIO - No ano passado, moradores da Barra celebraram a inauguração do metrô, uma nova, e por muito tempo esperada, opção de mobilidade. Com ele, um serviço já existente na região ganhou mais usuários e se transformou numa alternativa de ligação à estação Jardim Oceânico: o de balsas. Enquanto a prefeitura anuncia que pretende criar um sistema de transporte aquaviário nas lagoas, o fluxo de barcos pelo Canal de Marapendi e pela Lagoa da Tijuca já vem aumentando, segundo os próprios usuários, por causa da crescente demanda, originada pela vontade de fugir do trânsito pesado. Das ilhas aos condomínios na Avenida Lucio Costa, muitos novos passageiros estão navegando por essas águas.

Diversos residenciais da Praia da Barra que têm saída para o Canal de Marapendi resolveram apostar nessa alternativa, criando uma nova rota. Muitos fizeram contratos experimentais, após serem procurados por barqueiros ou empresas do ramo. Barramares, Barra Wonderful, Ocean Front, Santa Helena, Aldeia do Mar e alguns edifícios da ABM por exemplo, estão usando o serviço oferecido pela Eco Balsas, cuja barca sai de hora em hora, das 7h35m até 19h35m, com intervalo entre meio-dia e 16h, indo até o metrô. A procura por barco-táxi (quando o passageiro liga e agenda um horário para ser pego) também aumentou entre moradores de condomínios.

aquaviárioOs barcos fazem o desembarque no deque construído junto à estação Jardim Oceânico, bem em frente à entrada do metrô. O trajeto entre os condomínios que já adotaram as balsas e o local dura de dez a 15 minutos de balsa. No barco-táxi, é um pouco mais rápido. Entre as vantagens destacadas pelos passageiros estão a praticidade, a economia de tempo e o passeio em clima bucólico.

— É ótimo fazer parte do caminho até o Centro, onde trabalho, usando um serviço assim. O cenário é lindo; e a travessia, rápida e silenciosa. Até à noite fica bonito. E isso ainda ajuda a tirar automóveis da rua — afirma Angela Kerkovian, que antes ia de carro até a estação. — Era muito pior, porque fica difícil achar vaga. E usar ônibus é ruim: eles dão muita volta e demoram a passar.

Angela diz que, de quebra, o serviço a ajudou a conhecer uma “nova Barra”:

— Depois que passei a usar a barca, descobri os passeios pela lagoa, como o dos jacarés e o da Ilha da Gigoia.

Morador do Barra Wonderful, o diretor de novela Vitor Frad usou a balsa pela primeira vez no dia em que O GLOBO-Barra acompanhou a travessia. Ficou muito satisfeito.

— Foi fenomenal. Durante o trajeto fiquei pensando em fazer um documentário sobre essas novas formas de transporte na Barra. Dá para fazer passeios com a família, não tem trânsito e é agradável — diz Frad, que usou o serviço para iniciar o trajeto até Copacabana.

Apesar de estarem bem mais próximos da estação Jardim Oceânico do metrô, residentes nas ilhas do início da Barra também celebram a novidade. Habituados a usar o transporte aquaviário, dizem que agora têm mais opções de barcos e que o novo deque melhorou o desembarque.

Claudia Craveiro, representante da associação de moradores da Ilha Primeira, vai diariamente para o Centro, onde trabalha, de metrô. Ela atesta que há muito mais gente usando os barcos:

— O fluxo aumentou. E esse píer e o metrô mudaram a minha vida. Agora eu levo uma hora da porta da minha casa até o trabalho, metade do tempo de antes.

O tempo poupado na ida de barco até o metrô provocou uma mudança enorme na rotina do advogado Alfeu Viana. Morador do Itanhangá, ele agora demora três minutos para chegar à estação. Antes, podia levar incríveis duas horas de ônibus no trajeto, por causa do trânsito.

Os barqueiros, naturalmente, também comemoram o aumento do fluxo. Nilson Simão é um deles. Ele tem três barcos, ao estilo táxi, e está ganhando novos clientes.

— Depois da inauguração do metrô, passei a ir até os condomínios da praia. Foi uma rota que surgiu agora. Normalmente, as pessoas que têm mais pressa, ou perderam a balsa, ligam e me chamam. Para pegar lá e levar ao metrô, costumo cobrar R$ 10 — diz Simão, cuja principal clientela continuam sendo os moradores das ilhas.

Por outro lado, diz ele, a concorrência aumentou.

— Todo dia tem barco novo na água, e a maioria com motoristas não habilitados. É um problema, porque pode ocorrer um acidente. A Capitania dos Portos esteve mais presente no verão. Quando não tem fiscal, os barcos irregulares voltam. Além da fiscalização, seria preciso abrir mais inscrições para pessoas pedirem habilitação, o que raramente acontece.

Empresas de transporte aquaviário também têm navegado na tendência. Um dos sócios da Eco Balsas, Georges Bittencourt explica que o projeto da rota até o metrô começou em dezembro passado. A intenção é levar o serviço ao Parque das Rosas em breve, e, no futuro, aos condomínios no final do canal.

Aerobarco planaria sobre lagoas

No mês passado, o prefeito Marcelo Crivella prometeu criar ainda este ano uma linha de barcos integrada ao metrô. Seriam de seis a sete paradas, entre o condomínio Península e a estação Jardim Oceânico, em viagens de aproximadamente 15 minutos. A prefeitura não divulgou se a rota contemplaria os condomínios do Canal de Marapendi, mas informa que a embarcação seria do tipo hovercraft (uma espécie de aerobarco), que pode transportar cerca de cem passageiros sentados e plana sobre a lâmina d’água. Sendo assim, o assoreamento do complexo lagunar da região não seria problema.

Diretor do Barramares, Luiz Iooty acha que a linha pública seria uma ótima solução, mas se mostra cético:

— Há tempos que a prefeitura promete o transporte aquaviário. Mas nem a criação de linhas de ônibus prometidas para nós, como um circular na Barra, ela cumpriu.

Georges Bittencourt, da Eco Balsas, diz que “vê com atenção” uma possível licitação para concessão do transporte aquaviário. Mas acredita que, para navegar até o Península, seria preciso antes dragar a Lagoa da Tijuca:

— O Canal de Marapendi também precisaria de intervenções, principalmente limpeza das margens, manejo da vegetação invasora e regulamentação dos deques.

Seu sócio, Ricardo Herdy, concorda:

— Enquanto a Lagoa da Tijuca estiver suja assim, não tem como pensar nisso. A lagoa limpa seria o melhor cenário, mas, apesar disso, temos transportado de cem a 150 pessoas por dia até o metrô.

Se as balsas vêm atraindo novos usuários, ao que tudo indica, há potencial para mais. Usuários dizem que a divulgação do serviço é precária. Síndico do Barramares, Sergio Trindade explica também que muitos moradores ainda preferem ir de ônibus até o Centro, pelo conforto. O futuro, entretanto, aponta para a redução da frota de ônibus fretados dos condomínios, frisa:

— Já eliminamos a viagem até Botafogo e trocamos dois dos nossos seis ônibus por uma van, que vai somente até o metrô; e um micro-ônibus, que circula dentro da Barra. Quando acabar a baldeação do metrô (que eliminará a troca de composição em Ipanema), o cenário deve melhorar. Fora da hora do rush, ainda tem muita gente que prefere ir para o Centro no ônibus, para evitá-la.

Trindade diz que o serviço de balsas começou, no seu condomínio, no período do carnaval, e a utilização ainda é pequena. Ele acredita que agora, passado o período de férias e festas, será possível avaliar melhor o potencial do transporte. Mas, em sua opinião, a regulamentação pela prefeitura seria o melhor caminho.

— Já existem muitos barqueiros novos na água. Se o poder público não tomar conta, pode virar algo parecido com a máfia das vans — acredita. — Os deques também deveriam ser padronizados.

Os centros comerciais deverão ser os próximos a adotar a ideia. Há quatro anos, o Downtown tem o projeto de construir um píer junto ao Città America. A obra, no entanto, nunca saiu do papel. Segundo Paulo Oscar Santos, síndico do centro comercial, faltaram garantias de que a prefeitura faria a urbanização na Rua Mario Veiga, cujo movimento aumentaria significativamente. Com a inauguração do metrô, diz, a ideia voltou à tona:

— Estamos prestes a construir uma passarela, que corta o Canal de Marapendi e liga a Mario Veiga à Avenida Armando Lombardi. Já temos autorização da prefeitura e do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) e estamos aguardando apenas o parecer da Capitania dos Portos. A ideia é para fazer um deque logo abaixo dela. Apoiamos os transportes alternativos, que são uma boa solução para o trânsito da Barra.

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Globo Online | 23-Mar-2017 19:35