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Perfil: Raimundão, o homem que protegeu Hulk na Tavares Bastos

RIO - Versátil. Assim é Raimundão, eletricista e produtor de cinema e TV, além de diretor do Centro Social da Tavares Bastos. Por abrigar a sede do Batalhão de Operações Especias (Bope) da PM desde 2000, sua comunidade, no Catete, é uma espécie de oásis de segurança entre os morros da cidade. Por isso, acaba sendo cenário de novelas e filmes. Com voz imponente e articulado até o último fio do cabelo, Raimundão, de 40 anos, é presença certa em cada gravação. E a vida dele bem que poderia ganhar as telas.

Raimundo Camargo Nascimento nasceu em um casebre na Praça Quinze. Com poucos meses de vida, foi morar com o pai, porteiro, a mãe, dona de casa, e as duas irmãs na Tavares Bastos. Teve “uma infância humilde, mas maravilhosa”: brincava de esconde-esconde, jogava futebol, soltava pipa. Estudou até a 7ª série e chegou a cogitar um envolvimento com o tráfico de drogas, que, tempos atrás, tinha grande espaço na comunidade.

— O tráfico de drogas ilude uma criança. Ela quer um tênis que custa uns R$ 500 e, como não tem o dinheiro, fica tentada. Mas meu padrinho (já falecido), que era o presidente da associação comunitária, me mostrou que o crime não era uma escolha legal, por não levar ninguém a lugar algum — diz Raimundão.

Adolescente, começou a trabalhar duro: foi feirante e vendeu picolé e suco de laranja nas ruas. Até que, em 1998, o diretor Cacá Diegues foi rodar cenas de “Orfeu” na Tavares Bastos. Raimundão, que já tinha feito um curso técnico de eletricista, resolveu se oferecer para um estágio na produção.

— Eles me colocaram para ajudar os eletricistas, ganhava uns R$ 20 por semana. Prestava atenção em tudo que os técnicos faziam e fui aprendendo. Quando acabou o filme, fiz uns cartões com o número de telefone da minha irmã e distribuí para a equipe — lembra.

CONVITE E VIAGEM PARA O EXTERIOR

Raimundão era dedicado, e agradou. Passou a ser chamado para participar de filmagens publicitárias fora do morro. Em 2001, a produtora Tereza Gonzalez, atual CEO do canal de humor Porta dos Fundos, que o conhecera em “Orfeu”, decidiu convidá-lo para trabalhar no longa “Buffo & Spallanzani”, de Flávio Tambellini.

— Ele era um rapaz empenhado, divertido, que se destacava. Para fazer cinema, você tem que contar com um missionário, e ele corre atrás de tudo, é um fenômeno — afirma Tereza.

Em 2006, foi a vez de a televisão descobrir Raimundão. A Record decidiu rodar cenas da novela “Vidas opostas” na comunidade do Catete, e o eletricista, que, àquela altura, tinha aprendido várias outras funções, virou coordenador de produção das cenas gravadas na favela. Na mesma época, uma equipe encarregada de buscar locações para “O incrível Hulk”, filme protagonizado por Edward Norton, aportou na Tavares Bastos.

— Pouco antes de o martelo ser batido, o diretor (Louis Leterrier) veio aqui. Quando ele me viu, disse que eu era o cara ideal para ser um dos personagens do filme, que impediria Edward de levar um tiro. Ele tinha pedido que produtores de elenco procurassem um ator. Poderiam ter escolhido qualquer pessoa. Fui eu — conta Raimundão, emocionado e até hoje impressionado com a surpresa do destino.

Desafio aceito, ele tratou de providenciar um passaporte e arrumar as malas para aquela que seria sua primeira viagem internacional — e única até agora: o set original do longa ficava em Toronto, no Canadá, onde Raimundão passou um mês e foi tratado como astro de cinema.

— Fiquei em um hotel cinco estrelas! Fiz passeios, comprei roupas em shoppings. Fui recebido de tal maneira que dinheiro nenhum pagaria — afirma.

Mas foi pago. Com o cachê que recebeu pelo trabalho no filme, o equivalente hoje a R$ 150 mil, construiu a laje da casa onde mora com a mulher, Maria das Dores, com quem é casado há 20 anos, e a sogra. Hoje, a família vive do dinheiro que ele recebe por trabalhos audiovisuais. E não são poucos.

— Não tem como filmar por aqui e não chamar o Raimundão, todo mundo do cinema e da TV o adora. Ele trabalha por quatro pessoas. E é um homem de bem, tem um coração enorme — frisa Bob Nadkarni, que é dono do misto de casa de jazz e hostel The Maze, instalado na Tavares Bastos nos anos 1980, que e conheceu Raimundão “quando ele ainda era Raimundinho”.

A pedido do faz-tudo, todas as produções rodadas na comunidade, como o clipe de “Beautiful”, de Snoop Dogg e Pharrell Williams, deixam uma contribuição para a Tavares Bastos. A novela “A força do querer”, no ar na Rede Globo, que terá cenas gravadas na favela semana que vem, doará uma quantia que bancará festas do Dia das Mães e do Dia das Crianças para os moradores. A série “Conselho tutelar”, da Record, comprou tintas para a pintura da quadra poliesportiva.

— Eu me sinto um pouco responsável pela Tavares Bastos — diz Raimundão. — Meu sonho é terminar a vida aqui e ver, ano a ano, a comunidade cada vez melhor.


Globo Online | 30-Abr-2017 11:22

Riotur quer recolocar Paquetá no roteiro do turismo carioca

RIO - Território dos índios tamoios até o final do século XV, a Ilha de Paquetá acabou nas mãos dos colonizadores portugueses, que dividiram as terras em duas sesmarias. Mas, apesar da importância histórica — há vários registros de visitas da família imperial ao local —, Paquetá só virou atração turística no final do século XIX, com a publicação do livro “A Moreninha”, de Joaquim Manuel de Macedo. Depois, caiu novamente no esquecimento, mas, nos últimos tempos, está dando a volta por cima. Vem sendo redescoberta por cariocas, que lotam festas juninas, blocos de carnaval e festivais de gastronomia no local. E, como noticiou Berenice Seara em sua coluna no “Extra”, a ilha deve voltar a entrar na rota do turismo: a Riotur vai começar por ali um projeto de valorização — e revitalização — de áreas que já foram vistas como cartões-postais da cidade.

Segundo o presidente da Riotur, Marcelo Alves, o objetivo é recolocar a Ilha de Paquetá no roteiro dos turistas nacionais e estrangeiros. O trabalho deve começar daqui a, no máximo, dois meses. A ideia é oferecer um calendário de eventos mensais, envolvendo esportes, literatura e artes. Além disso, a prefeitura vai realizar cursos de capacitação na ilha e incluir na agenda eventos que já acontecem por lá, como o Festival da Guanabara e o bloco Pérola da Guanabara, que este ano atraiu dez mil foliões para seu desfile.

— A ideia surgiu numa visita da primeira-dama, Sylvia Jane, que tem uma memória afetiva da ilha. Ela já foi muito a Paquetá, inclusive na época de namoro com o prefeito, e tem um grande carinho pelo lugar — conta o presidente da Riotur. — Paquetá esteve muito tempo esquecida pelas autoridades. Apesar de continuar charmosa, a ilha precisa de melhorias.

POTENCIAL REDESCOBERTO

Quem visita hoje Paquetá percebe que muitos cariocas estão redescobrindo seu potencial turístico. Nos últimos dois anos, hostels, hospedarias, espaços com roda de samba e pequenos restaurantes com decoração moderninha abriram as portas em antigas casas do bairro, atraindo principalmente turistas de classe média. Endereços que vieram se juntar a um roteiro mais popular, que, segundo o presidente da Associação de Moradores de Paquetá, Alfredo Braga, faz com que a ilha tenha atrações para todos os bolsos.

Com uma proposta de turismo sustentável, o Solar dos Limoeiros, por exemplo, foi inaugurado em janeiro com apenas duas suítes, e funciona num anexo da residência da produtora Elvi Ficher, que há três anos mudou-se da Praça São Salvador, no Flamengo, para Paquetá, à procura de tranquilidade:

— Dez casas da região abriram as portas oferecendo hospedagem, eventos e agitando a vida noturna. A minha faz parte de um projeto de negócio que inclui a pousada e uma horta. Sirvo no café da manhã sucos de frutas colhidas no quintal e pães e bolos orgânicos. E temos público para isso.

Na Casa de Artes Paquetá, acontecem exposições, saraus e aulas de música. Já na Casa de Noca, o forte são os petiscos e as bebidas, como a cachaça artesanal. Se a vontade for saborear um cozido, um bobó de camarão ou uma feijoada, o indicado é tomar o rumo da Casa Flor nos fins de semana.

Com a notícia de que a Riotur vai investir na ilha, moradores e comerciantes esperam que problemas, como buracos nas ruas de saibro e o abandono de prédios históricos, entrem no foco da prefeitura.

— Acreditamos que pode ser uma grande oportunidade para realmente conseguirmos fazer de Paquetá um espaço que todos os cariocas usem mais. Ficamos felizes com o aceno da prefeitura de traçar um plano estratégico — diz o publicitário Guilherme Pecly, um dos integrantes do coletivo Pérola da Guanabara.


Globo Online | 30-Abr-2017 11:21

Jovens representam o Brasil em competição de matemática nos EUA

Eles têm entre 15 e 17 anos, se conheceram em competições e olimpíadas pelo país afora e formaram um time. Mas, em vez de suarem a camisa nas quadras, treinando dribles e passes, Juan de Araújo, Felipe Chen Wu, Rodrigo Ribeiro da Silva, Mark Helman, João Pedro Carvalho e Antônio Alves preferem exercitar o cérebro — encaram maratonas matemáticas. Apaixonados por números, cálculos, problemas e exercícios de lógica, eles já conquistaram dezenas de medalhas individualmente (somadas, totalizam mais de cem), e, em fevereiro, decidiram unir forças. Juntos, foram representar o Brasil no The Harvard-Mit Mathematics Tournament (HMMT), torneio de Matemática da Universidade Harvard e do Massachusetts Institute of Technology, que aconteceu em Boston, no Estados Unidos, conforme noticiou o colunista do GLOBO Elio Gaspari.

Numa das etapas, o Team Round, os seis componentes do grupo tiveram que solucionar dez problemas em um hora e obtiveram o primeiro lugar da América Latina (45º geral). Não trouxeram medalhas, mas voltaram para o Rio de Janeiro com vontade de encarar novos desafios. Sonham com uma medalha na 58ª Olimpíada Internacional de Matemática, que este ano acontece pela primeira vez no país.

— Valeu muito a experiência. Conhecemos estudantes de vários países e vimos como é alto o nível dos jovens que participam dessas competições. Voltamos com a sensação de que temos muito a aprender — diz Rodrigo da Silva, de 16 anos, morador de Vila Isabel que era aluno do Colégio de Aplicação da Uerj e que, no ano passado, mudou para o PH, por causa dos longos períodos de paralisações.

A competição reuniu cerca de 900 estudantes de várias nacionalidades. Durante dois dias, os participantes, todos alunos do ensino médio, fizeram testes individuais, que consistiam em 36 problemas envolvendo álgebra, geometria e muito raciocínio. Em todas as provas, o tempo de execução era um diferencial. Eles também encararam diversos testes em grupo, todos em inglês.

FINANCIAMENTO COLETIVO

A vocação para trabalhar juntos, os meninos descobriram antes mesmo da viagem. Para conseguir pagar as despesas, os adolescentes criaram uma vaquinha on-line. Com o financiamento coletivo, conseguiram arrecadar R$ 64 mil, mais R$ 20 mil do que pediam na internet.

O grupo tem um morador de Duque de Caxias, quatro da Zona Norte e um da Zona Sul. Em comum, além da paixão por números, eles contam com o incentivo dos pais.

— Os meus são comerciantes e, infelizmente, não concluíram o ensino médio devido a dificuldades financeiras, mas sempre me mandavam estudar quando eu era criança. Eles não sabem ler ou escrever em português, não tinham como me ajudar nas tarefas, só podiam me incentivar — conta Felipe Chen Wu, de 16 anos, que vive na Tijuca.


Globo Online | 30-Abr-2017 11:20

Jovens do Alemão convivem com a dor e a morte desde cedo

RIO - Com o bigode sempre aparado, FF, apelido de Felipe Farias, gostava de jogar bola no Inferno Verde, área do Complexo do Alemão onde foi criado por sua família. Participava de uma manifestação que pedia paz na favela ao ser atingido por uma bala na cabeça. Sonhava ser militar. Gustavo Silva perdeu a mãe ainda criança. Aprendeu a se virar desde cedo, trabalhando como ajudante de padeiro. Estava a caminho do trabalho às 6h, num dia de feriado, quando foi atingido também na cabeça. Caiu morto na porta da loja de roupas Bunker, na Alvorada, onde havia comprado uma camisa dias antes. Sonhava viajar pelo mundo. Paulo Henrique, rei das bolas de gude no beco onde vivia, no Cruzeiro, tinha apenas 6 anos no fim de 2010, quando 2,7 mil policiais e militares ocuparam o complexo onde ele nasceu. Pouco depois de completar 13 anos, um policial lhe acertou um cascudo forte por não gostar de vê-lo correr. O menino engoliu o choro e passou a abaixar a cabeça diante de policiais para não apanhar de novo. Enquanto caminhava para a casa de um amigo, onde jogaria videogame, foi atingido por um tiro na barriga. Perdeu o baço e o fígado, passou por duas cirurgias no Hospital Salgado Filho, mas não resistiu. Despediu-se da vida na terça-feira passada.

Paulo Henrique, Felipe e Gustavo, de 13, 16 e 17 anos, respectivamente, não se conheciam, mas tinham ao menos quatro coisas em comum. Eram jovens, foram criados no Alemão e morreram baleados na mesma semana, vítimas da guerra instaurada no Complexo do Alemão desde que a Polícia Militar decidiu instalar uma torre blindada no Largo do Samba, na Nova Brasília. Também foram enterrados no mesmo cemitério, em Inhaúma. Outras três pessoas morreram nos últimos dias no Complexo do Alemão: Bruno de Souza, de 24 anos, atingido em casa por um tiro de fuzil na perna quando aproveitava um dia de folga com sua família; Marcos Paulo Silva de Oliveira, de 15 anos, apontado pela Polícia Militar como traficante; e também uma senhora, de nome não identificado, que se assustou com o barulho dos tiros, teve uma parada cardíaca em casa e, ao cair, bateu a cabeça.

Segundo dados do Censo das Favelas, feito pelo governo do estado nas comunidades que receberiam investimentos do PAC, o Alemão tem aproximadamente 100 mil moradores, embora associações locais afirmem ser o dobro. Desses, 28% — quase 30 mil — são jovens de 15 a 29 anos, grupo mais vulnerável nas estatísticas brutais de homicídio no Brasil, onde mais de 50% das vítimas são dessa faixa etária. Apenas no Estado do Rio, em média, 2 mil jovens são assassinados por ano — mais de cinco por dia.

“Velhos momentos, grande saudade, eternas lembranças”, dizia a faixa carregada por dois adolescentes no enterro de Felipe Farias, na tarde de sexta-feira, no cemitério de Inhaúma. O caixão ainda estava aberto e havia ao menos 200 pessoas ao redor, a maioria amigos da escola e da vizinhança. Quando o caixão foi fechado, uma catarse tomou conta de quem estava perto. Um dos jovens tentou se jogar na cova, dizendo “volta, FF”. Outro repetia um pedido: “Bora pra praça, FF, bora jogar bola com a gente”. Um terceiro clamava por justiça: “É meu quinto enterro este ano, cadê a justiça?”. Na saída da cerimônia, o grupo de amigos se deparou com uma viatura da PM, estacionada na calçada do cemitério. Dois garotos apontaram para os policiais um fuzil imaginário. Um deles disse:

— A sorte desses vermes é que não sou bandido, mas nessas horas dá vontade de ser.

REVISTA POLICIAL ATÉ DEUNIFORME ESCOLAR

Na Avenida Central do Alemão, numa subida íngreme, três crianças brincavam com o celular da mãe de um deles enquanto, em casa, era preparado um churrasco. Seu Elias, motorista de caminhão e antigo morador da comunidade, descia com a caçamba de seu veículo lotada — era mais uma família deixando a favela para fugir da guerra. Logo em frente, dois policiais ocupavam irregularmente a laje de uma residência por ordem do major Leonardo Zuma, que insiste em manter os locais ocupados. Na quinta-feira da semana passada, o Tribunal de Justiça ordenou que a tropa saísse. Em um projeto social, do outro lado da rua, jovens conversavam sobre o que fazer durante um tiroteio: uma aula desnecessária no lugar onde todos aprendem muito cedo como agir em conflito.

— Meu irmão tem três anos de idade. Esta semana, ensinei a ele o que fazer quando os tiros começarem. Deitamos todos no chão, eu, ele e nosso irmão mais velho, de 20 anos, que tem autismo. Nunca usei drogas, nunca me envolvi com nada errado. Mas, quando eu passo, a polícia me vê como bandido. Já tive que tirar o uniforme escolar e esvaziar a mochila — desabafa Malcon Ozório, de 18 anos, nascido e criado no Alemão.

Estudante de turismo no curso técnico da Faetec, Malcon lembra de sua favela sendo visitada por turistas do mundo inteiro. Só a artista e produtora cultural Mariluce Souza chegava a levar 200 pessoas por dia em passeios de teleférico pelas 14 comunidades de lá. Isso acabou. O teleférico está parado há seis meses, suas estações viraram pontos isolados de policiamento e visitantes são uma espécie em extinção por ali.

Quem morre deixa marcas nas pessoas: nos muros, há pichações em homenagem aos que se foram. “Eduardo não será esquecido”, diz uma delas, sobre o menino Eduardo de Jesus, morto em 2015 com um tiro de fuzil na cabeça numa ação policial. No Cruzeiro, o pequeno Bryan, de 10 anos, veste uma camisa em que está escrito “Elaine vive”. É uma lembrança do enterro de Elaine Cristina, de 35 anos, atingida por uma bala perdida que deixou três filhos. Bryan conta que nunca perdeu ninguém de sua família para a violência, mas já se despediu de dois amigos em sua breve existência: além de Elaine, Paulo Henrique, de 13 anos.

— Era meu vizinho. A gente brincava muito, principalmente de bolinha de gude — conta.

Há crianças que brincam de tiroteio nos becos das favelas. Elas colam estacas de madeira para transformá-las em armas de brinquedo. Esse tipo de brincadeira, recorrente em outros lugares da cidade, não era vista há muito tempo. Voltou com os confrontos.

— As crianças veem e fazem igual — afirma o fotógrafo Bruno Itan, de 28 anos, idealizador do curso de fotografia Olhar Complexo, que vai formar em breve sua primeira turma, sendo 12 crianças e 27 adultos. — Quero ensinar as crianças o sentimento que a fotografia desperta, e dar a elas a referência de uma profissão.

Sonhando com uma vida melhor nesse cenário sírio, com tiros de fuzil e granadas explodindo na porta de suas casas, os jovens do Alemão perderam um ponto de apoio que ajudou a dar esperança para muitos e até mesmo a tirar pessoas do tráfico: o programa Caminho Melhor Jovem, que atendeu seis mil adolescentes de 15 comunidades da cidade, mas foi paralisado há dois meses. Quem não estudava conseguiu voltar para a escola com ajuda do projeto. Os que não trabalhavam eram encaminhados para cursos ou para um emprego. Foi assim com Hector Santos, de 20 anos. Apesar disso, ele já apanhou da polícia, a caminho de uma festa. Ao perguntar o que fizera para levar pontapés, recebeu uma resposta seca: “Nada, por isso mesmo está apanhando”. Sua casa foi revistada tantas vezes que sua mãe desistiu de arrumá-la.

— Eles sempre entravam com cachorros e bagunçavam tudo, procurando drogas. Minha mãe cansou — diz.

Hector conhecia Felipe, Paulo Henrique e também Caio de Moraes, assassinado aos 20 com um tiro no peito, há dois anos, crime atribuído a um PM da UPP Nova Brasília. Os assassinatos fizeram toda a sua geração perder a pouca esperança que retornara com a pacificação. Quando ele e seus amigos são indagados sobre o que sonham para o futuro, a resposta é uníssona: ver o Alemão em paz.


Globo Online | 30-Abr-2017 11:18

Tasca Filho D’Mãe dá início ao projeto Heranças Portuguesas

RIO — A cultura lusitana vai ser servida na Tasca Filho D’Mãe com o projeto Heranças Portuguesas. A proposta é promover uma viagem à terrinha acompanhada das fartas delícias da cozinha tradicional do país, principal inspiração do menu criado pelo chef Alexandre Henriques para o restaurante no Vogue Square.

A noite de estreia, na próxima quarta-feira, dará o tom dos encontros seguintes. Música, literatura e poesia serão misturadas no mesmo caldeirão cultural. O livro “História da gastronomia brasileira", de Ricardo Amaral e Robert Halfoun, é a inspiração para o primeiro evento, que começará às 20h. A obra passeia pela culinária brasileira, desde a época do Império, a partir de receitas e pequenos textos. As preferências de D. Pedro I ao desembarcar na colônia foram a diretriz para os cinco pratos elaborados por Henriques, o anfitrião. O próprio chef fez a pesquisa, ao lado da historiadora Ana Roldão.

— D. Pedro era mais fã das comidas dos escravos, como arroz, feijão, grãos e frango, do que dos pratos portugueses da corte. Uma das duas entradas que vamos servir é um bolinho de arroz e queijo canastra com chouriço de porco preto. São pratos que estão entranhados nas nossas raízes brasileiras — diz o chef.

O menu terá mais uma entrada, dois pratos principais e uma sobremesa, todos releituras do que D. Pedro I gostava. Ricardo Amaral receberá os comensais, contando histórias sobre o imperador que estão no livro.

Alexandre Henriques é filho de Henriqueta, proprietária da Gruta de Santo Antônio, de Niterói. O projeto apresenta as raízes da família. Sendo assim, diz ele, outros elementos não poderiam faltar, como os versos do poeta Fernando Pessoa, que serão recitados pelo ator português Tony Correia; e a apresentação da Banda Lusófona, com um repertório de fados.

+INFO

Heranças Portuguesas — Banquete do Imperador, na Tasca Filho D’Mãe, no Vogue Square. Quarta-feira, às 20h. Tel.: 3030-9080. R$ 220 por pessoa.

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Globo Online | 30-Abr-2017 09:30

Espaços apertados e falta de vagas levantam discussões sobre garagens

Mais RIO - Era para ser mais uma simples assembleia de condomínio em um prédio da Zona Sul, até que chegou a hora de sortear a disposição dos carros na garagem. Diante do resultado, um morador resolveu protestar, dizendo que o sorteio estava “viciado”. Afinal, fazia anos que ele ficava sempre com as áreas de acesso mais complicado. Armada a confusão, uma moradora com dificuldades de locomoção também entrou na discussão. Ela achava que deveria ter prioridade em vagas de fácil manobra, devido à sua condição. Começou o bate-boca acerca deste ponto de atrito em tantos condomínios: a falta de espaço para estacionar.

O prédio em questão tem 49 apartamentos, sendo cinco coberturas, cada uma com direito a três vagas na garagem. As demais unidades têm direito a duas vagas. Mas o sorteio é necessário porque são três pavimentos de estacionamento, sendo dois subterrâneos, onde as manobras são mais complexas.

— A gente sempre fez assim, conforme prevê o regimento interno. Não consigo encontrar alternativa mais democrática. Não dá para, simplesmente, estabelecer um rodízio, pois o número de vagas no térreo é muito menor do que nas outras áreas — afirma a síndica do condomínio, que está no posto há dez anos e garante que o estacionamento está em primeiro lugar do ranking de problemas do prédio, juntamente com os vazamentos.

Ela afirma que o diálogo entre os moradores pode ajudar, já que a troca de vagas é negociável entre eles. Inclusive, há unidades que nem usam os espaços e podem cedê-los. Mesmo assim, está aberto o debate para encontrar uma solução, caso ela exista.

DEFINIÇÕES EM ASSEMBLEIAS

De acordo com o diretor jurídico da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), Marcelo Borges, a garagem é um dos ambientes mais importantes para a vida condominial, atestando a qualidade da atuação do síndico como gestor. Entre rodízios e sorteios, alguma solução precisa ser encontrada com a devida aprovação dos moradores.

— Aqueles condomínios que conseguem ter um controle por meio de regras estabelecidas em assembleia funcionam melhor. Uma vez aprovadas, essas decisões têm que ser o norte, apontando quais são as responsabilidades dos condomínios e quais são as dos usuários — comenta ele.

Mas muitas vezes, os problemas aparecem em função do próprio espaço delimitado para a vaga. Elaine Cabral, moradora do Enjoy Residences, no Recreio, ficou surpresa ao se mudar há cerca de um mês para o condomínio e perceber que na casa recém-comprada não era possível guardar os dois veículos da família, ao contrário do que garantia a escritura.

— É um absurdo, um desrespeito. Comprei um imóvel pensando que teria o conforto da garagem, mas agora tenho que parar na rua, o que gera muito transtorno, pois tenho duas filhas pequenas, chego com compras, levo chuva na cabeça... Se entro com o carro, sequer consigo abrir a porta para sair. Será que a construtora não mediu antes? É surreal — desabafa ela.

TAMANHOS VARIADOS

Segundo o advogado especialista em direito imobiliário Hamilton Quirino, o Código de Obras do Município estabelece uma largura mínima de 2,5m para as vagas de garagem. Já a extensão precisa ter ao menos 5m ou 6m, sendo a última metragem obrigatória para espaços paralelos ao eixo de circulação.

Como referência de tamanho, um Honda HR-V, utilitário mais vendido atualmente no Brasil, mede 1,77m de largura e 4,29m de comprimento. Já uma picape Toyota Hilux de cabine dupla tem, respectivamente, 1,85m por 5,33m.

— Se não forem cumpridas cláusulas contratuais a respeito das vagas, o morador poderá acionar o construtor. Se for prédio antigo, devem ser cumpridas as normas da convenção do condomínio e de seu regulamento interno — completa o Quirino.

Por meio de nota, Eric Labes, diretor da Labes Melo, construtora responsável pelo Enjoy, informou que empreendimento está dentro da legislação em vigor no Rio, tendo sido vistoriado e recebido o habite-se da prefeitura, autorizando a ocupação do mesmo, e averbado no Registro de Imóveis.

Para o advogado Marlon Mattos, também especialista no setor, o ideal é que o morador que suspeite de alguma irregularidade chame um arquiteto de confiança para fazer uma consulta de informação na prefeitura, na qual todas as intervenções que podem ser feitas no referido endereço serão detalhadas.

Segundo ele, não é comum que as dimensões das vagas deixem de ser atendidas pelas construtoras, porque, neste caso, a prefeitura não concederá o habite-se da obra. No entanto, na prática, há situações em que, após a entrega do empreendimento, proprietários e condomínios decidem informalmente alterar as dimensões para aproveitar melhor o espaço.

— De todo modo, se o não atendimento das dimensões tiver origem na construção, o condomínio ou mesmo os adquirentes podem propor ação judicial contra a construtora por vício construtivo. Porém, se a redução de tamanho das vagas estiver ligada a uma ação posterior do condomínio, o mesmo pode ser alvo de uma ação para obrigar a restituir as medidas originais.

MOBILIZAÇÃO INTERNA

O advogado especialista em direito imobiliário Celso Simões reforça que a incorporadora deve obedecer às posturas municipais e garantir o cumprimento do que está previsto na incorporação do prédio e no contrato de venda e compra das unidades. O condomínio, por sua vez, deve sempre fazer cumprir as regras previstas na respectiva convenção. Se houver qualquer desconformidade, o morador pode sempre procurar algum tipo de mediação de conflitos e, se necessário, acionar os responsáveis judicialmente.

— Mas nada disso impede que os vizinhos se unam no sentido de encontrar uma solução prática que resguarde a equidade dos condôminos e garanta a harmonia da vizinhança. Pode-se, por exemplo, contratar um corpo de manobristas, adquirir paletes para o deslocamento transversal de veículos ou alugar eventuais vagas ociosas — diz ele.

Simões acrescenta ainda que, em alguns casos, o problema nas garagens pode decorrer da má utilização do espaço. Ele explica:

— É possível que a incorporação do prédio preveja vagas de tamanhos grande, médio e pequeno (sempre obedecendo às posturas municipais). Há casos em que o condômino tem direito a uma vaga de tamanho médio, e acaba adquirindo um utilitário ou uma picape de maior porte. Nestas situações, a reclamação deve ser direcionada ao morador, não à incorporadora. Também cabe uma atuação fiscalizatória por parte do condomínio.

Outra situação que é frequentemente alvo de reclamações é quando os veículos aparecem, da noite para o dia, danificados em função das manobras feitas nestes locais. O diretor jurídico da Abadi, Marcelo Borges, afirma que já existe uma jurisprudência bem consolidada indicando que o condomínio só é responsabilizado quando assume o dever de guarda dos veículos. Seria o caso de um prédio que contrata vigilantes, manobristas ou estabeleça no regulamento interno que detém essa responsabilidade.

— O carro é um bem e como tal, é natural que os proprietários queiram ser indenizados quando um problema acontece — pondera Borges. — Por isso isso é importante que os condomínios sejam muito bem assessorados na hora de definir suas normas.


Globo Online | 30-Abr-2017 09:30

Clemilson Ferreira criou raízes no Aloha, após prestar consultoria

RIO - Quando veio da Paraíba para o Rio, há 17 anos, Clemilson Ferreira não imaginava que assumiria a cozinha de um restaurante. Ele foi fisgado pelo clima havaiano do Aloha, estando à frente da casa da orla da Barra desde novembro, após concluir uma consultoria no estabelecimento em parceria com o chef Pedro Pecego, que o indicou ao cargo.

— A primeira vez que criei um prato foi com o Pedro, no Bottega del Vino. Comecei a criar outros e a colocá-los no menu como sugestão. Os clientes gostam disso — diz Ferreira, de 35 anos.

O paraibano começou a conquistar espaço e conhecimento ao fazer as malas rumo ao Rio, em 2000, para trabalhar com um tio no italiano Mangiamo, na Barra. De lavador de pratos ele passou para a estação de saladas, depois de muito pedir. Em 2004, migrou para o extinto Hard Rock Café, atraído pelo salário mais alto, em grande parte enviado como ajuda aos pais e aos seus dois irmãos e três irmãs. Lá, chegou a primeiro cozinheiro.

Em 2006, ele foi para o Cordato, no Hotel Transamérica. A promoção a sous-chef foi a convite de Pedro Pecego, com quem trabalhava pela primeira vez:

— Fiquei muito feliz. Naquele dia nem consegui dormir direito. Passei três dias sem acreditar. Era um sonho. Gosto de estar na cozinha, de criar.

Ele atuou como sous-chef por quatro anos. A parceria continuou quando Pecego assumiu a cozinha de outras casas, como o Bottega del Vino, no Leblon, e o Paris 6, em Porto Alegre (RS), e também em consultorias. Agora, no Aloha, o chef quer surpreender ainda mais o público.

— Gosto de abrir a geladeira, ver os produtos e criar sugestões para o fim de semana ou para um feriado — conta.

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Globo Online | 30-Abr-2017 09:30

Promotora de eventos cria projeto para atrair mais cerimônias ao Rio

RIO - Em suas viagens pelo mundo, a promotora de eventos Simone Tostes não podia sentir cheiro de noiva que ia atrás para tentar bisbilhotar a cerimônia de casamento. Com o passar dos anos, levou essa mania para o trabalho e passou a oferecer o serviço de destination wedding, em que exporta casais de noivos para 15 países e faz do momento do “sim” uma experiência multilinguística.

— Faço eventos há 20 anos, e, há dez, comecei a promover casamentos tradicionais em municípios como Angra, Itaipava e Búzios. Mas, uma vez, num resort no Caribe, fiquei impressionada ao ver como eles montavam uma cerimônia em coisa de minutos. Aqui, isso leva uma média de cinco horas. Pensei então em criar o site Aonde Casar, que oferece opções de cerimônias pelo mundo — conta.

Para montar um farto cardápio, a empresária visitou mais de cem locações, entre hotéis, resorts e salões de festas. Em suas inspeções, avalia gastronomia, localização, conforto e acessibilidade.

Além de organizar o matrimônio, Simone se encarrega de toda a viagem do casal e dos convidados. Para preencher o tempo, oferece passeios e organiza uma festa de boas-vindas e um brunch no último dia.

— Como numa cerimônia fora do país vai muito menos gente, naturalmente a festa fica bem mais barata. E os noivos passam mais tempo com seus convidados — observa.

Inspirada por estratégias desenvolvidas em outros países, Simone decidiu ampliar o negócio e criar o site Wedding Rio, destinado ao público estrangeiro. Além de opções na capital — onde ela tem parceria com grandes hotéis, como o Grand Hyatt e o Sheraton Barra —, a página, em construção, terá opções na Região Metropolitana, na Serra e na Região dos Lagos:

— A Toscana (Itália) tem um departamento de casamentos dentro do Firenze Convention & Visitors Bureau, e o setor de turismo da Cidade do México tem um romance manager. Os dois países enxergam o matrimônio como um negócio lucrativo. Já a Embratur incentiva a lua de mel, que atrai só o casal. O destination wedding leva mais pessoas ao destino.

Consultora do segmento Romance e Destination Wedding do Rio Convention & Visitors Bureau, Simone montou um projeto que apresentará à fundação e à Riotur. Garante que a proposta pode deixar o Rio entre os dez principais destinos de casamentos do mundo.

— O mercado de matrimônios movimenta cerca de US$ 298 bilhões, e o de destination wedding, aproximadamente US$ 80 bilhões. É muito relevante — diz.

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Globo Online | 30-Abr-2017 09:30

Metade das sessões da Câmara de Niterói terminam sem votações

NITERÓI - A principal função do Poder Legislativo, como o nome já diz, é legislar. Mas na cidade, um levantamento do GLOBO-Niterói com base nas atas e ordens do dia das 28 sessões plenárias da Câmara deste ano mostra que em mais da metade delas nenhum projeto de lei foi votado. Na terça-feira passada, a pauta de votações foi destrancada, após passar mais de um mês suspensa. Vereadores da base e de oposição concordam que a casa precisa agilizar a votação de vetos para evitar que situações como essas se repitam. Projetos importantes como o Plano Diretor e a Lei de Diretrizes Orçamentárias ainda tramitam nas comissões à espera de votação.

Segundo o levantamento, em 15 das 28 sessões não tiveram votações. Nas outras 13, foram votados 33 projetos de lei e vetos do prefeito Rodrigo Neves (PV). Porém, 18 deles entraram em pauta logo na segunda e terceira sessões do ano, realizadas em 17 e 20 de fevereiro. O último projeto de lei foi votado em 16 de março. Depois disso, a pauta foi trancada para a votação de seis vetos. Em 5 de abril, a sessão não ocorreu por falta de quórum, já que apenas cinco vereadores apareceram no plenário. Nos bastidores da casa, circulou a informação de que boa parte dos faltosos esteve num almoço na casa do presidente da Câmara, Paulo Bagueira (SD). O episódio provocou um grande bate-boca no dia seguinte, entre Bagueira e Paulo Eduardo Gomes (PSOL).

De acordo com a Lei Orgânica do município, a Câmara tem 30 dias para decidir se mantém ou derruba vetos do prefeito. Caso esse prazo não seja cumprido, nenhum projeto de lei pode ir a plenário. A proibição também se estende a outras atividades legislativas, como requerimentos, utilizados pelos parlamentares para solicitar informações a órgãos públicos e privados ou para agendar audiências públicas, entre outras funções.

‘UM PEQUENO SACRIFÍCIO’

Líder do governo e presidente interino da casa, o vereador Milton Cal (PP) afirma que um dos seis vetos apreciados, que tratava da cobrança de Imposto Sobre Serviços (ISS) das operadoras de cartão de crédito, fez com que a pauta ficasse tanto tempo trancada.

— Estávamos esperando a apreciação de um veto do presidente Michel Temer no Congresso, para que pudéssemos apreciar a questão em Niterói. É importantíssimo para a cidade que a cobrança ocorra no local em que os serviços são prestados, e não onde as empresas estão sediadas. Por isso, fizemos esse pequeno sacrifício (de ficar um mês sem votações) — explica.

O trancamento da pauta, entretanto, não é um caso isolado. O GLOBO-Niterói mostrou em abril do ano passado que o expediente fez com que a Câmara parasse por cerca de 45 dias. Outros trancamentos também ocorreram em agosto de 2014, setembro de 2015 e, mais recentemente, em outubro do ano passado. Ainda segundo Cal, é normal que a Câmara tenha mais dificuldades no começo do ano, já que vários vetos recebidos durante o recesso parlamentar começam a contar prazo assim que o ano legislativo é reaberto.

— Sempre no início do ano há esse meio-termo, de funcionarmos com mais dificuldade. Isso é ainda mais acentuado no começo de legislatura, porque os novos vereadores ainda estão tomando pé do funcionamento da casa — conclui.

Para Bruno Lessa (PSDB), mesmo tendo um motivo justo desta vez, o trancamento da pauta é um problema que precisa ser enfrentado.

— O que temos que fazer quando isso ocorre é tentar destrancar (a pauta) com um pouco mais de celeridade. Nesse início de mandato, a produção é menor porque os vereadores recém-chegados ainda estão apresentando seus projetos de lei, mas considero uma produção pequena. Na minha opinião, o ideal seria haver votações em todas as sessões — avalia o vereador.

Lessa destaca ainda que o trancamento da pauta prejudica a atividade fiscalizatória dos parlamentares, uma vez que não podem enviar requerimentos de informação à prefeitura nem a outros órgãos de interesse.

— Temos que discutir também a questão de os vetos trancarem a pauta. Em nível federal, esse mecanismo não existe. A Câmara dos Deputados tem mais de três mil vetos aguardando votação. Nesse período, mandei muitos ofícios pedindo informações com base na Lei de Acesso à Informação para driblar essa limitação — ressalta o tucano.

ENTRE AS MAIS CARAS

Um levantamento do GLOBO-Niterói no ano passado mostrou que o município tem um dos legislativos mais caros do estado. A Câmara teve um orçamento de R$ 57 milhões em 2016, ficando abaixo apenas de Duque de Caxias (R$ 64,6 milhões). O custo para cada uma das 21 vagas de vereador chegava a R$ 2,57 milhões por ano, o maior valor entre as dez maiores cidades fluminenses. Este ano, a Câmara tem um orçamento previsto de R$ 64,1 milhões, segundo a Lei de Orçamento Anual (LOA) aprovada no ano passado.

Durante o período em que a pauta esteve trancada, os vereadores foram a plenário para registrar presença e discutir sobre temas variados. Alguns relacionados à cidade, como reclamações sobre o funcionamento das escolas municipais, listadas por vários deles. Também discorreram sobre temas que vão desde a crise política da Venezuela — que mereceu até uma moção de aplausos ao seu processo eleitoral — até a aplicabilidade (ou não) das ideias comunistas nos dias de hoje, passando pela polêmica envolvendo o jogo Baleia Azul e a crise de representatividade vivida pelas instituições em âmbito nacional e global.


Globo Online | 30-Abr-2017 09:30

Os projetos da terceira geração de paisagistas do escritório Burle Marx

RIO - Depois de caminhar três minutos pelo térreo do BNDES, um vasto paredão repleto de filodendros, planta da família das aráceas, enche os olhos de quem cruza a passagem que liga o Largo da Carioca à Avenida República do Paraguai. O cantinho do jardim, projetado por Roberto Burle Marx (1909-1994) no final dos anos 70, é um oásis em meio ao vaivém nervoso do Centro do Rio.

O cenário inspira o arquiteto e paisagista Gustavo Leivas, de 43 anos:

— Vamos tentar fazer uma foto no meio dos filodendros? Seria uma homenagem ao clássico retrato do Roberto no sítio — sugere ele, enquanto busca a imagem de referência no celular e é prontamente apoiado pela fotógrafa Ana Branco.

Gustavo, que conheceu Roberto apenas por fotos, depoimentos em vídeo e livros, posa ao lado de seus dois sócios, Isabela e Julio Ono, de 42 e 40 anos, respectivamente, que cresceram tendo o mestre do paisagismo brasileiro como um integrante da família. Os dois são filhos do arquiteto e paisagista Haruyoshi Ono — o mais aplicado discípulo de Burle Marx —, que morreu em janeiro passado, aos 73.

Enquanto tentam lidar com a saudade de Haru, como todos se referem ao simpático brasileiro filho de japoneses, os três enfrentam juntos o desafio de manter vivo o traço e cuidar do legado dos dois artistas. À frente do Escritório Burle Marx, Isabela, Julio e Gustavo agora se dividem no trabalho de restauração de jardins históricos e na elaboração de projetos novos em folha.

— Haru dava o primeiro traço e depois dividia o projeto com um de nós três. Parecia que, no dia a dia, ele já estava passando as coisas para que nós fôssemos assumindo mesmo — conta Isabela.

Julio completa:

— Para nós é natural manter a essência.

Criados em meio a obras e jardins, Isabela e Julio seguiram os passos do pai e fizeram Arquitetura na UFRJ. Logo nos primeiros períodos da faculdade, começaram a estagiar no Escritório Burle Marx. Colega de Isabela na faculdade, Gustavo passou a integrar o time de aprendizes em 1995.

— Nós começamos como estagiários, passando a limpo os desenhos do Haru, assim como Haru começou como estagiário do Roberto, também limpando os seus desenhos e, organicamente, incorporando o traçado. Quando cheguei ao escritório, ouvia as arquitetas comentando que às vezes não sabiam dizer quem tinha feito um determinado desenho, Haru ou Roberto — ressalta Gustavo, que depois do estágio trabalhou na Prefeitura do Rio, teve escritório próprio, morou no Canadá e, em 2005, retornou ao Burle Marx já como sócio.

De lá para cá, Gustavo trabalhou ao lado de Haru em projetos importantes como o Parque da Vila dos Atletas da Rio-2016; o paisagismo do Museu do Amanhã; e a revitalização dos jardins do terraço do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), no Castelo.

— O jardim do IRB, modernista, foi projetado por Roberto no início da década de 1940. Há três anos nos procuraram para resgatar o projeto original, e o maior desafio foi fazer a adequação a novos elementos, como a casa de máquinas dos elevadores — conta Gustavo.

Na mesma linha, o escritório cuidou, recentemente, da restauração dos jardins do BNDES, do Edifício Gustavo Capanema, do Instituto Moreira Salles e do Hotel Nacional (ano passado reaberto como Gran Meliá Nacional). Os cinco integram uma lista de 84 jardins e painéis tombados por decreto assinado pelo ex-prefeito Eduardo Paes em 2009, ano do centenário do nascimento de Roberto. A iniciativa foi do arquiteto e urbanista Washington Fajardo, à época subsecretário de Patrimônio Cultural, Intervenção Urbana, Arquitetura e Design do Rio.

— Esse inventário foi um reconhecimento da relevância do Burle Marx para a construção da paisagem moderna brasileira. Mesmo não dando aula, ele criou uma escola — ressalta Fajardo.

As aulas (informais, mas práticas) de Isabela e Julio começaram cedo, no Sítio Burle Marx, em Barra de Guaratiba — propriedade que abriga uma das mais importantes coleções de plantas do mundo, doada por Roberto ao Iphan em 1985. A família tinha o costume de passar os fins de semana e comemorar aniversários com o anfitrião. Fernando, o filho mais velho de Haru, também vivia lá, chegou a ingressar na faculdade de Arquitetura, mas acabou transferindo a matrícula para Licenciatura em Música.

— Mas o trabalho do Roberto foi tão marcante para ele quanto para nós, com certeza. Prova disso é que o Fernando fez uma tese de mestrado sobre a poética da abstração das pinturas de Burle Marx — conta Isabela.

Telas, desenhos e joias criadas por Burle Marx ocupam as paredes do escritório, num casarão em Laranjeiras. A sala de Haru está intacta desde janeiro. Livros e fotografias estão cuidadosamente arrumados nas estantes de madeira do jeitinho que ele deixou. Na sala ao lado, os projetos do escritório desde 1955 estão milimetricamente organizados e catalogados em tubos próprios para o acondicionamento.

— Meu pai entrou no escritório em 1965, depois de passar no Parque do Flamengo com um amigo da faculdade e anotar o telefone que estava numa placa da obra. E logo conseguiu estágio. No início, ainda sem muito trabalho, ele passou a catalogar o acervo de trás para frente. Todos os projetos estão bem organizados até hoje graças a ele, que era metódico — conta a arquiteta.

A ideia é transformar o acervo em um instituto:

— Todos os dias chegam em nossa caixa de e-mail solicitações de publicações fora do país, museus do mundo inteiro, estudantes de arquitetura. O objetivo é que, com o instituto, a gente crie um braço do escritório, para melhor administrar o acervo. Às vezes, a gente está na prancheta desenhando e tem que parar para cuidar dessas demandas.

O instituto, provavelmente, levará o nome do Roberto e Haru, uma forma de reconhecimento do trabalho de continuidade realizado pelo fiel jardineiro de olhos puxados. Outro projeto em andamento é o livro “Paisagismo brasileiro: Roberto Burle Marx e Haruyoshi Ono, 60 anos de História”.

— O meu pai tinha tanto respeito pelo Roberto que nunca quis se sobrepor. Nos últimos 20 anos, ainda falava do Roberto no presente. Ele poderia ter sido muito mais estrela, mas tinha o jeito dele, reservado, oriental, e a gente respeitava — lembra Isabela. — Mas ele deu continuidade ao escritório e realizou projetos importantíssimos aqui e lá fora, como o Parque Kuala Lumpur City Centre, onde estão as torres gêmeas da Malásia. O livro será uma homenagem.

Além dos projetos institucional e editorial, estão nas pranchetas do escritório alguns novos jardins públicos, como o do novo Museu do Pontal e a expansão do Jardim Botânico, o parque. Chamado de Espaço Mata Atlântica, a ampliação fica numa área pouco conhecida da maioria dos cariocas, que conta com o histórico Aqueduto da Levada. No local funcionava o Clube Caxinguelê, demolido há poucos anos. O projeto foi desenvolvido entre 2012 e 2015 por Haru, com coautoria dos três sucessores.

— Estamos propondo também outros atrativos para o público em geral, não necessariamente pesquisadores, com a criação de deques, pérgola e espelho d’água com coleção de plantas aquáticas. A ideia é refletir a paisagem do entorno e proporcionar novos ambientes de lazer dentro do parque. O projeto executivo já foi entregue e estamos no aguardo da aprovação para execução — conta Julio.

Outro grande projeto que o trio pretende tirar do papel é um estudo conceitual para a Enseada de Botafogo, feito por Haru de presente para o Rio no aniversário de 450 anos da cidade.

— Apesar de estar num cartão-postal e entre dois projetos importantes desenvolvidos por nosso escritório, a Avenida Atlântica e o Parque do Flamengo, a área não recebeu até hoje a devida atenção em termos paisagísticos. Além disso, haverá sinergia, uma vez que os canteiros centrais da Praia de Botafogo foram projetados por Roberto Burle Marx na década de 50 — observa Gustavo.

Ciclista, Gustavo pensou no projeto numa pedalada matinal. E a ideia foi logo abraçada por Haru, que desenhou o piso do calçadão junto aos prédios, um mosaico em pedras portuguesas — nos últimos tempos, ele só pensava em criar pisos e painéis, a ponto de doar uma obra para o novo Centro de Treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, em Vargem Grande, só para complementar o jardim, mesmo sendo torcedor do Fluminense.

— Nossa proposta foi pensada para a enseada como um todo e contempla também o ordenamento paisagístico dos equipamentos e mobiliários urbanos, da vegetação a criação de uma ciclo faixa ao longo da avenida interna, e construção de passagem em nível para pedestre nas calçadas dos cruzamentos das ruas que desembocam na praia. A ideia foi priorizar o pedestre e valorizar o caminhar, estimulando o uso e a presença das pessoas — pontua Isabela.

O trabalho de continuidade da marca Burle Marx, no âmbito público e privado, é visto com bons olhos pelo arquiteto Luiz Eduardo Indio da Costa:

— Os três estão perfeitamente capacitados para seguir o traçado do Burle, que introduziu uma nova maneira de projetar jardins no Brasil, que até então seguida as escolas inglesa e francesa — afirma Indio da Costa. — O Haru já era discípulo do Burle e, como eles trabalharam muito tempo com o Haru, é uma transição perfeitamente natural. São herdeiros intelectuais capazes de seguir a mesma linguagem criada por ele.


Globo Online | 30-Abr-2017 09:30

Passarelas do Aterro ganham faixas pedindo permanência da operação Segurança Presente

RIO - As passarelas espalhadas ao longo do Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio, amanheceram neste sábado (29) com faixas fixadas por moradores, pedindo a permanência da Operação Aterro Presente. É um protesto contra a incerteza que ronda a continuidade da operação. Até o momento, a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), que financia integralmente o programa Segurança Presente no Aterro do Flamengo, além da iniciativa na Lagoa e no Méier, não decidiu ainda se manterá a parceria com o governo do estado. O contrato de dois anos para custear essas operações, no valor de R$ 47 milhões, vence em dezembro.

Moradores dos bairros abrangidos pela Aterro Presente ainda não sabem quem foi o grupo responsável pela colocação das faixas. Pela manhã, integrantes da própria Fecomércio foram às passarelas fotografar as faixas.

Em meio à dúvida sobre a continuidade da operação, um grupo de 200 moradores vai promover neste domingo, na base da operação Aterro Presente, uma festa com premiações para homenagear os agentes da operação que se destacaram nos quatro primeiros meses do ano, na avaliação do comando. A ideia é que, a partir de agora até dezembro, três agentes ganhem prêmios a cada mês, financiados próprios moradores.

Moradora do Flamengo desde que nasceu, Marisa Dreys, de 49 anos, é uma das organizadoras da festa. Desde novembro, participa de um grupo de WhatsApp em que cerca de 200 moradores se comunicam com o comandante da operação Aterro Presente, Major Amandy Perez.

- Assumi a gestão da operação em setembro do ano passado e criei esse grupo. Embora a gente viva esse clima um pouco incerto, nós acreditamos que o apoio e a pressão popular vão convencer a Fecomércio a continuar investindo na segurança pública. Esse evento em si, para nós, é como se fosse um combustível. O reconhecimento da população é algo muito motivador - afirma o major.

A ideia da homenagem mensal surgiu no início do ano, e a primeira cerimônia coincidiu com a notícia de que a Fecomércio não garante a renovação da operação:

- Querer acabar com isso é até uma falta de responsabilidade social. Até 2015 (quando começou a operação no Aterro) o que você mais via era gente sendo esfaqueada. O Aterro do Flamengo estava abandonado, jogado aos marginais. Acabar com essa operação é fechar os olhos para o clamor da população. É uma necessidade, quase uma questão de saúde pública. Vai ser uma tragédia para o Aterro - opina Marisa.

Na cerimônia de amanhã, além de prêmios como liquidificador, camisas de grife, sanduicheiras e secadores de cabelo, os agentes premiados vão receber diplomas e medalhas, diante de uma mesa com lanches preparadas pelos moradores e ao som de um coral de moradores de rua. No fim do ano passado, os moradores também se juntaram para oferecer uma ceia de Natal aos agentes.

O advogado Daniel Sanchez, de 38 anos, também faz parte do grupo. Disse que, com as informações sobre o possível fim da operação, a homenagem passou a ser encarada como um gesto "de solidariedade":

- A operação supriu uma deficiência que existia. A gente acabou se solidarizando e fizemos também um abaixo-assinado (contra o fim da Segurança Presente). A gente promoveu ainda uma vaquinha online para financiar um protesto de apoio. Se ela acabar, além de muitos assaltos, acho que a gente vai ter o caos em toda a área do 2º BPM (Botafogo). Antes do Aterro Presente, os policiais tinham um contingente maior ali, e ele foi redirecionado pra outras áreas. Teremos uma marcha criminal muito maior - aposta.

Na semana passada, a secretaria estadual de Governo disse que houve uma conversa entre os coordenadores das operações e a presidência da Fecomércio, e a entidade sinalizou que não quer dar continuidade à parceria. Em nota, afirma que “não há, no momento, negociações para renovação do programa”, mas que “o assunto está sendo estudado”. O contrato de dois anos para financiar o projeto no Aterro, Lagoa e Méier, no valor de R$ 47 milhões, vence em dezembro.


Globo Online | 29-Abr-2017 23:24

Casal gay não consegue voltar para casa após espancamento na Tijuca

Caberá à Defensoria Pública entrar com uma medida cautelar para que o engenheiro Flavio Miceli, de 60 anos, e o funcionário público Eduardo Michels, de 62, tenham assegurado o direito de entrar na vila onde moram, na Tijuca, e se envolveram em uma briga na noite do dia 21 de abril, quando acontecia uma festa no local. O casal homossexual acusa os vizinhos de agressão, homofobia e de terem trocado a fechadura do portão que dá acesso à área comum do espaço para que eles não pudessem voltar lá. Os dois estão morando, provisoriamente, na casa de familiares. Flavio ainda tem marcas de espancamento espalhadas pelo corpo, as dores de cabeça não cessaram por completo e sua visão continua turva.

— Ainda estou muito abalado e sem ter como entrar em casa para tirar minhas coisas. Solicitei à administradora do imóvel que nos desse uma cópia da chave do portão de entrada, mas eles lavaram as mãos. Diante isso, recorremos à Defensoria Pública. Fui brutalmente agredido e xingado de tudo quanto é nome por esses vizinhos que são homofóbicos e intolerantes. O pretexto para tanto ódio começou quando reclamamos das festas que eles fazem até 5h da manhã. É muito barulho — conta Miceli.

Na noite da confusão, a polícia foi chamada, mas Flavio e Eduardo também foram acusados de agressão.

— Como duas pessoas são capazes de agredir as cem que estavam na festa? Eu levei tanto soco na cabeça que caí em cima de uma senhora. Não agredi ninguém e, além de espancado, ouvi absurdos, como “aqui não é lugar de gay” — afirma o engenheiro.

As dores físicas e morais dividem as atenções com as dificuldades básicas que Flavio e Eduardo enfrentam por estarem impedidos de voltar para casa.

— Estou com a roupa do corpo desde segunda-feira. Quero justiça. Primeiro, quero tirar minhas coisas de lá e me mudar. Depois, vamos seguir com uma ação criminal, pedir proteção e também uma indenização — planeja Eduardo Michels.

No início da tarde de hoje, O Globo foi à vila na Tijuca onde a briga aconteceu, mas nenhum morador atendeu à nossa reportagem.


Globo Online | 29-Abr-2017 20:47

Documento cria regras para proteger árvores contra podas danosas

NITERÓI - A luta pela preservação das árvores espalhadas em áreas públicas de Niterói avança para uma nova fase. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a prefeitura e a concessionária de energia Enel — responsável pela poda quando os galhos estão em contato com a rede de alta-tensão — determina obrigações para pôr fim aos cortes considerados danosos — aqueles que retiram mais de 70% das copas.

NIt árvores

Os excessos praticados nesse tipo de serviço, que, em alguns casos, deixam somente o tronco das árvores, começaram a ganhar visibilidade depois de protestos e mobilizações de moradores, como Célia Costa. Ela, administradora do grupo Salvem as Árvores de Niterói, cobra agora que o poder público cumpra o papel fiscalizador.

— Começamos com protestos, depois recolhemos assinaturas e recorremos ao Ministério Público, que reuniu as partes e fez esse documento. As pessoas, ao que parece, não sabem o benefício que uma árvore traz. Um ipê-rosa florido na rua é algo que alegra os olhos, atrai insetos, pássaros — avalia Célia, moradora de São Francisco.

O TAC estabelece que, quando a poda danosa for necessária por afetar a rede elétrica, a Enel deverá comunicar o caso à Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), com registro de foto, em busca de autorização para o corte. As secretarias de Meio Ambiente e a Seconser ficam responsáveis pela fiscalização do serviço e podem autuar a concessionária em caso de descumprimento das regras. O documento também determina que profissionais qualificados em botânica, biologia ou engenharia florestal e agrônoma estejam à disposição das equipes de poda.

A secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, destaca que o termo também prevê compensações:

— Se a árvore precisar ser suprimida por estar em conflito com a fiação, a Enel tem que providenciar, como contrapartida, a doação de mudas para o replantio, por meio do projeto Verdes Notáveis.

Caso seja constatado o descumprimento de qualquer uma das obrigações listadas no documento, a concessionária será multada em R$ 5 mil por evento. O dinheiro será revertido ao Fundo Municipal de Meio Ambiente.

A prefeitura esclarece que o TAC foi iniciado a partir de uma solicitação da Secretaria de Meio Ambiente, que identificou a necessidade de a Enel realizar o manejo de forma a não prejudicar as árvores.

Os itens do TAC foram definidos a partir de reuniões realizadas entre a Seconser, a Secretaria de Meio Ambiente, a concessionária e o Ministério Público.

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Globo Online | 29-Abr-2017 20:09

Após confrontos, mais de 20 bombas da PM são encontradas no Teatro Municipal

RIO - Mais de 20 bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo, três balas de borracha e ao menos duas pedras foram encontradas neste sábado dentro do Teatro Municipal do Rio. O prédio amanheceu com um princípio de incêndio e várias marcas em decorrência do confronto entre policias e manifestantes nesta sexta-feira. No início da noite de ontem, perto do fim dos atos contra as reformas trabalhistas e previdênciárias, a Cinelândia se transformou numa praça de guerra e terminou com várias depredações e pelo menos sete pessoas feridas.

O Corpo de Bombeiros informou que ainda não há um laudo sobre a causa do incêndio. Bombeiros que estavam no local, contudo, apontaram que possivelmente foi provocado pelas bombas, uma vez que restos de artefatos teriam sido encontrados na sala. Não se sabe se os objetos foram disparados por policiais ou arremessados de volta pelos manifestantes.

Desde a sua inauguração, em 14 de julho de 1909, o Teatro Municipal nunca havia sido atingido como nesta sexta-feira, garante o vice-presidente da Fundação Theatro Municipal, Ciro Pereira. Pelo menos quatro perfurações são vistas nos vitrais, além de várias outras janelas quebradas. Já o incêndio atingiu uma sala que funciona apenas como depósito de materiais de reposição, como tapetes e luminárias. O espaço é isolado do resto do prédio e só pode ser acessado através de um elevador, o que ajudou a preservar o restante do teatro.

- Estou no Theatro há 40 anos e neste tempo já vimos inúmeras manifestações, desde os tempos de ditadura, as Diretas e outras mais recentes. Em nenhuma delas tivemos o teatro tão danificado - relata Ciro Pereira. - É uma coisa de todos, é público, quem faz isso causa um problema para ele próprio.

Por volta das 11h a energia foi restabelecida no prédio. Chefe do Serviço de Arquitetura e Conservação da Fundação Theatro Municipal do Rio, a arquiteta Marisa Assumpção diz que o custo dos reparos ainda será calculado.

- Esses vidros externos, por exemplo, eram originais, de 1909. Aparentemente não teve nada grave, o pior dano foi o vitral, cujo reparo é muito detalhado e delicado - diz Marisa.

Depois de vistoria no local, o Corpo de Bombeiros liberou o uso. Com isso, está confirmada para segunda-feira, às 17h, a estreia da opera Norma, de Bellini, que terá preços populares - R$10 para qualquer setor.

No entorno da Cinelândia, vários edifícios e estruturas exibem vidros quebrados. A escadaria do Teatro Municipal e o entorno do prédio exibem dezenas de pedras portuguesas soltas, que eram arremessadas durante o confronto.

A estação do VLT foi muito depredada, com várias divisórias de vidro quebradas, além do monitor do terminal para compra de bilhetes. Equipes de manutenção estão trabalhando no local.

A Cinelândia foi palco no início da noite da sexta-feira de algumas das cenas mais violentas durante os protestos. Centenas de pessoas se reuniriam no local para o ato final que, a partir das 18h, encerraria o dia de protestos e greve geral no Rio. Pouco depois das 17h, policiais militares lançaram várias bombas de gás lacrimogênio para reprimir um grupo de manifestantes que estaria praticando atos de vandalismo na altura da Rua Treze de Maio, nas proximidades do Teatro Municipal. O uso indiscriminado das bombas e os tiros atingiram as centenas de pessoas que aguardavam tranquilamente em frente ao palco montado em frente à Câmara Municipal, dispersando todos e acirrando o confronto.

Em locais próximos, como a Rua do Passeio, perto da Lapa, ônibus foram incendiados. Pneus e outros objetos foram queimados por alguns manifestantes em ruas como a Rio Branco e a Almirante Barros na fuga da polícia.


Globo Online | 29-Abr-2017 18:28

Princípio de incêndio atinge o Teatro Municipal do Rio

RIO - Um princípio de incêndio atingiu o Teatro Municipal, no Centro do Rio, na manhã deste sábado. Homens do quartel Central já controlaram o fogo, que começou por volta das 6h. Segundo o Corpo de Bombeiros, não houve vítimas.

Homens que trabalham no local disseram que há a suspeita de que artefatos utilizados, nesta sexta-feira, durante as manifestações da greve geral, teriam causado o foco de incêndio. O fogo atingiu o segundo andar do teatro.

Tapetes e estofados foram queimados. Há vidros quebrados no local. A Cinelândia foi palco no início da noite da sexta-feira de algumas das cenas mais violentas durante os protestos.


Globo Online | 29-Abr-2017 16:41

Morre vítima de acidente com carro alegórico da Paraíso do Tuiuti

RIO - Após ter o estado de saúde agravado nos últimos dias, a radialista Elizabeth Ferreira Jofre, de 55 anos, conhecida como Liza Carioca, não resistiu e faleceu na manhã deste sábado. Ela foi uma das vítimas do acidente com um carro alegórico da Paraíso da Tuiuti, em fevereiro, durante o desfile de carnaval na Sapucaí.

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Desde a última terça-feira, Liza estava internada no Hospital Quinta D’Or, em São Cristóvão. Antes, ela era atendida no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. De acordo com o marido, Paulo Guterres, Liza chegou ao Quinta D’Or em estado gravíssimo, com falência múltipla dos órgãos. Segundo ele, até o dia anterior à transferência, sua mulher estava aparentemente bem e fazia planos para quando saísse do hospital, como o de retomar seu programa de rádio sobre carnaval, “A voz do samba”, na Ativa FM.

— Foi tudo muito de repente. Ela estava muito bem, sorridente, queria voltar a fazer o que ela amava. De uma hora para outra, ela começou a delirar e foi perdendo a consciência. Foi uma surpresa, porque para nós o problema dela era ortopédico — contou Guterres.

Na sexta-feira, Guterres chegou a fazer um pedido em sua rede social para que os amigos orassem por Liza: “A piora dela foi muito grande desde o fim de semana. Quadro de anemia e agora também de sepse. Todos os meus amigos do Face, familiares e amigos dela, por favor, mantenham a fé e estejam comigo muito mais do que antes”.

No acidente, a radialista teve fratura exposta na perna e fratura na bacia e, durante o período em que esteve internada, chegou a fazer sete cirurgias.

A Secretaria municipal de Saúde informou que Liza apresentava um quadro de saúde grave e que estava no CTI quando foi transferida pela família.

A Paraíso do Tuiuti se manifestou por meio de nota: “Desde o fatídico episódio, a agremiação não se furtou em arcar com os custos do tratamento médico e oferecer apoio irrestrito ás vítimas com sequelas e ferimentos graves. Declaramos luto e mais uma vez lamentamos que as consequências do acidente tenham sido as piores possíveis”.

A Liesa também lamentou o ocorrido por meio de nota, assim como o prefeito Marcelo Crivella. “É com muita tristeza que recebo a notícia do falecimento da radialista Elizabeth Ferreira Joffe, vítima do lamentável acidente ocorrido no Sambódromo. Presto minha solidariedade à família e aos amigos de Elizabeth e agradeço publicamente todos os profissionais de saúde que lutaram para salvar sua vida”, disse o prefeito.

Pelas redes sociais, amigos e colegas da imprensa lamentaram a morte de Liza e prestaram homenagens à radialista.

ACIDENTE DEIXOU 20 FERIDOS

Elizabeth trabalhava como repórter da Ativa FM. Ela estava na área próxima à concentração quando foi atingida pelo carro alegórico. Ao todo, 20 pessoas foram imprensadas pela alegoria, a maioria trabalhava. O carro bateu na grade do Setor 1 no momento em que fazia a curva para entrar na Marquês de Sapucaí.

Quatro pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil e vão responder por atropelamento envolvendo veículos automotores terrestres. Os indiciados são o diretor de carnaval Leandro de Azevedo Machado; o diretor da alegoria Jaime Benevides de Araújo Filho; o engenheiro Edson Marcos Gaspar de Andrade; e o motorista Francisco de Assis Lopes. A pena para o crime varia de seis meses a dois anos de detenção.

Após prestar depoimento na delegacia, o motorista do carro alegórico chegou a pedir desculpas às vítimas e disse que não teve culpa pelo acidente. Na ocasião, Francisco apontou a parte acoplada ao carro como a razão para o desastre. Segundo ele, que tem 53 anos, sua visão ficava prejudicada por causa do adereço, e não havia orientação suficiente por parte de representantes da escola para que a alegoria seguisse guiada com segurança. Sobre isso, Leandro Azevedo, diretor de carnaval da Paraíso do Tuiuti discordou. Ele afirmou que, no momento do acidente, cinco pessoas orientavam o motorista.

Na segunda noite de desfiles do Grupo Especial, a estrutura de um carro da Unidos da Tijuca cedeu e pelos menos 15 pessoas ficaram feridas. Componentes foram retirados da alegoria pelos bombeiros, e integrantes da escola fizeram uma barreira para impedir que pessoas chegassem perto do carro, que atrapalhou a entrada das alas durante o desfile.


Globo Online | 29-Abr-2017 16:30

Bicicletas esperam para ser devolvidas às ruas do Rio

RIO - Lugar de bicicleta é na rua. O desejo de devolver ao Rio de Janeiro “magrelas” furtadas ou roubadas move Raphael Pazos, presidente da Comissão de Segurança no Ciclismo, que, após comemorar a aprovação da lei estadual de Destinação das Bicicletas apreendidas nas Delegacias de Polícia do RJ (2016), aguarda a regulamentação, através do Chefe de Polícia Civil Carlos Leba, para que elas possam ser doadas para projetos sociais. A expectativa é que até o fim do mês de maio, a 12ª DP (Copacabana) faça a primeira entrega de bicicletas ao Rio Estado de Bicicleta, uma ação da Secretaria Estadual de Transportes.

— A lei prevê que, se em 180 dias o proprietário não requerer seu bem, a bicicleta poderá ser doada. Mas temos bikes ocupenado espaços em delegacias há três anos. Essas bicicletas podem ser doadas para uso em cursos de mecânica oferecidos a jovens carentes, em patrulhamentos da Guarda Municipal, assim como serem transformadas em cadeiras de rodas. Sem contar que as bicicletas precisam estar nas ruas devido a sua eficiência para ajudar na mobilidade urbana — explica Pazos.

A segunda entrega de bicicletas apreendidas pela polícia também já tem destino. As 80 “magrelas” que aguardam na 13ª DP (Copacabana) para serem doadas serão levadas para a Associação de Assistência Social da Cidade de Deus.


Globo Online | 29-Abr-2017 16:24

Dois feridos durante manifestação no Centro do Rio permanecem internados

RIO - Duas das sete pessoas que ficaram feridas durante a manifestação contra as reformas trabalhistas e previdenciárias, no Centro do Rio, permanecem internadas. De acordo com a secretaria municipal de Saúde, os pacientes, um homem e uma mulher, precisaram passar por cirurgia. O estados de saúde de ambos é estável. protesto-rio-2804

Ainda de acordo com a secretaria, pelo menos seis das sete vítimas foram feridas por balas de borracha. O homem que permanece internado foi atingido na face. Já a mulher que também precisou passar por uma cirurgia teve uma lesão vascular. Ainda não há informação se também foi provocada por uma bala de borracha.

Todas as outras pessoas que chegaram a ser socorridas, e já foram liberadas, também tiveram ferimentos causados por bala de borracha. Duas foram atingidas na perna, uma no tórax e a outra no rosto. A quinta vítima teve um corte, mas não há informações da localização do ferimento.

A Cinelândia foi palco no início da noite da sexta-feira de algumas das cenas mais violentas durante os protestos. Centenas de pessoas se reuniriam na Cinelândia para o ato final que, a partir das 18h, encerraria o dia de protestos e greve geral no Rio. Pouco depois das 17h, policiais militares lançaram várias bombas de gás lacrimogênio para reprimir um grupo de manifestantes que estava praticando atos de vandalismo na altura da Rua Treze de Maio, nas proximidades do Theatro Municipal. O uso indiscriminado das bombas atingiu as centenas de pessoas que aguardavam em frente ao palco montado em frente à Câmara Municipal, dispersando todos.

Em locais próximos, como a Rua do Passeio, perto da Lapa, ônibus foram queimados. Pneus e outros objetos foram queimados por alguns manifestantes em ruas como a Rio Branco e a Almirante Barros na fuga da polícia.


Globo Online | 29-Abr-2017 16:12

Conselheiro do Fluminense é acusado de agredir comediante Marcelo Madureira

RIO - Conselheiro do Fluminense, o analista de rede de computadores Marcus Vinícius Caldeira empurrou o comediante Marcelo Madureira durante o protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária realizado na tarde desta sexta-feira, perto da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Marcus vestia uma camisa do time tricolor e foi rapidamente identificado nos vídeos postados nas redes sociais.

Ao rebater as críticas pela agressão, ele afirmou: Twitter conselheiro do fluminense

"Lamento que tenha causado isso aos torcedores do Flu, mas acontece. Fora do trabalho só ando com camisa tricolor", escreveu em seu twitter.

Pela rede social Marcus também negou a agresão, e admitiu ter empurrado o comediante, e justificou que Marcelo Madureira estaria "zoando" do ato:

"Bati em ninguém, só empurrei. O que acha que o cara foi fazer lá?". Em outro tweet, escreveu: "Não foi agressão. Mas, de cabeça fria também acho. Mas, ali na hora ver o cara zoar é foda. Na boa, ele tem que ter mais responsabilidade", escreveu.

twitter conselheiro do fluminense agressao

Imagens divulgadas pela Rádio CBN mostram o momento da agressão. Nelas é possível identificar Marcus. Procurada, a assessoria do Fluminense ainda não retornou ao GLOBO.

A manifestação que ocorreu na tarde e noite da sexta-feira, que começou pacífica, terminou em quebra-quebre depois que policiais usaram bombas de efeito moral e balas de borracha contra os manifestantes. Nove ônibus foram queimados, agências bancárias tiveram as vidraças quebradas, e vários orelhões foram queimados.


Globo Online | 29-Abr-2017 15:21

Carcaças de ônibus queimados durante protesto permanecem na rua, na Lapa

RIO - Pelo menos três carcaças de ônibus que foram queimados na noite da sexta-feira, durante o protesto contra as reformas trabalhistas e previdenciária, permanecem na rua, na Lapa, na região central do Rio. Faixas de acesso ao Aterro do Flamengo estão fechadas com cones para o trabalho de limpeza dos garis, e guardas municipais estão no local.

Os carros e ônibus que passam pelo local em direção ao Aterro são desviados para uma das faixas que normalmente segue no sentido Rua Riachuelo, em direção à Tijuca. Pedestres que passam pelo local, em frente à Sala Cecília Meireles, param para observar e tirar fotos dos coletivos destruídos. Na noite da sexta-feira, após os confrontos, as carcaças já haviam virado 'point de selfies'.

A Cinelândia foi palco no início da noite desta sexta-feira de algumas das cenas mais violentas durante os protestos contra as reformas trabalhista e da previdência. Centenas de pessoas se reuniriam na Cinelândia para o ato final que, a partir das 18h, encerraria o dia de protestos e greve geral no Rio. Pouco depois das 17h, policiais militares lançaram várias bombas de gás lacrimogênio para reprimir um grupo de manifestantes que estava praticando atos de vandalismo na altura da Rua Treze de Maio, nas proximidades do Theatro Municipal. O uso indiscriminado das bombas atingiu as centenas de pessoas que aguardavam em frente ao palco montado em frente à Câmara Municipal, dispersando todos.

protesto-rio-2804Em locais próximos, como a Rua do Passeio, perto da Lapa, ônibus foram queimados. Pneus e outros objetos foram queimados por alguns manifestantes em ruas como a Rio Branco e a Almirante Barros na fuga da polícia.

Quando a situação parecia mais tranquila na Cinelândia, muitas pessoas voltaram para que o ato preparado para o palco acontecesse. Já era um público bem menor do que o anterior, antes de as primeiras bombas serem lançadas na praça. Durante cerca de 40 minutos, o ato aconteceu pacificamente, até que novamente o ato foi interrompido por bombas de gás lacrimogênio. O ato na Cinelândia não foi mais retomado pela falta de segurança.


Globo Online | 29-Abr-2017 13:51

Banco no Rio Comprido é alvo de bandidos pela segunda vez em um mês

RIO - Pouco mais de um mês depois de criminosos terem detonado material explosivo e destruído uma agência bancária no Rio Comprido, o mesmo estabelecimento voltou a ser palco da ação de bandidos na madrugada deste sábado. A ação aconteceu pouco antes das 4h, numa unidade do Bradesco localizada na Rua Estrela. Desta vez, porém, os integrantes do bando, que estavam armados, foram surpreendidos por policiais militares no interior da agência.

Houve um intenso tiroteio. No fogo cruzado, vidros da agência foram atingidos e estilhaçados. Além disso, durante o confronto, muros na vizinhança e ao menos um veículo foram atingidos pelos tiros. Os bandidos, conforme informou a PM, conseguiram fugir do local no mesmo carro em que chegaram à agência. Eles acabaram não levando nada do banco.

Após a ação, policiais militares interditaram o acesso à agência e também um trecho da via, onde estavam espalhados vários cartuchos de balas disparadas no confronto entre bandidos e policiais. No início desta manhã, peritos eram aguardados na Rua Estrela para a realização da perícia.

A cena chamou a atenção de curiosos. Por volta das 5h30m, alguns veículos que passavam pela via reduziam a velocidade para ver o cenário de destruição no estabelecimento.

— Essa agência de novo! — exclamou um homem que estava no banco do carona de um automóvel que passava pela via.

Na madrugada do dia 25 de março, coincidentemente também em um sábado, bandidos detonaram explosivos na mesma agência da Rua Estrela. Naquela ocasião, segundo policiais informaram à época, os bandidos, após a explosão, fugiram em motos. Eles, porém, deixaram para trás os vidros estilhaçados, além de caixas eletrônicos destruídos — os destroços de ao menos três terminais ficaram espalhados pelo chão.


Globo Online | 29-Abr-2017 12:23

Policial militar morre após ser baleado no Pechincha, na Zona Oeste do Rio

RIO — Um policial militar foi morto após ser baleado em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, na noite desta sexta-feira. Lotado no batalhão da área, o 18º BPM, ele foi atingido na região do tórax, durante uma abordagem a criminosos na Estrada do Pau Ferro, altura do Pechincha, por volta das 22h. De acordo com informações da Polícia Militar, o sargento, identificado como Alex Sandro da Silva Viana, foi atingido na região do tórax. Ele chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a corporação, o sargento estava com outro colega policial em um veículo descaracterizado na via onde ocorreu o crime. Eles, na ocasião, realizaram uma abordagem a dois homens que estavam em uma motocicleta. Os bandidos estavam armados e, segundo a Polícia Militar, dispararam contra os policiais. Houve um intenso confronto no local.

Após o fogo cruzado, os bandidos conseguiram fugir. A polícia informou ainda que a dupla seguiu em direção à Cidade de Deus, também na Zona Oeste. Os disparos atingiram um ponto de ônibus, vidros de estabelecimentos na via, além de, segundo testemunhas, acertar a parede de um prédio no local.

Pelas redes sociais, internautas loamentaram o desfecho trágico da ação que ocorreu na Estrada do Pau Ferro. "Muito triste. Mais um guerreiro trabalhador que nos deixa hoje por causa dessa violência que não acaba. Pessoas perdendo suas vidas até quando?", questionou uma mulher, em um comentário de rede social. "Descanse em paz, guerreiro. Que Deus o tenha e conforte a família e amigos. Mais um policial militar, mais um pai de família que se foi... Basta", escreveu um homem.

Com a morte do sargento Sandro, chega a 61 o números de policiais mortos no Rio apenas neste ano. Deste total — já acrescentando o caso da noite desta sexta-feira —, 14 PMs estavam em serviço, 35 foram mortos durante a folga, além de 12 que eram da reserva.

Também segundo a corporação, 195 policiais militares ficaram feridos apenas em 2017: 142 durante o serviço, outros 48 de folga e cinco que já faziam parte da reserva.

TENENTE MORRE EM HOSPITAL

O tenente da Polícia Militar Giovanne Guimarães Lemos, baleado na cabeça durante uma tentativa de assalto em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, não resistiu aos ferimentos. O crime aconteceu na noite da última terça-feira, no bairro Zé Garoto. Desde então, o oficial estava internado no Hospital Estadual Alberto Torres, no mesmo município. Ele morreu no fim da tarde desta quinta-feira.

O policial, que estava de folga, foi abordado por bandidos armados. Ele reagiu à ação e teve troca de tiros na Rua Alonso Faria. Um dos assaltantes que participou da ação também foi baleado no fogo cruzado e morreu.


Globo Online | 29-Abr-2017 09:31

Canto do Rio sedia campeonato de futsal

NITERÓI — O Canto do Rio sedia, de hoje a segunda-feira, o torneio de abertura do Campeonato Carioca de Futsal. A competição é realizada pela Federação de Futebol de Salão do Rio de Janeiro, e participam times da categoria adulto.

Disputam a Taça Vander Carioca as equipes Canto do Rio, Botafogo/Helênico, Madureira, Grajaú, Garniêr, Maria da Graça, Douradinho e Magnólia. Os primeiros colocados de cada grupo se enfrentam na final, segunda-feira, a partir das 11h30m. Os jogos são realizados das 9h às 17h, e o público pode assistir às partidas gratuitamente.

— A motivação do grupo inteiro está muito grande. Trabalhamos para fazer uma boa competição. Os treinos têm sido realizados com bastante intensidade e são muito proveitosos. O time já progrediu visivelmente desde o primeiro treino até hoje, e esperamos chegar nessa final e resgatar o nome do Canto do Rio, que tem uma história tão bonita no futsal — ressalta Marcos Vinícius Pereira, técnico da equipe.

O presidente executivo do clube, Rodney Melo, atribuiu o retorno do time a um planejamento consciente, fruto de um trabalho conjunto.

— Fizemos uma análise com responsabilidade e de pés no chão. As parcerias e algum apoio que conseguimos também somaram e fizeram com que os resultados acontecessem. Graças a isso tudo, voltamos não só com o futsal, mas também com outras modalidades — diz Melo.

O Ginásio do Canto do Rio fica na Avenida Visconde do Rio Branco 701, no Centro.

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Globo Online | 29-Abr-2017 09:30

Feira de São Cristóvão sedia concurso nacional de modelos plus size

No próximo dia 19, a Feira de São Cristóvão será palco da quinta edição do concurso “A mais bela gordinha do Brasil”. Com espaço de sobra para as diversas etapas que compõem concursos do gênero, a feira vem despontando como palco de eventos plus size. Prévia da disputa nacional, a etapa carioca, com o nome de “A mais bela gordinha do Rio de Janeiro”, aconteceu no último dia 15, no mesmo local. Moradora de Olaria, a bancária Roberta Vieira venceu na categoria sênior. Na tradicional, quem conquistou a coroa foi Pamela Felice.

modelo plus size

Há seis anos no ramo, a idealizadora e organizadora Cláudia Ferreira, também modelo plus size, explica que o nome do concurso, antes “Garota Plus Size Outono Inverno”, teve que mudar para “A mais bela gordinha” porque nos eventos da feira não são permitidos nomes estrangeiros. Segundo Cláudia, o mais importante da disputa é mostrar que as mulheres podem se sentir bem com o próprio corpo.

— Queremos mostrar para a sociedade que a beleza está nos olhos de quem vê. A sociedade está erroneamente moldada em uma estética onde se valorizam corpos que não se igualam às nossas raízes e miscigenações. Nosso trabalho busca a real beleza, a da brasileira que se aceita com suas curvas voluptuosas herdadas do império e sua mistura de raças — comenta a organizadora.

Qualquer uma pode se inscrever, mesmo já tendo participado de etapas regionais ou de outras disputas. Basta acessar o site e preencher a ficha. As candidatas são avaliadas em quatro quesitos: beleza, desenvoltura, postura e simpatia.

Segundo Cláudia, histórias de discriminação são comuns à maioria das mulheres consideradas acima do peso pelas convenções. Muitas só conseguiram superar traumas após se tornarem modelos do segmento plus size.

— Há relatos de mulheres abandonadas pelos maridos, de mulheres que não tinham coragem de acender a luz do quarto na presença do companheiro ou que nunca conseguiram colocar um biquíni... Acabo sendo meio psicóloga. Digo que temos que usar o que quisermos, sem nos preocuparmos com os outros. Todas que conseguiram exibir seus corpos como modelos são vencedoras. São histórias tristes, e esse tipo de concurso muda a vida de muita gente — destaca ela.

É o caso da professora de educação infantil Thaís Oliveira, moradora de Belford Roxo. Vencedora do concurso no ano passado, nas etapas carioca e nacional, ambas realizadas na Feira de São Cristóvão, ela decidiu se tornar modelo após ser vítima de um cyberbullying no universo virtual.

— Postei uma foto de biquíni na internet e uma pessoa postou no Facebook, sem minha autorização. Abri um processo contra ele na 54ª DP de Belford Roxo por “gordofobia”, que segue na Justiça, por injúria e danos morais — relata Thaís, que após o episódio ganhou fama nas redes sociais. — Em dois anos como modelo, já conquistei dez títulos e 80 mil seguidores, entre Instagram e Facebook. Inspiro as outras meninas a amar o próprio corpo.

Em sua estreia num evento do gênero, Roberta Vieira abocanhou o título na etapa carioca da disputa, pela categoria sênior (36 a 55 anos). Ela conta que a inspiração para ingressar no mundo das passarelas surgiu em casa.

— Tenho uma filha que foi modelo na adolescência. E desde nova, sempre gostei de fotos. Ela acabou me incentivando. Dizia que eu estava trabalhando muito, precisava relaxar. Para participar, fiz um ensaio com Marcelo Ávila, fotógrafo do evento, e adorei. Durante o trabalho, fiz amizades, criamos um grupo no WhatsApp. Nunca tive problemas com o meu corpo, mas algumas meninas sofrem com a aceitação. Estamos sempre nos apoiando — comenta.

Também estreante no concurso “A mais bela gordinha”, a fotógrafa e designer Helena Zitto Fernandes conheceu esse universo registrando eventos plus size. Ela diz que já foi vítima de preconceito.

— Tive problemas de depressão. Pessoas da minha família me discriminavam por ser gordinha. Hoje estou mais tranquila. Parei com essa paranoia. Não é só porque a pessoa é magra que ela é bonita — diz Helena.

Apesar de não ter subido ao pódio em sua categoria, Thainá Oliveira (o nome artístico é Morango) considera boa a sua fase. Descoberta por um produtor, ela ganha cada vez mais espaço no segmento:

— Fui convidada para fazer fotos há um ano. Além de me tornar modelo, passei no teste para o balé plus size. Sou bailarina desde criança, então juntei as duas coisas.

O concurso “A mais bela gordinha do Brasil” aceita inscrições até 12 de maio. As participantes devem ter manequim de 46 a 60 e concorrem nas categorias tradicional (18 a 35 anos) e sênior (36 a 55 anos). O site é .

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Globo Online | 29-Abr-2017 09:30

Parque Madureira terá ação solidária no feriado do Dia do Trabalho

O feriado do trabalhador, na segunda-feira, será de ação social no Parque Madureira. Das 10h às 19h, acontece no local o primeiro movimento solidário “Juntos por você”, organizado por um pool de instituições sociais, culturais e religiosas. Serão 30 tendas de serviços gratuitos, como assistência social, beleza, consultas jurídicas e imobiliárias, educação, empregabilidade e saúde.

Além disso, três palcos vão divertir o público durante o evento, com atrações diversas, que vão do samba à música gospel. Entre os destaques, o cantor Netinho de Paula sobe ao palco às 18h para recordar seus grandes sucessos.

— É uma ação do povo para o povo. Realmente acreditamos que todos nós podemos ajudar muita gente. Juntos, vamos cuidar das pessoas — comenta Nilson Vianna, diretor de marketing do projeto.

+ INFO

Parque Madureira. Segunda-feira, das 10h às 19h.

Entrada franca

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Globo Online | 29-Abr-2017 09:30

Escolinha de futebol de Quintino comemora 15 anos

Escolinha de futebol localizada no campo do Jorge Leite, em Quintino, o Carrossel Futebol Clube completa 15 anos em 2017. Quem comanda a garotada é Alberto Martins da Silva, o Betinho, morador do bairro e ex-jogador com passagens por clubes da Zona Norte.

— Atuava como meia e comecei no infantil do Vasco, em 1983. Mas me profissionalizei no Olaria, em 1990. Passei também pelo Bonsucesso e por times menores de Portugal e do interior do Rio. Fraturei a perna esquerda e cheguei a ficar um ano sem jogar. Acabei encerrando a carreira aos 30 anos, em 1997 — resume Betinho.

Sem saber bem o que fazer após pendurar as chuteiras, o ex-atleta cogitou a ideia de criar uma escolinha.

— Todo jogador, quando encerra as atividades, quer ser treinador ou montar uma escolinha. É complicado, porque a carreira demanda muito tempo e a maioria acaba deixando o estudo de lado. E isso, mais tarde, faz falta. Aliás, sempre converso sobre isso com os meninos que treinam comigo — afirma.

Foi então que Betinho fundou, em 2002, o Carrossel, uma homenagem à seleção da Holanda na Copa de 1974, apelidada de “Carrossel holandês”.

— No início eu pensava em conseguir algum retorno financeiro. Mas percebi que aqui na região de Quintino não seria possível. Então montei o time e comecei a chamar a criançada — diz o ex-jogador, que também trabalha no comércio de venda de uniformes esportivos e como treinador da equipe sub-9 da Portuguesa, da Ilha do Governador.

Atualmente, cerca de cem garotos treinam no Carrossel, com idades variadas. Os treinamentos, como é de praxe em qualquer escolinha ou clube, são separados por idade: do sub-7 ao sub-15, entre segunda e quinta-feira, sempre às 17h.

— Praticamente todos os alunos são moradores do bairro. Eu digo para as mães que basta aparecer aqui e inscrever os filhos — explica Betinho.

Ele comenta que nenhuma das crianças que treinaram na escolinha se tornou profissional. Mas que esse não é o principal objetivo.

— Aqui nós queremos educar. Tirar os meninos do caminho das drogas. Infelizmente, alguns se perderam. E isso me deixa triste. Mas também tenho ex-alunos que já apareceram aqui para trazer os filhos — finaliza Betinho, orgulhoso como quando balançava as redes nos tempos de jogador.

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Globo Online | 29-Abr-2017 09:30

Empresa de Coelho Neto faz parceria com AfroReggae no combate à dengue

Com o objetivo de combater o mosquito da dengue e criar oportunidades de emprego, a empresa F-Jet, de Coelho Neto, desenvolveu uma ferramenta chamada Motofog e, em parceria com a ONG AfroReggae, criou o projeto “Comunidade cuidando da comunidade”. O Motofog faz o papel dos tradicionais “fumacês”, que passam pelas ruas em caminhões, só que, no caso, o compartimento por onde sai a fumaça é acoplado a uma moto.

febre amarela

A ideia do projeto é capacitar moradores das comunidades para operar a ferramenta inovadora. Já houve testes em fevereiro, em Parada de Lucas e Vigário Geral.

— As áreas carentes da cidade apresentam cada vez mais incidência de problemas com mosquitos. E são lugares, muitas vezes, de difícil acesso, onde nem mesmo o poder público entra. Por isso pensamos em utilizar pessoas da própria comunidade para operar os Motofogs — explica o sócio-fundador da F-Jet, Marcelo Machado.— Essa é uma solução de baixo custo, mas de alto impacto. E ainda oferecemos oportunidades de emprego — completa o empresário.

A F-Jet ainda não definiu quando acontecerão as primeiras ações.

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Globo Online | 29-Abr-2017 09:30

Febre amarela: número de postos é ampliado em Niterói

NITERÓI — A prefeitura ampliou o número de salas de vacinação contra a febre amarela na cidade. Agora, a população conta com as unidades do Programa Médico de Família (PMF) Cafubá II, Cafubá III, Matapaca, Badu, Maravista, Cantagalo e Caramujo, além da Clínica Comunitária da Família de Várzea das Moças e das Unidades Básica de Saúde (UBS) de Piratininga, Santa Bárbara e do Baldeador (Morro do Castro). Equipes volantes do Programa Médico de Família estão percorrendo áreas próximas a matas e vizinhas a outros municípios.

febre amarela

Até março, a vacinação era feita nas policlínicas regionais de Centro, Santa Rosa, Itaipu, Fonseca, Largo da Batalha e Engenhoca. A partir de então, a Fundação Municipal de Saúde ampliou o serviço, devido ao aumento de demanda, para a Policlínica Comunitária de Jurujuba e o Médico de Família do Engenho do Mato. Em todos os locais, a imunização ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, responsável pela estratégia de vacinação, Niterói não está na área de recomendação da vacina. Por isso, a imunização está sendo realizada de forma escalonada e tem previsão para ser concluída até o fim do ano. A recomendação do governo estadual é que sejam imunizados prioritariamente moradores de áreas rurais e pessoas que se desloquem para áreas de risco.

A secretária de Saúde de Niterói, Maria Célia Vasconcellos, lembra que não há casos de febre amarela em Niterói há mais de dez anos. Ressalta, contudo, que, desde o mês passado, a Fundação Municipal de Saúde vinha solicitando ao governo do estado novas remessas de vacinas para reforçar a vacinação, diante dos casos em municípios próximos. Enquanto no ano passado eram realizadas, em média, 300 aplicações por mês, este ano já foram imunizadas mais de 160 mil pessoas, tendo a frequência chegado a cinco mil pessoas por dia.

Maria Célia acrescenta que é importante que os moradores optem pelos postos de vacina mais próximos, pois algumas unidades, como as de Santa Rosa e Itaipu, ainda mantêm uma procura muito grande, enquanto outras estão mais vazias. Ela alerta ainda que o horário da tarde tem tido menor frequência.

Na policlínica de Itaipu, na Região Oceânica, a procura tem sido grande, desde quinta-feira, quando a vacinação contra febre amarela foi estendida para a unidade.

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Globo Online | 29-Abr-2017 09:30

Baleia e Drenna são atrações no Rio Novo Rock, no Imperator

Na próxima quinta-feira (03), a partir das 20h, o Imperator sedia mais uma edição do Rio Novo Rock. Desta vez, subirão ao palco as bandas cariocas Baleia e Drenna, em companhia do DJ Suirá e do VJ Miguel Bandeira.

Com dois álbuns no currículo, a Baleia é reconhecida pela estética de seus trabalhos. Tanto que a banda foi indicada ao Grammy Latino de Melhor Projeto Gráfico, no ano passado. Já a Drenna, liderada pela vocalista que leva o nome do grupo, conquistou o título de campeã do Planeta Rock 2016, em São José do Rio Preto (SP). Além disso, acaba de lançar o álbum “Desconectar".

O Rio Novo Rock chega à quarta temporada, e, agora, o projeto também conta com um site: .

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Globo Online | 29-Abr-2017 09:30

Aumento no relato de furtos e roubos no Méier preocupa moradores

Moradores do Méier estão pedindo atenção das autoridades para o aumento da violência no bairro. Cresce a cada dia o número de relatos de crimes, furtos, golpes e roubos. Na Rua Isolina, onde funciona uma tradicional escola da região, o medo e a tensão passaram a integrar a rotina dos responsáveis pelo transporte dos alunos, principalmente nos horários de entrada e saída. Por medo, todas as vítimas citadas nesta reportagem preferem não se identificar.

— Em menos de uma semana, dois carros de pais de alunos foram roubados e, diariamente, alunos, responsáveis e professores são abordados ou mesmo assaltados. Queremos providências — protesta uma mãe.

Ela conta ainda que, em certa ocasião, um carro que faz transporte escolar chegou a ser roubado, juntamente com os celulares e as mochilas das crianças, que foram retiradas a tempo do veículo.

De fato, os números divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) para a região do Méier e Cachambi nos dois primeiros meses deste ano mostram que, em relação ao mesmo período de 2016, houve um aumento no total de roubo de veículos.

Em fevereiro do ano passado, por exemplo, foram registrados 183 roubos do gênero. No mesmo mês em 2017, foram 236. Já em janeiro de 2016, houve 210 roubos de veículos, diante dos 246 registros no mesmo mês deste ano.

Há também relatos de golpes, assédio e abordagens agressivas no bairro. Uma costureira de 74 anos, que também preferiu não se identificar, contou que estava passando pela Rua Carolina Santos, próximo à Dias da Cruz, quando foi abordada por uma senhora que pedia informações, alegando não saber ler.

Durante o episódio, um homem calvo se aproximou das duas e ordenou que a costureira entrasse em um carro. Mesmo sem apresentar armas, anunciou o sequestro. A vítima entregou a bolsa e o celular, além de ter que ir a um banco sacar toda a quantia da conta corrente para repassar aos bandidos.

— Eles não usaram armas, mas me deixaram muito nervosa. Vasculharam minha bolsa e viram meu extrato, então começaram a fazer ameaças envolvendo a minha família. Entrei no banco e saquei o dinheiro no caixa, mas não tive coragem de contar o que estava acontecendo. O pior é que tentei registrar o boletim de ocorrência depois, na 26ª DP, mas eles estavam em greve — diz a costureira.

Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que o comando do 3º BPM (Méier) está atento aos índices criminais e tem trabalhado para reduzir as ocorrências na área de cobertura da unidade. O batalhão realiza patrulhamento na região com rondas em carros e motos, com o objetivo de coibir os crimes e aumentar a sensação de segurança da população.

O comando do batalhão criou um grupo de WhatsApp para facilitar o contato e a troca de informação entre moradores e policiais militares. Ainda de acordo com o comunicado, nos últimos 15 dias, integrantes do batalhão reuniram-se com moradores e representantes das escolas da região para ouvir as demandas e o BPM adequou o patrulhamento no bairro, além de estudar novas ações estratégicas para a região, que conta ainda com o apoio do projeto Méier Presente, um complemento ao policiamento realizado pelo batalhão. A iniciativa cobre 62 ruas, entre elas a Dias da Cruz.

A PM orienta os motoristas e cidadãos que observarem qualquer situação suspeita a acionarem imediatamente o batalhão através do 190 ou entrarem em contato com o 3º BPM (pelo telefone 2332-2319).

A corporação solicita também que as denúncias sejam feitas pelo 190 ou pelo Disque-Denúncia (2253-1177) e ressalta a importância do registro das ocorrências nas delegacias, para que o estudo da mancha criminal possibilite novas estratégias de policiamento para aquela área.

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Globo Online | 29-Abr-2017 09:30

Goleiro Bruno vai ser pai pela quarta vez, diz advogado

RIO - O goleiro Bruno Fernandes, preso nesta quinta-feira, vai ser pai. A informação foi confirmada pelo advogado do jogador, Lúcio Adolfo, que afirmou não saber mais detalhes sobre a gravidez da dentista Ingrid Calheiros. Além do filho com Eliza Samudio, Bruno tem outras duas filhas com a ex-mulher Dayanne de Souza.

- Está grávida sim. Mas não sei de mais nada e não posso falar sobre isso. Não pertenço à família. Sou advogado do Bruno e não da família dele - disse.

O EXTRA tentou contato com a dentista, mas ela não atendeu às ligações. Na quarta-feira, Ingrid uma mensagem de otimismo em sua conta pessoal no Instagram, após a determinação da prisão do jogador pelo Supremo Tribunal Federal.

"Porque a última palavra é do Senhor!! Ele é meu refúgio e minha fortaleza, socorro bem presente na hora da angústia.... e nele que confio e espero!!!", escreveu.

A imagem compartilhada por Ingrid mostra nuvens escuras e um texto bíblico: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça - Isaías 41:10".

De acordo com a Secretaria estadual de Adiminstração Penitenciária (Seap) de Minas Gerais, Bruno irá ficar em uma cela individual, com medida 4,5m por 4,5m. O local possui cama, pia e vaso sanitário. O goleiro terá direito a banho de sol e a visitas de pessoas cadastradas e terá a oportunidade de estudar e trabalhar. Bruno foi preso após decisão do Supremo Tribunal Federal, que determinou o retorno do goleiro à prisão. A maioria dos ministros da casa votou contra o habeas corpus que garantia a liberdade do jogador. A decisão foi tomada por três votos a um. Marco Aurélio Mello, que concedeu, em fevereiro deste ano, a liberdade ao jogador, foi o único voto a favor. Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Rosa Weber votaram para Bruno retornar à prisão.

De acordo com o advogado do jogador, a defesa já entrou com um pedido de revogação da prisão do goleiro e quer que o recurso seja avaliado o quanto antes.

- Eu quero uma decisão rápida assim como foi a decisão de colocá-lo na cadeia novamente. Quando o Bruno está solto, tudo anda rápido. Com ele preso, tudo arrasta - disse.

Sobre o contrato de trabalho com o BOA Esporte, onde Bruno joga em Varginha, em Minas Gerais, o advogado afirmou que o contrato permanece em vigência.

- O contrato permanece. Eu li o que está escrito e sei que não termina nada com a prisão. Aqueles três irmãos são fantásticos. O BOA enfrentou patrocinadores e toda a opinião pública contra o Bruno e permanece ao lado dele. Igual aqueles três não têm. Eles querem ajudar o Bruno e vão sustentar o contrato. Quando a Justiça definir que o Bruno não pode mais trabalhar, aí sim vamos conversar - declarou.

A possibilidade de um regime semiaberto para o goleiro ainda será avaliada pela Justiça.

- Tem que analisar muita coisa. Se ele tem condições, o tempo de prisão. Tem muita coisa para ser avaliada ainda. Se ele tiver que sair, vai sair - disse o advogado.

Bruno foi condenado pelo assassinato da ex-amante Eliza Samudio, em 2010, e estava solto desde 24 de fevereiro, por decisão do ministro Marco Aurélio Mello.


Globo Online | 28-Abr-2017 23:32

Após dia de manifestações, acompanhe o trânsito e os transportes na volta para casa

RIO — Após um dia de protestos que terminaram em confrontos entre manifestantes e policiais militares, no Centro do Rio, por conta da greve geral contra as reformas trabalhista e previdenciária, cariocas não encontram dificuldade na volta para casa. Confira a situação dos serviços de transporte e o trânsito nas principais vias da cidade:

METRÔ

Os trens do metrô funcionam normalmente. Na estação Cinelândia, os seis acessos foram bloqueados, por volta das 17h35, devido à manifestação que ocorre no local. O passageiro que estiver próximo ao local deve seguir para as estações Carioca ou Glória. Mais cedo, alguns entradas das estações Carioca e Uruguaiana chegaram a ser fechadas, mas o acesso foi normalizado.

Embed: Twitter metrô

TRENS DA SUPERVIA

A Supervia, concessionária que administra os trens urbanos do Rio, informou que todos os ramais operam normalmente no início desta noite.

BRT

A concessionária que administra os serviços de ônibus BRT informou que os corredores Transoeste, Transcarioca e Transolímpica funcionam normalmente.

BARCAS

A CCR Barcas informou que todos os serviços seguem funcionando normalmente.

SANTOS DUMONT

De 101 voos no Santos Dumont hoje, 14 foram cancelados e 28 atrasados, segundo o site da infraero Santos Dumont com segurança reforçada desde o inicio do dia e operando normalmente desde às 11h57. Ficou fechado por 10 minutos no início do dia por conta de mau tempo. Atualmente funciona normalmente.

VLT

A linha 1 do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) está operando entre a Rodoviária e a Parada dos Museus.

TRÂNSITO:

Por conta do incêndio de pelos menos cinco veículos entre a Rua Teixeira de Freitas e Rua do Passeio, na Lapa, Centro do Rio, o trânsito no local está totalmente parado. Pelo menos três ônibus foram incendiados.A recomendação é evitar a região e optar pelo Túnel Santa Bárbara como alternativa.

PONTE RIO-NITERÓI

O fluxo do trânsito nos dois sentidos da ponte Rio-Niterói segue sem interdições. Às 17h, o tempo de travessia era de 13 minutos.

AVENIDA BRASIL

Segundo o Centro de Operações da Prefeitura (COR), a Avenida Brasil tem tráfego intenso com retenções na próximo à Ramos, no sentido Zona Oeste, devido às obras da TransBrasil, e apresenta pontos de retenção em Guadalupe, nos dois sentidos, próximo ao Shopping Jardim Guadalupe.

LINHA VERMELHA

A linha Vermelha apresenta pontos de retenção no sentido Centro, na altura da Rodovia Washington Luis.

LINHA AMARELA

Uma manifestação interditou o Viaduto do Gasômetro no sentido Avenida Brasil, a partir do acesso pela Avenida Francisco Bicalho, às 18h. Reflexos na Via Expressa do Porto e Avenida Francisco Bicalho, desde o trevo das Forças Armadas. Segundo a Lamsa, concessionária que administra a Linha Amarela, nos outros trechos da via, os dois sentidos da via — Fundão e Barra da Tijuca — estão com fluxo bom.

GREVE GERAL: Confira as orientações para quem perdeu viagens, consultas, audiências ou deixou de fazer pagamentos.


Globo Online | 28-Abr-2017 22:43

Governo do Estado sofre novo arresto em suas contas

RIO - O governo do Estado sofreu nesta sexta-feira mais um arresto em suas contas. A Defensoria Pública do Estado obteve autorização da Justiça para receber cerca de R$ 50 milhões relativos a cota mensal de recursos que o órgão tem direito (os duodécimos).

Além disso, a qualquer momento o estado corre o risco de ter mais R$ 52 milhões arrestados, pois a Assembleia Legislativa também entrou com processo para receber os recursos numa única parcela. Desde o mês passado, o estado tem tentado pagar os duodécimos de forma parcelada, mas vem tendo derrotas na Justiça. Crise no Rio

Na quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal já havia autorizado o bloqueio de R$ 244 milhões numa ação movida pelo Tribunal de Justiça do Rio. Em dezembro, o então presidente do TJ, o desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, assinou um acordo com o governador Luiz Fernando Pezão para que o repasse dos duodécimos (recursos que o estado deve transferir aos poderes) fosse feito até o dia 20 de cada mês. No entanto, governo do estado vem descumprindo essa regra.

No mês passado, o repasse também sofreu atraso. O dinheiro é usado para que os poderes consigam cumprir as obrigações com seus respectivos servidores. De acordo com a lei, os três órgãos — Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), o Ministério Público (MP-RJ) e a Defensoria Pública — têm de quitar suas folhas de pagamento até o último dia útil do mês trabalhado.

O governo do Rio vem enfrentando diversos problemas financeiros e guarda suas esperança no acordo de ajuda firmado com o governo federal. A autorização para a venda da Cedae, empresa de saneamento do estado, já foi autorizada como parte do pacote. Mas ainda há medidas pendentes de aprovação, tanto no Congresso Nacional como na Assembleia Legislativa.


Globo Online | 28-Abr-2017 21:49

Mortes decorrentes de intervenção policial no Rio aumentam 96,7% em março

RIO - Os números do Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgados na tarde desta sexta-feira, referentes ao mês de março, provam que a realidade violenta que vive a população carioca. As mortes em decorrência de autos de resistência tiveram um aumento de 96,7% em relação a março do ano passado. Foram 120 vítimas em março deste ano, contra 61 no mesmo mês de 2016. Se comparado o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2016, também houve aumento no número de mortes em decorrência de intervenção policial. Foram 139 casos a mais, ou seja, 85,3%. Links_isp

Houve aumento também nos roubos de veículos: 47,5% em relação ao mesmo período de 2016. A letalidade violenta, que soma os registros de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e as mortes em decorrência de intervenção policial, aumentou 23,8%. Os casos de homicídio doloso foram 11,7% maiores que em março do ano passado.

Segundo o ISP, em março foram regustradas seis vítimas de feminicídio no estado, e 25 tentativas de feminicídio. O ISP observa que "devido à paralisação de algumas atividades da Polícia Civil, iniciada em janeiro de 2017, houve uma atípica subnotificação de determinados delitos. Uma parte dos registros on-line que foram efetuados nesse período começou a ingressar no sistema da Polícia Civil no mês de março, passando a fazer parte das estatísticas do delito nesse mês – os dados divulgados pelo ISP são relativos à data da comunicação do fato. Por isso, não é recomendado fazer comparações temporais de alguns delitos com base nos dados de janeiro, fevereiro e março".

No entanto, os títulos de Letalidade Violenta (Homicídio Doloso, Latrocínio, Homicídio Decorrente de Oposição à Intervenção Policial e Lesão Corporal Seguida de Morte) e Roubo de Veículo não foram afetados, pois os registros desses delitos continuaram a ser feitos nas delegacias.

PRODUTIVIDADE POLICIAL EM BAIXA

O número de apreesnões e prisões caiu no mês passado. Em relação ao mesmo período de 2016, houve uma redução de 10,2% na apreensão de armas (856 em 2016 – 769 em 2017), sendo 41 fuzis. As prisões foram 5,6% mais baixas (3.747 em 2016 – 3.539 em 2017). As prisões em flagrante reduziram 9,2% em relação a marçço de 2016 (4.788 em 2016 – 4.348 em 2017).


Globo Online | 28-Abr-2017 21:00

Domingo tem concerto gratuito em homenagem a Villa-Lobos

Sob a regência de Vitor Damiani, a Orquestra e Coro Nova Sinfonia, um projeto da Agência do Bem, se apresenta neste domingo, às 11h, no Teatro dos Grandes Atores, no Barra Square. O espetáculo, gratuito, celebra os 130 anos de Heitor Villa-Lobos e reúne 42 alunos com idades entre 12 e 26 anos.

Segundo Patrícia Azevedo, coordenadora executiva da Agência do Bem, no repertório, além das canções do compositor, haverá sucessos de Bach, Tom Jobim e outros.

- A qualidade técnica e artística dos concertos realizados pela Orquestra e Coro Nova Sinfonia vem sendo ampliada a cada formação. O empenho e dedicação com que os alunos têm chegado ao grupo, por meio das nossas Escolas de Música e Cidadania, e a integração entre a equipe tem resultado em belíssimos concertos - destaca ela.

Patrícia ainda conta que a homenagem da OCNS a Villa-Lobos é extremamente simbólica para o grupo, não só pela performance artística e a forma como o compositor misturava diferentes elementos clássicos e populares em suas músicas, mas também pelo trabalho social realizado.

- A sua contribuição para a educação musical no Brasil é muito relevante, se aproximando dos ideais e objetivos da Agência do Bem - conta.

Música que transforma
Com passagem por renomadas salas de espetáculo e locais de interesse público, dentre eles o L´Olympia Hall, em Paris, o Copacabana Palace e o Cristo Redentor, a Orquestra e Coro Nova Sinfonia é uma seleção de 42 alunos de destaque das Escolas de Música e Cidadania, projeto criado pela ONG Agência do Bem com objetivo de desenvolver a cidadania entre crianças e adolescentes em comunidades de baixa renda.


Globo Online | 28-Abr-2017 19:50

Manifestação de servidores públicos complica trânsito no Centro

RIO - Servidores públicos estaduais fazem uma manifestação organizada por centrais sindicais contra as reformas da Previdência e trabalhista, na tarde desta sexta-feira, nas ruas do Centro do Rio. O protesto, que concentrava os manifestantes, na Rua Primeiro de Março, em frente à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foi dispersado pela polícia, que utilizou bombas de efeito moral contra o grupo que participava do ato.

No momento, as Avenidas Rio Branco e as ruas Evaristo da Veiga, Araújo Porto Alegre e Primeiro de Março estão interditadas.

Devido ao confronto da PM com os participantes do ato, o Centro de Operações recomenda que os motoristas evitem o Centro do Rio. A circulação da Linha 1 do VLT também está suspensa. O acesso ao Aterro do Flamengo também está bloqueado no momento. Na Avenida Almirante Barroso, policiais utilizaram bombas de efeito moral e tiros de bala de borracha para dispersar os manifestantes.

Manifestantes também bloqueam no momento o Viaduto do Gasômetro, na altura do acesso à Avenida Brasil. Há reflexos na Via Expressa do Porto e na Avenida Francisco Bicalho, segundo o Centro de Operações. Na região do Passseio, pelo menos três ônibus foram incendiados. Um quarto veículo foi incendiado na Lapa. links greve rio

Mais cedo, após a confusão em frente à Alerj, os manifestantes interditaram a Avenida Presidente Vargas, na altura da Rua Primeiro de Março. Um pouco antes do confronto, a pista lateral da avenida já havia sido interditada na pista lateral, no sentido Candelária. Motoristas que precisaram passar pela região tiveram que seguir pelo Viaduto Primeiro de Março ou pelo Elevado Paulo de Frontin. Parte dos manifestantes interditou a Avenida a Almirante Barroso e seguiu em direção à Cinelândia.

A manifestação foi convocada pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (Muspe). às 17h, eles prometem sair em caminhada em direção à Cinelândia, onde se juntarão com os demais trabalhadores contra a reforma da Previdência.

Um grupo de manifestantes também seguiu da Lapa para a Alerj. A Rua Riachuelo também foi fechada. Na Avenida Rio de Janeiro, outro grupo fez um ato no acesso à Avenida Brasil, no sentido Zona Oeste. Uma faixa foi ocupada na altura do Portão 24 do Cais do Porto.

PROTESTOS FECHAM VIAS DESDE CEDO

Desde cedo, diversas manifestações complicam o trânsito na cidade. O município do Rio entrou estágio de atenção às 6h50m desta sexta-feira por conta das manifestações, que complicaram o trânsito. Mais cedo, a cidade chegou a registrar 73 quilômetros de engarrafamento. info - mapa efeitos greve RJ

A Via Expressa do Porto liberada cerca de 11h30, foi fechada por quase 4h nos dois sentidos, perto da Novo Rio. A Ponte Rio-Niterói chegou a paralisar por quase duas horas, e o engarrafamento chegou a 7 quilômetros.

Uma manifestação de professores e alunos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) prejudicou ainda o trânsito na Rua Pinheiro Machado links greve rio, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. A via ficou interditada nos dois sentidos, na altura do Palácio Guanabara, mas já foi liberada. Policiais do 2º BPM (Botafogo) acompanharam o protesto no local.

Manifestantes impediram ainda a circulação de ônibus, metrô, barcas e do bondinho de Santa Teresa, o que prejudicou muitos trabalhadores. O VLT também teve a circulação interrompida mais cedo.


Globo Online | 28-Abr-2017 19:41

Peça une arte e reflexão sobre o autismo no pátio do MAC

NITERÓI - A peça “Anjo azul a cerca de tudo”, que será apresentada domingo no pátio do Museu de Arte Contemporânea (MAC), utiliza a arte para retratar um tema importante, a saga de autistas e seus familiares no cotidiano, criando um bom casamento entre entretenimento e conscientização.

Joel Vieira e Mônica Ferreira, que assinam o texto, são pais de uma menina portadora do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Por conhecerem de perto a vida de quem tem essa condição, analisam, no roteiro, o comportamento e a forma de pensar e de viver o mundo segundo a ótica do autista. Dessa forma, conseguem, também, mostrar como a sociedade segrega essas pessoas e se distancia delas.

O diretor da peça, Mário Sousa, explica que os atores não personificam autistas na interpretação. A ideia é não entrar numa imagem caricata, o que atrapalharia a mensagem que buscam apresentar.

— Eles são a consciência dos autistas diante das situações. Cada ator tenta mostrar como se comportam, as dificuldades, as necessidades, a supersensibilidade. O objetivo mesmo é uma reflexão sobre o que está por trás do comportamento do autista. Porque o que existe não é um preconceito, mas uma falta de conhecimento de como vive um autista, o que leva a sociedade a estranhá-los — explica Sousa.

Situações corriqueiras (como tocar neles, falar alto com eles ou repreendê-los) muitas vezes são desafios para os autistas em espaços coletivos.

A montagem marca o início de uma programação de conscientização sobre o autismo em Niterói. A próxima etapa será a capacitação dos funcionários ligados à cultura na cidade, especialmente os que atendem o público, para saberem como lidar com portadores de TEA. A apresentação é uma parceria de Odara Produções, da ONG Niterói Mais Humana e da prefeitura, por meio da Secretaria municipal de Cultura/FAN.


Globo Online | 28-Abr-2017 19:40

Justiça pede que prefeitura esclareça por que não reajustou tarifa de ônibus

RIO - A prefeitura do Rio tem dez dias para explicar à Justiça por que não autorizou um reajuste nas tarifas das linhas municipais, a partir de janeiro deste ano. A decisão, tomada no fim da tarde de quinta-feira, é da juíza Roseli Nalin, da 15ª Vara de Fazenda Pública, na ação movida pelos consórcios que operam as linhas de ônibus do Rio. links ônibus reajuste

REVINDICAÇÃO DE R$ 3,95

No processo, os consórcios revindicam que a tarifa aumente de R$ 3,80 para R$ 3,95, seguindo as regras do contrato de concessão firmado em 2010. Em seu despacho, a juíza lembra que as empresas estariam sofrendo prejuízos seguidos por violações ao contrato de concessão tais como: criação de gratuidades para estudantes do ensino universitário sem determinar a necessária fonte de custeio; o aumento do benefício da gratuidade para os portadores de deficiência, igualmente sem contrapartida; e autorização para a operação de vans em itinerários coincidentes aos percorridos pelas linhas regulares das empresas autoras, culminando em superposição aos itinerários dos BRTs.

A Procuradoria do Município informou que já foi notificada da decisão e encaminhará os esclarecimentos ao Judiciário dentro do prazo estipulado de dez dias.


Globo Online | 28-Abr-2017 18:55

Determinação judicial obriga PM a desocupar casas do Alemão

RIO - Uma determinação judicial obriga a Polícia Militar a desocupar imediatamente as casas de moradores do Complexo do Alemão que estão sendo usadas como base pela corporação. A decisão é fruto de um pedido da Defensoria Pública, em ação impetrada na última quinta-feira junto à 15ª Vara de Fazenda Pública. Além da imediata desocupação dos imóveis, a juíza Roseli Nalin determina que a PM se abstenha “de turbar ou esbulhar a posse privada sob o pretexto da utilização dos imóveis para operações militares no contexto do combate à criminalidade naquele Complexo”. Alemão

LINHA DO TEMPO: DIAS DE GLÓRIA E AGONIA NO ALEMÃO

Ao fundamentar a decisão, a juíza destaca que “o atuar do Comando Militar não poderá, ainda que em nome do grave quadro aqui desenhado, praticar violações de direitos humanos em operações policiais, notadamente com invasão e ocupação das casas de civis para utilização como base militar, representando além de ofensa à proteção constitucional do domicílio e da posse afronta ao direito à vida, à integridade física e à segurança”.

A ação foi movida após os núcleos de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) e Contra a Desigualdade Racial (Nucora) da Defensoria constatarem que a corporação não havia cumprido a promessa de deixar as residências até a última terça-feira, conforme acordado em audiência pública com moradores da comunidade na sede da instituição pública, no Centro do Rio.

“Por meio de contato telefônico realizado no dia de hoje com os possuidores das residências afetadas, a Defensoria Pública constatou que os compromissos não foram cumpridos, mas, ao revés, há notícias de novas ocupações e de intensificação dos tiroteios no Largo do Samba, o que torna insustentável a situação”, esclarecem, na petição inicial, os defensores Fabio Amado e Lívia Casseres, respectivamente, coordenadores do Nudedh e do Nucora.

As casas no Alemão foram ocupadas por agentes da UPP Nova Brasília em fevereiro desse ano. Na ocasião, o ouvidor-geral da Defensoria, Pedro Strozemberg, e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil e da Assembleia Legislativa foram ao local e constataram que todas serviam de moradia, ao contrário do que afirmavam os policiais. No início dessa semana, uma audiência pública reuniu a Defensoria, movimentos sociais que atuam no Alemão, as Comissões de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e da Câmara Municipal e policiais militares.

A decisão judicial também ordena a publicação da medida em boletim interno da Polícia Militar, para que todos os membros da corporação tomem conhecimento "da ilicitude da prática de utilização de imóveis particulares como base militar no referido complexo".

A atuação para a garantia da devolução das casas aos moradores contou com a parceria dos coletivos Papo Reto, Juntos Pelo Complexo e Defezap. Info - Tiroteio 2017


Globo Online | 28-Abr-2017 18:19

Pinheiro Machado é liberada após ato de professores e alunos da Uerj

RIO - Uma manifestação de professores e alunos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) prejudicou o trânsito na Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. A via ficou interditada nos dois sentidos, na altura do Palácio Guanabara, mas já foi liberada. Policiais do 2º BPM (Botafogo) estão acompanharam o protesto no local. Pinheiro Machado

Professores e estudantes da Uerj fizeram uma aula pública no local protestando contra o governo do estado e contra as reformas trabalhista e previdenciária.

A reitoria da Uerj decretou paralisação oficial de 24h, por conta da greve geral que acontece no país.

— Interditamos metade da pista para conversar com a população e os motoristas sobre a situação da universidade. O protesto está tranquilo, com os carros passando buzinando, apoiando as nossas reivindicações — disse Guilherme Vargues, diretor da Associação de Docentes da UERJ (Asduerj). Os efeitos da greve geral no Rio

Segundo ele, a manifestação pacífica contou com cerca de 500 pessoas, entre docentes e estudantes da Uerj. Além de protestar contra o situação da universidade, que tem repasses do governo, salários de professores e bolsas de alunos atrasados, o grupo é contra as reformas da previdência e trabalhista, que, de acordo com Vargues, atingem todos os servidores.

Manifestantes bloquearam o trânsito em vários pontos do Rio, desde o início da manhã. A Via Expressa do Porto liberada cerca de 11h30, foi fechada por quase 4h nos dois sentidos, perto da Novo Rio.

O município do Rio entrou estágio de atenção às 6h50m desta sexta-feira por conta das manifestações, que complicaram o trânsito. info - mapa efeitos greve RJ


Globo Online | 28-Abr-2017 16:36

Veja o que abre e fecha no feriado de 1º de Maio

RIO - O feriado de 1º de maio vai alterar o funcionamento do comércio no Estado do Rio. As lojas da Saara, no Centro do Rio, ficarão fechadas, assim como o Mercadão de Madureira, na Zona Norte do Rio.

Como as agências bancárias não terão atendimento, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lembra que as contas de consumo (água, luz, telefone e TV a cabo, por exemplo) e carnês com vencimento marcado para a data poderão ser pagos no dia 2, próximo dia útil ao feriado, sem multa.

As lojas do Supermercados Guanabara, Mundial, Extra e Assaí ficarão fechadas. O Walmart vai abrir normalmente, das 8h às 22h, e as lojas da rede Hortifruti do Rio de Janeiro funcionarão até as 15h.

Os shoppings adotam horários especiais de funcionamento, com os cinemas seguindo com a programação normal.

Veja os horários de funcionamento das lojas e quiosques dos shoppings:

9h às 15h

Pátio Alcântara

12h às 22h

Shopping Nova Iguaçu

13h às 21h

Américas Shopping, Bangu Shopping, Boulevard Rio, Carioca Shopping, Caxias Shopping, Center Shopping Rio, NorteShopping, Nova América, Recreio Shopping, Shopping Grande Rio, Shopping Jardim Guadalupe, Shopping Metropolitano Barra, Shopping Tijuca, Via Brasil, Via Parque Shopping e West Shopping.

14h às 21h

Botafogo Praia Shopping

15h às 21h

BarraShopping e New York City Center, Bay Market, Ilha Plaza, Plaza Shopping Niterói, Rio Design Leblon, Rio Design Barra, São Gonçalo Shopping (com abertura opcional a partir das 13h) e TopShopping.


Globo Online | 28-Abr-2017 12:58

Greve deixa município do Rio em estágio de atenção

RIO - O município do Rio está em estágio de atenção desde as 6h50 desta sexta-feira por conta das manifestações da greve geral, contra a reforma trabalhista e previdenciária do governo. O diretor de Operações da CET, Joaquim Diniz, orientou que o carioca opte pelo sistema de barcas, metrô e trem nesta manhã. links greve rio
— Conseguimos liberar a Linha Vermelha com apoio da Polícia Militar, um bloqueio importante. Não há interdição ou acidente sério na Avenida Brasil. Continuamos com interdições na Via Expressa e na Ponte Rio-Niterói. O bloqueio à Ponte é realmente preocupante — analisou o diretor.
Apesar da orientação, as barcas e o BRT também sofrem efeitos da greve. Um cordão humano fecha o acesso às embarcações na Praça Arariboia. O Corredor Transoeste foi interrompido na estação do Mato Alto, por manifestação na Av Dom João VI, na Embrapa. Os motoristas são orientados a desviar por dentro da Ilha de Guaratiba.

O Túnel Marcello Alencar está fechado no sentido Avenida Brasil, com desvio para a Avenida Presidente Antônio Carlos, segundo o Centro de Operações.

LINHA 2 DO VLT INTERROMPIDA

A circulação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) também foi afetada. De acordo com a concessionária que administra o VLT, a linha 2 do modal está com circulação interrompida. Há bloqueio nos trilhos na altura da Rua Sete de Setembro com a Avenida Rio Branco. Já a linha 1, segundo a concessionária, circula entre a Rodoviária e a Parada dos Museus.

BLOQUEIOS NO ACESSO AO CENTRO

Na visão do diretor, é fundamental que os sistemas de alta capacidade funcionem para atender à demanda em dia de retenções no trânsito da cidade.
— Percebemos que há bloqueio em vários pontos que dão acesso ao Centro. Desde ontem estamos mapeando os locais de possível manifestação e posicionamos equipes. Sempre que há greve, é importante que as equipes de trânsito cheguem ao trabalho para termos efetivo da guarda e da CET-Rio buscando desvios — explicou Diniz.
A Radial Oeste, na Zona Norte, que estava parcilamente bloqueada no sentido Centro, já não mostra manifestantes na pista pelas câmeras do Centro de Operações. Há retenção com protesto também nas proximidades do Aeroporto Santos Dumont.

ÔNIBUS DEPREDADOS NO BRT

O consórcio BRT informou que 11 ônibus articulados foram depredados na madrugada, e os serviços do corredor Transcarioca chegaram a ficar suspensos por volta das 2h30, após atos de vandalismo contra coletivos que circulavam nessa via expressa. Às 5h20, os serviços começaram a voltar gradualmente. Já por volta das 5h40, houve interrupção parcial do corredor Transoeste, porque manifestantes atearam fogo em pneus na pista, na altura da estação Embrapa, em Guaratiba. No momento, os intervalos no Transoeste estão irregulares.


Globo Online | 28-Abr-2017 12:35

Manifestantes bloqueiam o trânsito em vários pontos do Rio

RIO - Manifestantes fazem, desde o início da manhã, bloqueios em vários pontos do Rio. Na Ponte, um grupo em cinco carros interditou o Vão Central, no sentido Rio, por volta das 6h. A Via só foi totalmente liberada por volta das 8h. Também houve bloqueios no sentido Niterói. Um policial apreendeu a carteira de identificação de uma advogada Clarissa Costa. Segundo ela, vários sindicatos fazem parte do movimento, entre eles químicos alimentação, bancários, MTST, entre vários outros. Alguns motoristas passam pelo ponto de bloqueio xingando os manifestantes, que retrucam também com xingamentos. links greve rio

O mesmo aconteceu na Avenida do Contorno (BR101), na altura do Barreto, sentido Rio. No entanto, os manifestantes também já liberaram a via. Há sete quilômetros de engarrafamento, segundo a Autopista Fluminense.

Por volta das 8h, manifestantes fecharam a Avenida Abelardo Bueno, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, no sentido da Avenida Salvador Allende, na altura da Perinatal e prejudica o acesso do motorista ao Recreio dos Bandeirantes. A CET-Rio desviou o trânsito na altura do Shopping Metropolitano.

A Linha Vermelha foi interditada na altura da Infraero, no sentido Baixada, por volta das 6h35m, mas já foi liberada. O engarrafamento na Linha Vermelha, no entanto, é de oito quilômetros, segundo o Centro de Operações da prefeitura.

Também há bloqueios na Radial Oeste. Cerca de 40 pessoas bloquearam totalmente o sentido Centro da via, na altura da Mangueira, por volta das 5h30m desta sexta-feira, na altura do Maracanã, Zona Norte do Rio. Os manifestantes atearam fogo na pista. A Polícia Militar e homens do Bombeiros foram acionados. Uma faixa reversível no sentido Zona Norte chegou a ser aberta para evitar que os carros ficassem presos no local. Às 6h05m, a via foi parcialmente liberada e já não havia mais fogo no local.

No (VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), há bloqueio nos trilhos na altura da Sete de Setembro com a Avenida Rio Branco, no Centro do Rio. A Linha 2 está com circulação interrompida, e a Linha 1 circula entre a rodoviária e a Parada dos Museus.

Devido aos bloqueios no tráfego, o município do Rio entrou em estado de atenção às 6h50m desta sexta-feira, devido aos bloqueios no tráfego da cidade e aos impactos nos Transportes, principalmente nas linhas de ônibus municipais, em decorrência de manifestações.

No Rio, os ônibus circulam principalmente pelas ruas do Centro e da Zona Sul. Em Niterói, a movimentação dos veículos também é normal. O Rio Ônibus informa que todas as empresas que integram os consórcios Intersul, Internorte, Transcarioca e Santa Cruz estão operando na manhã desta sexta-feira na cidade. Em nota, a empresa disse que, apesar do registro de casos pontuais de vandalismo, a maioria das empresas já está com a sua frota habitual nas ruas.

CORDÃO HUMANO IMPEDE ENTRADA NAS BARCAS EM NITERÓI

Nas barcas, trabalhadores dos sindicatos de trabalhadores aquaviários estão fazendo um bloqueio em frente à estação Araribóia, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Um cordão humano impede tanto passageiros quanto funcionários do sistema de barcas acessarem o local.

A primeira partida de embarcação era prevista para 5h30m com destino à Praça Quinze, no Centro do Rio, mas ela ainda aconteceu. Apesar de uma tentativa de liberação do acesso por parte dos seguranças da CCR Barcas, o clima no local segue sem enfrentamentos.


Globo Online | 28-Abr-2017 11:52

Artista que encantou Lady Gaga faz campanha para entregar obra à cantora no Rock in Rio

NITERÓI - Diego Moura, o artista plástico niteroiense criador do quadro que se tornou objeto de desejo da cantora americana Lady Gaga, começou esta semana uma campanha nas redes sociais para realizar o sonho de encontrar a artista. O objetivo é fazer com que o desejo dele chegue ao conhecimento da diva pop, que vem ao Brasil em setembro para sua apresentação no Rock in Rio. Na ocasião, além de entregar à cantora a peça que ele, despretensiosamente, fez em sua homenagem, o artista plástico espera agradecer a ela por ajudar a badalar o seu trabalho.

Para atrair a atenção dos internautas, até a semana do show, em 15 de setembro, Diego fará sorteios de seus produtos — quadros, blusas e canecas — para fãs da cantora e do trabalho dele que interagirem em sua página Um Dedo de Arte, no Facebook, compartilhando a campanha (http://bit.ly/2oAHhAo).

Fã de Lady Gaga desde 2008, quando ela estourou mundialmente no cenário musical, Diego já havia feito outros desenhos da cantora, mas ganhou notoriedade ao postar em suas redes sociais, em outubro do ano passado, uma foto de seu quadro inspirado na capa do CD de Gaga intitulado “Joanne“. Uma fã da cantora na Turquia compartilhou a foto do quadro dele no Twitter e, minutos depois, a própria Lady Gaga usou sua conta oficial na rede para dizer que havia amado e perguntou como poderia comprar a obra. A postagem foi retuitada mais de duas mil vezes e recebeu milhares de curtidas.

— Nunca imaginei que isso pudesse acontecer. Quando eu vi a capa do CD eu adorei e quis usá-la como inspiração para minha arte, apenas isso. Foi maravilhoso o reconhecimento da Gaga e tudo o que veio depois — diz o artista.

NOVA EXPOSIÇÃO

Diego é designer gráfico e seu amor pelas artes aflorou em 2015, quando começou o projeto Um Dedo de Arte, em que aprimorou seu traço pop e surrealista, carregado de cor e personalidade. O artista criou uma técnica na qual começa a produzir os primeiros rabiscos no bloco de notas do celular, e posteriormente os transporta com tinta e pincel para as telas. No fim do ano passado, após o interesse de Gaga por sua obra, o projeto se transformou numa exposição, que ficou em cartaz por dois meses no São Gonçalo Shopping. Além de Gaga, a mostra reunia desenhos de outras mulheres artistas, como Madonna e Amy Winehouse.

Atualmente, o artista se prepara para uma nova exposição, com traços menos pop e mais surrealistas. A mostra está prevista para o meio do ano, num shopping da cidade, e reproduzirá imagens de artistas do cenário pop mundial e nacional, que dividirão espaço com quadros de temáticas políticas e sociais, como a realidade de moradores do Lixão de Itaoca, em São Gonçalo; e uma imagem que retrata o ex-governador Sérgio Cabral e sua mulher, Adriana Ancelmo, unidos por anéis-algemas. Paisagens como as que unem o Museu de Arte Contemporânea (MAC) e a Baía de Guanabara também estarão na exposição. Além das telas, será possível conferir o trabalho estampado em camisas, ecobags e canecas. As primeiras, antes apenas de malha branca, fizeram tanto sucesso na mostra do São Gonçalo — com customização dos próprios clientes — que, na próxima exposição, ganharão cortes e cores novos; numa pegada mais estilosa.

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Globo Online | 28-Abr-2017 09:30

Tráfico de animais chega à internet

RIO - Traficantes de animais silvestres ultrapassaram os limites da Feira de Caxias, conhecida por abrigar esse tipo de crime, e, agora, negociam aves pela internet. Para chegar até uma das quadrilhas, um policial da área ambiental da PM se passou, por quase um mês, por comprador. Ele combinou um encontro na quarta-feira com o traficante, perto de um shopping em São João de Meriti, na Baixada. No local, Jonathan de Souza Tavares, foi preso em flagrante com 12 pássaros silvestres, que pretendia vender por R$ 500, cada, de acordo com o tenente Diego Vasconcelos, porta-voz da operação.

A venda de animais silvestres pela internet vem sendo monitorada há três meses por uma comissão especial da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) conhecida como "Cumpra-se". Para o deputado estadual Carlos Minc, presidente da comissão, o uso da internet é uma novidade nesse tipo de tráfico:

- Recebi denúncias de três pessoas diferentes falando de site de venda de animais - diz o deputado estadual, que agora pedirá ajuda à Polícia Federal. - Já fizemos a ação com a PM, e a investigação continua. Se esse tráfico está acontecendo no Rio, deve estar ocorrendo em vários outros estados também. info-trafico de animais

O Comando de Polícia Ambiental tem acompanhado a prática do crime para realizar novas prisões. O relatório da Alerj cita, além do "Rolo de pássaros de Caxias", um grupo aberto no Facebook que movimenta anualmente cerca de dez mil animais silvestres, outras três páginas - "Recanto dos Pássaros", "Criatório Reserva do Curio Santos" e Pássaros de Canto" - e o site "Criadores de pássaro".

A página "Rolo de pássaros de Caxias" tem mais de 5.100 membros. Diariamente, são anunciadas cerca de 30 espécies de pássaros da fauna silvestre. As principais comercializadas são araras, papagaios, tucanos, azulões, canários-chapinha, trinca-ferros, sabiás e coleiros.


Globo Online | 28-Abr-2017 09:30

Pezão envia à Alerj projeto que dá desconto para ICMS antecipado

RIO - O governador Luiz Fernando Pezão enviou nesta quinta-feira à Assembleia Legislativa (Alerj) projeto que permite às empresas anteciparem o recolhimento de ICMS por até sete meses, em troca de abatimentos no valor do imposto. Pela proposta, empresas que já têm incentivos ou benefícios fiscais ganharão descontos que variam de 20% (durante dois ou quatro meses) a 14,6% sobre o total que deveriam recolher para o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (Feef). O projeto faz parte de um pacote de medidas para o Palácio Guanabara arrecadar até R$ 1,5 bilhão nos próximos meses e tentar manter a máquina enquanto prosseguem as negociações no Congresso para aprovar o Plano de Recuperação Fiscal dos estados.

BLOQUEIO NAS CONTAS

Sancionado em agosto de 2016, o Feef exige o recolhimento de 10% do valor que o estado deixa de receber com políticas de incentivo tributário. A previsão inicial era que o estado arrecadasse R$ 180 milhões até o fim deste ano (R$ 60 milhões a cada quatro meses). Mas entre janeiro e abril deste ano, a receita obtida foi de aproximadamente R$ 40 milhões, de acordo com o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB). Crise no Rio

O Plano de Recuperação Fiscal prevê suspensão por três anos do pagamento de dívidas com a União de estados em crise, como Rio, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que deverão implantar uma série de medidas de austeridade. Enquanto o acordo não é assinado, o Rio acumula derrotas em suas tentativas de equilibrar as contas. Em Brasília, pela segunda vez este mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou arrestos nas contas do estado para quitar de uma única vez a cota mensal de recursos (os duodécimos) que o Tribunal de Justiça recebe para manter a sua estrutura. No início do mês, o valor autorizado foi de até R$ 129 milhões. Agora, o valor autorizado foi de R$ 244 milhões. Segundo o escritório do advogado Paulo Cezar Pinheiro Carneiro, que moveu a ação, foram bloqueados R$ 225,7 milhões, pois cerca de R$ 18,5 milhões já tinham sido depositados.

Além dos arrestos, o estado tem sofrido bloqueios no repasse de verbas federais. Eles ocorrem porque o Rio deixa de honrar parcelas de empréstimos. A União quita as dívidas como avalista, mas desconta do que deveria repassar ao Palácio Guanabara. Este ano, já foi bloqueado R$ 1 bilhão, e uma outra dívida do mesmo valor acaba de vencer, o que pode gerar novos bloqueios.

Alguns pontos do Plano de Recuperação Fiscal ainda provocam dúvidas. A Câmara dos Deputados aprovou uma emenda que retirou a proposta de aumento de 11% para 14% na alíquota de contribuição dos servidores. A exigência, no entanto, ainda pode ser restabelecida no Senado. Os estados consideram o reajuste da alíquota essencial para a reorganização das contas e, mesmo que o texto não passe em Brasília, vão tentar convencer os deputados da base do governo na Assembleia Legislativa para aprovarem a mudança.

Secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa disse que, caso o aumento da alíquota de 11% para 14% tivesse entrado em vigor em janeiro, o governo teria garantido R$ 1,5 bilhão em 2017. Agora, se a proposta for aprovada até o fim de maio, o estado poderá começar a fazer o desconto a partir de setembro e, com isso, ele arrecadaria R$ 580 milhões até o fim do ano.

— Independentemente do aumento da alíquota constar do texto final da lei em discussão no Congresso, todos os itens de austeridade fiscal são necessários para a recuperação do Estado — afirma Barbosa.

TRABALHO NA ALERJ

O presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), disse que vai tentar convencer os colegas para que aprovem o projeto, independentemente do aumento da alíquota tributária constar do acordo com o governo federal.

— A questão do déficit previdenciário (caso não haja alteração no texto em tramitação no Congresso) permaneceria. Tem que haver uma solução para isso. Consenso na Alerj sobre isso hoje não há. A decisão pode ter que ser tomada no voto em plenário. Meu principal argumento será, independentemente se os deputados apoiam ou não o governo, que essa decisão interessa à população do estado — disse Picciani.


Globo Online | 28-Abr-2017 09:30