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Família dispensa advogada que defendia vítima de estupro

RIO - A advogada Eloísa Samy informou na noite deste domingo que não está mais atendendo a adolescente de 16 anos vítima de um estupro coletivo na Praça Seca, na semana passada. Eloísa orientava a jovem desde o ínicio do caso. Ela informou que a avó da jovem agradeceu o trabalho e disse que a menina entraria para o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM).

Estupro domingo

— A avó me mandou um áudio hoje por WhatsApp agradecendo a minha dedicação, o meu empenho, mas que daqui para frente eles estavam sob a assistência do estado pela secretaria de Direitos Humanos e Assistência Social. Entraram na PPCAAM — afirmou Eloísa.

O PPCAAM foi criado em 2003 como uma das estratégias do Governo Federal para o enfrentamento do tema da letalidade infanto-juvenil, e foi instituído oficialmente em 2007, pelo Decreto 6.231/07. Em entrevista na última sexta-feira, a delegada-titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), Cristiana Onorato Bento, afirmou que o programa estava pronto para ser acionado, caso fosse do interesse da vítima e de sua família. Procurada, a avó da jovem não retornou as ligações.

TROCA DE DELEGACIA

Após críticas envolvendo a investigação sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos, a Polícia Civil informou neste domingo que a delegada-titular Cristiana Bento, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), assumiu a coordenação do inquérito, que estava, até então, nas mãos do delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).

A Polícia Civil disse, em nota, que “a medida visa evidenciar o caráter protetivo à menor vítima na condução da investigação, bem como afastar futuros questionamentos de parcialidade no trabalho”. A nota acrescenta ainda que a delegada Cristiana está analisando as provas colhidas até o momento no inquérito policial, incluindo depoimentos e outras diligências já realizadas, para definir os próximos passos da investigação.


Globo Online | 29-Mai-2016 23:58

MPF entra na investigação de crime na internet no caso de estupro coletivo

RIO - Por entender que se trata de um crime federal, o procurador Daniel Prazeres, Grupo de Combate a Crimes Cibernéticos da Procuradoria do Rio, do Ministério Público federal, disse que vai pedir cópias do inquérito à delegada Cristiana Bento, titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), que assumiu o caso de estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos. Segundo Prazeres, o caso de é competência federal porque envolve a gravação e distribuição de pornografia infantil na internet.

— Não pedi o inquérito e nem a atribuição. Quero ver as cópias para apurar em relação aos uploads (enviar uma informação por vídeo, por exemplo, para a internet). É um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que dá respaldo. Além disso, o Brasil assinou um tratado internacional para combater esse tipo de crime — afirmou Prazeres.

Desde 8 de março de 2004, O Brasil é signatário da Convenção sobre os Direitos da Criança referente à venda de crianças, à prostituição infantil e à pornografia infantil da Organização das Nações Unidas (ONU). O texto do tratado pede criminalização em todo o mundo da produção, distribuição, exportação, transmissão, importação, posse intencional e propaganda de pornografia infantil e incumbe aos países que assinaram o acordo a responsabilidade de fiscalizar e proibir a venda de crianças, a prostituição e pornografia infantis.


Globo Online | 29-Mai-2016 23:57

Chefe da Polícia Civil anuncia troca de delegacia em caso de estupro coletivo

RIO - Após críticas envolvendo a investigação sobre o estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos, a Polícia Civil informou neste domingo que a delegada-titular Cristiana Bento, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), assumiu a coordenação do inquérito, que estava, até então, nas mãos do delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).

Estupro domingo

A Polícia Civil disse, em nota, que “a medida visa evidenciar o caráter protetivo à menor vítima na condução da investigação, bem como afastar futuros questionamentos de parcialidade no trabalho”. A nota acrescenta ainda que a delegada Cristiana está analisando as provas colhidas até o momento no inquérito policial, incluindo depoimentos e outras diligências já realizadas, para definir os próximos passos da investigação.

Em entrevista à TV Globo, o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, afirmou que a troca de delegados visa garantir a imparcialidade da investigação.

— Em razão desse elevado desgaste que o delegado (Alessandro Thiers) está tendo, a gente vai avaliar se houve falta de habilidade dele na questão do trato com a vítima, ou não. Até para tentar preservar o delegado e garantir a imparcialidade da investigação, para que a gente não tenha que enfrentar discussão sobre a investigação ser conduzida de forma imparcial — afirmou.

Veloso ainda confirmou que os autos do inquérito serão levados para as mãos de Cristiana Bento ainda neste domingo. O chefe da Polícia Civil afirmou que há possibilidade de pedido de prisão de suspeitos de envolvimento no caso.

— Os autos estão indo para a mão dela. Já conversamos e ela vai se inteirar de todas as provas já colhidas e materializadas; e amanhã (segunda-feira), a delegada irá se manifestar quanto à necessidade, ou não, de alguma medida cautelar, seja ela de prisão ou não. Mas pode se manifestar hoje ainda (domingo). Alguma coisa ela (Cristiana) já tinha conhecimento. Se ela vislumbrar elementos suficientes para a representação de uma medida cautelar, seja de prisão ou até outra, nesse sentido ela o fará ainda neste domingo — explicou.

ADVOGADA PEDIU TROCA

O Ministério Público estadual (MP) deu parecer favorável para que o inquérito sobre o estupro coletivo da jovem de 16 anos seja desmembrado, ficando a cargo da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima (Dcav), enquanto a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) investigaria apenas os crimes de divulgação do vídeo.

Já a juíza do plantão noturno, Angélica Costa, decidiu não julgar os quatro pedidos da advogada Eloísa Samy, que defende a adolescente. Entre os pedidos, estava o afastamento do delegado responsável pelo caso, Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI). Segundo a decisão, a magistrada não recebeu os termos do inquérito policial instaurado, que seriam necessários para “uma melhor avaliação de qualquer medida judicial a ser deferida”.

Eloísa Samy Santiago solicitou o afastamento do delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Segundo a advogada, ele estaria criminalizando e culpabilizando a vítima.

— Vou pedir o afastamento do delegado porque considero que a linha de interrogatório usada foi para criminalizar e culpabilizar a vítima. Ele (Alessandro Thiers) perguntou se ela (a jovem) já tinha participado de sexo em grupo. A menina chorou muito em vários momentos. Eu tive que interromper para que ela pudesse se recompor — disse Eloisa Samy.

Ouvido pelo GLOBO, o professor da Universidade de Brasília e juiz federal aposentado, o advogado criminalista Pedro Paulo Castelo Branco disse que a investigação deveria estar sob o comando da Dcav, pois o principal crime do caso não é a divulgação das imagens da adolescente na internet, mas, sim, o estupro coletivo:

— A veiculação do vídeo é um delito posterior. Esse deve ser apurado pela especializada em crimes de informática.


Globo Online | 29-Mai-2016 22:11

Mulher é presa em flagrante acusada de injúria racial no Leblon

RIO - Uma mulher foi presa em flagrante na noite deste sábado acusada de injúria racial, por um funcionário do supermercado Zona Sul da Rua Dias Ferreira, no Leblon. Identificada como Maria Francisca Alves de Souza, de 58 anos, ela teria insultado o gerente da loja com palavras de cunho racista.

A vítima, Paulo Roberto Gonçalves Navarro, de 45 anos, preferiu não relembrar as palavras usadas pela acusada, mas disse que se sente muito humilhado.

— Esse caso já me causou muito constrangimento. Nunca passei por isso na vida. Foi a primeira vez. De fato, me senti muito humilhado.

Testemunhas relataram na delegacia que a suspeita insultou o funcionário com frases como "Volta para sua senzala” e “quilombo”. A mulher teria feito as ofensas depois que Paulo Roberto se negou a buscar um produto enquanto ela aguardava na fila do caixa, motivo da discussão.

Segundo a Polícia Civil, a mulher já tinha outra passagem por injúria. Ela foi presa e levada para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, e participará de audiência de custódia no Fórum nesta segunda-feira.

— O discurso de ódio, além de ser crime, é sinal de que estamos regredindo — alertou a delegada titular da 14ª DP (Leblon), Monique Vidal, onde o caso foi registrado.


Globo Online | 29-Mai-2016 20:43

Estupro: Sindicato dos Delegados repudia declarações de advogada

RIO - O Sindicato dos Delegados da Polícia Civil do Rio de Janeiro (Sindepol-RJ) divulgou na tarde deste domingo uma nota de repúdio às declarações da advogada Eloisa Samy, que representa a adolescente de 16 anos vítima de estupro coletivo na semana passada, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio. Neste sábado, a advogada afirmou que o delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Internet (DRCI), tentou “criminalizar e culpabilizar a vítima” durante depoimento realizado nesta sexta-feira. Na ocasião, o delegado teria questionado se a jovem já havia praticado sexo em grupo.

Na nota, o sindicato classifica as declarações de Eloisa Samy como “impertinentes e oportunistas” e repudiou “qualquer tipo de ingerência nas investigações do caso”. O texto, assinado por Rafael Barcia, presidente do Sindepol-RJ, diz que “nos casos de maior repercussão e apelo popular, se mostra mais relevante a figura de uma autoridade imparcial, técnica e com autonomia para presidir a investigação em todas as linhas que entenda como pertinentes”.

Estupro domingo

Neste domingo, a advogada chegou a divulgar em suas redes sociais que a Justiça havia determinado o desmembramento das investigações, fazendo com que o inquérito que apura o estupro coletivo passasse para a responsabilidade da Delegacia da Criação e do Adolescente Vítima (DCAV). Entretanto, horas depois a informação foi desmentida pelo Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).

CONFIRA A ÍNTEGRA DA NOTA DO SINDEPOL-RJ

"O Sindicato de Delegados de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (SINDELPOL-RJ), com o apoio do Sindicato de Delegados Federais do Rio de Janeiro (SINDPF-RJ), repudia de forma veemente as declarações impertinentes e oportunistas da advogada Eloísa Samy, assim como qualquer tipo de ingerência nas investigações do caso.

Ao longo dos anos, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro tem se notabilizado pela defesa intransigente dos direitos humanos e guarda dos direitos fundamentais, em especial os das crianças, dos adolescentes e das mulheres, cujas delegacias especializadas para atendimento se constituem em uma verdadeira “trincheira cidadã” na luta contra qualquer tipo de violência.

A indigitada causídica parece ignorar que, nos casos de maior repercussão e apelo popular, se mostra mais relevante a figura de uma autoridade imparcial, técnica e com autonomia para presidir a investigação em todas as linhas que entenda como pertinentes, uma vez que o inquérito policial tem compromisso único e exclusivamente com a verdade e com a justiça. Nesse passo, as biografias dos delegados responsáveis pela investigação, nos dão a certeza da imparcialidade e eficiência na apuração dos fatos".


Globo Online | 29-Mai-2016 20:02

Paes entrega trecho entre a Praça Quinze e Museu Histórico Nacional

RIO— A maioria dos tapumes do trecho entre a Praça Quinze e o Museu Histórico Nacional, no Centro, deu lugar a bancos, canteiros de plantas e a melhor visualização dos prédios históricos do entorno. Na manhã deste sábado, o prefeito Eduardo Paes entregou o espaço, que é mais uma parte da Orla da Guanabara Prefeito Luiz Paulo Conde.

— Essa área junta a arquitetura do Rio com paisagens naturais, é um reencontro do Brasil com a sua história. Um programa imperdível. Queremos que os cariocas visitem, nós perdemos esse hábito de frequentar o Centro — disse o prefeito.

Lateral à Praça Quinze há um caminho para pedestres e ciclistas que leva até à Praça Marechal Âncora. O local, que beira a baía e tem o restaurante Ancoramar (o antigo Albamar), foi revitalizado e interligado à nova Praça da Misericórdia, logo à frente, por uma passagem por baixo da via expressa.

Paes não falou em prazos para a entrega do Túnel da Via Expressa, responsável por um dos tapumes restantes na praça Quinze, mas afirmou que a obra estará pronta daqui a duas ou três semanas. Depois, será a vez dos trechos restantes da orla, entre o Primeiro Distrito Naval e a Bolsa de Valores.

O prefeito caminhou da Praça Quinze até à Marechal Âncora e parou para assisitir as apresentações culturais durante o percurso. Entre as elas, a de grupos como o afroreggae, dançarinos e artistas circenses. Pernas de pau e uma banda também circulavam pelo local.

A inauguração contou com a presença da víuva do ex-prefeito Luiz Paulo Conde, Rizza Conde. A orla que o homenageia irá interligar a Praça Quinze ao Armazém 8. O percurso terá 3,5 quilômetros e a integração de nove praças.

O inspetor Gabriel Rocha aproveitou para andar de skate na Praça Marechal Âncora, em frente ao restaurante Ancoramar.

— Ficou muito legal. Só acho que poderiam ter feito mais intervenções artísticas, que trouxessem mais estilo às praças — disse.

Já a administradora de imóveis, Mônica Vasconcellos demonstrou preocupação com a segurança do local:

— Não gostei. Vai ser um espaço para os marginais porque não tem policiamento. Os bancos vão virar dormitório de moradores de rua — afirmou.

Sobre a questão de segurança e policiamento, Paes disse esperar que a polícia atue no local:

— A prefeitura está cumprindo a sua parte, urbanizando, colocando luz. Nós confiamos na polícia para agir aqui e impedir que esse seja um espaço que espante as pessoas. E quanto mais gente temos no espaço, menos o problema de violência — concluiu.


Globo Online | 29-Mai-2016 19:33

Spray de pimenta e grades derrubadas em protesto contra o estupro em Brasília

BRASÍLIA - Um protesto contra o estupro terminou com a pichação do Supremo Tribunal Federal (STF) e um varal de calcinha pendurado no prédio. O momento mais tenso foi quando os manifestantes - que no auge do protesto somavam 1500 pessoas nas estimativas da PM - derrubaram as grades que cercam o STF e depositaram flores na estátua da Justiça. Um policial militar usou gás de pimenta para tentar contê-los, mas sem sucesso. Depois que muitas flores e cartazes já tinha sido colocados, dez seguranças do próprio STF cercaram a estátua. A PM mandou reforços para proteger o tribunal.
Em Brasília, protesto contra o estupro coletivo acaba em tumultoO grupo estava concentrado no Museu da República, no começo da Esplanada dos Ministérios, e, por volta das 11h, saiu em direção ao STF, na Praça dos Três Poderes, a menos de dois quilômetros de distância. Ao chegarem às grades que protegem o tribunal, por volta das 11h30, os manifestantes inicialmente jogaram flores em direção à estátua. Depois conseguiram superar a barreira e depositar flores e cartazes. Apesar das pichações no tribunal, em nenhum momento tentaram invadir o prédio.
O varal de calcinhas foi colocado na lateral do piso do tribunal, que é acessado por meio de uma rampa e se encontra um pouco acima do nível da Praça dos Três Poderes. Várias pessoas também sujaram as mãos de tinha vermelha e depois fizeram marcas com elas em uma das colunas externas do STF.

Havia muitos cartazes. Um deles dizia: "Não ensinem as meninas a terem medo. Ensinem os meninos sobre o respeito." Outro fazia referência ao estupro coletivo de uma adolescente no Rio, que teve imagens compartilhadas pelas redes sociais e chamou a atenção de todo o país para o assunto. "Imagine você: sendo violentado por 30; compartilhado por 300; julgado por 3.000.000", dizia o cartaz, que foi colocado junto à estátua da Justiça.

O protesto teve também cunho político. Entre as pichações feitas no STF, estavam "É golpe", "Volta, querida", "Contra o estupro da democracia", "Fora Temer machista" e "Fora Gilmar". São referências ao processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, ao presidente interino Michel Temer e ao ministro do STF Gilmar Mendes, crítico do PT. A deputada Érika Kokay (PT-DF) também participou do protesto.


Globo Online | 29-Mai-2016 19:00

Estupro: juíza adia decisão sobre troca de delegacias

Estupro domingoRIO - A juíza do plantão noturno, Angélica Costa, decidiu não julgar os quatro pedidos da advogada Eloísa Samy, que defende a adolescente de 16 anos vítima de um estupro coletivo. Entre os pedidos, estava o afastamento do delegado responsável pelo caso, Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI). Segundo a decisão, a magistrada não recebeu os termos do inquérito policial instaurado, que seriam necessários para “uma melhor avaliação de qualquer medida judicial a ser deferida”.

A advogada chegou a postar em seu Facebook que a juíza do plantão noturno já havia decidido pelo desmembramento do inquérito. No entanto, de acordo com a decisão da magistrada, os pedidos serão, agora, enviados ao juiz de uma Vara Criminal.

“Não vislumbro a presença de elementos hábeis a permitir, de forma segura, o deferimento das medidas postuladas, ao menos por ora. Verifico que o mesmo não foi suficientemente instruído a permitir de forma segura a atuação deste plantão noturno, devendo o pleito ser analisado perante o juízo competente, pois, não sendo desta forma, estaríamos usurpando a competência do juiz natural da casa”, escreveu a juíza Angélica Costa em sua decisão.

Em entrevista ao GLOBO, Eloísa Samy havia comemorado a suposta decisão favorável da juíza de plantão.

— O chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, esteve no plantão judiciário para conversar com a juíza e com o representante do MP. Já no final da madrugada, também a pedido da juíza, o delegado Alessandro Thiers também foi ao TJ levar a cópia de todo inquérito. A partir de agora, a menina vai ser respeitada e acolhida, atendida da forma que tem que ser feito. Já dei a notícia a ela, que ficou feliz. O trabalho do Ministério Público foi fundamental para isso — afirmou a advogada.

O Ministério Público estadual (MP) já deu um parecer favorável para que o inquérito sobre o estupro coletivo da jovem seja desmembrado, ficando a cargo da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima (Dcav), enquanto a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) investigaria apenas os crimes de divulgação do vídeo.

A manifestação do MP foi dada na madrugada deste domingo, quando a advogada da adolescente entrou com quatro pedidos na Justiça. A promotoria aceitou três deles, mas não concordou com o pedido de afastamento do delegado Alessandro Thiers do comando da DRCI. Pediu, no entanto, que se averigue se o delegado infringiu, durante o depoimento, o artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento.

O promotor de plantão, Bruno Lavorato, aceitou o pedido de Eloísa a uma medida cautelar em favor da vítima, baseada na lei Maria da Penha, e determinou a remessa da cópia de todo inquérito para a DCAV. Segundo a advogada, no texto da representação, "há notícias de que um dos possíveis autores, denominado Raphael Belo, vem se aproximando da mesma".


Globo Online | 29-Mai-2016 18:34

MP é a favor de que caso de estupro fique a cargo da Delegacia da Criança

RIO - O Ministério Público estadual (MP) deu parecer favorável para que o inquérito sobre o estupro coletivo da jovem de 16 anos seja desmembrado, ficando a cargo da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima (Dcav), enquanto a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) investigaria apenas os crimes de divulgação do vídeo. Até o momento, no entanto, não há nenhuma determinação judicial, segundo o Tribunal de Justiça (TJ), embora, durante a madrugada, a advogada Eloísa Samy postou em seu Facebook que a juíza do plantão noturno já havia decidido pelo desmembramento do inquérito.

Estupro domingoA manifestação do MP foi dada na madrugada deste domingo, quando a advogada da adolescente entrou com quatro pedidos na Justiça. A promotoria aceitou três deles, mas não concordou com o pedido de afastamento do delegado Alessandro Thiers do comando da DRCI por entender que isso é uma atribuição da própria Polícia Civil. Pediu, no entanto, que se averigue se o delegado infringiu, durante o depoimento, o artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) — submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento. Eloísa Samy afirma que Thiers fez perguntas que não têm relação com o crime, como se a adolescente já tinha feito sexo grupal, por exemplo.

O promotor de plantão, Bruno Lavorato, aceitou o pedido de Eloísa a uma medida cautelar em favor da vítima, baseada na lei Maria da Penha, e determinou a remessa da cópia de todo inquérito para a DCAV. Segundo a advogada, no texto da representação, "há notícias de que um dos possíveis autores, denominado Raphael Belo, vem se aproximando da mesma".

— O chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, esteve no plantão judiciário para conversar com a juíza e com o representante do MP. Já no final da madrugada, também a pedido da juíza, o delegado Alessandro Thiers também foi ao TJ levar a cópia de todo inquérito.

A advogada contou que, inclusive, deu a notícia para a vítima, e ela ficou feliz.

— A partir de agora, a menina vai ser respeitada e acolhida, atendida da forma que tem que ser feito. Já dei a notícia a ela, que ficou feliz. O trabalho do Ministério Público foi fundamental para isso.

CRÍTICAS SOBRE A INVESTIGAÇÃO

Para Eloísa, Thiers estaria "criminalizando e culpabilizando a vítima". O delegado rebateu as críticas e disse que a advogada estava “querendo bagunçar a investigação”. Em nota, a Polícia Civil disse que a “investigação é conduzida de forma técnica e imparcial, na busca da verdade dos fatos, para reunir provas do crime e identificar os agressores, os culpados pelo crime.”

— Ele (Alessandro Thiers) perguntou se ela (a jovem) já tinha participado de sexo em grupo. Constrangida, a menina me perguntou: ‘preciso responder isso?’. Disse que não e o delegado continuou insistindo com esse tipo de pergunta. Depois disso, encerrei o depoimento. A menina chorou muito em vários momentos. Eu tive que interromper para que ela pudesse se recompor — disse Eloisa no último sábado.

Em entrevista coletiva na última sexta-feira, Thiers afirmou que "a polícia está investigando se realmente aconteceu estupro de vulnerável":

— A polícia continua a investigar os fatos. É leviano falar agora o que realmente aconteceu. Vamos tomar outras providências, ouvir outras pessoas para concluir e traçar uma linha de investigação. A Polícia Civil está investigando para saber como realmente ocorreram os fatos e da maneira que ocorreram — disse.


Globo Online | 29-Mai-2016 16:21

PM faz operação em busca de suspeitos de estupro coletivo

Estupro domingoRIO - Policiais militares de vários batalhões realizaram na manhã deste domingo mais uma grande operação em busca de suspeitos de participarem do estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos, na semana passada. De acordo com informações do 9º BPM (Rocha Miranda), que coordenou a ação, ela se concentrou em duas comunidades da Praça Seca: o Morro do Barão, onde o crime ocorreu, e o Morro São José Operário, que também fica na região.

A operação teve início às 6h30, e contou com a participação de 70 homens dos sete batalhões que integram o 2º Comando de Policiamento de Área (CPA) — 9°BPM, 14°BPM,18°BPM, 27°BPM, 31°BPM, 40°BPM e 41°BPM. Homens do Batalhão de Ações com Cães (BAC) e do Grupamento Aeromóvel apoiaramm a ação, encerrada por volta das 13h. Não foram feitas prisões ou apreensões e, segundo a PM, não houve troca de tiros.

Neste sábado, uma operação do 9º BPM terminou com um suspeito de participar do crime preso no Morro São José Operário. Ele foi denunciado por moradores e levado para a Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), na Cidade da Polícia, de onde foi liberado após prestar esclarecimento. Na ocasião, também foram apreendidos dois veículos roubados e drogas.

A advogada Eloisa Samy Santiago, que representa a vítima, fez críticas à condução do depoimento prestado na DRCI, na última sext-feira. Segundo ela, o delegado Alessandro Thiers, titular da especializada, tentou “culpabilizar a vítima” durante o procedimento.

— Vou pedir o afastamento do delegado porque considero que a linha de interrogatório usada foi para criminalizar e culpabilizar a vítima. Ele (Alessandro Thiers) perguntou se ela (a jovem) já tinha participado de sexo em grupo. Constrangida, a menina me perguntou: ‘preciso responder isso?’. Disse que não e o delegado continuou insistindo com esse tipo de pergunta. Depois disso, encerrei o depoimento. A menina chorou muito em vários momentos. Eu tive que interromper para que ela pudesse se recompor — disse.

O delegado se defendeu, afirmando que a investigação segue critérios técnicos.

— A chefia da polícia está sabendo de tudo. A investigação é técnica. Tudo o que está sendo levantado tem coerência. Ela (a advogada) está querendo bagunçar a investigação, quando, na verdade, estamos fazendo um trabalho sério.


Globo Online | 29-Mai-2016 14:12

Água na Boca premia restaurantes da Zona Sul em 16 categorias

RIO - RIO - Foram dezenas de estabelecimentos indicados nas 16 categorias do prêmio Água na Boca na área de abrangência do GLOBO-Zona Sul. A tarefa de escolher o que há de melhor recaiu sobre um time de 15 personalidades que apreciam com regularidade as delícias só encontradas nos estabelecimentos. Compõem o júri deste ano: o advogado Guto Braga, membro da Academia Carioca Fluminense de Gastronomia; os jornalistas Cora Ronai e Christovam Chevalier; os cantores Ithamara Koorax, Nilze Carvalho e Pedro Luís; o músico Melvin Ribeiro; a designer de joias Yara Figueiredo; o diretor de TV Vinícius Coimbra; a curadora de arte Vanda Klabin; a escritora Nélida Piñon; a empresária Leila Martins, o maestro Felipe Prazeres; a atriz Dadá Coelho e o casal de blogueiros de gastronomia Herika Barreto e Mauricio Aquino, todas pessoas que prezam a boa mesa, e podem ser encontradas nos melhores estabelecimentos da região.

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BALKON

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Rua Humaitá 12, loja C, Humaitá. Tel.: 2539-5709.

BB LANCHES

Rua Aristídes Espínola 64 , loja A , Leblon. Tel.: 2294-1397.

BINGO

Rua Lopes Quintas 93, Jardim Botânico. Tel.: 2294-5498.

BISCUIT

Rua Carvalho de Mendonça 35, loja B, Copacabana. Tel.: 2541-8648 e 2541-0140.

BISTRÔ FRIDA

Rua General Glicério 440, loja D, Laranjeiras. Tel.: 2285-7418.

BOTEQUIM INFORMAL

Copacabana: Avenida Nossa Senhora de Copacabana 434, Loja A. Tel.: 2547-2871.

BOTTEGA DEL VINO

Rua Dias Ferreira 78, Leblon. Tel.: 2512-6526.

BRASEIRO DA GÁVEA

Praça Santos Dumont 116, Gávea. Tel.: 2239-7494.

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CABIDINHO

Rua Paulo Barreto 65, Botafogo. Tels.: 2527-2942 e 2539-8737.

CAPRICCIOSA IPANEMA

Rua Vinícius de Moraes 134. Tels.: 2523-3394 e 2523-1169.

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CARRETÃO DO LIDO

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CASA CARANDAÍ

Rua Lopes Quintas 165, Jardim Botânico. Tel.: 3114-0179.

CASAS PEDRO COPACABANA

Avenida Nossa Senhora de Copacabana 1.066, Copacabana. Tel.: 2287-0046.

CAFEÍNA

Rua Farme de Amoedo 43, Ipanema. Tel.: 2521-2194.

CELEIRO CULINÁRIA

Rua Dias Ferreira 199, Leblon. Tel.: 2274-7843.

CERVANTES

Rua Barata Ribeiro 7, loja B, Copacabana. Tel.: 2275-6147.

CHICO E ALAÍDE

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COLHER DE PAU

Rua Rita Ludolf 90, loja A, Leblon. Tel.: 2274-8295.

CONFEITARIA COLOMBO

Forte de Cobacabana. Praça Cel Eugênio Franco 1, posto 6, Copacabana. Tel.: 3201-4060.

CONFEITARIA IMPERIAL

Rua Voluntários da Pátria 339, Botafogo. Tel.: 2266-2103.

CONFEITARIA KURT

Rua General Urquiza 117, loja B, Leblon. Tels.: 2294-0599 e 2512-4943.

COUVE FLOR

Rua Pacheco Leão 724, Jardim Botânico. Tel.: 2239-2191.

CREPE NOUVEAU

Jockey Club. Praça Santos Dumont 31, Gávea. Tel.: 3420-6214.

CT BOUCHERIE

Rua Dias Ferreira 636, Leblon. Tel.: 2529- 2329.

CT BRASSERIE

Fashion Mall. Estrada da Gávea 899, São Conrado. Tel.: 3322-1440.

CT TRATTORIE

Rua Alexandre Ferreira 66, Lagoa. Tel.: 2266-0838.

D'AMICI

Rua Antônio Vieira 18 B, Leme. Tel.: 2541-4477.

DA ROBERTA

Rua Tubira 8, loja A, Leblon. Tel.: 2239-1103.

DELÍRIO TROPICAL:

Botafogo: Rio Sul. Rua Lauro Sodré 445, Botafogo. Tel.: 2541-8949.

Gávea: Rua Marquês de São Vicente 68, Gávea. Tel: 3624-7055.

DA CASA TÁTA

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Rua Conde de Irajá 109, Botafogo. Tel.: 2246-1395.

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Avenida Atlântica 458, Copacabana. Tel.: 2543-8395.

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Rua Conde de Irajá 191, Botafogo. Tels: 3449-1834 e 3449-1854.

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Rua Xavier da Silveira 19, loja A, Copacabana. Tel.: 2267-6969.

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Av. Henrique Dumont 71, Ipanema. Tel.: 2540-4830.

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Rua Prudente de Morais 1387, Ipanema. Tel.: 3204-4043.

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Rua Barão da Torre 490, Ipanema. Tel.: 3502-1002.

LF CAFÉ & BISTRÔ

Rua Duvivier 21, Copacabana. Tel.: 2275-7449.

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Rua Visconde de Caravelas 113, Botafogo. Tel.: 2527-2203.

LORENZO BISTRÔ

Rua Visconde de Carandaí 2, Jardim Botânico. Tel.: 2294-7830.

MAJÓRICA CHURRASCARIA

Rua Senador Vergueiro 11, Flamengo. Tels.: 2205-6820 e 2285-6789.

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Avenida Henrique Dumont 62, Ipanema. Tel.: 2529-2183.

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Rua Maria Angélica 21, Lagoa. Tel.: 2286-6661.

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Rua Rainha Guilhermina 95, lojas A e B, Leblon. Tel.: 2259-2962.

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Rua Jardim Botânico 644, Jardim Botânico. Tel.: 3874-0015.

NORMANDIA

Rua General Glicério 15. Tel.: 2556-8076.

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Rua Custódio Serrão 62, Lagoa. Tel.: 2537-8582.

ORO RESTAURANTE

Avenida General San Martin 889, Leblon. Tel.: 2540-8768.

OSTERIA DELL'ANGOLO

Rua Paul Redfern 40, Ipanema. Tel.: 2259-3148.

OUTBACK STEAKHOUSE

Shopping Leblon, loja 405D. Avenida Afrânio de Melo Franco 290, Leblon. Tels.: 3875-1609, 3875-1605, 3875-1622 e 3875-1624.

PAPA FINA

Rua Vinícius de Moraes 153, Ipanema. Tel.: 2287-2065.

PIZZARIA CAMELO

Av. Henrique Dumont 57, Ipanema. Tel.: 2274-2303.

PIZZARIA DO CHICO

Rua Santa Cristina 21 A. Tel.: 2508-7180.

POBRE JUAN

Fashion Mall , 3º piso. Estrada da Gávea 899, São Conrado. Tel.: 3324-5381.

POMODORINO

Avenida Epitácio Pessoa 1104, Lagoa. Tel.: 3813-2622.

POLIS SUCOS

Rua Maria Quitéria 70, Ipanema.Tel.: 2247-2518.

PURO

Rua Visconde de Carandaí 43, Jardim Botânico. Tel.: 3284-5377.

QUADRIFOGLIO

Rua José Joaquim Seabra 19, Jardim Botânico. Tel.: 2294-1433.

RÁSCAL

Shopping Leblon. Av. Afrânio de Melo Franco 290, Leblon. Tel.: 2259-6437.

REFEITÓRIO ORGÂNICO

Rua Dezenove de Fevereiro 120, Botafogo. Tel.: 2537-0750.

RS

Avenida Lineu de Paula Machado 916, Jardim Botânico. Tel.: 3874.0139.

RUBAIYAT RIO

Rua Jardim Botânico 971, Jardim Botânico. Tel.: 3204-9999.

SALITRE

Rua Barão da Torre 632, Ipanema. Tels.: 2540-5719 e 2540-5723.

SALUMERIA

Rua Rodolfo Dantas 40 loja B, Copacabana. Tel.: 2542-9535. Tel.: 2542-9535.

SATYRICON

Rua Barão da Torre 192, Ipanema. Tel.: 2521-0627.

SENHOR CA

Rua Marques de Abrantes 219, Flamengo. Tel.: 2553 -0716.

SOBE

Rua Pacheco Leão 724 D, Jardim Botânico. Tel.: 3114-7691.

STRAVAGANZE PIZZARIA

Rua Maria Quitéria 132, Ipanema. Tels.: 2523-2391 e 2523-2391.

SUBASTOR

Avenida Vieira Souto 110, Ipanema. Tel.: 2523-0085.

SUSHIMAR

Rua dos Oitis 6, lojas D e E. Tel.: 2259-8831.

TALHO CAPIXABA

Avenida Ataulfo De Paiva 1022, Leblon. Tel.: 2512-87600.

TEMPERARTE

Rua Bolívar 42, Copacabana. Tel.: 2236-3572.

TENKAI

Rua Prudente de Morais 1810, Ipanema. Tel.: 2540-5100.

TÉRÈZE

Rua Felício dos Santos, s/n°, Santa Teresa.

TETO SOLAR

Rua Paulo Barreto 110, Botafogo. Tel.: 2542-9458.

VEGAN VEGAN

Rua Voluntários da Pátria 402 , loja B, Botafogo. Tel.: 2286-7078.

VEGETARIANO SOCIAL CLUBE

Rua Conde de Bernadotte 26, Leblon. Tel.: 2294-5200.

VENDA MINEIRA

Rua Nelson Mandela 100, loja 121, Botafogo. Tel.: 2226-0749.

VEZPA LEBLON

Avenida Ataulfo de Paiva 1063. Tel.: 3923-5999.

VOID

Rua Voluntários da Pátria 31, Botafogo. Tel.: 3593-3326.

YUMÊ

Rua Pacheco Leão 758, Jardim Botânico. Tels.: 3205-7321 e 3205-7322.

ZAZÁ BISTRÔ

Rua Joana Angélica 40, Ipanema. Tel.: 2247-9101.

ZONA ZEN

Estrada da Gávea 636, São Conrado. Tel.: 3322-0966.

ZUKA

Rua Dias Ferreira 233, loja B, Leblon. Tel.: 3205-7154.


Globo Online | 29-Mai-2016 12:00

Moradores da Barra são escolhidos para conduzir a tocha olímpica

RIO — Ao todo, 12 mil pessoas vão participar do revezamento da tocha olímpica por 327 cidades do Brasil. Cada um vai carregar o fogo (ou já carregou) aceso na Grécia por 200 metros, num revezamento que só acabará no dia 5 de agosto, quando a última pessoa (o nome é um dos maiores segredos da organização) vai acender a pira olímpica e marcar a abertura dos Jogos do Rio.

O GLOBO-Barra perfila, a seguir, cinco moradores da região convidados a conduzir a tocha: a chef Carolina Sales, a especialista em educação e sustentabilidade Luciana Provenzano, o cantor Diogo Nogueira, a jornalista Fátima Bernardes e o médico Luis Fernando Correia, que já cumpriu sua missão, em Tiradentes (MG).

Cada um foi convidado por um motivo diferente, mas que os deixa em sintonia com os ideais olímpicos. Há quem não saiba ainda qual será a data em que conduzirá a tocha ou o percurso que fará: a convocação pode resultar numa viagem para outra cidade.

— Eu recebi um e-mail dizendo que a data será 4 de agosto, em Itaboraí — comemora Luciana.

MISSÃO JÁ CUMPRIDA

A emoção que os outros moradores da Barra incumbidos de carregar a tocha olímpica vão sentir já foi experimentada pelo médico Luis Fernando Correia, diretor de relações institucionais do Hospital Samaritano e comentarista do “RJ TV”, da Rede Globo, e da GloboNews. Há duas semanas, ele foi o condutor do fogo em Tiradentes (MG), e o recebeu nas escadarias da igreja matriz da cidade histórica.

— Depois do nascimento dos meus filhos, foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida — declara.

Correia mora na Barra, tem a vida quase toda no bairro e não faz ideia de como foi parar em Tiradentes, local que define como “maravilhoso”. Mas imagina que o convite tenha origem no envolvimento que tem com o esporte desde 2004. Ele já foi médico da seleção brasileira de saltos ornamentais, chefiou a equipe médica nos Jogos da Língua Portuguesa, dirigiu a policlínica da Vila do Pan, foi com a delegação brasileira às Olimpíadas de Pequim e atuou como coordenador médico geral da Copa das Confederações e da Copa do Mundo. Além de tudo isso, jogou polo aquático pelo Flamengo e pelo Fluminense. Hoje, ele se dedica ao golfe, um esporte “menos radical, mas desafiador”.

A conquista será compartilhada. Ele pretende expor a tocha e o uniforme que usou na Escola Britânica, onde os filhos estudam. Depois, as peças vão para a casa dele, e ficarão num local de destaque. Correia quer ainda botar a camiseta numa moldura, e já mandou fazer uma caixa de vidro com uma base de madeira para fixar o “troféu”.

— O que me chama a atenção é que as 12 mil pessoas que vão conduzir a tocha representam bem a população. Em Tiradentes, éramos 11, e tinha um carteiro, uma agricultora, um professor... A comunidade está muito bem representada — afirma o médico.

EMPREENDEDORA OLÍMPICA

Quem entra em uma das suas três lojas, todas na Barra, sequer imagina que Carolina Sales não tem formação em gastronomia. Antes de fazer os brigadeiros que deram um novo rumo à sua vida, ela era veterinária. Como se sentia mal remunerada, tentou cursar Medicina, mas, no meio da segunda faculdade, decidiu fazer caixinhas artesanais para festas e casamentos. As caixinhas agradavam, mas as clientes queriam enchê-las. Foi quando recorreu à avó paterna e aprendeu a fazer brigadeiros. Isso aconteceu em 2010. De lá para cá, ela estudou sozinha, aprendeu os segredos da confeitaria, fundou a primeira loja especializada em brigadeiros no Rio e, por tudo isso, recebeu o convite de uma patrocinadora dos Jogos Olímpicos para ser uma das representantes do empreendedorismo no revezamento da tocha. Ela ainda não sabe quando participará da cerimônia.

— Penso que o convite é uma retribuição pelo fato de continuarmos gerando empregos apesar de todas as dificuldades que o país enfrenta. É uma valorização do trabalho — diz.

VITÓRIA DA SUPERAÇÃO

Esporte, esporte mesmo, a especialista em educação e sustentabilidade Luciana Provenzano nunca praticou. Ela não é de correr atrás de bola ou ficar saltando de um lado para outro, mas jamais dispensou os benefícios da atividade física nem abriu mão de viver bem e de transformar o meio ambiente. É este modo de vida que a ajuda superar um linfoma crônico desde 2010. E foi esta vontade de viver, sem se fazer de vítima, que chamou a atenção do Comitê Rio 2016. Ela vai conduzir a tocha no dia 4 de agosto, em Itaboraí.

— Eu nunca imaginei que um dia pudesse ser convidada — alegra-se.

Não imaginou, mas plantou as sementinhas. Alimentação saudável sempre foi um hábito. Deste modo de vida surgiu o gosto de trabalhar com sustentabilidade e a vontade de proporcionar um futuro melhor para o mundo. Hoje, ela desenvolve projetos de educação corporativa, treinamento e desenvolvimento humano e ajuda na elaboração de um cardápio mais saudável nas escolas do Rio.

— A tocha representa esse fogo da vida. Passar o fogo para outra pessoa é passar energia. Isso para mim é muito forte, é o que busco fazer na vida — afirma.

MUSA DOS JOGOS

Durante as Olimpíadas, o programa “Encontro com Fátima Bernardes” deve ser o único matinal da TV Globo a permanecer na grade. E essa não será a única relação da jornalista com os Jogos. Ela é uma das convidadas para conduzir a chama olímpica pelas ruas do Rio, sem local e data divulgados até o momento. A ligação de Fátima, praticante de dança, com a cobertura esportiva é antiga: foram duas Olimpíadas, quatro Jogos Pan-Americanos e quatro Copas do Mundo, com direito a um título de musa na de 2002, disputada na Coreia do Sul e no Japão.

A VOZ OLÍMPICA

Esporte é com ele mesmo. Diogo Nogueira é atacante dos bons, e quase se profissionalizou no futebol. Não fosse uma contusão no joelho, talvez ele não tivesse o sucesso que conquistou no samba. Apaixonado pelas Olimpíadas desde pequeno, o cantor diz “sim” a qualquer convite que recebe para divulgar os Jogos do Rio. No ano passado, quando faltava um ano para o início da competição, ele se apresentou no show da contagem regressiva. Quando a tocha chegou ao Brasil, lá estava ele novamente, em Brasília. Recentemente, Diogo gravou uma canção internacional chamada “The fire”, que será distribuída nos veículos de cobertura oficial em todo o mundo. Ele representa a América do Sul, e esteve ao lado de Lenny Kravitz (América do Norte), Nneka (África), Yuna (Ásia) e Corinne Bailey Rae (Europa). Seu próximo compromisso olímpico será a condução da tocha no Rio, em local e data ainda não divulgados.

— Topei na hora. Para mim, esse é um compromisso cívico, de cidadão. Meu disco novo se chama “Porta-voz da alegria”, e o novo DVD é intitulado “Alma brasileira”. Acho que esses trabalhos levam nos nomes o mesmo espírito dos Jogos e da tocha: união, alegria e esperança — destaca o sambista.


Globo Online | 29-Mai-2016 12:00

Quilombodo Grotão, em Niterói, passa por fase de reconhecimento do MinC

NITERÓI — O Quilombo do Grotão, no Engenho do Mato, passou pela primeira fase do seu processo de reconhecimento. A Fundação Cultural Palmares, entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC) voltada para a preservação da cultura afro-descendente, certificou a autenticidade da comunidade, que se autodefine descendente de quilombolas. O registro foi publicado no Diário Oficial da União no dia 20 de maio.

A história do Quilombo do Grotão se mistura com a da própria região onde está instalado. As famílias contam que, após deixar o Sergipe, em 1920, Manoel do Bomfim e a mulher Maria Vicência chegaram à fazenda Engenho do Mato, de propriedade de Irene Lopes Sodré, nome da principal via que corta o bairro.

Representantes da comunidade contam que, depois de mais de quatro décadas de trabalho nas plantações, principalmente bananais, a fazenda quebrou e os trabalhadores que lá viviam começaram a ser expulsos da propriedade durante o processo de loteamento do bairro. A partir daí teria começado a luta das famílias remanescentes pelo direito de permanecer no terreno, que se estende por parte do Parque Estadual da Serra da Tiririca.

— Esse reconhecimento fortalece a nossa luta pela terra e o movimento em defesa da nossa cultura. O apoio de professores da UFF, UERJ e UFRJ, que elaboraram um laudo técnico com a nossa história, foi que nos fez avançar — comemora o líder comunitário Renatão do Quilombo.

A comemoração se estende em ritmo de samba hoje, a partir das 12h, na tradicional Feijoada do Quilombo.


Globo Online | 29-Mai-2016 12:00

Nem PM, nem guarda municipal nas cabines compartilhadas de Niterói

NITERÓI - Nas cinco cabines que foram reformadas para abrigar bases integradas da Guarda Municipal e da Polícia Militar em Icaraí, no Largo do Marrão, em São Francisco, no Fonseca e em Piratininga, ainda é possível ver os brasões das duas corporações. No entanto, o projeto da prefeitura de reunir agentes públicos de segurança de fardas diferentes em pontos de boa visibilidade, funcionando 24 horas por dia, parece não estar dando certo. Menos de dois anos depois do início da revitalização das unidades, apenas guardas municipais ainda as ocupam. Em algumas delas, sequer há efetivo.

O GLOBO-Niterói esteve nas cabines na manhã do último dia 17 e na tarde do último domingo. As unidades da Avenida Rui Barbosa, em São Francisco, e da Alameda São Boaventura, no Fonseca, estavam vazias e fechadas, sem qualquer PM ou guarda municipal por perto. Em Icaraí, no Largo do Marrão e em Piratininga, havia, em cada uma, apenas um agente da prefeitura de prontidão. A prefeitura alega que tem cobrado um maior envolvimento da Polícia Militar no projeto. Mas, questionada sobre a situação descrita, o município não se posicionou em relação à possibilidade de uma mudança no conceito do plano.

Junto com a revitalização de cinco Companhias Destacadas da PM — em Pendotiba, no Fonseca, no Caramujo e nos morros do Estado e do Palácio —, a reforma das cabines custou R$ 900 mil ao município. As bases são equipadas com banheiros, ar-condicionado, telefone, micro-ondas e aparelhos de TV. A de São Francisco, inaugurada em novembro de 2014, além de vazia, apresenta péssimo estado de conservação. O empresário Oscar Motta, à frente do movimento S.O.S. São Francisco, reclama da degradação da unidade:

— O propósito dessa cabine jamais se cumpriu. Nunca encontramos ninguém na base. Hoje, está abandonada e virou estacionamento de bicicletas. A situação é desesperadora, nossa polícia está sucateada. Há um mês, a Administração Regional de São Francisco prometeu um rodízio de 12 agentes ali. Mas temos uma Guarda Municipal que só trabalha de dia.

No último domingo, bandidos quebraram paredes de duas lojas e roubaram o cofre de uma lotérica na Estrada Francisco da Cruz Nunes, em frente à base integrada do Trevo de Piratininga. No momento do crime, não havia PMs ou guardas municipais no local. O comandante do 12º BPM, coronel Fernando Salema, considera pouco eficiente o policiamento nas cabines:

— É uma formula antiga, que não dá mais certo. A prevenção não pode se limitar a pontos fixos, a um tipo de patrulhamento que não tem mobilidade. Não acredito que um policial parado vá ser mais eficiente. Quando coloco homens numa cabine, estou, na verdade, tirando PMs das ruas. Eles passam a atuar mais na segurança daquele patrimônio do que na vigilância da região.

CONSELHO DE SEGURANÇA RECLAMA

O presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Niterói, Moacyr Chagas, ainda considera o sistema de cabines importante, por dar uma sensação de segurança a moradores.

— A revitalização das unidades foi uma boa iniciativa. Mas as bases deveriam estar ocupadas e em contato direto com o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) — diz Chagas.

Por meio de nota, a prefeitura afirmou que, mesmo sem a presença de PMs nas cabines, guardas municipais têm radiocomunicadores para fazer contato com a Polícia Militar sempre que for necessário. Destacou ainda que repassou mais de R$ 50 milhões à segurança pública, “apesar de esta ser uma atribuição do estado”. Segundo o município, as cabines de São Francisco e do Fonseca passaram por reforma nos banheiros e nos sistemas de ar-condicionado. “A cabine do Fonseca já está pronta e com guarda municipal no local, a de São Francisco ficará pronta na próxima semana”, diz um outro trecho do comunicado.


Globo Online | 29-Mai-2016 12:00

Arrecadação com infrações de trânsito cresce 38,9% em Niterói

NITERÓI - A arrecadação da prefeitura de Niterói com multas vai fechar o primeiro semestre com um salto considerável: chegou a R$ 5,14 milhões até agora, 38,9% a mais do que R$ 3,7 milhões embolsados no mesmo período do ano passado. Segundo a NitTrans, isso não significa que os bloquinhos de seus agentes estejam sendo mais usados. Na contramão do incremento de receitas, o número de multas aplicadas este ano caiu 35,5%: de 5.490 infrações registradas por mês no primeiro semestre de 2015, o número despencou para cerca de 3.540 entre janeiro e abril deste ano. Segundo o município, o incremento na receita vem da cobrança de multas antigas.

De acordo com a NitTrans, as cobranças passaram a ser feitas com base na Resolução 404 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada em junho de 2012. A determinação permite que, em casos onde não é possível notificar o motorista infrator no endereço fornecido ao Detran-RJ, o município pode efetuar a cobrança através de notificação no Diário Oficial. Neste caso, podem ser incluídas multas aplicadas até cinco anos antes da data da publicação. Apenas entre agosto e setembro do ano passado foram notificadas 24.567 infrações antigas. Destas, 12.863 tiveram os valores divulgados, somando R$ 1,19 milhão.

Nos últimos anos, o faturamento da prefeitura com as multas de trânsito vem crescendo: em 2013, foram arrecadados R$ 2,3 milhões. O valor subiu para R$ 9,5 milhões em 2014 e chegou a R$ 10,2 milhões no ano passado.

A arrecadação da prefeitura de Niterói com multas vai fechar o primeiro semestre com um salto considerável: chegou a R$ 5,14 milhões até agora, 38,9% a mais do que R$ 3,7 milhões embolsados no mesmo período do ano passado. Segundo a NitTrans, isso não significa que os bloquinhos de seus agentes estejam sendo mais usados. Na contramão do incremento de receitas, o número de multas aplicadas este ano caiu 35,5%: de 5.490 infrações registradas por mês no primeiro semestre de 2015, o número despencou para cerca de 3.540 entre janeiro e abril deste ano. Segundo o município, o incremento na receita vem da cobrança de multas antigas.

De acordo com a NitTrans, as cobranças passaram a ser feitas com base na Resolução 404 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada em junho de 2012. A determinação permite que, em casos onde não é possível notificar o motorista infrator no endereço fornecido ao Detran-RJ, o município pode efetuar a cobrança através de notificação no Diário Oficial. Neste caso, podem ser incluídas multas aplicadas até cinco anos antes da data da publicação. Apenas entre agosto e setembro do ano passado foram notificadas 24.567 infrações antigas. Destas, 12.863 tiveram os valores divulgados, somando R$ 1,19 milhão.

Nos últimos anos, o faturamento da prefeitura com as multas de trânsito vem crescendo: em 2013, foram arrecadados R$ 2,3 milhões. O valor subiu para R$ 9,5 milhões em 2014 e chegou a R$ 10,2 milhões no ano passado.

FALTA DE INFORMAÇÃO SOBRE REVERSÍVEL

Além do aumento da fiscalização, a NitTrans afirma, em nota, que tem investido na melhoria da operação de trânsito na cidade: “Desde 2013, a NitTrans aumentou o efetivo de agentes operacionais para melhorar a fluidez nas ruas”. Apesar de a prefeitura destacar a presença de operadores nas ruas, motoristas vem reclamando do trânsito da cidade. Uma das queixas está relacionada à mudança no horário de funcionamento da faixa reversível da Avenida Roberto Silveira. Desde a última segunda-feira, a faixa no sentido São Francisco, que antes era aberta às 16h, passou a ter sentido oposto às 15h. O GLOBO-Niterói acompanhou a operação na quarta-feira, na altura da Rua Domingues de Sá, e constatou que faltam informações ao motorista que trafega pelo local.

Muitos moradores de São Francisco e bairros vizinhos foram pegos de surpresa com a mudança. É o caso de Sandra Machado, que tinha uma consulta médica no Centro às 16h. Apesar de ter saído de casa com antecedência, ela acabou ficando presa no engarrafamento formado na altura do Campo de São Bento, onde começa o bloqueio em duas das quatro pistas no sentido Centro.

— Eu não sabia dessa mudança, não fui informada a ninguém. Está todo mundo perdido — criticou.

Um frentista que trabalha na região diz que a mudança foi feita sem uma alteração da sinalização. Uma das placas existentes no local foi trocada apenas na tarde da quarta-feira. Outra, no entanto, permanecia errada.

— Ficou desde segunda com a placa antiga. Essa mudança aumentou muito a quantidade de bandalhas aqui no posto. Tem gente que finge perguntar qualquer coisa só para poder fugir da reversível sem ser multada — disse o frentista.

Questionada, a NitTrans não informou se fará mudanças na operação da faixa reversível. Em nota, o órgão afirmou penas que a reversível, desde que foi implantada, reduziu o tempo de deslocamento da descida da Ponte até Icaraí de 55 para dez minutos nos horários de rush da tarde.

Além do aumento da fiscalização, a NitTrans afirma, em nota, que tem investido na melhoria da operação de trânsito na cidade: “Desde 2013, a NitTrans aumentou o efetivo de agentes operacionais para melhorar a fluidez nas ruas”. Apesar de a prefeitura destacar a presença de operadores nas ruas, motoristas vem reclamando do trânsito da cidade. Uma das queixas está relacionada à mudança no horário de funcionamento da faixa reversível da Avenida Roberto Silveira. Desde a última segunda-feira, a faixa no sentido São Francisco, que antes era aberta às 16h, passou a ter sentido oposto às 15h. O GLOBO-Niterói acompanhou a operação na quarta-feira, na altura da Rua Domingues de Sá, e constatou que faltam informações ao motorista que trafega pelo local.

Muitos moradores de São Francisco e bairros vizinhos foram pegos de surpresa com a mudança. É o caso de Sandra Machado, que tinha uma consulta médica no Centro às 16h. Apesar de ter saído de casa com antecedência, ela acabou ficando presa no engarrafamento formado na altura do Campo de São Bento, onde começa o bloqueio em duas das quatro pistas no sentido Centro.

— Eu não sabia dessa mudança, não fui informada a ninguém. Está todo mundo perdido — criticou.

Um frentista que trabalha na região diz que a mudança foi feita sem uma alteração da sinalização. Uma das placas existentes no local foi trocada apenas na tarde da quarta-feira. Outra, no entanto, permanecia errada.

— Ficou desde segunda com a placa antiga. Essa mudança aumentou muito a quantidade de bandalhas aqui no posto. Tem gente que finge perguntar qualquer coisa só para poder fugir da reversível sem ser multada — disse o frentista.

Questionada, a NitTrans não informou se fará mudanças na operação da faixa reversível. Em nota, o órgão afirmou penas que a reversível, desde que foi implantada, reduziu o tempo de deslocamento da descida da Ponte até Icaraí de 55 para dez minutos nos horários de rush da tarde.


Globo Online | 29-Mai-2016 12:00

Caso de estupro deve ser investigado pela DCAV, dizem especialistas

RIO — A investigação do caso da adolescente de 16 anos que foi vítima de um estupro coletivo semana passada no Morro São José Operário, na Praça Seca, virou motivo de polêmica. A advogada da jovem, Eloísa Samy, disse neste sábado que pedirá à Secretaria estadual de Segurança o afastamento do responsável pela investigação, Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Ele acusou o delegado de tentar “criminalizar a vítima”. Thiers se defendeu dizendo que a advogada está querendo “bagunçar” seu trabalho. Para especialistas consultados pelo GLOBO, o estupro deveria estar sendo investigado pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), que chegou a ouvir um depoimento da vítima.

O Ministério Público (MPRJ) anunciou que pretende analisar os autos do processo e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou ontem que vai designar um representante para acompanhar a investigação, atendendo a um convite da Chefia da Polícia Civil. A entidade informou que o criminalista Breno Melaragno, presidente da Comissão de Segurança de sua seção no Rio, foi o nome escolhido par a função. Para Eloísa Samy, a condução do interrogatório da jovem não foi correta.

— A linha de interrogatório usada foi para criminalizar e culpabilizar a vítima. Ele (Alessandro Thiers) perguntou se ela (a jovem) já tinha participado de sexo em grupo. Constrangida, a menina me perguntou: “Preciso responder isso?”. Eu disse que não, e o delegado continuou insistindo com esse tipo de pergunta. Depois disso, encerrei o depoimento. A menina chorou muito em vários momentos. Eu tive que interromper para que ela pudesse se recompor — disse Eloísa.

A advogada afirmou ainda que esperava que Raí de Souza, de 18 anos, que filmou a vítima do estupro nua e desacordada, fosse preso. O advogado dele, Cláudio Lúcio, disse que, em depoimento na DRCI, seu cliente confessou ter gravado o vídeo, mas afirmou a divulgação das imagens pela internet foi feita por um outro rapaz.

Alessandro Thiers rebateu as críticas e disse que a investigação do caso é técnica:

— A Chefia da Polícia Civil está sabendo de tudo. A investigação é técnica. Tudo que está sendo levantado tem coerência. Ela (a advogada) está querendo bagunçar a investigação, quando, na verdade, estamos fazendo um trabalho sério. Ela, inclusive, já foi presa pela DRCI. Todos os fatos estão sendo investigados. O que não foi passado até agora é porque ainda não há conclusão — afirmou o delegado.

Naa noite de sexta-feira, o delegado disse que seria leviano falar, naquele momento, o que realmente aconteceu:

— A polícia está investigando se realmente aconteceu estupro de vulnerável — disse.

Estupro sábado

O chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, disse neste sábado que, se a advogada tiver razão, vai avaliar e tomar as medidas adequadas. Ele disse ainda que não há dúvida de que houve uma conduta criminosa e afirmou que os culpados serão responsabilizados.

ESPECIALISTAS VEEM FALHAS

Professor da Universidade de Brasília e juiz federal aposentado, o advogado criminalista Pedro Paulo Castelo Branco disse que a investigação deveria estar sob o comando da DCAV, pois o principal crime do caso não é a divulgação das imagens da adolescente na internet, mas, sim, o estupro coletivo:

— A veiculação do vídeo é um delito posterior. Esse deve ser apurado pela especializada em crimes de informática.

Presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Rio e ex-chefe da Polícia Civil, a deputada Martha Rocha (PDT) concorda que a DCAV deveria comandar uma força-tarefa para apurar o estupro coletivo. A DRCI, na opinião dela, deveria dar suporte à investigação.

— Ele (Alessandro Thiers) não tem que apurar o estupro, mas os crimes nas redes sociais. Se o crime principal é o estupro, a investigação tem que ser da DCAV. Também sinto falta de policiais, femininos ou masculinos, da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) no caso. É uma delegacia que faz um trabalho há 30 anos e tem gente especializada — afirmou Martha, acrescentnado que, quando o delegado diz que está apurando se houve consentimento da jovem, está mesmo criminalizando a vítima.

Antes de ser interrogada por Thiers, a vítima do estupro coletivo prestou depoimento à delegada Cristiana Bento, titular da DCAV. Procurada para falar sobreo assunto, ela não se estendeu na conversa:

— Eu somente ouvi a menina na sexta. E acaba aí a minha participação no caso.

Ontem, 33 peças de roupas sujas de vermelho, como se fosse sangue, foram estendidas na Praia de Copacabana para repudiar a violência sexual contra a mulher. A iniciativa foi da Ong "Somos todos vítimas", da Comunidade Evangélica Marca de Cristo, na Penha.


Globo Online | 29-Mai-2016 10:00

Vila Olímpica carioca será mais populosa da história dos Jogos

RIO — Será uma cidade com mais "moradores" do que 65% dos municípios brasileiros. Em menos de dois meses, ela começará a ser ocupada por 17.950 atletas e integrantes de equipes técnicas, além de 13 mil trabalhadores e voluntários que a manterão funcionando 24 horas por dia. A Vila Olímpica do Rio, na Barra, vai ser a mais populosa e terá os prédios mais altos da história dos Jogos. Mas, enquanto os novos habitantes não chegam, é um batalhão de operários que corre contra o tempo para entregá-la completamente equipada. Nos 31 prédios de 17 andares cada, com 3.604 apartamentos, são 600 mil itens que estão sendo instalados, de camas, chuveiros e armários a luminárias, cortinas e roteadores de wi-fi. Nesse desafio de números gigantes, segundo o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, chega a 70% o percentual de quartos montados e mobiliados. Ainda estão sendo erguidas estruturas temporárias como restaurante (numa tenda tão grande que poderia abrigar um Boeing 747), policlínica e academia de ginástica.

Diretor da vila, uma espécie de prefeito que administra a operação da casa dos atletas, Mário Cilenti diz que o tempo para a tarefa é curto, mas que desde o início já se sabia que seria tudo cronometrado. Como previsto, em março foram entregues as obras físicas dos edifícios, divididos em sete condomínios, de responsabilidade das construtoras Carvalho Hosken e Odebrecht. Agora, pelo cronograma, no dia 5 de julho acontecerá o lockdown da vila: uma cerca dupla em volta do terreno deverá estar pronta para a inspeção de segurança em todas as áreas do complexo. A partir daí, só entrará quem tiver credencial e passar por máquinas de raios X. A pré-abertura do complexo será no dia 18, para as delegações começarem a personalizar seus espaços. E, no dia 24, o lugar será liberado para a chegada dos atletas.

- No começo de julho finalizaremos os últimos detalhes. Os apartamentos foram entregues pelados, e pouco pode ser deixado neles, pois estão sendo comercializados (no empreendimento Ilha Pura). A montagem é em etapas. Primeiro, entra a instalação de proteção dos pisos, depois os aparelhos de ar-condicionado, luminárias, mobília, espelhos e assim por diante. Por último, os itens de tecnologia - afirma Cilenti, acrescentando que parte do material foi comprada ou alugada por meio de licitação, ou fornecida por patrocinadores.

Toda a operação de montagem leva em conta que os prédios têm diferentes plantas, assim como os apartamentos, de dois, três e quatro quartos, que medem de 77 a 230 metros quadrados. São 11.152 quartos com ar-condicionado em montagem, onde ficarão nada menos que 19 mil camas e 10.650 armários. Estarão disponíveis 120.580 toalhas, 70.200 lençóis e 19 mil edredons, que serão lavados por uma empresa fora da vila. Na sala de cada unidade, há uma mesa de centro e um sofá. Nas cozinhas, nada de geladeiras: elas serão substituídas por máquinas de bebidas gratuitas nos prédios.

Os edifícios terão ainda estações de produção de gelo e, no térreo, salas de TV, computadores e impressoras, além de uma espécie de recepção com concierges para atender às necessidades dos atletas.

- Tentamos cuidar de tudo. Parece bobeira, mas os chuveiros, por exemplo, são um pouquinho mais altos. Quando abrirmos as portas da vila, os atletas começarão a contar tudo na mídia e nas redes sociais. Queremos que a impressão seja a melhor possível - diz Cilenti, que não citou o valor gasto com mobília, mas números não oficiais apontam que pode ter custado R$ 74 milhões.

Pensando na comodidade dos "moradores" da vila, haverá um Olimpic Village Plaza, um centro comercial com bancos, correios, salão de beleza e loja de produtos credenciados. Onde hoje estão os estandes de venda do Ilha Pura será o espaço de recreação dos atletas, com lounge e jogos como sinuca e simuladores de videogame. Tudo isso ficará, durante a Olimpíada, espalhado por 200 mil metros quadrados, com área verde, ciclovia e piscinas. A entrada no complexo será pelo Welcome Center (Centro de Boas-vindas) da Avenida Salvador Allende. E quem não quiser andar a pé, poderá utilizar uma linha de ônibus que circulará pelos condomínios.

Ficar mais perto do acesso à vila, do restaurante ou do centro comercial está a critério das delegações. O Brasil foi o primeiro a escolher sua posição, seguido das maiores delegações que vêm aos Jogos, como Estados Unidos e China. Até agora, cerca de 50 já definiram seus prédios. O Comitê Olímpico do Brasil (COB) ainda não divulgou o lugar do time verde e amarelo, mas já adiantou: parte da delegação ficará na Fortaleza São João, na Urca. Embora haja essa opção de alguns atletas se hospedarem fora da vila, garante Cilenti, todos terão espaço no complexo da Barra.

- Para quem optar por outro lugar, os custos não serão nossos. Nem será nossa a responsabilidade se o atleta não chegar a tempo a uma competição, por exemplo. Os que estiverem na vila, a gente garante - afirma.

O mesmo acontecerá na Paralimpíada. A partir de 28 de agosto a vila estará liberada para os atletas paralímpicos, que ocuparão 21 prédios de cinco condomínios do complexo, cujas construções já foram feitas para atender às necessidades de acessibilidade dos competidores, sendo preciso apenas pequenas adaptações, como mudanças em alguns banheiros.

Para essas modificações, os operários voltarão à cena. Mas, antes deles, durante a Olimpíada, entre as 13 mil pessoas que trabalharão na vila, serão 10 mil contratados para serviços como segurança e limpeza dos quartos, 2.500 voluntários e 500 funcionários do Comitê Organizador. Dois mil deles estarão a postos só no restaurante principal, onde serão servidas 60 mil refeições por dia, com pratos preparados 24 horas por dia.

Nessa cidade, o burburinho promete ser grande. Os dias mais movimentados devem ser os do segundo fim de semana de Jogos, 13 e 14 de agosto. Mas só no dia da cerimônia de abertura olímpica, em 5 de agosto, 300 ônibus partirão da vila para o Maracanã, local da festa, em comboios que não podem atrasar. Operação, claro, que demandará atenção redobrada. Outro dia crucial deve ser o posterior à cerimônia de encerramento, 22 de agosto. Tanto que, para aliviar o fluxo de saída do Rio nos aeroportos, o comitê negocia com as principais companhias aéreas o check-in remoto das delegações, na própria vila.

Mesmo ainda havendo tanta água para rolar até lá, Cilenti, que é argentino e desde Sydney 2000 trabalha na equipe olímpica, não tem dúvidas da principal lembrança que os habitantes da vila levarão com eles.

- O grande diferencial do Rio, fora a beleza da cidade, é que os atletas devem sentir o calor humano da população. Essa é uma experiência única que eles vão levar - diz Cilenti, que será morador da vila durante os Jogos.


Globo Online | 29-Mai-2016 10:00

Acostumado a holofotes, Alessandro Thiers já conduziu casos importantes

RIO — Não é a primeira vez que Alessandro Thiers Pinho Alonso, de 41 anos, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) desde 2014, está à frente de um caso de grande repercussão. Ele conduziu, por exemplo, o inquérito policial sobre ações de vandalismo planejadas por black blocs durante as manifestações de 2013. Agora, o destino quis que o delegado voltasse a se encontrar com um dos alvos da investigação daquele caso: a advogada Eloísa Samy.

Estupro sábado

Dois anos atrás, Thiers chegou a prender Eloísa por suposto envolvimento em planos de vandalismo — em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, ela teria orientado dois ativistas procurados pela polícia a fugir. Agora, vê a antiga desafeta colocar em questão sua capacidade de apurar o estupro coletivo.

Acostumado a aparecer na TV, Thiers é tratado por muitos na Polícia Civil como um galã. Ele já teve um relacionamento com uma filha do ex-secretário estadual de Segurança Josias Quintal. Anteontem, enquanto ouvia os depoimentos da vítima e dos suspeitos de envolvimento no estupro, sua noiva, uma empresária, o aguardava na delegacia. Alguns colegas disseram, brincando, que “a marcação está cerrada”.

Na DRCI, Thiers conduziu outros casos que viraram notícia. Recentemente, ele assumiu os inquéritos que investigam ataques racistas pelas redes sociais contra a atriz Thaís Araújo e a cantora Ludmilla. Ele também foi titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM).


Globo Online | 29-Mai-2016 10:00

Polícia Civil teve 700 armas desviadas nos últimos 11 anos

RIO — Dedicada a investigar crimes, a Polícia Civil do Rio patina na hora de apurar desfalques em seu próprio arsenal. Entre 2005 e 2015 (até outubro), 700 armas do patrimônio da corporação foram furtadas, roubadas ou extraviadas. Dessas, segundo dados repassados à CPI das Armas da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), apenas 107 foram recuperadas — um percentual de 15,3%.

Esse dado configura, em média, uma arma a menos nas mãos dos policiais civis a cada cinco dias. O relatório, elaborado pela Coordenadoria de Fiscalização de Armas e Explosivos, mostra ainda que foram furtados, roubados ou extraviados 757 carregadores e 5.846 balas.

A maioria das armas desviadas são pistolas e revólveres. Também deixaram de fazer parte do patrimônio da Polícia Civil 16 fuzis, nove espingardas, quatro submetralhadoras, duas metralhadoras e uma carabina.

Alguns casos chamam a atenção, como a de um policial que foi assalto em 2011. Foram levados duas pistolas, um revólver e cinco carregadores. O caso foi registrado na 21ª DP (Bonsucesso), recordista de casos envolvendo roubos, furtos e extravios de armas pertencentes à Polícia Civil.

— Esses meses de trabalho na CPI mostraram que toda a parte de investigação sobre armas roubadas é fraquíssima, não só no que diz respeito ao armamento do patrimônio da Polícia Civil — disse o deputado estadual Carlos Minc (sem partido), presidente da CPI das Armas.

A Polícia Civil esclarece que o policial, quando empossado, recebe uma arma em seu nome para usar no exercício da função. O número apresentado à CPI engloba os casos em que as armas dos policiais foram roubadas, furtadas ou extraviadas. Em qualquer uma dessas possibilidades, é instaurado um procedimento para averiguar a responsabilidade do policial. Ainda segundo a Polícia Civil, o número corresponde a cerca de 7% de todas as armas da coorporação.

RELATÓRIO ATÉ JUNHO

O relatório da CPI das Armas, que deve ser apresentado até junho pelo deputado Luiz Martins (PDT), irá propor três pontos centrais. Um deles é dar a órgãos estaduais acesso a bancos federais de dados de armas.

Os deputados também vão sugerir um projeto de lei que obrigue a polícia a rastrear todas as armas apreendidas.

— Um dos motivos da baixa resolução é a ausência desse procedimento — diz Minc.

Por fim, o relatório da CPI irá solicitar que órgãos de segurança só comprem armas e munição identificadas, com a exigência constando nos editais. Essa norma já está prevista no Estatuto do Desarmamento.


Globo Online | 29-Mai-2016 10:00

Lançamento da Louis Vuitton causa alvoroço em Niterói

NITERÓI — O frisson causado pelo desfile da Louis Vuitton neste sábado, no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói, foi quase igual ao dos shows de rock ou das grandes estreias de cinema. Quase. Afinal, na moda, o espetáculo ainda é para poucos.

Cerca de 400 convidados da grife francesa assistiram à apresentação cruise da marca em banquinhos de acrílico enfileirados na área externa do museu. Um cenário lindo para a moda do diretor criativo Nicolas Ghesquière. Tão lindo, aliás, que houve quem dissesse que o Cacique Cobra Coral fora contratado para garantir o bom tempo. Verdade ou não, deu certo.

Mas o clima de show de rock não estava dentro do museu, mas do lado de fora. Nos prédios em frente, varandas lotadas. Na rua, adolescentes beiravam a histeria a cada vez que uma celebridade chegava. E elas eram muitas: Catherine Deneuve, Alicia Vikander, Marina Ruy Barbosa, Cléo Pires e Sophie Charlotte passaram por lá. Mas ninguém fez mais sucesso do que o americano Jaden Smith, filho do ator Will Smith, ídolo teen e fenômeno nas redes sociais. Bastou ele sair do carro, para que as meninas gritassem "Jaden!", "Jaden!". E tome foto, selfie e filme. Em Niterói, Jaden é rei.

Celebridades assistem ao desfile da Louis Vuitton em Niterói

Celebridades ou não, os convidados da marca estavam todos hospedados no Rio, divididos entre Copacabana Palace, Fasano e Caesar Park. Chegaram ao Mac em dezenas de vans contratadas pela Vuitton. Como era sábado, ninguém sofreu com o trânsito pesado dos dias de semana. Ao contrário, foi moleza, já que o Caminho Niemeyer estava reservado para a grife. Passagem? Apenas para moradores e os veículos credenciados.

Mas o circo da moda aportou mais cedo por aqui, entre quinta e sexta-feira quando os convidados começaram a chegar ao Rio. Para alguns, foi oferecido um jantar na noite de sexta. No sábado, antes do desfile, um brunch no Hotel Fasano. Nunca antes na história da cidade, foram vistas tantas bolsas Louis Vuitton. Verdadeiras, é claro. Celebridades, compradores, blogueiros e imprensa especializada não usam as falsificações à venda por aí.

E, se nem todo mundo pode participar do desfile do Mac e da festa que a grife armou à noite no Parque Lage, os convidados se esbaldaram no Rio. A oscarizada Alicia Vikander aproveitou o show de Matheus VK no Buraco da Lacraia, na Lapa, na noite de quinta. No Instagram da edição francesa da revista Vogue só dá o Rio: o restaurante Lasai, do chef Rafael Costa e Silva, um voo panorâmico de helicóptero pela orla, a escadaria Selarón, em Santa Teresa. Ao menos neste fim de semana, o Rio e Niterói foram mais curtidos e compartilhados pela moda do que Paris.

O show de rock? Continuou ao final do desfile. Bastou Jaden Smith sair para o coro recomeçar: "Jaden!", "Jaden!".


Globo Online | 28-Mai-2016 23:27

Ex-chefe da Polícia Civil lamenta ausência da Delegacia da Mulher em caso de estupro

RIO — A deputada estadual Marta Rocha (PDT), ex-chefe da Polícia Civil do Rio, divulgou nota neste sábado em que critica a as declarações do delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), sobre o caso da adolescente estuprada. Martha Rocha ainda lamenta a ausência da Delegacia da Mulher (DEAM).

Estupro sábado

Presidente da Comissão de Segurança Pública Assuntos de Polícia da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a deputada afirmou que as frases de Thiers criminalizam e culpabilizam a vítima. De acordo com ela, "quando estamos diante de uma barbárie dessas e o delegado diz que ‘está investigando se houve consentimento e que a polícia não pode ser leviana’, entendemos porque tantas mulheres deixam de ir às delegacias denunciar casos de abuso sexual e violência".

ADVOGADA PEDE TROCA DE DELEGADO

A advogada Eloisa Samy Santiago, que defende a jovem, vai pedir o afastamento do delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Segundo a advogada, ele estaria criminalizando e culpabilizando a vítima. O delegado rebateu as críticas e disse que Eloisa Samy está “querendo bagunçar a investigação”. Em nota, a Polícia Civil disse que a “investigação é conduzida de forma técnica e imparcial, na busca da verdade dos fatos, para reunir provas do crime e identificar os agressores, os culpados pelo crime.”

— Vou pedir o afastamento do delegado porque considero que a linha de interrogatório usada foi para criminalizar e culpabilizar a vítima. Ele (Alessandro Thiers) perguntou se ela (a jovem) já tinha participado de sexo em grupo. Constrangida, a menina me perguntou: ‘preciso responder isso?’. Disse que não e o delegado continuou insistindo com esse tipo de pergunta. Depois disso, encerrei o depoimento. A menina chorou muito em vários momentos. Eu tive que interromper para que ela pudesse se recompor — disse Eloisa Samy.


Globo Online | 28-Mai-2016 22:28

Vítima de estupro coletivo: ‘Nada justifica o que aconteceu’

RIO — A jovem vítima de estupro coletivo na última semana em uma comunidade na Praça Seca, na Zona Oeste do Rio, usou as redes sociais para se defender de ataques neste sábado. A menor de 16 anos confirmou que bebia, fumava e costumava frequentar favelas. Ela ainda criticou a posição contrária de algumas mulheres.

Estupro sábado

"Obrigada pelo apoio de todos. Nada justifica o que aconteceu. Sempre saí, todos sabem. Bebia, fumava e, sim, andava em favelas. Mas não é por esse motivo que justifica isso. O que mais doi é saber que mulheres estão falando coisas contra. Cuidado que isso pode acontecer com qualquer uma!"

ADVOGADA PEDE TROCA DE DELEGADO

A advogada Eloisa Samy Santiago, que defende a jovem, vai pedir o afastamento do delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Segundo a advogada, ele estaria criminalizando e culpabilizando a vítima. O delegado rebateu as críticas e disse que Eloisa Samy está “querendo bagunçar a investigação”. Em nota, a Polícia Civil disse que a “investigação é conduzida de forma técnica e imparcial, na busca da verdade dos fatos, para reunir provas do crime e identificar os agressores, os culpados pelo crime.”

— Vou pedir o afastamento do delegado porque considero que a linha de interrogatório usada foi para criminalizar e culpabilizar a vítima. Ele (Alessandro Thiers) perguntou se ela (a jovem) já tinha participado de sexo em grupo. Constrangida, a menina me perguntou: ‘preciso responder isso?’. Disse que não e o delegado continuou insistindo com esse tipo de pergunta. Depois disso, encerrei o depoimento. A menina chorou muito em vários momentos. Eu tive que interromper para que ela pudesse se recompor — disse Eloisa Samy.


Globo Online | 28-Mai-2016 21:43

Advogada quer saída de delegado, e Polícia Civil pede que OAB acompanhe

RIO - A advogada Eloisa Samy Santiago, que defende a jovem de 16 anos, vítima de estupro coletivo em uma comunidade de Jacarepaguá, na Zona Oeste, vai pedir o afastamento do delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Segundo a advogada, ele estaria criminalizando e culpabilizando a vítima. O delegado rebateu as críticas e disse que Eloisa Samy está “querendo bagunçar a investigação”. Em nota, a Polícia Civil disse que a “investigação é conduzida de forma técnica e imparcial, na busca da verdade dos fatos, para reunir provas do crime e identificar os agressores, os culpados pelo crime.”

— Vou pedir o afastamento do delegado porque considero que a linha de interrogatório usada foi para criminalizar e culpabilizar a vítima. Ele (Alessandro Thiers) perguntou se ela (a jovem) já tinha participado de sexo em grupo. Constrangida, a menina me perguntou: ‘preciso responder isso?’. Disse que não e o delegado continuou insistindo com esse tipo de pergunta. Depois disso, encerrei o depoimento. A menina chorou muito em vários momentos. Eu tive que interromper para que ela pudesse se recompor — disse Eloisa Samy.

Estupro sábado

Em resposta, Alessandro Thiers disse que a investigação é técnica:

— A chefia da polícia está sabendo de tudo. A investigação é técnica. Tudo o que está sendo levantado tem coerência. Ela (a advogada) está querendo bagunçar a investigação, quando, na verdade, estamos fazendo um trabalho sério. Ela, inclusive, já foi presa pela DRCI. Estamos buscando informações sobre os fatos. Todos os fatos estão sendo investigados. O que ainda não foi passado até agora é porque ainda não há conclusão.

A advogada rebateu e disse que já sabia que o delegado usaria a sua prisão anterior.

— É mais fácil me ridicularizar do que reconhecer o que fez. A minha atuação nesse caso é estritamente como advogada da vítima — disse Eloisa Samy, que chegou a ser presa durante as manifestações de 2013 quando defendia integrantes do grupo Black Bloc.

OAB VAI ACOMPANHAR CASO

Diante da polêmica, a Polícia Civil não falou sobre o afastamento do delegado e disse que A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), atendendo a convite da Polícia Civil, vai designar um representante para acompanhar a investigação. A OAB-RJ informou que o presidente da Comissão de Segurança, o criminalista Breno Melaragno, foi o nome escolhido.

Segundo Eloisa Samy, o depoimento ao Alessandro Thiers foi bem diferente do prestado à delegada Cristiana Bento, titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV).

— Com a delegada, a menina se sentiu mais acolhida. O depoimento foi acompanhado apenas por um inspetor que é psicólogo. Já o delegado Thiers, colocou vários homens na sala. Eram três contando com ele. A jovem chegou a falar que tinha muito homem. Depois de passar o que ela passou, se sentiu constrangida — disse Eloisa Samy.

Eloisa criticou a forma de interrogatório e disse que essa deve ser a prática de atender a outras vítimas:

— Se em um caso de grande repercussão como esse a vítima é tratada dessa maneira, imagina o que acontece com outras mulheres que são vítimas de abuso sexual e violência.


Globo Online | 28-Mai-2016 19:57

Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, é totalmente reaberta

RIO — A Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, ganhou um colorido que não via há praticamente quatro anos, quando começou a ser fechada para as obras da Linha 4 do metrô. Os tapumes deram vez aos balões coloridos e à movimentação intensa de pessoas de todas as idades. Totalmente reaberta ao público neste sábado, com a conclusão das obras, o local dividiu opiniões. Entre elogios à "nova praça", não faltaram críticas ao replantio de árvores retiradas, considerado insuficiente por muitos frequentadores.

O conselheiro tutelar Rodrigo Moreira criticou o plantio de palmeiras por conta da espécie não oferecer sombra como outras árvores presentes na praça anterioremente.

— As árvores centenárias retiradas com a promessa de serem replantadas ainda não estão aqui. Aí plantaram palmeiras que não fazem sombra. No verão vai ser difícil — opina Moreira.

O morador de Ipanema também criticou os banheiros fechados:

— Aqueles dois banheiros estão de enfeite há dois anos e não foram inaugurados. Eu acho importante ter banheiros porque, em dias de feira, os feirantes utilizam a praça para urinar em torno do lago. Os banheiros químicos que chegam para eles são insuficientes, são quase 600 feirantes — disse.

Já para a aposentada Suzana Ferreira, a praça não mudou drasticamente:

— Está maravilhosa, muito bem cuidada. Está similar ao que era antes — opinou.

O secretário estadual de transportes, Rodrigo Vieira, esteve no local, que não contou com uma cerimônia de inauguração. A escolha foi deixar que as pessoas ocupassem a praça. Vieira defende que a arborização inicial se mantém:

— A praça está sendo devolvida com suas características originais. O instituto de patrimônio histórico da prefeitura desenhou conosco todo esse paisagismo, fez a seleção das espécies que acrescentamos à praça. Além das árvores que estavam aqui e que foram transplantadas, acrescentamos 247 elementos arbóreos de vegetação — disse.

Vieira também falou sobre o futuro esquema de funcionamento da nova linha do metrô:

— Vamos trabalhar com trens a cada oito minutos. Isso nos dará a capacidade de transportar 11 mil pessoas por hora e por sentido. Temos que fazer com que o público seja compatível com essa capacidade. Por isso, vamos começar uma operação no dia 1º de agosto. Durante o perído olímpico e paralímpico, os portadores de tickets e credenciados para eventos da Olimpíada do Rio poderão usar a linha. No dia seguinte à paraolimpíada, começa outra etapa. O metrô vai estar aberto para todas as pessoas entre 11h da manhã e 15h da tarde. Até o final do ano, vamos ampliando o horário de funcionamento e reduzindo o tempo de intervalo entre os trens — informou.


Globo Online | 28-Mai-2016 19:35

Cedae monta força-tarefa para visitar casas em Jacarepaguá

RIO - Desde o mês passado, moradores de Jacarepaguá estão recebendo em suas residências técnicos da Cedae. Os cerca de 40 funcionários têm uma única função: identificar quais casas, prédios e condomínios não estão ligados às redes de água e esgoto na região. A estimativa é de pelo menos 59 mil visitas, diz o diretor de comercialização da região metropolitana da Cedae, Marcello Motta. Neste primeiro momento, estão recebendo visitas Freguesia, Gardênia Azul e Anil.

— Nosso objetivo é identificar e mapear onde há ou não esgoto. Estamos olhando para a sub-bacia de Jacarepaguá, começando pela Freguesia, mas o objetivo é estender nossa atuação para Barra e Recreio — diz ele.

Segundo Motta, o trabalho não para por aí. Dependendo do tipo de problema, a Cedae se compromete a fazer a ligação de esgoto sem custo para o morador ou responsável pelo imóvel. O técnico avalia que, em muitos casos, será possível conectar prédios à rede facilmente:

— O procedimento é, num primeiro momento, checar, pois o condomínio pode não estar conectado mas fazer um pré-tratamento individual. Normalmente, eles usam fossa e filtro. Nesse universo pequeno, o que queremos é conectar o máximo de residenciais.

O projeto piloto, se bem recebido, será ampliado para atender a cidade inteira. Motta explica que Jacarepaguá foi escolhido por ser uma área densamente populada e com um grande volume de esgoto in natura jogado em seus dois principais rios, o Sangrador e o São Francisco:

— Estes rios apresentam uma carga orgânica muito grande. Boa parte dela pode ser atribuída às comunidades, mas queremos iniciar um processo de saneamento onde é possível.

Em locais onde a situação é mais complexa, como comunidades, o mapeamento também será feito, mas, por exigir obras maiores, a ligação destes locais à rede de esgoto da Cedae deve demorar mais.

Quem vive nas áreas contempladas diz que a iniciativa da Cedae não só é bem-vinda, como vem com certo atraso. Moradora da Rua Coronel Alberto Martins, Vera Baldner espera há 39 anos por uma solução para o problema do esgoto. Lá, o sistema funciona por meio de uma fossa sanitária, cuja limpeza, feita de três em três anos, é paga pelos próprios moradores:

— A ligação com o esgoto é só de água pluvial. Temos fossa. Quando ela começa a ficar muito cheia, chamamos um caminhão para fazer a retirada.

Vera conta que a Cedae já esteve em sua rua, mas que, na época, afirmou ser necessária a construção de uma elevatória para retirar o esgoto, o que deveria ser bancado pelos próprios moradores. De quatro anos para cá, nada mudou:

— Hoje, pagamos pela água limpa e pela rede de esgoto. Mas só a água limpa existe.


Globo Online | 28-Mai-2016 19:24

Centro para deficientes em Jacarepaguá tem obras retomadas

RIO - Iniciada em 22 de setembro de 2011, a construção de uma unidade do Centro de Referência da Pessoa com Deficiência (CRPD) no Mato Alto finalmente foi retomada. As obras do espaço, que visa a atender pessoas com necessidades especiais, deveria ter durado 240 dias. Mais de quatro anos depois, porém, o local ainda se encontrava só no esqueleto. Agora, serão mais três meses de obra para concluir e instalar a cobertura do centro e as redes elétrica e hidráulica, bem como fazer o acabamento em banheiros e salas. Tudo deve estar pronto até setembro deste ano, informa a Riourbe.

O atraso pode ser atribuído à falhas no projeto original. O primeiro sinal de problemas ficou evidente em 15 de março de 2012, quando a obra já estava paralisada há 67 dias. Na ocasião, o Tribunal de Contas do Município (TCM), em visita ao local, constatou falhas como a interferência em linhas da CEG e da Light e no traçado do corredor expresso Transcarioca, na época ainda em construção.

Quando ficar pronto, o CRPD de Jacarepaguá terá 37 ambientes para atendimento, entre salas de fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, assistência social, pedagogia e fisioterapia. Equipes multidisciplinares trabalharão diariamente no local. A unidade estará equipada também com vestiários, centro de convivência e salas de esporte, cultura, informática, administração, assistência social e reunião, bem como consultórios médicos e auditório. Além da unidade de Jacarepaguá, há seis centros na cidade: no Centro do Rio, em São Conrado, em Santa Cruz, em Vila Isabel, em Irajá e em Campo Grande.


Globo Online | 28-Mai-2016 19:22

Cine Joia aposta em público com interesses específicos em Jacarepaguá

RIO - As salas de cinema do Cine Joia, no RioShopping, estão para ser ocupadas por surfistas em junho. Depois, por fanáticos por games. Em seguida, por amantes da literatura. Pelo menos esse é o objetivo do sócio-diretor Raphael Camacho, que está apostando em nichos de mercado para criar um novo polo de cultura em Jacarepaguá. Essas três iniciativas são só as primeiras de uma série que o executivo quer botar em prática no espaço, inaugurado em novembro do ano passado.

— Se o cara vem ao nosso cinema para ver um filme de games, vai ter uma palestra ou uma conversa com alguém que é craque em games — exemplifica Camacho. — Com esse tipo de iniciativa, você atinge os grupos de interesse específico, que é um nome chique para tribo.

O primeiro cineclube a sair do papel será o para surfistas. Deve começar em junho, com um encontro por mês, em data a ser definida. Em agosto, a vez será dos gamers, com a exibição da final do torneio de Dota 2, um dos jogos multiplayers mais famosos do mundo, cuja competição é o análogo futebolístico da final de uma Copa do Mundo. Também ainda sem data, mas já garantida, está a exibição de filmes baseados em grande romances. A seleção vem sendo planejada em conjunto com a livraria SBS da Freguesia.

— Também queremos ter em breve a “Bebê Joia”, uma iniciativa que está dando supercerto no Cine Joia de Copacabana. São sessões para mães com nenéns. As luzes ficam acesas e o som é mais baixo, para não incomodá-los — diz Camacho.

Em junho, o Cine Joia começará a comercializar a Cervejoia, uma pilsen produzida pela cervejaria Allegra, também radicada em Jacarepaguá. A garrafa de 600ml da bebida sairá por R$ 15. A cervejaria já distribuía uma de suas marcas no cinema — este mês, a partida final da Champions League, exibida pelo Joia, foi regada a louras geladas.

— A cerveja nasceu para compensar um pouco outras iniciativas, como a gratuidade para professores às segundas-feiras e a nossa política de meia-entrada para todos às segundas, terças e quartas — explica Camacho.

Cinema tem programa para escolas públicas

No Cine Joia, estudantes de escolas públicas podem assistir a sessões gratuitas de cinema brasileiro por meio do programa Vilacine. A iniciativa vale para todas as unidades do Cine Joia: em Jacarepaguá; em Copacabana; no Cine Teatro Caetés, em Caetés (PE); e na Unibes Cultural, em São Paulo. Escolas interessadas em organizar visitas devem fazer contato pelo site vilacineeducacao.yolasite.com/contact.php.

Entre os filmes no catálogo estão: “Junho, o mês que abalou o Brasil”, sobre os protestos de 2013; “5 x Chico”, que acompanha uma jornada de cinco diretores pelo Rio; “Velho Chico”; e “Glauco do Brasil”, documentário que conta a vida e a obra do pintor Glauco Rodrigues.

— Juntamos dois patinhos feios do cinema nacional, filmes alternativos e documentários para atender crianças de escolas públicas — conta Raphael Camacho.


Globo Online | 28-Mai-2016 19:20

Transolímpico entra na reta final; moradores ainda têm dúvidas

RIO - Até o fim deste primeiro semestre, os moradores de Jacarepaguá terão uma via a mais e um incômodo a menos no seu dia a dia. Irão embora os canteiros do Transolímpico e ficará o corredor expresso, com seus BRTs, sua pista para veículos e seus dois pedágios. Enquanto a prefeitura comemora a entrega de mais uma grande obra, parte do legado olímpico, ao custo de R$ 2,2 bilhões, quem mora na região coleciona dúvidas ainda não respondidas.

De porte monumental, o Transolímpico integrará 11 bairros. A estimativa é que, logo no início, 55 mil veículos passem por ele diariamente. Dentro de cinco anos, a previsão é de até 90 mil. O poder público espera que esta se torne uma alternativa tão importante para os cariocas quanto a Linha Amarela.

No início do mês, repórteres do GLOBO percorreram o Transolímpico. O traçado, com poucas curvas, permite que se cumpra o trajeto rapidamente. Usuários do serviço de BRT também não deverão enfrentar os buracos encontrados constantemente no Transoeste: em vez de asfalto, a pista dos ônibus biarticulados é de concreto.

A via deverá ser uma alternativa à Estrada do Catonho, que desemboca nas proximidades do local onde ficará o pedágio no sentido Avenida Brasil. O valor será de R$ 5,90, como na Linha Amarela. Estima-se que o morador de Jacarepaguá gastará cerca de 30 minutos para percorrer seus 26 quilômetros de extensão. Atualmente, fazer a mesma rota leva até uma hora e meia. O trecho de concessão, que se inicia no encontro entre a Avenida Salvador Allende e a Estrada dos Bandeirantes, tem cerca de 13 quilômetros, e será uma via expressa que operará com um limite de velocidade de 80 quilômetros por hora.

Para o morador de Jacarepaguá, o principal impacto será a redução no número de carros circulando pelo bairro. De acordo com o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, Curicica deve ser a área que mais se beneficiará do novo BRT.

— A Taquara usa mais o Transcarioca — avalia ele. — Os moradores de Curicica, Colônia Juliano Moreira e Taquara sentirão um impacto grande; o caminho deles, tanto para chegar à Baixada Fluminense como para ir até a Barra da Tijuca, será significativamente encurtado.

De acordo com o secretário, a inauguração da via deve retirar veículos da Estrada dos Bandeirantes, da Rua André Rocha, da Estrada de Curicica, da Estrada do Rio Grande e da Avenida dos Mananciais.

Morador de Curicica, o secretário reconhece que as obras, iniciadas em julho de 2012, trouxeram transtornos para quem é da região:

— Foram muitas as mudanças no trânsito devido ao trabalho. No dia a dia, eu sofri um pouquinho.

REDUÇÃO DE ÔNIBUS PREOCUPA

Ao longo da construção do Transolímpico, a preocupação de evitar desapropriações foi maior do que em outras obras previstas no caderno de encargos dos Jogos Olímpicos. De acordo com o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, foram feitas alterações no traçado para evitar a retirada de um grande número de famílias. A mudança obrigou os engenheiros do consórcio construtor a cortar ao meio uma rocha que havia no caminho da via.

— Foram mais de dez detonações, mas não houve aumento de custos — diz o secretário de Obras, Alexandre Pinto. — O que gastamos mudando o trajeto deixamos de usar em compensações por desapropriações. Sem contar o custo intangível de se tirar gente do local em que vive.

De acordo com a Secretaria municipal de Obras, com o traçado antigo seriam necessárias 1.098 desapropriações. Com o novo, este número caiu para 258. Hoje, é a falta de informação que ronda os moradores das regiões afetadas pelas obras. As questões envolvem mais o impacto que a via expressa pode ter no dia a dia, como aumento da violência ou extinção de mais linhas de ônibus.

— Uma coisa que me preocupa bastante são as passarelas (de acesso às estações do BRT) — conta Vladimir Filgueiras, presidente da Associação do Vale da Curicica. — Vamos ter que andar uns cem metros no meio dos carros, sem ter para onde fugir. Podem acontecer mil coisas: acidentes, assaltos.

Na maior parte das estações, o acesso se dará por meio de passarelas em rampa, que saem a cerca de cem metros do embarque. De acordo com técnicos da SMO, era impossível instalar as rampas em locais mais próximos das estações. Os acessos em geral se dão por vias com grande fluxo de pessoas.

Filgueiras avalia também que a cobrança de pedágio será um impeditivo para muitos moradores:

— Acho que muita gente continuará a pegar a Estrada do Catonho, por não ter condição de pagar o pedágio. Eu devo usar o Transolímpico de vez em quando, mas todo dia ficaria caro para mim.

No total, serão dois pedágios, um na altura de Sulacap e outro no Recreio. O primeiro cobrará pagamento dos veículos que seguem em direção à Avenida Brasil, e o segundo, dos que estão indo para a Barra. A ViaRio, concessionária responsável pela operação do corredor, vem cadastrando os moradores de residências em um raio de até dois quilômetros do segundo ponto de pedágio. Eles serão isentados desta cobrança, por meio de um cartão concedido ao proprietário do veículo cadastrado.

Para a moradora de Curicica Teresinha Santiago, a preocupação maior é o grande número de viadutos no traçado do Transolímpico. Segundo a SMO, são nada menos que 41 novas travessias, entre viadutos, pontes e elevados:

— Já estamos vendo usuários de crack debaixo deles.

Há ainda o temor de que, com o corredor, diminua o número de ônibus circulando por Jacarepaguá, problema que os moradores identificaram com o início da operação do Transcarioca e o posterior programa de racionalização de linhas da prefeitura. Dúvidas sobre possíveis novas rotas de ônibus deverão demorar a ser sanadas. A menos de dois meses do início da operação do novo sistema de BRT, a Secretaria municipal de Transportes comunica que as informações a respeito das alterações ainda estão sendo estudadas.

Moradora do condomínio Minha Praia, na Avenida Salvador Allende, Raquel Martins normalmente sai de carro, mas, com o início da operação do Transolímpico, diz que pretende usar o BRT:

— Vai depender da qualidade do serviço, mas quero usar, sim. Vai diminuir em muito o trajeto.

Assim como outros moradores ouvidos pelo caderno Jacarepaguá, Raquel não sabia que poderia circular pelo corredor expresso utilizando carro particular:

— Não sabia, não. Tem certeza? Se for isso mesmo, acho ótimo.

Há a expectativa ainda de que o início da operação do BRT Transolímpico desafogue a outra linha de BRT que percorre Jacarepaguá.

— Talvez o novo corredor diminua um pouco a dependência do Transcarioca, que já está sobrecarregado — avalia o presidente da Associação de Moradores e Amigos da Freguesia, Jorge da Costa Pinto. — Diz a prefeitura que isso vai acontecer, porque o Transolímpico se liga com o Transoeste.

Márcio Valente, titular da Subprefeitura da Barra e Jacarepaguá, diz que voltará a pedir reunião com o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani, se houver redução de linhas com prejuízo para os moradores.

— Temos nos sentado para conversar com o secretário constantemente. Recentemente, levamos propostas de moradores tanto da Freguesia como da Praça Seca, e conseguimos a volta de duas linhas, a 636 (Ipase-Praça Saens Pena) e a 353 (Praça Seca-Rodoviária Novo Rio). Mas temos que levar em conta as questões técnicas da CET-Rio também.

O subprefeito informa ainda que tem sido feito um trabalho constante por parte da Secretaria municipal de Ordem Pública para coibir ocupações irregulares no traçado do Transolímpico.

O problema vem sendo observado há pelo menos dois anos. A principal ocupação irregular se encontra próximo às estradas Boiúna e Curumau, na Taquara, nas bordas do Maciço da Pedra Branca. Em março, uma equipe do GLOBO esteve no local e constatou a existência de 20 casas.


Globo Online | 28-Mai-2016 19:16

Suspeito detido em operação da PM nega participação em estupro coletivo

RIO - O suspeito de participação no estupro coletivo, detido neste sábado durante uma operação da Polícia Militar na comunidade do Barão, negou participação no crime. Segundo o delegado Alessandro Thiers, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que investiga o caso, o rapaz e os policiais envolvidos na operação estão sendo ouvidos nesta tarde "para entender melhor a relação dele com o crime".

— A princípio, ele não faz parte da investigação. Dependendo do que for falado, podemos incluir ou não. Pode ser que mais pessoas sejam ouvidas neste final de semana. A vítima disse que não conhece ninguém. Vou pedir a prisão de quem? Pessoas armadas que frequentam a localidade? Não podemos ser levianos — afirmou Thiers.

Outras três pessoas que seriam testemunhas do estupro coletivo devem ser ouvidas pela polícia nesta semana.

Estupro sábado


Globo Online | 28-Mai-2016 19:13

Água na Boca premia restaurantes da Zona Norte em nove categorias

RIO — Na edição deste ano do Prêmio Água na Boca, um júri formado por personalidades da Zona Norte elegeu os melhores da gastronomia em nove categorias. Dez jurados foram convidados a votar: Sérgio Loroza (Ator e cantor); Marcos Ribeiro (Educador sexual e escritor); Squel Jorgea (Porta-bandeira da Mangueira); MC Smith (Cantor); Ecio Salles (Escritor e um dos fundadores da Flupp); Vagner Fernandes (Jornalista e produtor); Thamyrez Aguiar (Designer e blogueira); Felipe Silcler (Ator); Celso Athayde (Presidente da Cufa); e Julia Pastore (Atriz). Os jurados ficaram livres também para não votar nas categorias nas quais não houvesse preferência.

A principal categoria desta competição, a de Melhor Restaurante, foi decidida no desempate, com o voto de minerva da editora Elisa Lopes Torres, assim como as classes Doces e Bar/Botequim.

Os vencedores foram Casa do Sardo (Restaurante); Estrela do Sul (Carnes/Churrascaria); Lecadô (Doces); Cachambeer (Bar/Botequim); Boi Bão (Bufê/Quilo); Chapéu de Couro (Regional); Bibi Sucos (Sanduíches); Casa do Bacalhau (Português); e York (Pizzaria).

CONFIRA O SEVIÇO DE TODOS OS INDICADOS

ADEGÃO PORTUGUÊS

Campo de São Cristóvão 212, São Cristóvão. Tels.: 2580-7288 e 2580-4578. Aberto de segunda a sábado, das 11h às 23h; e domingos e feriados, das 11h às 20h.

À MINEIRA

NorteShopping. Avenida Dom Hélder Câmara 5.474, piso térreo, loja 3.906. Tels.: 2595-7844 e 3822-2631. Funciona de segunda a quinta, das 11h30m às 22h30m; sextas e sábados, das 11h30m às 23h; e domingos e feriados, das 12h às 21h.

ARMAZÉM 11

Rua Magalhães Couto 118, Méier. Tel.: 3269-1903 e 98151-4221. De terça a sábado, das 18h às 0h30m.

BAR DA PORTUGUESA

Rua Custódio Nunes 155, loja D, Ramos. Tel.: 3486-2472. De terça a quinta, das 18h às 23h; sextas, das 18h à 0h; sábados, das 11h às 18h; e domingos, das 11h às 16h.

BAR DO ADÃO

Rua Galdino Pimentel 27, Méier. Tel.: 3283-8086. Aberto de segunda a sexta-feira, das 17h à 1h; e sábados e domingos, das 16h à 1h.

BARSA

Cadeg. Rua Capitão Félix 110, rua 4, lojas 3 a 6, Benfica. Tel.: 2585-3743. Funciona de segunda a quinta, das 12h às 16h; e de sexta a domingo, das 12h às 17h.

BIBI SUCOS

NorteShopping. Avenida Dom Hélder Câmara 5.474, loja 4.703, Cachambi. Tel.: 2595-3200. De segunda a quinta, das 8h à 0h; sextas e sábados, das 8h à 1h; e domingos, das 11h à 0h.

BOI BÃO

Rua Lopes Cruz 67, Méier. Tel.: 2289-6592. De segunda a sexta, das 11h às 17h; e sábados, domingos e feriados, das 11h às 16h.

BRASEIRO DO SUL

Avenida Dom Hélder Câmara 7.343, Abolição. Tels.: 3272-9760 e 2597-2817. De segunda a sábado, das 11h30m às 23h30m; e domingos, das 11h30m às 22h.

BRASIL PIZZA

Rua Galdino Pimentel 95, loja A, Méier. Tel.: 2269-7823, 3795-7823, 3276-6381 e 3268-6383. De terça a domingo, das 18h à 0h.

BRONX BURGUER

Rua Honório 590, Cachambi. Tel.: 3040-5900. De terça a domingo, das 18h à 0h.

CACHAMBEER

Rua Cachambi 475, Cachambi. Tel.: 3597-2002. Funciona de terça a sexta, das 17h à 0h; sábados, das 12h à 0h; e domingos e feriados, das 12h às 18h.

CASA DO BACALHAU

Rua Dias da Cruz 426, Méier. Tel.: 3822-8200. Todos os dias, das 11h à 0h.

CASA DO SARDO

Rua São Cristóvão 405, São Cristóvão. Tels.: 2501-9848 e 3860-9031. De segunda a sábado, das 11h30m às 23h; e domingos, das 12h às 16h.

CHAPÉU DE COURO

Rua Pedro de Carvalho 228, Méier. Tel.: 2269-3646. Quarta e quinta, das 12h às 22h; sextas e sábados, das 12h às 23h; e domingos, das 12h às 18h.

CHOPERIA COMETA EXPRESS

Rua Dias da Cruz 394, Méier. Tel.: 2595-1298. De domingo a quinta, das 12h à 0h; e sextas e sábados, das 12h até o último cliente.

CIADELI

Madureira Shopping. Estrada do Portela 222, lojas 322 e 323, Madureira. Tel.: 2488-1093. De segunda a sábado, das 10h às 22h; e domingos e feriados, das 12h às 21h.

CODORNA DO FEIO

Rua Adolfo Bergamini 175, Engenho de Dentro. Tel.: 2269-4112. De domingo a quinta, das 10h à 0h; e sextas e sábados, das 10h às 2h.

DALMU’S

Avenida Brás de Pina 1.340, Vila da Penha. Tels.: 3391-0646 e 2481-3430. Aberto às segundas, das 11h30m às 17h; e de terça a domingo, das 11h30m às 23h.

DOMINO’S

Estr. da Água Grande 734, Vila da Penha. Tel.: 4063-8888. Todos os dias, das 17h à 0h.

EMPÓRIO GOURMET

Cadeg. Rua Capitão Félix, 110, loja 34, Benfica. Tel.: 2580-3776. De segunda a sexta e feriados, das 11h às 16h, e sábados, das 11h às 17h.

ESPETTO CARIOCA

Rua Dias da Cruz 752 , Méier. Tel.: 3547-0619. De segunda a quinta, das 17h à 0h30m; sextas e sábados, das 17h às 3h; e domingos, das 11h30m as 0h30m.

ESTAÇÃO BAIÃO DE DOIS

Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas. Campo de São Cristóvão s/nº, São Cristóvão. Tel.: 3860-3296. De terça a quinta, das 11h às 17h; sextas, das 11h à 0h; sábados, das 11h à 1h; e domingos, das 11h às 19h.

ESTRELA DO SUL

NorteShopping Avenida Dom Hélder Câmara 5.474, 2º piso, Cachambi. Tel.: 2597-2000. De domingo a quinta, das 12h às 23h; e sextas e sábados, das 12h à 0h.

EXCALLIBUR

Estrada Marechal Alencastro 3.749, Parque Anchieta. Tel.: 3019-1776. Segundas, das 11h30m às 16h; e de terça a domingo, das 11h30 à 0h.

EXPERIMENTA

Rua Projetada, loja 4, Praça do Conhecimento, Complexo do Alemão. Tels.: 3086-1392 e 96467-8744. Aberto de segunda a quinta, das 18h à 0h; e sextas, sábados e domingos, das 18h à 1h.

FRIGIDEIRA & CIA

Rua Carvalho de Souza 292, Madureira. Tel.: 2450-2827. De segunda a sábado, das 11h às 15h30m.

LECADÔ

Méier: Rua Dias da Cruz 111, loja B. Tels.: 2592-5651 e 3825-1989. De segunda a sexta, das 8h30m às 20h30m; e sábados, das 8h30m às 18h30m.

Nova América: Avenida Pastor Martin Luther King Jr. 126, 2º piso da expansão, loja 213, Del Castilho. Tel.: 2303-3180. De domingo a quinta-feira, das 10h às 22h; e sextas e sábados, das 10h às 23h.

NORTE GRILL

Rua Gândavo 25, Cachambi. Tel.: 2596-4050. Todos os dias, das 11h30m às 23h.

ORIGINAL DO BRÁS

Rua Guaporé 680, lojas A e D, Brás de Pina. Tel.: 3866-1313. De terça a quinta, das 16h às 23h; sextas, das 14h à 0h; sábados, das 13h à 0h; e domingos, das 13h às 17h.

OUTBACK

NorteShopping: Avenida Dom Hélder Câmara 5.474, loja 4.706, Cachambi. Tel.: 3822-9906. De segunda a quinta, das 12h às 15h e das 17h às 23h; sextas e sábados, das 12h à 0h30m; e domingos e feriados, das 12h às 23h.

Nova América: Avenida Pastor Martin Luther King Jr. 126, 1º piso, loja E02, Del Castilho. Tels.: 2218-3059 e 2583-1907. Aberto de segunda a quinta, das 12h às 15h e das 17h às 23h; sextas e sábados, das 12h à 0h; e domingos e feriados, das 12h às 23h.

PANETTERIA

Rua Dias da Cruz 472, Méier. Tel.: 2593-1010. Todos os dias, das 6h às 22h.

PARMÊ

Méier: Rua Dias da Cruz 291. Tel.: 2583-9291. Todos os dias, das 8h à 0h.

NorteShopping: Avenida Dom Hélder Câmara 5.474, 1º piso, loja 4.705. Tel.: 2595-5934. Abre todos os dias, das 12h à 23h.

PIZZARIA SEM NOME

Avenida Lobo Júnior 1.475, Penha Circular. Tel.: 2573-9368. Abre todos dos dias, das 18h às 6h.

PRÍNCIPE DA ARÁBIA

Rua Constança Barbosa 45 B, Méier. Tel.: 2289-5045. Funciona de segunda a sábado, das 12h à 0h; e domingos, das 12h às 18h.

REI DO BACALHAU

Rua Guilhermina 596, Encantado. Tel.: 2289-7246. Terças, das 9h às 18h; quartas, das 9h às 21h; quintas, sextas e sábados, das 9h às 23h; e domingos e feriados, das 9h às 18h.

SABOR DO ÁRABE

Rua Dias da Cruz 345, Méier. Tel.: 2594-7729. De segunda a sábado, das 7h30m às 22h.

SANDUBAS VOADORES

Rua Silva Rabelo 89, Méier. Tel.: 3215-2856. De segunda a sábado, das 19h à 0h.

SHELLY BURGERS

Avenida Lobo Junior 2.036, Penha. Tel.: 3021-2213. Todos os dias, das 11h à 0h.

SIRI

Nova América: Avenida Pastor Martin Luther King Jr. 126, 1º piso, loja 9, Del Castilho. Tel.: 2583-1015. De segunda a quinta, das 11h30m às 22h30m; sextas e sábados, das 11h30m às 23h; e domingos, das 11h30m às 21h.

TABLÔ CAFÉ E BISTRÔ

Avenida Brás de Pina 2.656, Vista Alegre. Tel.: 3215-6309. Funciona de terça a quinta, das 17h à 0h; e sábados e domingos,das 17h à 1h.

VIENA

NorteShopping. Avenida Dom Hélder Câmara 5.474, piso 1, lojas 303 a 305. Tel.: 3899-1977. Funciona de segunda a quinta, das 11h30m às 22h30m; sextas e sábados, das 11h30m às 23h; e domingos e feriados, das 11h30m às 22h.

YORK

Avenida Dom Hélder Câmara 7.346, Abolição. Tel.: 3899-0595 e 2289-4999. Todos os dias, das 6h à 0h.


Globo Online | 28-Mai-2016 12:00

Restaurante Torninha, em Niterói, cria receita exclusiva para o Água na Boca

Niterói — Para o Circuito Gastronômico do Festival Água na Boca, o chef Federico Tagliabue, do Ristorante Torninha, resolveu arriscar. Afinal, seu prato, o Maialino e gamberi al cioccolato e mandorle, propõe uma mistura ousada de vários ingredientes. A receita, de origem catalã, é feita com cubos de costela suína assados e refogados em azeite, cebola, tomate pelati, endro, vinho do Porto e ervas aromáticas. Além disso, é servido com batatinhas coradas e cebolas caramelizadas, coberto com camarões salteados, lascas de chocolate e amêndoas. A refeição desafiadora está disponível no circuito até o dia 5, próximo domingo.

— Até me surpreendeu a quantidade de pratos que estamos vendendo, já que a mistura de ingredientes é muito diferente. Mas, ao mesmo tempo, era isso que eu tinha em mente: fazer algo difícil, mas rico em sabores — diz Tagliabue, que é sócio do restaurante e há 21 anos está à frente da cozinha do Torninha.

Inspirada em uma antiga receita, a criação do chef Tagliabue tem uma peculiaridade.

— Eu já tinha feito o prato antes, mas, dessa vez, troquei o frango pelo porco, que é uma carne mais saborosa, o que aumenta a riqueza da receita.

Para os desavisados, porco e camarão, à primeira vista, não combinam. Mas o chef afirma que é o contrário, os dois ingredientes casam perfeitamente:

— Um acompanha muito bem o outro. Durante o passar dos anos, tenho feito muitas receitas que misturam a carne suína e camarão.

Tagliabue ressalta que o prato é preparado com uma carne de primeiríssima qualidade:

— Maialino significa porquinho em italiano. Na receita, uso costelinha de porco de leite, o que dá mais sabor.

No circuito do Água na Boca, o prato é servido com uma sobremesa, creme brulée, e custa R$ 69.

O Torninha foi o precursor do polo gastronômico do Jardim Icaraí. No início, a ideia era abrir uma filial da Trattoria Torna, focada no delivery.

— Deu certo. Colocamos umas cinco mesinhas e depois foi crescendo. Mais tarde, por conta dessa demanda, abrimos o bistrô — conta o chef.

O restaurante é famoso na cidade pela mistura da tradicional culinária italiana (Tagliabue é de Milão) com a gastronomia da França e da Ásia.

— Abraçamos a onda da cozinha fusion, que tomou o mundo. Mas, ao mesmo tempo e por opção, não abandonamos o tradicional. Essa é a nossa marca. Nossa proposta permanece a mesma desde o início, e o segredo é manter a qualidade lado a lado com a tradição — afirma Tagliabue.

O Festival Água na Boca é um evento do GLOBO-Niterói e tem o patrocínio do Plaza Shopping e o apoio da prefeitura de Niterói e do Grupo Dinisa. A programação completa do circuito gastronômico, que vai até o próximo dia 5, pode ser conferida no site www.aguanabocaniteroi.com.br.


Globo Online | 28-Mai-2016 12:00

Estilos clássico e contemporâneo se encontram em mostra de decoração

RIO — Releituras de peças clássicas, que remetem às décadas de 1950 e 1960, dão forma à primeira edição carioca da Mostra Sierra, aberta ao público na quarta-feira. O tema “Brasilidades” colore 1.200 metros quadrados da Sierra Móveis, no CasaShopping, com 12 espaços que variam de 36 a 110 metros quadrados criados por arquitetos, designers e paisagistas de renome. O evento marca a chegada da nova linha ao Rio. Entre os destaques, o mobiliário com madeiras em tons naturais e mais escuros e que transita entre o dourado — retomando o clássico — e o aço inox —, responsável pelo toque de modernidade.

A gerente comercial da unidade, Gabriella Ponciano, acredita que visitantes de personalidades distintas poderão se identificar com os ambientes e se surpreender com a variedade apresentada. A mostra, que busca inspiração nas características da cidade, é uma maneira de sair do convencional showroom, explica.

— Imprimimos um certo regionalismo. O mobiliário é o mesmo, mas a mostra varia, porque cada região tem seu jeito de decorar. No Rio, o estilo é mais contemporâneo, suave e limpo — diz Gabriella.

Os ambientes são assinados por nomes como Jairo de Sander, Leila Dionízios e Andressa Fonseca. A mostra vai até 30 de novembro.


Globo Online | 28-Mai-2016 12:00

Projeto Fala Zona Oeste reúne arte e cultura nas praças da região

RIO — A cultura vai tomar conta de cinco praças com o projeto Fala Zona Oeste, a partir desta semana. Somente artistas e marcas da região integram a programação — sempre aos sábados, das 15h às 21h —, com oficinas, apresentações musicais e teatrais, rodada de negócios e rádio ao vivo. A Praça Barão da Taquara, na Praça Seca, é a primeira a receber o evento gratuito, contemplado pelo edital Cidade Olímpica, da Secretaria municipal de Cultura. No dia 11, é a vez da Praça do Pontal, no Recreio.

O projeto foi criado pelo Polo de Economia Criativa da Zona Oeste, um coletivo de empresas que busca destacar iniciativas da região. A proposta, conta Ana Paula Araujo, produtora e integrante do polo, é aproveitar o momento para fazer novas parcerias e movimentar o cenário local.

— Somos moradores da Zona Oeste e atuantes na região, que é muito grande e carece de atividades culturais. Tem havido alguns movimentos, mas poucas coisas acontecem aqui, e há poucas chances para os artistas locais. Queremos dar visibilidade a eles, independentemente do segmento — diz Ana Paula, sócia da produtora ColetivaMente, uma das empresas do polo.

Nos intervalos das atrações, o público poderá conhecer o trabalho musical de artistas locais por meio da programação da rádio ao vivo, cuja curadoria é de Ana Paula. No sábado, haverá apresentações de teatro, com o Núcleo Artístico Gema e o Grupo Teatral As Lucianas; de dança, a cargo da Cia In Off; e de música, com as bandas Dona Penha e Nós de Cabrália.

— A rádio só terá músicas de artistas independentes da Zona Oeste e anúncios de quem está participando como expositor — diz a produtora. — Esperamos que outros coletivos, pessoas e empresas venham se juntar a nós.

As praças do Teatro Arthur Azevedo (Campo Grande), Padre Miguel (Realengo) e Dom Romualdo (Santa Cruz) também terão programação.

Mais informações em facebook.com/polodeculturacriativadazonaoeste. Grátis.

ENCONTROS

Praça Seca

Abrindo a programação, no sábado, dia 4, tem apresentação do Núcleo Artístico Gema; dança da Cia In Off; peça do Grupo Teatral As Lucianas; e shows das bandas Dona Penha e Nós de Cabrália. O tema da oficina é a atuação em rede na área cultural.

Pontal

No dia 12, o Recreio recebe o espetáculo da Cia Horizontal de Arte Pública; o músico Wander Telles; a dança da Portus Cia de Dança e da Cia de Arte Cadê; e a música de Alan James. A oficina será sobre teatro político-social.

Próximos Eventos

No dia 18, a Praça Padre Miguel, em Realengo, recebe o evento. No dia 25, será a vez da praça do Teatro Arthur Azevedo, em Campo Grande; e, no dia 2 de julho, da Praça Dom Romualdo, em Santa Cruz.


Globo Online | 28-Mai-2016 12:00

Moraes Moreira e Davi Moraes fazem show gratuito em Maricá

Niterói — O amor entre pai e filho costuma ser inabalável, mas quando os dois trabalham juntos, nem sempre a relação dá certo. Esse não é, definitivamente, o caso de Moraes Moreira e Davi Moraes. A parceria vem de longe, desde que o filho subiu ao palco com o pai, aos 12 anos, na primeira edição do Rock in Rio. O garoto não se intimidou e, com um cavaquinho, fez um solo na apresentação de “Brasileirinho”. Desde então, entre indas e vindas, a família divide o palco. Em 2015, a união artística se consolidou com o lançamento de “Nossa parceria”, primeiro disco inteiramente gravado pelos dois. É a turnê deste álbum que desembarca em Maricá neste sabado, às 22h, na Praça Rolando de Barros Pimentel, no Centro.

— Sempre imaginamos um disco em conjunto. Mas o tempo foi passando e ele fez os projetos dele, tocando com artistas como Caetano Veloso e Marisa Monte. Depois, retomamos a parceria e, no álbum, dividimos tudo: arranjos, letras e vocais. Meu filho trouxe a contemporaneidade dele e eu, toda a minha experiência — diz Moraes.

O repertório do disco e do show é uma mistura entre a baianidade e a carioquice de pai e filho, com um pouco de Pernambuco. São ritmos africanos, choro, bossa nova e frevo. Composições dos dois, como “Seu Chico”, “Chorinho para Noé” e “Quando acaba o carnaval”, se juntam a canções como “Centro da saudade”, parceria de Davi com Carlinhos Brown e Pedro Baby, e músicas de artistas que eles admiram, como “Bahia, oi, Bahia”, de Vicente de Paiva e Augusto Mesquita.

— Um dos momentos mais emocionantes do show é a música “Bossa capoeira”. Nela, a gente divide os vocais e eu faço uma intervenção, declamando um poema sobre o Batatinha, um grande compositor baiano que estava esquecido — diz Moraes.

Quando viu o filho no palco do Rock in Rio, Moraes não se impressionou. Afinal, ele já sabia que seria esse o caminho de Davi. É como diz a canção “Davilicença”, gravada pelo cantor em 1977, no disco “Cara e coração”: “O tom é dó maior/Menino segue o tino/O tino do destino/Destino do som”.

— Ele nasceu no sítio em que os Novos Baianos moravam, onde foi composto o álbum “Acabou chorare”. Depois, passou a tocar guitarra, cavaquinho e bandolim — conta o cantor.

O início de uma parceria mais constante aconteceu justamente por causa do disco dos Novos Baianos. Os dois percorreram o Brasil com shows em homenagem ao clássico do grupo.

— Foram dois anos de casa cheia. A história do disco está muito viva na cabeça dos jovens, talvez por causa da aclamação na internet. Era lindo vê-los cantando junto todas as canções — lembra Moraes.


Globo Online | 28-Mai-2016 12:00

Fundo para meio ambiente em Niterói recebe menos do que previsto em lei

NITERÓI — Idealizado em 1997 e tirado do papel em 2013, o Fundo Municipal de Conservação Ambiental (FMCA) vem recebendo apenas parte dos recursos previstos para sua manutenção. A revelação foi feita durante uma reunião do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Niterói (Coman). De acordo com o vereador Henrique Vieira (PSOL), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal e integrante do conselho, a falta de recursos faz com que o fundo não alcance seus objetivos de fomentar ações ecológicas. A prefeitura, entretanto, garante que não há problemas nos repasses para o FMCA.

Segundo a lei que estabeleceu o fundo e o Código Ambiental de Niterói, recursos chegam ao FMCA basicamente por meio de três fontes: taxas e multas aplicadas pela Secretaria de Meio Ambiente, repasses do ICMS Verde feitos pelo governo estadual e pagamentos pela instalação de antenas de telecomunicações no Parque da Cidade. No entanto, segundo o Portal da Transparência de Niterói, apenas o dinheiro proveniente de licenças para os equipamentos vêm sendo depositado com regularidade no fundo: foram R$ 1,54 milhão entre 2014 e 2016.

O valor referente à instalação das antenas de telecomunicações corresponde a 56,4% dos R$ 2,74 milhões alocados no FMCA desde 2014. Cerca de R$ 500 mil (18,2%) são oriundos de correções financeiras de depósitos bancários, e os quase R$ 700 mil restantes foram depositados há dois anos, a título de taxas de controle e fiscalização ambiental e de concessão de direito real de uso de área pública.

Ainda de acordo com o Portal da Transparência, a prefeitura arrecadou, desde 2014, R$ 634.823,70 por meio de taxas de fiscalização, mas os recursos não foram transferidos ao fundo. Nos últimos três anos, não consta da base de dados qualquer despesa ou investimento feito com recursos do FMCA. Todos os gastos da Secretaria de Meio Ambiente foram bancados pelo Tesouro Municipal.

A despeito das informações disponíveis na internet, a prefeitura afirma que recursos estão sendo corretamente repassados ao FMCA: “Toda receita proveniente de multas ambientais e outorga de antenas de telecomunicações está sendo depositada no fundo. É importante ressaltar que a Secretaria de Meio Ambiente e seus projetos recebem recursos do Tesouro municipal bem superiores àqueles provenientes do fundo. Na contabilidade do fundo, está lançado o valor de R$ 714.925,59 como recebido em 2015”., afirmou em nota o Executivo. Em relação ao ICMS Verde, a prefeitura diz que Niterói é a cidade do Estado do Rio que mais recebe verbas: “As secretarias municipais de Meio Ambiente e de Fazenda fizeram um trabalho conjunto em 2015 que resultou na inversão da curva decrescente do repasse do ICMS Verde em administrações passadas, trazendo um acréscimo de mais de R$ 1 milhão no repasse a ser recebido em 2016”.

De acordo com o vereador Henrique Vieira, problemas burocráticos entre as secretarias de Fazenda e Meio Ambiente podem estar impedindo que recursos sejam distribuídos pelo FMCA.

— Os repasses previstos em lei têm que ser efetivamente feitos, não podem ficar no Tesouro. E não adianta haver dinheiro no FMCA se a prefeitura não consegue efetivamente aplicá-los — diz o parlamentar.

Secretário de Meio Ambiente entre janeiro de 2013 e abril de 2015, o vereador Daniel Marques (PV) afirma que os recursos do fundo custearam diversas iniciativas durante sua gestão, como aquisição de equipamentos. Segundo ele, sempre foi possível movimentar os recursos. Entretanto, uma burocracia no trato com a Secretaria de Fazenda, segundo ele, estaria dificultando os repasses.

— O governo do estado repassa o ICMS para o município sem especificar qual é a parcela do ICMS Verde. A Fazenda acaba sendo obrigada a fazer esse cálculo, o que atrasa a liberação dos recursos. No caso das multas e taxas, também não há prazos estabelecidos em lei para os repasses, então toda vez que a secretaria necessita fazer um empenho com os recursos do fundo precisa negociar a liberação. Lutamos junto ao prefeito para que um decreto determine que a Fazenda passe a ter 30 dias para liberar essas verbas — argumenta o vereador.

A prefeitura informa que estuda usar os recursos do fundo para diversos projetos. O principal deles é a requalificação da Praia do Sossego, na Região Oceânica, cujo objetivo é a conquista da Bandeira Azul, certificação internacional de qualidade ambiental. O município quer construir uma trilha suspensa para facilitar o acesso à praia e uma sede para a Guarda Ambiental com banheiros para os frequentadores. Também está nos planos a recuperação da vegetação nativa.

O Parque da Cidade é outro local onde recursos do FMCA podem ser aplicados. O ambientalista Cássio Garcez, fundador do grupo Ecoando, destaca a importância dos repasses em dia para o fundo:

— A fiscalização ambiental em Niterói simplesmente não funciona por falta de recursos. A secretaria só tem uma viatura.


Globo Online | 28-Mai-2016 12:00

Polícia busca informações de australiano que desapareceu no Rio

RIO — A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Descobertas de Paradeiros (DDPA), busca informações sobre o paradeiro de um jovem australiano que desapareceu no Rio, no dia 21 de maio. Rye Hunt , de 25 anos, foi visto pela última vez no Aeroporto do Galeão, na Zona Norte do Rio.

Familiares e amigos não conseguem contato com o jovem. De acordo com a media australiana, Rye estava com um amigo no aeroporto e, antes de sair para comprar um café, combinou de encontrá-lo novamente em 30 minutos. Isso não aconteceu. Os dois seguiriam para a Bolívia.

Desde então, não há registros de movimentaçções da conta bancária do jovem. Além disso, neste período, ele não teria acessado suas mídias sociais. Rye costumava entrar em contato frequentemente com sua namorada, Bonnie Cuthert, o que não ocorreu nos últimos dias.

"Nosso próximo passo é ir para o Brasil e ajudar nas buscas ", escreveu a namorada de Rye em sua página de perfil numa rede social, cuja imagem de capa tem os dizeres "Encontre Rye".

A Embaixada da Austrália no Brasil informou que está ciente do caso e que a família está recebendo "assistência consular do governo australiano". No Brasil, diligências já são realizadas pela Polícia Civil.

No dia sete de abril, Rye deixou em sua página de rede social uma mensagem sobre o início da viagem. Junto com o texto, foi postada uma foto em que também estava o amigo:

"Embarcando em uma aventura agora para ver o mundo nos próximos meses(...) Fiquem bem, espero ver todos vocês quando voltarmos", diz um trecho do texto.

A Polícia Civil pede que o cidadão que tiver qualquer informação que possa contribuir com a investigação pode entrar com a DDPA através do (21) 2202-0337 e (21) 2202-0338. Outra alternativa é a Central de Atendimento ao Cidadão (CAC), pelos números (21) 2334-8823, (21) 2334-8835 e pelo chat https://cacpcerj.pcivil.rj.gov.br.


Globo Online | 28-Mai-2016 11:23

No Brasil, só 35% dos estupros são registrados

RIO - O estupro de uma jovem de 16 anos, atacada por mais de 30 homens numa favela na Praça Seca e exposta em vídeo divulgado na internet, revoltou milhões de pessoas no Rio, no Brasil e no exterior. O caso já está sendo tratado como símbolo da luta para mudar uma realidade cruel: segundo estimativa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), com base em informações das secretarias estaduais de Segurança, apenas 35% desses crimes são registrados nas delegacias em todo o país. Para piorar, a impunidade é grande. No Rio, dados do Ministério Público mostram que, em 2014, foram registrados 4.725 estupros no estado. No entanto, apenas 6% dos casos (um total de 286 inquéritos) viraram ação penal na Justiça.

Para a promotora Lúcia Iloízio, coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Violência Doméstica Contra a Mulher, entre as razões para a subnotificação, estão a vergonha que a vítima sente e o medo que ela tem do agressor — muitas vezes, um parente ou conhecido:

— É um crime hediondo, em que a vítima sente muita vergonha de ter seu sofrimento exposto. Isso acaba dificultando a apuração e contribuindo para a impunidade.

Revoltada com o caso da adolescente, Lúcia acha que o crime deve se tornar símbolo da luta para acabar com a violência contra a mulher:

— Vamos acompanhar o caso de perto, ajudando o promotor responsável no que for necessário, para que esse crime seja devidamente apurado e todos os envolvidos, punidos. Essa reação da população é muito importante e positiva. Vamos transformar isso numa grande campanha para mudar essa realidade.

DELEGADA DEFENDE CAMPANHAS

Ainda no Rio, a diretora da Divisão Policial de Atendimento à Mulher, delegada Márcia Noeli, acredita que só uma grande campanha poderá mudar a atual situação: Links_violência_mulher

— Nós temos feito muitas campanhas e palestras incentivando as mulheres a denunciarem os crimes. A Polícia Civil tem investido na qualificação dos seus policiais, para um atendimento especializado nos casos de mulheres vítimas de violência sexual, física ou psicológica. Mas, além do medo que sente do agressor, a vítima tem medo de como a sociedade vai enxergá-la. Para modificar isso, precisamos investir em mais campanhas de conscientização e palestras.

Em todo o país, as agressões atingem as mais jovens. Em 2014, por exemplo, de cada dez mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) após sofrerem algum tipo de violência sexual, sete eram crianças e adolescentes. Trata-se do tipo de agressão mais comum entre as meninas de até 11 anos, e a segunda entre as adolescentes (12 a 17). Os números foram tabulados pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), no estudo “Mapa da violência 2015: homicídio de mulheres no Brasil”. Os dados usados são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

Segundo o estudo, houve 198.036 atendimentos de mulheres vítimas de violência em 2014, dos quais 23.630 (11,9%) foram motivados por violência sexual, ficando atrás apenas de violência física (48,7%) e psicológica (23%). As adolescentes foram as mais atendidas: 9.356 casos, 39,17% do total de registros de agressão sexual que chegaram ao SUS. Em seguida, vieram as crianças, com 7.920 atendimentos (33,52%).

CRIANÇAS SÃO AS MAIS ATINGIDAS

Proporcionalmente, são as crianças as mais afetadas pela violência sexual. Entre elas, 29% dos atendimentos no SUS foram por esse motivo. Entre as adolescentes, o índice ficou em 24,3%, atrás apenas da violência física (40,9%). Os números já impressionam, mas são parciais, segundo explicou o autor do levantamento.

— Essa é a ponta do iceberg. São mulheres que recorreram a um posto de saúde porque a situação já estava séria, grave. Havia sangramento ou o risco de ter contraído Aids — disse Jacobo.

Dados coletados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nas secretarias estaduais de Segurança corroboram a avaliação de Jacobo. Segundo a entidade, foram registrados 47.646 estupros em 2014 — uma redução de 6,7% na comparação com 2013. Em números absolutos, o estado de São Paulo, o mais populoso do país, foi onde ocorreram mais casos (10.026). Proporcionalmente, o pior índice foi o de Roraima, o estado menos populoso (55,5 estupros e 10,5 tentativas por cem mil habitantes). A menor taxa foi a do Espírito Santo: 6,1 por cem mil. No Estado do Rio, foram 5.676 registros, ou 34,5 por cem mil habitantes.

Jacobo cita razões para o baixo número de denúncias:

— O sistema de atendimento institucional em geral culpabiliza a mulher pelo próprio estupro. Isso inibe a denúncia.

Nem o Ministério da Justiça, nem o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) dispõem de dados sobre a impunidade desse tipo de crime. Mas o próprio Jacobo destaca que ela é alta. Ele lembra que, no caso dos homicídios, os números oficiais indicam que apenas de 6% a 7% são resolvidos.

— Se o crime capital, que é o maior dos crimes, tem só 6% a 7% de resolução, imagine o resto: roubo, furto e estupro — diz.

Os dados mais recentes do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), do Ministério da Justiça, mostram que havia no Brasil, em dezembro de 2014, 622 mil presos. Excluindo-se os provisórios (sem condenação), sobram 372.534. Destes, apenas 4% (cerca de 15 mil) receberam sentenças por crimes contra a dignidade sexual.

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Globo Online | 28-Mai-2016 10:00

Estado acumula dívidas de R$ 1,2 bi com fornecedores

RIO - A dívida do Estado do Rio com fornecedores alcançou R$ 1, 2 bilhão nos cinco primeiros meses do ano. O levantamento foi feito pela Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa (Alerj), por meio do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi-Rio). Os valores são referentes a serviços prestados ao estado, mas que não foram pagos. Crise - 17/05

A inadimplência tem levado à carência de insumos básicos em áreas essenciais. A situação se agrava porque o estado ainda acumula outros R$ 5,3 bilhões em restos a pagar, que são as dívidas que ficaram pendentes de 2014 e 2015.

Na Saúde, que acumula a maior dívida (cerca de R$ 485 milhões), o secretário Luiz Antônio Teixeira afirma que já cortou R$ 1 bilhão em despesas, mas admite que a dificuldade é grande pela baixa execução orçamentária. Segundo ele, de um limite de 12% dos repasses mínimos que a pasta precisaria para se manter por mês, o estado só tem pago 4,4%:

— Quem está devendo e não é bom pagador tem dificuldade em contratar bom preço. Ninguém quer mais vender para o estado. Passei quase 30 dias sem limpeza no Hospital Ari Parreiras, em Niterói. Ninguém queria assumir a limpeza pelo nosso preço. As empresas não acreditam mais — diz o secretário.

Outras áreas que também apresentam dívidas são as de Segurança (R$ 95 milhões), Educação (R$ 71 milhões) e Assistência Social e Direitos Humanos (cerca de R$ 57 milhões). Essa pasta deixou de pagar, na quarta-feira, o Aluguel Social para 10.095 famílias vítimas de catástrofes. A secretaria estadual de Fazenda diz que “ainda há atrasos nos pagamentos a fornecedores por causa da grave crise econômica”. A pasta informa que “concentra esforços na geração de receitas extraordinárias que permitam cumprir os compromissos”.


Globo Online | 28-Mai-2016 10:00

Poluição de rios e lagoas suja mar da Barra da Tijuca

RIO - A pouco mais de dois meses para a Olimpíada do Rio, a poluição continua a ser um problema sem solução nas lagoas da Barra, vizinhas à Vila dos Atletas e ao Parque Olímpico. Ontem, uma equipe do GLOBO sobrevoou a região acompanhada pelo biólogo Mário Moscatelli, flagrando concentrações de esgoto nas imediações das instalações. Uma das principais causas do despejo de esgoto sem tratamento na região é a ocupação irregular das margens dos rios. Moscatelli organiza uma manifestação para o próximo dia 4, na Praia do Pepê, na Barra, para chamar a atenção das autoridades sobre a situação. Links_gigogas

O estado tinha um plano para despoluir as lagoas, mas ficou no papel depois que o Ministério Público Federal questionou detalhes do licenciamento ambiental do projeto. Como paliativo até o evento, há apenas uma solução: tentar evitar que o lixo chegue perto das instalações. O secretário estadual do Ambiente, André Corrêa, informou a Moscatelli que planeja instalar no fim de julho quatro novas ecobarreiras na região. A operação terá ainda o apoio de três ecobarcos.

A deterioração das lagoas também é evidenciada por monitoramentos feitos pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Ao todo, o Inea coleta amostras em 12 pontos, incluindo o Arroio Pavuna e os rios Pavuninha e Camorim. Em uma das últimas inspeções realizadas no início do ano, todos os trechos foram reprovados pelo Índice de Qualidade da Água (IQA), que usa nove indicadores para avaliar se as águas podem ou não ser usadas para consumo humano. Entre os parâmetros, estão as concentrações de coliformes fecais e também do nível de nitrogênio dissolvido, substância que serve de nutriente para as algas que proliferam pela região. Em sete pontos, a concentração de coliformes era igual ou superava 1,7 milhão por 100 mililitros de água, o máximo possível de se medir. Eram os casos do Arroio Pavuna e do Rio Pavuninha, que são vizinhos ao Parque Olímpico.


Globo Online | 28-Mai-2016 10:00

Artigo: Dificilmente vítima consegue escapar de estupro coletivo

O estupro coletivo como o sofrido pela adolescente de 16 anos na Zona Oeste do Rio suscita a opinião pública. Ainda mais da forma como foi: uma menina, mais de 30 homens. Normalmente, as vítimas são mortas em casos assim. O estupro coletivo não costuma ser algo premeditado, geralmente decorre de uma oportunidade, e dificilmente as vítimas conseguem escapar

O estupro coletivo não costuma ser algo premeditado, geralmente decorre de uma oportunidade, e dificilmente as vítimas conseguem escapar.

Nos primeiros dias após o crime, a sobrevivente, na maioria dos casos, apresenta sintomas de estresse agudo, como ansiedade, depressão, angústia e paranoia. Sente medo de que possa acontecer novamente, fica com insônia, pode acordar sobressaltada no meio da noite.

Mas a forma como ela reagirá depois de algumas semanas dependerá de vários fatores, como a relação que ela tem com o sexo e o sentimento de culpa, por exemplo.

A jovem precisará do apoio da família e de tratamento. Há técnicas que usam o movimento dos olhos para enganar o cérebro, com o objetivo de fazer com que a vivência traumática não atrapalhe o dia a dia da pessoa. Podem também ser usados medicamentos, mas não é a alternativa mais indicada. A vida da vítima do estupro estará em risco se ela não tiver acompanhamento especializado.

Ricardo Krause é presidente da associação brasileira de neurologia e psiquiatria infantil no Rio

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Globo Online | 27-Mai-2016 23:33

Advogado de jogador diz que ele encontrou menor de idade dois dias antes do estupro coletivo

RIO - O advogado de Lucas Perdomo, jogador do Boavista, que supostamente teria participado do estupro coletivo de uma menina de 16 anos no Rio, chegou, na tarde desta sexta-feira, à Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), na Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio. O jovem seria o ficante da adolescente violentada. Links_violência_mulher

Segundo seu advogado, Eduardo Antunes, acionado pelo pai do rapaz, ele ainda não esteve pessoalmente com Lucas. Mas, de acordo ele, seu cliente teria afirmado que só encontrou com a jovem 48 horas antes do estupro coletivo.

- Ele diz que tomou conhecimento do fato pela própria imprensa. Lucas se prontificou a prestar depoimento - diz Antunes.

Em depoimento à polícia, a jovem de 16 anos disse ter ido no último sábado à casa de Lucas, com quem mantinha relacionamento há três anos. Depois, ela se lembra apenas de acordar no dia seguinte em outra casa, na mesma comunidade, nua, amarrada e cercada por 33 homens.

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Globo Online | 27-Mai-2016 23:02

'Me sinto um lixo', diz adolescente que sofreu estupro coletivo

RIO - Uma confusão se formou na portaria de um condomínio na Zona Oeste do Rio no fim da manhã desta sexta-feira. Militares do Corpo de Bombeiros tentavam atender à solicitação da mãe da adolescente estuprada por 33 criminosos numa comunidade do Rio para que acalmassem a filha, que estava bastante nervosa. Ao mesmo tempo, vizinhos de condomínio tentavam impedir uma entrevista com a família ao lado da piscina. No fim, já no apartamento da família, desabafos deram o tom da conversa. 'Queria que eles esperassem a justiça de Deus. Me sinto um lixo'

Aos 16 anos, mãe de um menino de 3, a jovem disse que o que mais a incomoda neste momento é o preconceito. Links_violência_mulher

— Me sinto um lixo. O estigma é o que está me doendo mais. É como se dissessem 'a culpa é dela. Foi ela que estava usando roupa curta. Foi ela que quis ir para lá’. Eu vi isso no Facebook. Eu queria que as pessoas soubessem que não é culpa da mulher. Não tem como alguém culpar uma vítima de roubo, por exemplo — disse.

A jovem disse que um dos estupradores a procurou para pedir desculpas.

— Ele veio me pedir desculpas. Mas eu disse. Isso não tem perdão.

A mãe dela, que disse ser psicóloga, quer mudar com a família para outro estado e disse que vai manter sigilo. Ela contou que a filha tem um trauma não resolvido desde que o pai de seu filho, um homem que era traficante numa comunidade próxima, morreu.

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Globo Online | 27-Mai-2016 22:21

Em São Paulo, grupos prestam solidariedade à vítima de estupro no Rio

SÃO PAULO - Em solidariedade a uma jovem de 16 anos, que foi violentada por mais de 30 homens na Zona Oeste do Rio de Janeiro, ativistas fixaram cartazes no vão do Masp, no Centro de São Paulo, nesta sexta-feira, lembrando de outros casos de violência sexual pelo mundo. Seis dias após a agressão, a jovem agradeceu o apoio que vem recebendo da população pela rede social. Links_violência_mulher

Poucas horas após o caso vir a público, internautas criaram nas redes o evento “Mural em apoio às vítimas de estupro”, não só para pedir rigor nas investigações e punições para este tipo de violência, mas deixar mensagens positivas para quem passa por isso.

Outros estados também estão aderindo ao movimento. Neste sábado, um painel semelhante será montado no Campo de São Bento, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

“Esse evento tem o intuito de mostrar que não aceitamos a impunidade em relação ao estupro e a qualquer tipo de assédio”, diz a organização.

A Polícia Civil já identificou quatro suspeitos de participarem do estupro coletivo contra a adolescente. Segundo o “Jornal Nacional”, Marcelo Miranda da Cruz Correa, de 18 anos, e Michel Brazil da Silva, de 20 anos, são os suspeitos de divulgar as imagens da vítima na internet. Já Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, é o rapaz com quem a adolescente tinha um relacionamento e teria participação direta no crime.

O outro homem que teria participado do estupro é Raphael Assis Duarte Belo, de 41 anos, que aparece nas imagens ao lado da garota. Raphael trabalhou como apoio a operador de câmera nos estúdios Globo, de onde foi desligado em agosto do ano passado.

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Globo Online | 27-Mai-2016 21:58

Com trailer preso à bicicleta, pai passeia com filhos pelas ruas do Rio

RIO — O passeio em família do analista de sistemas Ramon Nogueira, de 36 anos, não passou despercebido. Ele acordou cedo no feriado, acoplou um pequeno trailer à bicicleta, acomodou seus três filhos — Bento, de 5 anos, Benício, de 3, e Beatriz, de 2 — e saiu de Vila Isabel para um tour pela cidade, que incluiu Praça Mauá, Aterro do Flamengo e Botafogo. A mulher Juliana acompanhou o percurso, mas numa bike tradicional, sem apetrechos. No trajeto de aproximadamente 30 quilômetros, a cena tipicamente carioca, mas com toque europeu, atraiu olhares curiosos.

— É uma bicicleta comum, que uso para trabalhar, mas quando quero sair com os três, coloco o trailer, e a diversão começa antes mesmo de chegar no destino. Eles amam. — garantiu o analista de sistemas.

Quem vai no encalço do pai tem que se segurar no guidão e usar capacete; para os dois que ficam no carrinho, o uso o cinto de segurança é imprescindível. O fato é que não tem cadeira cativa, e a escolha do lugar, Ramon afirma, é sempre um “momento de luta”.

A família comprou o trailer há cerca de quatro anos, numa loja do Rio, um ano depois que o primeiro filho do casal nasceu. O passeio já faz parte da cultura de países da Europa, e despertou o interesse de Ramon, que decidiu incorporar o hábito. Mas não são só os pequenos que são transportados no carrinho. Fora da hora de lazer, o trailer é usado para levar instrumentos de trabalho.

— No Brasil, isso não é tão comum, ainda causa estranheza. As pessoas sempre olham diferente e lançam um sorriso. — afirma.


Globo Online | 27-Mai-2016 21:24

Árvore cai sobre ônibus e interdita Rua da Carioca, no Centro

RIO — Uma árvore caiu sobre um ônibus que estava parado em um sinal de trânsito, na tarde desta sexta-feira, na Rua da Carioca, no Centro do Rio. Os bombeiros foram chamados para o local. Ainda não há informações sobre feridos. A via está interditada na altura da Avenida República do Paraguai.

O acidente aconteceu por volta das 15h20m. Ainda não se sabe o que provocou a queda da árvore. Segundo o Centro de Operações da Prefeitura, os motoristas estão sendo desviados para a Praça Tiradentes. Há retenções na região. Equipes da Comlurb e da CET-Rio também estão no local.

Fotografou? Fez um vídeo? Mande para o WhatsApp do GLOBO: (21) 99999-9110. Você também pode enviar seu material pelo formulário disponível aqui no site do GLOBO após um rápido cadastro.


Globo Online | 27-Mai-2016 20:40

Água na Boca premia restaurantes da Grande Tijuca em sete categorias

RIO – Foram 38 estabelecimentos indicados nas sete categorias do prêmio Água na Boca na área de abrangência do GLOBO-Tijuca. A variedade de bares e restaurantes se tornou uma marca da região, conhecida pela recente profusão de polos gastronômicos, como os da Praça Varnhagem, Praça da Bandeira, Baixo Uruguai e Grajaú.

A tarefa de escolher o que há de melhor neste mar de boas opções recaiu sobre um time de 10 personalidades que apreciam com regularidade as delícias só encontradas nos estabelecimentos da Grande Tijuca. Fazem parte desta seleção o músico Augusto Martins, o saxofonista Beto Saroldi, o cantor Chris Dortas, o ator Emílio Dantas, o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, o cantor Guto Mequita, o grafiteiro Rafo Castro, o ator Sacha Rodrigues, o judoca Victor Penalber e a designer Vivianne Pontes. Nos casos em que houve igualdade nas votações, o desempate foi dado por votação conjunta da equipe de editores dos Jornais de Bairro.

Os vencedores das sete categorias foram: Otto (Restaurante), Bar do Momo (Bar/Botequim), Estrela do Sul (Carnes/Churrascaria), Brasa Gourmet (Quilo/Bufê), Mitsuba (Oriental), Tati Doces (Doces) e Fiorino (Massas).

CONFIRA O SERVIÇO DE TODOS OS INDICADOS

Aconchego Carioca

Rua Barão de Iguatemi 379, Praça da Bandeira. Tel.: 2273-1035. De terça a sábado, do meio-dia às 23h; e domingos, do meio-dia às 17h.

Bar da Frente

Rua Barão de Iguatemi 388, loja A, Praça da Bandeira. Tel.: 2502-0176. De terça a sábado, do meio-dia às 22h; e domingos, do meio-dia às 16h.

Bar do Adão (Grajaú)

Av. Engenheiro Richard 105, loja A, Grajaú. Tels.: 2577-0730 e 3174-3900. De terça a domingo e feriados, do meio-dia às 2h; e segundas, das 17h à 1h.

Bar do Escadinha

Rua dos Artistas 164, Vila Isabel. Tel.: 98792-3303.

Bar do Momo

Rua General Espírito Santo Cardoso 50, lojas A e E, Tijuca. Tel.: 2570-9389. De segunda a sábado, das 6h às 22h.

Bar do Pinto

Rua Conde de Bonfim 722, loja B. Tel.: 2208-5753.

Bar Varnhagem

Praça Varnhagem 14, loja A, Tijuca. Tel.: 2254-3062.

Beijo&Beijo

Av. Engenheiro Richard 52, Grajaú. Tel.: 2577-5665.

Botto Bar

Rua Barão de Iguatemi 205, Praça da Bandeira. Tel.: 3496-7407.

Brasa Gourmet

Rua Matriz e Barros 881, Tijuca. Tel.: 3872-9150. Diariamente, das 11h às 23h30m.

Britânia Rio Lanches

Rua Desembargador Izidro 10, Tijuca. Tel.: 2575-9277.

Camaleão Café

Rua Doutor Satamini 49, Tijuca. Tel.: 2234-6020.

Camelos Culinária Árabe

Rua Soares da Costa 69, Tijuca. Tel.: 3197-3315.

Cantina da Nonna

Rua Conde de Bonfim 601, Tijuca. Tel.: 2570-0744.

Conde Gourmet

Rua Conde de Bonfim 94, Tijuca. Tel.: 2234-2198.

Dom Manuel

Av. Julio Furtado 84, Grajaú. Tel.: 2576-5280.

Estrela do Sul

Av. Maracanã 649, Maracanã. Tel.: 2254-0630.

Fiorino

Av. Heitor Beltrão 126, Tijuca. Tel.: 2567-4476. De segunda a quinta, das 18h à meia-noite; sextas e sábados, das 18h à 1h; e domingos, do meio-dia às 22h.

Galli

Shopping Tijuca, Av. Maracanã 987, piso L3. Tel.: 2234-0581.

Kimura

Rua Gonzaga Bastos 56, Tijuca. Tel.: 3173-7003.

Lareira

Rua Major Ávila 185, Tijuca. Tel.: 3561-9869.

Lecadô

Rua Santo Afonso 320, Tijuca. Tel.: 3234-4488. De segunda a sexta, das 8h30m às 19h; e sábados, das 8h30m às 18h.

Mitsuba

Rua São Francisco Xavier 170, Tijuca. Tel.: 2264-0274. De domingo a quinta, do meio-dia à meia-noite; sextas e sábados, do meio-dia à 1h.

O Forno

Rua Dr. Satamini 270, Tijuca. Tel.: 3032-6999.

Os Renatos

Rua Isidro de Figueiredo 5, Maracanã. Tel.: 3234-3861.

Otto

Rua Uruguai 380, Tijuca. Tel.: 2268-1579. De domingo a quinta, do meio-dia à meia-noite; sextas e sábados, do meio-dia à 1h.

Otto (Mariz e Barros)

Rua Mariz e Barros 1050, Tijuca. Tel.: 2254-0740. Diariamente, do meio-dia à meia-noite.

Otto Al Mare

Rua Uruguai 380, Tijuca. Tel.: 2288-1266. De segunda a quinta, das 18h à meia-noite; de sexta a domingo, do meio-dia à meia-noite.

Pizza Grill

Rua Soriano de Souza 17, Tijuca. Tel.: 2567-2370.

Sem Frescura

Rua Castro Barbosa 129, Grajaú. Tel.: 3624-9372.

Senkai

Rua Itabaiana 3, Grajaú. Tel.: 3687-8778.

Tati Doces

Rua Barão de Mesquita 227, Tijuca. Tel.: 2264-0004. De segunda a sábado, das 8h30m às 19h30m; e domingos, das 9h às 15h30m.

T Maki Club

Rua Almirante João Candido Brasil 134, loja B, Tijuca. Tel.: 2238-1304. De segunda a sexta, das 18h à meia-noite; sábados e domingos, do meio-dia à meia-noite.

Tsuki

Rua Conde de Bonfim 733, Tijuca. Tel.: 2208-1065.

Turino

Rua Santa Sofia 114, Tijuca. Tel.: 2254-1818.

Vezpa

Rua Uruguai 386, Andaraí. Tel.: 3178-0800.

Vicking's

Rua Almirante João Cândido Brasil 86, Maracanã. Tel.: 2238-6633.

Vila Otto

Rua Uruguai 218, Tijuca. Tel.: 2208-8899. De domingo a quinta, do meio-dia à meia-noite; e sábados, do meio-dia à 1h.


Globo Online | 27-Mai-2016 19:59